Lucinha Apache

LÚCIA SOUZA DE MATTOS MONTEIRO
(59 anos)
Dançarina

* (1951)
+ (01/04/2010)

Lucinha Apache foi dançarina dos programas do comunicador Chacrinha de 1969 a 1974.

Recentemente, Lucinha deu uma entrevista ao programa "As Chacretes", do Canal Brasil, na qual contou que deixou o programa para casar, mas pediu o divórcio ao descobrir que o marido era infiel.

"Eu ainda tenho o mesmo glamour. Quando saio, eu me produzo. Eu vou para as discotecas. Eu faço a mesma coisa de quando eu tinha 18, 21 anos", afirmou.

"Logicamente que não é o mesmo corpo, não são as mesmas pessoas, não é a televisão, não é a mídia em cima. Mas eu ainda me sinto a mesma porque os meus amigos que me conhecem como chacrete ainda me botam lá em cima, num pedestal", disse.

"Isso para mim é a glória. Eu jamais deixei de ser e jamais vou deixar de ser chacrete."

Segundo informações do canal, a ex-chacrete havia perdido a visão por causa da diabetes e estava obesa. Mesmo assim, não demonstrou tristeza durante a entrevista.

Aos 59 anos e diabética, ela foi vítima de um Infarto. Lucinha estava hospitalizada há duas semanas.

O corpo de Lucinha foi velado na capela 5 do cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Fonte: Wikipédia e Folha On Line

Magalhães Pinto

JOSÉ DE MAGALHÃES PINTO
(86 anos)
Banqueiro e Político

* Santo Antônio do Monte, MG (28/06/1909)
+ Rio de Janeiro, RJ (06/03/1996)

Para José de Magalhães Pinto, a política era como uma nuvem: "Você olha e ela está de um jeito; olha de novo e ela já mudou." A frase famosa, muitas vezes atribuída a Ulysses Guimarães, era expressão do "frasismo" do ex- banqueiro, ex-deputado, ex-governador de Minas Gerais e então ministro das Relações Exteriores, na época da publicação do Ato Institucional nº 5.

Um dos signatários do histórico Manifesto dos Mineiros – primeiro pronunciamento público de setores liberais contra o Estado Novo (1937-1945), em outubro de 1943 –, Magalhães Pinto subscreveu o AI-5 na "esperança" de que o decreto tivesse vigência de seis ou oito meses, diria em entrevista, 16 anos depois.

Ainda governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto envolveu-se diretamente no golpe de 1964, das articulações que levaram à derrubada de João Goulart às negociações para a escolha do novo presidente, Castello Branco.

Assumiu cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1967, mas exerceu mandato apenas até 14 de março: por ocasião da posse presidencial do general Costa e Silva, assumiu o Ministério das Relações Exteriores. Um dos marcos de sua gestão no ministério foi a recusa a assinar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Trajetória

Filho do comerciante de cereais José Caetano de Magalhães Pinto e da dona-de-casa Maria Araújo de Magalhães Pinto, o ex-ministro nasceu no dia 28 de junho de 1909, em Santo Antônio do Monte, centro-oeste de Minas Gerais.

Aos 17 anos, foi admitido escrituário do Banco Hipotecário e Agrícola, futuro Banco do Estado. Atuou em associações comerciais, trabalhou em empresas de mineração, formou-se em direito e casou-se com Berenice Catão, com quem teria seis filhos.

Nas eleições de 1945, foi eleito, pela UDN, deputado federal – cargo para o qual se reelegeria até 1960, quando assume o governo de Minas.

Pós AI-5

Com o afastamento de Costa e Silva da Presidência, e com a posse de Medici, Magalhães Pinto deixou o ministério e voltou à Câmara. Em 1970, foi eleito senador e, cinco anos depois, eleito presidente do Senado.

Em sua carreira política, ainda cogitaria se candidatar, durante da democratização, à Presidência da República. No entanto, após admitir que "política é como nuvem", reconheceria que as alternativas de então eram Paulo Maluf ou Tancredo Neves. Acabou apoiando o conterrâneo.

Paralelamente, na área financeira destacou-se como um importante banqueiro: em 1974, o Banco Nacional, fundado por ele, tornou-se o terceiro mais importante do país.

Em novembro de 1995, o Nacional sofreria intervenção do Banco Central e seria acusado de ter sua contabilidade fraudada desde 1986.

Um dos maiores escândalos de instituições financeiras do país que, depois de se arrastar por anos, levou ao afastamento dos diretores e à posterior incorporação do Nacional ao Unibanco não foi acompanhado por Magalhães Pinto.

O banqueiro e político morreu no dia 06/03/1996, dez anos após um Acidente Vascular Cerebral que o afastou da política e dos negócios.

Fonte: Wikipédia e www1.folha.uol.com.br

Severo Gomes

SEVERO FAGUNDES GOMES
(68 anos)
Empresário e Político

* São Paulo, SP (10/08/1924)
+ Angra dos Reis, RJ (12/10/1992)

Foi Ministro da Agricultura no governo Castelo Branco, Ministro da Indústria e do Comércio no governo Geisel e Senador de 1983 a 1991 por São Paulo. Findo o mandato de Senador, foi escolhido Secretário da Ciência e Tecnologia do estado de São Paulo durante o governo de Luiz Antônio Fleury Filho.

Detentor de grande fortuna pessoal, notabilizou-se nacionalmente ao conciliar sua relevante vida política com as atividades empresariais de criação de gado na Amazonia e comando da sua fábrica dos cobertores Parahyba instalada em São José dos Campos, cidade localizada no Vale do Paraíba.

Faleceu em acidente aéreo junto a sua esposa Anna Maria Henriqueta Marsiaj. Além deles faleceram no acidente Ulysses Guimarães e a esposa Mora Guimarães, juntamente com o piloto do helicóptero de propriedade do Moinho São Jorge, que caiu no mar.

Sua vasta propriedade residencial em São José dos Campos foi transformada em espaço de convívio comunitário denominado Parque da Cidade Roberto Burle Marx.

Fonte: Wikipédia

Natália Manfrin

NATÁLIA LANE SENA MANFRIN
(19 anos)
Jogadora de Vôlei

* Montenegro, RS (12/07/1987)
+ Itapecerica da Serra, SP (11/08/2006)

Tida como uma das promessas do vôlei brasileiro, Natália Manfrin foi campeã mundial juvenil em 2005 com a seleção brasileira, na Turquia, e desde então fazia parte do time adulto do Osasco, hexacampeão paulista, vice-campeão brasileiro e tricampeão do Salonpas Cup.

Um acidente de carro acabou matando a ponta Natália Lane Sena Manfrin, de 19 anos, atleta do Finasa/Osasco. A jogadora, não resistiu depois de uma forte batida na Rodovia Régis Bittencourt.

Além de Natália, estavam no carro Clarisse e Paula Carbonari, também da equipe de Osasco.O acidente matou também o quarto goleiro do São Paulo Weverson. O terceiro goleiro do Tricolor, Bruno, também estava no carro e está internado com uma lesão na coluna. Eles voltavam da casa do pai de Bruno na cidade de São Lorenço da Serra, estavam em um Golf que era dirigido por Bruno. O goleiro perdeu o controle e capotou o carro.

Fonte: Wikipédia e www.flogao.com.br

Célia Helena

CÉLIA CAMARGO SILVA
(61 anos)
Atriz

* São Paulo, SP (13/03/1936)
+ São Paulo, SP (29/03/1997)

A atriz Célia Camargo Silva, mais conhecida como Célia Helena, aos 16 anos, fez o curso de formação de intérpretes no Centro de Estudos Cinematográficos de São Paulo, onde conheceu Ruggero Jacobbi e José Renato, entre outros.

Estreou no filme "Fatalidade", com direção de Jacques Marrete e, na seqüência, fez "Chamas no Cafezal", ambos em 1952, produzidos pela Cia. Cinematográfica Vera Cruz.

No ano seguinte, Célia Helena estreou no teatro ao lado de Cacilda Becker e Paulo Autran, na comédia "Inimigos Íntimos".

Com o fim da Vera Cruz, ela foi para o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e esteve presente nas principais montagens do grupo Oficina nos anos 60, como em "A Vida Impressa em Dólar" e "Pequenos Burgueses" – onde, interpretando Tatiana, arrebatou todos os prêmios de melhor atriz de 1963. Lá, conheceu e casou com Raul Cortez, com quem teve a filha Lígia.

Ao longo da carreira recebeu prêmios como o de melhor atriz coadjuvante em "O Balcão", de Jean Genet e o prêmio Molière de melhor atriz de 76, por "Pano de Boca", de Fauzi Arap.

A partir de 1980 lançou-se a um projeto pessoal de amplas repercussões: a criação de um centro de educação teatral para jovens - a Teatro Escola Célia Helena, fundado em 1977 - que, a partir de 1983, passou a oferecer também um curso profissionalizante de formação de atores. As atividades junto à escola a mantiveram afastada dos palcos por um longo período.

Na televisão, Célia participou de algumas telenovelas de sucesso: "Vila do Arco" em 1976 na TV Tupi; "Brilhante", 1982; "Partido Alto", 1984; "Direito de Amar", 1987; e "Mandala", 1988, todas na Rede Globo e "Sabor de Mel" na TV Bandeirantes. Sua última participação foi num episódio do programa "Você Decide", Rede Globo, em 1995.

No dia 6 de março de 1997, internou-se no Hospital Albert Einstein para extrair, por meio de uma cirurgia, um câncer raro que ataca as paredes dos vasos sanguíneos. Célia Helena não resistiu à operação, entrou em coma e faleceu aos 61 anos, no sábado, 29.

Na ocasião da morte de Célia,sua filha Lígia Cortez, também atriz, registrou algumas palavras sobre a carreira de sua mãe:

"Célia Helena atriz conciliou um difícil paradoxo dos atores: ser público sem perder a privacidade, a generosidade e discrição. Admiro muito a forma como ela atuou na ditadura. Nunca foi a primeira da fila das passeatas. Apenas agia. E como. Ajudou de muitas formas muitos colegas. (...) Comecei com ela no Teatro Célia Helena, aliás, desconfio que ela fundou o teatro muito por minha causa. Sinto orgulho quando lembro que minha mãe valorizou o teatro na sua essência. Ela deu uma dimensão maior ao trabalho de atriz. Foi uma grande educadora. Ficamos Elisa (a filha que teve no seu casamento com o arquiteto Ruy Ohtake) e eu. Aprendemos sobretudo a beleza e a dignidade do trabalho profundo, pesquisador e quieto. Feito sem alarde, mas na sua essência revolucionário."

Célia Helena e Raul Cortez
Televisão

1995 - Você Decide (Episódio: O Grande Homem)
1987 - Mandala ... Ceres Silveira
1987 - Direito de Amar ... Violante
1985 - Jogo do Amor
1984 - Partido Alto ... Izildinha
1983 - Casal 80 ... Cida
1983 - Sabor de Mel ... Isolina
1982 - Campeão ... Ester
1981 - Brilhante ... Regina
1976 - Canção para Isabel ... Maria Carolina
1975 - Vila do Arco ... Severina
1972 - O Príncipe e o Mendigo
1971 - Quarenta Anos Depois
1971 - Pingo de Gente ... Marta
1971 - Editora Mayo, Bom Dia
1970 - Tilim ... Lavínia
1968 - O Décimo Mandamento

No Cinema

1982 - Das Tripas Coração
1975 - O Predileto
1973 - A Virgem
1973 - O Anjo Loiro
1971 - Cordélia, Cordélia
1954 - Chamas no Cafezal
1954 - Floradas na Serra
1953 - Fatalidade


Fonte: Wikipédia

Jorge

JORGE DIAS SACRAMENTO
(74 anos)
Jogador de Futebol

* Recife, PE (22/03/1924)
+ Rio de Janeiro, RJ (30/07/1998)

Integrante da famosa linha média do Expresso da Vitória, Eli, Danilo e Jorge, conquistou a torcida como um marcador implacável e eficiente. Considerado um dos melhores do Vasco na sua posição em todos os tempos. Foi titular da Seleção Carioca que se sagrou campeã brasileira em 1946. Pelo Vasco, foi campeão carioca nos anos de 1945, 1947, 1949, 1950 e 1952, e campeão sul-americano de clubes em 1948.

Fonte: Net Vasco

Luís Delfino

LUÍS DELFINO
(83 anos)
Ator e Humorista

☼ Ouro Preto, MG (31/05/1921)
┼ Rio de Janeiro, RJ (25/05/2005)

Luís Delfino foi um ator e humorista brasileiro nascido em Ouro Preto, MG, no dia 31/05/1921. Ele entrou para o mundo das artes em 1946.

Luís Delfino era tio da atriz Maria Cláudia, e foi casado por mais de 10 anos com a cantora Marlene, Rainha da Rádio Nacional, com quem teve seu único filho, Sérgio Henrique.

Como comediante, integrou o elenco de vários programas humorísticos da TV Globo, trabalhando com Chico Anysio e Jô Soares em seus respectivos programas, "Chico City" e "Viva o Gordo", além de "Satiricom" e "Planeta dos Homens".

Luís Delfino fez parte também do elenco de apoio da "Escolinha do Professor Raimundo" na década de 1990, como o Xavier, o diretor da escola que tinha um tique nervoso "coça-coça".

Casou-se, em 1952 com a cantora Marlene, na Igrejinha do Outeiro da Glória. A cerimônia foi um acontecimento. Luiz DelfinoMarlene tinham se conhecido apenas três meses antes, durante a filmagem de "Tudo Azul", dirigido por Moacyr Fenelon.

Ao lado da cantora Marlene, Luiz Delfino, trabalhou em várias comédias no cinema e no teatro.

No rádio, na década de 50, dentre outros programas, Luiz Delfino trabalhou na Rádio Nacional no programa que consagrou Marlene e que tinha transmissão televisiva, intitulado "Marlene, Meu Bem", idealizado e produzido por Mário Lago, também autor da música-tema do programa, que apresentava esquetes satíricas da vida conjugal do casal.

Entre seus trabalhos mais populares na televisão, destacam-se a minissérie "Anos Dourados" (1986), "Viva o Gordo", "Linguinha", série infantil protagonizada por Chico Anysio de 1971 a 1972, "Escolinha do Professor Raimundo", "Chico Anysio Show", "Os Trapalhões", além de algumas participações no "Sítio do Pica-Pau Amarelo", todos na TV Globo.

No cinema, atuou em alguns filmes como "Mulher do Diabo" (1952), "Com o Diabo no Corpo" (1952), entre outros.

Seu último trabalho realizado na TV Globo foi no programa humorístico "Chico Total", em 1996.

Luís Delfino morreu na tarde de quarta-feira, 25/05/2005, no Rio de Janeiro, RJ, aos 83 anos. A causa da morte não foi informada.

Renato Corte Real e Luis Delfino
Cinema

  • 1975 - As Deliciosas Traições do Amor
  • 1974 - O Comprador de Fazendas
  • 1972 - Ali Babá e os Quarenta Ladrões
  • 1958 - O Cantor e o Milionário
  • 1952 - Com o Diabo no Corpo
  • 1952 - O Canto da Saudade
  • 1952 - Tudo Azul

Fonte: Wikipédia

César Cals

CÉSAR CALS DE OLIVEIRA FILHO
(64 anos)
Militar, Professor, Engenheiro, Empresário e Político

* Fortaleza, CE (30/12/1926)
+ Fortaleza, CE (10/03/1991)

Filho de César Cals de Oliveira e Hilza Diogo de Oliveira. Ingressou na Escola Militar do Realengo em 1943 formado-se em Engenharia Militar pela Academia Militar das Agulhas Negras e em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, voltou a Fortaleza e foi oficial de infantaria do 23º Batalhão de Caçadores, instrutor da Escola Preparatória e adjunto da chefia do Serviço de Obras da 10ª Região Militar.

Trabalhou do departamento de energia da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, foi diretor do Departamento de Energia Elétrica do Piauí, diretor e conselheiro das Centrais Elétricas Brasileiras, presidente da Companhia Nordeste de Eletrificação e das Centrais Elétricas do Maranhão. Coronel reformado do Exército e professor de engenharia, foi conselheiro da Escola de Administração da Universidade Federal de Pernambuco.

Em 1970 foi escolhido governador do Ceará pelo presidente Emílio Garrastazu Médici e para assumir o cargo deixou a presidência da Companhia Hidrelétrica de Boa Esperança.

Retornou à ribalta política ao ser referendado senador biônico pela ARENA em 1978, porém passou a maior parte de seu mandato como Ministro das Minas e Energia do governo João Figueiredo, o que ocasionou a convocação do suplente. Em seu interregno como ministro houve o deslanche do Programa Nacional do Álcool inclusive com a construção do primeiro carro a álcool no país.

Ao lado de Virgílio Távora e Adauto Bezerra formou um triunvirato de coronéis que dominou a política cearense durante o Regime Militar de 1964, transferindo-se para o PDS em 1980.

Disputou sua primeira eleição direta em 1986 quando foi candidato a reeleição ao Senado Federal, mas perdeu a disputa. É pai do político César Cals Neto.

Faleceu vítima de ataque cardíaco.

Fonte: Wikipédia

Régis Cardoso

JOÃO RÉGIS DE SOUZA CARDOSO
(70 anos)
Ator e Diretor

* Porto Alegre, RS (24/06/1934)
+ Rio de Janeiro, RJ (03/04/2005)

Filho da atriz Norah Fontes, Régis cresceu no meio artístico, iniciando sua carreira no teatro aos 12 anos de idade. Participa das transmissões experimentais e de toda a implantação da TV Tupi, a primeira emissora brasileira, em 1950, dirigindo e produzindo os mais variados programas, paralelamente ao trabalho como contra-regra e "radioator" nas rádios Tupi e Nacional. Naquela época, trabalha também nas TVs Paulista e Record.

Foi casado com Suzana Vieira, atriz que descobriu em uma apresentação de balé na TV quando esta fazia parte do corpo de baile da Tupi, e com quem teve o filho Rodrigo, diretor-executivo da Sony.

Em 1967 é contratado pela Rede Globo, onde dirige várias telenovelas célebres da década de 1970, como Pigmalião 70 (1970), de Vicente Sesso, Os Ossos do Barão (1973), de Jorge Andrade, O Bem-Amado (1973) (a primeira novela colorida da televisão brasileira) e O Espigão (1974), ambas de Dias Gomes, Escalada (1975), de Lauro César Muniz, Estúpido Cupido (1976), de Mário Prata, Anjo Mau (1976) e Locomotivas (1977), ambas de Cassiano Gabus Mendes, entre outras.

Desliga-se da Rede Globo na década de 1980, depois de dirigir por quatro anos o seriado O Bem-Amado, inspirado na telenovela de mesmo nome. Muda-se para Portugal em 1992, quando se torna o primeiro estrangeiro a dirigir uma telenovela naquele país. De volta ao Brasil, em 1995, tem uma passagem pela Rede Manchete, na direção da novela Tocaia Grande - quando não consegue bons resultados com a trama e é substituído por Walter Avancini. Em 1999, lança um livro de memórias - No Princípio Era o Som, publicado pela editora Madras.

Fã de carnaval, foi presidente da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro de 1982 a 1984.

Morreu aos setenta anos, vítima de um Acidente Vascular Cerebral combinado com uma Pneumonia, depois de mais de quatro meses de internação.

Fonte: Wikipédia e NetSaber Biografias

Mano Thutão

ODILSON APARECIDO SILVA RAMOS
(38 anos)
Rapper

☼ (1968)
┼ Araçatuba, SP (29/05/2006)

Odilson Aparecido Silva Ramos, mais conhecido por Mano Thutão, foi um rapper brasileiro nascido no ano de 1968.

Durante a sua carreira, cantou as dificuldades de alguém viciado em drogas na maioria das suas letras, além da desigualdade social do Brasil. 

Mano Thutão foi assassinado no dia 29/05/2006 no bairro Umuarama, em Araçatuba, São Paulo, a facadas. A principal motivação do crime pode ter sido o tráfico de drogas, atividade delinquente exercida por Mano Thutão antes de entrar no rap.

Três meses antes de morrer, Mano Thutão se envolveu com o crack.

Discografia

  • Assim Está Escrito
  • Entre a Vida e a Morte
  • No País do Futebol Não Falta Crack
  • Sorria Você Está Sendo Filmado
  • Quem Tem Ouvidos Ouça...

Fonte: Wikipédia

Rodrigo Netto

RODRIGO DA SILVA NETTO
(29 anos)
Guitarrista e Compositor

* Rio de Janeiro, RJ (05/05/1977)
+ Rio de Janeiro, RJ (04/06/2006)

Mais conhecido como Rodrigo Netto ou Nettinho, foi um guitarrista membro da banda Detonautas.

Detonautas

A história do Detonautas Roque Clube se mistura com o início da febre da internet no Brasil. Em 1997, Tico Santa Cruz apareceu em uma sala de bate-papo perguntando se alguém ali tocava algum instrumento. Eduardo Simão, que também frequentava a sala, respondeu e passou a ser conhecido por seu nick das salas de bate-papo: Tchello. Tico Santa Cruz morava em Copacabana, Rio de Janeiro, e o mineiro Eduardo Simão administrava uma pousada em Ilhéus, Bahia.

Após o encontro dos dois precursores no Rio de Janeiro, a banda passou por várias formações, até que mais integrantes fossem recrutados através da internet. O fato de como a banda foi formada repercutiu no seu nome: Detonautas = Detonadores + Internautas.

Graças à insistência principalmente de Tico Santa Cruz e à providencial ajuda de seu amigo, Gabriel, o Pensador, os Detonautas foram conseguindo seu espaço, primeiro nas rádios e depois amadurecendo na estrada, mesclando apresentações em locais de boa estrutura (a banda já chegou a abrir o show do Red Hot Chili Peppers para 50.000 pessoas no Pacaembu lotado) e em outros nem tanto, mas que serviram para dar cancha e experiência.

Depois de muita batalha, que incluiu a famosa peregrinação com a demo embaixo do braço, finalmente a chance: após muitas idas e vindas, a Warner Music Brasil contratou a banda, remixou e lançou o álbum, que embalado com os singles Outro Lugar e Quando O Sol Se For, foi um grande sucesso nacional.

Os Detonautas são muito conhecidos pelos telespectadores do MTV Rockgol, o campeonato de músicos. Foram considerados bons jogadores, com um 3º lugar em 2003 (no qual Tico Santa Cruz foi artilheiro). Os apresentadores Paulo Bonfá e Marco Bianchi, apelidaram quase todos os jogadores, como Coala (Tico Santa Cruz), Motoserra (Tchello), Crina (Renato Rocha), Brasil-sil-sil (Fábio Brasil), O Neto do Rodrigo (Rodrigo Netto), além do famoso DJ Clééééston, veterano considerado pela dupla o maior craque do campeonato.

Morte

Uma tragédia marca a trajetória da banda em 04/06/2006. Aos 29 anos o guitarrista Rodrigo Netto foi assasinado ao passar com seu carro numa das mais importantes avenidas do Rio de Janeiro. Os bandidos queriam seu carro. Rodrigo não reagiu ao assalto, pois nem viu os assaltantes, levou um tiro no peito e faleceu no local. No carro estavam sua avó e seu irmão Rafael da Silva Netto que também foi atingido por 2 tiros, sem gravidade.

Segundo investigações da Policia Militar a ordem para o roubo do veículo partiu de traficantes de um morro próximo, entre os assaltantes estava um menor de idade autor dos disparos contra o carro.

Os integrantes tentam superar a dor da perda lembrando dos momentos bons e registrando isso em seus corpos. Tchello, o baixista da banda tatuou em suas costas uma imagem do rosto de Rodrigo Netto como uma forma de homenagear o amigo que teve ao longo de 16 anos e Tico Santa Cruz tatuou na costela a assinatura do amigo.

Na época, os Detonautas iam fazer shows nos dias 5, 6 e 7 de Junho, mas foi adiado por motivo de luto.

Um dos acusados do assassinato foi morto em 24/02/2010, em um tiroteio.

Emilinha Borba

EMÍLIA SAVANA DA SILVA BORBA
(83 anos)
Cantora

* Rio de Janeiro, RJ (31/08/1922)
+ Rio de Janeiro, RJ (03/10/2005)

Nasceu no Rio de Janeiro, à Rua Visconde de Niterói, na Vila Savana, bairro de Mangueira. Filha de Eugênio Jordão Borba e Edith da Silva Borba. Com a família de seis irmãos, dentre os quais, José, seu irmão gêmeo, passou grande parte da sua infância na Mangueira. Em seguida, mudou-se com a família para o bairro de Jacarepaguá. Desde menina gostava de cantar e imitar as grandes cantoras do rádio, como Carmen Miranda. Em 31 de agosto de 1957, casou-se formalmente com Artur Sousa Costa, corredor automobilístico e filho do Ministro da Fazenda do governo Getúlio Vargas. Com ele teve seu único filho, Artur Emílio.

Dados Artísticos

Começou freqüentando programas de calouros, apesar da relutância de sua mãe. Ganhou seu primeiro prêmio, aos 14 anos, na "Hora Juvenil", da Rádio Cruzeiro do Sul. Cantou também no programa "Calouros de Ary Barroso", obtendo a nota máxima ao interpretar "O X do problema", de Noel Rosa. Logo depois, começou a fazer parte dos coros das gravações da Columbia. Formou, na mesma época, uma dupla, "As Moreninhas", com Bidú Reis (Edila Luísa Reis), com a qual se apresentou em várias rádios, durante cerca de um ano e meio. Logo depois, gravou para a "Discoteca Infantil" um disco em 78 rpm com "A História da Baratinha", em adaptação de João de Barro. Desfeita a dupla, foi logo contratada pela Rádio Mayrink Veiga, ocasião em que recebeu de César Ladeira o slogan "Garota nota dez". Gravou sua primeira participação em disco pela Columbia, em 1939, cantando a marchinha "Pirulito", em dupla com Nilton Paz, depois de um convite do compositor João de Barro, autor da música.

Gravou seu primeiro disco solo em março de 1939, pela Columbia, com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto, com o samba-choro "Faça o mesmo", de Nássara e Frazão, e o samba "Ninguém escapa...", de Frazão. Na época, aparecia no selo do disco como Emília Borba. No mesmo ano, gravou com acompanhamento de Napoleão Tavares e seus soldados musicais, o choro-rumba "Vem cantar também", de Paulo Pinheiro e J. Ferreiro, o samba "Qual a razão?", de Antônio Almeida e Mário Lago, e a marcha "Faça de conta", de Custódio Mesquita e Mário Lago. Ainda em 1939, conseguiu ser apresentada, por intermédio de Carmen Miranda, de quem sua mãe Edith era camareira, ao empresário Joaquim Rolas, proprietário do Cassino da Urca, que a contratou como crooner. Na ocasião, Carmen Miranda emprestou-lhe um vestido e sapatos plataforma, para que ela, que era menor de idade, e que por isso, teve de alterar seu registro de nascimento, fizesse seu teste. Passou no teste, tornando-se uma das principais atrações do Cassino. Também no mesmo ano, atuou no filme "Banana da terra", de Alberto Bynton e Rui Costa.

Em 1940, gravou com acompanhamento de Radamés Gnattali e sua orquestra os sambas "O cachorro da lourinha" e "Meu mulato vai ao morro", da dupla Gomes Filho e Juraci Araújo. Nesse ano, apareceu nos filmes "Laranja da China", de Rui Costa e "Vamos cantar, de Leo Marten. No ano seguinte, assinou contrato com a Odeon, gravadora onde sua irmã, a cantora Nena Robledo, casada com o compositor Peterpan era contratada e lançou os sambas "Quem parte leva saudades", de Francisco Scarambone, e "Levanta José", de Haroldo Lobo e Valdemar de Abreu. Nesse disco já apareceu com o nome artístico que a consagrou. Gravou ainda um segundo disco na Odeon com o samba "O fim da festa", de Nelson Teixeira e Nelson Trigueiro, e a marcha "Eu tenho um cachorrinho", de Georges Moran e Osvaldo Santiago.

Em 1942, foi contratada pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, desligando-se meses depois. Nesse ano participou das filmagens do filme inacabado "It's all true", de Orson Welles. Em setembro de 1943, retornou ao "cast" da mesma emissora, a PRE-8 e durante os 27 anos que lá permaneceu consagrou-se como sua "Estrela Maior". Na Rádio Nacional, tornou-se uma das cantoras mais queridas e populares do Brasil. Participou, efetivamente, de todos os programas musicais da PRE-8 e foi a "campeã absoluta em correspondência" por 19 anos consecutivos, até quando durou a pesquisa naquela emissora. Sua popularidade muitas vezes esteve associada ao programa de César de Alencar, que era transmitido para todo o Brasil, aos sábados à tarde. Ainda em 1943, apareceu no filme "Astros em desfile", de José Carlos Burle, na Atlântida. Em 1944, estreou no selo Continental da gravadora Columbia com o choro "Infância", de J. Cravo Jr e Carlito Moreno, e logo depois, a marcha "Ganhei um elefante", de Peterpan e Russo do Pandeiro, e o samba "Se eu tivesse com que...", de Afonso Teixeira e Peterpan, com acompanhamento de Napoleão Tavares e seus soldados musicais. Nesse ano, apareceu nos filmes "Romance de um mordedor", de José Carlos Burle, e "Tristezas não pagam dívidas", de José Carlos Burle e Rui Costa, os dois na Atlântida.

No ano seguinte, gravou os sambas "Como eu sambei", de Peterpan e Afonso Teixeira, "Você e o samba", de Peterpan e Ari Monteiro, e "O outro palpite", de Grande Otelo e Garoto, e o choro "Divagando", de Nelson Miranda e Luiz Bittencourt. Nesse ano, atuou no filme "Não adianta chorar", da Atlântida, dirigido por Watson Macedo. Em 1946, gravou para o carnaval do ano seguinte o samba "Madureira", de Peterpan e Jorge de Castro. Atuou ainda no filme "Segura essa mulher", da Atlântida, com direção de Watson Macedo. Em 1947, fez sucesso com a rumba "Escandalosa", de Moacir Silva e Djalma Esteves. Gravou também a "Rumba de Jacarepaguá", de Haroldo Barbosa, o samba "Se queres saber", de Peterpan, "Já é de madrugada", de Peterpan e Antônio Almeida, e a marcha "Telefonista", de Peterpan, todas sucesso, especialmente as duas primeiras.

Para o carnaval de 1948, lançou as marchas "Barnabé", de Haroldo Barbosa e Antônio Almeida, e "Que carnaval", de Arlindo Marques Junior e Roberto Roberti. Nesse ano, lançou mais dois sambas de Peterpan, em parceria com René Bittencourt, "Quem quiser ver, vá lá" e "Meu branco". Participou também do filme de grande sucesso "Este mundo é um pandeiro", da Atlântida, dirigido por Watson Macedo. Com a orquestra de José Maria de Abreu gravou os sambas "Contraste" e "Esperar por quê?", de José Maria de Abreu e Alberto Ribeiro. Atuou também nos filmes "Folias cariocas", de Hélio Tys e "É com esse que eu vou", dirigido na Atlântida por José Carlos Burle.

Em 1949, lançou para o carnaval um de seus maiores sucessos, a marcha "Chiquita bacana", de João de Barro e Alberto Ribeiro. Fez-se presente nos filmes "Poeira de estrelas", da Fenelon Produções, dirigido por Moacir Fenelon e "Estou aí", da Cinédia, direção de José Cajado Filho. Ainda nesse ano, gravou a marcha "Boca negra", de Antônio Almeida e Alberto Ribeiro, e os sambas "Porta bandeira", de Nássara e Roberto Martins e "Tem marujo no samba", de João de Barro, este último em dueto com Nuno Roland com acompanhamento de Severino Araújo e sua orquestra Tabajara. Ainda no mesmo ano, fez sucesso com o samba "Eu sei estar na Bahia", de José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago, gravado em dueto com Blecaute.

Ainda em 1949, em concurso tradicional para elejer a "Rainha do Rádio" do ano, perdeu o título para a grande "rival" Marlene. Na época, os jornais davam destaque para a polêmica criada pelos fãs-clubes das duas estrelas. No ano seguinte, as cantoras surpreendem o público ao gravarem em dueto "Eu já vi tudo", de Peterpan, "Casca de arroz", de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, e "A bandinha do Irajá", de Murilo Caldas. Atuou no filme "Todos por um", dirigido na Cinédia por José Cajado Filho em 1950, mesmo ano em que gravou os baiões "Paraíba" e "Baião de dois", da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, que obtiveram grande sucesso, e os sambas "Boa", de Marília Batista e Henrique Batista e "Jurei", de Nássara e Valdemar de Abreu. Em 1951, lançou a marcha-baião "Bate o bombo", de Humberto Teixeira, e a marcha "Tomara que chova", de Paquito e Romeu Gentil, um de seus grandes sucessos carnavalescos, com acompanhamento de Guio de Moraes e Seus Parentes, e a marcha "Festa brava", de João de Barro, e o samba "Perdi meu lar", de Geraldo Pereira e Arnaldo Passos, com acompanhamento de Radamés Gnatalli e sua orquestra. Participou ainda de outro filme de sucesso, "Aviso aos navegantes", dirigido na Atlântida por Watson Macedo. Atuou também em "Aí vem o barão",também na Atlântida, e do mesmo diretor. Com Ivon Curi gravou a toada "Noite de luar", de José Maria de Abreu, Alberto Ribeiro e Ivon Curi.

Atuou em mais dois filmes em 1952, "É fogo na roupa", de Watson Macedo e "Barnabé tu és meu", da Atlântida, com direção de José Carlos Burle. Nesse ano, gravou o samba "Fora do samba", de Peterpan, Amadeu Veloso e Paulo Gesta, a marcha "Nem de vela acesa", de Paquito e Romeu Gentil, e com Jorge Goulart, o samba "Sua mulher vai ao baile comigo", de Caribé da Rocha e Evenor. No ano seguinte, participou dos filmes "O destino em apuros", da Multifilmes e "Aí vem o general", de Alberto Atillio. Nesse ano, gravou as marchas "Bananeira não dá laranja", de João de Barro, e "Catumbi encheu", de Rutinalo e Norival Reis, e os sambas "Você sabe muito bem", de Lourival Faissal, Bené Alexandre e Getúlio Macedo, e "Pelo amor de Deus", de Humberto Teixeira e Felícia Godoy. Gravou na Todamérica com Albertinho Fortuna a marcha "Felipeta", de Antônio Almeida, e o samba "Olha a corda", de Antônio Almeida e João de Barro. Em 1953, foi eleita a Rainha do Rádio pela Associação Brasileira do Rádio apenas com o voto popular, sem patrocínio comercial obtendo praticamente o triplo dos votos da segunda colocada.

Atuou nos filmes "Caprichos do amor", de H. Rangel e "O petróleo é nosso", de Watson Macedo em 1954, ano em que gravou com o Trio Madrigal o bolero "Vaya com Dios", de Russel e Pepper, com versão de Joubert de Carvalho. Gravou também nessa época o samba "Parabéns São Paulo!", de Rutinaldo, a marcha "Aí vem a marinha", de Moacir Silva e Lourival Faissal, o samba-canção "Os meus olhos são teus", de Peterpan, e o bolero "Noite de chuva", de Peterpan e José Batista. Nesse ano, gravou na RCA Victor em dueto com o radialista César de Alencar a valsa "Noite nupcial", de Peterpan, e o samba "Os quindins de Iaiá", de Ary Barroso.

Em 1955, gravou a toada "Jerônimo", de Getúlio Macedo e Lourival, música tema da novela de aventuras "Jerônimo, o herói do sertão", de grande sucesso, apresentada na Rádio Nacional tornando-se assim, a primeira cantora a gravar, comercialmente, uma música tema de "trilha sonora" de novela radiofônica. Nesse ano, atuou em cinco filmes diferentes, "Eva no Brasil", de Pierre Caron; "Carnaval em Marte", de Watson Macedo; "O rei do movimento",de Vitor Lima; "Trabalhou bem Genival", de Luiz de Barros, e "Guerra ao samba", de Carlos Manga. Nesse período, gravou mais três composições de Peterpan: o cântico "Saudações aos peregrinos", o samba "Nova Canaã" e a "Toada do amor". Ainda em 1955, tornou-se a primeira cantora a cantar distante da orquestra quando estando em excursão ao Rio Grande do Sul cantou ao telefone nos estúdios da Rádio Gaúcha de Porto Alegre o bolero "Em nome de Deus" acompanhada pela orquestra do Maestro Ercolli Vareto que estava nos estúdios da Rádio Nacional no Rio de Janeiro. Nessa ocasião defendia o primeiro lugar desse bolero na "Parada dos maiorais - Pastilhas Valda" do Programa César de Alencar.

Gravou no ano seguinte, com acompanhamento de Radamés Gnatalli e sua orquestra, a valsa "Lembrando Paris", de Lourival Faissal e Jorge de Castro, e o samba "Insensato coração", de Antônio Maria e Paulo Soledade. Em dueto com Bill Farr gravou o fox-marcha "Bate o bife", de João de Barro, razoável sucesso naquele carnaval. Atuou também no filme "Vamos com calma", dirigido na Atlântida por Carlos Manga.

Em 1957, fez grande sucesso no carnaval com a maliciosa marcha "Vai com jeito", de

João de Barro, e que deu ensejo ao filme "Com jeito vai", dirigido na Herbert Richers por J. B. Tanko. Nesse ano, atuou também nos filmes "Garotas e samba", dirigido na Atlântida por Carlos Manga, e "De pernas pro ar", de Vitor Lima, lançado pela Herbert Richers e Sino-Cinedistri. Tornou-se nesse ano, a primeira cantora a gravar, comercialmente, um samba-enredo de escola de samba, "Brasil Fontes das Artes", de Djalma Costa, Eden Silva e Nilo Moreira, do GRES do Salgueiro, com acompanhamento da bateria dessa escola de samba. Atuou no filme "É de chuá", dirigido na Herbert Richers e Sino-Cinedistri, por Vitor Lima em 1958. Fez sucesso nesse ano com o bolero "Botões de laranjeira", de Getúlio Macedo e Lourival Faissal. Gravou também as marchas "Noites de junho", de João de Barro e Alberto Ribeiro, e "Primavera no Rio", de João de Barro. Em seu disco na Continental, o LP "Calendário musical", registrou sucessos como Botões de laranjeiras", de Lourival Faissal e Getúlio Macedo, e "Fevereiro", de João de Barro. Após 13 anos, deixou a Continental e ingressou na Columbia estreando com o samba-canção "Outra prece de amor", de René Bittencourt, e o cha-cha-cha "Cachito", de Velesquez e Bourget. Com esta música, tornou-se a primeira cantora a gravar através do sistema de colocar a voz sobre a parte inicialmente gravada pela orquestra. Esta música foi lançada simultaneamente em dezenas de estações de rádio em todo o país.

Gravou em 1959 a marcha-rancho "Meu Santo Antônio", de Irani de Oliveira, e o bolero "Em meus braços", de Irani de Oliveira e Almeida Rego, e os sambas "Amor de outrora", de Getúlio Macedo e Lourival Faissal, e "Renunciei", de Arsênio de Carvalho. Nesse ano, participou dos filmes "Mulheres à vista", "Entrei de gaiato", "Vai que é mole" e "Garota enxuta", dirigidos na Herbert Richers, por J. B. Tanko. Gravou no ano seguinte os sambas "Gelo", de J. Piedade e Orlando Gazzaneo, e "A danada da saudade", de Rutinaldo, as marchas "Pensar...professor", de José Costa e Fernandinho, "Qual é o pó", de João Roberto Kelly e G. Gonçalves, e "Marcha do pintinho", de Hilton Simões, Alventino Cavalcanti e Oldemar Magalhães, e o bolero "Alguém", de Getúlio Macedo e Lourival Faissal. Nesse ano, atuou no filme "Cala a boca Etelvina", de Eurides Ramos. Também nesse ano, lançou o LP "Emília no país dos sucessos", que tinha entre outras músicas, "Chiquita bacana", de Alberto Ribeiro e João de Barro, "Música divina", de Waldir Rocha, "Eu e o samba", de Nelson Castro, e "Dez anos", de Rafael Hernandes. Foi mais de 50 vezes capa da famosa Revista do Rádio e recordista em receber cartas de fãs. Possuiu as colunas "Diário da Emilinha", "Álbum da Emilinha", "Emilinha responde" e "Coluna da Emilinha" através das quais se comunicava com os fãs nas revistas "Revista do Rádio" e "Radiolândia" e no jornal "A Noite". Foi a estrela principal de inúmeros programas na Rádio Nacional. Foi a primeira artista brasileira a realizar uma excursão nacional com patrocínio exclusivo. Foi eleita por três anos consecutivos a melhor cantora do Rádio.

Gravou em 1961 as músicas "Milhões de carinhos"; "Juntinhos é melhor", de Fernando Costa, Rossini Pinto e Fernando Barreto; os sambas "Demorei", de João de Oliveira e Oldemar Magalhães, e "Chora que eu vou gargalhar", de Claudionor Santos e Ivo Santos, e as marchas "Papai e mamãe" e "Meu cavalo não manca", de Rutinaldo e Brasinha. Atuou também no filme "Férias no Arraial", da produtora Arabela. Também nesse ano foi eleita a "Rainha do Jubileu de Prata da Rádio nacional". Entre meados da década de 1950 e 1960 teve marcante atuação na televisão cantando e apresentando programas. Apresentou "Emilinha canta", com Blota Júnior na TV Record, de São Paulo; "Emilinha canta", com Levy Freire na TV Itacolomi de Belo Horizonte; "Big show peixe", com César de Alencar na TV Record de São Paulo; "O show é ODD", com Paulo Gracindo na TV Rio; "Minha querida Emilinha", na TV Rio; "Emilinha aos sábados", na TV Excelsior, do Rio de Janeiro; "A grande premiada", com Aerton Perlingeiro na TV Tupi, Rio de Janeiro; "Festival de músicas para o carnaval", com João Roberto Kelly na TV Tupi do Rio. Por diversas ocasiões substituiu o apresentador Chacrinha no programa "Discoteca do Chacrinha", nas Tvs Excelsior e Rio. Fez shows nos Estados Unidos, Israel e Inglaterra entre outros países.

Em 1962, gravou três canções da dupla Rossini Pinto e Fernando Costa, "Filhinho querido", "Benzinho" e "Quero outra vez sentir", e também "Castigo meu amor", de Fernando Barreto e Fernando Costa. Gravou também a primeira composição de sua autoria "É brasa", parceria com Fernando Costa e Rossini Pinto.

No ano seguinte, fez sucesso no carnaval com a marcha "Pó de mico", de Dora Lopes, Renato Araújo e Arildo Souza. Nesse ano, lançou o LP "Benzinho", música título da dupla Fernando Costa e Rossini Pinto, da qual gravou também "Vem comigo dançar" e "Quero outra vez sentir teu coração", além de "Porque foi que voltei", de João Roberto Kelly. Fez sucesso no carnaval de 1964 com a "Marcha do remador", de Antônio Almeida e Oldemar Magalhães. Em 1965, foi eleita "Rainha do Quarto Centenário da Cidade do Rio de Janeiro". Nesse ano, fez sucesso no carnaval com a marcha "Mulata iê-iê-iê", de João Roberto Kelly. Gravou 117 discos, entre 1939 e 1965, tornando-se uma das cantoras de maior expressão nacional de todos os tempos. Atuou em 1966 nos filmes "007 1/2 no Carnaval", da Copafilmes Copacabana, com direção de Vitor Lima, e "Virou bagunça", da Cinedistri, com direção de Watson Macedo. Também no mesmo ano, lançou o LP "Amor da minha vida", música título de Rossini Pinto que incluía ainda "Amor maior do mundo", de sua autoria e Fernando Costa, "Viver sem teu amor não é viver", de Peterpan, e "Minha renúncia", de Média Vuelta e Neusa da Costa. No ano seguinte, atuou em "Carnaval barra-limpa", na Herbert Richers, filme de J. B. Tanko.

Em 1968, completou treze anos consecutivos escolhida em primeiro lugar no concurso "Os mais queridos do Rádio e da televisão". Nesse ano, se afastou da vida artística por problemas de saúde. Teve edema nas cordas vocais e foi submetida a três cirurgias e a longo período de estudo para reeducar sua voz. Ainda assim, voltou a cantar. Seu retorno ocorreu em espetáculo realizado pelo Sistema Globo de Rádio, diretamente do campo de futebol do Clube de Regatas Vasco da Gama no Rio de Janeiro, exatamente no Dia dos Marinheiros, em 1972. No início de 1973, em transmissão direta feita pela TV Tupi do Rio de Janeiro, apresentou-se no Canecão, no Festival de músicas para o carnaval, iniciativa do MIS a partir de 1968, quando, com a marcha de João Roberto Kelly "Israel", venceu, mais uma vez, a "guerra" do carnaval. Em 1975, apareceu no filme "Assim era a Atlântida", de Carlos Manga.

Em 1981, participou, pela primeira vez, de espetáculos culturais sobre a memória da MPB, na Sala Sidney Miller da Funarte, estrelando os shows: "Oh! As marchinhas", com o cantor Jorge Goulart que seria convertido em LP com o mesmo nome e "Quero Kelly", com João Roberto Kelly, ambos criados e dirigidos por Ricardo Cravo Albin para a série "Carnavalesca". No LP "Oh! As marchinas", lançado pela Phonodisc e apresentado por R. C. Albin, interpretou clássicos carnavalescos como "Balzaqueana", de Wilson Batista e Nássara; "O teu cabelo não nega", de Lamartine Babo e Irmãos Valença; "Pirata da perna de pau", de João de Barro; "Touradas em Madrid", de Alberto Ribeiro e João de Barro, e "As pastorinhas", de João de Barro e Noel Rosa. No mesmo ano, gravou de maneira independente o LP "Força positiva" no qual cantou "Meu amor não envelhece", de Arthur Moreira e Osmar Navarro, "O herói da noite", de Renato Barbosa e Míriam Batucada, "Eu vou até de manhã", de Lauro Maia, "O milagre da luz", de Esdras Silva e Klécius Caldas e "Ninguém fica pra semente", de Vovó Ziza e Noca da Portela. Em 1988, participou do LP duplo "Há sempre um nome de mulher", do Banco do Brasil/ LBA, criado por Ricardo Cravo Albin para a Campanha do Aleitamento Materno, ocasião em que gravou novamente o repertório carnavalesco de sempre, ao lado da rival Marlene.

Em 1991, recebeu o prêmio de "Cidadã benemérita da cidade do Rio de Janeiro". Em 1995, recebeu o prêmio de "Cidadã paulistana". No ano seguinte, foi laureada com o Troféu Imprensa. Durante boa parte da década de 1990 participou, quase anualmente, do baile de carnaval brasileiro realizado no Woldorf Astória Hotel em Nova York. Em 2003, lançou seu primeiro disco depois de 22 anos sem gravar, "Emilinha pinta e borda", que contou com as participações especiais de Ney Matogrosso na faixa "Não existe pecado ao sul do equador", de Chico Buarque e Ruy Guerra e do grupo Forroçacana mna faixa "ETC", de Nando Reis, Marisa Monte e Carlinhos Brown. Nesse ano, por ocasião dos seus 80 anos, concedeu longa entrevista ao Jornal do Brasil, conduzida por Ney Matogrosso, na qual falou sobre sua carreira. No carnaval de 2004, apresentou-se no concorrido baile popular da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. No mesmo ano, gravações suas feitas entre 1939 e 1954 foram incluídas pelo selo Revivendo no CD "Se queres saber" entre as quais, "Rumba em Jacarepaguá", "Tico tico na rumba", "Escandalosa", "Dez anos" e "Vem cantar também". Ficou conhecida como "A favorita da marinha", além de ser vista também por seus fãs como a "Eterna Rainha do Rádio". Em setembo de 2008, pouco antes de se completarem 3 anos de sua morte, o Fã Clube Nacional Emilinha Borba realizou no Rio Scenarium na Lapa a exposição "Emilinha: um acervo à procura de um espaço". Na mesma época o Jornal do Brasil publicou reportagem sobre a dificuldade do Fã Clube da cantora encontrar um espaço para alojar o acervo da artista: "Quem diria: o legado da Favorita da Marinha está à procura de um porto seguro. Às vésperas do terceiro aniversário de morte de Emilinha Borba, lembrado em 3 de outubro, os objetos pessoais da cantora, que rivalizou com Marlene no auge da era do rádio, precisam encontrar alguém que cuide deles. São camisolas de cetim e algodão, o prato que Emilinha almoçou pela última vez, bijuterias, vestidos usados em shows, o estojo de maquiagem usado no dia em que morreu e ainda centenas de revistas, fotografias, discos, diplomas, prêmios e mais de 240 faixas dadas de presente à musa por fãs - itens típicos das décadas de 50 e 60". Em 2010, foi homenageada especial do show "Cantando a era de ouro do Rádio" apresentado no teatro Rival pela cantora e atriz, e sua fã assumida, Tânia Alves. Uma prova da vitalidade do culto à cantora é que seu fã clube, criado oficialmente em 1952, chegou a 2010, cinco anos após a morte da cantora contando com mais de dois mil fãs cadastrados.

Morte

Em 2005, sofreu um acidente caseiro que a fez ficar internada no CTI. Recuperou-se após alguns dias de internação retornando à sua casa. Faleceu em outubro de 2005 após sentir-se mal durante o almoço. Seu corpo foi velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Emilinha Borba foi sepultada no Cemiterio do Caju, Zona Portuaria do Rio de Janeiro.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB


Ariclê Perez

ARICLÊ PEREZ
(62 anos)
Atriz

* Campinas, SP (07/09/1943)
+ São Paulo, SP (26/03/2006)

Foi casada com o diretor de teatro Flávio Rangel (1934 - 1988). Com carreira predominantemente teatral, Ariclê participou de mais de 40 peças teatrais, boa parte delas dirigidas por Flávio. Estreou na montagem de Electra, em 1967.

Contratada da Rede Globo desde 1988, participou ininterruptamente de várias novelas e minisséries. Alguns de seus papéis mais marcantes foram Elisinha Jordão, da segunda versão de Anjo Mau (1997), a Rosa Maria de Meu Bem, Meu Mal (1990) e a Ametista, de Felicidade (1991). Antes de sua contratação pela Rede Globo, participou de Cortina de Vidro, no SBT e de Como Salvar Meu Casamento, a última novela da extinta Rede Tupi, que não chegou a ter seu final exibido.

Seu último trabalho foi a minissérie JK, onde viveu a mãe de Juscelino, Júlia Kubitschek, na segunda fase da trama. Era uma das atrizes prediletas de Maria Adelaide Amaral, autora da minissérie, havendo trabalhado em praticamente todas as suas tramas desde a novela Anjo Mau.

Na Televisão

2006 - JK (Minisérie) ... Júlia Kubitschek
2004 - A Diarista (Participção Especial) ... Pérola
2004 - Sob Nova Direção (Participção Especial) ... Branca
2004 - Um Só Coração (Minisérie) ... Madame Claire
2003 - A Casa Das Sete Mulheres (Minisérie) ... Madre Cecília
2002 - Sandy & Junior (Série) ... Olga
2001 - Os Maias (Minisérie) ... Maria da Gama
1997 - Anjo Mau ... Elisinha Jordão Ferraz
1996 - Salsa e Merengue ... Gilda
1995 - Decadência (Minisérie) ... Celeste
1994 - Memorial de Maria Moura (Minisérie) ... Gertrudes
1991 - Felicidade ... Ametista
1990 - Meu Bem, Meu Mal ... Rosa Maria Gentil
1989 - Cortina de Vidro (SBT)
1989 - Sampa
1979 - Como Salvar Meu Casamento ... Valquíria (TV Tupi)
1976 - Canção para Isabel (TV Tupi)

No Cinema

2005 - Quanto Vale ou é Por Quilo?
1981 - Pixote, a Lei do Mais Fraco
1971 - Paixão na Praia

Prêmios

Venceu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no festival do Ceará pelo filme "Quanto vale ou é por quilo?"

Morte

No dia 26 de março de 2006, logo após o fim da minissérie JK (que terminou dia 24 de março de 2006), Ariclê suicidou-se, pulando da janela de seu apartamento (10º andar), no bairro de Higienópolis, em São Paulo, onde vivia sozinha e 1 hora antes da morte deixou um bilhete com o porteiro contendo telefone de familiares "caso acontecesse algo". Ela passava por um momento de depressão. Por uma ironia do destino, em sua última cena na minissérie JK, sua personagem, Dona Júlia, falecia.

Fonte: Wikipédia

Juliana de Aquino

JULIANA FERREIRA BRAGA DE AQUINO
(29 anos)
Cantora e Atriz

☼ Brasília, DF (02/03/1980)
┼ Oceano Atlântico (01/06/2009)

Juliana de Aquino foi uma cantora e atriz nascida em Brasília, DF, no dia 02/03/1980.

Iniciou sua carreira profissional aos 4 anos de idade com educação musical. Ela estudou piano na Instituto de Música do Distrito Federal, cantando com maestro Marconi Araújo e cantando clássicos com Aeda Moreira e na Universidade de Brasília (UNB). Também participou de seminários com Richard Lissemore cantando e agindo em oficinas com Steve Markusfeld.

Aos 15 anos, Juliana de Aquino, teve sua estréia em carreira solo. Em 2001 lançou o seu primeiro CD "Primeira Vez".

Solteira, vegetariana, Juliana de Aquino contou em sua página, no site de relacionamento Orkut, que têm hábitos simples de uma mulher de sua geração: Assistir a seriados como "Friends" e "ER", gosta de filmes como "Ghost" e participa de comunidades no mesmo site como Pequeno Príncipe, Brasília, Marisa Monte e Estouradores de Plástico Bolha.

Juliana de Aquino participou de alguns papéis no Brasil, e teve a oportunidade de atuar na Alemanha na produção de "O Rei Leão" (Der König der Löwen), em Hamburgo, no ano de 2003 até 2007.

Em 2008, interpretou o papel de Maria Madalena em "Jesus Cristo Superstar" no Stadttheater Klagenfurt, Áustria.

Juliana de Aquino trabalhava em Stuttgart, na Alemanha, no musical "Wicked", como Madame Akaber.

Morte

Passageira do vôo Air France 447 que caiu no Oceano Atlântico região Sul próximo ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo, morreu por ocasião deste acidente.

Fonte: Wikipédia

Paulinho de Almeida

PAULO DE ALMEIDA RIBEIRO
(75 anos)
Jogador de Futebol e Técnico

* Porto Alegre, RS (15/04/1932)
+ São Paulo, SP (11/06/2007)

Paulinho era um lateral-direito técnico, com ótimo domínio de bola e forte na marcação. Começou no time amador do Partenon, nome de um bairro de Porto Alegre. Em 14 anos de carreira profissional, jogou em apenas dois clubes: o Internacional de Porto Alegre e o Vasco do Rio de Janeiro.

No Internacional, Paulinho ganhou o apelido de "Capitão Piranha", referência à sua liderança sobre os colegas de clube e também ao seus dentes saltados (ou porque comia muito rápido, segundo outras fontes). Em 1954 foi negociado com o Vasco por 800 mil cruzeiros, numa das maiores transações esportivas ocorridas no país, na época.

A partir do Vasco, chegou à Seleção Brasileira, pela qual disputou 9 partidas. Na Copa do Mundo de 1954, foi reserva de Djalma Santos. Deixou de ser convocado para a Copa de 1958 porque, no início daquele ano, quebrou uma perna num jogo contra o Flamengo pelo Torneio Rio-São Paulo.

Ao aposentar-se como jogador, em 1964, tornou-se treinador das categorias de base do Vasco, iniciando assim a carreira de técnico. Ficou famoso pela frase "jogador de futebol, conheço no arriar da mala". Em 1975, foi um dos fundadores da ABTF, Associação Brasileira de Treinadores de Futebol. Só no Campeonato Brasileiro, dirigiu 13 clubes diferentes em 15 temporadas.

Em três enquetes realizadas pela revista Placar, nos anos de 1982, 1994 e 2006, Paulinho foi considerado sempre o melhor lateral-direito da história do Internacional.

Carreira Como Jogador

Clubes:

1950-1954: Internacional
1954-1964: Vasco

Títulos:

Campeão Gaúcho (pelo Internacional): 1951, 1952, 1953.
Campeão da Copa O'Higgins (pela Seleção Brasileira): 1955.
Campeão da Copa Osvaldo Cruz (pela Seleção Brasileira): 1955.
Campeão Carioca (pelo Vasco): 1956, 1958.
Campeão da Copa Roca (pela Seleção Brasileira): 1957.
Campeão do Torneio Rio-São Paulo (pelo Vasco): 1958.

Faleceu após sofrer por alguns anos do Mal de Alzheimer.

Fonte: Wikipédia

Jamil Haddad

JAMIL HADDAD
(83 anos)
Médico e Político

* Rio de Janeiro, RJ (02/04/1926)
+ Rio de Janeiro, RJ (11/12/2009)

Foi deputado estadual, prefeito, senador, deputado federal e ministro da Saúde.

Médico formado pela Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1949, com especialização em ortopedia, ingressou na vida política em 1966, quando foi eleito deputado estadual pela aliança entre o PTB e o PSB. Reeleito em 1966, filiou-se ao MDB, mas teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos.

Em 1983, filiado ao PDT (desde 1979), foi indicado pelo governador Leonel Brizola para a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo de março a dezembro daquele ano, quando renunciou, por discordar do projeto político executado pelo seu partido, que buscava maiores aproximações com o PMDB e o PTB.

Em 1985, com a eleição de Saturnino Braga como prefeito, assumiu uma cadeira no Senado na condição de suplente. Já era então filiado ao PSB, partido que presidiu entre 1986 e 1993. Em 1990, com o fim de seu mandato como senador, foi eleito deputado federal.

Em 1992, foi convidado pelo presidente Itamar Franco para assumir o ministério da Saúde, onde ampliou a abrangência do Sistema Único de Saúde e criou os medicamentos genéricos pelo Decreto nº 793, de 5 de abril de 1993 que determinava a existência da denominação do componente ativo nas embalagens dos medicamentos em tamanho maior que a marca. Em 1994, com o rompimento do PSB com o governo Itamar Franco, deixou o ministério.

Em 2003, já no governo Lula, assumiu a direção geral do INCA, cargo que ocupou durante cinco meses, sendo exonerado por pressões políticas.

Jamil Haddad, que tinha 83 anos, faleceu de causas naturais em sua residência no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia


J.T. Meirelles

JOÃO THEODORO MEIRELLES
(67 anos)
Saxofonista, Arranjador e Compositor

* Rio de Janeiro, RJ (10/10/1940)
+ Rio de Janeiro, RJ (03/06/2008)

Foi um dos principais nomes do estilo samba-jazz - fusão dos gêneros musicais samba e jazz, que surgiu no Brasil na década de 1960.

Meirelles iniciou sua carreira profissional aos 17 anos, tocando saxofone no conjunto de João Donato. Mudou-se para São Paulo, onde atuou com o pianista Luís Loy.

Aos 23 anos, Meirelles foi o arranjador de canções do disco "Samba Esquema Novo" (1963), do então estreante Jorge Ben, entre as quais "Mas que Nada", o primeiro sucesso de Ben e uma das músicas brasileiras mais gravadas no mundo.

Com a grande repercussão no trabalho com Jorge Ben, Meirelles recebeu convite, por parte do produtor musical Armando Pittigliani, da Companhia Brasileira de Discos (atualmente Universal Music), para integrar o cast de artistas da gravadora. Desta maneira, Meirelles pôde fazer seus próprios discos instrumentais, sem pressões comerciais ou artísticas por parte de gravadora. De volta ao Rio de Janeiro, Meirelles recrutou talentosos músicos ligados à bossa nova - Luiz Carlos Vinhas, Dom Um Romão, Manoel Gusmão e Pedro Paulo - e formou o conjunto instrumental "Os Copa 5", que lançou o álbum "O Som" (1964) e com o qual se apresentou no Bottle's Bar do Beco das Garrafas, executando suas próprias composições.

No ano seguinte, produziu "O Novo Som", com uma formação totalmente renovada, que teve Eumir Deodato, Edison Machado, Roberto Menescal e Waltel Branco.

Depois de 1965, Meirelles passaria um longo período sem compor. O músico voltou a cena somente em 2002, com o lançamento de "Samba-Jazz", com dez novas composições. Em 2005, veio "Esquema novo", com quatro faixas inéditas e regravações de sua carreira.

Em junho de 2008, aos 67 anos, João Theodoro faleceu em decorrência de problemas no estômago.

Fonte: Wikipédia