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Dona Neuma

NEUMA GONÇALVES DA SILVA
(78 anos)
Carnavalesca e Pastora

* Rio de Janeiro, RJ (08/05/1922)
+ Rio de Janeiro, RJ (17/07/2000)

Filha de Saturnino Gonçalves, um dos fundadores do Bloco dos Arengueiros, que mais tarde originou a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, sobrinha de outro compositor da escola, Arthurzinho, nasceu no subúrbio de Madureira, no Rio de Janeiro. Além de seus filhos de sangue, criou e educou 18 filhos adotivos.

Desde criança conviveu sempre com os grandes compositores da Mangueira. Seu pai, Saturnino Gonçalves, foi um deles.

Integrante da Velha Guarda da Mangueira, foi considerada, juntamente com Dona Zica, uma das grande damas da escola.

Considerada a Primeira Dama da Mangueira, sua casa era frequentada por personalidades como Noel RosaVilla-LobosNegrão de Lima, o prefeito Pedro Ernesto, além de Chico BuarqueTom Jobim e Ricardo Cravo Albin.

Chico Buarque, Dona Neuma e Tom Jobim
Integrou, na década de 70, o Conselho Superior das Escolas de Samba, órgão fundado pela Associação das Escolas de Samba e criado por Amaury Jório.

No ano de 1984 interpretou a faixa "Brasil, Terra Adorada" (Cartola e Carlos Cachaça) no disco "Cartola Entre Amigos".

Em 1998, a gravadora BMG lançou o CD "Chico Buarque de Mangueira", que homenageava os compositores da escola. Neste disco, apareceu na foto ao lado de Chico Buarque e de outras "tias" importantes da comunidade, como Tia Zica, Tia Zélia e Tia Chininha. Participou também como pastora na faixa "Capital do Samba" (Zé Ramos).

Em 1999, a gravadora Nikita Music produziu o CD "Velha Guarda da Mangueira e Convidados", no qual interpretou uma faixa.

No ano 2000 foi uma das principais colaboradoras do disco "Mangueira - Sambas de Terreiro e Outros Sambas", produzido pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Além de conceder entrevistas e rememorar sambas de autores já falecidos, interpretou também algumas faixas, como "Linda Demanda" (Saturnino Gonçalves), "Fiquei Sem Esperança" (Saturnino Gonçalves), e "Adeus Mangueira" (Zé Espinguela). Com Nelson Sargento, interpretou a música "Eu Quero Nota" (Arthurzinho), "Sorriso Falso" (Zé Criança), "Quem Se Muda Pra Mangueira" (Zé Com Fome).


Em 2001, a cantora Alcione pediu ao compositor Arlindo Cruz que fizesse uma música em homenagem à "Primeira Dama da Mangueira", incluindo-a em seu novo disco "A Paixão Tem Memória".

Em 2008, em sua homenagem, foi inaugurada a Escola Tia Neuma, na Vila Olímpica da Mangueira, para 500 crianças de seis a 14 anos. A escola, com ensino gratuito em horário integral com aulas de esportes, ciências, biblioteca e laboratório de informática, foi inaugurada em solenidade presidida pelo governador Sérgio Cabral, sendo uma parceria do Estado com a iniciativa privada, Santa Mônica Centro Educacional. O evento contou com as presenças de Nelson Sargento e do ex-mestre-sala Delegado, além da cantora Alcione, que cantou o Hino Nacional, e da Banda do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, a presidente da escola, Eli Gonçalves da Silva, a Chininha, filha da homenageada, declarou:

"Ela tinha relação forte com a educação. Não era professora, mas ajudou a alfabetizar muitas crianças no morro."

Dona Neuma faleceu no dia 17/07/2000 no Hospital Salgado Filho, vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC), conseqüência de cirurgia para a retirada de um coágulo no cérebro.


Discografia

  • 2000 - Mangueira - Sambas de Terreiro e Outros Sambas
  • 1999 - Velha Guarda da Mangueira e Convidados
  • 1998 - Chico Buarque de Mangueira
  • 1984 - Cartola Entre Amigos


Fernando Pamplona

FERNANDO PAMPLONA
(87 anos)
Carnavalesco, Cenógrafo, Professor, Produtor e Apresentador de TV

* Rio de Janeiro, RJ (28/09/1926)
+ Rio de Janeiro, RJ (29/09/2013)

Fernando Pamplona foi um carnavalesco, cenógrafo, professor, produtor e apresentador de TV, considerado um dos mais importantes nomes do carnaval carioca.

Considerado o "pai de todos" os carnavalescos do Rio de Janeiro, o artista fez história no desfile das escolas de samba a partir dos anos 60, quando introduziu os enredos afros nos desfiles, e colocou o Salgueiro no patamar das grandes agremiações cariocas. Foi o líder de uma geração de carnavalescos que brilhou nos anos seguintes em várias escolas: Arlindo Rodrigues, Joãosinho Trinta, Rosa Magalhães, Renato Lage, Maria Augusta, dentre outros.

Após a Revolução de 1930, foi, com o pai, morar na cidade de Xapuri, no Acre, onde cursou o ensino primário. Ainda criança, teve contato com diversas manifestações folclóricas da região, como a festa do boi-bumbá, o que foi crucial para lhe despertar um grande interesse por cultura popular.

Formado pela Escola Nacional de Belas Artes, teve uma rápida passagem como ator até conhecer Mário Conde em meados da década de 50, que lhe abriu as portas para a cenografia.

Em 1959, o escritor Miercio Tati, membro do então Departamento de Turismo e Certames da Prefeitura, hoje Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro S.A. (Riotur), o chamou para integrar o corpo de jurados dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. Embora tenha assumido o cargo com dedicação, apenas uma, entre todas as agremiações, deixou Fernando Pamplona realmente extasiado. Trata-se do GRES Acadêmicos do Salgueiro, que, naquele ano, havia inovado por completo os padrões do carnaval carioca ao jogar para o alto os habituais enredos de capa-e-espada (sobre políticos ou militares) trazidos pelas escolas e abraçou uma temática sobre o pintor francês Jean-Baptiste Debret. Tal tema, denominado "Viagem Pitoresca E Histórica Ao Brasil", fora elaborado pelos figurinistas Dirceu e Marie Louise Nery, e o Salgueiro fez uma apresentação revolucionária e inesquecível. Fernando Pamplona deu nota 8 à agremiação, que somente perdeu por um ponto da Portela.

Foi ele um dos poucos jurados a defender, sem medo, sua avaliação sobre os desfiles, o que surpreendeu o diretor de carnaval do Salgueiro, Nelson de Andrade. A diretoria da escola, por intermédio de Nelson de Andrade, o convidou para preparar desfile salgueirense para o carnaval de 1960 e Fernando Pamplona aceitou o pedido com a condição de fazer um enredo sobre Zumbi dos Palmares.

Pela primeira vez, a vida de uma personagem não-oficial da história do Brasil era retratada por uma agremiação. Chamou seus colegas de teatro, Arlindo Rodrigues e Nilton Sá, e acabou se tornando, por fim, um carnavalesco de escola de samba. No Salgueiro conquistou quatro títulos, foi vice outras três vezes.


Botafogo e Salgueiro

Tão botafoguense quanto salgueirense, Fernando Pamplona foi a síntese de um Rio de Janeiro multi-diverso, pleno de referências, de pulsação cultural, mesclando referências eruditas e populares.

"Ao contrário do artista comum, que se comove diante de uma catedral gótica, ele descobriu que a sua catedral era feita de carne e sangue, de suor e prazer, de riso e lágrima em forma de povo", descreveu o escritor Carlos Heitor Cony, que assinou a orelha da biografia.

Carnavais Que Assinou no G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro

  • 1960 - Quilombo dos Palmares - Campeão
  • 1961 - Vida e Obra do Aleijadinho
  • 1965 - História do Carnaval Carioca - Eneida (Com Arlindo Rodrigues) - Campeão
  • 1967 - História da Liberdade no Brasil (Com Arlindo Rodrigues)
  • 1968 - Dona Beja, Feticeira de Araxá
  • 1969 - Bahia de Todos os Deuses (Com Arlindo Rodrigues) - Campeão
  • 1970 - Praça Onze: Carioca da Gema
  • 1971 - Festa Para um Rei Negro (Com Arlindo Rodrigues, Joãosinho Trinta e Maria Augusta) - Campeão
  • 1972 - Nossa Madrinha, Mangueira Querida
  • 1977 - Do Cauim Ao Efó, Moça Branca, Branquinha
  • 1978 - Do Yorubá à Luz, a Aurora dos Deuses



Morte

Fernando Pamplona morreu na manhã de domingo, 29/09/2013, em sua casa, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, um dia após completar 87 anos. O salgueirense foi vítima de um câncer e havia deixado o Hospital São Lucas na quarta-feira, 25/09/2013.

Fernando Pamplona foi enterrado no final da tarde de domingo, 29/09/2013, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Fernando Pamplona empresta seu nome a biblioteca do Centro de Referência do Carnaval, a única do gênero no Brasil.

Era casado com a ex-bailarina do Teatro Municipal do Rio de JaneiroZeni, 84 anos, desde 1952. Fernando Pamplona deixa duas filhas, Consuelo, 57 anos, e Eneida, 53 anos.

Fonte: Wikipédia e Globo

Viriato Ferreira

VIRIATO FERREIRA
(62 anos)
Figurinista e Carnavalesco

* Rio de Janeiro, RJ (24/04/1930)
+ Rio de Janeiro, RJ (12/09/1992)

Viriato Ferreira foi um figurinista e carnavalesco brasileiro. Trabalhou para Teatro de Revista durante muitos anos. Foi lá que aprendeu a criar figurinos que eram ao mesmo tempo leves, cômodos e de grande efeito visual, características que marcariam seus trabalhos como carnavalesco de grandes escolas de samba cariocas. Mas sua ligação com o carnaval começou quando desfilava como destaque pelo Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.

Durante alguns anos colaborou com seu trabalho para o sucesso de Joãosinho Trinta no Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor, mas foi no Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela e no Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense que pode assumir o posto de carnavalesco e desenvolver enredos inesquecíveis como "Hoje Tem Marmelada" (Portela, campeã de 1980) e "O Que É Que A Banana Tem" (Imperatriz Leopoldinense, 1991).

Em 2009, foi homenageado num dos setores do desfile da Imperatriz Leopoldinense, que levava à Passarela do Samba o enredo "Imperatriz.... Só Quer Mostrar Que Faz Samba Também!"

Viriato Ferreira no barracão da Imperatriz Leopoldinense
Carnavais de Viriato Ferreira

  • 1979 - "Incrível, Fantástico, Extraordinário" (GRES Portela)
  • 1980 - "Hoje Tem Marmelada" (GRES Portela)
  • 1981 - "Das Maravilhas Do Mar Fez-se O Esplendor De Uma Noite" (GRES Portela)
  • 1982 - "Meu Brasil Brasileiro" (GRES Portela)
  • 1991 - "O Que É Que A Banana Tem" (GRES Imperatriz Leopoldinense)
  • 1992 - "Não Existe Pecado Abaixo Do Equador" (GRES Imperatriz Leopoldinense - Junto com Rosa Magalhães)
  • 1993 - "Marquês Que É Marquês Do Saçarico É Freguês" (GRES Imperatriz Leopoldinense - Junto com Rosa Magalhães)

Fonte: Wikipédia

Joãosinho Trinta

JOÃO CLEMENTE JORGE TRINTA
(78 anos)
Artista Plástico e Carnavalesco

* São Luís, MA (23/11/1933)
+ São Luís, MA (17/12/2011)

Até os 18 anos de idade viveu em São Luís, Maranhão, onde trabalhou como escriturário. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951.

Começou sua carreira carnavalesca no Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, onde foi campeão, como assistente, em 1965, 1969 e 1971.

Após a saída dos carnavalescos Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues, foi promovido a carnavalesco da escola onde fez dupla com a artista plástica Maria Augusta no carnaval de 1973, com o enredo "Eneida: Amor e Fantasia".

Já como carnavalesco-solo ganhou o bi-campeonato em 1974 com "O Rei de França na Ilha da Assombração" e em 1975 com "O Segredo das Minas do Rei Salomão".


Após divergências com a diretoria salgueirense, transferiu-se para a escola de samba Beija-Flor, onde deu seu toque de genialidade com enredos ousados e luxuosos que deram à agremiação nilopolitana os títulos de 1976, 1977, 1978, 1980 e 1983, além de vários vice-campeonatos, entre eles os de 1986 com "O Mundo é Uma Bola" e o de 1989 com "Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia" gerando controvérsias com a igreja católica ao tentar levar ao desfile uma imagem do Cristo Redentor caracterizado como mendigo.

Também foi campeão nos Grupos de Acesso com as escolas Império da Tijuca e Acadêmicos da Rocinha, além de ter feito carnavais para escolas de São Paulo.

Após problemas de saúde transferiu-se para a escola de samba Unidos do Viradouro, onde ganhou o título do carnaval de 1997 com o impactante "Trevas! Luz! A Explosão do Universo".

Teve passagem marcante na Grande Rio com o 3º lugar inédito para a escola em 2003.

Em 11 de julho de 2006, após sofrer dois Acidente Vascular Cerebral (AVC), foi internado no Rio de Janeiro e, vinte dias depois, transferido para o Hospital Sarah Kubitschek, de Brasília, de onde teve alta em 19 de outubro.

Em 2006 transferiu-se definitivamente para o Distrito Federal onde foi agraciado com o título de Cidadão Honorário de Brasília e em 2010, concorreu a Deputado Distrital, mas não consegui eleger-se.

Morte

Joãozinho Trinta morreu no dia 17/12/2011 em um hospital de São Luís, capital do Maranhão, sua cidade natal, por choque séptico e infecção generalizada, e apresentava quadro de pneumonia e infecção urinária, razão pela qual estava internado há duas semanas.

Fonte: Wikipédia e UOL Notícias

Dona Zica

EUZÉBIA SILVA DO NASCIMENTO
(89 anos)
Pastora e Personalidade Pública da Mangueira

* Rio de Janeiro, RJ (06/02/1913)
+ Rio de Janeiro, RJ (22/01/2003)

Pastora e personalidade pública da Mangueira, nascida num domingo de carnaval no subúrbio de Piedade, no Rio de Janeiro.

O pai, Euzébio da Silva, foi guarda-freios da Estação Central do Brasil, e a mãe, Gertrudes Efigênia dos Santos, era lavadeira de profissão.

Em 14 de abril de 1914, morreu seu pai. Anos mais tarde, em 1920, a família mudou-se para o morro de Mangueira.

O apelido Zica foi dado por sua madrinha, de nome Cabocla.

De seus quatro irmãos, Clotildes, chamada de Menininha, foi esposa de Carlos Cachaça, outro compositor da Mangueira.

Aos dezenove anos, casou-se com Carlos Dias do Nascimento, de quem ficou viúva, tendo quatro filhos.

Na década de 1950, casou-se com Cartola, passando a ser conhecida e conceituada no meio musical carioca.

Em 1962 juntamente com seu marido Cartola, fundou o bar Zicartola, na rua da Carioca, centro do Rio de Janeiro, freqüentado por muitos sambistas, como Zé Keti, Nelson Sargento, Paulinho da Viola e Nelson Cavaquinho e ainda intelectuais e universitários.

Durante algum tempo, foi integrante da Velha Guarda da Mangueira.

Foi passista e diretora da ala das pastoras.

Em 1998, participou do CD "Chico Buarque de Mangueira", produzido pela BMG em homenagem aos compositores da escola, cantando "Capital do Samba" (Zé Ramos), além de estar presente na foto ao lado de Chico Buarques e de toda a Velha Guarda. No ano seguinte, participou do CD "Velha Guarda e Convidados", produzido pela gravadora Nikita Music, no qual interpretou "Chega de Demanda", samba de Cartola com versos anexados posteriormente por Paulinho Tapajós.

Em 1999, a escritora Odacy de Brito Silva lançou pela Editora Gráfica Carimbex sua biografia "Dona Zica da Mangueira - Na Passarela da Sua Vida".

No ano 2000, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro produziu o CD "Mangueira - Sambas de Terreiro e Outros Sambas", que contou com sua colaboração, rememorando sambas de Cartola e de seus parceiros, assim como de outros compositores da Mangueira que faziam parte do projeto.

No dia 22 de janeiro de 2003, morreu dormindo em sua casa no sopé do morro da Mangueira, tendo sido o corpo velado na quadra da escola. Por ter sido durante muitos anos seguidos símbolo da Mangueira, a direção da escola abriu exceção ao lhe conduzir o corpo para ser velado na quadra.

Clóvis Bornay

CLÓVIS BORNAY
(89 anos)

Museólogo, Carnavalesco e Cantor

* Nova Friburgo, RJ (10/01/1916)
+ Rio de Janeiro, RJ (09/10/2005)

Clóvis Bornay era o mais novo dos doze filhos de mãe espanhola e pai suíço, dono de uma loja de jóias em Nova Friburgo.

Na sua juventude, durante a década de 1920, descobriu no carnaval sua grande paixão. Começou sua carreira em 1937, quando conseguiu convencer o diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro a instituir bailes de carnaval de gala com concurso de fantasias, inspirado no modelo dos bailes de Veneza. Estreou neste ano com sua fantasia intitulada "Príncipe Hindu" e obteve o primeiro lugar.

Passou a desfilar também nas Escolas de Samba, sendo célebre a fantasia em homenagem a Estácio de Sá, no desfile de 1967, quando a cidade comemorava seu quarto centenário de fundação.

Tornou-se um dos mestres em fantasias de Carnaval. Todo ano trazia novos elementos em suas fantasias, e acabava ganhando quase todos os concursos que disputava. Evandro de Castro Lima e Mauro Rosas eram seus rivais de salão. De tanto ganhar, acabou sendo declarado Hors Concours (concorrente de honra, não sujeito à premiação).

Foi carnavalesco das escolas de samba Salgueiro em 1966, Portela em 1969 e 1970, Mocidade Independente de Padre Miguel em 1972 e 1973 e Unidos da Tijuca em 1973. Com a Portela ganhou o campeonato de 1970 com o enredo "Lendas E Mistérios Da Amazônia", que foi reprisado no desfile de 2004.

Introduziu inovações como a figura do destaque, que é uma pessoa luxuosamente fantasiada sendo conduzida do alto de um carro alegórico. Após isso, todas as demais escolas de samba copiaram e tornaram o quesito obrigatório.

Ao longo de seus 77 anos de carnaval, sendo que 69 em desfiles, sempre ele mesmo participava dos desfiles carnavalescos como destaque. Embora sua carreira esteja justa e fortemente ligada ao carnaval do Rio de Janeiro, por diversas vezes desfilou no carnaval de São Paulo como destaque da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde.

Algumas de suas fantasias estão expostas no Brasil e são acervo de outros museus no exterior. Pela significação de seu trabalho, foi laureado com o título de Cidadão Honorário de Louisiana em 1964.

Recebeu a "Medalha Tiradentes" da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em 1966 dada a personalidades que tenham relevância cultural para o estado.

Foi também cantor, gravando marchinhas carnavalescas nos anos 60 e 70.

Era museólogo, profissão que exerceu no Museu Histórico Nacional.

Clóvis Bornay também se notabilizou como jurado para os apresentadores de televisão Chacrinha e Silvio Santos, e participou da "Escolinha do Professor Raimundo".


Lilian Fornos e  Clóvis Bornay  
No Cinema

O cineasta Glauber Rocha percebeu o potencial da metáfora da figura de Clóvis Bornay e o escalou para um de seus principais filmes, "Terra em Transe" (1967), onde contracenou com o ator Paulo Autran. O filme é um considerado uma alegoria política do Brasil pós-golpe de 64.

A carreira cinematográfica de Clóvis Bornay também inclui "Independência ou Morte", de 1972, um filme, como o próprio título indica, sobre o processo de independência do Brasil.


Morte

Clóvis Bornay, morreu no início da noite de domingo, 09/10/2005, vítima de uma Parada Cardiorrespiratória provocada por um quadro grave de desidratação.

Clóvis Bornay foi hospitalizado no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, por volta das 15:00 hs. A desidratação teria sido provocado por uma infecção intestinal. Por volta das 19:00 hs, sofreu uma parada cardíaca e respiratória.

Fonte: Wikipédia