Marinho Chagas

FRANCISCO DAS CHAGAS MARINHO
(62 anos)
Jogador de Futebol

* Natal, RN (08/02/1952)
+ João Pessoa, PB (01/06/2014)

Francisco das Chagas Marinho, conhecido como Marinho Chagas, foi um futebolista brasileiro que atuou como como lateral-esquerdo.

Marinho Chagas nasceu em Natal, RN, em 08/02/1952. Aos 15 anos, ainda conhecido como Chiquinho, iniciou a carreira na lateral esquerda do modesto  Riachuelo, clube da periferia de Natal.

Dois anos depois, trocou o time pelo ABC, clube pelo qual conquistou seu primeiro título profissional: o Campeonato Potiguar de 1970, no mesmo ano em que a Seleção Brasileira conquistava o tricampeonato mundial no México.

Jogou também no América de NatalNáuticoBotafogo, onde conquistou destaque e clube que o levou para a Seleção Brasileira e à Copa do Mundo de 1974. Também atuou pelo FluminenseBanguSão PauloFortaleza, e junto com Franz Beckenbauer no New York Cosmos.

Iniciou sua carreira de treinador no Alecrim Futebol Clube, mas por razões desconhecidas deixou a carreira.

Dono de um chute forte e preciso, era conhecido pelos gols de falta marcados frequentemente. Era conhecido pelo comportamento irreverente e não raro polêmico dentro e fora de campo, se destacando por estar taticamente à frente de seu tempo: avançava livremente pela lateral do campo rumo ao ataque, características de um verdadeiro ala. Isso na época causava controvérsia, já que antigamente era considerado muito mais importante para um lateral marcar do que apoiar. Por causa disso, Marinho recebeu o pejorativo apelido de "Avenida Marinho Chagas", devido aos eventuais espaços que deixava em campo.


Apesar de toda a fama que tinha em sua terra, Marinho Chagas brilhou mesmo foi no Rio de Janeiro, onde foi ídolo pelo Botafogo, vindo do Náutico, onde começou a se projetar. No Rio de Janeiro, ganhou a fama de temperamental e o apelido de "Bruxa Loura". Lateral-esquerdo tal qual Nílton Santos, ele foi o dono da posição no Glorioso entre 1972 e 1977. E muito por isso considerado o sucessor da "Enciclopédia do Futebol"Nílton SantosTítulo, inclusive, que muito honrava Marinho Chagas.

Quando Nílton Santos morreu em 27/11/2013, o potiguar se disse "muito abalado" com a perda e resumiu de forma impactante o que sentia pelo bicampeão mundial:

"Figurar entre os melhores jogadores da história do Botafogo é uma honra enorme, pois este foi o único clube em que o meu maior ídolo jogou!"

Marinho Chagas também se orgulhava de sua estreia pelo Botafogo, justamente contra o Santos de Pelé. E dizia que logo no primeiro lance roubou a bola do Pelé e deu um lençol nele. No seguinte, tocou entre as pernas do Rei do Futebol.

Em 1973, chegou à Seleção Brasileira – a estreia aconteceu em 25 de junho daquele ano, na derrota por 1 a 0 para a Suécia, em um amistoso realizado no Estádio Rasunda - o mesmo palco da cidade de Solna que recebeu o primeiro título da Seleção em 1958.

Em 1974 foi convocado por Mário Jorge Lobo Zagallo para disputar a Copa do Mundo de 1974, a única de sua carreira. A equipe foi eliminada nos grupos da segunda fase, perdendo a vaga na final. Na disputa do terceiro lugar, perdeu por 1 a 0 para a Polônia, em jogo que valeu a Marinho Chagas rixas com o comentarista João Saldanha e com o goleiro Emerson Leão. Mas mesmo com a eliminação, Marinho Chagas acabou sendo eleito o melhor lateral-esquerdo daquele Mundial.


Marinho Chagas ficou no Botafogo até 1976, deixando a Seleção Brasileira no ano seguinte - seu último jogo com o Brasil foi em 26/06/1977, um empate por 0 x 0 com a Iugoslávia no Estádio do Mineirão. Contratado pelo Fluminense, revolucionou: durante a disputa do Troféu Teresa Herrera, naquele mesmo ano, inventou cobranças de pênalti com uma "paradinha giratória", convertendo as três tentativas que fez. Foi a única conquista pelo clube, no qual jogou até o final de 1978.

Entre 1979 e 1980, atuou no futebol dos Estados Unidos, vestindo as camisas de New York Cosmos e Fort Lauderdale Strikers. No primeiro, atuou com jogadores como Franz Beckenbauer, Carlos Alberto Torres e Giorgio Chinaglia.

Quando voltou ao Brasil, foi para vestir a camisa do São Paulo. Brilhou na equipe paulista e conquistou em 1981 o título estadual pelo Tricolor. Antes de se aposentar, ainda jogou pelo Bangu, Fortaleza e Augsburg, da Alemanha.

Nos seus últimos anos de vida, morou em sua cidade natal, onde era comentarista da Band Natal, emissora Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Era idolatrado em sua terra natal e um mês antes de sua morte foi homenageado com uma estátua de sete metros de altura, feita em sua homenagem pelo artista plástico Guaraci Gabriel. Antes, em fevereiro de 2014, já tinha sido homenageado com uma marchinha de carnaval, ao ser homenageado pelo bloco Jegue Empacado. Ele também era membro e embaixador da cidade-sede para a Copa do Mundo.


Morte

Nos últimos anos, separado da mulher LúciaMarinho Chagas passou a sofrer com os problemas de saúde decorrentes do alcoolismo. Nos últimos cinco anos, foi internado pelo menos três vezes, a última delas no sábado, 31/05/2014, em João Pessoa, PB, onde morreu nas primeiras horas de domingo, 01/06/2014, aos 62 anos, vítima de uma hemorragia digestiva.

Em 2013 chegou a passar 10 dias internado na UTI de um hospital de Natal, entre a vida e a morte, justamente por causa de uma hemorragia digestiva. Na época, ele prometeu parar de beber para estar vivo na Copa do Mundo que seria realizada no Brasil.

O corpo de Marinho Chagas foi velado no estádio Frasqueirão, que pertence ao ABC Futebol Clube, em Natal, RN, onde ele nasceu. O enterro ocorreu às 09:00 hs de segunda-feira, 02/06/2014, no Cemitério Morada da Paz.


Títulos

ABC
1970 - Campeonato Potiguar

Seleção Brasileira
1976 - Torneio Bi-centenário dos Estados Unidos

Fluminense
1977 - Troféu Teresa Herrera

São Paulo
1981 - Campeonato Paulista




Prêmios Individuais

  • 1972 - Bola de Prata (Placar)
  • 1973 - Bola de Prata (Placar)
  • 1974 - 2º Maior Futebolista Sul-Americano do Ano
  • 1974 - Melhor Lateral-Esquerdo da Copa de 1974
  • 1981 - Bola de Prata (Placar)

Fonte: Wikipédia, Globo Esporte, Terra e R7
Indicação: Miguel Sampaio

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