Claudia Telles

CLÁUDIA TELLES DE MELLO MATTOS
(62 anos)
Cantora, Compositora e Instrumentista

☼ Rio de Janeiro, RJ (26/08/1957)
┼ Rio de Janeiro, RJ (21/02/2020)

Cláudia Telles de Mello Mattos foi uma cantora, compositora e instrumentista, nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 26/08/1957, de ascendência portuguesa e francesa, intérprete de canções românticas, dentre elas as mais tocadas "Fim de Tarde" (Robson Jorge e Mauro Motta) e "Eu Preciso Te Esquecer".

Filha do violonista, compositor e advogado Candinho, e de uma das precursoras da bossa nova, a cantora Sylvia Telles, Claudia Telles, ainda menina, foi convidada pela mãe para subir ao palco do Teatro Santa Rosa, no Rio de Janeiro, no último show da temporada do espetáculo "Reencontro", que reuniu Sylvia Telles, Edu Lobo, Trio Tamba e Quinteto Villa-Lobos, para cantar "Arrastão" (Edu Lobo e Vinicius de Moraes).

Ficou órfã de mãe aos 9 anos, tendo sido criada por seus avós maternos, tendo tido pouco contato com o pai. Aos 16 anos, após ter perdido os avós, foi viver sozinha no apartamento que era de sua mãe, em Copacabana. Nesta época trabalhava em musicais no teatro.

Claudia Telles iniciou sua carreira em 1972, fazendo coro para artistas famosos em suas gravações, entre eles The Fevers, Roberto Carlos, José Augusto, Gilberto Gil, Jerry Adriani, Jorge Ben Jor, Belchior, Simone, Rita Lee, Fafá de Belém, entre vários outros. Sua chance de brilhar veio, entretanto, quando uma amiga do Trio Esperança, Regina, precisou se afastar do grupo por causa da gravidez. Claudia Telles a substituiu em gravações e shows, ganhando experiência de público. Daí para frente ela se dedicaria completamente à arte musical.


Além das gravações em estúdio, Claudia Telles foi crooner do conjunto de Chiquinho do Acordeon, um dos mais conceituados da época, durante um ano. Saiu quando Walter D'Ávila Filho, ao escutar uma música nova de seu parceiro e também produtor na época da CBS, Mauro Motta, se lembrou dela e de sua voz - um pouco parecida com a da mãe, mas com um timbre metálico, diferente das vozes que havia no mercado - e deu-lhe, a título de experiência a música para gravar. O sucesso de "Fim de Tarde" (Robson Jorge e Mauro Motta) foi estrondoso.

A música logo passou aos primeiros lugares das paradas. Todos queriam saber de quem era aquela voz suave e vieram os diversos convites para programas de televisão. O público jovem se identificou imediatamente com aquela menina de cabelos escorridos, tímida, que lhes derramava versos de amor. "Fim de Tarde" (Robson Jorge e Mauro Motta) foi um dos grandes sucessos daquele ano de 1976 e agora a menina-mulher, amadurecida pelo tempo e pelas circunstâncias, conhecia a fama.

Foram vendidas mais de 500 mil cópias do compacto simples, o que lhe valeu o primeiro disco de ouro da carreira, oportunidades para excursionar e também para gravar a música em inglês e espanhol.

Aos 19 anos, Claudia Telles se projetava nos mesmos caminhos antes trilhados com incomparável êxito pela mãe. Passou então a ser requisitada para shows, cantando do samba ao bolero. Mas sua paixão era a bossa nova, chegando a ser considerada a mais perfeita intérprete de "Dindi", uma das muitas músicas que havia feito de sua mãe uma celebridade e unanimidade nacional, ultrapassando as fronteiras do Brasil.


No seu primeiro LP, em 1977, Claudia Telles regravou "Dindi" (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), grande sucesso na voz de sua mãe, e fez mais dois grandes sucessos, "Eu Preciso Te Esquecer" e "Aprenda a Amar".

Nos anos 1970, lançou mais alguns compactos e os LPs "Claudia Telles" (1977), "Miragem" (1978) e "Eu Quero Ser Igual a Todo Mundo" (1979).

Claudia Telles nunca escondeu de ninguém o prazer que sentiu ao gravar "Dindi", um dos grandes sucessos de Sylvia Telles: "Foi uma forma de homenageá-la!". A homenagem foi além, veio em forma de batalha. A mesma batalha empreendida por Sylvia Telles para mostrar o que queria e do que era capaz, apenas com uma diferença: a dura comparação do seu trabalho com o da mãe, a eterna luta para provar que chegou onde quis sem nunca contar apenas com o fato de ser mais uma filha da mãe famosa.

Quatro anos após o sucesso de "Fim de Tarde" (Robson Jorge e Mauro Motta), em entrevista à revista O Cruzeiro, contou do seu desejo de resgatar à memória os sucessos da bossa nova. Seria um tributo a sua mãe e ao maior movimento da história da música brasileira. Entrou em contato com sua gravadora e discutiram esta possibilidade. A ideia, entretanto, nunca saiu da gaveta, deixando seu sonho adormecido por algum tempo.

Em 1995, gravou um CD contendo obras de Cartola e Nelson Cavaquinho.

Dois anos depois, a gravadora CID promoveu um encontro entre mãe e filha no disco "Por Causa de Você", com a voz de Sylvia Telles extraída das gravações originais.

Claudia Telles lançou, em 2000, o CD "Chega de Saudade - Tributo a Vinicius de Morais", registrando canções do poeta, e, em 2003, o CD "Sambas e Bossas".


Em 2004, fez temporada de shows no Vinicius Piano Bar, no Rio de Janeiro, ao lado do compositor Paulinho Tapajós.

Em 2005, fez show de lançamento do CD "Tributo a Tom Jobim" no Bar do Tom, no Rio de Janeiro, RJ.

Claudia Telles lançou, em 2009, o CD "Quem Sabe Você", contendo as inéditas músicas "Ai Saudade" (Johnny Alf), "Biquininho Azul", parceria do pai, o violonista Candinho, com Ronaldo Bôscoli, e a faixa-título, de Roberto Menescal e Abel Silva. Também no disco, uma homenagem à mãe na parceria pouco conhecida de Sylvia Telles com Chico Anysio, "Sem Você Pra Que", gravada apenas uma vez, por Sylvia Telles, em 1957. Completando o repertório, as canções "Felicidade Vem Depois", primeira composição de Gilberto Gil, "Carta ao Tom 74" (Toquinho e Vinicius de Moraes), "Reza" (Edu Lobo e Ruy Guerra) um pot-pourri em homenagem ao cantor Miltinho: "Solução", "Mulher de 30" e "Palhaçada", "Tamanco no Samba" (Orlandivo), "Juras" (Rosa Passos) e ainda "Não Quero Ver Você Triste" (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) com letra de seu tio Mario Telles, última música gravada por Sylvia Telles. O disco contou com a participação de Emílio Santiago.

Em 2010, dividindo o palco com Paulinho Tapajós e Tavynho Bonfá, apresentou-se no Bar do Tom, no Rio de Janeiro, RJ, com o show "Sucesso Sempre", do qual participaram também os músicos Marcello Lessa (violão), Marcelo Tapajós (violão de aço), Paulo Fernando Marcondes Ferraz (percussão) e Laudir de Oliveira (percussão).

Claudia Telles era separada e teve três filhos, que não seguiram a carreira artística.

Morte

Claudia Telles faleceu por volta das 23h00 de sexta-feira, 21/02/2020, aos 62 anos, após uma parada cardíaca, a falência múltipla de órgãos que acabou provocando a morte. Claudia Telles sofreu um infarto no dia 16/01/2020 e permaneceu no CTI do Hospital Ronaldo Gazzola, no Rio de Janeiro, RJ.

Os filhos disseram que uma hora os problemas apareceriam. O primeiro era uma insuficiência cardíaca por conta do cigarro, pois ela fumava muito. Já o segundo é que ela tinha um problema em uma válvula aórtica, em decorrência do cigarro, algo que gerou uma endocardite, que é uma infecção no revestimento interno do coração, envolvendo as válvulas cardíacas. Como se não bastasse, ela ainda sofreu uma insuficiência renal durante todo esse processo.

O quadro de saúde era estável, mas grave: ela estava sedada, segundo o hospital. Um dos filhos dela ainda contou:
"O atual estado dela é estável, mas já progrediu bastante, mas não deixa de ser muito grave. Vai ter que batalhar para voltar para casa. Com certeza, este é um dos momentos de mais angústia que sofri na minha vida!"

Discografia

Álbuns

  • 1977 - Claudia Telles (CBS)
  • 1978 - Miragem (CBS)
  • 1979 - Eu Quero Ser Igual a Todo Mundo (CBS)
  • 1988 - Solidão Pra Que (RGE)
  • 1995 - Claudia Telles Interpreta Nelson Cavaquinho e Cartola (CID)
  • 1997 - Por Causa de Você (CID)
  • 2000 - Chega de Saudade - Tributo a Vinicius de Moraes (CID)
  • 2002 - Sambas e Bossas (CID)
  • 2004 - Tributo a Tom Jobim (CID)
  • 2009 - Quem Sabe Você (Lua Discos)
Compactos

  • 1976 - Fim de Tarde (CBS)
  • 1977 - Eu Preciso Te Esquecer (CBS)
  • 1977 - Aprenda a Amar (CBS)
  • 1978 - Por Eu Não Saber (CBS)
  • 1976 - Eu Voltei (CBS)
  • 1976 - Tanto Amor (Lança Discos / Polygram)

Fonte: Wikipédia e Dicionário Cravo Albin da MPB
#FamososQuePartiram #ClaudiaTelles

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