Dircinha Costa

MARIA JOSÉ PEREIRA DA SILVA
(68 anos)
Cantora

* Bauru, SP (26/08/1930)
+ São Paulo, SP (05/04/1999)

Maria José Pereira da Silva, mais conhecida como Dircinha Costa, foi uma cantora brasileira. Começou a cantar com apenas oito anos de idade apresentado-se ao microfone da PRG-8 Rádio Bauru. Ficou conhecida como "A Voz de Romance da Paulicéia".

Por volta de 1940, mudou-se para São Paulo com a família e começou a se apresentar em programas de calouros. Em 1942, tirou o primeiro lugar num desses programas e foi convidada para um teste na Rádio Cruzeiro do Sul pela qual foi logo contratada e na qual permaneceu por seis meses, ingressando em seguida na Rádio Record na qual atuou até 1947.

Afastou-se do rádio durante três anos e retornou aos microfones em 1950, ingressando na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Estreou em disco pela gravadora Columbia em 1954, quando registrou a marcha "Bravo Manolo" (Geraldo Blota, Mário Pretextato dos Santos e Firmo Jordão), e o samba "Pequei" (Victor Simon, Liz Monteiro e João Simon). Em seguida, gravou o samba-canção "Pescadô" (Renato de Oliveira e Osvaldo Moles), e o baião "Baião Triste" (Dorival Chaves). No mesmo período, gravou em dueto com o cantor Mário Gil o dobrado "Bandinha do Eldorado" (Renato de Oliveira e Osvaldo Moles). Ainda no mesmo ano, gravou a valsa "É o Amore" (J. Brooks e H. Warren), com versão de Haroldo Barbosa, e o baião "Chegadinho, Chegadinho" (Elpídio dos Santos).


Em 27/08/1954 uma propaganda no jornal Estado de Minas informava:

"Uma grande artista de São Paulo amanhã e domingo no auditório da Rádio Guarani: Dircinha Costa, a voz de romance da Paulicéia".

Pouco depois dessa apresentação, gravou os fox "Neurastênico" (Betinho e Nazareno de Brito), grande sucesso na época, e "A Luz da Lua Prateada" (E. Madden e G. Edwards), com versão de Ferreira Gomes.

Em 1954, era considerada uma das principais estrelas da Rádio Bandeirantes apresentando-se nos programas "Beco da Felicidade" e "Marco Zero", apresentados por Osvaldo Moles, e "Carrosel dos Bairros" apresentado por Júlio Rosemberg.

Em 1955, gravou os fox "Como Isso é Bom" (H. Spina e versão de Edson Borges), "Deixa-me Ir Amor" (Hill e Carson, em versão de Lauro Miller), "Refúgio" (Newton Ramalho e Nazareno de Brito), "É Pecado Mentir" (B. Meyhew, em versão de Alberto Almeida), e os sambas "Até Segunda-Feira" (Paulo Rogério) e "Chega Pra Cá" (Edson Borges). No mesmo ano, lançou seu primeiro LP, que trazia seu nome como título.

Em 1956, ainda era considerada uma das principais estrelas da Rádio Bandeirantes de São Paulo juntamente com o cantor João Dias, o conjunto Titulares do Ritmo, e a orquestra de Sílvio Mazzuca. Nesse ano, gravou o fox "Eu Quero é Casar" (Nazareno de Brito e Luiz Cláudio de Castro), e o baião "Sempre o Papai" (Miguel Gustavo), música essa lançada especialmente para os festejos do Dia dos Pais. Nessa época, era uma das mais requisitadas cantoras paulistas, tendo ainda percorrido quase todo o Brasil.

No Rio de Janeiro, apresentou-se nos programas César de Alencar, Carlos Henrique e "Vesperal do Chacrinha".

Em 1957, gravou mais dois fox, uma especialidade em seu repertório, "Rapaz Acanhado" (Silvio Mazzuca), e "Chocolate Quente" (Mizzy e Drake, em versão de Edson Borges). Ainda nesse ano, lançou o LP "Dircinha Costa Canta Para Você".


No ano de 1958, gravou o samba "Bamboleio de Iaiá" (Rubi), e a rumba "Ama-me Sempre" (G. Lynes e B. Guthrie, com versão de Júlio Nagib). No ano seguinte, 1959, em seu último disco na Columbia, gravou o fox "Vedete" (Gig e versão de Fernando César), e o samba "Isto é o Amor" (Getúlio Macedo e Lourival Faissal).

Em 1960 foi contratada pela gravadora Copacabana na qual estreou interpretando com acompanhamento da orquestra de Renato de Oliveira o samba "Por Pouco Pouco" (Raul Duarte), e o fox "Oô Lá Lá" (Dixon, Jones e Smith com versão de Paulo Rogério).

Em 1962 gravou com a orquestra de Hector Lagna Fietta o samba-canção "A Vida é Um Jardim" (Mário Gil), e "Tango Italiano" (Malgoni, Pallesi e Beretta e versão de Romeu Nunes).

Em 1963, gravou o clássico "Odeon" (Ernesto Nazareth), que em forma de maxixe recebeu letra de Ubaldo Maurício, e o fox "Esta Noite Não Dormi" (Mazzorihi, Tuminelli e Joluz).

Em 1964, gravou os sambas "Samba do Ba-Da-Tu-Blim" (José Bezerra e Pepe), "Se Saudade Matasse" (David Nasser e J. Roberto), o beguine "Guitarras à Noite" (A. Algueiró, G. Moreau e J. Gosa, e versão de Serafim Costa Almeida), a marcha "Playboy de Setenta" (Sílvio Curval e Arsênio Hipólito).

Gravou dezessete discos de 78 rpm pelas gravadoras Columbia e Copacabana, além de alguns LPs. Com o advento da Bossa Nova e da Jovem Guarda, sua carreira entrou em declínio. Seus maiores sucessos foram "É o Amore" (J. Brooks e H. Warren, com versão de Haroldo Barbosa), e os fox "Neurastênico" (Betinho e Nazareno de Brito), e "Como Isso é Bom" (H. Spina e versão de Edson Borges).

De temperamento alegre e esportivo, Dircinha Costa era a "alegria da festa". Em inúmeras oportunidades, quando participando de programas de auditório, gostava de "animar a galera", incitando os fãs a gritarem "Viva o Corinthians!", para horror das cantoras mais "moderadas".


Discografia

  • 1954 - Bravo Manolo / Pequei (Columbia 78)
  • 1954 - Bandinha do Eldorado (Columbia 78)
  • 1954 - Pescadô / Baião Triste (Columbia 78)
  • 1954 - É o Amore / Chegadinho, Chegadinho (Columbia 78)
  • 1954 - Neurastênico / A Luz da Lua Prateada (Columbia 78)
  • 1955 - Como Isso é Bom / Até Segunda-Feira (Columbia 78)
  • 1955 - Deixa-me Ir Amor / Refúgio (Columbia 78)
  • 1955 - É Pecado Mentir / Chega Pra Cá (Columbia 78)
  • 1955 - Dircinha Costa (Columbia LP)
  • 1956 - Eu Quero é Casar / Sempre o Papai (Columbia 78)
  • 1957 - Rapaz Acanhado / Chocolate Quente (Columbia 78)
  • 1957 - Dircinha Costa Canta Para Você (Columbia LP)
  • 1958 - Bamboleio de Iaiá / Ama-me Sempre (Columbia 78)
  • 1959 - Vedete / Isto é o Amor (Columbia 78)
  • 1960 - Por Pouco Pouco / Oô Lá Lá (Copacabana 78)
  • 1962 - A Vida é Um Jardim / Tango Italiano (Copacabana 78)
  • 1963 - Odeon / Esta Noite Não Dormi (Copacabana 78)
  • 1964 - Samba do Ba-Da-Tu-Blim / Guitarras à Noite (Copacabana 78)
  • 1964 - Se Saudade Matasse / Playboy de Setenta (Copacabana 78)

4 comentários:

  1. FANTÁSTICA DIRCINHA COSTA -EU A CONHECI LÁ PELOS IDOS DOS ANOS 60- TENHO DOIS DISCOS DE DEZ POLEGADAS DESTA CANTORA TÃO BREJEIRA.
    TENHO MUITAS SAUDADES DO SEU JEITO IRREVERENTE.
    QUE PENA QUE NENHUMA CANTORA A IMITE NO SEU ESTILO.

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  2. COMO SOBRINHO DELA QUE SOU GOSTARÍAMOS DE PODER ENTRAR EM CONTATO PARA PODERMOS TER UMA CÓPIA DESSES DISCOS DELA. MEU E-MAIL´É acdagnolo@gmail.com

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    1. Através do Youtube, entre em contato com os respectivos donos dos canais que postaram as músicas. Através deles você conseguirá estas músicas.

      Abraços e obrigado pelo comentário!

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    2. Muitíssimo obrigado, deixou uma saudade sem precedentes na família, a filha dela mora no Rio e é uma das melhores dubadoras e diretora de dublagem do Brasil, netas idem , Marlene Costa, Fernanda Barone e Flávia Saddy

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