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Marquês de Itanhaém

MANUEL INÁCIO DE ANDRADE SOUTO MAYOR PINTO COELHO
(85 anos)
Militar, Político, Juiz e Proprietário Rural

☼ Marapicu, RJ (05/05/1782)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/08/1867)

Manuel Inácio de Andrade Souto Mayor Pinto Coelho, o Marquês de Itanhaém, foi um militar, político e proprietário rural brasileiro nascido em Marapicu, RJ, no dia 05/05/1782.

Foi primeiro e único barão com grandeza e Marquês de Itanhaém, no Brasil, e primeiro barão do mesmo título, em Portugal.

Manuel Inácio nasceu na Fazenda de Marapicu, pertencente ao seu pai, o brigadeiro do exército português Inácio de Andrade Souto Mayor. Durante sua carreira militar, foi apontado general e conquistou várias medalhas e comendas entre elas a Grã-Cruz da Legião de Honra da França.

Tendo estudado direito, tornou-se juiz. Ele falava ao menos cinco línguas.

Tutor da Família Imperial

Manuel Inácio foi feito Barão de Itanhaém tanto por Portugal quanto pelo Brasil. Recebeu primeiramente o título de Dom João VI, por decreto de 03/05/1819. Depois o foi por Dom Pedro I, por decreto de 01/12/1822, em gratidão à sua lealdade ao Império. Ainda em 1822, serviu como alferes-mor na sagração e coroação de Dom Pedro I, que, aos 12/10/1826, o titulou Marquês de Itanhaém.

Com a prisão de José Bonifácio em 1834, o marquês substituiu-o como tutor do jovem Dom Pedro de Alcântara, então com 8 anos. Tutor do príncipe regente, ele residia em um quarto do Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

Manuel Inácio de Andrade, marquês de Itanhaém, com sua esposa e netos
Casamentos

Aos 25 anos, o Marquês de Itanhaém desposou, por procuração de sua família, sua prima, Teodora Egina Arnaut. Sua esposa morreu em 1828, depois de uma união insossa de quase 21 anos.

Aos 49 anos, o marquês casou-se com Francisca Matilde, de 30 anos. Com a morte de Francisca no ano seguinte, Manuel Inácio casou-se, menos de seis meses depois, com a cunhada, Joana Severina. Assim como a irmã, ela morreu aos 30 anos, seis meses depois.

Em 05/07/1834, na capela da casa de uma amiga na Rua da Quitanda, o Marquês de Itanhaém, com 52 anos, idade elevada na época em que homens morriam aos 40 anos, casou-se secretamente com Maria Angelina Beltrão, uma pobre faxineira lisboeta de 29 anos. Maria Angelina o acordava todas as manhãs cedo no palácio, sempre limpando seu quarto. Em junho daquele ano, depois de uma conversa, o Marquês pediu sua mão em casamento, e ela, surpresa, aceitou.

No mesmo ano ainda, o Marquês candidatou-se ao Senado por Minas Gerais. Para ser eleito, exigiu sigilo de seu quarto casamento. Maria Angelina continuou a trabalhar como faxineira do palácio, sem que ninguém soubesse de suas relações com ele. A farsa continuou mesmo com a vitória do Marquês, mas chegou ao fim no início de 1835, quando revelou seu casamento secreto a Dom Pedro II e a gravidez de Maria Angelina.

O Imperador aceitou a união entre os dois e, inclusive, permitiu que o primogênito do casal, Manuel Inácio, fosse batizado na capela imperial do palácio, em 25/05/1835. A cerimônia contou com a presença das principais famílias nobres do Império.

Manuel Inácio faleceu no Rio de Janeiro, RJ, no dia 17/08/1867, aos 85 anos. Maria Angelina viria a falecer exatamente um mês depois, em 17/09/1867, aos 62 anos.

Fonte: Wikipédia

Graça Aranha

JOSÉ PEREIRA DA GRAÇA ARANHA
(62 anos)
Escritor, Juiz, Diplomata e Membro da Academia Brasileira de Letras

* São Luís, MA (21/06/1868)
+ Rio de Janeiro, RJ (26/01/1931)

Foi considerado um autor pré-modernista no Brasil, sendo um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922.

Devido aos cargos que ocupou na diplomacia brasileira em países europeus, ele esteve a par dos movimentos vanguardistas que surgiam na Europa, tendo tentado introduzi-los, à sua maneira, na literatura brasileira, rompendo com a Academia Brasileira de Letras por isso em 1924.

Nascido em uma família abastada do Maranhão, Graça Aranha graduou-se em em Direito pela Faculdade do Recife e exerceu cargos na magistratura e na carreira diplomática.

Assumiu o cargo de juiz de Direito no Rio de Janeiro, ocupando depois a mesma função em Porto do Cachoeiro (hoje Santa Leopoldina), no Espírito Santo. Nesse município ele buscou elementos necessários para criar sua obra mais importante, "Canaã". Esta é um marco do chamado pré-modernismo, publicada em 1902, junto com a obra "Os Sertões", de Euclides da Cunha.

Graça Aranha apresentou uma visão filosófica e artística assimilada de fontes muito diferentes e às vezes contraditórias.

Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, sendo um dos seus organizadores, quando pronunciou o texto "A Emoção Estética na Arte Moderna", defendendo uma arte, uma poesia e uma música novas, com algo do "Espírito Novo" apregoado por Apollinaire. Rompe com a Academia Brasileira de Letras em 1924, a qual acusou de passadista e dotada de total imobilismo literário. Ele chegou a declarar "Se a Academia se desvia desse movimento regenerador, se a Academia não se renova, morra a Academia!".

Obras

1902 - Canaã
1911 - Malazarte
1921 - A Estética da Vida
1925 - Espírito Moderno
1926 - Futurismo (Manifesto de Marinetti e seus companheiros)
1929 - A Viagem Maravilhosa
1935 - O Manifesto dos Mundos Sociais

O escritor, jurista e diplomata Graça Aranha faleceu na noite do dia 26 de janeiro, vítima de um Edema Pulmonar, no Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia