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Clóvis Bornay

CLÓVIS BORNAY
(89 anos)

Museólogo, Carnavalesco e Cantor

* Nova Friburgo, RJ (10/01/1916)
+ Rio de Janeiro, RJ (09/10/2005)

Clóvis Bornay era o mais novo dos doze filhos de mãe espanhola e pai suíço, dono de uma loja de jóias em Nova Friburgo.

Na sua juventude, durante a década de 1920, descobriu no carnaval sua grande paixão. Começou sua carreira em 1937, quando conseguiu convencer o diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro a instituir bailes de carnaval de gala com concurso de fantasias, inspirado no modelo dos bailes de Veneza. Estreou neste ano com sua fantasia intitulada "Príncipe Hindu" e obteve o primeiro lugar.

Passou a desfilar também nas Escolas de Samba, sendo célebre a fantasia em homenagem a Estácio de Sá, no desfile de 1967, quando a cidade comemorava seu quarto centenário de fundação.

Tornou-se um dos mestres em fantasias de Carnaval. Todo ano trazia novos elementos em suas fantasias, e acabava ganhando quase todos os concursos que disputava. Evandro de Castro Lima e Mauro Rosas eram seus rivais de salão. De tanto ganhar, acabou sendo declarado Hors Concours (concorrente de honra, não sujeito à premiação).

Foi carnavalesco das escolas de samba Salgueiro em 1966, Portela em 1969 e 1970, Mocidade Independente de Padre Miguel em 1972 e 1973 e Unidos da Tijuca em 1973. Com a Portela ganhou o campeonato de 1970 com o enredo "Lendas E Mistérios Da Amazônia", que foi reprisado no desfile de 2004.

Introduziu inovações como a figura do destaque, que é uma pessoa luxuosamente fantasiada sendo conduzida do alto de um carro alegórico. Após isso, todas as demais escolas de samba copiaram e tornaram o quesito obrigatório.

Ao longo de seus 77 anos de carnaval, sendo que 69 em desfiles, sempre ele mesmo participava dos desfiles carnavalescos como destaque. Embora sua carreira esteja justa e fortemente ligada ao carnaval do Rio de Janeiro, por diversas vezes desfilou no carnaval de São Paulo como destaque da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde.

Algumas de suas fantasias estão expostas no Brasil e são acervo de outros museus no exterior. Pela significação de seu trabalho, foi laureado com o título de Cidadão Honorário de Louisiana em 1964.

Recebeu a "Medalha Tiradentes" da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em 1966 dada a personalidades que tenham relevância cultural para o estado.

Foi também cantor, gravando marchinhas carnavalescas nos anos 60 e 70.

Era museólogo, profissão que exerceu no Museu Histórico Nacional.

Clóvis Bornay também se notabilizou como jurado para os apresentadores de televisão Chacrinha e Silvio Santos, e participou da "Escolinha do Professor Raimundo".


Lilian Fornos e  Clóvis Bornay  
No Cinema

O cineasta Glauber Rocha percebeu o potencial da metáfora da figura de Clóvis Bornay e o escalou para um de seus principais filmes, "Terra em Transe" (1967), onde contracenou com o ator Paulo Autran. O filme é um considerado uma alegoria política do Brasil pós-golpe de 64.

A carreira cinematográfica de Clóvis Bornay também inclui "Independência ou Morte", de 1972, um filme, como o próprio título indica, sobre o processo de independência do Brasil.


Morte

Clóvis Bornay, morreu no início da noite de domingo, 09/10/2005, vítima de uma Parada Cardiorrespiratória provocada por um quadro grave de desidratação.

Clóvis Bornay foi hospitalizado no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, por volta das 15:00 hs. A desidratação teria sido provocado por uma infecção intestinal. Por volta das 19:00 hs, sofreu uma parada cardíaca e respiratória.

Fonte: Wikipédia