Eliza Samudio

ELIZA SILVA SAMUDIO
(25 anos)
Modelo e Atriz de Filmes Adultos

* Foz do Iguaçu, PR (22/02/1985)
+ Esmeraldas, MG (09/06/2010)
(A data da morte está em processo de investigação, o mais provável é 09/06/2010)


Eliza Samúdio foi uma modelo e atriz nascida em Foz do Iguaçu, PR, no dia 22/02/1985. Filha do arquiteto Luiz Carlos Samudio e da agricultora Sônia Fátima Silva Moura. Seus pais viveram juntos em Foz do Iguaçu por um ano. Frequentemente agredida pelo marido, Sônia Fátima, por questões financeiras, acabou deixando Eliza Samudio e não pôde ficar com a filha, que tinha só 6 meses. A partir daí ela a via as vezes. Passado o tempo, Sônia Fátima foi viver no Mato Grosso do Sul, onde se casou novamente, há dezesseis anos e teve um filho. Com seu marido, explora uma pequena propriedade agrícola de produção de pimenta. Ao completar dez anos, Eliza Samudio foi morar com a mãe, em Campo Grande, MS, onde permaneceu por um ano, voltando então para a casa do pai. Quando Eliza Samudio desapareceu, Sônia Fátima não via sua filha há seis anos e se comunicava com ela apenas por telefone.

Desde os 13 anos Eliza Samudio sonhava sair da cidade natal para tornar-se modelo no eixo Rio-São Paulo, o que fez aos dezoito anos, mudando-se para a capital paulista. O advogado Jader Marques, confirmou em entrevista que Eliza Samudio fez pequenas participações em filmes pornográficos, entre 2005 e 2009, além de participar de películas para a produtora erótica Brasileirinhas.

Segundo testemunhas, Eliza Samudio e Bruno já se conheciam pelo menos desde 2008. Bruno, entretanto, afirma que conheceu Eliza Samudio em maio de 2009, num churrasco, no Rio de Janeiro. Em agosto, Eliza Samudio anunciou publicamente estar grávida, atribuindo a paternidade ao atleta. O bebê nasceu em 10/02/2010 em São Paulo, enquanto Eliza Samudio estava morando na casa de uma amiga desde que descobriu estar grávida. Ela comunicou a Bruno sobre o nascimento do neném, mas Bruno recusou-se a reconhecê-lo como seu filho. Eliza Samudio ingressou, então, com uma ação de reconhecimento de paternidade, depois de chegar a morar com o filho na capital fluminense, em hotéis pagos por Bruno. Em 04/06/2010 ela acede a um convite para ir até Esmeraldas, MG, atendendo ao atleta, que surpreendera os advogados da ação, uma vez que parecia disposto a negociar um acordo. A modelo desapareceu, então.


O Caso Eliza Samudio

O Caso Eliza Samudio refere-se aos acontecimentos que envolveram o desaparecimento da modelo e atriz Eliza Silva Samudio. Durante as investigações, uma testemunha relatou aos investigadores do caso que a moça teria sido morta por estrangulamento. Em seguida, o cadáver teria sido esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto. O caso obteve repercussão nacional e internacional.

Reconhecimento da Paternidade

Em 29/10/2010 exames de DNA solicitado pelo advogado José Arteiro Cavalcante Lima, que representava a mãe de Eliza Samudio, comprovaram que Bruno é mesmo pai do filho de Eliza Samudio. A 1ª Vara de Família da Barra da Tijuca, também decidiu que o clube do Flamengo deverá pagar pensão ao filho, e deverá depositar, todo dia 5 de cada mês, 17,5% do valor recebido pelo atleta, além de eventuais verbas trabalhistas a que o atleta tenha direito. O clube, por sua vez, diz que isso não é possível, uma vez que o contrato de Bruno foi suspenso e ele não está mais recebendo salário. O Flamengo ainda pode recorrer da decisão.

Primeiras Agressões

Em 13/10/2009 a modelo prestou queixa à polícia dizendo que, na véspera, teria sido mantida em cárcere privado pelo goleiro e seus amigos Russo e Macarrão, e obrigada a tomar substâncias abortivas. Também acusou os dois de tê-la espancado. O Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro e a polícia daquele estado somente concluiriam os exames periciais em julho de 2010, quando o desaparecimento da modelo já era tratado como homicídio.

Proibido pela delegada Maria Aparecida Mallet, da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) de Jacarepaguá, de se aproximar da modelo por menos de 300 metros, o goleiro divulgou uma nota na qual negava a agressão:

"Não é a primeira vez que ela inventa esse monte de mentiras para tentar me prejudicar. Da outra vez não provou nada e não vai provar novamente, porque inventou essa história toda. Chegou ao ponto de, ontem, enviar e-mail para algumas redações de jornais do Rio dizendo que faltei ao treino do Flamengo porque estava com ela. Mas eu compareci tanto aos treinos da manhã quanto da tarde, conforme todos os jornalistas presentes puderam confirmar.
Por isso tudo decidi que só vou me manifestar através do meu advogado, que irá tomar todas as medidas cabíveis para impedir que ela continue tentando me prejudicar. Ela não se conforma porque já deixei claro que não quero nenhum tipo de relacionamento com ela. Não vou dar a essa moça os 15 minutos de fama que ela tanto deseja."
(Bruno Fernandes, 14 de setembro de 2009)

A despeito disto, em 2009 a juíza Ana Paula Delduque Migueis Laviola de Freitas, responsável por atender ao pedido de proteção solicitado, negou-o, argumentando que Eliza Samudio não tinha relacionamento íntimo com o goleiro, e que a moça estava a "tentar punir o agressor", Bruno Fernandes, "sob pena de banalizar a finalidade da Lei Maria da Penha".

A juíza então encaminhou o caso para uma vara criminal. Em sua decisão, asseverou que a Lei Maria da Penha "tem como meta a proteção da família, seja ela proveniente de união estável ou do casamento, bem como objetiva a proteção da mulher na relação afetiva, e não na relação puramente de caráter eventual e sexual". Não considerou a condição de Eliza Samudio, grávida de cinco meses.

Em comunicado divulgado em 02/07/2010, a Polícia revelou os encaminhamentos só então dados ao exame toxicológico:

"O Departamento Geral de Policia Técnico Cientifica da Policia Civil do Rio de Janeiro (DGPTC) informa que foi encontrado um grupamento de substâncias consideradas abortivas na urina de Eliza Samudio. Os peritos que analisaram o material colhido decidiram, dada a complexidade do caso, mandar o material para o laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o qual a Polícia Civil mantém convênio a fim de confirmar 100% a análise feita pelos mesmos, excluindo qualquer possibilidade de tal grupamento pertencer a outros compostos. Segundo os peritos, a tal mistura também pode ser encontrada inclusive no consumo simultâneo de bebidas alcoólicas com fumo. Segundo o Departamento Geral de Policia Técnico Cientifica da Policia Civil do Rio de Janeiro (DGPTC), o resultado final ficará pronto na próxima segunda-feira, dia 5 de julho."
(Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro)

Diante do descaso da polícia na investigação das agressões inicialmente sofridas pela modelo, declarou Maria da Penha: "O Estado tem que responder. Ele foi negligente com o pedido de socorro dessa mulher."


Suposto Assassinato

Em 26/06/2010, a Polícia Civil de Minas Gerais declarou suspeito o goleiro Bruno Fernandes, por conta do desaparecimento da ex-amante, a paranaense Eliza Samudio, que tentava provar na Justiça que ele era o pai de seu filho, à época com 4 meses de idade. Eliza Samudio afirmou em depoimento que vinha sendo ameaçada pelo goleiro depois que contou que estava grávida em 2009, e que foi forçada a tomar remédios abortivos, foi sequestrada, espancada e teve uma arma apontada em sua cabeça, pelo próprio Bruno. Bruno foi casado com Dayanne Rodrigues do Carmo Souza e com ela teve duas filhas. Ela também é investigada, como alguns amigos de Bruno, inclusive seu carro foi periciado e sangue foi encontrado nele.

Segundo relatos de Bruno, ele conheceu Eliza Samudio e manteve relações sexuais com ela numa orgia na casa de um outro jogador do Flamengo. Bruno disse que o preservativo rompeu no ato sexual. O goleiro afirmou que festas desse tipo são comuns entre os jogadores de futebol.

De acordo com as investigações policiais, Eliza Samudio estava, antes de desaparecer, no sítio do jogador em Esmeraldas, interior de Minas Gerais, por um pedido dele, já que ela passou a gravidez em São Paulo na casa de amigas e chegou a morar em hotéis no Rio de janeiro, pagos por Bruno. Ela ainda tinha esperança de reatar o relacionamento com o goleiro. Bruno disse que ela desapareceu porque quis e abandonou a criança com um colega seu. O menino foi achado numa favela de Ribeirão das Neves e Dayanne foi suspeita de tê-lo deixado lá.

A mãe de Eliza Samudio pediu a guarda da criança, o que foi concedido pela Justiça. O pai de Eliza Samudio está pleiteando, na Justiça, a guarda do neto e o reconhecimento da paternidade por Bruno.

Em 6 de julho de 2010, um jovem de 17 anos, primo do goleiro, foi encontrado na residência de Bruno na Barra da Tijuca e afirmou ter dado uma coronhada em Eliza Samudio, que desacordada, teria sido levada para Minas Gerais, e lá esquartejada por traficantes a mando do goleiro e dada a cachorros da raça Rottweiler que teriam dilacerado seu corpo. Os ossos da modelo teriam sido concretados. Essa versão ainda não foi confirmada pela Polícia. Em 8 de julho de 2010, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Neném, Paulista ou Bola, e acusado de matar Eliza Samudio, foi preso pela Polícia Militar de Minas Gerais.

Cronologia do Caso

  • 2008 ou início de 2009 - Bruno, casado, conhece Eliza Samudio em um churrasco no Rio de Janeiro. Os dois começam um relacionamento extra conjugal.
  • 21 de maio de 2009 - Eliza Samudio engravida.
  • Outubro de 2009 - Grávida de cinco meses, Eliza Samudio registra queixa contra Bruno, na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, por tentativa de sequestro, agressão e ameaça. Bruno nega ter cometido qualquer desses delitos. Após o episódio, a polícia pediu medidas protetoras que impediam o goleiro de se aproximar mais de 300 metros de Eliza Samudio e de sua família. Bruno passou a ser investigado criminalmente. Eliza Samudio fugiu para São Paulo e ficou na casa da mãe de uma amiga.
  • 10 de fevereiro de 2010 - Nasceu o filho de Eliza Samudio. Bruno não reconhece a paternidade. Segundo o advogado Jader Marques, advogado do pai de Eliza Samudio, ela move um processo na justiça para Bruno reconhecer a paternidade do filho e pagamento da pensão.
  • 4 de junho de 2010 - É o último contato feito pela família segundo o advogado Jader Marques. Amigas de Eliza Samudio contam que ela iria até Minas Gerais para conversar com Bruno, a pedido dele. A partir daí, ela não entra em contato com ninguém.
  • 9 de junho de 2010 - Eliza Samudio é supostamente assassinada por Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
  • 24 e 25 de junho de 2010 - Pelo 181 (Disque-denúncia), a polícia recebe denúncias que Eliza Samudio teria sido agredida, morta, suas roupas teriam sido queimadas e o corpo ocultado em um sítio do atleta Bruno em Esmeraldas, MG. Desde então o sítio é vigiado.
  • 25 de junho de 2010 - Dayane de Souza, mulher de Bruno presta depoimento junto com dois funcionários do sítio. Dayane é atuada e detida por subtração de incapaz e depois liberada.
  • 26 de junho de 2010 - O filho de Eliza Samudio é encontrado pela policia na madrugada do dia 26 na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
  • 27 de junho de 2010 - Pai de Eliza Samudio, Luiz Carlos Samudio, vai para Contagem, MG, buscar o neto que estava em um abrigo. Policiais militares e bombeiros tentaram entrar no sítio mas não conseguem pois não conseguiram um mandado judicial.
  • 28 de junho de 2010 - Luiz Carlos Samudio volta para Foz do Iguaçu com o neto. A policia faz buscas no sítio do goleiro em busca do corpo de Eliza Samudio. Foram encontradas roupas de mulher, objetos de criança além de fraldas.
  • 2 de julho de 2010 - Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio pede a guarda do neto. Peritos examinam um carro do atleta do Flamengo, que tinha sido apreendido em uma blitz em junho, porque os documentos estavam irregulares. Segundo a polícia vestígios de sangue de Eliza Samudio foram encontrados no veículo.
  • 5 de julho de 2010 - A polícia recebe uma denuncia, dizendo que o corpo da vítima foi jogado em uma lagoa em Ribeirão das Neves, MG.
  • 6 de julho de 2010 - Um menor de 17 anos, que foi apreendido no apartamento do Bruno, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, depõe na Delegacia de Homicídios da Barra da Tijuca. Ele afirma que participou do sequestro da ex-amante do jogador, e deu coronhadas na vítima. Nas quatro páginas de inquérito em que relatam um crime atroz, Eliza Samudio teve os braços amarrados com uma corda e foi estrangulada por Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, um ex-policial. Ainda segundo o menor ouvido pela polícia, após ter estrangulado Eliza Samudio, Bola pediu para que todos deixassem o local. Depois, seguiu em direção a um canil, carregando um saco que supostamente continha o cadáver esquartejado de Eliza Samudio. Ainda segundo o adolescente, a mão de Eliza Samudio foi jogada para cachorros da raça Rottweiler.
  • 7 de julho de 2010 - A prisão preventiva de Bruno e de mais sete pessoas foram expedidas pela Justiça de Minas. O mandado de internação do jovem que prestou depoimento no dia 6 de julho. A Justiça de Rio de Janeiro também havia expedido a prisão preventiva para Bruno e Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão pelo sequestro e cárcere privado de Eliza Silva Samúdio, em outubro de 2009. Bruno e Macarrão se entregam à polícia no Rio de Janeiro. Ambos foram levados para Polinter do Andaraí. Antes das 14:30 hs, os dois foram levados ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), Bruno e Macarrão estão na Penitenciária Alfredo Tranjan Bangu 2. Policia mineira pede a transferência imediata de Bruno e Macarrão para Minas Gerais. A 38ª Vara Criminal do Rio atendeu ao pedido e determinou na tarde de quinta-feira a transferência do goleiro Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, também conhecido como Macarrão, para Minas Gerais.
  • 8 de julho de 2010 - Mãe de Eliza Samudio consegue a guarda provisória na justiça do neto de 4 meses. A criança estava na casa do avô materno em Foz do Iguaçu.
  • 9 de julho de 2010 - Bruno e os outros suspeitos no desaparecimento de Eliza Samudio são mantidos presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os presos estão em celas isoladas, de 6 m² e sem comunicação entre elas.
  • 30 de julho de 2010 - O inquérito é entregue. Bruno, Macarrão, Bola e mais seis pessoas são indiciadas.
  • 29 de outubro de 2010 - Exames de DNA solicitado pelo advogado José Arteiro Cavalcante Lima, representante da mãe de Eliza Samudio, comprovaram que Bruno é mesmo pai do filho de Eliza.
  • 13 de abril de 2011 - O pedido de habeas corpus de Bruno é negado.
  • 4 de maio de 2011 - O pedido de habeas corpus de Sérgio Rosa Salles (primo de Bruno) é negado.
  • 21 de junho de 2012 - A mãe de Eliza Samudio recebe uma carta anônima falando sobre o possível local onde foram deixados os restos mortais da filha.
  • 22 de agosto de 2012 - Sérgio Rosa Sales, considerado testemunha-chave do caso e primo de Bruno, é encontrado morto no bairro de Minaslândia, em Belo Horizonte. Segundo a polícia, Sérgio estava indo trabalhar quando foi perseguido por dois homens em uma motocicleta. Ele teria tentado se esconder em uma casa e foi morto com seis tiros.
  • 19 de novembro de 2012 - Início do julgamento dos réus.

Controvérsias

Muito se tem especulado se a jovem Eliza Samudio realmente morreu, ou se apenas, teria se mudado para outro país, pois até agora seu corpo não foi achado. Segundo o advogado de defesa do goleiro Bruno, Rui Pimenta, ele recebe semanalmente de três a quatro cartas sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. Recentemente, uma carta foi entregue ao advogado afirmando que Eliza Samúdio teria ido para a Bolívia e depois viajado para a Europa. O advogado afirmou que a carta foi enviada por um presidiário que está detido no município de Governador Valadares, em Minas Gerais. Na carta, o presidiário contou que Eliza Samudio queria sair do país em 2010 e à levou para Governador Valadares, em seguida Eliza Samudio teria conseguido documentos falsos com o nome de Olívia Lima Guimarães e ido para a Bolívia e posteriormente para a Europa.

Rebatendo o que foi dito que Eliza Samudio ainda estava viva, o promotor responsável pelo caso afirmou ser uma "galhofa":

"Tenho afirmado, na simetria da galhofa da defesa, que se Eliza hoje tem esse nome, só se fosse Olívia Palito"
(Disse o Promotor)

Fonte: Wikipédia

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