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Patativa do Assaré

ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA
(93 anos)
Cantor, Compositor, Poeta e Improvisador

* Assaré, CE (05/03/1909)
+ Assaré, CE (08/07/2002)

Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro. Uma das principais figuras da música nordestina do século XX.

Segundo filho de uma família pobre que vivia da agricultura de subsistência, cedo ficou cego de um olho por causa de uma doença. Com a morte de seu pai, quando tinha oito anos de idade, passou a ajudar sua família no cultivo das terras. Aos doze anos, frequentava a escola local, em qual foi alfabetizado, por apenas alguns meses. A partir dessa época, começou a fazer repentes e a se apresentar em festas e ocasiões importantes. Por volta dos vinte anos recebeu o pseudônimo de Patativa, por ser sua poesia comparável à beleza do canto dessa ave.

Indo constantemente à Feira do Crato onde participava do programa da Rádio Araripe, declamando seus poemas. Numa destas ocasiões é ouvido por José Arraes de Alencar que, convencido de seu potencial, lhe dá o apoio e o incentivo para a publicação de seu primeiro livro, "Inspiração Nordestina", de 1956.

Este livro teria uma segunda edição com acréscimos em 1967, passando a se chamar "Cantos do Patativa". Em 1970 é lançada nova coletânea de poemas, "Patativa do Assaré: Novos Poemas Comentados", e em 1978 foi lançado "Cante Lá Que Eu Canto Cá". Os outros dois livros, "Ispinho e Fulô" e "Aqui Tem Coisa", foram lançados respectivamente nos anos de 1988 e 1994.

Foi casado com Belinha, com quem teve nove filhos.

Obteve popularidade a nível nacional, possuindo diversas premiações, títulos e homenagens, tendo sido nomeado por cinco vezes Doutor Honoris Causa. No entanto, afirmava nunca ter buscado a fama, bem como nunca ter tido a intenção de fazer profissão de seus versos. Patativa nunca deixou de ser agricultor e de morar na mesma região onde se criou, Cariri, no interior do Ceará. Seu trabalho se distingue pela marcante característica da oralidade. Seus poemas eram feitos e guardados na memória, para depois serem recitados. Daí o impressionante poder de memória de Patativa, capaz de recitar qualquer um de seus poemas, mesmo após os noventa anos de idade.

A transcrição de sua obra para os meios gráficos perde boa parte da significação expressa por meios não-verbais (voz, entonação, pausas, ritmo, pigarro e a linguagem corporal através de expressões faciais, gestos) que realçam características expressas somente no ato performático (como ironia, veemência, hesitação, etc). A complexidade da obra de Patativa é evidente também pela sua capacidade de criar versos tanto nos moldes camonianos, inclusive sonetos na forma clássica, como poesia de rima e métrica populares, por exemplo, a décima e a sextilha nordestina. Ele próprio diferenciava seus versos feitos em linguagem culta daqueles em linguagem do dia-a-dia, denominada por ele de "poesia matuta".

Ao completar 85 anos foi homenageado com o LP "Patativa do Assaré - 85 Anos de Poesia" (1994), com participação das duplas de repentistas Ivanildo Vila Nova e Geraldo Amâncio, Otacílio Batista e Oliveira de Panelas.

Tido como fenômeno da poesia popular nordestina, com sua versificação límpida sobre temas como o homem sertanejo e a luta pela vida, seus livros foram traduzidos em diversos idiomas e tornaram-se temas de estudo na Sorbonne, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do professor Raymond Cantel. Contava com orgulho que desde que começou a trabalhar na agricultura, nunca passou um ano sem preparar a sua rocinha, a não ser no ano em que foi ao Pará.

Quase sem audição e cego desde o final dos anos 90, o grande e modesto poeta brasileiro, com apenas um metro e meio de altura, morreu em sua casa, em Assaré, interior do Ceará, a 623 quilômetros da capital Fortaleza, aos 93 anos, após Falência Múltipla dos Órgãos em consequência de uma pneumonia dupla, além de uma infecção na vesícula e de problemas renais. Patativa foi enterrado no Cemitério São João Batista, na sua cidade natal.

Obras

Poesia:
  • 1967 - Inspiração Nordestina: Cantos do Patativa
  • 1978 - Cante Lá que Eu Canto Cá
  • 1988-2005 - Ispinho e Fulô
  • 1991 - Balceiro: Patativa e Outros Poetas de Assaré (Org. com Geraldo Gonçalves de Alencar)
  • 1993 - Cordéis (Caixa Com 13 Ffolhetos)
  • 1994-2004 - Aqui Tem Coisa
  • 2000 - Biblioteca de Cordel: Patativa do Assaré
  • 2001 - Digo e Não Peço Segredo (Org. Guirlanda de Castro e Danielli de Bernardi)
  • 2001 - Balceiro 2: Patativa e Outros Poetas de Assaré (Org. Geraldo Gonçalves de Alencar)
  • 2001 - Ao Pé da Mesa (co-autoria com Geraldo Gonçalves de Alencar)
  • 2002 - Antologia Poética (Org. Gilmar de Carvalho)
  • 2008 - Cordéis e Outros Poemas (Org. Gilmar de Carvalho)

Poema
  • A Triste Partida
  • Cante Lá Que Eu Canto Cá
  • Coisas do Rio de Janeiro
  • Meu Protesto
  • Mote/Glosas
  • Peixe
  • O Poeta da Roça
  • Apelo Dum Agricultor
  • Se Existe Inferno
  • Vaca Estrela e Boi Fubá
  • Você Se Lembra?
  • Vou Vorá
  • Caboclo Roceiro

LPs

Títulos e Prêmios
  • 1982 - Recebeu o diploma de "Amigo da Cultura", outorgado pela Secretaria da Cultura do Estado, pela "decidida atuação a favor do aprimoramento cultural do Ceará".
  • 1982 - Cidadão de Fortaleza, título aprovado pela Câmara Municipal.
  • 1987 - Recebeu a "Medalha da Abolição", pelos relevantes serviços prestados ao Estado.
  • 1989 - Inauguração da Rodovia Patativa do Assaré, com 17 km, ligando Assaré a Antonina do Norte.
  • 1991 - Enredo da Escola Acadêmicos do Samba, de Fortaleza.
  • 1998 - Recebeu, dia 22 de maio, a "Medalha Francisco Gonçalves de Aguiar", do Governo do Estado do Ceará, outorgada pela Secretaria de Recursos Hídricos.
  • 1999 - Assaré, Ceará - Inauguração do Memorial Patativa do Assaré.
  • 1999 - Prêmio Unipaz, VII Congresso Holístico Brasileiro, Fortaleza, dia 20 de outubro.
  • 2000 - Na festa dos 91 anos, recebe o título de Cidadão do Rio Grande do Norte.
  • 2001 - Recebeu o Troféu Sereia de Ouro, do Grupo Edson Queiroz, no Memorial Patativa do Assaré, dia 28 de setembro.
  • 2002 - Prêmio FIEC, "Artista do Turismo Cearense", Fortaleza.
  • 2003 - Prêmio FIEC, V Congresso Holístico de Crianças e Jovens, Fortaleza.
  • 2005 - Inauguração da "Biblioteca Pública Patativa do Assaré", Piauí.
  • 2004 - Título EFESO "Cidadão Empreendedor" (Escola de Formação de Empreendedores Sociais).
  • 2004 - Troféu MST, Homenageado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.
  • 2005 - Homenageado com Medalha Ambientalista Joaquim Feitosa.
  • 2005 - Inauguração da Biblioteca Municipal Patativa do Assaré, Vila Nova, Piauí.

Representações na Cultura

A vida do poeta foi retratada em "Concerto de Ispinho e Fulô", da Cia. do Tijolo, peça que deu a William Guedes o Prêmio Shell de Teatro em 2009 na categoria de Melhor Música. A mesma companhia também retratou o poeta na peça "Cante Lá que Eu Canto Cá!".

Fonte: Wikipédia

Vavá

EDVALDO IZÍDIO NETO
(67 anos)
Jogador de Futebol

☼ Recife, PE (12/11/1934)
┼ Rio de Janeiro, RJ (19/01/2002)

Conhecido por Vavá e depois apelidado de Peito de Aço, foi bicampeão mundial de futebol nas Copas de 1958 e 1962, foi um dos mais importantes atacantes que a Seleção Brasileira de Futebol já teve. Continuando sua carreira pela amarelinha após o fim da carreira, foi auxiliar técnico de Telê Santana no time que disputou a Copa do Mundo de 1982, na Espanha.

Ao vir do Sport Club do Recife para o Vasco, ainda garoto, Vavá era meia-esquerda, tipo preparador, de entregar a bola. Flávio Costa foi quem mudou sua posição e suas características. Jogando na área, se destacou por unir a técnica à valentia.

No ano de 1952, foi campeão brasileiro de amadores, campeão carioca amador e titular da seleção olímpica.

Pouca gente sabe, mas o gol que decidiu o título carioca de 1952 para o Vasco foi marcado por Vavá. O Vasco, já na bica para ser campeão, enfrentava o Bangu pela penúltima rodada, desfalcado de alguns titulares, e o garoto Vavá foi escalado. O Vasco venceu por 2 x 1, e o gol da vitória foi dele. No dia seguinte, houve um Fla-Flu que terminou empatado, resultado que deu o título antecipado ao Vasco.


Na vez seguinte em que o Vasco conquistou o campeonato carioca, 1956, o título foi conquistado novamente por antecipação numa partida contra o Bangu, na penúltima rodada, e Vavá novamente decidiu a partida, marcando ambos os gols na vitória por 2 x 1.

Pelo Vasco, Vavá ainda conquistou o Rio-São Paulo de 1958 e, depois de sagrar-se campeão do mundo pelo Brasil na Suécia, chegou a participar dos jogos iniciais do campeonato carioca daquele ano, quando foi então vendido ao Atlético de Madrid.

Como goleador do Vasco e da Seleção Carioca de Futebol, Vavá chegou a Seleção Brasileira de Futebol, participando efetivamente do bicampeonato mundial de 1958 e 1962 (já de volta da Espanha para o Palmeiras), tendo merecido o apelido de Leão da Copa.

Ele marcou 5 gols na Copa do Mundo de 1958 e 4 na de 1962, quando foi, inclusive, um dos co-artilheiros da competição.

Clubes Em Que Jogou

  • 1948 - América Futebol Clube do Recife
  • 1948 - Íbis Sport Club
  • 1949-1950 - Sport Club do Recife
  • 1951 a 1958 - Vasco da Gama, RJ
  • 1958 a 1961 - Atlético de Madrid, Espanha
  • 1961 a 1964 - Palmeiras, SP
  • 1964 a 1965 - América, México
  • 1965-1966 - Elche, Espanha
  • 1966-1967 - América, México
  • 1967-1968 - Toros Naza, México
  • 1968-1969 - San Diego Toros, EUA
  • 1969 - Portuguesa, RJ (Onde encerrou sua carreira)

História na Seleção Brasileira

  • Pela Seleção Brasileira:
23 partidas, 19 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 14 gols
  • Contra Seleções Nacionais:
20 partidas, 16 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 14 gols
  • Contra Clubes ou Seleções Estaduais:
3 partidas, 3 vitórias
  • Seleção Olímpica:
3 partidas, 2 vitórias, 1 derrota, 1 gol
  • Jogou na Copa do Mundo de 1958 e 1962

Títulos

  • Copa do Mundo (1958 e 1962) - Seleção Brasileira
  • Campeonato Carioca (1952, 1956 e 1958) - Vasco da Gama
  • Torneio de Paris (1957) - Vasco da Gama
  • Torneio Rio-São Paulo (1958) - Vasco da Gama
  • Taça Oswaldo Cruz (1958 e 1962) - Seleção Brasileira
  • Campeonato Paulista (1963) - Palmeiras

Moacyr Deriquém

MOACYR DERIQUÉM
(75 anos)
Ator

☼ Rio de Janeiro, RJ (1927)
┼ Rio de Janeiro, RJ (13/04/2002)

Moacyr Deriquém foi um ator brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, em 1927. Começou na carreira artística em 1949, com 23 anos, no teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno, contra a vontade de seus pais que sonhavam vê-lo empregado como funcionário no Banco do Brasil.

Foi o galã de Neide Aparecida no programa "Neide no País das Maravilhas" e um dos príncipes do Teatrinho Trol, dois programas de sucesso na extinta TV Tupi, na década de 60. Nessa época ele ficou famoso interpretando sempre tipos nobres como príncipes, reis, sheiks e milionários.

Moacyr Deriquém atuou, também, em chanchadas da Atlântida Cinematográfica, como "Vamos Com Calma" e "Colégio de Brotos", lançadas em 1956, onde trabalhou ao lado de Oscarito. O filme foi recorde de bilheteria.

Na década de 70, Moacyr Deriquém participou de várias novelas, já na TV Globo. Entre as principais telenovelas que participou estão "O Cafona" (1971), "O Casarão" (1976), "Pecado Capital" (1975), "Duas Vidas" (1976), "Espelho Mágico" (1977) e "Cambalacho" (1986).

Moacyr Deriquém orgulhava-se de ter aberto espaço para atores como Sandra Bréa, Mário Gomes, Christiane Torloni e Denise Dumont, quando ocupou o cargo de supervisor de elenco da TV Globo. No final da década de 80, assumiu a direção do Teatro Villa-Lobos, em Copacabana.

Em 13/04/2001, Moacyr Deriquém foi encontrado morto em seu apartamento em Copacabana, Rio de Janeiro, pelos vizinhos. Quinze dias antes o ator havia sido internado com problemas cardíacos.

Moacyr Deriquém era solteiro e não tinha filhos.

Cinema
  • 1987 - Eu ... Giovanni
  • 1984 - Espelho de Carne
  • 1982 - Os campeões
  • 1981 - A Mulher Sensual
  • 1981 - A Gostosa da Gafieira
  • 1981 - O Torturador
  • 1979 - O Caso Cláudia ... Di Carlo
  • 1979 - Terror e Êxtase
  • 1979 - Sábado Alucinante ... Silvio
  • 1976 - As Massagistas Profissionais ... Artur
  • 1975 - O Casal
  • 1975 - Ipanema, Adeus
  • 1975 - As Aventuras de um Detetive Português
  • 1975 - As Desquitadas
  • 1975 - Os Maniacos Eróticos
  • 1975 - Deixa, Amorzinho... Deixa
  • 1973 - Divórcio à Brasileira
  • 1973 - As Moças Daquela Hora
  • 1972 - Eu Transo, Ela Transa ... Sousa
  • 1971 - Como Ganhar na Loteria sem Perder a Esportiva
  • 1970 - Em Família ... Doctor
  • 1970 - Em Busca do Su$exo
  • 1966 - Em Ritmo Jovem
  • 1965 - Samba ... Paquerador
  • 1965 - Um Ramo Para Luíza
  • 1964 - Crônica da Cidade Amada ... João
  • 1964 - Sangue na Madrugada
  • 1963 - Sonhando com Milhões ... Augusto
  • 1960 - Favela
  • 1960 - Cala a Boca, Etelvina
  • 1959 - Dona Xepa
  • 1959 - Eu Sou o Tal
  • 1958 - Na Corda Bamba ... Walter
  • 1956 - Fuzileiro do Amor
  • 1956 - Chico Fumaça
  • 1956 - De Pernas Pro Ar ... Johnny
  • 1956 - Vamos Com Calma
  • 1955 - Colégio de Brotos
  • 1955 - Leonora dos Sete Mares
  • 1955 - Chico Viola Não Morreu
  • 1953 - A Carne é o Diabo

Televisão
  • 1995 - Você Decide (O Corno Convicto)
  • 1993 - Mulheres de Areia ... Deputado Giacomini
  • 1992 - Anos Rebeldes ... Diretor de Teatro
  • 1986 - Cambalacho
  • 1980 - As Três Marias
  • 1978 - Pecado Rasgado ... Comandante
  • 1978 - Ciranda, Cirandinha ... Gerente da Loja
  • 1977 - Espelho Mágico
  • 1976 - Duas Vidas ... Heitor
  • 1976 - O Casarão ... Sérgio
  • 1975 - Pecado Capital ... Ricardo
  • 1971 - O Cafona ... Eugênio
  • 1970 - Irmãos Coragem
  • 1969 - Rosa Rebelde ... Napoleão Bonaparte

Celso Daniel

CELSO AUGUSTO DANIEL
(50 anos)
Político

☼ Santo André, SP (16/04/1951)
┼ Juquitiba, SP (20/01/2002)

Celso Daniel foi um político brasileiro, nascido em 16/04/1951, na cidade de Santo André, SP. Celso Daniel era divorciado e tinha no basquetebol um de seus hobbies. Nas horas vagas, era jogador da equipe de veteranos da Pirelli.

Prefeito de Santo André por oito anos, foi reeleito com 70,13% em 1999. Celso Daniel havia cumprido mandato na prefeitura de 1989 a 1992, de 1997 a 2000 e de janeiro de 2001 até a fatídica noite em que foi sequestrado na cidade de São Paulo.

Sua competência administrativa e política era evidente em sua carreira acadêmica: Mestre em administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e doutorando em Ciências Políticas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Celso Daniel era professor de Economia na PUC e no departamento de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas. O prefeito se formou engenheiro civil pela Escola de Engenharia Mauá, em 1973.

Um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em Santo André, Celso Daniel lançou-se na política em 1982, concorrendo à prefeitura da cidade, quando foi derrotado por Newton Brandão. Foi o próprio Newton Brandão que Celso Daniel derrotou em 1989, conseguindo sua primeira eleição para o Executivo andreense com 173 mil votos.

Em 1994 foi à Câmara dos Deputados, eleito com 97 mil votos. Durante seu mandato, atuou na Comissão de Reforma Tributária e Fiscal da Câmara. Mas ele deixou o Legislativo dois anos depois, para voltar à Prefeitura de Santo André, aclamado por 205 mil eleitores.


Celso Daniel representou Santo André e o Brasil em junho de 2001 na Conferência Mundial Istambul+5, promovido pelo Programa Habitat das Organização das Nações Unidas (ONU). O prefeito do ABC foi o único a expor uma experiência brasileira no congresso e um dos quatro escolhidos entre experiências da América Latina.

Ele também era diretor-geral da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e fundador do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, composto pelos sete prefeitos da região. Celso Daniel presidiu o Consórcio nos anos de 1991, 1992 e 1997.

Recebeu, como prefeito de Santo André, as seguintes premiações:

  • Projeto Criança da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente pelo trabalho "Andrezinho Cidadão" em 1999 (finalista)
  • Pela Fundação Getúlio Vargas / Fundação Ford os prêmios Gestão Pública e Cidadania, em 1999 pelo Programa de Modernização Administrativa e em 2000 pelo Programa Integrado de Inclusão Social (destaque) e pelo trabalho de Coleta Seletiva (finalista).

Morte

O corpo do prefeito de Santo André, Celso Daniel, foi encontrado no dia 20/01/2002 na Estrada das Cachoeiras, no Bairro do Carmo, em Juquitiba, na grande São Paulo. Celso Daniel foi assassinado com oito tiros - três na cabeça e cinco nas costas. Segundo a perícia, o prefeito foi morto por volta das 22h00 de sábado, 19/01/2002.

O prefeito foi sequestrado na sexta-feira, 18/01/2002, por volta das 23h00, quando saía, na companhia de um amigo, de uma churrascaria na alameda Santos, na Zona Sul de São Paulo. Celso Daniel estava no banco do passageiro quando a Pajero blindada do empresário Sérgio Gomes da Silva foi abordada por uma Blazer preta e um Tempra branco, próximo à Rodovia Anchieta. O carro foi fechado por várias vezes, inclusive batendo na lateral, e foi alvo de tiros, que atingiram o pneu traseiro do lado direito e três vidros do carro.

Celso Augusto Daniel, foi assassinado aos 50 anos, tendo sua trajetória política e pessoal encerrada no auge, quando poderia vir a compor o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Celso Daniel era coordenador da elaboração do programa de governo de Lula.

Lineu Dias

LINEU MOREIRA DIAS
(73 anos)
Ator, Contista, Poeta, Dramaturgo, Tradutor e Crítico de Cinema e Dança

☼ Santana do Livramento, RS (05/10/1928)
┼ Rio de Janeiro, RJ (03/08/2002)

Lineu Dias foi casado com a atriz Lilian Lemmertz e pai da atriz Júlia Lemmertz. Atuou durante quatro décadas no cinema, teatro e televisão.

Teve sua estréia no teatro aos 25 anos em Porto Alegre, onde participou da juventude do Teatro do Estudante e do Teatro Universitário.

Cursou Interpretação e Direção Teatral na Yale Drama School e foi professor de Interpretação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Como escritor colaborou na revista literária Crucial, teve seus contos publicados nos jornais Correio do Povo, Estado de Notícias, Estado de São Paulo e na revista O Globo. Lineu Dias foi também crítico de cinema e de dança.

Em 1995 recebeu o Prêmio Sharp de Melhor Ator por sua interpretação na peça "Minh'Alma, Alma Minha", peça de sua autoria.

Seu último trabalho foi em 2001, na minissérie "Presença de Anita".

Lineu Dias morreu em 03/08/2002, no Rio de Janeiro, RJ, aos 73 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Um ano após sua morte, foram publicados seus poemas no livro "Urbia".

Tradução de Peças Teatrais

  • Dias sem Fim (Eugene O’Neill)
  • Festa de Aniversário (Harold Pinter)
  • A Dança da Morte (Strindberg)
  • A Importância de Ser Ernesto (Oscar Wilde)
  • Dois na Gangorra (William Gebson)
  • A Bilha Quebrada (Kleist)

Televisão

  • 2001 - Presença de Anita
  • 1999 - Força de Um Desejo
  • 1985 - Grande Sertão Veredas
  • 1983 - Moinhos de Vento
  • 1981 - Partidas Dobradas
  • 1980 - Um Homem Muito Especial

Cinema

  • 2001 - Bicho de Sete Cabeças
  • 1999 - Um Copo de Cólera
  • 1998 - Bocage - O Triunfo do Amor
  • 1998 - A Hora Mágica
  • 1998 - Oropa, França, Bahia ... Manuel
  • 1995 - Eu Sei que Você Sabe
  • 1985 - Made in Brazil
  • 1981 - Pixote: A Lei do Mais Fraco
  • 1980 - Gaijin - Os Caminhos da Liberdades
  • 1980 - Asa Branca
  • 1974 - O Marginal
  • 1973 - Anjo Loiro ... Ângelo
  • 1966 - Corpo Ardente

Teatro

  • Andorra
  • Os Inimigos
  • Hedda Gabler
  • O Interrogatório
  • Hamlet
  • Fedra
  • Louco de Amor
  • Calígula
  • A Última Gravação
  • Becktianas#3
  • Fim de Jogo
  • Homem Branco e Pele Vermelha
  • Cândido de Voltaire

Fonte: Wikipédia

Luiz Gallon

LUIZ GONZAGA NOGUEIRA GALLON
(73 anos)
Jornalista, Radialista e Homem de TV

* Ribeirão Preto, SP (25/11/1928)
+ Brasil (26/09/2002)

É um dos cinco filhos de Luiz e Minervina. Ela mineira, ele italiano, vindo de Veneza. Luiz era alfaiate, elegante, ela uma moça pacata, que gostava de cantar e cantava no coro da igreja. E foi na igreja que se conheceram e logo se casaram. Luiz Gallon, o caçula, nasceu em Ribeirão Preto, em 25 de novembro de 1928.

A família veio para São Paulo em 1930. Segundo Gallon, moraram em vários bairros. Gallon, seguindo o irmão Renato, que estava trabalhando em uma emissora de rádio, gostava de ouvir rádio-teatro ao lado de sua mãe. Foi um dia visitar a Rádio Tupi, era jovem e se enfurnou pelos corredores e salas. Gostou e começou a ir mais vezes. Na época estavam filmando Quase no Céu, e ele fez de tudo, ajudou no que pôde. Foi até figurante no filme.

Daí chegou o ano de 1950 e foi implantada a televisão. Gallon já estava contratado pelas Emissoras Associadas e foi em comitiva ao Porto de Santos buscar o material para a instalação da novidade. Ninguém sabia o que era, mas todos queriam participar.

Gallon esteve em todos os grandes e pequenos episódios para a implantação da televisão - "Uma aventura, que era sempre um sobressalto", disse Gallon. Foi contra-regra, decorador, programador de filmes, e chegou a diretor adjunto, ligado a Cassiano Gabus Mendes, o diretor artístico.

Luiz Gallon e seu Roquette Pinto de Ouro
Foi diretor de TV de muitos grandes teatros. Na época eles eram mais importantes que as novelas. E assim Gallon foi se aprimorando. Fez muita amizade com todos os "papas" da época: Walter Forster, Walter George Durst, Geraldo Vietri e J. Silvestre. Estes eram diretores de programas como o TV de Vanguarda e o TV de Comédia. Gallon era o diretor de TV, aquele que fazia a seleção das imagens, ficava na técnica e comandava os câmeras e todo o espetáculo.

Dedicou-se inteiramente ao que fazia. E tanto os colegas, como principalmente a crítica reconheceram seu trabalho. Ele recebeu inúmeros troféus, entre eles 7 Roquette Pinto. Este era um prêmio instituído pela TV Record, aos melhores profissionais do ano. Luiz Gallon era consecutivamente considerado o melhor diretor. Tanto que recebeu o 7º Roquette Pinto, que foi o Roquette Pinto de Ouro, depois do que ficou "hor’s concour".

Ganhou ainda o Prêmio Governador do Estado, sempre na mesma categoria. Este prêmio vinha acompanhado de um cheque do Banco do Estado de São Paulo. Também ganhou o Prêmio Helena Silveira, dado pelo Grupo Folha. O Prêmio Melhores da Semana, Gallon ganhou por 17 vezes e mais o Troféu Imprensa por diversas vezes.

Todos estes prêmios o deixaram muito feliz, mas o que gostava muito era de suas viagens pelo Brasil e de suas caçadas. Nunca se interessou por conhecer Europa e outros países. Por várias vezes, foi ao lado de seu amigo Orlando Villas Bôas, viajou até o Xingu para conhecer os índios e navegar nos rios ainda inexplorados.

Passou a dirigir atores, a dar a eles "aquele toque" necessário, para o bom resultado da peça. Luiz Gallon trabalhou também na TV Cultura, quando a TV Tupi de São Paulo teve seu transmissor lacrado, em junho de 1981.

Trabalhou em várias agências de propaganda como redator, criador de comerciais, diretor. Fez trabalhos free-lancer, e jamais se afastou inteiramente da televisão. Foi um dos vice-presidentes da Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira, primeiro nome da Pró-TV.

Luiz Gallon casou-se por quatro vezes e nas últimas décadas esteve casado com a advogada trabalhista Maria Claudia de Carvalho Gallon. Ele tem filhos e netos de seu casamento com Patricia Mayo, atriz.

Luiz Gallon faleceu em 26 de setembro de 2002.

Fonte: Museu da TV

Néa Simões

NÉA SIMÕES
(79 anos)
Locutora, Atriz e Poetisa

* São Paulo, SP (19/04/1923)
+ São Paulo, SP (20/09/2002)

Néa Simões era descendente de portugueses. Começou a trabalhar como locutora. Esteve na Rádio América, na Cultura e na Difusora. Desde nova trabalhou em radioteatro nas Emissoras Associadas. Ela era contratada por essa rede de emissoras quando da inauguração da TV Tupi, em 18 de setembro de 1950. Por seu tipo físico e seu jeito austero, sempre lhe cabiam bons papéis.

Participou da primeira novela televisiva Sua Vida Me Pertence, escrita e dirigida por Walter Forster. Fez muitas outras novelas, inclusive A Gata, de Ivani Ribeiro, no início da TV no Brasil. Continuava, porém em rádio, pois sua voz era muito boa e escrevendo livros de poesia.

Casou-se com o jornalista português Santos Mendes, que era bem mais velho do que ela e teve dois filhos. A atriz dedicou-se muito à colônia portuguesa, fazendo programas, eventos e publicações ligados a Portugal.

Seu maior sucesso na TV foi na novela Antonio Maria ao lado de Sérgio Cardoso e Aracy Balabanian, mas também trabalhou em Nino, o Italianinho, As Pupilas do Senhor Reitor, Os Deuses Estão Mortos, Pingo de Gente e Papai Coração. Sua última participação na TV foi na minissérie Rabo de Saia da TV Globo.

Ela faleceu repentinamente e recebeu muitas homenagens da colônia portuguesa.

Televisão
  • 1984 - Rabo-de-Saia ... Etelvina
  • 1977 - Um Sol Maior ... Emerenciana
  • 1976 - O Julgamento
  • 1976 - Papai Coração
  • 1972 - O Tempo Não Apaga
  • 1971 - Pingo de Gente
  • 1971 - Os Deuses Estão Mortos
  • 1970 - As Pupilas do Senhor Reitor
  • 1969 - Nino, o Italianinho ... Catarina
  • 1968 - Antônio Maria ... Catarina
  • 1968 - Amor Sem Deus
  • 1967 - Estrelas no Chão ... Odete
  • 1967 - Paixão Proibida ... Baronesa
  • 1967 - Encontro Com o Passado
  • 1966 - A Inimiga ... Isaura
  • 1965 - Teresa ... Josefina
  • 1964 - Quem Casa Com Maria?
  • 1964 - A Gata ... Isabel
  • 1964 - Alma Cigana ... irmã Teresa
  • 1962 - A Estranha Clementine
  • TV de Vanguarda
  • 1956 - Uma História de Ballet
  • 1955 - Oliver Twist
  • 1951 - Sua Vida Me Pertence

Cinema
  • 2001 - O Tempo dos Objetos
  • 1996 - Um Céu de Estrelas
  • 1981 - A Volta de Jerônimo
  • 1979 - A Mulher Que Inventou o Amor
  • 1976 - Jeca Contra o Capeta

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam e Wikipédia

Mauro Ramos

MAURO RAMOS DE OLIVEIRA
(72 anos)
Jogador de Futebol

* Poços de Caldas, MG (30/08/1930)
+ Poços de Caldas, MG (18/09/2002)

Foi um jogador de futebol que atuava como zagueiro.

Foi campeão sul-americano em 1949 e mundial na Copa do Mundo de 1958 e na Copa do Mundo de 1962 pela Seleção Brasileira de Desportos. Nessa segunda copa, deixou na reserva o capitão e ídolo Bellini, tornando-se o novo capitão e com isso erguendo a taça, segurando-a com as duas mãos, dando continuidade ao gesto criado por Bellini em 1958.

Mauro Ramos e Sílvio Luiz
Considerado um dos zagueiros de estilo mais clássico da história do futebol brasileiro. Parecia pedir licença a bola para chutá-la e, sempre que chutava, o fazia com classe, sem sobressaltos e com muita eficiência. Os adversários o apelidaram de Martha Rocha, miss Brasil muito famosa na época, devido a esse estilo que de certo modo fazia contraponto à brutalidade do futebol.

Era também um grande cabeceador, além de líder dentro do campo. Foi capitão do São Paulo Futebol Clube, do Santos Futebol Clube de Pelé e da Seleção Brasileira de Desportos, hoje Seleção Brasileira de Futebol.

Em 1972, foi treinador do Santos, substituindo o consagrado Antoninho Fernandes.

Faleceu vítima de Cãncer no Estômago. Estava internado desde o dia 02/09/2002.

Fonte: Wikipédia e Projeto Vip

Dida

EDVALDO ALVES DE SANTA ROSA
(68 anos)
Jogador de Futebol

* Maceió, AL (26/03/1934)
+ Rio de Janeiro, RJ (17/09/2002)

Dida foi o maior artilheiro do Clube de Regatas do Flamengo até a era Zico, marcando 244 gols em 350 jogos entre 1954 e 1966. Curiosamente era o maior ídolo de Zico, de quem acabaria herdando a camisa 10.

Zagallo e Dida
Dida foi descoberto em Maceió, quando a delegação de vôlei do Clube de Regatas do Flamengo assistia a um jogo entre as seleções de futebol de Alagoas e da Paraíba. Os cariocas ficaram impressionados com um jogador da equipe alagoana que marcou três gols na partida e, depois de um tempo, um representante do time da Gávea foi até o Nordeste trazer o jovem talento para o Rio de Janeiro.

Dida (Flamengo) e Coronel (Vasco) Disputam Bola
Dida jogou a primeira vez no profissional do time rubro-negro graças às contusões de Evaristo e Benítez num jogo contra o Vasco da Gama. O Flamengo venceu por 2x1, mas Dida acabou retornando para o time de aspirantes. Só em 1955 ele viria a se firmar definitivamente como titular, substituindo Evaristo mais uma vez. Na final do campeonato daquele ano, o Flamengo venceu por 4x1, conquistando o bicampeonato. O jovem alagoano marcou três gols da partida.

Na Seleção Brasileira de Futebol Dida era o camisa 10, titular absoluto até a Copa do Mundo de 1958. Uma contusão (que hoje teria uma recuperação bem rápida) o deixou no banco de reservas e abriu vaga para o jovem Edson Arantes do Nascimento (Pelé), que encantaria o mundo com seu futebol.

Jogou ao lado de Pelé, Garrincha, Gérson, Evaristo de Macedo, Benítez, Zizinho e outros grandes craques do futebol brasileiro e mundial.

Títulos

Seleção Brasileira de Futebol:
  • 1958 - Copa do Mundo
  • 1957 - Copa Roca
CSA:
  • 1952 - Campeonato Alagoano
  • 1949 - Campeonato Alagoano
Flamengo:
  • 1964 - Espanha Torneio Naranja
  • 1963 - Rio de Janeiro Campeonato Carioca
  • 1962 - Torneio Internacional da Tunisia
  • 1961 - Rio de Janeiro x São Paulo Torneio Rio-São Paulo
  • 1961 - Torneio Internacional de Verão do Uruguai
  • 1959 - Torneio Hexagonal de Lima
  • 1959 - Rio de Janeiro Torneio
  • 1958 - Troféu Sporting Club de Portugal
  • 1958 - Torneio Internacional de Israel
  • 1957 - Troféu Allmana Idrotts Klubben
  • 1957 - Troféu Ponto Frio Bonzão
  • 1956 - Rio de Janeiro Campeonato Carioca Aspirantes
  • 1956 - Rio de Janeiro X São Paulo Taça dos Campeões Estaduais
  • 1955 - Rio de Janeiro Campeonato Carioca Aspirantes
  • 1955 - Torneio Internacional Gilberto Cardoso
  • 1955 - Rio de Janeiro Campeonato Carioca
  • 1954 - Torneio Internacional do Rio de Janeiro
  • 1954 - Rio de Janeiro Campeonato Carioca
  • 1953 - Rio de Janeiro Campeonato Carioca

Morte

Faleceu no dia 17 de dezembro de 2002, aos 68 anos, vítima de Insuficiência Hepática e Insuficiência Respiratória. Estava internado há uma semana no Hospital Miguel Couto, que se localiza próximo ao centro de treinamento da Gávea.

Fonte: Wikipédia

Ramos Calhelha

MOACYR RAMOS CALHELHA
(83 anos)
Locutor e Narrador

* Rio de Janeiro, RJ (18/03/1919)
+ Águas de Lindóia, SP (12/09/2002)

Sua mãe faleceu quando ele ainda tinha poucos meses de idade e o pai quando tinha 3 anos. Tinha uma irmã chamada Daura. Casou com Maria Ospina em 15/05/1943, se divorciaram em 08/1969 e tiveram 2 filhos.

Ramos Calhelha foi e é ainda uma voz muito imitada, principalmente na narração de traillers de filme. Mesmo a voz que grava os traillers da Paris Filmes atualmente, lembra muito a de Ramos Calhelha. Só quem ouviu e trabalhou ao lado dele, entende porque sua voz, povoou os sonhos de muitas gerações.

Ramos Calhelha, naturalmente, quando conversava, contando suas histórias ou mesmo discorrendo sobre qualquer assunto, descrevia as coisas em um tom sereno, firme e com palavras tão ricas e harmoniosas que era impossível não se viajar na imaginação. E de repente você se via em lugares, interagindo com coisas e pessoas as quais você nunca tinha visto.

Em 1938, ele ganhou uma bolsa de estudos e foi para a Niagara University nos Estados Unidos. A carreira de Ramos Calhelha foi muito rica e suas narrações feitas para a 20th Century Fox nos Estados Unidos, são inesquecíveis.

Como freelance, ele traduzia do inglês para o português e narrava traillers e filmes que vinham para o Brasil. Quando voltou para cá em 1970, trabalhou em rádio e gravou muitos comerciais.

Ramos Calhelha se foi para sempre em 12/09/2002, mas seu estilo e sua voz, nunca sairão de moda e jamais deixarão de ser imitados.

Ramos Calhelha faleceu de causas naturais.

Clique nos links abaixo e escute a voz de Ramos Calhelha fazendo uma narração memorável para a peça radiofônica Jonathan Gaivota:

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Fonte: Clube da Voz e Vozes Brasileiras

Nélia Paula

NÉLIA FARIA
(71 anos)
Atriz, Vedete e Humorista

* Niterói, RJ (26/10/1930)
+ Rio de Janeiro, RJ (08/09/2002)


Nélia Faria, que adotou o nome artístico de Nélia Paula, nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, em 26 de outubro de 1930. Desde pequena queria ser atriz e bailarina, por isso, em 1947, depois de ser aprovada num teste para bailarina na companhia de Eva Stachino, vedete chilena radicada no Brasil, fugiu de casa e mudou-se para São Paulo, estreando na Boate Cairo, com a data de nascimento alterada por que tinha somente 16 anos.

Depois de um romance frustrado, que a fez largar a carreira e se tornar aeromoça na ponte aérea Congonhas-Santos Dumont, voltou para o Rio de Janeiro, onde conheceu, em 1949, a atriz Wahita Brasil, sendo contratada como modelo para desfiles de moda e chás-dançantes vespertinos na Boate Night and Day. No ano seguinte, passa a ser crooner da Boate Casablanca, casa em que Renata Fronzi e César Ladeira montavam os shows Café Concerto. Convidada por eles, integra o elenco de Girls do Café Concerto nº 1, com o nome de Nelly Faria.

Dos shows em boate, passa para o Teatro de Revista, adota o nome artístico de Nélia Paula e integra o elenco de "Zum! Zum!", estrelado por Dercy Gonçalves. No espetáculo seguinte, "Ó de Penacho", ganha um número de cortina e é convidada para a companhia do comediante Colé para fazer parte da peça "Boca de Siri", de Geysa Bôscoli e Luiz Peixoto.

Nélia Paula e Colé vivem um romance clandestino, já que ele era casado com a vedete Celeste Aída, e ela ganha papéis de destaque nos espetáculos "Um Milhão de Mulheres" e "Tô aí Nessa Caixinha?". Em 1951, é eleita Princesa das Vedetes, no tradicional concurso do Baile das Atrizes, ano em que Virgínia Lane foi coroada rainha.

Em 1952, é a estrela da revista "Há Sinceridade Nisso?", de Roberto Ruiz, em que aparecia em cena usando um biquíni recoberto de brilhantes. Nesse mesmo ano, Colé termina seu casamento e ela passa a ser a vedete principal da companhia, estrelando vários sucessos de 1952 a 1960, como "Follies", "Glória", "Carrossel de 53", "Brotos em 3D", "Mulheres, Cheguei!" e "Mamãe Vote em Mim", sempre ao lado de Colé, com quem se casa.

Em 1954, torna-se estrela de Walter Pinto, na peça "Eu Quero é me Badalar". No ano seguinte, volta para a companhia de Colé, mas a relação entre eles entra em crise e o casamento termina, logo depois das filmagens da chanchada "Eva no Brasil".

Em 1956, volta à companhia de Walter Pinto e estrela "Botando Pra Jambrar". Na sequência, faz "É de Xurupito!" (1957), "Daquilo Que Você Gosta" (1959), "Eu Quero é Fofocar" (1959) e "É Xique-xique no Pixoxó" (1960).

Em 1962, deixa o Teatro de Revista, após ter sua única filha, e passa para a televisão, onde atua nos programas Noites Cariocas e Praça Onze.

Em 1966, volta ao teatro, substituindo Bibi Ferreira em "Hello! Dolly". Durante a década de 70, está na peça "Daquilo Que Você Gosta", "Longe Daqui, Aqui Mesmo" e "A Gaiola das Loucas", comédia de Jean Poiret, dirigida por João Bethencourt.

Em 1983, faz a novela Guerra dos Sexos, de Sílvio de Abreu, e, em 1985, está em Roque Santeiro, num papel escrito especialmente para ela por Aguinaldo Silva.

Seus últimos trabalhos na televisão foram ao lado de Chico Anysio, na Escolinha do Professor Raimundo, no início dos anos 90.

Televisão

  • 1993 - Escolinha do Professor Raimundo
  • 1990 - Escolinha do Professor Raimundo ... Amparito Pêra / Dona Clara
  • 1987 - Carmem ... Seríramis
  • 1985 - Roque Santeiro ... Amparito Hernandez
  • 1984 - Partido Alto ... Manuela
  • 1983 - Guerra dos Sexos ... Ludmila Petrovna

Em 1994, devido a problemas financeiros, foi morar no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, onde morreu, no dia 8 de setembro de 2002, vítima de Infarto.


Flávio Colin

FLÁVIO BARBOSA MAVIGNIER COLIN
(72 anos)
Ilustrador, Desenhista e Roteirista de Histórias em Quadrinhos

☼ Rio de Janeiro, RJ (20/06/1930)
┼ Rio de Janeiro, RJ (13/08/2002)

Flávio Colin foi um ilustrador, desenhista e roteirista de histórias em quadrinhos nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 20/06/1930.

Profissionalmente, Flávio Colin começou a desenhar histórias em quadrinhos aos 26 anos, na Rio Gráfica Editora (RGE), no Rio de Janeiro, entre o período de 1956 a 1959.

Seus primeiros trabalhos foram para as revistas "X-9" (sem nenhuma ligação com o "Agente Secreto X-9" de Alex Raymond) e Enciclopédia, mas, na RGE, ele desenhou várias revistas como "O Cavaleiro Negro, Águia Negra" (ambas de copyright americano) e "As Aventuras do Anjo", transposição para os quadrinhos de uma radionovela que fazia muito sucesso na época.

Entre os artistas que mais influenciaram Flávio Colin estão Milton Caniff ("Terry e os Piratas"), Chester Gould ("Dick Tracy"), Alex Raymond ("Flash Gordon"), Burne Hogart ("Tarzan"), Harold Foster ("O Príncipe Valente"), entre outros.

Flávio Colin chegou a publicar material em vários países como Itália, Bélgica, Uruguai (Histórias gerais como "Tierra de Historias") e Portugal pela Meribérica.

Morte

Flávio Colin morreu na terça-feira, 13/08/2002, às 5h00, aos 72 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de insuficiência respiratória. O maior desenhista de histórias em quadrinhos desse imenso país partiu, deixando por aqui inúmeros fãs, que jamais esquecerão da alegria que suas obras proporcionaram ao longo de mais de cinco décadas.

 Trabalhos

  • Revista O Anjo (RGE)
  • Revista Vigilante Rodoviário
  • Vizunga
  • Em 1994 desenhou para a Otacomix a revista Hotel do Terror. Que junto com a nova Spektro, não passaram do número 1.
  • Fawcett (Editora Nona Arte, depois republicada pela Devir Livraria)
  • Estórias Gerais (com roteiro de Wellington Srbek)
  • A Guerra dos Farrapos
  • Fantasmagoriana
  • Mapinguari e Outras Histórias
  • Flavio Colin: Filho do Urso e Outras Histórias
  • Mulher-Diabo no rastro de Lampião (Nova Sampa), em parceria com o roteirista Ataíde Braz
  • O Boi das Aspas de Ouro
  • O Curupira
Revistas

  • O Grande livro do Terror (anos 1970)
  • Neuros
  • Prótons
  • Sertão e Pampas
  • Calafrio
  • Mestres do Terror
  • Mundo do Terror
  • Inter Quadrinhos (Editora Ondas)

Revista Spektro

  • Os Bonecos Africanos (com roteiro de Hélio do Soveral)
  • O Matador de Lobisomens
  • Hotel Nicanor

Ferreira Netto

JOAQUIM ANTÔNIO FERREIRA NETTO
(64 anos)
Jornalista, Apresentador de TV, Radialista e Comentarista Político

* São Paulo, SP (02/01/1938)
+ São Paulo, SP (04/08/2002)

Ferreira Netto foi um jornalista, apresentador de TV, radialista e comentarista político nascico em São Paulo, SP, no dia 02/01/1938. Trabalhou na Folha da Tarde como colunista, e por inúmeras emissoras de televisão nas décadas de 1970, 1980 e 1990, onde apresentava um programa de debates, semanal ou diário, conforme o caso, que levava o nome "Programa Ferreira Netto".

"Programa Ferreira Netto" foi o primeiro da televisão brasileira a fazer um debate televisivo entre os dois principais candidatos ao governo paulista na eleição de 1982, Franco Montoro (PMDB) e Reynaldo de Barros (PDS), depois da abertura política de 1979, na TV Bandeirantes, onde manteve um programa de entrevistas políticas nos finais de noite.

Ferreira Netto costumava começar a atração conversando por um telefone vermelho com um suposto amigo, chamado de Léo. Usando desse estratagema, criticava e comentava as atualidades da política e da economia.

Ferreira Netto também era um crítico ferrenho do Partido dos Trabalhadores (PT) e do então presidente José Sarney.

Em outubro de 1970 Ferreira Netto invadiu o estudio da TV Excelsior e anúnciou o fim da TV durante um programa humorístico chamado "Adélia e Suas Trapalhadas".

Em 1990 candidatou-se ao Senado Federal pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN) do então presidente Fernando Collor de Melo, tendo perdido para Eduardo Suplicy (PT). No entanto, ficou à frente de nomes de vulto da política nacional, como o ex-governador Franco Montoro (PSDB) e do empresário Guilherme Afif Domingos (PL).

Ferreira Netto mantinha uma coluna com notícias de bastidores da televisão que era veiculada em vários jornais do Brasil, como O Dia, Folha da Tarde de Porto Alegre ou Jornal da Tarde de São Paulo.

Morte

Ferreira Netto faleceu em São Paulo, SP, aos 64 anos, às 21h25 do dia 04/08/2002, vítima de falência múltipla dos órgãos, após cirurgia para drenar um coágulo na cabeça e complicações hepáticas, em conseqüência de uma queda em sua casa.