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Alfredo Gomes

ALFREDO GOMES
(64 anos)
Atleta Corredor

☼ 16/01/1899
┼ São Paulo, SP (17/03/1963)

Alfredo Gomes foi um atleta corredor nascido no dia 16/01/1899.

Alfredo Gomes carregou a bandeira na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 1924 em Paris, na França. Participou da prova de cross-country, mas não concluiu o percurso, assim como 23 outros concorrentes. A prova foi disputada sob severas condições de terreno e climáticas, tendo sido concluída por apenas 15 participantes.

Alfredo Gomes também foi o vencedor da primeira edição da Corrida Internacional de São Silvestre, em 1925, realizada anualmente desde então em São Paulo, Brasil.

Há 90 anos o Clube Esperia mantém em seu acervo o troféu da primeira Corrida de São Silvestre, conquistado pelo atleta Alfredo Gomes, que realizou um percurso de 6,2 mil metros em 23min10s.

Alfredo Gomes trabalhava como eletricista da Companhia Telefônica e em seus momentos de lazer dedicava-se à sua paixão: A corrida.


Outro Esperiota que conquistou a São Silvestre foi o italiano Heitor Blasi, que realizou o mesmo percurso, de 6,2 mil metros, em 23min. O atleta conheceu Alfredo Gomes nas Olimpíadas  de Paris em 1924, e foi convidado por ele para integrar a equipe de corredores do clube. Na Itália, Heitor Blasi já tinha conquistado vários campeonatos, como em 1919, 1920, 1921 e 1923, e recebeu o diploma de Campeão da Itália pela Federazione Italiana de Atletica Leggera.

Juntos, Alfredo GomesHeitor Blasi se alternaram em conquistas, como a Volta de São Paulo (Prova Estadinho), Urbino Taccola, Volta de Campinas, Corrida Rústica Fanfulla e são Bicampeões da São Silvestre pelo Clube Esperia.

No clube, a modalidade começou a ser praticada em 1903 e tornou-se uma tradição figurando em todos os festivais esportivos. Hoje, o centro de esportes e lazer conta com uma das mais modernas pistas da cidade de São Paulo e contribui com a formação de atletas de ponta.

Até a 20ª edição, a Corrida Internacional de São Silvestre era disputada somente por brasileiros. Após assumir caráter internacional, passou a ser reconhecida em todo o mundo.

Alfredo Gomes faleceu aos 64 anos, no dia 17/03/1963, vítima de um ataque cardíaco enquanto estava correndo na mesma pista, do Clube Esperia, que o consagrou.

1ª Corrida de São Silvestre - 1925

Vencedor: Alfredo Gomes
Naturaliade: Brasil
Equipe: Clube Espéria - São Paulo
Tempo: 23m10s
Horário da Largada: 23h40
Percurso: 6.200m
Participantes: 146 atletas.
Chegada: 60 atletas.

Alfredo Gomes, atleta do Clube Esperia, após cruzar a linha de chegada e vencer a primeira Corrida de São Silvestre de 1925.
Percurso

Largada: Av. Paulista - Parque Trianon
Chegada: A.A. São Paulo - Ponte Pequena

Observação: Neste ano, segundo o regulamento, os 25 primeiros atletas eram premiados com medalha. Para ter o nome incluído na lista de classificação da prova, o participante tinha que chegar até 5 minutos após a chegada do campeão.

Indicação: Miguel Sampaio

João Havelange

JEAN-MARIE FAUSTIN GOEDEFROID HAVELANGE
(100 anos)
Advogado, Empresário, Atleta e Dirigente Esportivo

☼ Rio de Janeiro, RJ (08/05/1916)
┼ Rio de Janeiro, RJ (16/08/2016)

Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange, mais conhecido como João Havelange, foi um advogado, empresário, atleta e dirigente esportivo brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 08/05/1916.

João Havelange praticou natação e polo aquático profissionalmente, obtendo uma medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 1955. Como dirigente, João Havelange destacou-se por ser o sétimo presidente da Fédération Internationale de Football Association (FIFA), de 1974 a 1998, precedido no cargo por Sir Stanley Rous e sucedido por Joseph Blatter.

De 1963 a 2011, João Havelange foi membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Em 1998, ele foi eleito presidente de Honra da Fédération Internationale de Football Association (FIFA), sendo também torcedor e presidente de honra do Fluminense.

Filho do belga Faustin Havelange, um comerciante de armas radicado no Rio de Janeiro, onde possuía uma grande propriedade que se estendia pelos atuais bairros de Laranjeiras, Cosme Velho e Santa Teresa, desde a infância se dedicou aos esportes.

No Fluminense, foi escoteiro e atleta, infantil, juvenil e adulto, destacando-se em vários esportes, inclusive no futebol, pois em 1931 foi campeão carioca juvenil. Ainda nesta década graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF) e competiu como nadador nas Olimpíadas de Berlim, em 1936.

Brilhou como jogador de pólo aquático em Helsinque, Finlândia, em 1952, além de comandar a delegação brasileira em Melbourne, Austrália, em 1956. Posteriormente, foi dirigente de esporte, inicialmente na Federação Paulista de Natação, já que residia em São Paulo na época, em 1948.

Quando retornou ao Rio de Janeiro em 1952, se tornou presidente da Federação Metropolitana de Natação e vice-presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). A essa época já havia se formado advogado e além de acionista, ocupava o cargo de diretor executivo da Viação Cometa, tradicional empresa de transporte rodoviário de passageiros que opera nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

CBD e COI

De 1956 a 1974 presidiu a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), que congregava, à época, 24 esportes e não somente o futebol. Durante este período, o futebol brasileiro conheceu o ápice de sua história: Consagrou-se Tricampeão Mundial de Futebol com a conquista das Copas do Mundo de 1958, na Suécia de 1962, no Chile, e de 1970, no México.

João Havelange, filho de um belga comerciante de armas, afirmou em entrevista no programa do SporTV, "Histórias Com Galvão Bueno", que após a morte de seu pai, recebeu convite de uma empresa belga para dar continuidade aos negócios do comércio de armas, mas não aceitou tal convite por ter verdadeira aversão a armas, por se tratar de instrumento de morte e violência. João Havelange declarou que nunca possuiu uma arma em sua vida.

Em 01/09/1960 foi eleito Comendador da Ordem da Instrução Pública e a 28/02/1961 foi eleito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

João Havelange foi eleito para o Comitê Olímpico Internacional (COI) em 1963 e, com mais de 40 anos de mandato ininterrupto, foi decano desse órgão. Foi um dos dois únicos brasileiros que foram membros do Comitê Olímpico Internacional, juntamente com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman.

Os membros brasileiros no Comitê Olímpico Internacional (COI), desde a sua criação, até 2012, são os seguintes:
  • Raul do Rio Branco, de 1913 a 1938
  • Arnaldo Guinle, de 1923 a 1961
  • Antonio do Prado Júnior, de 1938 a 1955
  • José Ferreira dos Santos, de 1923 a 1963
  • João Havelange, de 1963 a 2012
  • Sylvio de Magalhães Padilha, de 1963 a 2002 (de 1995 a 2002 como membro honorário)
  • Carlos Arthur Nuzman, de 2000 a 2012


Carlos Arthur Nuzman completou 70 anos em 17/03/2012, pelo que, segundo a Carta Olímpica, ao final do ano deixaria de ser membro efetivo do Comitê Olímpico Internacional e passaria a integrar a entidade como membro honorário.

Desses membros, José Ferreira dos Santos e Sylvio de Magalhães Padilha integraram a Comissão Executiva do Comitê Olímpico Internacional. Sylvio de Magalhães Padilha foi, também, vice presidente do Comitê Olímpico Internacional, de 1975 a 1979.

A 13/11/1963 foi elevado a Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública.

Em 2011, renunciou, dias antes da entidade anunciar decisão sobre casos de corrupção que envolviam seu nome.

Presidente da FIFA

Eleito para a Fédération Internationale de Football Association (FIFA) em 1974, permaneceu à frente da entidade até 1998. Organizou seis Copas do Mundo, visitou 186 países e trouxe a China, desligada por mais de 25 anos por razões políticas, de volta à FIFA. Criou também os Campeonatos Mundiais de Futebol nas categorias infanto-juvenil, juvenil, juniores e feminina.

Neste período, torna-se amigo de Horst Dassler, herdeiro da marca esportiva Adidas, e dono da ISL, considerada a maior empresa de marketing esportivo do mundo, que comercializa os direitos de televisionamento e publicidade das Copas do Mundo de futebol e das Olimpíadas.

A 21/06/1991 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito.

Quando deixou a Presidência da FIFA, em 1998, já eleito Presidente de Honra, passou a se dedicar ao trabalho filantrópico junto às Aldeias Internacionais SOS, patrocinado pela entidade em 131 países.

Em abril de 2013, aos 96 anos de idade, renunciou à Presidência de honra da FIFA para escapar de qualquer punição por seu envolvimento em casos de corrupção naquela federação.

Acusações de Corrupção

No livro "Foul! The Secret World Of FIFA: Bribes, Vote-Rigging And Ticket Scandals", lançado em 2006, o jornalista investigativo Andrew Jennings descreve João Havelange como um dirigente corrupto. Segundo Andrew Jennings, o filho do fundador e ex-diretor da Adidas, Horst Dassler, comprou votos de delegados indecisos na primeira eleição de João Havelange. Dois anos depois, o brasileiro retribuiu o favor entregando a Horst Dassler o poder exclusivo sobre a comercialização dos principais torneios mundiais.

Prêmios

Dirigente do Século

Pesquisa realizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em 1999, aponta João Havelange como um dos três maiores Dirigentes do Século, junto com o Barão Pierre de Coubertin, fundador do COI e idealizador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, e o ех-presidente do COI, Juan Antonio Samaranch.

João Havelange ganhou durante a vida várias medalhas, como a Legion d'Honneur (França), A Ordem de Mérito Especial em Esportes (Brasil), Comandante da Ordem do Infante Dom Henrique (Portugal), Cavaleiro da Ordem de Vasa (Suécia) e, em 2002, recebeu do reitor Paulo Alonso, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o título de Doutor Honoris Causa.

João Havelange teve seu nome usado no estádio carioca do Engenhão (Estádio Olímpico João Havelange), estádio municipal cedido em comodato ao Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro, e Estádio Municipal João Havelange, estádio multiúso em Uberlândia, maior estádio do interior de Minas Gerais.

Prêmio "Faz Diferença" O Globo

Em 2010, foi eleito a Personalidade do Ano de 2009 no prêmio Faz Diferença do jornal O Globo.

Morte

João Havelange faleceu na manhã de terça-feira, 16/08/2016, no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele estava internado para tratamento de uma pneumonia desde julho de 2016. O sepultamento ocorreu às 15h00 de terça, 16/08/2016, no Cemitério São João Batista.

No final de 2015, João Havelange foi internado no mesmo hospital em decorrência de problemas pulmonares.

Em nota, o Hospital Samaritano não informou a causa da morte, disse apenas que "a instituição se solidariza com familiares e amigos do dirigente esportivo".

O presidente, Michel Temer, divulgou nota lamentando a morte de João Havelange.

"O esporte mundial perdeu hoje um dos seus mais expressivos líderes. João Havelange se dedicou com afinco ao desenvolvimento do esporte e, principalmente, do nosso Futebol. Presto solidariedade aos familiares e amigos neste momento de pesar."

Fonte: Wikipédia e G1

Sarah Corrêa

SARAH CORRÊA
(22 anos)
Nadadora

☼ Rio de Janeiro, RJ (14/08/1992)
┼ Rio de Janeiro, RJ (02/05/2015)

Sarah Corrêa foi uma nadadora brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 14/08/1992.

Nos Jogos Sul-Americanos de 2010, Sarah Corrêa ganhou a medalha de ouro no revezamento 4x200m livres, batendo o recorde da competição.

Integrando a delegação nacional que disputou os Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara, no México, ganhou a medalha de prata nos 4x200m livres por participar das eliminatórias da prova. Também ficou em 15º lugar nos 800 metros livres.

Sarah Corrêa se aposentou da natação em 2014, passando a iniciar uma carreira de modelo. Em sua carreira na natação, representou os clubes Unisanta, Minas Tênis Clube, Flamengo e Fluminense.

No período entre seus 11 e 17 anos, treinou com o técnico Daniel Wolokita, no Marina Barra Clube, na condição de sócia atleta, e a partir dos 18 anos, obteve autorização por mérito, visão esportiva e social do comando deste Clube, na época, e também pela afinidade com este treinador.


No final de fevereiro de 2014, com nova gestão, o Marina proibiu-a de lá continuar seus treinos, pois competia com a camisa de outro Clube que a patrocinava, apesar que o Marina não participava com qualquer apoio financeiro. Este fato dificultou muito sua continuidade como atleta, desestimulando-a e desistindo da carreira.

Foi trabalhar como vendedora de loja de varejo. Apesar da grande decepção, mas com verdadeiro espírito esportivo, ela deixou uma emocionante carta de agradecimento, encaminhada ao Diretor de Esportes, relativo ao período que treinou no Marina Barra Clube, abaixo transcrita:

Mensagem original de Sarah Corrêa enviada no sábado, 01/03/2014 para a Diretoria Esportiva do Marina Barra Clube:

"Bom dia Rogério! Tudo bom? Então, esta semana o Daniel veio me comunicar sobre a decisão do clube em relação a minha permanência. Por isso, venho por meio deste email agradecer imensamente o que vocês fizeram por mim em 2013, deixando com que eu treinasse no clube. O Marina sempre foi uma casa pra mim, já que eu cheguei no clube aos 11 anos e só fui me desligar aos 17. Sempre tive um grande carinho por todos os profissionais!! Então esse é o meu muito obrigada! Pois esse novo período ao lado do Daniel foi de extrema importância para minha carreira. Por ultimo, irei retomar a faculdade de educação física no segundo semestre e gostaria de talvez no futuro ter a oportunidade e privilégio de estagiar no Marina e manter esta relação com esse clube que faz parte da minha carreira como atleta. Atenciosamente, Sarah Corrêa."

Morte

Sarah Corrêa morreu na tarde de sábado, 02/05/2015, aos 22 anos. Sarah Corrêa foi atropelada por um carro na noite de sexta-feira, 01/05/2015, e levada em estado gravíssimo para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.

A mãe de Sarah Corrêa, Maria Fatima Alves Gonçalves, publicou no Facebook, no começo da madrugada, que Sarah estava em "estado de morte cerebral". A assessoria da Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, afirmou que a jovem morreu em decorrência de falência múltipla dos órgãos.

Maria Fátima afirmou em outra postagem que a filha foi "assassinada" e cobrou justiça. "Minha filha foi assinada por mais um maluco bêbado do trânsito dessa cidade quero justiça e não vou descansar enquanto não acabar com esse cara", desabafou a mãe na rede social.


De acordo com o Corpo de Bombeiros, o atropelamento ocorreu por volta das 18h00 na Estrada dos Bandeirantes. O veículo atingiu Sarah Corrêa e um homem identificado como Paulo Soares, de 58 anos. Ele morreu no local e Sarah Corrêa foi socorrida inconsciente.

Segundo a Polícia Militar, o atropelador foi levado para a 42ª DP. Já a assessoria da Polícia Civil informou que o motorista se apresentou espontaneamente na 42ª DP. Ele teria alegado que não prestou socorro às vítimas porque procurou atendimento em um hospital antes de se dirigir à unidade policial. Ele foi liberado depois de prestar depoimento, mas será chamado para dar novas declarações. A identidade dele não foi revelada pela corporação.

Ainda segundo a assessoria da Polícia Civil, foi feita perícia no local do acidente, imagens de câmeras de vigilância das imediações foram solicitadas e testemunhas do atropelamento estão sendo ouvidas.

Fonte: Wikipédia e G1

Cláudio Clarindo

CLÁUDIO CLARINDO DE OLIVEIRA
(38 anos)
Ciclista

☼ Santos, SP (07/05/1977)
┼ Santos, SP (25/01/2016)

Cláudio Clarindo de Oliveira foi um ciclista brasileiro especialista em ultraciclismo, nome que se dá as provas de ciclismo com longuíssimas distâncias.

Especialista em provas de longa distância, Cláudio Clarindo era considerado um dos dez melhores do mundo na modalidade de ultraciclismo.

Entre suas principais conquistas estão cinco conclusões da Race Across America (RAAM), nos anos de 2007, 2009, 2011, 2012 e 2015. Race Across America é um evento que atravessa 4.800 quilômetros dos Estados Unidos e é uma das competições mais duras do mundo. Tornou-se, assim, o primeiro latino-americano a completar cinco vezes a temida prova.

Carreira

Cláudio Clarindo teve seu início esportivo como nadador. Em 1992 iniciou sua carreira no triatlo, onde conquistou alguns títulos na categoria júnior, concluindo inclusive provas do Ironman Brazil.

Marcou seu nome na história no ciclismo de longa distância, onde era considerado um dos dez melhores do mundo na modalidade de ultraciclismo.

Em seus últimos anos de vida, trabalhava também como coordenador de Esportes de Praia da Secretaria Municipal de Esportes de Santos.

Por conta de seus feitos, ele foi um dos atletas escolhidos para levar a Tocha Olímpica Rio - 2016 durante sua passagem pela cidade de Santos.

 Conquistas e Honrarias

Em 2002, tornou-se o primeiro recordista brasileiro de longa distância, com 420 km entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Foi também vice-campeão do Extra Distance, conquistou recorde Sul Americano de 24 horas em velódromo, com 700 km completados e vice-campeão das 24h de Sebring, realizada na Flórida, Estados Unidos.

Sagrou-se bicampeão das 24h de Fortaleza.

Completou por 7 vezes o Ironman Brasil, e 1 vez o Ironman Hawaii.

Em dezembro de 2011 foi lançado o documentário "Sem Limites Dia e Noite", que trazia um relato da participação de Cláudio Clarindo na Race Across America (RAAM) daquele ano.

Morte

Cláudio Clarindo morreu no dia 25/01/2016, aos 38 anos, após ser atropelado por volta das 8h00, no Km 244 da Rodovia-Rio Santos, enquanto realizava seu treinamento diário.

O motorista que atropelou prestou socorro, mas mesmo assim Cláudio Clarindo morreu. O Hospital Santo Amaro informou que o ultraciclista deu entrada na unidade já em óbito, tendo sofrido parada cardiorrespiratória.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, o motorista dormiu no volante, atravessou a pista contrária e atingiu os ciclistas que estavam no acostamento com todos os equipamentos de segurança.

Fonte: Wikipédia

Francisco Sarno

FRANCISCO JOSÉ SARNO MATARAZZO
(85 anos)
Técnico e Jogador de Futebol

☼ Niterói, RJ (05/11/1924)
┼ São Paulo, SP (17/01/2010)

Francisco José Sarno Matarazzo foi um jogador e técnico de futebol brasileiro. Sarno, como ficou conhecido quando era jogador de futebol, nasceu na quarta-feira, 05/11/1924, na cidade fluminense de Niterói e começou sua carreira jogando no Botafogo carioca na década de 40.

Zagueiro de ofício, Sarno defendeu, além do Botafogo, o Palmeiras, o Vasco, o Santos e o Jabaquara Atlético Clube, último time que atuou como zagueiro e primeiro clube que trabalhou como técnico.

Em sua nova posição, no banco de reservas e atuando como técnico, foi conhecido como Francisco Sarno e trabalhou, além do Jabaquara, no Corinthians, Ponte Preta, Noroeste, Guarani, Coritiba, Atlético Paranaense, entre outros, e também dirigiu times na Colômbia.

Seu último trabalho em uma equipe de expressão foi no Campeonato Brasileiro de 1973 no comando do Clube Atlético Paranaense.

Polêmica

Francisco Sarno, por um breve período, foi comentarista esportivo na Radio Tupi de São Paulo em meados da década de 60, porém, não foi em palavras ditas aos ouvintes da rádio que o ex-zagueiro causou uma grande polêmica em 1965 e sim ao escrever e lançar, neste ano, o livro "Futebol, a Dança do Diabo" aonde relata os bastidores e o submundo da bola.

Francisco Sarno conquistou campeonatos como zagueiro e técnico em clubes brasileiros e os principais são:

  • 1951 - Campeão da Copa Rio pelo Palmeiras (Jogador)
  • 1955 - Campeão Paulista pelo Santos (Jogador)
  • 1968/1969 - Bi-campeão Paranaense pelo Coritiba (Técnico)

Falecimento

Francisco Sarno sofria, nos últimos anos, do Mal de Alzheimer e em decorrência deste mal faleceu no domingo, dia 17/01/2010, em São Paulo, SP, aos 85 anos.

Fonte: Wikipédia

Yoshihide Shinzato

Yoshihide Shinzato
(80 anos)
Mestre em Karate

☼ Okinawa, Japão (15/03/1927)
┼ Santos, SP (13/01/2008)

Yoshihide Shinzato foi um mestre de karatê nipo-brasileiro. Começou a praticar karatê aos 12 anos de idade, na escola (curso ginasial) com Anbun Tokuda (1886-1945), contemporâneo de Choshin Chibana e, como este, discípulo do Grão-Mestre Anko Itosu.

Nasceu em Okinawa, província situada no extremo sul do Japão, mais precisamente no arquipélago de Ryukyu, a capital política é a cidade de Naha. Estudou até o 1º ano do Ensino Médio na Escola Estadual de Okinawa e depois fui para o colégio militar em Tóquio. Em Pequim, China, atuou como rádio comunicador.

Após completar os estudos, Yoshihide Shinzato entrou para a academia do renomado Mestre Choshin Chibana. Durante a Segunda Guerra Mundial, Yoshihide Shinzato serviu no exército japonês como rádio-telegrafista, em Tóquio, retornando ao fim da guerra a Okinawa, onde retomou os treinamentos com Choshin Chibana.

Devido às grandes dificuldades decorrentes do período pós-guerra, Yoshihide Shinzato resolveu aceitar o convite de um tio que havia emigrado para o Brasil e tomou um navio, desembarcando em Santos, SP, em 15/01/1954. Fixou residência no município de Praia Grande. Assim que chegou, imbuído do espírito de aventura, Yoshihide Shinzato passou a trabalhar na lavoura onde plantava principalmente agrião, tornando-se, em seguida, feirante em Santos. Neste período, ele começou a praticar o karatê nos fundos de sua casa, onde ensinava ao filho mais velho e aos filhos de alguns membros da colônia Okinawana local.

A Fundação da Associação Okinawa

Em 1962 Yoshihide Shinzato fundou a sua primeira academia em Santos, a Associação Okinawa Shorin-ryu Karate-Do do Brasil, que viria mais tarde a se tornar uma forte associação. 5 anos depois, fundou uma organização nacional, a União Shorin-ryu Karate-Do do Brasil, com centenas de academias e clubes filiados.

Apesar de muito ligado ao espírito marcial do karatê, Yoshihide Shinzato dava muita importância ao aspecto esportivo da luta, incentivando a prática do karatê de competição, sem o qual, nos dias de hoje, uma arte marcial não sobrevive, principalmente com o advento do karatê olímpico, após o reconhecimento da modalidade pelo Comitê Olímpico Internacional.

Apesar de dar aulas nos fundos de sua casa na Praia Grande algum tempo após sua chegada ao Brasil, somente em 03/06/1962 Yoshihide Shinzato fundou a sua primeira escola, a Academia Santista de Karate-Do, na Rua Brás Cubas, em Santos.

Em 15/12/1962 a academia foi transferida para a Rua 15 de Novembro, 198. Três anos mais tarde, em 10/06/1965, passou a se chamar Associação Okinawa Shorin-ryu Karate-Do do Brasil, sendo transferida mais uma vez para a Rua General Câmara e depois para Avenida Senador Feijó, 219, 2º andar, em 15/05/1976.

Hoje sua academia, também conhecida como Shin Shu Kan - nome derivado dos ideogramas que compõem o seu próprio nome, Shin de Shinzato e Shu ou Yoshi de Yoshihide, e Kan que significa academia - fica situada na Avenida Senador Feijó, sempre em Santos, para onde foi transferida em janeiro de 2000.

Seu dojo é frequentemente visitado por karatecas, de todas as faixas e graus, não só do Brasil como também do exterior. Nele são realizados os mais importantes cursos, dos quais participam praticantes, inclusive de outros estilos, sendo considerado a sede da União Shorin-ryu Karate-Do do Brasil, e reuniões e assembleias onde são tomadas as principais decisões da entidade.

Bastante espaçosa e bem equipada com makiwara (tábua de madeira para calejamento de mãos e pés), sunatawara (sacos de areia para treinamento de socos, cuteladas e chutes), e equipamento de musculação (apesar de utilizar ainda os antigos implementos inventados pelos professores de Okinawa, tais como os feixes de bambu e os jarros de cerâmica cheios com areia), a academia recebe mais de 200 alunos por dia.

Yoshihide Shinzato e um aluno
Pelos registros já passaram pela escola mais de 7000 alunos do sexo masculino e mais de 300 do sexo feminino. Na academia são ministradas aulas pela manhã e à tarde nas segundas, quartas, sextas-feiras e sábados, e à tarde nas terças e quintas-feiras.

Em quase todas as aulas o Mestre Shinzato participava com seus ensinamentos preciosos, onde faziam sucesso as técnicas de yakusoku-kumite - treinamento de defesa pessoal. O seu método de aula incorporava uma ginástica completa (com quase uma hora de duração), bases de ataque e defesa, katas, técnicas de defesa pessoal, luta de competição, prática com armas antigas e treinamento em aparelhos de fortalecimento físico e teoria de karate, onde estavam incluídos o embasamento biofísico e bioquímico e filosofia zen-budista. O principal objetivo era atingir o fortalecimento físico e mental do praticante através de uma equilibrada harmonia de interação e a construção de uma perfeita ética de conduta moral.

Dentre os alunos de Yoshihide Shinzato destacaram-se caratecas famosos, alguns campeões nacionais e internacionais do cenário brasileiro, sul-americano e pan-americano, outros eminentes políticos da Baixada Santista. Pelo seu grande trabalho de divulgação nacional e internacional do caratê em prol, não apenas da modalidade, mas também de formação do caráter da juventude que pratica este esporte maravilhoso, Yoshihide Shinzato recebeu muitos prêmios, sendo o mais famoso deles o título de Cidadão Santista, dado pela Câmara Municipal de Santos, em 1983.

Em Okinawa seu trabalho foi reconhecido também e de Katsuya Miyahira recebeu, em 1986, o título de 9º Dan Hanshi. Na Confederação Brasileira de Karate Shinzato é considerado 8º Dan.

Todo último domingo de cada mês são realizados treinamentos especiais para faixas-pretas (os quais são obrigatórios para aqueles que almejam os graus mais altos). Cursos de arbitragem são ministrados pela União com a anuência da Confederação Brasileira de Karatê e da Federação de Karate do Estado de São Paulo. Nos outros estados também é grande a participação das filiadas nos cursos organizados pelas Federações locais. Diversos torneios são realizados a nível estadual e municipal, mas uma vez por ano é realizado um campeonato do estilo Shorin Ryu do qual todas as academias e clubes filiados costumam participar. No fim de cada ano a União, sob a égide de Yoshihide Shinzato, realizava-se o Shorin-ryu Karate-Do Bonenkai, uma grande festa de confraternização onde são realizadas demonstrações e cursos de atualização de kata.

Mudanças na Shorin em Okinawa

De tempos em tempos, Yoshihide Shinzato viajava a Okinawa para reciclar o seu karate com Choshin Chibana, sempre trazendo as novidades da ilha para o Brasil, procurando evitar a degeneração do estilo devido à distância em relação aos centros onde o Shorin-ryu é praticado em Okinawa.

Após a morte de Choshin Chibana em 1969, Yoshihide Shinzato passou a manter relações mais estreitas com Katsuya Miyahira, o sucessor de Choshin Chibana no estilo Shorin da linha Kobayashi em Okinawa. Paralelamente, Yoshihide Shinzato associou-se com o Mestre Katsuyoshi Kanei, falecido em 1993, então presidente da International Okinawa Kobudo Association, procurando complementar o curriculum do Shorin-ryu com as técnicas de lutas com as armas tradicionais de Okinawa.

Katsuya Miyahira
Visitas do Mestre Miyahira ao Mestre Shinzato

Katsuya Miyahira visitou o Brasil em 1977, participando dos festejos do 15º aniversário de fundação da Associação Okinawa Shorin-ryu Karate-Do do Brasil e do 10º aniversário da União Shorin-ryu Karate-Do do Brasil, e em 1991, na comemoração do 20º aniversário da Associação, ocasião em que fez demonstrações e ministrou cursos de kata para os caratecas brasileiros.

Em 1992, Yoshihide Shinzato reuniu uma equipe com os melhores atletas do estilo e participou, em Okinawa, do Uchinanchu Festival, onde fez demonstrações e visitou mestres e academias famosos da ilha.

A Ligação de Mestre Shinzato ao Karatê

Quando indagado, Yoshihide Shinzato costumava responder que, para ele, o caratê se resume em: disciplina, responsabilidade, harmonia, humildade e dignidade.

Além disso, informava que, quando chegou ao Brasil, foi muito difícil se estabelecer, mas, segundo uma velha frase de seus antepassados que diz "Três anos sobre a pedra", atingiu seus objetivos graças ao esforço e à participação de seus alunos, bem como à compreensão do povo brasileiro que o recebeu com muito carinho e entusiasmo.

Com relação à técnica do karatê, Yoshihide Shinzato explicava que a prática do kata é a essência da arte. No entanto, a prática dos kihons também devia ser enfatizada para que o aprendizado fosse completo, tanto que tinha elaborado e sistematizado kihons ao longo de sua vida, tornando o estilo Shorin um dos mais bem fundados neste tópico.

O Livro Kihon

Em 2006, Mestre Shinzato publicou um livro onde mostra a sua grande visão sobre o karatê, apresentando o estilo Shorin e registrando para a posteridade os kihons e os katas do estilo que são os seguintes: Naihanchi Shodan, Fukyu-gata dai Ichi, Naihanchi Nidan, Naihanchi Sandan, Fukyu-gata dai Ni, Pinan Shodan, Pinan Nidan, Pinan Sandan, Pinan Yondan, Pinan Godan, Itosu no Passai, Kusanku Sho, Matsumura no Passai, Kusanku Dai, Chinto, Jion, Gojushiho, Unshu, Teesho, Koryu Passai (estes dois últimos incorporados recentemente pelo Mestre Katsuya Miyahira) e Ryuko (este incorporado recentemente pelo próprio Mestre Shinzato), dos quais destaca como mais importantes os Naihanchi, os Kusanku e os Passai.

Quando perguntado a Yoshihide Shinzato qual o professor de karatê mais importante para o Brasil, ele respondeu que foi o pioneiro o Mestre Harada (do estilo Shotokan), praticamente o primeiro a introduzir a luta no nosso país. Indagando, então, sobre os que ainda estão vivos e atuantes, disse Koji Takamatsu, pelo Wado-ryu, e Juichi Sagara, pelo Shotokan.

Mestre Shinzato e Sua Família

Yoshihide Shinzato tinha cinco filhas, três filhos que também praticavam o karatê assiduamente e 15 netos. O mais velho é o único nascido em Okinawa, Masahiro Shinzato, atualmente graduado como 9º Dan e que, até 1999, era o presidente da Federação de Paulista de Karate-do. O seu filho do meio, formado em engenharia aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Nelson Mitsuhide Shinzato, é 4º Dan. O caçula, Eraldo Kazuo Shinzato, é engenheiro formado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e é 1º Dan.

Shin Shu Kan no Exterior

Com o crescente aumento do número de praticantes do Shorin-ryu Karate-Do nos países vizinhos ao Brasil, tais como Uruguai, Argentina e Bolívia, sempre sob a tutela do Mestre Shinzato, os representantes desses países resolveram fundar, em 1991, a International Union Shorin-ryu Karate-Do Federation. Embora na Argentina o Shorin-ryu já estivesse representado pelo Mestre Shoei Miyazato (8º Dan), um discípulo direto de Katsuya Miyahira, esse okinawano deixou suas atividades relativas ao caratê por motivos de saúde, fazendo com que Katsuya Miyahira delegasse ao Mestre Shinzato a coordenação do estilo naquele país. Com a fundação da International Union, Yoshihide Shinzato passou a ter um controle mais organizado das atividades, agora não apenas na Argentina, mas também nos outros países da América do Sul onde se verificava a presença do Shorin-ryu. Existem representantes ainda nos Estados Unidos e na Austrália.

Yoshihide Shinzato esperava que este organismo internacional crescesse ainda mais nos próximos anos, principalmente depois que o karatê foi oficialmente reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional. Por outro lado, Yoshihide Shinzato já havia dado os primeiros passos no sentido de registrar o estilo na World Karate-do Federation (WKF), substituta da primeira World Union Of Karate-do Organizations (WUKO), hoje extinta, que é a entidade internacional representante do esporte perante o Comitê Olímpico Internacional.

Homenagens

  • 23/06/1972 - Cidadão Santista - Câmara Municipal de Santos
  • 1978 - Medalha Primavera - Sociedade Geográfica Brasileira, São Paulo
  • 1994 - Grã-Cruz - Ordem ao Mérito Municipalista - Sociedade dos Estados Municipalistas, São Paulo
  • 31/03/2001 - Defensor de Bens Culturais - Câmara Municipal de São Paulo
  • 16/06/2001 - Medalha de Honra ao Mérito - Brás Cubas - Câmara Municipal de Santos
  • 8° Dan, pela World Karate Federation (WKF)
  • 9° Dan - Kobu-do Shin Shu Kan
  • 9° Dan, pela Federação Paulista de Karate-do (FPK)
  • 9° Dan, pela Confederação Brasileira de Karatê-do (CBK)
  • 10° Dan - Okinawa Shorin-Ryu Karate-do
  • Comendador do Outono do Governo do Japão

Fonte: Wikipédia

Lilico

LUIZ CLÁUDIO ALVES SILVA
(29 anos)
Jogador de Vôlei

☼ Niterói, RJ (27/09/1977)
┼ São Paulo, SP (13/01/2007)

Luiz Cláudio Alves Silva, conhecido como Lilico, foi um jogador de voleibol. Ficou conhecido como o primeiro voleibolista brasileiro a assumir publicamente a sua homossexualidade.

Em 1999, à época da convocação para as Olimpíadas de Sydney, Lilico chegou a afirmar que o preconceito contra sua orientação sexual teria lhe tirado a chance de defender a Seleção Brasileira, uma vez que ele não foi convocado pelo então técnico Radamés Lattari.

Em sucessivas entrevistas, Lilico repetia: "Sou gay, mas jogo como um homem!"

Avesso a usar relógio, Lilico ganhou o apelido do desenho do "Tiny Toons", produção de Steven Spielberg que transformou em crianças personagens de Hanna Barbera.

Em sua última passagem por clubes, Lilico defendeu a Ulbra, do Rio Grande do Sul, na temporada 04/05 da Superliga masculina de vôlei. Lilico deixou as quadras, passou a estudar jornalismo e tinha planos de trabalhar na TV. Um dos pontos fortes do jogador, de 1,99m era seu saque, que chegava a 100 km/h. Seu ataque tinha alcance de 3,55m.

O jogador foi campeão brasileiro de seleções juvenil em 1994; bicampeão da Copa Sudeste (94 pelo Banespa e 01 pelo Palmeiras); campeão da Copa Brasil em 94, pelo Banespa; vice-campeão mundial juvenil em 95; campeão do Challenger Brasil 01, pelo Palmeiras; campeão Paulista 2000/2001 com o Suzano; campeão gaúcho de 02, campeão da Superliga 2002/2003 e Campeão do Grand Prix 2002/2003, os três com a Ulbra.

Morte

Lilico morreu no sábado, 13/01/2007, aos 30 anos, em decorrência de um  Acidente Vascular Cerebral (AVC), que sofreu em em 30/12/2006.

No dia 30/12/2006, Lilico foi internado na UTI da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo.

A pedido de sua família, seus órgãos foram doados e seu corpo, cremado. "É uma forma de sabermos que estamos ajudando pessoas que precisam", afirmou o pai do ex-jogador, Aloísio Francisco da Silva

No sábado, 20/01/2007, foi realizada a missa de sétimo dia na Igreja São Luiz, em São Paulo. 

A mãe de Lilico, Maria Rodrigues Alves, pediu ao seu outro filho, Luiz Fernando Alves da Silva, e a Jorge Pablo Parodi que joguem as cinzas do ex-atleta no Parque do Ibirapuera, onde o mesmo adorava jogar vôlei nos finais de semana. 

Principais Resultados

  • 1994 - Campeão brasileiro de seleções juvenis
  • 1994 - Bicampeão da Copa Sudeste pelo Esporte Clube Banespa
  • 1995 - Vice-campeão mundial juvenil
  • 2000 - Campeão Paulista pelo time do município de Suzano
  • 2001 - Campeão Paulista pelo time do município de Suzano
  • 2002 - Campeão Gaúcho
  • 2002 - Campeão da Superliga
  • 2002 - Campeão do Grand Prix
  • 2003 - Campeão da Superliga
  • 2003 - Campeão do Grand Prix


Fonte: Wikipédia

Ricardinho

RICARDO DOS SANTOS
(24 anos)
Surfista

☼ Palhoça, SC (23/05/1990)
┼ São José, SC (20/01/2015)

Ricardo dos Santos, mais conhecido como Ricardinho, foi um surfista profissional brasileiro, especialista em ondas grandes e tubulares. Ele cresceu na paradisíaca Praia da Guarda do Embaú em Palhoça, Santa Catarina. O lugar que apesar de não ser o paraíso para surfistas, é bonito e atrai muitos turistas.

Aos 7 anos de idade com a ajuda e incetivo do primo, Ricardinho conhece o esporte que ia amar e praticar até sua morte, o surfe. Aos 12, o catarinense disputou o seu primeiro campeonato amador da categoria. Com o tempo, os patrocinadores foram aparecendo e se juntando ao apoio que sempre foi dado pela mãe, Luciene. Ricardinho cresceu, virou especialista em ondas pesadas e tubulares.

Estampou capas de revistas famosas e respeitadas no universo do surf. Em 2013 viajou para o Taiti para pegar a sua "Onda da Vida".

Para Ricardinho, não havia nada mais valioso do que a família. Tinha na mãe um espelho. No mar, o herói foi Andy Irons. O ídolo havaiano, morto em 2010, sempre foi tido como um guerreiro, uma inspiração.


Em 2012, após vencer o Trials para o WCT de Teahupoo pelo segundo ano seguido, que garantiu vaga para a etapa do Taiti, o brasileiro eliminou o 11 vezes campeão do mundo, Kelly Slater. Também superou o australiano Taj Burrow e só caiu diante de Mick Fanning. Terminou na quinta posição, mas levou para casa o prêmio Andy Irons Forever, por ter feito a apresentação mais inspiradora do evento. Na ocasião, considerou a honraria tão importante quanto vencer a etapa.

Venceu o Wave Of The Winter de 2013, quando se tornou o primeiro brasileiro da história a vencer o concurso americano que premia a melhor onda surfada durante a temporada havaiana. Bateu nomes como Kelly Slater e J.J. Florence. Naquela mesma temporada, quando brigava pelo terceiro título seguido do Trials, ao disputar uma onda com Jamie O'Brien acabou levando um soco na boca do americano.

Participante das competições oficiais da Liga Mundial desde 2008, Ricardinho já havia surfado em sete etapas do circuito mundial, além de eventos da Qualifying Series (torneio classificatório). Mais recentemente, estava atuando como freesurfer, especializando-se em ondas grandes. A pedido da mãe, registrava suas viagens num blog.

Morte

Ricardinho sempre amou e defendeu o lugar onde cresceu, a Guarda do Embaú. Nunca poderia imaginar que tanto amor lhe tiraria a vida. O "pedaço do céu", como ele uma vez se referiu ao local, sempre foi um dos pontos turísticos mais procurados da Grande Florianópolis, atraindo maus e bons turistas em todos os anos. A pequena praia, localizada a 50km de Florianópolis, era uma de suas paixões. Tinha espaço cativo em seus perfis, nos textos e imagens postadas por ele, em suas redes sociais. Mas nos últimos anos de sua vida, o catarinense vinha mostrando preocupação com "bandidos" que passaram a frequentar o local. Acreditava que os moradores não faziam nada "com medo de tomar tiro".

Por volta das 8h50min da manhã do dia 19/01/2015, Ricardinho e o avô, Nicolau dos Santos, faziam uma obra em casa, na Guarda do Embaú. O carro do PM Luiz Brentano, que é de Joinville e estava de folga, teria parado em cima de um cano em frente à casa do surfista. O avô pediu para que os dois homens retirassem o carro do local para que o reparo no cano pudesse continuar sendo feito. O policial teria se negado, e Ricardinho foi tirar satisfações, levando dois tiros no tórax e abdômen, sendo que um dos disparos foi feito pelas costas do atleta.


O surfista foi levado ao Hospital Regional de São José pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros e deu entrada consciente. Ele sofreu com as hemorragias, passou por quatro cirurgias, ficou na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não conseguiu reagir ao tratamento.

O quarto procedimento cirúrgico de Ricardinho foi encerrado no final da manhã de terça, 20/01/2015. O corpo médico conseguiu conter nova hemorragia, que havia surgido de manhã, e o surfista foi encaminhado novamente para a UTI. No entanto, mais uma vez, ele voltou a sofrer com as hemorragias e sofreu uma parada cardíaca, não resistindo, falecendo às 13h10min do dia 20/01/2015.

O autor do crime, o policial militar Luiz Brentano foi preso em flagrante por tentativa de homicídio após o ocorrido, mas alegou legítima defesa. Ele prestou depoimento por 20 minutos na Delegacia de Palhoça antes de ser encaminhado para o quartel da Polícia Militar em Florianópolis, onde permaneceu detido - assim como o irmão, que estava junto no momento do crime. O agente público estava de férias em Palhoça. Segundo a nota da corporação, o soldado, que pertence ao 8º Batalhão de Joinville, no Norte de Santa Catarina, responderá inquérito administrativo, além do que foi instaurado pela Polícia Civil.

O corpo do surfista foi enterrado, no cemitério de Paulo Lopes, na Grande Florianópolis. O velório ocorreu, no salão da Paróquia Santa Terezinha em Palhoça.

Repercussão

Foi feita uma imensa homenagem ao freesurfer no Rio da Madre, na Guarda, no dia 22/01/2015. Mais de 300 pessoas, entre familiares, amigos, surfistas e nativos fizeram um ato para a lembrança de Ricardinho, sob gritos de "Justiça" e "É campeão". Homens, mulheres e crianças formaram um grande círculo e de mãos dadas, rezaram, choraram e exaltaram Ricardinho. Com as pranchas, surfistas de todas as idades batiam com as mãos para levantar água, ecoar e exaltar o amigo que foi embora.

O presidente da Liga Mundial de Surfe (WSL), Paul Speaker, deixou New York e desembarcou em Santa Catarina para participar desta última homenagem. Jacqueline Silva, Mineirinho, Alejo Muniz, Renan Rocha e Luan Wood são alguns dos surfistas que também estiveram presentes no adeus a Ricardinho.

Quando souberam da triste notícia, surfistas em Pipeline, no Havaí, fizeram um grande círculo no mar em lembrança ao brasileiro.

O crime chocou e comoveu o mundo do surfe. Surfistas do mundo inteiro prestaram homenagem ao colega de trabalho, sempre ressaltado seu talento e sua índole. Entre eles, estão o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe e amigo pessoal de Ricardinho, Gabriel Medina"Inspirador" foi a palavra que Gabriel Medina usou para classificar o amigo e o maior surfista de todos os tempos, Kelly Slater, que disse estar horrorizado com a criminalidade no Brasil.

Colegas e amigos de Ricardinho, como Alejo Muniz, Adriano de Souza, Jacqueline Silva, Renan Rocha, Jadson André, Maya Gabeira, Sunny Garcia, Filipe Toledo, Pedro Scooby, Teco Padaratz, Raoni Monteiro também se pronunciaram e prestaram homenagens a Ricardinho. A Liga Mundial de Surfe (WSL) fez um vídeo em homenagem ao atleta assassinado e destacou suas melhores ondas.

Fora do mundo do surfe, atletas de diversos esportes se manifestaram sobre o ocorrido. Entre eles, estão o maior tenista brasileiro, também nativo da Grande Florianópolis, Guga Kuerten, o pentacampeão mundial de Skate, Sandro Dias, zagueiro do PSG e da Seleção Brasileira, David Luiz, além do pivô do Cleveland Cavaliers, Anderson Varejão.

Fonte: Wikipédia

Rosa Branca

CARMO DE SOUZA
(68 anos)
Jogador de Basquete

☼ Araraquara, SP (16/07/1940)
┼ São Paulo, SP (22/12/2008)

Carmo de Souza foi um jogador de basquete brasileiro, mais conhecido como Rosa Branca, era formado em Educação Física na cidade de São Carlos, na antiga Escola Superior de Educação Física de São Carlos, hoje curso vinculado a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ele era diretor da Federação Paulista de Basketball e estava aposentado pelo Serviço Social do Comércio (SESC), onde trabalhou entre 1975 e 2003, como técnico da programação esportiva.

Rosa Branca nasceu Carmo de Souza, em 16/07/1940, na cidade de Araraquara. Desde criança mostrou-se interessado e apaixonado por esportes em geral. Ainda na infância o pequeno Carmo destacou-se nas modalidades de salto em altura e distância, mas foi na adolescência que conheceu seu grande amor, o basquete.

O primeiro contato com a bola laranja aconteceu no Nosso Clube de Cestobol, em Araraquara.

Ainda na cidade natal Rosa Branca defendeu seu primeiro clube profissional, o Nosso Clube Araraquara. Ainda jogou no São Carlos, no Palmeiras e no Corinthians, onde conseguiu a façanha de sagrar-se campeão brasileiro por 8 anos consecutivos.


Rosa Branca defendeu a seleção brasileira por 12 anos. Foram 78 partidas e 539 pontos. Era tão versátil que atuou nas 5 posições, com mais destaque nos papéis de pivô e ala de força. Ele é uma dos cinco jogadores presentes nas duas conquistas de campeonato mundial, em 1959, no Chile, e 1963, no Brasil. Além disso ajudou o país a conseguir duas medalhas olímpicas de bronze, em 1960 em Roma, e 1964 em Tóquio, além do bronze no Pan de 1955 e a prata no Pan de 1963.

Sua carreira começou no Nosso Clube de Cestobol de Araraquara, mas só passou a alcançar exito jogando magnificamente pelo São Carlos Clube onde foi Campeão Paulista do Interior e Vice-campeão Paulista em 1956, onde jogou até 1958.

Em 29/10/1958, transferiu-se para o Palmeiras, onde continuou com grandes exibições e conquistas, posteriormente passou pelo Juventus, e encerrou a carreira jogando pelo Corinthians, em 1971.

Rosa Branca é respeitado em São Carlos até os dias de hoje, pelos feitos de sua carreira junto ao São Carlos Clube que o projetou, é considerado e reconhecido como Cidadão São-Carlense.

Rosa Branca ao lado do zagueiro Galhardo
Entrevista Com Rosa Branca

Por que o apelido Rosa Branca?
Essa história começou em 1954, na cidade de Araraquara. Cheguei ao treino do Nosso Clube com uma revista O Cruzeiro nas mãos. Esta revista tinha uma foto de um motorista do Getúlio Vargas que se chamava Rosa Branca. Os jogadores me acharam parecido com o motorista e começaram a me chamar de Rosa Branca. Na época, não gostei muito, mas hoje tenho orgulho do apelido.

Como foi a conquista do título no Mundial do Chile, em 1959?
Em 1959, levamos vantagem por causa da desistência da União Soviética, que não jogou contra a China. Mas a seleção estava muito bem e acho que ganharíamos o título mesmo assim. Ficamos três meses treinando isolados na Ilha das Enxadas. Lá, a equipe respirava basquete o dia inteiro. Só tínhamos folga nos fins-de-semana, quando íamos para o Rio de Janeiro, com o Kanela tomando conta dos jogadores. Kanela era um técnico excepcional, com uma grande paixão pelo basquete. Sem ele e sem esse grupo excelente de jogadores, a conquista do bicampeonato mundial seria impossível. 

Fale um pouco sobre a conquista do bicampeonato mundial.
No ano de 1963, tivemos uma campanha muito boa. Fomos campeões do Sul-Americano, em Lima, e levamos a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de São Paulo. Durante o Mundial, no Rio de Janeiro, jogamos muito bem. Houve uma renovação no time. Kanela chamou alguns bons jogadores de equipes paulistas, como Ubiratan Maciel, Vitor Mirshawka e Luis Cláudio Menon. Da seleção brasileira campeã mundial de 1959, ficamos apenas eu, Amaury Pasos, Wlamir Marques, Waldemar Blatskaukas e Jathyr Schall. Chegamos invictos na final, onde enfrentamos a seleção dos Estados Unidos. Era a mesma equipe que nos derrotou na final dos Jogos Pan-Americanos naquele mesmo ano, mas, dessa vez, ganhamos por 85 a 81. Bati os lances-livres que fecharam a partida. O Maracanãzinho estava lotado com quase 20 mil pessoas. Foi uma grande festa. O jogo terminou às onze horas da noite e só consegui sair de quadra às três da manhã. É uma conquista que ficou marcada na história do basquete.

Quais são os jogadores brasileiros que se destacam na atualidade?
Se tivesse que montar a minha seleção hoje, ela teria os pivôs Nenê e Anderson Varejão, o ala Marcelinho e os armadores Leandrinho e Valtinho. Mas cada técnico tem a sua opinião e trabalha da sua maneira. Existem outros bons jogadores, como os alas Renato, do COC/Ribeirão Preto, e Guilherme, que está na Itália. Também temos outros pivôs excelentes, como André Bambu (Uniara), Alírio (Mogi), Luis Fernando e Michel (Minas) e Tiago Splitter, do time espanhol Bilbao Basket.

E as chances do Brasil no Pré-Olímpico?
Tenho muita confiança nesses meninos. Os adversários mais difíceis são Estados Unidos, Argentina e Porto Rico, que joga em casa, mas temos muita chance de conseguir uma das três vagas para as Olimpíadas de Antenas, em 2004. Se os jogadores estiverem conscientes da responsabilidade que é vestir a camisa da seleção brasileira e se entrarem em quadra com vontade de ganhar, podem derrotar qualquer equipe.

Você lembra de alguma história engraçada sobre a seleção brasileira?
Quando jogamos contra a Rússia, durante o Mundial de 1963, um juiz uruguaio, que não devia gostar de brasileiros, estava apitando muito mal, em favor dos russos. A partida estava muito disputada e tensa. Depois de uma falta técnica do Amaury, marcada injustamente, o Kanela se enfureceu e deu um tapa forte na cara do juiz. O jogo parou e o Kanela foi expulso. Foi complicado tirar ele de quadra, mas o jogo continuou e a expulsão acabou sendo um estímulo para que os jogadores da seleção brasileira conquistassem a vitória. Na época, Nelson Rodrigues até escreveu uma crônica sobre esse episódio chamada "O Tapa Cívico"

Morte

Carmo de Souza, o Rosa Branca, morreu na manhã de segunda-feira, 22/12/2008, aos 68 anos, no Hospital Metropolitano, em São Paulo. Ele estava internado, desde a última sexta-feira, por causa de uma pneumonia.

Rosa Branca, com mais um troféu conquistado pelo Corinthians, comemorando com o dirigente alvinegro Francisco Mendes, no desembarque da delegação.
Títulos
  • 1956 - Campeão Paulista do Interior - São Carlos Clube
  • 1956 - Vice-campeão Paulista - São Carlos Clube
  • 1959 - Campeão Mundial - Seleção Brasileira
  • 1960 - Medalha de Bronze Olímpica - Jogos Olímpicos de Roma
  • 1961 - Campeão Paulista - Palmeiras
  • 1963 - Bicampeão Mundial - Seleção Brasileira
  • 1963 - Campeão Paulista - Palmeiras
  • 1964 - Medalha de Bronze Olímpica - Jogos Olímpicos de Tóquio