Paulo Henrique Amorim

PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM
(76 anos)
Apresentador de Televisão, Jornalista, Empresário e Blogueiro

☼ Rio de Janeiro, RJ (22/02/1943)
┼ Rio de Janeiro, RJ (10/07/2019)

Paulo Henrique dos Santos Amorim foi um jornalista, blogueiro, empresário e apresentador de televisão nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 22/02/1943.

Paulo Henrique Amorim atuava no ramo de jornalismo desde 1961, escrevia para diversos jornais e revistas do país e mantinha o blogue chamado "Conversa Afiada".

Entre 2006 e 2019, foi apresentador e repórter do programa "Domingo Espetacular" pela TV Record.

Formado em Sociologia e Política, filho do jornalista e estudioso do espiritismo Deolindo Amorim, tem dois irmãos. Seguindo os passos do pai, estudou em escolas da cidade onde nasceu e começou a trabalhar já adolescente, com a imprensa.

Paulo Henrique Amorim trabalhou em jornais, revistas, televisão, internet e publicou livros. Cobriu eventos com repercussão internacional como a eclosão do vírus ebola na África (1975 a 1976), as eleições de 1992, a posse do então novo presidente norte-americano Bill Clinton em 1993, os distúrbios raciais em 1992, o terremoto de Los Angeles em 1994, a guerra civil de Ruanda e a rebelião zapatista no México em 1994.


O primeiro emprego como jornalista foi no jornal A Noite, no Rio de Janeiro em 1961, ano em que fez a cobertura para o jornal, a renúncia do presidente Jânio Quadros e a tentativa do governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, o qual formou a Cadeia da Legalidade para garantir a posse do vice, João Goulart, que seria derrubado em 1964.

Paulo Henrique Amorim trabalhou em New York, nos Estados Unidos como correspondente internacional. Foi contratado pela Editora Abril para ser repórter e correspondente internacional, primeiro da revista Realidade, depois da revista Veja, sendo seu primeiro correspondente internacional.

Paulo Henrique Amorim passou pelas emissoras de televisão, Manchete e TV Globo, tendo aberto sucursais para esses veículos em New York, Estados Unidos, passando parte da sua vida trabalhando no exterior.

Em 1996, deixou a TV Globo pela TV Bandeirantes, onde passou a apresentar o telejornal Jornal da Band e o programa político Fogo Cruzado, que por adotar postura independente, já produziu desentendimentos com diversos políticos ao vivo.

Em agosto de 1998, acusou no telejornal Jornal da Band, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva por adquirir apartamento e carro por meio ilegal, em meio a campanha eleitoral presidencial. No entanto, investigações comprovaram a legalidade e Lula entrou com processo contra o apresentador, a Rede Bandeirantes, conseguido direito de resposta.


Em 13/01/1999, deixou de comparecer á emissora e a apresentação do telejornal foi substituída. Segundo a imprensa, o não comparecimento foi por conta do protesto contra direção da emissora de implantar a Unidade Produtora de Jornalismo, planejada para gerar reportagens para os noticiários da rede, padronização que tiraria a autonomia e a diferença do Jornal da Band. Quando a emissora decidiu demiti-lo por abandono de emprego, passou acusar a emissora, por meio de imprensa, vários crimes, os quais renderam-lhe cinco processos. Paulo Henrique Amorim também processou o canal por multa contratual, tendo ganho em primeira instância.

Ainda em 1999, a TV Cultura o contratou, apresentando o talk-show "Conversa Afiada", produzido por sua empresa PHA Produções, que chegou ser exibido também pela TVE Brasil e na TV NBR. O programa durou até o final de 2002, quando terminou o contrato.

Paulo Henrique Amorim trabalhou no WebTV, do extinto ZAZ e em 2000 inaugurou o UOL News no UOL.

Em 2003, foi contratado pela TV Record, onde apresentou o telejornal noturno Jornal da Record 2ª Edição, extinto em 05/01/2007, e o Edição de Notícias.

De 2004 até o final de janeiro de 2006, passou a apresentar a revista eletrônica exibida no final de tarde "Tudo a Ver", com Janine Borba e posteriormente com Patrícia Maldonado.


Em fevereiro de 2006, passou a apresentar o programa "Domingo Espetacular", com Fabiana Scaranzi, Janine Borba e Adriana Araújo na TV Record.

Paulo Henrique Amorim ficou no comando da revista eletrônica até 23/06/2019, quando foi afastado do comando da atração.

Em agosto de 2006, foi contratado pelo portal iG, para ser blogueiro do "Conversa Afiada", mesmo molde que tinha na época da TV Cultura, mas em versão on-line, em cuja página principal tinha um quadro de destaque permanente.

Diversos políticos e jornalistas, entre eles, Mino Carta e José Dirceu, tinham estreado os seus blogs na época. No entanto, ficou pouco mais de um ano meio, sendo demitido em 2008. Paulo Henrique Amorim relançou o blog "Conversa Afiada" no mesmo dia, precariamente, apenas em um link provisório, posteriormente mudado para um definitivo, e afirmou que o contrato havia sido encerrado devido às críticas que fez ao suspeito processo de fusão da Brasil Telecom e a Oi, formando a Br Oi, segundo o qual o jornalista afirmava que várias personalidades políticas se beneficiaram ilicitamente no processo, sob tolerância pelo Governo Federal.

Paulo Henrique Amorim contratou o advogado Marcos Bitelli para entrar na Justiça contra o site a fim de obter mandado de segurança, almejando recuperar todos os arquivos e posts publicados.

Controvérsias

Paulo Henrique Amorim era um forte crítico da imprensa, e um dos criadores da sigla PiG, comportamento este que já levou a ser condenado por injúria e difamação por profissionais da imprensa. Um dos seus maiores alvos na imprensa era a TV Globo.

Em 2015, lançou o livro "O Quarto Poder - Uma Outra História".

Paulo Henrique Amorim também era um crítico da "Operação Lava Jato". Em março de 2016, num vídeo que publicou no YouTube, ele acusou a Polícia Federal do Brasil de atuar de forma golpista, irresponsável, subversiva e criminosa, sugerindo que a então presidente Dilma Rousseff demitisse todos os servidores do órgão, "do diretor-geral ao contínuo que serve cafezinho".

Condenações na Justiça

Injúria e difamação

Paulo Henrique Amorim foi condenado a indenizar por injúria e difamação diversas pessoas. Algumas delas são:
  • Nélio Machado
  • Daniel Dantas
  • Lasier Costa Martins
  • Gilmar Mendes
  • Ali Kamel
  • Sérgio Menezes
  • Merval Pereira3]

Injúria Racial
  • Heraldo Pereira.

Morte

Paulo Henrique Amorim faleceu na madrugada de quarta-feira, 10/07/2019, aos 76 anos, em casa, no Rio de Janeiro, RJ, quando sofreu um infarto fulminante, informação confirmada por sua esposa. Ele deixou a mulher, Geórgia Pinheiro, uma filha e dois netos.

Os familiares e amigos darão o último adeus a Paulo Henrique Amorim na quinta-feira, 11/07/2019, das 10h00 às 15h00, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro, Rio de Janeiro.

Na noite da terça-feira, 09/07/2019,  Paulo Henrique Amorim havia saído para jantar com amigos.

Prêmios

  • 1972 - Prêmio Esso na categoria Prêmio Esso de Informação Econômica pela reportagem "A Renda dos Brasileiros" na revista Veja.
  • 1999 - Programa Jornal da Band, apresentado por Paulo Henrique Amorim, ganhou o prêmio de Melhor Telejornal de 1998 da APCA.
  • 1999 - Programa Fogo Cruzado ganhou o prêmio de Melhor Programa Jornalístico da APCA.
  • 2016 - Site Conversa Afiada ganhou o Prêmio Influenciadores Digitais 2016 na categoria "Economia, Política e Atualidades".

Publicações

Livros
  • De Olho No Dinheiro
  • Plim-Plim: A Peleja de Brizola Contra a Fraude Eleitoral
  • O Quarto Poder - Uma Outra História
  •  Manual Inútil da Televisão e Outros Bichos Curiosos
Capítulos
  • O Primeiro Golpe de Estado Já Houve. E o Segundo? (Em "A Mídia nas Eleições de 2006)
  • O PIG e o Cunha (Em "Golpe 16")

Fonte: Wikipédia
#FamososQuePartiram #PauloHenriqueAmorim

2 comentários:

  1. Ridiculo desejou a morte do presidente, foi na frente - Assim como Ricardo Boichat ,este éra outro que lutava pro lado do mal ,Petista e defensor da esquerda na América Latina ,se disfarçava de bonzinho ,mais na verdade e de uma leva de anistiados ,que vivia de passado ,de uma época que se achava que o Comunismo seria bom para o Brasil..

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    1. Destilar ódio/ressentimento político de um cidadão que já não está presente para se defender tem uma definição: covardia. Foi um jornalista proeminente e com posições fortes e definidas.

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