Edson Frederico

EDSON FREDERICO BARBOSA CAVALCANTE
(63 anos)
Arranjador e Maestro

* Rio de Janeiro, RJ (07/05/1948)
+ Rio de Janeiro, RJ (22/12/2011)

Edson Frederico iniciou sua carreira artística em 1965 como pianista em shows de Vinicius de Moraes e Elis Regina.

Em 1970, foi contratado pela TV Tupi, inicialmente como pianista e, em seguida, como orquestrador, permanecendo na emissora até 1974.

Na década de 70, foi pianista da Banda Veneno, do maestro Erlon Chaves, e gravou com Antônio Carlos & Jocafi, Marília Medalha e Rosinha de Valença. Regeu a cantora Sylvie Vartan na entrega do Prêmio Molière, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Apresentou-se, ainda, em diversas casas noturnas cariocas como Flag, Number One, Chico's Bar, Alô Alô, acompanhando Carol Rodgers, e Calígula.

Foi contratado como maestro e orquestrador da TV Globo em 1974, estreando como diretor musical do programa "Sandra & Miéle" e escrevendo as trilhas sonoras para os seriados "Malu Mulher" e "Carga Pesada".

Em 1975, lançou o LP "Edson Frederico".

Atuou como maestro e orquestrador do show "Tom Vinicius, Toquinho e Miucha", realizado no Canecão, RJ, em 1977.

Em 1980, formou a Orquestra Metalúrgica Dragão de Ipanema, inaugurando a casa noturna Noites Cariocas, no Morro da Urca, RJ.

Assinou a direção musical do programa "Clodovil Em Noite De Gala" da CNT, Curitiba, PR, regendo a Orquestra Sinfônica do Paraná, em 1993.


No teatro, atuou como:

  • 1974 - Pianista do musical "Pippin", de Hirson e Schwart, Teatro Adolpho Bloch, RJ.
  • 1980 - Diretor musical e maestro do musical "Evita", de Rice e Webber, Teatro João Caetano, RJ.
  • 1980 - Orquestrador, regente e diretor musical de "Vargas", de Dias Gomes e Ferreira Gullar, Teatro João Caetano, RJ.
  • 1985 - Diretor musical e regente de "Orfeu da Conceição", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Centro Cultural Banco do Brasil e Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
  • Diretor musical da peça "O Doente Imaginário", de Molière, direção de Moacyr Góes.
  • Diretor musical da peça "Arte", direção de Mauro Rasi, Teatro das Artes.

No mercado fonográfico, atuou como pianista, orquestrador e regente dos seguintes discos: "Flor de Liz", de Djavan (1976), "Banda do Zé Pretinho", de Jorge Bem, hoje Jorge Benjor, "Love Brazil", de Sarah Vaughan, "Gota D'água", de Bibi Ferreira, "Mulher", de Lúcio Alves, "Sonia Santos", "Maria Creuza", "Copacabana", de Sarah Vaughan (1979), "Evita" (1980), "Roberto Carlos" (1983), "Xanti" e "Soneto", do grupo Homem de Bem (1993).

Em 1985, formou a Rio Pop's Orquestra, com a qual participou de eventos como o Fest Rio, Multimoda e Gunnar Rio Sul, além de gravar trilhas sonoras para campanhas publicitárias do Banco do Brasil 180 Anos, Xerox, Carlton, Coca-Cola, entre outras.

Em 1997, lançou o CD "Edson Plays Maranezi".

Apresentou-se na casa noturna Ritmo, em 1998, como pianista do show de Liza Minelli.

Em 1999, publicou o songbook "O Melhor de Edson Frederico" (Ed. Vitale) .

Em 2000, fez arranjos e regência para o "Especial 100 Anos de MPB" da TV Globo. Nesse mesmo ano, lançou o livro "Música: Uma Breve História" (Ed. Vitale).

Morte

Edson Frederico morreu no Rio de Janeiro vítima de insuficiência respiratória e esclerose lateral amiotrófica, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Ele estava internado desde o último dia 20 no Hospital Municipal Lourenço Jorge, com pneumonia e enfisema crônico.

Há 10 anos o músico morava no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, onde se recuperava de um Acidente Vascular Cerebral.

O enterro ocorreu no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Edson deixou duas filhas.

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