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Caio

LUIZ CARLOS TAVARES FRANCO
(63 anos)
Jogador e Técnico de Futebol

☼ Rio de Janeiro, RJ (16/03/1955)
┼ São Luís, MA (12/02/2019)

Luiz Carlos Tavares Franco, também conhecido como Caio, foi um técnico e jogador de futebol que atuava como centroavante. Caio foi jogador profissional do Grêmio entre 1983 e 1984.

Criado no bairro de Madureira na cidade do Rio de Janeiro, Caio teve uma infância humilde. A família tinha mais quatro filhos além de Caio, e o pai, Valter Franco, era fotógrafo.

Quando garoto Caio atuava pelas categorias infantis do Brasil Novo, clube do bairro do Madureira, do qual o seu pai era sócio. Em partida amistosa entre Brasil Novo e Botafogo, Caio teve ótimo desempenho e chamou a atenção de Joca e Joel, treinadores do dente de leite do Botafogo. Imediatamente foi levado pelos dois treinadores para treinar no clube.

Antes, treinando no clube do bairro que morava, no Botafogo, para treinar, pegava o trem de Madureira até a Central do Brasil, indo em seguida para o campo do Botafogo. Como o pai de Caio, Srº Valter, era botafoguense, incentivou o filho a frequentar o chamado dente de leite do alvinegro.

Caio ficou ali dos 11 aos 19 anos, onde foi subindo de categoria, dente de leite, juvenil e profissionais. Conciliava os treinos com os estudos, no Colégio Piedade e posteriormente na Faculdade Gama Filho.


Botafogo: Iniciou a sua carreira profissional no Botafogo como ponta-direita. Estreou no dia 23/05/1975, na derrota para o América em pleno estádio do Maracanã, pelo Campeonato Carioca daquele ano. Porém o jovem Caio não encontrou espaço no Botafogo, pois o time da época contava com ótimo elenco, tendo craques como Zequinha, Gérson e Afonsinho. Caio jogou apenas essa partida pelo Botafogo e foi emprestado ao Madureira por indicação de Zequinha.

Madureira: Pelo Madureira, Caio estreou justamente contra o seu ex-clube, o Botafogo, na derrota por 3 x 0 para o Botafogo. Caio foi um dos destaques da equipe no Campeonato Carioca, apesar do Madureira não ter bom desempenho.

Naquele ano o Campeonato Carioca contava com craques como Adílio, Andrade, Zico e Roberto Dinamite. O então ponta-direita Caio passou quase dois anos na equipe da Rua Conselheiro Galvão, antes de transferir-se, em 1977, aos 22 anos, ao Moto Club por intermédio do Coronel Santana, que havia sido treinador do Maranhão Atlético Clube e que havia conhecido Caio durante um jogo no Rio de Janeiro. 


Moto Clube: Caio já deixou o Rio de Janeiro com o contrato assinado, após ganhar passe livre no clube carioca. Chegou a São Luis em uma quarta feira à tarde, dia 18/05/1977, e à noite já estava nas tribunas do Nhozinho Santos, para acompanhar a vitória do seu novo clube diante do Tupan por 3 x 0.

Sua estréia foi uma semana após a sua chegada, contra o Sampaio Corrêa, na decisão do terceiro turno do Campeonato Maranhense. Apesar do Moto Clube ser derrotado, Caio teve grande desempenho na sua estréia, levando vantagem no confronto com o lateral Ferreira do Sampaio Corrêa.

Pelas grandes atuações, caiu nas graças da torcida motense. Naquele ano, o técnico Marçal escalava o time no esquema 4-3-3, e logo acabou mudando a posição de Caio, de ponta-direita para centroavante. A escalação do Moto Clube da época era: Marão; Célio Rodrigues, Vivo, Irineu e Breno; Tião, Toninho Abaeté (Beato) e Edmilson Leite; Alberto, Paulo César e Caio.

Caio foi Campeão Maranhense em 1977 e disputou o Campeonato Brasileiro daquele ano.

A fama de Turista nasceu por conta do jornalista Herbert Fontenelle que o apelidou assim pelo que vinha acontecendo na época com Caio. Ele simplesmente sumia dos treinos e ia ao Rio de Janeiro, mas depois acabava retornando, conversava com o Cassas de Lima, dirigente do Moto Clube, os problemas se resolviam e Caio retornava aos treinos. Sempre especulava-se que, por falta de acerto no contrato, Caio ia embora para o Rio de Janeiro.

Na verdade, segundo o próprio jogador, o que muita gente não sabia era que o atleta estava noivo e ela ainda residia no Rio de Janeiro. Caio morava em uma pensão na capital São Luis e fugia para visitar a noiva. Até que o presidente do clube Pereira dos Santos, do alto da sua autoridade de major da polícia, prometeu mandar prendê-lo após uma nova sumida. Nunca mais Caio desapareceu, enterrando de vez a mania de viajar sem um aviso prévio. O apelido de Turista, porém, permaneceu até hoje na capital maranhense.

Libertadores da América, 1983.
Paysandu: No inicio de 1978, após um jogo amistoso entre Moto Club e Paysandu, onde o próprio Caio foi o autor de um golaço, ele e Paulo César (destaques da partidas), foram por empréstimo ao Paysandu, para as disputas da Taça de Ouro no primeiro semestre daquele ano.

Após a eliminação precoce do bicolor na competição, ambos retornaram ao Moto Clube para as disputas do Campeonato Maranhense.

Caio retornou a tempo de ver o Moto Clube chegar ao vice-campeonato diante do seu maior rival. No dia 27/06/1979, o Moto Clube venceu o Vitória do Mar por 8 x 0, no jogo em que o treinador Marçal havia colocado Caio como meia-esquerda. Caio anotou três gols na partida.

A essa altura ele já vinha sendo observado por João Avelino, olheiro e auxiliar técnico de Oswaldo Brandão, da Portuguesa de Desportos. João Avelino estava nas arquibancadas durante a goleada contra o Vitória do Mar e não teve dúvidas em levar o meia-esquerda (naquele jogo, pois ele no momento já era centroavante) para o Canindé.

Quando a Portuguesa o procurou, o atleta já havia conseguido o passe livre, porém, renovado por mais um ano com o Moto Clube como gratidão pela passagem pelo rubro-negro. Caio deu ao Moto o direito de negociá-lo para um grande centro como o futebol paulista, mediante é claro os 15% referentes à transação para a Lusa. 


Portuguesa: Caio chegou a Portuguesa no andamento do Campeonato Paulista de 1979, quando Oswaldo Brandão, treinador da Lusa, que foi mandado embora e João Avelino assumiu o cargo. O clube sofreu uma grande reformulação no elenco, chegando alguns bons jovens atletas para o plantel, como Rui Lima, Quaresma, Cacá, Gerson Sodré e o próprio Caio, que terminou o Campeonato Paulista daquele ano como vice-artilheiro, com 19 gols, um a menos que Rubem Feijão, do Santos.

Quando retornou de férias em São Luis, em Janeiro de 1983, Caio não teve o seu contrato renovado com a Lusa, embora ele tenha sido ídolo do clube e um dos grandes nomes do elenco da Portuguesa. O jogador, então, passou a treinar separadamente do grupo, pois ainda tinha período de contrato a cumprir.

Caio ficou na Portuguesa até março de 1983, sem ao menos conseguir deixar a equipe do Canindé entre os quatro primeiros colocados do campeonato paulista durante toda a sua passagem pelo clube. 

As suas grandes atuações e o seu refinado trato com a bola, porém, foram o suficiente para despertar o interesse do Grêmio, que o levou após uma breve negociação. Foi por empréstimo à equipe de Porto Alegre por intermédio de Wilton, preparador físico que trabalhou no São Paulo e que, na época, trabalhava no clube porto-alegrense. 

Caio comemorando o segundo gol na final da Libertadores da America de 1983.
Grêmio: O Grêmio precisava com urgência de um centroavante para a disputa da Taça Libertadores de 1983. Contrataram César, que atuava no futebol português, mas não estava rendendo em campo. Diziam ser pela diferença do calendário entre o futebol brasileiro e o de Portugal. A diretoria, então, oficializou a vinda de Caio, que chegou por empréstimo de 10 meses e na condição de reserva de César.

Na disputa pela titularidade, Caio levou a melhor, pois estava com condicionamento físico adiantado. Foi o centroavante gremista na Copa Libertadores. Vestiu a camisa do Grêmio ao lado de nomes como Renato Portaluppi, Mário Sérgio, Hugo de León e Tita. O treinador era Valdir Espinosa.

Caio foi importante no Grêmio para as conquistas da Copa Libertadores e Mundial de Clubes de 1983. Na final da Libertadores no Estádio Olímpico Monumental, foi dele um dos gols contra o Peñarol do Uruguai.

No Mundial em Tókio, perdeu a condição de titular para o recém chegado Paulo César Caju, que havia sido contratado a pedido do treinador Valdir Espinosa. Anos depois Caio revelou que se sentiu contrariado com a situação, pois ele vinha sendo o titular e ajudou o Grêmio a chegar ao Japão.

Porém, Paulo César Caju não aguentou sequer o primeiro tempo e Caio foi logo lançado a campo. E foi Caio o autor da assistência do tento da vitória gremista sobre o Hamburgo, da Alemanha, por 2 x 1.

Era um momento de maior glória na carreira de Caio. Como prêmio pela conquista, a diretoria Tricolor pagou a cada atleta a quantia de seis mil dólares.

Caio saiu da Portuguesa para o Grêmio por empréstimo com o passe estipulado. Com a proximidade do fim do período de empréstimo o Grêmio contratou Caio em definitivo.

Durante partida pela Libertadores de 1984, Caio teve uma distensão na virilha, da qual não conseguiu se recuperar naquele ano. Apesar do prestígio que tinha no Grêmio, Caio resolveu deixar o clube em dezembro de 1984. O jogador se dizia desacreditado na sua recuperação da lesão e decidiu abandonar os gramados aos 30 anos.

Caio teve propostas de empréstimo para o Santos e Palmeiras, além do Benfica de Portugal ter tentado sua contratação. Mas com a decisão de abandonar os gramados, nada se concretizou e Caio voltou para o Maranhão. 

Caio é o terceiro agachado, com a camisa do Moto Club
Moto Clube: Ao contrário do que muitos pensam, quando deixou o Grêmio, foi para o Maranhão para outro ramo. Investiu em uma rede de Farmácias na cidade. Caio chegou a abrir cinco farmácias, mas os negócios naufragaram.

Em uma dessas peladas de fim de semana na praia, para espanto do agora aposentado jogador, ele não sentiu mais a incômoda contusão que o atrapalhara nos gramados.

Tinha parado com o futebol, mas na época Mário Carneiro, Cassas de Lima, Ibrahim Assub e outros dirigentes do Moto Clube pediram para o jogador atuar pelo clube novamente. Porém, o Grêmio ainda era o dono do passe de Caio, sendo assim, não poderia atuar por outra equipe.

Mário Carneiro foi até Porto Alegre e conseguiu a liberação do atleta para a sua segunda passagem pelo clube maranhense. Ele assinou um contrato diferente que provocou muitas críticas, onde ele não precisaria viajar e nem se concentrar como os demais jogadores. Caio estreou pelo Moto Clube em 1985.

Em 1986 foi emprestado ao Tuna Luso por seis meses, retornando ao Moto Clube após o período.

Caio permaneceu no Moto Clube até 1989, ano do título maranhense. Após a reapresentação do plantel, em janeiro de 1990 foi realizada uma reunião entre o grupo de jogadores, insatisfeitos com os salários atrasados. Neste encontro Caio, um dos mais experientes do grupo confrontou o presidente do clube Edmar Cutrim, encerrando assim seu vínculo com o Moto Clube.

Caio assinou em seguida, por revanchismo, com o Sampaio Corrêa, levado pelo então presidente do seu novo clube, Pedro Vasconcelos

Sampaio Corrêa: Pela Sampaio Corrêa, foi bicampeão maranhense em 1990 e 1991. Abandonou em definitivo os gramados logo em seguida a conquista do bicampeonato, já com 36 anos.

Passou então a trabalhar com escolinhas de futebol pelo Cohatrac em São Luís. Foi treinador e auxiliar pela Caxiense, Tupan, Imperatriz, Maranhão e Moto Club.

A sua última experiência como treinador foi em 2000, pela equipe do Açailândia, onde encerrou a competição na nona colocação.

Volta ao Rio Grande do Sul

Em 2014, aos 59 anos, Caio estava no Maranhão e trabalhava como taxista, sofrendo de um problema de circulação na perna direita (Trombose) que poderia levar a amputação caso não fosse feita uma cirurgia.

Como taxista recebia aproximadamente R$ 1.500,00 mensais e não conseguia pagar pelo procedimento de aproximadamente R$ 15.000.00. O ex-companheiro de Grêmio Renato Portaluppi revelou na época que já havia se oferecido para resolver o problema, mas que Caio por orgulho havia negado a ajuda.

Porém, com a divulgação da notícia, os campeões de 1983, Tarciso, Fábio Koff, Hugo de León, Baidek, Renato e Casemiro, além do empresário Sérgio Cláudio Madalozzo, montaram uma força tarefa para ajudar seu amigo Caio.

Caio aceitou a ajuda dos amigos, foi para o Rio Grande do Sul onde fez a cirurgia que precisava e acabou fixando residência em Ivoti onde era zelador dos alojamentos do Sport Club Ivoti, clube administrado pela Globalfut que pertence ao empresário Sérgio Cláudio Madalozzo, que o ajudou no momento crítico.

Uma de suas últimas aparições públicas foi no final de 2018. Antes da partida contra o Corinthians, no dia 02/12/2018, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, o Grêmio comemorou o aniversário de 35 anos da conquista do Mundial e, depois de celebrarem a data em um almoço, diretoria e jogadores da época fizeram a festa com torcida na Arena Grêmio, em Porto Alegre. Caio, em cadeira de rodas, teve a companhia de César, Osvaldo, Mazaropi, China, Baidek, Tonho, o ex-técnico Valdir Espinosa e seu auxiliar Zeca Rodrigues.

Morte

Caio faleceu na manhã de terça-feira, 12/02/2019, aos 63 anos, em São Luís, MA. Caio sofria com problemas de saúde como a trombose. Em julho de 2017, ele chegou a ter a perna direita amputada. A outra perna também precisou ser amputada depois.

Títulos
  • 1977 - Campeonato Maranhense (Moto Club)
  • 1983 - FIFA Mundial Interclubes (Grêmio)
  • 1983 - Copa Los Angeles (Grêmio)
  • 1983 - Copa Libertadores da América (Grêmio)
  • 1983 - Troféu CEL (Grêmio)
  • 1984 - Vice-campeão da Copa Libertadores da América (Grêmio)
  • 1989 - Campeonato Maranhense (Moto Club)
  • 1990 - Campeonato Maranhense (Sampaio Corrêa)
  • 1991 - Campeonato Maranhense (Sampaio Corrêa)

Indicação: Miguel Sampaio
#famososquepartiram #caio

Alberto Marson

ALBERTO MARSON
(93 anos)
Jogador e Técnico de Basquete

☼ Casa Branca, SP (24/02/1925)
┼ São José dos Campos, SP (25/04/2018)

Alberto Marson foi um jogador de basquete nascido em Casa Branca, SP, no dia 24/02/1925. Era filho de Pedro Marson e Ângela Luizetto Marson.

Nome famoso do basquete brasileiro nas décadas de 40 e 50, e um dos iniciadores do "esporte da cesta" em São José dos Campos.

Até os 13 anos de idade se dedicava à natação em sua cidade, Casa Branca, SP, mas por sua altura logo foi chamado para a prática do basquete. Teve uma evolução rápida e fez história como jogador e técnico.

Estava trabalhando em Marília quando conseguiu remoção para São José dos Campos a fim de lecionar Educação Física no Colégio João Cursino. Fincou raízes na cidade e logo integrou a equipe de basquete do Tênis Clube que tinha Edésio Del Santoro, Hugo Medeiros, Ivo e Claudio. Também foi trabalhar como professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Alberto Marson chegou a São José dos Campos como atleta olímpico, medalha de bronze na Olimpíada de Londres de 1948. Foi convocado para a Seleção Brasileira quando estava no Saldanha da Gama, de Santos. Muitas outras participações importantes na Seleção, onde teve o professor Moacyr Daiuto como técnico.


Na Olimpíada de Londres participou de quatro dos sete jogos do Brasil. Os craques do basquete retornaram com a única medalha de nossa delegação: A primeira conquistada em esportes coletivos na historia dos Jogos.

Esteve no campeonato Sul-Americano de 1949 em cinco jogos, marcando 22 pontos. Na estatística da Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB) foram 15 jogos oficiais e 49 pontos marcados.

Participou de seis partidas e marcou 27 pontos nos Jogos Pan-americanos de 1951, quando o Brasil também ganhou medalha de bronze.

No Vale do Paraíba jogou no Tênis Clube SJ dos Campos e no Clube do CTA, equipe formada por ele depois que teve um desentendimento no Tênis e se afastou. Alberto Marson não se conformou com a demora da diretoria tenista em mandar arrumar um aro novo para a tabela de basquete, que estava quebrado. Conseguiu autorização do Brigadeiro Casimiro Montenegro para montar o time do CTA. Com ele foram Zoca, Bombarda, entre outros. Passou a existir um clássico do basquete na cidade.


Quando parou de atuar como atleta, passou a ser técnico, e até trabalhou no basquete feminino, em 1967, dirigindo a equipe joseense que se classificou em 4º lugar nos Jogos Abertos do Interior, em São José dos Campos. Jogavam Tânia, Regina Lima, Lety, Zanza, entre outras.

Mas foi no time masculino principal do Tênis Clube que ele alcançou sua maior conquista: Alberto Marson comandou a equipe que em 1969 ganhou o título de campeão do Interior pelo Tênis Clube SJ dos Campos. Era um quinteto de ouro formado por Edvar, Pedro Yves, Peninha, Josildo e Emílio. Eram poucos reservas, entre os quais Ita e Rubinho.

Foi em São José dos Campos que se casou com uma jogadora de basquete, Dirce Marson, e se radicou na cidade. Seu filho, Ivan Marson também jogou basquete pelo Tênis São José. Teve outras duas filhas: Ângela e Cristina.

Ganhou o título de Cidadão Joseense em 1979 e também foi condecorado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo em 1992 com o título de Patrimônio Humano do Município. Recebeu outras homenagens significativas: O Reconhecimento do Comitê Olímpico Brasileiro, em 2001, pelo bronze olímpico de 1948, e da Federação Paulista de Basquetebol em 1978 pelos mesmos motivos.

Na foto, Alberto Marson é o primeiro agachado, da direita para a esquerda.
Olimpíada de Londres de 1948

Foram 23 seleções de basquete e o Brasil ganhou medalha de bronze com o seguinte elenco dirigido pelo técnico Moacyr Daiuto: Alberto Marson, João Braz, Marcus Vinicius, Affonso Evora, Ruy de Freitas, Alexandre Gemignani, Alfredo Motta, Nílton Pacheco e Massinet Sorcinelli.

Os jogos foram realizados no Harringay Arena, em Londres, e a decisão da medalha foi contra o México (52 x 47). A estreia foi contra a Hungria (45 x 41). E os demais jogos tiveram os seguintes resultados: Grã-Bretanha (76 x 11), Canadá (57 x 35), Itália (47 x 31), Uruguai (36 x 32) e a derrota na semifinal para a França (33 x 43). A Seleção dos Estados Unidos foi a campeã.

Morte

Alberto Marson faleceu na quarta-feira, dia 25/04/2018, aos 93 anos, vítima de insuficiência respiratória devido a uma infecção pulmonar, contraída há cerca de um mês e meio, sendo o último remanescente dos jogadores brasileiros que participaram das Olimpíadas de 1948.

Fonte: Wikipédia e Museu de Esportes
#FamososQuePartiram #AlbertoMarson

Bebeto de Freitas

PAULO ROBERTO DE FREITAS
(68 anos)
Jogador e Técnico de Voleibol

☼ Rio de Janeiro, RJ (16/01/1950)
┼ Vespasiano, MG (13/03/2018)

Paulo Roberto de Freitas, conhecido como Bebeto de Freitas, foi um jogador e treinador de voleibol nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 16/01/1950.

Bebeto de Freitas era sobrinho do jornalista e treinador de futebol João Saldanha e primo por parte de mãe do jogador de futebol Heleno de Freitas.

Sendo um gestor desportivo, foi presidente do Botafogo de Futebol e Regatas entre 2003 e 2008 e, posteriormente, diretor-executivo do Atlético Mineiro. Umas das figuras-chave na transformação e identidade tática e técnica que o voleibol brasileiro adquiriu a partir do início dos anos 80, quando passou a dirigir a seleção masculina.

Carreira no Voleibol

Jogador

Bebeto de Freitas foi um dos mais importantes jogadores de vôlei do Botafogo, tendo conquistado onze campeonatos cariocas de vôlei consecutivos (de 1965 até 1975), além de ter defendido a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de 1976 em Montreal.

Treinador

Bebeto de Freitas foi um dos mais respeitados treinadores de voleibol do mundo, tendo dirigido o time da consagrada Geração de Prata do voleibol masculino brasileiro nos Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles e também nos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul.

Teve uma passagem de grande sucesso pelo voleibol italiano, dirigindo de 1990 a 1995, o Maxicono Parma, atual Pallavolo Parma (It), onde conquistou cinco títulos (Campeonato Italiano 1991-1992 e 1992-1993, Copa Itália 1991-1992 e Copa CEV 1991-1992 e 1994-1995).

Devido a este sucesso, foi convidado a treinar a seleção italiana em 1997 e 1998, sendo campeão da Liga Mundial de Voleibol de 1997, em Moscou e do Campeonato Mundial de Voleibol Masculino de 1998, na final com a Iugoslávia em Tóquio, com o resultado de 3 sets a 0.

Carreira Como Gestor

Bebeto de Freitas teve duas passagens como manager do Clube Atlético Mineiro, em 1999 e 2001. Trabalhou durante a gestão do então presidente Nélio Brant em parceria com o presidente do Conselho Deliberativo e diretor de futebol Alexandre Kalil. Durante estas duas passagens, o clube obteve resultados expressivos. Foi Campeão Mineiro e Vice-Campeão brasileiro em 1999 e chegou ao 4º lugar no Campeonato Brasileiro de 2001. No entanto, deixou o clube para ir trabalhar no Botafogo.

A fase no Atlético fez despertar o interesse em dirigir o Botafogo, seu clube de coração. No início de 2002, chegou a assumir um cargo como diretor do clube carioca, mas em poucos meses pediu afastamento pois, por ser funcionário, não poderia se candidatar ao cargo de presidente ao final daquele ano e também por discordar da gestão do então presidente Mauro Ney Palmeiro.

Eleito para um mandato não-remunerado inicial de três anos, entre 2003 e 2005, Bebeto de Freitas iniciou um processo de reestruturação do clube. Sua direção teve como marco importante, a volta do time de futebol à primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

Reeleito até 2008, conquistou os títulos de futebol profissional da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca de 2006, e da Taça Rio, de 2007 e 2008. Além disso, venceu também títulos em diversas categorias amadoras, tais como polo aquático, basquetebol, voleibol e natação.

Bebeto de Freitas foi um dos homens de frente na luta da aprovação da Timemania, que poderia solucionar parte das dívidas do clube. Além disso, em sua gestão, o clube - a partir da empresa criada por ele, a Cia. Botafogo - conquistou a concessão do Estádio Olímpico João Havelange, em 2007.

Após a final da Taça Guanabara de 2008, revoltado com a arbitragem, chegou a pedir licenciamento do cargo de presidente, dizendo que "não aguentava mais as coisas que aconteciam no futebol". No entanto, como sua renúncia foi somente verbal, dias depois voltou em sua decisão e permaneceu à frente do clube até dezembro daquele ano, quando seu mandato se encerrava, sem possibilidades de reeleição.

Em 2009, a convite de Alexandre Kalil, que desta vez assumira o cargo de presidente do Galo, Bebeto de Freitas assumiu o cargo de diretor-executivo remunerado do clube.

Em 2016, após a eleição de Alexandre Kalil para prefeito de Belo Horizonte, Bebeto de Freitas foi indicado para o cargo de Secretário Municipal de Esportes e Lazer. No comando da pasta, criou o programa "A Savassi é da Gente", com eventos fechado aos carros na praça Diogo de Vasconcelos e abrindo para atividades esportivas, de lazer e convivência aos domingos. Comandou a pasta de 01/01/2017 a 06/01/2018.

No início de 2018, Bebeto de Freitas assumiu, a convite do presidente Sérgio Sette Câmara, o recém criado cargo de Diretor de Administração e Controle do Clube Atlético Mineiro.

Morte

Bebeto de Freitas faleceu na tarde de terça-feira, 13/03/2018, aos 68 anos, após passar mal dentro da concentração na Cidade do Galo. Ambulâncias e um helicóptero chegaram a ser acionados para socorrer o dirigente, que não resistiu a uma parada cardíaca e morreu antes de ser levado para um hospital.

Bebeto de Freitas havia participado normalmente do lançamento do time de futebol americano do Atlético-MG, o Galo FA, em evento que ocorreu no fim da manhã. Após a cerimônia, os convidados se dirigiram ao hotel do clube, na parte superior do centro de treinamento. Bebeto de Freitas acabou passando mal, enquanto apresentava as acomodações da concentração atleticana. Ele chegou a receber o primeiro atendimento médico em um dos quartos do prédio, mas não resistiu antes de ser levado para um hospital na capital mineira.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Soraya Veras
#FamososQuePartiram #BebetodeFreitas

Carlos Alberto Silva

CARLOS ALBERTO SILVA
(77 anos)
Técnico de Futebol

☼ Bom Jardim de Minas, MG (14/08/1939)
┼ Belo Horizonte, MG (20/01/2017)

Carlos Alberto Silva foi um técnico brasileiro de futebol nascido em Bom Jardim de Minas, MG, no dia 14/08/1939.

Formado em educação física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ganhou notoriedade ao conduzir o Guarani Futebol Clube à sua primeira e única conquista do Campeonato Brasileiro, em 1978, ao vencer o Palmeiras na final.

Dirigiu ainda vários outros clubes de primeira linha no futebol brasileiro como São Paulo, Atlético-MG, Palmeiras, Cruzeiro, Corinthians e Santos, ao longo de mais de 20 anos. Dirigiu também clubes do exterior como o La Coruña, da Espanha, e o Porto, de Portugal, conquistando por esse último dois Campeonatos Nacionais e uma Supercopa.

Carlos Alberto Silva foi também treinador da Seleção Brasileira entre 1987-1988, conquistando medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 1987 em Indianapolis, Estados Unidos.

Ocupou o cargo de diretor de futebol do Atlético-MG e se aposentou do futebol como técnico em 2005.

Carlos Alberto Silva morava em Belo Horizonte, MG e seu último trabalho no futebol foi como vice-presidente no Villa Nova.

Morte

Carlos Alberto Silva faleceu na madrugada de sexta-feira, em Belo Horizonte, 20/01/2017, aos 77 anos, em Belo Horizonte, MG. De acordo com Eduardo, sobrinho de Carlos Alberto Silva, há cerca de um mês ele passou por uma cirurgia no coração e vinha se recuperando bem. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Sob aplausos e com muita emoção, o corpo de Carlos Alberto Silva foi sepultado no fim da manhã de sábado, 21/01/2017, no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte, MG. O caixão foi coberto com bandeiras do Brasil, Cruzeiro, Atlético-MG, Guarani-SP e do Nacional do Carmo, clube amador da capital mineira.

Além de familiares e amigos, várias personalidades do esporte compareceram à cerimônia. Nomes como João Leite, Procópio Cardoso, Piazza e Amoroso, que conviveram com Carlos Alberto Silva, prestaram as últimas homenagens ao ex-treinador.

Carlos Alberto Silva - 1987
Títulos


  • 1974 - Campeão Paulista Série A-2 Grêmio Esportivo Catanduvense "FPF"
  • 1978 - Campeonato Brasileiro
  • 1980 - Campeonato Paulista
  • 1982 - Campeonato Mineiro
  • 1982 - Torneio de Paris de Futebol
  • 1983 - Campeonato Pernambucano (Tri-Super Campeonato Pernambucano)
  • 1987 - Jogos Pan-americanos (Medalha de ouro)
  • 1988 - Jogos Olímpicos de Seoul (Medalha de prata)
  • 1989 - Campeonato Paulista com o São Paulo Futebol Clube
  • 1991 - Campeonato Japonês
  • 1992 - Campeonato Português
  • 1992 - Supertaça de Portugal
  • 1993 - Campeonato Português
  • 1995 - Copa Master da Supercopa

Voo LaMia 2933

VOO LAMIA 2933
28/11/2016


Voo 2933 da LaMia foi um voo charter, operado pela companhia com a identificação LMI2933, a serviço da Associação Chapecoense de Futebol, proveniente de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, com destino ao Aeroporto Internacional José María Córdova em Rionegro, Colômbia, que caiu próximo ao local chamado "Cerro El Gordo", "Monte O Gordo", em livre tradução, na Colômbia, às 22h15 do dia 28/11/2016 no horário local e 1h15 do dia 29/11/2016 pelo horário de Brasília.

A aeronave trazia 77 pessoas a bordo, tendo por passageiros atletas, equipe técnica e diretoria do time brasileiro da Chapecoense, jornalistas e convidados, que iriam a Medellín onde o clube disputaria a primeira partida da Final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. Entre passageiros e tripulantes, 71 pessoas morreram na queda do avião e seis foram resgatadas com vida.

Dos mortos, 20 eram jornalistas brasileiros, 9 eram dirigentes, incluindo o presidente do clube, 2 eram convidados, 14 eram da comissão técnica, incluindo o treinador e o médico da equipe, 19 eram jogadores e 7 eram tripulantes. Dos 6 ocupantes que sobreviveram, 4 eram passageiros e 2 eram tripulantes. Pelo total de vítimas, esta tragédia torna-se a maior da história com uma delegação esportiva e a maior do jornalismo brasileiro.

Aeronave

A rota foi operada em um British Aerospace 146 (Avro RJ85), registro CP-2933. Medindo 28,55m do bico à cauda, largura de asas de 26,4 m, altura de 8,61 m, equipada com quatro motores Honeywell LF 507. O modelo Avro RJ85 tem uma autonomia de voo de três mil quilômetros, com capacidade de transportar até 112 passageiros e 9 tripulantes.

A aeronave recebeu do fabricante o número de série (MSN) E2348 e teve seu primeiro voo em 26/03/1999, contando portanto com 17 anos e 7 meses de atividade. Em 30/03/1999, foi liberada para a Mesaba Airlines dos Estados Unidos. Em seguida, a 18/09/2007, passou a ser operada pela companhia de voos domésticos irlandesa CityJet. Finalmente em 16/10/2013 teve pela primeira vez seu registro pela LaMia (a empresa mudou o registro mais duas vezes: em setembro de 2014 e em janeiro do ano seguinte).

Operadora LaMia

A Línea Aérea Merideña Internacional de Aviación (LaMia), foi fundada em 16/08/2010, com uma cota inicial do governo do estado venezuelano de Mérida de cinco milhões de dólares. A empresa, que teve seu registro suspenso depois do acidente fatal em Medelin, era comandada pelo economista e empresário venezuelano Ricardo Albacete e estava adquirindo três aeronaves Avro-RJ85, incluindo a acidentada (única que estava em operação na época do acidente). Ricardo Albacete, antes de ingressar no ramo de transporte aéreo, já tinha empresas nos setores metalúrgico (Gurimetal) e petrolífero (Alba Energy) e já havia respondido a um processo na Corte Suprema da Venezuela por uma suposta fraude, com uso de um mandato falso e apropriação indébita.

Ricardo Albacete tinha um amigo chinês, Sam Pa, que se apresentava como um milionário de Pequim, interessado em investimentos internacionais. No entanto, as promessas de investimento de Sam Pa na companhia não se realizaram, e em setembro de 2011 a companhia foi desativada, depois que o "investidor" chinês foi preso em seu país.

Dois anos depois, Ricardo Albacete reativou a companhia com outro nome, Línea Aérea Margarita, em uma manobra que lhe permitiu manter os mesmos logotipos e distintivos internacionais da antiga empresa, anunciando voos para várias cidades do mundo, inclusive Miami e Boston. Ricardo Albacete adquiriu então os três aviões que estavam estacionados no aeroporto de Norwich, na Inglaterra.

A empresa reestruturada recomeçou suas atividades, oferecendo preços muito abaixo da concorrência, valores até 40% mais baratos. Rapidamente especializou-se em transportar equipes de futebol por todo o continente. Em uma entrevista a um jornal espanhol depois do acidente em Medellín, e ante uma confusa situação em que a LaMia tinha registro não só na Venezuela, mas também na Bolívia, Ricardo Albacete declarou que não era acionista nem empregado dessa outra empresa boliviana, mas sim da LaMia da Venezuela, e que eram eles (da LaMia da Venezuela) quem arrendavam seus aviões à empresa boliviana. Entretanto, a LaMia boliviana foi criada pelo próprio Ricardo Albacete em janeiro de 2015, em sociedade com Miguel Quiroga, piloto que era o comandante da aeronave acidentada.

O Acidente

O time brasileiro da Associação Chapecoense de Futebol viajava para o jogo de ida da final da Copa Sul-Americana de 2016 contra o Atlético Nacional em Medellín, na Colômbia. A equipe tentou, a princípio, fazer o voo saindo do aeroporto de Guarulhos direto para Medellín. O pedido foi indeferido pela ANAC de acordo com a legislação vigente, com base no Código Brasileiro de Aeronáutica e na Convenção de Chicago, pelos quais apenas uma companhia aérea brasileira ou colombiana poderia fazer o voo.

O trajeto foi feito, então, em duas etapas: Um voo comercial pela companhia aérea boliviana BoA partindo de São Paulo às 15h15 e chegando a Santa Cruz de la Sierra cerca de três horas depois, e o trecho final em voo fretado com a LaMia. Integraria a comitiva do time o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, que não embarcou junto com a comitiva, e dois responsáveis pela logística do clube já se achavam na Colômbia, aguardando a chegada do voo.

Às 22h00 a aeronave declarou uma emergência elétrica quando voava entre os municípios de La Ceja e La Unión. A comissária de bordo Ximena Suárez, sobrevivente ao acidente, declarou ao governador de Antioquia Luis Pérez que, pouco antes da queda, as luzes da aeronave se apagaram de repente, e então entre quarenta ou cinquenta segundos depois caiu. O técnico de voo sobrevivente, Erwin Tumiri, disse dois dias depois do acidente, que somente conseguiu ficar vivo porque seguiu todos os protocolos para tal ocasião: Ficara em posição fetal, com malas entre as pernas. Segundo ele, ocorreu um pânico total no interior da aeronave, com gritaria e pessoas saindo de seus assentos. Entretanto, alguns dias depois, Erwin Tumiri desmentiu essas informações em entrevista dada à rede de rádio Bluradio de Bogotá, afirmando que até o exato momento do impacto, nenhum passageiro sabia que havia uma situação de emergência, sem qualquer aviso da tripulação, e que todos estavam apenas preparados para a aterrissagem que havia sido anunciada. Afirmou que tudo foi muito rápido, a sensação de descida, depois as luzes se apagaram, acendendo-se as de emergência e em seguida o impacto e que não houve tempo para nada, nem havia ninguém em pânico no momento do impacto.

A queda ocorreu no Cerro El Gordo. Num primeiro comunicado o Aeroporto de Medellín informava que o piloto havia relatado à torre de controle que o avião apresentava problemas elétricos e declarava situação de emergência por volta das 22h00, pouco tempo depois da queda as autoridades localizaram o local da queda, e helicópteros foram inicialmente incapazes de chegar ao local devido à névoa densa na região, forçando o acesso dos socorristas da Força Aérea da Colômbia por terra.

A princípio fora divulgado que havia 81 pessoas a bordo, contudo verificou-se que a contagem inicial incluía quatro passageiros que deixaram de viajar na última hora.

Sobreviventes

O primeiro passageiro a ser resgatado e chegar ao hospital de La Ceja foi o lateral Alan Ruschel, um dos jogadores a bordo da aeronave. Mais tarde, foram encontrados com vida o goleiro Jakson Follmann, o jogador Neto, a comissária Ximena Suárez, o jornalista Rafael Henzel, e o técnico de voo Erwin Tumiri.

Apesar de em melhor estado de saúde que os demais, os dois tripulantes bolivianos que sobreviveram não puderam retornar ao seu país no dia 01/12/2016, quando aquele país enviou uma aeronave para o traslado dos corpos daquela nacionalidade, por não terem sido liberados pelos médicos.

Vítimas Fatais e Traslado

Das vítimas fatais, entre passageiros e tripulantes, uma era paraguaia, outra venezuelana, cinco eram bolivianas e o restante era de brasileiros. Já no dia 01/12/2016 a Bolívia enviou uma aeronave Hércules para efetuar o traslado dos mortos daquela nacionalidade, ao tempo em que levara à Colômbia familiares dos mesmos.

No mesmo dia, Carlos Valdés, diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Medellín, declarou que todas as 71 vítimas fatais haviam sido identificadas. Ele também informou que a causa da morte da maioria das vítimas foi grave lesão em ossos e vísceras, provocada pela queda. Já neste dia o corpo de Gustavo Encina, tripulante paraguaio, seguiu para seu país num voo comercial. Quatro empresas funerárias de Medellín trabalharam para o preparo dos corpos às condições de transporte.

Na sexta, 02/12/2016, foi feito o traslado do cidadão venezuelano, também tripulante, também em voo comercial, partindo às 8h00. Uma hora mais tarde partiu o Hércules boliviano. 14 dos jornalistas brasileiros partiram nesta data, em voos privados. 35 carros funerários efetuaram o transporte dos corpos de Medellín até a cidade de Rionegro.

Duas aeronaves Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) foram até Medellín buscar os demais corpos, saindo de lá na sexta, 02/12//2016, entre 16h15 e 17h05. Os aviões fizeram escala em Manaus e partiram às 2h00 do sábado, horário local, chegando em Chapecó por volta das 9h30. Os corpos foram levados para um velório coletivo na Arena Condá.

Avaliação Inicial das Causas

Em comunicado oficial, o Aeroporto Internacional José María Córdova informou:

"O Comitê de Operações de Emergência e a gerência do Aeroporto José Maria Córdova informa que às 22h uma aeronave (...) se declarou em estado de emergência, entre os municípios de La Ceija e La Unión. A aeronave reportou pane elétrica, segundo informado à torre de controle de Aeronáutica Civil."

Num primeiro momento foi divulgado que a causa seria falta de combustível. Passadas algumas horas do acidente, e com as informações então disponíveis, especialistas analisaram vários fatores que poderiam tê-lo causado. Se num primeiro momento foi dito da falta de combustível, uma informação contraditória se seguiu, dizendo que o piloto havia se livrado deste antes de tentar um pouso forçado. Outro dado que chamou a atenção dos analistas é que, para o fabricante da aeronave, esta tem autonomia de voo de 2965 km (a velocidade de cruzeiro de 720 km/h), e a distância a ser percorrida foi de 2.975, o que fez voltar a hipótese da falta de combustível. Em razão disto o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas do Brasil, Rodrigo Spader, afirmou que o ideal seria ter havido uma escala para reabastecimento, neste caso.

Rodrigo Spader considera ainda situações como um vento contrário durante o trajeto, que forçaria ao crescimento do consumo do combustível. Tanto ele como o professor de aeronáutica Cláudio Scherer concordam que não pode ter havido o "alijamento" (derrame proposital do combustível) que só é feito em aviões de maior porte a fim de aliviar o peso para um pouso estável - o avião, no entanto, não teria capacidade de alijar combustível. Também foi relevante a revelação feita de que a torre de controle do aeroporto dera prioridade de pouso a outra aeronave, antes do LaMia. Um último fator a ser apreciado nas investigações é o estado dos pilotos, segundo Rodrigo Spader, pois o cansaço está na causa direta de 20% dos acidentes registrados. As caixas-pretas foram encontradas, na tarde do dia 29/11/2016, em perfeito estado.

Plano de Voo

No dia do acidente um despachante da LaMia apresentou à funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (AASANA), Celia Castedo Monasterio, o plano de voo da aeronave. Segundo o depoimento da funcionária às autoridades bolivianas ela teria alertado ao despachante que o plano estava errado, pois trazia os valores de tempo de voo e autonomia de combustível idênticos, o que não daria a margem obrigatória (ambos davam quatro horas e vinte e dois minutos), e que não havia um plano alternativo.

Celia Castedo Monasterio teria advertido o despachante (que também morreu no acidente) por cinco vezes, segundo ela, mas este insistiu dizendo que estavam capacitados a realizar a viagem assim mesmo. Especialistas em aviação qualificaram o plano de voo como "absurdo".


Diálogo Com a Torre de Controle

Na quarta-feira, 30/11/2016, a gravação entre o piloto da aeronave e a controladora de voo, Yaneth Molina, foi divulgada. Nela o piloto Miguel Quiroga solicita prioridade de aproximação pois enfrentava "problemas de combustível". A controladora pede que confirme e ele responde que sim, ela então lhe diz que dentro de sete minutos lhe daria a confirmação pois já havia outra aeronave antes dele. Miguel Quiroga então insiste estar numa emergência motivada por combustível, mas a controladora se dirige para outro avião, o Avianca 9356 para que se aproxime e dialoga com o outro piloto.

Após a interrupção, o piloto da LaMia volta a pedir a descida imediatamente. A torre informa que há tráfego abaixo dele e pede que efetue um desvio à direita. Miguel Quiroga pede-lhe que seja "incorporado a outro vetor" e a controladora volta a falar do tráfego à frente dele e pede que continue a aproximação, perguntando-lhe se deseja alguma assistência na pista, ao que Miguel Quiroga retruca que confirmaria a assistência "na pista" e emenda: "Senhorita, LaMia 2933 está em falha total, sem combustível".

A controladora diz que a pista está livre, esperando chuva e que os bombeiros estão alertas. Miguel Quiroga revela o desespero em que se encontrava: "Vetores, senhora! Vetores!". A controladora diz que o perdeu no radar e que ele indicasse o rumo, ao que ele diz, repetindo, ser "rumo 3,6,0". A controladora diz que ele está a 8,2 milhas da pista. Miguel Quiroga diz a última palavra do contato: "Jesus!" e outras vozes surgem na torre de controle, dizendo que "não responde" e uma última pergunta encerra a gravação: "Qual a sua altitude agora?".

Helicóptero colombiano resgata corpos na área rural de La Unión.
Investigação

Além das autoridades aeronáuticas colombianas responsáveis pela apuração das causas do sinistro, também técnicos britânicos da fabricante do avião se dirigiram àquele país para auxiliar nas investigações sobre a queda, bem como representantes bolivianos, país de origem do voo.

Na terça-feira, 29/11/2016, seguiram para Medellín técnicos brasileiros do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), convidados pelo órgão local de apuração, a Aeronáutica Civil da Colômbia, além de Policiais federais brasileiros.

No dia 01/12/2016, Freddy Bonilla, secretário de segurança aérea da entidade responsável pela aviação civil colombiana, declarou que:

"Quando chegamos ao local do acidente e pudemos inspecionar os destroços, confirmamos que a aeronave não tinha combustível no momento do impacto. Uma das teorias que estamos trabalhando é que por não termos encontrado combustível no local da colisão ou nos tubos de alimentação, a aeronave sofreu queda por falta de combustível."

Freddy Bonilla disse também que a autorização do voo previa que a aeronave deveria ter partido de Cobija, cidade boliviana muito mais ao norte do que aquela de onde partiu de fato, Santa Cruz de la Sierra.

No curso das investigações, a promotoria responsável pelo caso prendeu provisoriamente em 06/12/2016 na Bolívia, Gustavo Vargas, diretor-geral da LaMia. Mais dois funcionários da empresa (uma secretária e um mecânico) prestaram depoimentos e foram liberados. Foram recolhidos também vários documentos nos escritórios da companhia, pela Direção Geral de Aeronáutica Civil da Bolívia (DGAC). No dia seguinte, foram confiscadas as duas outras aeronaves da LaMia, do mesmo modelo, para investigações e para ficarem à disposição da Justiça em um eventual uso no pagamento de indenizações. Havia inclusive uma dívida da LaMia para com a Força Aérea Brasileira, equivalente a 48,2 mil dólares, de serviços de manutenção prestados em 2014. Segundo a promotoria, entre os crimes investigados no processo, estão: abandono do dever, abuso de influência, homicídio e lesões gravíssimas.

As caixas-pretas, encontradas no dia seguinte ao acidente, foram enviadas para Farnborough, na Inglaterra, sede da BAE Systems, fabricante da aeronave. A equipe de especialistas participantes da análise dos registradores é formada por um investigador do Grupo de Investigação de Acidentes e Incidentes Aéreos da Colômbia (GRIAA), um investigador da DGAC, um investigador do Conselho Nacional de Segurança em Transportes dos Estados Unidos (NTSB) (porque equipamentos importantes da aeronave, entre eles os motores, são produzidos nos Estados Unidos), e um investigador da Agência de Investigação de Acidentes Aéreos do Reino Unido (AAIB), porque o avião foi produzido na Inglaterra.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, do Brasil (CENIPA), decidiu não participar da equipe, aguardando os resultados, compartilhados com todos os órgãos nacionais envolvidos. No entanto, a Força Aérea Brasileira (FAB) enviou para a Colômbia dois representantes, sendo um especialista em investigações de acidentes aéreos do CENIPA, e um psicólogo para avaliar os fatores humanos envolvidos no acidente, bem como acompanhar a recuperação dos brasileiros sobreviventes. Segundo as normas internacionais, o país que tem seus cidadãos vítimas fatais ou feridos seriamente em acidentes aéreos, pode solicitar formalmente junto ao país que conduz as investigações, a participação de um especialista, com as seguintes prerrogativas no processo: Visitar o local do acidente, ter acesso às informações relevantes, participar da identificação das vítimas, auxiliar nos esclarecimentos prestados pelos sobreviventes e receber uma cópia do Relatório Final.

Relatório Preliminar

Em 26/12/2016, 28 dias depois do acidente, a Aerocivil, Unidade Administrativa Especial de Aeronáutica Civil da Colômbia, apresentou o relatório preliminar. De acordo com o relatório, não foi identificada uma falha técnica que tivesse causado ou contribuído para o acidente, nem apresentou ato de sabotagem ou tentativa de suicídio. As evidências revelam que a aeronave sofreu falta total de combustível (Pane Seca).

A aeronave ficou totalmente destruída e os danos subsequentes indicaram que não houve possibilidade mínima de sobrevivência da maioria dos passageiros e tripulantes e nem incêndio. As investigações devem continuar até abril de 2017, quando a Aerocivil apresentará o relatório final, considerando esta análise preliminar, bem como os aspectos de organização, vigilância e supervisão operacional, planificação do combustível, tomada de decisões e sobrevivência.

Reações e Homenagens

A Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF) cancelou a final da Copa Sul-Americana de 2016. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adiou por uma semana a segunda partida da final da Copa do Brasil e a última rodada do Campeonato Brasileiro.

O presidente Michel Temer decretou luto oficial no Brasil de três dias logo após a notícia do acidente.

Alguns clubes brasileiros emitiram comunicados oficiais com a palavra de seus respectivos presidentes, em solidariedade à tragédia com a Chapecoense. Lamentando o acidente, os dirigentes ainda informam a criação de "medidas solidárias" à Chapecoense, entre elas, a possibilidade de impedir o rebaixamento do clube catarinense pelas próximas três temporadas e o empréstimo de atletas para a temporada de 2017.

Por todo o mundo os principais jornais imediatamente repercutiram o acidente, bem como as principais redes de notícia de todos os países. Logo redes como CNN e BBC, e jornais como The New York Times, El País e Le Monde passaram a cobrir a tragédia.

Já na manhã do dia 29/11/2016 as redes sociais da mesma forma exibiram reações que de forma unânime manifestavam apoio às vítimas da tragédia. Em suas contas pelo Twitter os atletas Pelé, Maradona, MessiNeymar Jr., entre muitos outros, manifestaram pesar e solidariedade. Os times de futebol de todo o mundo também usaram este meio para expressar o luto e apoio ao time brasileiro e às famílias das vítimas, bem como por meio de suas páginas oficiais. Equipes como o Barcelona fizeram minuto de silêncio antes de seu treino na manhã daquele dia.

Logo hashtags como "#forçachape" ou "#fuerzachape" se tornaram as trending topics em todo o mundo. O vídeo que exibia a equipe rezando unida tornou-se o mais compartilhado. A equipe contra quem jogaria a Chapecoense, Atlético Nacional, imediatamente também manifestou sua solidariedade e a intenção de ceder o título ao adversário vitimado.

Na noite do dia 29/11/2016 vários monumentos ao redor do planeta se iluminaram na cor verde em homenagem à equipe catarinense. No Brasil isto se deu no Palácio do Planalto, no Cristo Redentor, Elevador Lacerda e outros símbolos locais. O gesto foi repetido na Torre Eiffel, na sede da Conmebol e no Obelisco de Buenos Aires. Isto também ocorreu em vários estádios pelo mundo.

A Rede Globo, no mesmo dia, durante o Jornal Nacional, exibiu um discurso do Galvão Bueno e encerrou a sua edição com 1 minuto de aplausos e as fotos da vítimas no fundo.

Em 30/11/2016, a Organização da Aviação Civil Internacional expressou condolências e declarou que estaria à disposição das autoridades para participar das investigações, caso fosse solicitado. No mesmo comunicado, lembrou que, conforme a Convenção de Chicago, as autoridades envolvidas na investigação têm 30 dias a partir da data do acidente para emitir um relatório preliminar, e 12 meses para emitir o relatório final.

Ainda no dia 30/11/2016, no horário que seria disputada a Final da Copa Sul-Americana, o canal Fox Sports 1 entrou em silêncio no período que estava reservado para a transmissão do jogo. A tela ficou toda preta em sinal de luto, com a hashtag #90minutosdesilencio e um cronômetro para marcar o tempo que a cobertura da partida duraria.

No Twitter um usuário simulou uma partida intitulada "Final dos Sonhos" e o assunto ficou entre um dos mais comentados nos trending topics na rede.

A direção da Fox na América Latina prestou uma homenagem aos 6 jornalistas mortos dos canais Fox Sports. A diretoria do canal decidiu mudar seu logo e seu slogan. Do dia 04/12/2016 até o fim de 2017, o tradicional logo do canal contará com seis estrelas, cada uma delas representando cada um dos funcionários mortos. A homenagem não ficará restrita ao canal do Brasil. As demais filiais da emissora, em países como Argentina e México, por exemplo, trarão as estrelas acima de seu logo. O slogan do canal também mudou de torcemos juntos para sempre juntos.

Consequências Oficiais

No dia 29/11/2016 a Direção Geral de Aeronáutica Civil da Bolívia expediu a Resolução Administrativa nº 716, suspendendo de forma imediata a autorização de operação da Lamia Corparatión SRL. Também como reação ao acidente, o Ministério das Obras Públicas daquele país, por seu titular Milton Claros, trocou toda a direção geral de aeronáutica civil. Neste mesmo dia foi afastada a funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (AASANA), Celia Monasterio.

Milton Claros ainda disse que uma investigação foi aberta para apurar a concessão da licença à LaMia, bem como da situação da empresa, e que também os dirigentes da AASANA ficarão suspensos enquanto durarem as investigações.

Passageiros e Tripulação

A relação dos passageiros e tripulantes do voo foi divulgada horas depois de constatado o acidente.

Delegação da Chapecoense

Jogadores:
  1. Danilo Padilha (Goleiro)
  2. Gimenez (Lateral)
  3. Bruno Rangel (Atacante)
  4. Marcelo (Zagueiro)
  5. Lucas Gomes (Atacante)
  6. Sergio Manoel (Meio-campista)
  7. Filipe Machado (Zagueiro)
  8. Matheus Biteco (Meio-campista)
  9. Cleber Santana (Meio-campista)
  10. Alan Ruschel (Lateral - Sobrevivente)
  11. William Thiego (Zagueiro)
  12. Tiaguinho (Meio-campista)
  13. Neto (Zagueiro - Sobrevivente)
  14. Josimar (Meio-campista)
  15. Dener Assunção (Lateral)
  16. Gil (Meio-campista)
  17. Ananias (Atacante)
  18. Kempes (Atacante)
  19. Jakson Follmann (Goleiro - Sobrevivente)
  20. Arthur Maia (Meio-campista)
  21. Mateus Caramelo (Lateral)
  22. Aílton Canela (Atacante)

Demais Convocados e Comissão Técnica:
  1. Caio Júnior (Técnico)
  2. Eduardo de Castro Filho, o Duca (Auxiliar Técnico)
  3. Luiz Grohs, o Pipe (Analista de Desempenho)
  4. Anderson Paixão (Preparador Físico)
  5. Anderson Martins, o Boião (Preparador de Goleiros)
  6. Drº Marcio Koury (Médico)
  7. Rafael Gobbato (Fisioterapeuta)
  8. Cocada
  9. Sergio de Jesus, o Serginho
  10. Adriano
  11. Cleberson Silva
  12. Mauro Stumpf, o Maurinho (Vice-presidente de Futebol)
  13. Eduardo Preuss, o Cadu Gaúcho (Diretor)
  14. Chinho di Domenico (Supervisor)
  15. Sandro Pallaoro
  16. Cezinha
  17. Gilberto Pace Thomas, o Giba (Assessor de Imprensa)

Diretoria:
  1. Nilson Folle Júnior
  2. Decio Burtet Filho
  3. Edir de Marco (Diretor)
  4. Ricardo Porto (Diretor)
  5. Mauro dal Bello (Diretor)
  6. Jandir Bordignon (Diretor)
  7. Dávi Barela Dávi (Empresário)

Convidado:
  1. Delfim Peixoto Filho (Vice-presidente da CBF e Presidente da Federação Catarinense)

Imprensa:
  1. Victorino Chermont (Fox Sports)
  2. Rodrigo Santana Gonçalves (Fox Sports)
  3. Deva Pascovich (Fox Sports)
  4. Lilacio Júnior (Fox Sports)
  5. Paulo Julio Clement (Fox Sports)
  6. Mario Sergio Pontes de Paiva (Fox Sports e Ex-jogador)
  7. Guilher Marques (Globo)
  8. Ari de Araújo Júnior (Globo)
  9. Guilherme Laars (Globo)
  10. Giovane Klein (Repórter da RBS TV de Chapecó)
  11. Bruno Mauro da Silva (Técnico da RBS TV de Florianópolis)
  12. Djalma Araújo Neto (Cinegrafista da RBS TV de Florianópolis)
  13. Adré Podiacki (Repórter do Diário Catarinense)
  14. Laion Espindula (Repórter do Globo Esporte)
  15. Rafael Henzel (Rádio Oeste Capital - Sobrevivente)
  16. Renan Agnolin (Rádio Oeste Capital)
  17. Fernando Schardong (Rádio Chapecó)
  18. Edson Ebeliny (Rádio Super Condá)
  19. Gelson Galiotto (Rádio Super Condá)
  20. Douglas Dorneles (Rádio Chapecó)
  21. Jacir Biavatti (Comentarista RIC TV e Vang FM)

Tripulação:
  1. Miguel Quiroga (Piloto)
  2. Ovar Goytia
  3. Sisy Arias
  4. Romel Vacaflores (Assistente de Voo)
  5. Ximena Suarez (Aeromoça - Sobrevivente)
  6. Alex Quispe
  7. Gustavo Encina
  8. Erwin Tumiri (Técnico da Aeronave - Sobrevivente)
  9. Angel Lugo