Márcia Kubitschek

MÁRCIA LEMOS KUBITSCHEK DE OLIVEIRA
(56 anos)
Jornalista e Política

* Belo Horizonte, MG (22/10/1943)
+ São Paulo, SP (05/08/2000)

Márcia Lemos Kubitschek de Oliveira foi uma jornalista e política brasileira.

Filha do casal Juscelino Kubitschek e Sarah Kubitschek, Márcia Kubitischek nasceu num parto com complicações, o que quase custou sua vida e a vida de sua mãe, mas felizmente ela nasceu aparentemente saudável. Aos dez anos descobriu um problema na coluna vertebral, uma possível sequela do parto. Esse problema a impediu de seguir carreira de bailarina, que era seu sonho.

Com o agravamento do seu estado de saúde, foi levada à Europa pelos pais a fim de ser operada pelo melhor médico ortopedista da época. Conseguiu ser curada, apesar de não ter seu sonho realizado de ser bailarina, ficou feliz por ter recuperado sua vida saudável de antes. Seu pai Juscelino Kubitschek chegou á fase final de seu governo inaugurando Brasilia a nova capital do Brasil em 21 de abril de 1960.

Vida Pessoal

Em terras lusitanas, casou-se com o banqueiro Baldomero Barbará Neto e teve duas filhas: Anna Christina Kubitschek Barbará, nascida na Cidade do Rio de Janeiro em 1 de junho de 1968, casada com Paulo Octávio, e Júlia Diana Kubitschek Barbará, nascida em Nova York, dia 29 de abril de 1976. Casaram-se em Lisboa, em 1965 e depois de mais de dez anos de casamento com Baldomero Barbará Neto, acabou por pedir o divórcio. 

Mudou-se para os Estados Unidos com as filhas e continuou trabalhando. Casou-se novamente em 1980, com o bailarino norte americano, nascido em Miami, de ascendência cubana, Fernando Bujones. Desta união nasceu em Nova York, no ano de 1983, sua filha caçula, Alejandra Patrícia Kubitschek Bujones. O casal separou em 1988 e ela voltou a morar no Brasil com as três filhas.

Alguns anos depois, reencontrou seu namorado de adolescência, o advogado gaúcho José Carlos Barroso e com ele se casou. Foi seu último marido.

Carreira

Foi aluna do curso de Comunicação Social, onde estudou de 1960 a 1963, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e se formou jornalista, trabalhando ao se formar em jornais como o Última Hora e o Jornal do Brasil. Também trabalhou na revista Manchete.

Foi diretora da Fundação Cultural do Rio de Janeiro e fez mestrado em Ciências Políticas de 1977 a 1980 pela Universidade de Nova York, cidade na qual dirigiu o escritório da Embratur durante o primeiro ano do governo de José Sarney.

Márcia Kubitschek falava fluentemente cinco idiomas e viajou o mundo diversas vezes.

Teve dois netos e duas netas: Felipe e André, filhos de Anna Christina com o deputado mineiro Paulo Octávio Alves Pereira e Maria Vitoria e Luiza filhas de Júlia Diana com o banqueiro Frederico Albarran. Alejandra Patrícia ainda não teve filhos, nem se casou.

Juscelino Kubitschek e Família
Vida Política

Na política, Márcia Kubitschek defendia a valorização política e social da mulher, a industrialização do Distrito Federal para a geração de empregos e uma reforma agrária sem radicalismo. Na comemoração dos 40 anos de Brasília, Márcia Kubitschek fez um discurso emocionado. Os convidados foram às lágrimas.

"Brasília não é de JK. Não é de Lúcio Costa. Não é de Oscar Niemeyer. Mas de todos nós brasileiros que acreditamos que esse sonho poderia se tornar realidade."

Márcia Kubitschek assinou sua filiação ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em 1982 e foi eleita deputada federal pelo Distrito Federal em 1986, atuando na Assembléia Nacional Constituinte. Permaneceu na legenda até 1989, quando ingressou no Partido da Reconstrução Nacional (PRN) a convite de Fernando Collor, que inclusive lhe havia oferecido a vaga de vice em sua chapa naquele ano, quando ele se elegeria presidente da República.

Em 1990 houve a primeira eleição direta para o governo do Distrito Federal e Joaquim Roriz (PTR) foi eleito governador tendo como vice-governadora Márcia Kubitschek, que renunciou ao mandato parlamentar em 21 de dezembro de 1990.

Durante o processo que culminaria com o impeachment de Fernando Collor, desligou-se do Partido da Reconstrução Nacional (PRN) e, em 1994, concorreu a uma cadeira de senadora pelo Partido Progressista (PP), ficando em terceiro lugar. Nomeada assessora do Ministério da Indústria e Comércio no ano seguinte pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, foi vice-presidente da Embratur entre 1996 e 2000. Foi seu último emprego.

Dez dias antes de ser internada, Márcia Kubitschek fez sua última aparição em público. Ela se encontrou com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Michel Temer (PMDB/SP), para pedir a reabertura das investigações sobre a morte do pai. Márcia Kubitschek duvidava da morte acidental de Juscelino Kubitschek. Acreditava que houvera um atentado. Na versão oficial, o ex-presidente Juscelino Kubitschek morreu em acidente com o carro em que viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro, em 1976.

Depois do acidente, Márcia Kubitschek mudou-se para Nova York. Morou lá durante oito anos e retornou ao Brasil decidida a investir na carreira política. "O povo há de ver em mim a sucessora política de JK", costumava dizer. A vida política, no entanto, nem sempre foi sucedida por vitórias. Conseguiu eleger-se deputada federal, depois da Constituinte de 1985, mas perdeu as eleições para o Senado Federal, em 1994.

Na época, Márcia Kubitschek reclamou que não teve o apoio prometido pelo então governador Joaquim Roriz, do qual foi vice. Durante esse mandato, chegou a assumir o Governo do Distrito Federal (GDF) em algumas ocasiões, durante viagens de Joaquim Roriz.

Márcia Kubitschek era muito ligada ao pai. Falava sempre dele, venerava-o. Era diante do túmulo dele, no Memorial JK, que ela buscava inspiração para o dia-a-dia. Sempre que precisava tomar uma decisão importante, costumava ir para lá, meditar.

Márcia acompanhou de perto o sonho de Juscelino Kubitschek. Em 1957, do lado de fora da obra de construção do Palácio do Catetinho, a menina de 11 anos olhava o ermo ao lado do pai que apontava. "Você está duvidando que isso vai ser possível, não é?", dizia ele. "Pois você vai ver que não é bobagem. Seu pai vai ser o Aladim, nós vamos ter uma lâmpada maravilhosa. Eu vou esfregá-la e todas essas coisas que estou lhe dizendo aqui vão surgir."

Márcia Kubitschek era descrita pelos amigos próximos como pessoa doce, conciliadora, bastante caseira e culta. Mas, ao mesmo tempo, era vista como uma pessoa dinâmica e persistente. Falava três línguas fluentemente: inglês, espanhol e francês. Apesar de muitos políticos afirmem que são seguidores de Juscelino Kubitschek, era Márcia quem ele queria que trilhasse o seu caminho. Imaginava vê-la, pelo menos, governadora do Distrito Federal.


Saúde e Morte

Márcia Kubitschek morreu no sábado, (05/08/2000), às 21:45 hs, aos 56 anos, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Depois de permanecer internada por dois meses no hospital, após entrar em coma, vítima de Insuficiência Renal e Falência Múltipla dos Órgãos.

O corpo de Márcia Kubitschek foi transportado na madrugada para Brasília, onde foi velado durante todo o dia no Memorial JKO presidente Fernando Henrique Cardoso compareceu ao velório.

A morte era inevitável e a família sabia disso. "O estado de saúde dela não permitia um transplante de fígado", explicou o empresário Paulo Octávio, casado com Anna Christina, a filha mais velha de Márcia Kubitschek.

A ex-deputada e ex-vice-governadora do Distrito Federal, Márcia Kubitschek foi enterrada no final da tarde no cemitério Campo da Esperança, em Brasília, ao lado de sua mãe, dona Sarah Kubitschek.

O empresário Paulo Octávio, genro de Márcia Kubitschek, prestou a última homenagem ressaltando suas qualidades e seu amor por Brasília.

Segundo o Corpo de Bombeiros cerca de 500 pessoas compareceram ao enterro.

Fonte: Wikipédia e Diário de Cuiabá
#FamososQuePartiram #MarciaKubitschek

4 comentários:

  1. Ela era filha do presidente Juscelino??????????

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  2. Sim, ela é a filha do presidente Juscelino Kubitschek.

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  3. Obrigada pela resposta, Mosrac! realmente, pelo sobrenome, supus que fosse.
    Cláudia Freitas-Morrinhos-Ceará.

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  4. O texto não informa que era portadora de Hepatite C, e com o avanço da doença e a debilitação do corpo, não foi possível fazer o transplante de fígado.

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