Chorão foi o único integrante a participar de todas as formações do grupo. Com o Charlie Brown Jr., lançou dez álbuns, que venderam mais de cinco milhões de cópias, consolidando a banda como uma das mais populares do rock brasileiro a partir da década de 1990.
O apelido "Chorão" surgiu ainda na adolescência, quando amigos do skate zombavam dele com a frase "não chora", já que ele ainda não sabia andar. A infância e adolescência foram marcadas por dificuldades. Filho de mãe trabalhadora, que fazia serviços domésticos, cozinhava e vendia pastéis, Chorão ajudava nas entregas. Teve baixo rendimento escolar, abandonou os estudos na sétima série e frequentemente se envolvia em problemas com a polícia.
Aos 11 anos, seus pais se separaram. Aos 14, sua mãe sofreu um derrame e quase morreu, período em que Chorão passou a se dedicar intensamente ao skate, tornando-se uma de suas grandes paixões. Competiu por vários anos, chegando a ser vice-campeão paulista.
Em 1987, aos 17 anos, mudou-se para Santos, SP. Em um bar local, substituiu ocasionalmente o vocalista de uma banda, chamando a atenção de pessoas da plateia, que o convidaram para assumir os vocais. Após a saída do baixista, conheceu Champignon, então com apenas 12 anos, formando a banda What’s Up. Mais tarde, convidaram o baterista Renato Pelado. Com a entrada de Marcão e Thiago Castanho, formou-se a primeira formação do Charlie Brown Jr., nome escolhido em 1992. Segundo Chorão, a inspiração veio após colidir com uma barraca de água de coco que trazia a imagem do personagem Charlie Brown, criado por Charles Schulz. O "Jr." representava o fato de a banda se considerar "filha" do rock.
A sonoridade do grupo misturava hardcore, punk, reggae e skate rock, com influências de bandas como Nirvana, Red Hot Chili Peppers, Sublime, Bad Brains, além de grupos brasileiros como Raimundos, Nação Zumbi e Planet Hemp.
Em 1993, a banda passou a tocar no circuito underground de Santos e São Paulo e em eventos de skate. Uma fita demo chegou às mãos do produtor Rick Bonadio, então presidente da Virgin Records no Brasil, que contratou o grupo. Dessa demo surgiu o álbum de estreia "Transpiração Contínua Prolongada", lançado em 1997, com produção de Rick Bonadio e Tadeu Patolla. O disco vendeu cerca de 500 mil cópias, impulsionado por faixas como "O Coro Vai Comê!", "Proibida Pra Mim (Grazon)", "Tudo Que Ela Gosta de Escutar" e "Gimme o Anel".
Perdas Pessoais
Em 2001, Chorão perdeu o pai, episódio que marcou profundamente sua vida. A banda decidiu interromper temporariamente as atividades para que o cantor pudesse lidar com o luto. Esse período influenciou composições como "Ouviu-se Falar" e "Talvez a Metade do Caminho". Após cerca de seis meses afastado, Chorão retomou as atividades com o grupo.
Outros Projetos
Além da música, Chorão investiu em outros empreendimentos. Em 2006, inaugurou o Chorão Skate Park, em Santos, espaço voltado para skatistas e músicos. Em 2007, roteirizou e participou do filme "O Magnata", dirigido por Johnny Araújo, integrando também a trilha sonora. Em 2009, lançou sua marca de roupas, a DO.CE.
Chorão foi encontrado morto na madrugada de 6 de março de 2013, em seu apartamento no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, aos 42 anos de idade. Ele foi localizado desacordado por um membro da equipe da banda, que acionou o SAMU. A Polícia Militar registrou a ocorrência por volta das 5h18. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para perícia.
Posteriormente, laudos oficiais apontaram intoxicação por cocaína como causa da morte. Sua partida causou grande comoção nacional e encerrou a trajetória de um dos artistas mais emblemáticos do rock brasileiro.
- 1997 - Transpiração Contínua Prolongada
- 1999 - Preço Curto... Prazo Longo
- 2000 - Nadando Com os Tubarões
- 2001 - 100% Charlie Brown Jr. (Abalando a Sua Fábrica)
- 2002 - Bocas Ordinárias
- 2004 - Tâmo Aí na Atividade
- 2005 - Imunidade Musical
- 2007 - Ritmo, Ritual e Responsa
- 2009 - Camisa 10 (Joga Bola Até na Chuva)
- 2003 - Acústico MTV
- 2012 - Música Popular Caiçara (Ao Vivo)
- 2002 - Ao Vivo
- 2003 - Acústico MTV
- 2004 - Na Estrada
- 2005 - Skate Vibration
- 2008 - Ritmo, Ritual e Responsa
- 2012 - Música Popular Caiçara (Ao Vivo)
- 2007 - O Magnata (Escritor e Roteirista)
- .... - O Cobrador (Escritor e Roteirista)
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Assim como Chorão muitos se foram por causa da DROGA!! É uma pena que esse mal continue atingindo milhares de pessoas em várias camadas sociais!
ResponderExcluirParabéns Marcos Aurélio pelo seu trabalho!
Isso foi em 2013, como o tempo passa rápido hoje em dia,a gente acaba perdendo totalmente a noção de tempo,na época foi divulgado um laudo do IML,e os orgãos dele estavam bastante comprometidos pelo consumo de todo o tipo de droga,mais cedo ou mais tarde ele teria sérias complicações de saúde,uma pena que a vida do Chorão tenha terminado dessa maneira,a obra dele continua,mas infelizmente com o passar do tempo a tendência é ele ser esquecido como tantos outros nesse país sem memória.
ResponderExcluirAté hoje sinto a falta dele. Na opinião, um dos melhores cantores do Brasil. Lamentável a perca dele...
ResponderExcluirEra encrenqueiro e nervosinho, mas com o microfone na boca foi uma lenda
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