Mostrando postagens com marcador Repórter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Repórter. Mostrar todas as postagens

Sandra Moreyra

SANDRA MARIA MOREYRA
(61 anos)
Jornalista, Repórter, Apresentadora, Diretora de Programação e Editora

☼ Rio de Janeiro, RJ (28/08/1954)
┼ Rio de Janeiro, RJ (10/11/2015)

Sandra Maria Moreyra foi uma jornalista brasileira, nascida no Rio de Janeiro, em 28/08/1954, com o jornalismo correndo nas veias.

Era neta da jornalista Eugênia Moreyra e do poeta e escritor Álvaro Moreyra, membro da Academia Brasileira de Letras, e dirigiu importantes revistas nos anos 1950, como Fon-Fon e Paratodos. Seu pai, Sandro Moreyra, fez história como um dos mais importantes cronistas esportivos do jornalismo brasileiro. Sua mãe, Lea de Barros Pinto, era professora. Era mãe da também jornalista Cecília Moreyra. Foi casada com o arquiteto Rodrigo Figueiredo, tinha dois filhos, Cecilia e Ricardo, e um neto, Francisco. Ela era irmã da também jornalista e diretora da GloboNews, Eugenia Moreyra.

Começou no jornalismo em 1975. Após um concurso, começou seu primeiro estágio, no Departamento de Pesquisa do Jornal do Brasil.

Formou-se em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1976, foi contratada e, em 1978, foi para a reportagem geral do Jornal do Brasil, onde começou a carreira de repórter.

Em 1979, deixou o Jornal do Brasil para acompanhar o marido que trabalhava numa empresa de engenharia e foi transferido para a Argélia.

Engravidou, voltou para o Brasil e começou a trabalhar numa agência de publicidade, onde teve seu contato com o vídeo.

TV Globo

Após passagens pela TV Aratu, na época afiliada da TV Globo, pela TV Bandeirantes e pela TV Manchete, entrou na TV Globo em 1984, como repórter em Minas Gerais.

No ano seguinte, participaria ativamente da cobertura da eleição e morte de Tancredo Neves. No dia da morte do primeiro presidente civil eleito após a ditadura militar, Sandra Moreyra apareceu no Jornal Nacional acompanhando o cortejo fúnebre.

Em 1986, Sandra Moreyra deixou Minas Gerais e voltou para o Rio de Janeiro, se tornando uma das principais repórteres da editoria, cobrindo todo o tipo de pauta na região metropolitana, passando a fazer reportagens para o RJTV, Jornal Nacional, Globo Repórter e Bom Dia Brasil.

Entre 1999 e 2004, atuou na GloboNews na parte gerencial e administrativa do jornalismo. No canal, também apresentou o programa "Espaço Aberto Literatura".

Sandra Moreyra e Ricardo Boechat
40 Anos de Carreira

Com 40 anos de carreira, Sandra Moreyra participou de coberturas jornalísticas de importantes momentos do Brasil. Ela cobriu a morte de Tancredo Neves, o Plano Cruzado, o acidente radioativo em Goiânia com o Césio 137, a tragédia do iate Bateau Mouche, a Rio-92 e a ocupação do Complexo do Alemão.

A cobertura que a jornalista considerava mais marcante foi o enterro dos mortos na chacina de Vigário Geral, em 1993.

"Na hora de escrever o texto, a matéria tinha uma carga de emoção tão forte, da dor daquelas pessoas, da violência, que pensei: 'Tenho que botar isso nas palavras mais simples'. Quando a matéria entrou no ar, foi um soco no estômago!"
"Ela estava muito mais forte do que eu poderia imaginar, porque consegui exatamente isso, lidar com a realidade sem querer ser mais do que ela, sem querer aparecer mais. No dia em que fiz aquela matéria foi quando senti: 'Puxa vida, cresci. Que bom!'"
(Sandra Moreyra relatou ao site Memória Globo)

Já trabalhou como repórter, apresentadora, diretora de programação e editora. Nos anos 2000, apresentou a coluna de gastronomia "Arte da Mesa", no Bom Dia Brasil.

Dentre seus trabalhos na televisão destaca-se o especial "1808 - A Corte no Brasil", uma série de reportagens sobre os 200 anos da mudança da corte portuguesa para o Brasil.

No cinema, Sandra Moreyra trabalhou como roteirista no documentário "70" (2013), da diretora Emília Silveira. O filme refere-se a um episódio ocorrido no auge da ditadura militar do Brasil, quando um grupo de 70 presos políticos foi libertado e banido do país, em troca da libertação do embaixador suíço, Giovanni Enrico Bucher, que havia sido sequestrado por guerrilheiros da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

Morte

Sandra Moreyra morreu na manhã de terça-feira, 10/11/2015, no Rio de Janeiro, aos 61 anos vítima de um câncer. O velório será na quarta-feira, 11/11/2015, às 12:00 hs, no Cemitério Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro.

Sandra Moreyra tinha entre suas várias paixões o time Botafogo. Após a notícia da morte da jornalista, o clube carioca decretou luto de três dias. Na nota, eles manifestaram solidariedade aos familiares:

"Com profundo pesar e tristeza, o Botafogo lamenta o falecimento de Sandra Moreyra, aos 61 anos. A jornalista botafoguense morreu na tarde deste terça-feira no Hospital Samaritano, onde estava internada e lutava contra um câncer. Filha do botafoguense Sandro Moreyra, Sandra sempre demonstrava seu amor pelo Botafogo. Atualmente, era repórter da TV Globo, com 40 anos de experiência na profissão. O Botafogo decreta luto oficial de três dias e manifesta sua solidariedade a familiares e amigos neste momento tão triste e difícil."

Fonte: WikipédiaG1 e Ego 

Luiz Quilião

LUIZ GONZAGA QUILIÃO JÚNIOR
(57 anos)
Repórter Cinematográfico

* Porto Alegre, RS (13/09/1957)
+ Brasília, DF (29/03/2015)

Dono de um olhar atento e criativo, Luiz Gonzaga Quilião Junior nasceu no dia 13 de setembro de 1957, em Porto Alegre, e começou a trabalhar na RBS da capital, então TV Gaúcha, em 1977, como contínuo.

"Não só colocava o papel no mimeógrafo, também botava as fitas nas máquinas de escrever e fazia radioescuta!"

Em seguida, ele, que gostava de desenhar e tentou uma vaga no departamento de arte, passou a ser auxiliar de cinegrafista e descobriu sua paixão pela "arte de filmar".

No início de 1979, o filho do militar, Luiz Gonzaga Quilião, e da funcionária da antiga companhia de aviação KLM, Terezinha de Jesus Damásio Quilião, tornou-se repórter cinematográfico. Nesse mesmo ano, ele cobriu a volta de Leonel Brizola (07/09/1979) e de Luís Carlos Prestes (20/10/1979) ao Brasil, após a Anistia. O repórter Roberto Kovalick fez a cobertura de Leonel Brizola ao lado de Luiz Quilião:

"Contamos a história dele desde engraxate, como ele se comportou em Carazinho!"

Nos anos 1980, o cinegrafista ganhou seu primeiro prêmio da Associação Rio-Grandense de Imprensa (ARI), com a matéria sobre o Rio Gravataí realizada ao lado da repórter Ananda Apple para o RBS Documento.

Em 1983, ano de estreia do SPTV, Luiz Quilião começou a trabalhar na TV Globo São Paulo e ficou cerca de um ano na cidade. Nessa época, ao lado de Fábio Pannunzio, ele registou o acidente entre dois trens em Itaquera.

"Fomos a primeira equipe a chegar à estação. A gente retratou as piores imagens possíveis. A imagem ficou na minha cabeça muito tempo!"


Depois de atuar em São Paulo, Luiz Quilião voltou para o Sul e, em seguida, foi para o Pará trabalhar com Paulo Martimbianco, que cuidava do RBS Documento. Antes de ir para Brasília, ele cobriu a doença e da morte de Tancredo Neves, em 1985, em São Paulo.

Nos anos 1990, ao lado de Renato Machado, o cinegrafista fez a cobertura do Governo Collor.

Em seguida, Luiz Quilião passou a trabalhar na TV Amazonas. Lá, ele fez parte da primeira equipe de televisão brasileira a subir o Monte Roraima e também participou da cobertura do conflito militar entre o Peru e o Equador.

"Os dois países que disputavam a saída para o Atlântico, e eu e o (Marcos) Losekann fomos destacados pra ir pra lá (região da Serra do Condor dos Andes), porque era mais perto!"

Em 1996, Luiz Quilião passou a trabalhar na TV Globo Rio. Nesse período, ele participou de grandes coberturas e matérias especiais como o desabamento do Edifício Palace II, em 1998, e a cidade de Mejido, local onde seria o Armagedon, segundo a Bíblia, em Israel, para o Fantástico, em 1999.

Entre 2000 a 2002, o cinegrafista voltou para a TV Globo São Paulo e participou de coberturas como o naufrágio da plataforma P-36, em 15/03/2001, ao lado de Edimilson Ávila e do assistente Marco Antônio Losch.

De 2002 a 2006, Luiz Quilião retornou para seu segundo momento na TV Globo Rio. Ao lado da jornalista Lilia Teles, o cinegrafista fez uma das coberturas mais complicadas de sua carreira: a tragédia causada pelas chuvas na região serrana do Rio em dezembro de 2001, especialmente em Petrópolis.

"Deixaram a gente de helicóptero lá. Só que o tempo fechou de uma forma que a gente não conseguiu voltar e ficou com a roupa do corpo durante uma semana. Foi uma operação de guerra!"

Luiz Quilião também participou de algumas séries. Em outubro de 2003, ele e Marcelo Canellas fizeram "Outros Tempos" para o Bom Dia Brasil. "A gente quis fazer retratar o interiorano, as pessoas do meio rural, das cidadezinhas, das comunidades que vivem em outro tempo". Também para o Bom Dia Brasil, fez a série "Vaqueiros e Peões".


Ainda em 2006, o cinegrafista voltou para Brasília. Lá, participou da série "Terra do Meio, Brasil Invisível", em 2007, para o Bom Dia Brasil junto com Marcelo Canellas.  Com esta série, ele ganhou oito prêmios, incluindo o Prêmio Fórum 2007, da Fundación Nuevo Periodismo, presidida por Gabriel García Márquez; o Prêmio Every Human Has Rights Media Awards, promovido pela Internews Europa; o Prêmio Embratel de Jornalismo; o Prêmio CNT de Jornalismo, entre outros.

Ao lado de Vinicius Donola fez a série "Amazônia e o Mercúrio" para o Fantástico, em 2008. Nesse mesmo ano, fez "Fronteiras da Amazônia" com Cristina Serra para o Jornal Nacional.

Em 2009, descobriu a história da tropa do Zé Merenda, exibida no Fantástico. No ano seguinte, participou da eleição da presidente Dilma Rousseff e fez a série "Doença do Silêncio" com Marcelo Canellas para o Bom Dia Brasil.

Junto com a produtora Daniela Moura, trabalhou embarcado por dias na plataforma brasileira P-18 para retratar a vida dos trabalhadores anônimos em uma plataforma em mar aberto. O material foi exibido no Fantástico, em 2011. No ano seguinte, ao lado de Marcelo Canellas, visitou vários presídios do país e fez uma matéria sobre menores infratores para o Fantástico.

O cinegrafista também acompanhou o Movimento Passe Livre, em 2013. No ano seguinte, participou da série "Padres Brasileiros Se Dedicam Ao Ritual do Exorcismo" feita novamente com Marcelo Canellas para o Fantástico.

Ao Memória Globo, Luiz Quilião falou sobre o olhar especial sobre a notícia.

"Estou sempre com o radar aberto escutando as pessoas, porque todo mundo tem uma história para contar, então alguma coisa acontece!"

O cinegrafista gostava de dar ideias sobre as matérias, dirigir as cenas, participar ativamente das pautas e procurar um olhar diferente sobre o tema retratada. Em 34 anos de carreira, ele imprimiu sua marca , um jeito próprio de dar mais brilho às reportagens.

"Por trás delas tem um elemento, um ser humano, que muitas vezes arriscou a própria vida para contar uma história, que muitas vezes passou certas circunstâncias mais difíceis, mas levou para as pessoas uma imagem que contou uma história que vai ficar para sempre, mesmo depois que ele for!"
(Luiz Quilião ao Memória Globo)

Morte

Luiz Quilião estava internado desde o dia 18/02/2015 com uma trombose intestinal. No domingo, 29/03/2015, teve um forte sangramento no intestino e uma parada cardíaca.

O velório acontece na terça-feira, 31/03/2015, em Brasília, na capela 10 do cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, a partir das 8:00 hs. A cerimônia de cremação está prevista para as 11:30 hs.

Luiz Quilião deixou dois filhos.

Fonte: Fonte: Memória Globo e G1

Beatriz Thielmann

BEATRIZ HELENA MONTEIRO DA SILVA THIELMANN
(63 anos)
Jornalista e Repórter

* Juiz de Fora, MG (13/01/1952)
+ São Paulo, SP (29/03/2015)

Beatriz Helena Monteiro da Silva Thielmann, mais conhecida como Beatriz Thielmann, foi uma jornalista e repórter brasileira.

Com mais de 30 anos de carreira, Beatriz Theilmann cobriu importantes momentos do país, como a promulgação da Assembleia Nacional Constituinte, em 1988, a eleição e morte de Tancredo Neves, a implantação do Plano Cruzado, a Eco-92, os Jogos Pan-Americanos e a visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro.

A primeira escolha profissional foi o curso de Direito, mas, depois de dois anos, trocou pelo de Jornalismo. No final de 1982, Beatriz Thielmann ficou sabendo que a TV Globo abriria uma vaga de editor de texto. Entrou para o estágio e acumulou duas funções. Uma no jornal impresso e outra na TV. Na TV Globo, passou por "Bom Dia Brasil", "Jornal da Globo", "Jornal Nacional", "Globo Repórter", além da GloboNews. Cobriu diversas áreas, entre cidade, economia e política.


Beatriz Thielmann foi a primeira repórter da TV Globo a entrevistar Fidel Castro, em 1987. Ela viajou junto com o ministro das Relações Exteriores na época, Abreu Sodré, e mais uma equipe de sete jornalistas e colunistas. Era a única repórter de televisão. A jornalista também acompanhou, por quase 20 dias, uma viagem do então presidente da República, José Sarney, à União Soviética e ao Leste Europeu.

Em 2003, escreveu o livro "De Mulheres Para Mulheres" com a médica Odilza Vidal, contando o que a medicina apresentava de novo para a vida da mulher depois dos 40 anos.

Beatriz Thielmann também roteirizou e dirigiu dois documentários. Um foi "O Bicho Dá. O Bicho Toma", em 2005, a convite da ONG Renctas, que luta pela preservação dos animais silvestres. O outro foi em 2007, "Vento Bravo", documentário sobre a história musical de Edu Lobo, que dirigiu em parceria com a jornalista Regina Zappa.

Morte

Beatriz Thielmann faleceu em São Paulo no domingo, 29/03/2015, aos 63 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de insuficiência respiratória. Ela lutava contra um câncer no peritônio. Beatriz Thielmann deixou dois filhos e dois netos.

Em nota, a Rede Globo disse:

"Para os colegas, a perda é irreparável. A direção da Globo ressalta que Beatriz era uma profissional brilhante e uma colega de trabalho sem igual."

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Miguel Sampaio

Carlos Spera

CARLOS SPERA
(36 anos)
Jornalista e Repórter

* São Paulo, SP (15/06/1929)
+ São Paulo, SP (11/01/1966)

Desde garoto queria ser repórter. Estava apenas com 20 anos quando começou a trabalhar no jornal Hoje onde ficou três anos. A seguir passou para o jornal Hora. Mais um ano e passou para os Diários Associados de Assis Chateaubriand.

Em 1953 ficou responsável pelo programa "Ronda dos Bairros". Em 1954, já contratado pela Rádio Difusora de São Paulo, começou a desenvolver intenso trabalho jornalístico. Investiu tanto no setor nacional como internacional e esteve nos Estados Unidos, em toda a Europa e no Oriente Médio. Estava em Londres, quando na cerimônia fúnebre de Wiston Churchiel.

A partir de 1955, apesar dos bons profissionais que haviam na televisão, dois jornalistas se destacaram na TV Tupi e iniciaram a fase do repórter de televisão: Carlos Spera e José Carlos de Moraes (Tico-Tico). Esses dois profissionais, vindos do jornal Diário de São Paulo, dedicaram-se ao noticiário da televisão, indo atrás dos fatos, tentando transmitir diretamente dos locais, informando em primeira mão antes do jornal e do rádio, fazendo com que o veículo gerasse mais intensamente suas próprias notícias.

Carlos Spera é o último a direita da foto
Em 1961, quando Jânio Quadros, então presidente, renunciou, Carlos Spera ficou no microfone por 24 horas consecutivas. Em 1963, esteve nos Estados Unidos, para transmitir informações sobre o assassinato do presidente Kennedy.

Incansável, irreverente, era muito respeitado por todos a quem entrevistava. Todos o consideravam o maior repórter de seu tempo. Além de trabalhar na TV Tupi, foi também repórter da TV Cultura, que foi por muito tempo a caçula, dentre as Associadas.

Carlos Spera foi importante na implantação da TV Cultura. Hoje ele dá nome à rua que contorna a sede da Fundação Padre Anchieta, que hoje congrega a TV Cultura, a Rádio Cultura AM e a Rádio Cultura FM. É um belo conjunto arquitetônico, que fica no bairro da Água Branca em São Paulo.

Carlos Spera entrevista Auro de Moura
Durante uma visita do líder cubano Fidel Castro ao Brasil, o repórter Carlos Spera conseguiu levá-lo à TV Tupi. Às pressas, improvisou-se uma equipe para sabatiná-lo. Foi ao ar uma "entrevista coletiva".

Carlos Spera faleceu ainda muito jovem, com apenas 36 anos, em 11/01/1966, no Hospital do Câncer em São Paulo, vítima de um câncer na garganta.

Ele foi casado com Esmeralda Lesjak Spera e  deixou 4 filhos, Sandra Spera, Katia Spera, Solange Spera e Carlos Spera Junior.

Indicação:  Carlos Spera Junior

Rubem Braga

RUBEM BRAGA
(77 anos)
Escritor,  Repórter, Redator, Editorialista e Cronista

☼ Cachoeiro de Itapemirim, ES (12/01/1913)
┼ Rio de Janeiro, RJ (19/12/1990)

Rubem Braga foi um escritor, irmão do poeta e jornalista Newton Braga. Era considerado por muitos o maior cronista brasileiro desde Machado de Assis, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, ES, em 12 de janeiro de 1913.

Iniciou seus estudos em Cachoeiro de Itapemirim, porém, quando fazia o ginásio, revoltou-se com um professor de matemática que o chamou de burro e pediu ao pai para sair da escola. Sua família o enviou para Niterói, RJ, onde moravam alguns parentes, para estudar no Colégio Salesiano.

Iniciou a faculdade de Direito no Rio de Janeiro, mas se formou em Belo Horizonte, MG, em 1932, depois de ter participado, como repórter dos Diários Associados, da cobertura da Revolução Constitucionalista, em Minas Gerais - no front da Mantiqueira conheceu Juscelino Kubitschek de Oliveira e Adhemar de Barros.

Na capital mineira se casou, em 1936, com Zora Seljan Braga, de quem posteriormente se desquitou, mãe de seu único filho Roberto Braga.

Rubem Braga foi correspondente de guerra do Diário Carioca na Itália, onde escreveu o livro "Com a FEB na Itália", em 1945, sendo que lá fez amizade com Joel Silveira. De volta ao Brasil morou em Recife, Porto Alegre e São Paulo, antes de se estabelecer definitivamente no Rio de Janeiro. Primeiro numa pensão do Catete, onde foi companheiro de Graciliano Ramos. Depois, numa casa no Posto Seis, em Copacabana, e por fim num apartamento na Rua Barão da Torre, em Ipanema.

Rubem Braga (E) e Newton Braga (D) em 1932
Sua vida no Brasil, no Estado Novo, não foi mais fácil do que a dos tempos de guerra. Foi preso algumas vezes, e em diversas ocasiões andou se escondendo da repressão.

Seu primeiro livro, "O Conde e o Passarinho", foi publicado em 1936, quando o autor tinha 22 anos, pela Editora José Olympio. Na crônica-título, escreveu:

"A minha vida sempre foi orientada pelo fato de eu não pretender ser conde."

De fato, quase tanto como pelos seus livros, o cronista ficou famoso pelo seu temperamento introspectivo e por gostar da solidão. Como escritor, Rubem Braga teve a característica singular de ser o único autor nacional de primeira linha a se tornar célebre exclusivamente através da crônica, um gênero que não é recomendável a quem almeja a posteridade.

Certa vez, solicitado pelo amigo Fernando Sabino a fazer uma descrição de si mesmo, declarou:

"Sempre escrevi para ser publicado no dia seguinte. Como o marido que tem que dormir com a esposa: pode estar achando gostoso, mas é uma obrigação. Sou uma máquina de escrever com algum uso, mas em bom estado de funcionamento."

Foi com Fernando Sabino e Otto Lara Resende que Rubem Braga fundou, em 1968, a Editora Sabiá, responsável pelo lançamento no Brasil de escritores como Gabriel García Márquez, Pablo Neruda e Jorge Luis Borges.

Segundo o crítico Afrânio Coutinho, a marca registrada dos texto de Rubem Braga é a "crônica poética, na qual alia um estilo próprio a um intenso lirismo, provocado pelos acontecimentos cotidianos, pelas paisagens, pelos estados de alma, pelas pessoas, pela natureza."


A chave para entendermos a popularidade de sua obra, toda ela composta de volumes de crônicas sucessivamente esgotados, foi dada pelo próprio escritor: ele gostava de declarar que um dos versos mais bonitos de Camões"A Grande Dor Das Coisas Que Passaram", fora escrito apenas com palavras corriqueiras do idioma. Da mesma forma, suas crônicas eram marcadas pela linguagem coloquial e pelas temáticas simples.

Como jornalista, Rubem Braga exerceu as funções de repórter, redator, editorialista e cronista em jornais e revistas do Rio de Janeiro, de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. Foi correspondente de O Globo em Paris, em 1947, e do Correio da Manhã em 1950.

Amigo de Café Filho, vice-presidente e depois presidente do Brasil, foi nomeado Chefe do Escritório Comercial do Brasil em Santiago, no Chile, em 1953. Em 1961, com os amigos Jânio Quadros na Presidência e Affonso Arinos no Itamaraty, tornou-se Embaixador do Brasil no Marrocos. Mas Rubem Braga nunca se afastou do jornalismo. Fez reportagens sobre assuntos culturais, econômicos e políticos na Argentina, nos Estados Unidos, em Cuba, e em outros países.

Quando faleceu, era funcionário da TV Globo. Seu amigo Edvaldo Pacote, que o levou para lá, disse:

"O Rubem era um turrão, com uma veia extraordinária de humor. Uma pessoa fechada, ao mesmo tempo poeta e poético. Era preciso ser muito seu amigo para que ele entreabrisse uma porta de sua alma. Ele só era menos contido com as mulheres. Quando não estava apaixonado por uma em particular, estava apaixonado por todas. Eu o levei para a Globo... Ele escrevia todos os textos que exigiam mais sensibilidade e qualidade, e fazia isto mantendo um grande apelo popular."

Morte

Na noite de segunda-feira, 17/12/1990, o escritor Rubem Braga reuniu um pequeno grupo de amigos, cada vez mais selecionados por ele, na sua cobertura em Ipanema. Foi uma visita silenciosa, mas claramente subentendida pelos amigos Moacyr Werneck de Castro, Otto Lara Resende e Edvaldo Pacote.

Às 23:30 hs da noite de quarta-feira, 19/12/1990, sedado num quarto do Hospital Samaritano, Rubem Braga morreu, sozinho como desejara e pedira aos amigos. A causa da morte foi uma Parada Respiratória em conseqüência de um tumor na laringe que ele preferiu não operar nem tratar quimicamente.

Homenagem

Foi inaugurada no dia 30/06/2010 a terceira saída da estação General Osório do Metrô em Ipanema, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. O novo acesso, que conta com duas torres com dois elevadores ligando a Rua Barão da Torre ao Morro do Cantagalo, recebeu o nome de Complexo Rubem Braga, em homenagem ao escritor que por anos morou na cobertura do prédio vizinho à estação.

Crônica

  • 1936 - O Conde e o Passarinho
  • 1944 - O Morro do Isolamento
  • 1945 - Com a FEB na Itália
  • 1948 - Um Pé de Milho
  • 1949 - O Homem Rouco
  • 1951 - 50 Crônicas Escolhidas
  • 1954 - Três Primitivos
  • 1955 - A Borboleta Amarela
  • 1957 - A Cidade e a Roça
  • 1958 - 100 Crônicas Escolhidas
  • 1960 - Ai de Ti, Copacabana
  • 1961 - O Conde e o Passarinho e O Morro do Isolamento
  • 1964 - Crônicas de Guerra - Com a FEB na Itália
  • 1964 - A Cidade e a Roça e Três Primitivos
  • 1967 - A Traição das Elegantes
  • 1988 - As Boas Coisas da Vida
  • 1990 - O Verão e as Mulheres
  • 200 Crônicas Escolhidas
  • Casa dos Braga: Memória de Infância (Público Juvenil)
  • 2002 - 1939 - Um episódio em Porto Alegre (Uma Fada no Front)
  • Histórias do Homem Rouco
  • Os Melhores Contos de Rubem Braga (Seleção Davi Arrigucci)
  • O Menino e o Tuim
  • Recado de Primavera
  • Um Cartão de Paris
  • Pequena Antologia do Braga


Romance

  • Casa do Braga


Adaptações

  • O Livro de Ouro dos Contos Russos
  • Os Melhores Poemas de Casimiro de Abreu (Seleção e Prefácio)
  • Coleção Reencontro Audiolivro - Cirano de Bergerac - Edmond Rostand
  • Coleção Reencontro: As Aventuras Prodigiosas de Tartarin de Tarascon Alphonse Daudet
  • Coleção Reencontro: Os Lusíadas - Luis de Camões (Com Edson Braga)


Tradução

  • Antoine de Saint-Exupéry - Terra dos Homens.


Sobre Rubem Braga

  • Na Cobertura de Rubem Braga (João Castello)
  • Rubem Braga (Jorge de Sá)
  • Rubem Braga - Um Cigano Fazendeiro do Ar (Marco Antonio de Carvalho)


No volume publicado, também de crônicas, "As Coisas Boas da Vida", em 1988, Rubem Braga enumera, no texto que dá título ao livro "as dez coisas que fazem a vida valer a pena". A última delas: "Pensar que, por pior que estejam as coisas, há sempre uma solução, a morte - o assim chamado descanso eterno".

Fonte: Wikipédia e Releituras

Thiago de Angelis

THIAGO DIAS DE ANGELIS
(29 anos)
Jornalista, Repórter e Humorista

* Santos, SP (1983)
+ São Paulo, SP (16/10/2012)

Thiago de Angelis era formado em Rádio e TV. Ainda na faculdade, começou o trabalho com humor fazendo vídeos para um site de baladas. Junto com o amigo Rodrigo Art criou o programa "Quebrando a Rotina", que virou sucesso de audiência na Rede VTV, então afiliada da RedeTV! na Baixada Santista e em Campinas.

Com a repercussão do programa, Thiago de Angelis foi convidado pelo "TV Fama", da RedeTV!, para fazer um quadro com exibição nacional. Passou a ser o Linguarudo, repórter engraçado que acompanhava os bastidores das celebridades. Atualmente, mesmo em tratamento, fazia participações no seu antigo programa, "Quebrando a Rotina", agora transmitido pela Santa Cecília TV.

Neymar e Thiago de Angelis
Criativo, inovador e irreverente em suas performances, onde ficaram famosas suas entrevistas sempre com o toque do humor. O jogadoer Neymar manifestou seu pesar em uma rede social. "Hoje dedico meus gols ao Linguarudo... Falei com ele há dois dias e prometi que faria um gol para ele. E hoje fiz dois... Descanse em paz!", dedicou o atacante do Santos, autor de dois gols, na goleada do Brasil contra o Japão, por 4 a 0.

No fim de 2011, logo após o casamento com Kátia Lopes de Angelis, o santista foi diagnosticado com um tipo raro de câncer: Sarcoma de Ewing. O primeiro tumor apareceu no rim, sendo necessária uma cirurgia para retirar o órgão. Iniciou a quimioterapia, mas outros tumores foram descobertos no pulmão, na coluna e no baço. Fez nova cirurgia para a retirada de tumores e continuou o tratamento quimioterápico. No entanto, o agressivo câncer se espalhou para os demais órgãos do corpo.

Cercado de amigos, Thiago de Angelis mostrou-se guerreiro na luta contra um câncer da família de tumores de Ewing que, segundo o Instituto Nacional do Câncer, acometem primariamente ossos e tecido mole. Dependendo do grau de diferenciação neural, são denominados Sarcoma de Ewing, quando é um tumor indiferenciado. Hoje existem 80 casos no mundo com as mesmas características da doença de Thiago de Angelis.


No começo de outubro, Thiago de Angelis falou de seu encontro com Hebe Camargo meses antes. "Encontrei com Hebe na TV e disse: Eu tenho um tumor". Ela olhou nos meus olhos, sorriu e falou: "Tumor? Ah, isso não é nada! - Muita energia!", contou o repórter. "Graças a Hebe Camargo a partir daquele momento, eu tive muito mais energia pra enfrentar essa doença", completou. Hebe Camargo morreu aos 83 anos no dia 29/09/2012.

Thiago de Angelis foi afastado de suas funções em outubro de 2011. O jornalista estava internado no Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, onde veio a falecer. A quimioterapia, combinação de remédios contra o câncer, começou em janeiro. A cada 21 dias ele ficava uma semana recebendo o coquetel de medicamentos. Muitas vezes foi necessário isolamento e transfusão de sangue, quando caía muito a imunidade.

Thiago de Angelis morreu vítima de câncer, na manhã de terça-feira, 16/10/2012. O sepultamento do corpo de Thiago terminou às 16 horas desta quarta-feira, 17/10/2012, no Cemitério da Areia Branca. Desde a noite de terça, estava sendo velado na Beneficência Portuguesa.

Thiago de Angelis estava com 29 anos e deixou viúva Kátia Lopes de Angelis. No velório, realizado no necrotério da Beneficência Portuguesa de Santos, ela e amigos do marido falaram da alegria de viver do humoristas, que fez piada até momentos antes de morrer.

O Sarcoma de Ewing

O Sarcoma de Ewing é uma forma de tumor ósseo maligno que atinge principalmente crianças e adolescentes. O nome remete ao patologista americano James Ewing (1866-1943), primeiro a descrever a doença. É causado por uma mutação genética e raramente aparece fora do osso, como foi o caso de Thiago de Angelis.


Eli Coimbra

ELIUMAR ANTÔNIO DE MACEDO COIMBRA
(56 anos)
Locutor Esportivo e Repórter

☼ (30/01/1942)
┼ São Paulo, SP (25/11/1998)

Nascido Eliumar Antônio de Macedo Coimbra, foi um narrador esportivo brasileiro, um dos maiores nomes da reportagem esportiva do Brasil, iniciou carreira na TV Tupi, passando também pela TV Manchete, SBT, TV Bandeirantes e TV Record.

Eli Coimbra foi atleta do Santos de Pelé nas categorias infantil, juvenil, júnior e aspirantes. Parou ao ingressar na Faculdade de Educação Física de Santos e iniciar sua vida profissional nas rádios da cidade litorânea, numa trajetória de 29 anos.

Em rádio atuou em Santos e em São Paulo, na Rádio Bandeirantes. Mesclando sobriedade com boa dose de humor, conquistou credibilidade e respeito no meio esportivo, entre jogadores, dirigentes e colegas de profissão.

Eli Coimbra e Silvio Luiz
Apaixonado por futebol, cunhou com o amigo Roberto Petri o termo "Dente de Leite", que virou categoria esportiva. O programa, da Tupi de São Paulo, "Futebol Dente de Leite", surgiu após o fracasso brasileiro na Copa de 1966 na Inglaterra, para estimular e revelar novos atletas, aliando esporte com a educação das crianças. Foi uma iniciativa pioneira e vanguardista que celebrizou as máximas "Craque de Bola, Craque na Escola" e "Bola no Pé, Livro na Mão". O "Projeto Dente de Leite", que revelou inúmeros jovens para o futebol brasileiro e mundial, como Falcão e Casagrande, só para citar dois exemplos.

Eli Coimbra marcou época com suas entrevistas bem humoradas e amistosas.

Em 1996, na TV Record, comandou o programa "Com a Bola Toda", exibido nas noites de domingo. Como cronista esportivo, cobriu cinco Copas do Mundo e quatro Olimpíadas.


Eli Coimbra trabalhou com grandes profissionais como Walter Abraão, Luciano do Valle, Flávio Prado, José Luiz Datena, Juarez Soares, Silvio Luiz, entre outros.

Eli Coimbra morreu na quarta-feira, 25/11/1998, em São Paulo, aos 56 anos. Ele havia sofrido um infarto no domingo à noite, 22/11/1998, depois de sentir-se mal em casa. Internado em um hospital da Unicor, Eli Coimbra teve duas paradas cardíacas, não reagiu bem a uma cirurgia de ponte de safena e faleceu por volta das 14h00min de quarta-feira. O corpo do jornalista foi velado na Câmara Municipal de São Paulo.

Eli Coimbra deixou a esposa Maria do Carmo Di Fiore Coimbra, quatro filhos, Ely Di Fiore Coimbra, Ivã Di Fiore Coimbra, Andréa Di Fiore Coimbra e Adriana Di Fiore Coimbra, e na ocasião, três netos, Lucas, Ely e Beatriz.

Franz Netto

JOÃO AMBRÓZIO NETTO
(70 anos)
Jornalista e Repórter

* Marília, SP (12/04/1939)
+ Marília, SP (26/08/2009)

Franz Netto, que tinha os apelidos de "Repórter Voador" e "Abelhudo Cofap" ambos colocados por Hélio Ribeiro.

Nascido em Marília foi na capital que descobriu a paixão pelo rádio. Franz Netto se mudou para São Paulo no início da década de 70, onde trabalhou na Rádio Bandeirantes, Rádio Capital, Rádio América e em assessoria no Palácio dos Bandeirantes.

A paixão pelo rádio falou mais alto e em 1992 Franz retornava aos estúdios, desta vez pela Rádio Clube AM de Marília. Em 1999 passou a fazer parte da equipe Dirceu AM, onde trabalhou até seu penúltimo dia de vida como apresentador do Jornal da Cidade.

Ícone do rádio em Marília, Franz Netto foi o primeiro repórter aéreo de rádio e televisão do Brasil. Fez coberturas nacionais como do incêndio do Edifício Joelma, em fevereiro de 1974, em São Paulo.

Na década de 1970, do ar, fazia a cobertura do trânsito de São Paulo e entre 1970 e 1978 transmitiu aos paulistanos as informações dos céus da cidade.

Casou três vezes e teve seis filhos destes três casamentos.

Morte

Franz Netto sofria de Hipertensão e depois de passar mal pela manhã, pediu que sua esposa fosse até unidade de saúde em frente à casa do casal, no bairro de Lácio em Marília, para pedir ajuda. Ao retornar, por volta das 13hs., Marineusa Rocha, com quem Franz morava há 14 anos, o encontrou caído no corredor. Equipe de resgate foi acionada e levou radialista até o Hospital das Clínicas, onde deu entrada às 13:41hs. já sem vida. Franz Netto, morreu vítima de uma Parada Cardiorrespiratória.


Mário Eugênio

MÁRIO EUGÊNIO RAFAEL DE OLIVEIRA
(31 anos)
Radialista, Jornalista e Repórter Policial

* Comercinho, MG (03/01/1953)
+ Brasília, DF (11/11/1984)

Mário Eugênio Rafael de Oliveira, conhecido por Mário Eugênio, o Gogó das Sete, foi um jornalista especializado em cobertura policial, nascido em Comercinho, MG, no dia 03/01/1953. Mário Eugênio foi uma lenda do jornalismo policial de Brasília nos anos 80.

Formou-se em comunicação social pela Universidade de Brasília (UNB). Era repórter policial, estava separado quando foi assassinado, aos 31 anos de idade, e não tinha filhos. Trabalhava no Correio Braziliense e comandava um programa na Rádio Planalto, o Gogó das Sete, líder de audiência na cidade, então com 500 mil habitantes, em 1984. Tinha alguns bordões que tornaram-se sua marca registrada: "Meninos, eu vi" e "Aqui a notícia é do tamanho da verdade, doa a quem doer!"

Mário Eugênio passou a incomodar pela ousadia com que denunciava os crimes. Não importava se cometidos por criminosos comuns ou poderosos. Com seu jornalismo investigativo, denunciou que policiais do Distrito Federal, sob o comando do então secretário de Segurança Lauro Rieth, atuavam como grupos de extermínio. Pagou com a própria vida pela denúncia. Foi assassinado com sete tiros na cabeça, em 11/11/1984, às 23:55 hs, quando deixava a Rádio Planalto, no Setor de Rádio e Televisão Sul, em Brasília.

O crime até hoje não foi totalmente esclarecido. Nem será, pois já prescreveu. Se falta alguém ser condenado pela morte dele, não há mais como ser julgado. O agente policial Divino José de Matos, o Divino 45, o único condenado a 14 anos de prisão, disse, em 2004, ao Correio Braziliense: "Eu não matei Mário Eugênio. Um dia a verdade vai aparecer".

Marão Era um Repórter Polêmico e Irrequieto

Mário Eugênio Rafael de Oliveira, ou Marão, como era chamado entre amigos, foi, durante muito tempo, o único repórter policial do jornal Correio Braziliense em um período de transição política em que o Brasil - e, por conseqüência, os jornalistas - tentava se livrar das amarras de 30 anos de ditadura, censura e torturas, para estabelecer as bases de uma democracia após os governos militares instalados com o golpe de 1964.

Brasília, sede da Presidência da República, não era a cidade que é hoje. "Na época, havia muita gente das Forças Armadas trabalhando na delegacia de polícia para colher informações", explica o policial civil Ivan Baptista Dias, o Ivan Kojak, falecido em 2010: "Muitos militares portavam carteira de policial civil e de delegado". Ivan Baptista Dias foi apelidado pelo próprio Mário Eugênio de Kojak pela semelhança com o personagem careca do seriado de TV. O jornalista criou vários apelidos para figuras públicas.

Naquela época, os crimes ganhavam muito mais destaque e por isso apareciam nas páginas escritas e editadas por Mário Eugênio, recorda a jornalista Ana Maria Rocha, que foi casada com ele de 1978 até 1980. O jovem repórter passou a ser conhecido na cidade por seu estilo contundente de apresentar a notícia. "Ele era constantemente ameaçado, porque expunha o lado marginal de Brasília, mas tinha um senso de justiça. Uma vez, foi criticado por ter mostrado o lado humano de um bandido, seus problemas familiares e a vida sofrida", lembra Ana Maria.

Na Rádio Planalto, Mário Eugênio ficou famoso com o Gogó das Sete, programa líder de audiência, que tinha este nome porque era patrocinado pelo Leite Gogó. Por este motivo também, a primeira emboscada planejada para eliminar Mário Eugênio (que falhou) foi chamada de Operação Leite. Às vezes, exagerava ao usar termos sensacionalistas no programa de rádio.

Foi processado, acusado de injúria, calúnia e difamação por delegados que denunciou. Nunca chegou a ser condenado. "Não defendo policial corrupto, não defendo policial ladrão, não defendo policial que bate em trabalhador. E lugar de bandido, para mim, é na cadeia ou na cova", registrou o Correio Braziliense como sendo uma das frases do jornalista.

As matérias de Mário Eugênio tinham muitos detalhes, mas ele também fazia alguns floreios, recorda o colega Carlos Honorato, que trabalhou no Correio Braziliense e é editor executivo do Jornal de Brasília. Alguns jornalistas criticavam Mário Eugênio pela relação promíscua estabelecida com suas fontes na polícia. "Ele assistiu a execuções e torturas, por isso escrevia com tantos detalhes", observou um repórter que preferiu não se identificar.

O delegado aposentado Paulo Cesar Tolentino diz que costumava sair freqüentemente com Mário Eugênio para beber à noite, e confirma que ele "chegou a fotografar algumas sessões de tortura e me mostrou as fotos. Mário Eugênio queria ter um furo de reportagem, pretendia publicar um livro. Estava fazendo um dossiê."

Tolentino foi responsável pela investigação da morte de Mário Eugênio na Delegacia de Homicídios, em Brasília. Depois do crime, o dossiê foi procurado na casa do repórter e na redação. Tolentino afirma que as anotações e fotos não foram encontradas.

Quando o jornalista entrou em atrito com o secretário Lauro Melchíades Rieth e começou a publicar denúncias envolvendo policiais e militares, Tolentino o avisou que sua vida estava em perigo. "Mário Eugênio tinha uma medalha de São Jorge e sempre dizia que o santo ia protegê-lo."

Ana Maria sabia que Mário Eugênio acompanhava de perto as operações policiais, embora ele não conversasse a respeito. Mas também ressalva que havia muito preconceito, na época, em relação aos setoristas de polícia. "Ele era discriminado pelos que se diziam da esquerda", observa. Ao candidatar-se a Deputado pelo Partido Democrático Social (PDS), considerado um partido de direita, Mário Eugênio reforçou esse estigma. "Mas ele não se metia com material político e ideológico, cobria 100% de polícia", afirmou Renato Riella, que foi editor executivo e chefe do jornalista no Correio Braziliense.


Mário Eugênio fazia toda a página policial no Correio Braziliense, desde foto (que ele às vezes tirava), texto, até edição. Próximo a sua mesa, colocou uma placa que dizia:  Editoria de Polícia - Distrito Zero, que virou a sua marca. Às vezes, irritado com os motoristas, assumia ele mesmo a direção do carro na hora de ir apurar os dados. Na semana de sua morte, tinha acertado tirar férias em dezembro. Depois de viajar, ele e Riella definiriam um novo esquema de trabalho, porque o editor o considerava sub-aproveitado. A idéia era que começasse a fazer reportagens maiores, mais profundas.

Ana Maria tem certeza de que, se estivesse vivo, Mário Eugênio estaria hoje denunciando os crimes de corrupção no governo. "Teria sido o mesmo repórter competente em qualquer editoria, porque respirava jornal o tempo inteiro", enfatiza. No início, até conciliava o trabalho com um hobby, o motociclismo. O estilo meio playboy desagradava alguns colegas. Filho de fazendeiros, dinheiro para ele não era problema. Bonito, tinha fama de conquistador. O programa na rádio lhe rendeu um fã-clube. Com o aumento da carga de trabalho, na rádio e no jornal, acabou diminuindo as saídas de moto. De madrugada, antes de se recolher, ia ver se estava tudo certo com sua página no jornal.

Desde criança, Mário Eugênio era uma pessoa inquieta e persistente e na vida adulta manteve a personalidade forte. "Foi esse temperamento que o levou à morte", acredita o irmão, Paulo Roberto Rafael de Oliveira. Todos sabiam que Mário Eugênio recebia ameaças de morte. Mas, como eram muito freqüentes, o jornalista não dava importância. Quando Paulo Roberto ficou sabendo que ele andava mexendo com gente poderosa, aconselhou-o a deixá-los "quietos". "Mário me disse que, se fosse eliminado, todos saberiam que foi por causa do Lauro (Lauro Rieth)", testemunhou Paulo.

A mãe de Mário Eugênio, Maria Eres Rafael de Oliveira, não entende por que não se chegou ao nome do responsável por planejar o assassinato. "Parece que a falha vem da Justiça. Se na época que estava todo mundo querendo saber quem foi não chegaram ao mandante, será que agora a Justiça vai agir?", questiona. Ela mesmo responde: "Minha esperança é só em Deus, porque aqui acho que não se consegue, não."

Divino José de Matos, Divino 45 (Camiseta Preta)
Como o Crime Ocorreu

Eram 23h55min do dia 11 de novembro de 1984. O repórter Mário Eugênio Rafael de Oliveira acabara de gravar mais uma edição do programa Gogó das Sete, que iria ao ar na manhã seguinte, uma segunda-feira. Estava saindo do prédio da Rádio Planalto, no Setor de Rádio e Televisão Sul de Brasília. Quando chegou ao estacionamento, próximo a seu carro Monza, recebeu sete tiros na cabeça.

O operador de rádio Francisco Resende, o Chiquinho, que havia gravado o programa com Mário Eugênio, ouviu os tiros e, de longe, avistou apenas um homem com chapéu, vestindo um casaco escuro, com uma arma comprida na mão, correndo. Depois viu um carro branco afastar-se rapidamente.

O inquérito policial apurou que os tiros saíram da espingarda calibre 12 e do revólver Magnum calibre 38, de Divino José de Matos, conhecido como Divino 45. O apelido, ironicamente, foi dado pelo próprio Mário Eugênio devido à reconhecida pontaria do policial e a sua habilidade com as armas. As balas especiais do revólver, do tipo Hollow Point, dilaceraram o crânio do jornalista. Seu corpo foi encontrado estendido próximo ao carro. A explosão provocada pelos tiros lançou pedaços da massa encefálica de Mário Eugênio para o asfalto e deixou resíduos na capa usada pelo matador.

Conforme apurou a polícia, Divino fugiu em um Fusca branco dirigido pelo cabo David Antônio do Couto. Ali perto, havia outros policiais que forneceram suporte para o crime. O agente policial Iracildo José de Oliveira e o sargento Antônio Nazareno Mortari Vieira acompanhavam tudo, no interior de um automóvel Fiat do Pelotão de Investigações Criminais do Exército (PIC). Estavam prontos para atuar no caso de uma eventualidade. Outra equipe de apoio era constituída pelos agentes de polícia Moacir de Assunção Loiola e Aurelino Silvino de Oliveira. Os dois simulavam estar no local para prender um suspeito de furto. Encontravam-se num carro Chevette preto, de procedência ilícita, normalmente usado pelo sargento Nazareno.

As investigações chegaram ao nome do coronel Lauro Melchíades Rieth, então Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, como suspeito de ser o mandante do crime. De acordo com as apurações da polícia baseadas em depoimentos de testemunhas, Rieth teria pedido a um de seus auxiliares, o delegado Ary Sardella, na época titular da Coordenação de Polícia Especializada (CPE), para escolher os executores, e o sargento Nazareno foi encarregado de definir quem participaria da emboscada contra o jornalista. Tanto Iracildo como Divino eram subordinados à Coordenação de Polícia Especializada (CPE). Além disso, foi comprovado que todos os demais envolvidos no crime haviam participado de uma operação policial desastrada próximo à cidade de Luziânia, em que resultou morto, por engano, um chacareiro.

Mário Eugênio havia publicado matérias no Correio Braziliense e falado no programa Gogó das Sete, várias vezes, sobre esse crime. Dizia que o chacareiro havia sido assassinado por engano por militares do Pelotão de Investigações Criminais do Exército com a ajuda da Polícia Civil do Distrito Federal. Insistia que o secretário Rieth sabia de tudo e não tomava providências. Nos dias anteriores a sua morte, denunciou a utilização ilícita de carros roubados pela Polícia do Distrito Federal, e a atuação da polícia no que denominou de Esquadrão da Morte. O próprio Rieth admitiu a existência do Esquadrão em entrevista concedida 15 horas depois do crime.

Em outubro de 1984, o mesmo grupo já havia feito uma primeira tentativa de matar Mário Eugênio. Divino, Iracildo, Loiola, Nazareno, Couto, Aurelino e o cabo do exército, Dirceu Perkoski, foram até o estacionamento próximo à Rádio Planalto, mas o jornalista não apareceu. Além disso, o movimento no local era muito grande. Apelidada de Operação Leite (porque Mário Eugênio apresentava o programa Gogó das Sete, patrocinado pelo Leite Gogó), a investida foi transferida para o dia 11 de novembro. O cabo Perkoski ficou de fora na segunda vez.

Depoimentos colhidos pela equipe que investigou o crime indicam que a segunda Operação Leite foi organizada na casa do sargento Nazareno, no sábado, 10 de novembro de 1984, durante um churrasco de que participaram Iracildo, Couto e Aurelino. No dia seguinte, eles voltaram à casa do sargento, sob o pretexto de darem continuidade à churrascada, junto com Divino e Loiola. Dali saíram para cumprir a operação. Para despistar, passaram antes no Pelotão de Investigações Criminais do Exército. Simularam estar participando de uma missão oficial em que Nazareno e seus subordinados fariam uma campana para prender suspeitos de praticar assaltos na Praça dos Namorados. Na verdade, daquele lugar tinham uma boa visão do prédio do Correio Braziliense e poderiam ver quando Mário Eugênio saísse do jornal e fosse até a Rádio Planalto.

Um fato inesperado quase atrapalhou os planos e, mais tarde, foi decisivo para ajudar a desvendar o crime. Enquanto Nazareno e seu grupo faziam a campana, uma equipe do Grupamento de Operações Especiais (GOE), em sua ronda, estranhou a presença de quatro homens de boné no Chevette preto, uma vez que o lugar era freqüentado apenas por casais. Os três agentes do GOE abordaram os ocupantes do carro e reconheceram Iracildo. Como era "gente da casa", foram embora. Para evitar suspeitas, Nazareno pediu, pelo rádio, o envio de um outro veículo, que foi entregue a Loiola. No novo carro, um Fiat, Nazareno se dirigiu ao lugar onde Mário Eugênio seria morto para dar apoio aos policiais que estavam ali. O Chevette se manteve na Praça dos Namorados para manter a simulação anterior.

Relatos dos envolvidos confirmaram que Divino disparou os tiros contra Mário Eugênio e que lavou a capa e a peruca usadas no crime assim que chegou ao Pelotão de Investigações Criminais do Exército. Nazareno providenciou que o revólver fosse desmontado e suas peças jogadas no Lago Paranoá. A peruca, a capa e outros objetos ficaram escondidos num barracão.

No inquérito, fica claro que, quando souberam da morte de Mário Eugênio, os agentes do Grupamento de Operações Especiais que haviam avistado Iracildo e outros policiais no carro estacionado na Praça dos Namorados suspeitaram que isso pudesse estar relacionado ao crime e comunicaram o fato a seu superior, o delegado Ângelo Neto. Este, por sua vez, avisou o delegado Benedito Gonçalves e o secretário de Segurança, Lauro Rieth. Os agentes receberam a orientação de não comentar com ninguém sobre a presença de Iracildo e outros policiais naquela noite próximo ao local onde foi assassinado o jornalista.

O fato, porém, chegou ao conhecimento dos repórteres que cobriam o caso para o Correio Braziliense. O jornal recebia denúncias anônimas, por telefone e por escrito, praticamente todos os dias. Também os delegados amigos de Mário Eugênio se empenharam em ajudar. A constatação de que Rieth foi informado, mas não tomou nenhuma providência, sobre a presença de um grupo de policiais de campana no local, na noite do crime, serviu de base para o promotor denunciá-lo como suspeito de envolvimento no caso.

Fonte: Proyecto Impunidad (Crímenes Contra Periodistas) - Por: Clarinha Glock

Sílvio Linhares

SÍLVIO LINHARES
(61 anos)
Locutor, Repórter Policial, Jornalista e Político

* (1950)
+ Brasília, DF (20/03/2011)

Sílvio começou puxando fios, numa época em que a experiência contava mais do que o diploma. Por conta disso, foi promovido a repórter de campo, e mais tarde veio a se firmar como locutor esportivo dos Diários Associados e da Rádio Globo.

Tinha apenas 18 anos quando participou da cobertura da Copa de 1970, no México. Viajou o mundo acompanhando a Seleção Brasileira de Futebol. Na Inglaterra, se encantou pelos tablóides: Gostava do The Sun e do The Mirror, das cores, do formato, da abordagem.

De volta ao Brasil, resolveu ingressar no jornalismo policial. Entre as coberturas que mais o marcaram, ele cita: "O Caso Ana Elizabete", Massacre do Carandiru, a Chacina de Acari, a Chacina da Candelária, e o assassinato de PC Farias. Gabava-se de ter sido "o único repórter a entrevistar Leonardo Pareja e Tommaso Buschetta".

Herdou do jornalista Walter Lima o programa de rádio Na Polícia e Nas Ruas, que transmitia pela Rádio Atividade (107,1 FM). Foi pioneiro em Brasília na produção do que se convencionou chamar de "Imprensa Marrom" (que seria muito mais apropriado chamar de "Imprensa Vermelha").

O principal motivo que o impulsionou na empreitada, afirmava, "É o tesão de ver bandido preso, tá no sangue do repórter policial". Atribui a iniciativa do Na Polícia e Nas Ruas impresso, também ao fato de que não queria mais se sujeitar ao crivo dos editores, e que preferia trabalhar com sua própria equipe.

Ele contava que atualmente já estava na 2ª geração de bandidos. Não raro topar com o filho de um criminoso que entrevistou no passado, por exemplo. Sílvio reconhecia uma função social no jornalismo que exercia: "além de ajudar nas investigações da polícia, também inibia a prática de crimes", defendia-se. Há quem discorde, e sugira o contrário: que o sensacionalismo de Na Polícia e Nas Ruas glamourize as ações criminosas, incentivando-as mais e mais.

A rotina do jornalista não era das mais relaxantes. Dormia de três a cinco horas por dia, geralmente na parte da tarde. Acordava lá pelas 17h e ficava de plantão, à espera das ocorrências. Costumava escrever as matérias de madrugada, e freqüentemente sai da redação direto para a rádio, de onde transmitia o Na Polícia e Nas Ruas a partir das 6h. Esses hábitos, aliados ao cigarro e à dieta nada moderada, podem ter contribuído para os enfartes que já acometeram-no.

Lidando diariamente com criminosos de todos os calibres, Sílvio admitia que só tinha medo de roda gigante. Não dá importância aos críticos de seu jornal: "Recebo uma crítica e mil elogios", argumentava.

Apesar de toda experiência no ramo, ele admitia: "ainda fico chocado quando vejo crimes envolvendo crianças e velhos".

O jornal era sonho antigo do repórter policial. Foi concretizado com ajuda de Fred Linhares, que apresentou o projeto do Na Polícia e Nas Ruas como trabalho final de uma disciplina na faculdade. Hoje é vice-presidente da publicação. Ao todo, são 30 pessoas fazendo o semanário, entre diagramadores, motoqueiros e gazeteiros. A reportagem está dividida em quatro equipes e cada uma cobre as ocorrências de determinadas áreas do DF. Fred Linhares, por exemplo, acompanha os crimes que acontecem em Planaltina, Sobradinho, etc.

Glossário da Polícia e das Ruas

Os repórteres do Na Polícia e Nas Ruas, assim como outros profissionais que lidam diretamente com o que se poderia chamar de "Mundo Cão", estão acostumados a usar certos jargões no linguajar cotidiano. Artigos do código penal, linguagem cifrada dos rádios de polícia e neologismos cunhados pela marginalidade integram esse vocabulário específico. Veja alguns exemplos:

157 – Assaltante
171 – Estelionatário
213 – Estuprador
Boi – Privada
Boizinho – Repórter policial novato
Cabrito – Dedo-duro
Caxanga – Casa
Caxanga muda – Casa vazia
Confere – Tiro na cabeça, para certificar-se do óbito
Grinfa – Mulher de malandro
Jaque – Estuprador
Jega – Cama
Marroque – Café
Papa-mike / Samango – Policial militar
Papa-charlie – Policial civil

Morte

Sílvio morreu domingo (20/03/2011), por volta das 14h, no Hospital Santa Helena, na Asa Norte, onde estava internado havia cinco dias. Silvio tinha 61 anos e foi vítima de Câncer. Ele deixou mulher e seis filhos, o velório ocorreu no cemitério Campo da Esperança, na manhã da segunda-feira (21/03/2011). Na terça-feira o corpo foi cremado.

Fonte: Correio de Santa Maria