João Alberto

JOÃO ALBERTO CARVALHO PINHEIRO
Ator

+ (1991)

Paraense, João Alberto, chegou ao Rio de Janeiro, com pouco mais de 20 anos, com a idéia fixa de se transformar em um cantor.

Fã de lambadas, o sonho dele era se tornar um substituto de Beto Barbosa. Conheceu o diretor Jayme Monjardim que achou que ele tinha jeito para fazer novelas e personagens cômicos.

A chance na TV veio em "Pantanal", em 1990, interpretando o mordomo Zaqueu, que vai parar em pleno pantanal matogrossense e é obrigado a trabalhar no meio dos peões pantaneiros. Rapidamente o ator transformou o personagem em um dos mais simpáticos da novela.

Vítima de uma Pneumonia provocada pelo vírus da AIDS, a promessa João Alberto Carvalho morreu no início de 1991, no Rio de Janeiro.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Ivon Curi

IVO JOSÉ CURI
(67 anos)
Cantor, Compositor e Ator

* Caxambu, MG (05/06/1928)
+ Rio de Janeiro, RJ (24/06/1995)

Com 11 anos, Ivon Curi venceu um concurso de calouros em sua cidade. Começou a cantar profissionalmente na rádio local, na década de 40. Trabalhou no Laboratório Silva Araújo e foi vendedor de passagens da Panair.

Foi tentar a sorte no Rio de Janeiro, onde foi crooner da Orquestra Zacarias, do hotel Copacabana Palace. Em 1947 foi contratado pela Rádio Nacional e em seguida pela Tupi. Ivon começou cantando "La Vie em Rose" e "Pigalle" e, ao gravá-las, estourou nas paradas de sucesso.

Ficou bastante conhecido como intérprete de canções francesas, algumas de suas gravações mais populares eram "C'est Si Bon" e "La Vie En Rose". Na realidade, sua primeira gravação havia sido "O Adeus", de Dorival Caymmi, que não obteve êxito comercial. Em 1948, Ivon era o astro do programa "Ritmos da Panair", da Nacional. Na década de 50, foi eleito "O Rei do Rádio" e teve cinco de seus discos entre os dez mais vendidos do país, entre eles, "Me Leva" (com Carmélia Alves), "Farinhada", "João Bobo", "Feijão", "Tá Fartando Coisa em Mim", "Amendoim Torradinho" e "Xote das Meninas". Por essa época cantou ao lado dos maiores astros e estrelas da música brasileira.

Na década de 50 excursionou pelo Brasil e pela Europa, e desenvolveu suas aptidões para "one-man-show", cantando, contando piadas, histórias e fazendo mímica. Em 1951, Watson Macedo o levou para a Atlântida, onde participou dos filmes da fase áurea das chanchadas e transformou-se num popular humorista de rádio, cinema e televisão.

Ivon gostava de cantar fazendo trejeitos e criou um estilo todo pessoal, que ficava entre o irreverente e o bem-comportado. Embora lançado como cantor galã, de voz pastosa, Ivon participou da comédia "Aviso aos Navegantes" em 1951. Como o personagem era um tipo nobre, meio maneiroso, o público começou a fazer analogias, achando-o muito delicado. As fãs chegaram a escrever: "Sendo como você é, você não deveria ter aparecido no cinema, pois acabaram-se os meus sonhos".

Ivon chegou a sofrer um arranhão em sua carreira, com as gravações despencando nas vendas e contratos cancelados. Decidiu, então, encerrar a fase romântica e levou para o palco a imagem de homem alegre e piadista, lançando as cançonetas, mais interpretativas. Atuou também nos filmes "É Fogo na Roupa", ao lado de Ankito e Adelaide Chiozzo, em 1952, "Garotas e Sambas", "Adorável Inimigo?" e "Assim era a Atlântida" em 1975.

Em meados dos anos 60, teve início o movimento da Jovem Guarda e Ivon permaneceu nove anos sem conseguir gravar. Transformou-se em empresário da noite carioca, ao abrir o Sambão e Sinhá, restaurante-boate idealizado por ele e que tornou-se casa conceituada, onde frequentavam presidentes da República, ministros e embaixadores. Vendeu tudo em 1984 e passou a dedicar-se novamente à carreira artística. Fez 16 temporadas em Portugal, todas com estrondoso sucesso. Se apresentou em programas de televisão e gravou discos.

Falava fluentemente francês, inglês e espanhol e conheceu a Ásia, África, Europa e Américas. Famoso na "Escolinha do Professor Raimundo" com o personagem Galdêncio, o gaúcho da fronteira, sem a cabeleira característica. Sua peruca ficou tão popular que inspirou Renato Aragão no bordão "pelas perucas do Ivon Cury". Na Rede Globo, ele também partipou da novela "Feijão Maravilha", em 1979, interpretando o "Seu Rachid". Em 35 anos de carreira, lançou seu 27º disco em 1994, "Douce France", interpretando clássicos franceses.

Casado com Ivone Cury, deixou três filhos, Ivna, Ivana e Ivan.

Filmografia

1948 - É com Esse Que Eu Vou
1950 - Aviso aos Navegantes ... Príncipe Suave Leão
1951 - Aí Vem o Barão ... Navalha
1952 - Barnabé, Tu És Meu
1952 - É Fogo na Roupa ... Juvenal
1954 - O Petróleo É Nosso
1956 - Vamos com Calma ... Príncipe Nico
1956 - Sai de Baixo
1956 - Guerra ao Samba ... Anastácio
1956 - Depois Eu Conto
1957 - Garotas e Samba
1957 - Maluco por Mulher
1957 - Com Jeito, Vai
1958 - Alegria de Viver
1959 - Garota Enxuta
1960 - Tudo Legal
1966 - Adoráveis Trapalhões
1967 - A Espiã Que Entrou em Fria
1975 - Assim Era a Atlântida
1979 - Feijão Maravilha ... Rachid
1982 - Chico Anysio Show
1986 - As Sete Vampiras ... Barão Von Pal
1990 - O Escorpião Escarlate
1991 - Escolinha do Professor Raimundo ... Seu Gaudêncio

Faleceu devido a Falência Múltipla dos Órgãos e Insuficiência Respiratória.