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Paulo Silvino

PAULO RICARDO CAMPOS SILVINO
(78 anos)
Ator, Humorista, Compositor e Cantor

☼ Rio de Janeiro, RJ (27/07/1939)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/08/2017)

Paulo Ricardo Campos Silvino, mais conhecido por Paulo Silvino, foi um ator, humorista e compositor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 27/07/1939.

Filho de Silvino Netto e Naja Silvino, não tardou a despontar para a carreira artística. Com 20 anos, ao lado de nomes como Altamiro Carrilho, Durval Ferreira e Eumir Deodato, lançou o LP "Nova Geração Em Ritmo de Samba", compondo e interpretando com sua voz abaritonada a maioria das canções, ainda sob o nome de Silvino Júnior.

Durante as décadas de 1960 e 1970, ampliou sua produção musical e teatral, escrevendo e atuando em peças e filmes. Passou pelas extintas TV Tupi, TV Continental, TV Rio e TV Excelsior.

Paulo Silvino estreou na TV Globo em 1967, em "TV Ó - Canal Zero" e ganhou dois prêmios como o melhor comediante de televisão do ano. Desde então, apresentou e foi destaque em diversos programas de humor da TV Globo: "Faça Humor, Não Faça Guerra", "Satiricom", "Planeta dos Homens", "Balança Mas Não Cai", "Viva o Gordo" e "Brasil Pandeiro".

Em 1988, Paulo Silvino comandou inúmeras vezes o "Cassino do Chacrinha", substituindo o Velho Guerreiro, Chacrinha.

Paulo Silvino no programa "Satiricom", 1974
Paulo Silvino esteve no SBT de 1989 a 1992, onde atuou em "A Praça é Nossa" e na "Escolinha do Golias", ao lado de Ronald Golias.

Participou da "Escolinha do Professor Raimundo", entre 1993 e 1995, na TV Globo, e da "Escolinha do Barulho" (1999), na TV Record.

De volta à TV Globo, participou do programa "Zorra Total", onde já fez muitos personagens, mas atualmente interpretava o mulherengo Alceu.

O humor de Paulo Silvino é fortemente baseado em bordões e piadas de duplo sentido. É, portanto, típico daquele que fez escola nos programas no qual atuou nos anos 60 e 70. São memoráveis o bordão do policial Fonseca, em quadro no qual contracenava com Jô Soares ("Guenta, doutor, ele gueeeeenta!"), e, do porteiro Severino ("Isso é uma tremenda bichona, seu diretor!" e "Cara, crachá! Cara, crachá!").

Paulo Silvino sempre buscou a piada simples, mas de gosto popular, ao criar seus tipos, popularizando assim os bordões de seus personagens.

No cinema, participou de "Um Edifício Chamado 200" (1973), "Com a Cama na Cabeça" (1973), "O Rei da Pilantragem" (1968), "Minha Sogra é da Policia" (1958) e "Sherlock de Araque" (1957).

Paulo Silvino é pai de três filhos: Flávio Silvino, João Paulo Silvino e Isabela Silvino.


Após gravar seu primeiro LP e atuar em algumas novelas da TV Globo, Flávio Silvino teve sua carreira parcialmente interrompida em 02/11/1993 ao sofrer um grave acidente de carro que lhe causou danos cerebrais ao deixá-lo em coma durante 3 meses e meio.

Paulo Silvino fazia parte do elenco de "Zorra Total" com seu personagem Severino, que participava do Strip Trem Quiz, e o Senador ("Eu quero é mamar!"). Com a mudança no "Zorra Total", Paulo Silvino integrou o novo elenco do programa que tem pelo nome de "Zorra" apenas. Em 2017 deixou o programa.

Paulo Silvino descobriu em julho de 2016 que tinha um endocarcinoma, câncer de estomago. Foi operado com sucesso total pelo cirurgião oncologista Drº Leonaldson Castro e, desde o início de setembro de 2016, fazia sessões de quimioterapia para a remissão da enfermidade.
"Só faltam quatro sessões e Paulo Silvino está ótimo! A intenção é voltar logo para a telinha mas antes disso estaria lançando, em março de 2017, seu livro-vídeo 'As Aventuras do Papaceta'"
"Quero morrer na ativa, trabalhando na minha querida TV Globo", contou certa vez. Paulo Silvino esteve na emissora desde 1966. Nesses 50 anos de casa, participou de diversos programas humorísticos, apresentou-se no programa de auditório "Porque Hoje é Sábado", foi redator do "Domingão do Faustão" e chegou a narrar uma novela, "O Pulo do Gato" (1978).

Morte

Paulo Silvino morreu na manhã de quinta-feira, 17/08/2017, aos 78 anos, no Rio de Janeiro, vítima de um câncer no estômago. Segundo a Central Globo de Comunicação, o humorista morreu em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, no início da manhã.

Em redes sociais, o filho mais novo do ator, João Paulo Silvino, lamentou a morte do pai:
"Que Deus te receba de braços abertos meu pai amado!"
Segundo a família, Paulo Silvino chegou a ser submetido a uma cirurgia em 2016, mas o câncer se espalhou e a opção da família foi que ele fizesse o tratamento em casa. A filha de Paulo Silvino, Isabela Silvino, também usou as redes sociais para falar sobre a morte do pai:
"Amigos, obrigada por todas as mensagens. Ainda estou naquele processar isso tudo. Mas posso dizer que ele foi bem. Sem sofrer!"

Fonte: Wikipédia e G1

Luiz Melodia

LUIZ CARLOS DOS SANTOS
(66 anos)
Cantor, Compositor e Ator

☼ Rio de Janeiro, RJ (07/01/1951)
┼ Rio de Janeiro, RJ (04/08/2017)

Luiz Carlos dos Santos, mais conhecido como Luiz Melodia, foi um ator, cantor e compositor brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 07/01/1951. Era filho do sambista e compositor Oswaldo Melodia, de quem herdou o nome artístico.

Luiz Melodia nasceu no Morro do Estácio, bairro da cidade do Rio de Janeiro. Filho de Oswaldo e Eurídice, descobriu a música ao ver o pai tocando em casa:
"Fui pegando a viola dele, tirando uns acordes, observando. Ele não deixava eu pegar a viola de 4 cordas que era uma relíquia, muito bonita, onde eu aprendi a tocar umas coisas!"
Apesar da precoce afinidade com a música, Luiz Melodia acabou contrariando seu pai, que sonhava vê-lo um "doutor" formado:
"Ele não apoiava, não adiantou coisíssima alguma, até porque as coisas foram acontecendo. Depois ele veio a curtir para caramba, quando ele faleceu, perdi um grande fã!"
Luiz Melodia começou sua carreira musical em 1963 com o cantor Mizinho, ao mesmo tempo em que trabalhava como tipógrafo, vendedor, caixeiro e músico em bares noturnos.

Em 1964 formou o conjunto musical Os Instantâneos, com Manoel, Nazareno e Mizinho.

Depois de abandonar o ginásio Luiz Melodia  passou a adolescência compondo e tocando sucessos da Jovem Guarda e bossa nova, com o grupo Instantâneos formado com amigos. Essa experiência, juntamente com a atmosfera em que vivia, do tradicional samba dos morros cariocas, resultaram em uma mescla de influências que renderam a Luiz Melodia um estilo único. Logo acabou por chamar atenção de um assíduo frequentador do Morro do Estácio, o poeta Waly Salomão e de Torquato Neto.


Através de Waly Salomão, Gal Costa acabou conhecendo um de seus compositores prediletos, resultando na gravação de "Pérola Negra" no disco "Gal a Todo Vapor" (1972). Pouco depois era vez de "Estácio, Holly Estácio", ganhar sua interpretação na voz de Maria Bethânia. Foi nesta época que o artista assumiu então o nome de Luiz Melodia, apropriando o sobrenome artístico de seu pai Oswaldo, e lançou no ano seguinte , 1973, seu primeiro e antológico disco "Pérola Negra".

Sua postura porém, mantinha a mesma irreverência e inquietude, do garoto que tocava Iê-Iê-Iê nos berços de samba carioca, que lhe rendeu um estilo musical inconfundível, assim como críticas que o consideravam um artista "maldito", ao lado de nomes como Fagner e João Bosco, por exemplo.
"Não éramos pessoas que obedeciam. Burlávamos, pode-se dizer assim, todas as ordens da casa, da gravadora. Rompíamos com situações que não nos convinham. Sempre acreditei naquilo que fiz e faço!"
(Luiz Melodia)

Sua carreira acabou por consolidar-se no disco seguinte, "Maravilhas Contemporâneas" (1976), popularizado pela canção "Mico de Circo", que seria gravado em seu retorno ao Rio de Janeiro.

Nas décadas seguintes, Luiz Melodia lançou diversos álbuns e realizou shows, inclusive internacionais.

Em 1987 apresentou-se em Chateauvallon, na França e em Berna, Suíça, além de participar em 1992 do III Festival de Música de Folcalquier, na França, e em 2004 do Festival de Jazz de Montreux à beira do lago Lemán, onde se apresentou no auditório Stravinski, palco principal do festival.

Já conhecido do público e tendo alcançado seu espaço no cenário da Música Popular Brasileira, Luiz Melodia lançou "Nós" (1980), incluindo "Codinome Beija-Flor".

No disco seguinte, "Relíquias" (1985), fez uma releitura com novos arranjos para sucessos como "Ébano" "Subanormal".

No registro intimista intenso de "Acústico - Ao Vivo" (1999), em que Luiz Melodia passeia novamente por sua obra, agora através da espontaneidade de um disco gravado ao vivo durante sua turnê nacional, considerado sucesso de público e crítica.

Década de 70

Em 1972, sua música "Pérola Negra" foi gravada por Gal Costa no LP "Gal a Todo Vapor", através dos poetas-compositores Waly Salomão e de Torquato Neto, que o ouviram no bairro carioca do Estácio, onde morava o compositor. Nesse mesmo ano, Maria Bethânia gravou sua composição "Estácio, Holly Estácio"

Em 1973, lançou o primeiro LP, "Pérola Negra", registrando suas composições "Magrelinha", "Estácio, Holly Estácio", "Vale Quanto Pesa""Farrapo Humano", entre outras.

Dois anos depois, em 1975, foi finalista do Festival Abertura, da TV Globo, com a música "Ébano".

Em 1976 sua música "Juventude Transviada" foi incluída na trilha sonora da novela "Pecado Capital" da TV Globo e gravada no seu LP "Maravilhas Contemporâneas".

Ainda nos anos 1970, quando começou a ser mais conhecido, participou do Projeto Pixinguinha, dividindo o palco com Zezé Motta.

No ano de 1978 gravou o LP "Mico de Circo".

Décadas de 80 e 90

Na década de 80 lançou os LPs "Nós" (1980), "Felino" (1983), "Claro" (1985) e "Pintando o Sete" (1989). Este último incluiu um de seus maiores sucessos, "Codinome Beija-Flor" (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Arias.

Em 1991, gravou "Codinome Beija-Flor" para a trilha sonora de "O Dono do Mundo", novela da TV Globo.

No ano de 1995 lançou o CD "Relíquias", e fez participação especial no CD "Guitarra Brasileira", de Renato Piau, no qual interpretou "Me Beija" (Luiz Melodia, Renato Piau e Tureko). No disco também interpretou "Fadas" (Luiz Melodia).

Em 1997 lançou o CD "14 Quilates".

Em 1998, participou do disco-homenagem "Balaio do Sampaio", de Sérgio Sampaio, produzido por Sérgio Natureza, no qual interpretou a faixa "Cruel" (Sérgio Sampaio).

Em 1999, lançou "Luiz Melodia: Acústico, Ao Vivo", gravado no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, com a participação de Renato Piau (violão de aço e náilon) e Perinho Santana (violão de náilon e guitarra). Interpretou também músicas de outros compositores, como Zé Kéti e Hortêncio Rocha na faixa "Diz Que Fui Por Aí".

2000 - 2006

No ano 2000 realizou o mesmo show no Garden Hall, no Rio de Janeiro.

Em 2001, lançou o CD "Retrato do Artista Quando Coisa", com arranjos de cordas e sopros. O disco, produzido pelo guitarrista Perinho Santana, com arranjos sofisticados de sopros e cordas na maioria das faixas, contou com a participação de Ricardo Silveira (guitarra) e Luiz Alves (baixo acústico). No repertório incluiu suas composições "Feeling da Música" (Luiz Melodia, Ricardo Augusto e Hyldon), "Gotas de Saudade" (Luiz Melodia e Perinho Santana), "Lorena" (Luiz Melodia, Renato Piau e Mahal), que contou com a participação de seu filho Mahal, "Brinde" (Luiz Melodia e Ricardo Augusto), "Esse Filme Eu Já Vi" (Luiz Melodia e Renato Piau), "Perdido" (Luiz Melodia e Cara Feia), "Boa Atmosfera" (Luiz Melodia e Cara Feia), "Quizumba" (Luiz Melodia e Cara Feia), e a faixa-título, sobre versos de Manoel de Barros, além de "Otimismo" (Célio José e Marize Santos), "Levanta a Cabeça" (Ivan Nascimento e Osvaldo Nunes), "Sempre Comigo" (William Duba e Anísio Silva) e "Poderoso Gangster" (Guida Moira).

Lançou no ano de 2002 o CD e o DVD "Luiz Melodia Convida - Ao Vivo", gravado no Pólo Cine Vídeo, no Rio de Janeiro, com a participação de Zeca Pagodinho, Zezé Motta e Luciana Mello, entre outros artistas. O CD ganhou como faixa bônus "Presente Cotidiano", dueto com Gal Costa gravado em estúdio.

Apresentou-se, em 2005 no Parque dos Patins, no Rio de Janeiro, dentro do projeto Vivo na Lagoa. Neste mesmo ano participou do CD "Um Pouco de Mim - Sérgio Natureza e Amigos", no qual interpretou "Vela no Breu" (Paulinho da Viola e Sérgio Natureza).

Em 2006, apresentou-se no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro e foi capa da revista Carioquice, editada pelo Instituto Cultural Cravo Albin. Neste mesmo ano, ao lado de Eudes Fraga, Wanda Sá e Claudia Telles, participou do CD "Par ou Ímpar", de Marcelo Lessa e Paulinho Tapajós, no qual interpretou a faixa "Veludo Azul".

MTV 2008 - Estação Melodia MTV

Há sete anos, Luiz Melodia acalentava a ideia de um projeto sobre samba. Paralelo a isso, em meados de 2006, o cantor foi convidado para fazer um show especial em comemoração aos 70 anos do Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Focado em sambas de várias épocas, o espetáculo seria o embrião, por assim dizer, do disco "Estação Melodia", cujo repertório é a base do espetáculo que originou estes CD, DVD e programa Especial MTV.

No carnaval de 2016, o repertório foi fechado e um desejo antigo começava a se delinear. Assim, cinco anos depois de seu último CD em estúdio, Luiz Melodia voltava à cena com um trabalho de interpretação, que não deixa, em última instância, de ser também de composição: a assinatura que o cantor imprime às canções é tão particular, que perpassa a nítida impressão de co-autoria.

Álbum Zerima (2014)

Em 2011 participou do quarto disco solo do titã Sérgio Britto, lançado em setembro de 2011, "Purabossanova".

Em 2013 apresentou-se no Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, foi lançada a caixa "Três Tons de Luiz Melodia", contendo três álbuns gravados pelo cantor em três décadas diferentes: "Pérola Negra" (1973), "Felino" (1983) e "Pintando o Sete" (1991).

Em 2014 lançou em show no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro, o CD "Zerima", seu 13º disco solo. Há 13 anos sem um disco de inéditas, Luiz Melodia voltou ao seu típico gênero musical. O samba e outras bossas, ouvido nas 14 faixas é tão pessoal e intransferível quanto sua ótima qualidade vocal.

Cheio da classe e do suingue habituais, Luiz Melodia apresenta novas composições como "Cheia de graça" (Luiz Melodia), cujos versos "o desejo é fera que devora" dão a tônica amorosa que perpassa o trabalho. Um amor dolente com jeito de fossa, como em "Dor de Carnaval" (Luiz Melodia), que conta com a participação especial da cantora e compositora paulista Céu.

Prêmios

Em 2015 ganhou o Prêmio Música Popular Brasileira na Categoria MPB - Canção Popular - Melhor Cantor pelo disco "Zerima". Neste mesmo ano fez turnê de lançamento do CD "Zerima", por Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, em show no Circo Voador, na Lapa, zona boêmia da cidade.

Morte

Luiz Melodia morreu na madrugada de sexta-feira, 04/08/2017, por volta das 5h00, aos 66 anos. Luiz Melodia lutava contra um câncer na medula. Ele chegou a ser submetido a um transplante. O câncer voltou e o estado de saúde do cantor se agravou bastante na última quinta-feira, 03/08/2017.

O hospital Hospital Quinta D'Or em que Luiz Melodia faleceu informou através de uma nota:
"A direção do Hospital Quinta D'Or informa que Luiz Carlos dos Santos, o cantor Luiz Melodia, faleceu na madrugada desta sexta-feira, 04/08 em decorrência do agravamento do câncer de medula óssea, que estava em tratamento no Centro de Oncologia da unidade"
O velório ocorrerá na sexta-feira, 04/08/2017, a partir das 18h00, aberto ao público, na quadra da Escola de Samba Estácio de Sá, na Cidade Nova, Zona Central do Rio de Janeiro. O sepultamento acontecerá às 10h00 de sábado, 05/08/2017, no Cemitério do Catumbi, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Luiz Melodia foi casado com a cantora, compositora e produtora Jane Reis de 1977 até sua morte, e era pai do rapper Mahal Reis.

Discografia
  • 1973 - Pérola Negra
  • 1976 - Maravilhas Contemporâneas
  • 1978 - Mico de Circo
  • 1980 - Nós
  • 1983 - Felino
  • 1987 - Decisão
  • 1988 - Claro
  • 1991 - Pintando o Sete
  • 1995 - Relíquias
  • 1997 - 14 Quilates
  • 1999 - Acústico ao Vivo
  • 2001 - Retrato do Artista Quando Coisa
  • 2003 - Luiz Melodia Convida
  • 2007 - Estação Melodia
  • 2008 - Especial MTV - Estação Melodia Ao Vivo
  • 2014 - Zerima


Fonte: Wikipédia e Veja
Indicação: Miguel Sampaio, Valmir BonvenutoJoão Veras e Neyde Veras

Zé da Estrada

WALDOMIRO DE OLIVEIRA
(88 anos)
Cantor e Compositor

☼ Botucatu, SP (1929)
┼ São José do Rio Preto, SP (05/06/2017)

Waldomiro de Oliveira, mais conhecido pelo nome artístico de Zé da Estrada, foi um cantor e compositor brasileiro nascido em Pratânia, quando a atual cidade ainda era distrito de Botucatu, interior de São Paulo.

Zé da Estrada foi retireiro e agricultor. Vem de uma família de cantadores. Consta que seu bisavô teria cantado com Dom Pedro II e recebido de presente do Imperador uma viola de madrepérola, com a qual fez questão de ser enterrado.

Zé da Estrada foi caminhoneiro e daí resulta o seu nome artístico. Antes de formar dupla com Pedro Bento, atuou no trio Os Fazendeiros, juntamente com Paiozinho e com o acordeonista Pirigoso. O trio atuou com sucesso nas Rádio Nacional e Rádio Cultura.

A Dupla Pedro Bento & Zé da Estrada

José Antunes Leal, o Pedro Bento, começou a cantar cururus aos 7 anos de idade. Fez sua formação musical ao lado de nomes como Sebastião Roque, Pedro Chiquito, Luís Bueno, João David e Zico Moreira. Atuou no Trio Paulistano e formou a dupla Matinho & Matão, apresentando-se na Rádio Club de de Santo André. Cantou também no programa de Nhô Zé na Rádio Nacional. Abandonou o interior aos 13 anos rumo à São Paulo.

Em 1954 Pedro Bento e Zé da Estrada se encontraram no programa de rádio de Chico Carretel e formaram uma dupla. Passaram a atuar em circos, foram cantar na Rádio Cultura e fizeram campanhas políticas.

Em 1959 gravaram o primeiro disco pela Continental, interpretando "Santo Reis" (Pedro Bento e Paulo Vitor) e o tango "Teu Romance" (Pedro Bento, Zé da Estrada e Braz Hernandez). No mesmo ano gravaram mais um disco onde se destacava um dos maiores sucessos da dupla, o valseado "Seresteiro da Lua" (Pedro BentoZé da Estrada e Cafezinho). Em dezembro de 1959, gravaram com o acordeonista Coqueirinho um disco por um selo sertanejo, com destaque para a guarânia "Quero Te Beijar" (Nízio e Pedro Bento).

Em 1960 gravaram na Sertanejo o bolero "Aventureira" (Pedro BentoZé da Estrada e Douradense) e a canção rancheira "Culpada" (Nízio e Emílio Gonzales).

A partir de 1961 passaram a formar com Célio Cassiano Chagas, o trio Pedro Bento, Zé da Estrada e Celinho. Passaram a fazer apresentação na Rádio Bandeirantes. No mesmo ano gravaram na Sertanejo o cururu "Mulher do Feiticeiro" (Priminho e Roque José de Almeida) e a toada "Falso Amor" (Eurides Reis e Pedro Bento). Em seguida foram contratados para trabalhar na Rádio Tupi, também em São Paulo.

Pedro Bento & Zé da Estrada
Além das composições próprias,  gravaram diversos sucessos de outros compositores, tais como "O Rio" (Almirante), "O Sonho do Matuto" (Capitão Furtado e Laureano), "Mourão da Porteira" (Raul Torres e João Pacífico) e "Sinhá Maria" (René Bittencourt).

Em 1962 gravaram na Chantecler a toada "Zé Claudino" (Carreirinho e Zé da Estrada) e o valseado "Vai Embora" (Pedro Bento e Cachoeirinho).

A partir de 1963 o trio passou a se vestir com trajes típicos dos rancheiros mexicanos, adotando aquele estilo musical. Passaram a ser acompanhados pelo trompetista Ramón Pérez. Esta fase duraria até 1973. Ainda em 1963 gravaram a moda de viola "Boiadeiro Punho de Aço" (Teddy Vieira e Pereira), um clássico sertanejo, e o lundu "Fim do Malandro" (Zé da Estrada e Zé Goiás).

Em 1974 foram contratados pela Rádio Record onde ficaram até 1981.

Em 1978 trabalharam no filme de Valdir Kopezky, "Os Três Boiadeiros". Por 18 anos consecutivos foram atração nos espetáculos da Festa de Peão de Barretos, a maior festa de rodeios do país.

Em 1999, lançaram pela gravadora Atração, o CD "Voa Paloma, Voa", onde estão presentes, principalmente, canções românticas, sem deixar de lado a mistura de ritmos, flamenco, canção rancheira, bolero, mambo, fox e guarânia, que sempre foram a marca da dupla.

Zé da Estrada
Em 2006 gravaram o CD "Sete Palavras", o 23º da carreira nesse formato. Com produção de Divino dos Santos, o álbum trouxe um repertório mais dançante, com 6 forrós, sendo o principal deles, a faixa-título, de autoria de Luizinho Rosa, além de uma homenagem aos 50 anos da tradicional Festa de Peão de Barretos. Pelo disco, que vendeu mais de 70 mil cópias, receberam um Disco de Ouro, no programa "Viola, Minha Viola", exibido na TV Cultura.

Em julho de 2007 a dupla compôs o quadro de convidados de honra, juntamente com Inezita Barroso, Pena Branca e Liu & Léu, na "Semana Nenete de Música Sertaneja", evento que ocorre desde 1995, na cidade de Pirassununga, no interior paulista, em preservação à memória da cultura caipira. No mesmo ano foram atração na composição da edição especial do programa "Viola, Minha Viola", comandado por Inezita Barroso, na TV Cultura de São Paulo, em homenagem aos 100 anos de Raul Torres. Na ocasião, interpretaram "Sinhá Maria" (Raul Torres e João Pacífico) e "Moda da Mula Preta" (Raul Torres e João Pacífico). Lançaram ainda o CD "50 Anos de Mariachis e Grandes Sucessos Sertanejos", com regravações de vários de seus sucessos, como "A Lua é Testemunha", "Coxinilho", "Amanheci em Teus Braços", "Pena de Minha Alma", "Tropas e Boiadas", "Mulher de Ninguém", "Desejo Antigo", "Vinte Anos", "Ébrio de Amor", "Galopeira", "Caminho de Minha Vida", "Sete Palavras", "Cavalo Preto Valente", "Canção Para Ti", "Serenata de Amor", "Contra o Vento" e "Fracasso do Boêmio".

Em 2011 lançaram um DVD com regravações de suas primeiras músicas, entre elas, as primeiras que cantaram no rádio, "Paraguaia" (Pedro Bento), "Desejo Antigo" (Osteclínio Lacerda), "Último Adeus" (José Fortuna e Fernandes) e "Arroz à Carreteira" (Palmeira). O álbum consistiu em um resumo dos 56 anos de carreira que a dupla completou naquele ano.

Na década de 2010, tida como uma das duplas mais tradicionais da música sertaneja, possuía mais de 2000 gravações, entre 16 discos de 78 rpm, 104 LPs e 15 CDs.

Foram homenageados na cidade de Pratânia, SP, ganhando um museu histórico sobre eles, que conta com objetos pessoais, troféus, discos, fotos, indumentárias e instrumentos musicais utilizados por eles durante sua trajetória.

Morte

Zé da Estrada faleceu na madrugada de segunda-feira, 05/06/2017, em São José do Rio Preto, SP, aos 88 anos. Um comunicado na página da dupla informou que Zé da Estrada estava internado há alguns dias na UTI de um hospital em São José do Rio Preto.
"Informamos a todos os amigos, fãs e companheiros que faleceu nessa madrugada (05/06), o nosso querido Zé da Estrada. Que ele fique nas mãos de Deus, levando a sua alegria e cantando no céu!"
O corpo de Waldomiro de Oliveira, nome de batismo de Zé da Estrada foi velado na tarde de segunda-feira, 05/06/2017, em Riolândia, interior de São Paulo. O enterro aconteceu também em Riolândia na terça-feira, 06/05/2017, às 10h00.

Sertanejos usaram as redes sociais para lamentar a morte de Zé da Estrada, que faz parte da história da música sertaneja.
"Que tristeza saber que perdemos mais um cerne da música caipira. Zé da Estrada sempre será pra mim uma referência de respeito à arte!"
(Cesar Menotti, da dupla Cesar Menotti & Fabiano)
"Antigamente nem em sonhos existia, tantas pontes sobre os rios, nem asfalto nas estradas... a gente usava 4 ou 5 sinoeiros pra trazer os pantaneiros... Hoje o céu recebe mais um dos desbravadores da música raiz... descanse em paz Zé da Estrada!"
(Capataz, da dupla Carreiro & Capataz)
"Pedro Bento e Zé da Estrada! Perdemos mais um grande artista que fez história na música sertaneja. Zé da estrada, um artista que sempre esteve presente em meus gostos musicais através das influências vindas do meu pai! Desde os 3 anos de idade cresci ouvindo, vendo o amor que a família carregava por eles, por ele. Todos os shows estava lá, eu e meu pai pra acompanhar. Meu pai vestido no traje mexicano também por ser fã ao cúmulo! Assim minha mãe brincava, que se Pedro Bento e Zé da Estrada morrerem, seu pai morre também! A influência foi tanta que em meus shows hoje em dia toco trompete por causa da paixão por eles. Sendo assim, posto essa foto com saudades e lamentando muito a morte desse que merece infinitos aplausos. Vai com Deus, Zé!"
(Tiago, da dupla Hugo & Tiago)

Indicação: Miguel Sampaio

Barros de Alencar

CRISTÓVÃO BARROS DE ALENCAR
(84 anos)
Cantor, Compositor, Radialista e Apresentador de Televisão

☼ Uiraúna, PB (05/08/1932)
┼ São Paulo, SP (05/06/2017)

Cristóvão Barros de Alencar, conhecido artisticamente por Barros de Alencar, foi um cantor, compositor, radialista e apresentador de televisão brasileiro, nascido em Uiraúna, interior da Paraíba, no dia 05/08/1932.

Começou sua carreira como radialista, quando trabalhou em Campina Grande, na Rádio Borborema. Em busca de novos horizontes, viajou pelas capitais brasileiras, dentre elas Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo.

Em 1960, na capital paulista, conseguiu um lugar ao sol, passando a fazer parte da Rádio Tupi, Rádio Record e Rádio América, tocando principalmente os sucessos da Jovem Guarda.

Em 1966 lançou seu primeiro compacto simples pela gravadora Chantecler (C-33-6209) com as músicas "Agora Sim", versão de "Adesso Sì" (Sergio Endrigo) e "Não Vá Embora", versão de "Tu Me Plais Et Je T'aime" (J. L. Chauby e Bob Du Pac).

Em 1968 lançou o compacto simples com a música "Não Me Peça Um Beijo" (Antônio Marcos e Mario Marcos).

Em 1971 lançou um compacto simples com as músicas "Não Posso Mais Viver Sem Ti" e "Ana Cristina", ambas de sua autoria.

Orlando Alvarado e Barros de Alencar
Em 1972 fez sucesso com a balada "Meu Amor (Monia)" (D. Finado, Jager e Vidalin), com versão de Sebastião Ferreira da Silva, incluída no LP "Os Grandes Sucessos da RCA Candem", que contou com a presença de nomes como Martinho da Vila, Nelson Gonçalves Carmen Silva. No mesmo ano outra gravação sua, "Não Me Peça Um Beijo (Porque Vou Chorar)", foi incluída no LP "Os Grandes Sucessos Volume 2" da mesma gravadora.

Em 1973 lançou LP pela RCA Victor, interpretando composições românticas como a clássica balada "Quem É" (Osmar Navarro e Oldemar Magalhães), "Todas As Crianças Para Sempre Crianças" (Eduardo Araújo), "Volta Ao Tempo Antigo" (Marcos Roberto e Dori Edson), "Aniversário Do Meu Bem" (Celso Castro), além de versões suas para quatro músicas estrangeiras, "Por Toda a Vida (For The Good Times)" (K. Kristofferson), "Bem Perto De Ti (Pequeña Mariposa)" (Joseph), "O Maior Amor Do Mundo (Le Premier Amour Du Monde)" (D. R), "Noites (Nachts)" (F. Berlipp e B. Tilgert), entre outras. No mesmo ano, participou do LP "Os Grandes Sucessos Volume 3", da RCA Camden, interpretando a música "Volte Querida (Honey Come Back)" (J. Webb) e versão de Sebastião Ferreira da Silva.

Em 1974 participou de duas coletâneas, "Os Grandes Sucessos Volume 4", da RCA Camden, com a música "Meu Amor é Mais Jovem Do Que Eu", e do LP "Canções Para Dizer Te Amo", da RCA Victor, interpretando a balada "Namorados", música que também foi incluída no LP "Parada Nacional de Sucesso" da Som Livre.


Em 1975 gravou em LP as músicas "A Menina Que Cresceu" (Tony Damito e César), "Dois Corações Apaixonados" (Tony Damito e César), "Tem Que Ser Assim" (Peninha), "Eu Sinto Pena De Você" (Donizette e Jean Pierre), "Emanuela (Emmanuelle)" (P. Bachelet e H. Roy), versão de Barros de Alencar, trilha de um famoso filme da época, "Champagne" (Di Francia e S. Jodice), com versão de Agnaldo Timóteo, "Soleado (O Sermão da Montanha)" (Zacar), com versão de Barros de Alencar, "Você Não Tem Sensibilidade" (Osmar Navarro), entre outras.

Ainda nesse ano de 1975 participou de quatro coletâneas de sucessos, "Natal Com Cristo - Ano Novo Com Amor", da RCA Camden, interpretando o poema "Soleado (O Sermão Da Montanha)". As outras três participações foram em LPs da RCA Victor: "Canções Para Dizer Te Amo Volume 2", em que interpretou "Prometemos Não Chorar", "Fantásticos Volume 3" cantando "Prometemos Não Chorar" "Fantásticos Volume 4" cantando "Natali" (Minellomo e Balsamo), com versão de Jean Pierre.

Em 1976 participou da série "Fantásticos Volume 5", da RCA Victor, com a guarânia "Os Homens Não Devem Chorar (Nova Flor)" (Mário Zan e Palmeira). Participou, ainda no mesmo ano do LP "Saudade Jovem Nacional Volume 2", da RCA Camden, com a música "Olhos Tristes".

Em 1977 no LP "Globo de Ouro Volume 3", da Som Livre, foi incluída sua interpretação para a guarânia "Quero Beijar-te As Mãos" (Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal).


Em 1978 gravou, pela RCA Victor, as músicas "Por Mais Que Eu Tente" (Odair José e Maxine), "Noite Sem Ti" (Marcos Lago e Dino Rossi), "Ansiedade" (José Enrique Sarabia Rodriguez), versão de Palmeira, "Volta Amor" (Romeo Nunes e Carlito), "Rosa Mulher" (Osmar Navarro e Arthur Moreira), "Rio Amargo" (Roberto Uballes, Cholo, AguirreOsmar Navarro) e "Meu Caminho" (Maxcilliano e Paulinho Camargo).

Em 1979, lançou o LP "Sentimental", no qual interpretou, entre outras, as músicas "Amanhã o Que Será (Adios)" (Juan Pardo) e versão de Osmar Navarro, "Na Areia" (Lindomar Castilho, Ronaldo Adriano e C. Mendes), "Apenas 3 Minutos" (Barros de Alencar e Ivan), "Herança De Um Grande Amor" (Osmar Navarro e Arthur Moreira) e "Antes Mal Acompanhado Do Que Só" (Osmar Navarro e Arthur Moreira). Nesse ano, no LP "As campeãs da volta do sucesso", da gravadora Seta, que incluiu gravações de Diana, Joelma, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, dentre outros, foi incluida a sua interpretação de "Prometemos Não Chorar" (Barros de Alencar).

Na década de 80, apresentou na Rádio Tupi de São Paulo o programa "Só Sucessos". Apresentou na TV Record o "Programa Barros de Alencar" de 1982 a 1986, no qual ficou famoso com o bordão: "Alô mulheres, segurem-se nas cadeiras. Alô marmanjos, não façam besteiras!" e ganhou audiência com o Concurso Michael Jackson onde elegeu a garota Lúcia Santos, a Maika Jeka como carinhosamente a chamava, melhor imitadora do cantor.

Ainda nos anos 1980, sua interpretação para "A Primeira Carta" foi incluída na coletânea "Astros do Disco", da gravadora RCA Victor.

Barros de Alencar apresentou nas madrugadas da CNT do Rio de Janeiro, o programa "CD na TV".

Barros de Alencar afastou-se do rádio após passar por uma delicada cirurgia na garganta.

Morte

Barros de Alencar faleceu na madrugada de segunda-feira, 05/06/2017, aos 84 anos, em um hospital do bairro da Mooca, em São Paulo, onde estava internado com problemas cardíacos.

Na manhã do dia 05/06/2017, o radialista Kaká Siqueira, locutor da Tropical FM 107,9 - SP, afirmou que Barros de Alencar entrou em coma no domingo, 04/06/2017. "Ele estava com o coração bem fraquinho", afirmou Kaká Siqueira, que relembrou ainda o período em que o amigo passou por problemas nas cordas vocais e precisou passar por uma cirurgia.

O sepultamento ocorreu às 13h30, no Cemitério Primavera em Guarulhos, Grande São Paulo.

Discografia

  • 1968 - Compacto Simples
  • 1970 - Compacto Duplo (RCA Victor, LCD-1224)
  • 1971 - A Canção Anti-Tóxico / Não Lhe Quero Mais (Compacto Simples)
  • 1971 - Não Posso Mais Viver Sem Ti / Ana Cristina (Compacto Simples)
  • 1973 - Barros de Alencar (RCA Victor, LP)
  • 1975 - Barros de Alencar (RCA Victor, LP)
  • 1977 - Disco de Ouro (RCA Victor, LP)
  • 1978 - Barros de Alencar (RCA Victor, LP)
  • 1979 - Sentimental (RCA Victor, LP)
  • 1980 - Compacto Duplo (RCA Victor, 102.0282)
  • 1980 - A Primeira Carta / Um Amor Imenso (Compacto Simples)
  • 1981 - Falando de Amor Volume 2 (EP)
  • 1998 - Grandes Sucessos (LP)

Expedito Baracho

EXPEDITO BARACHO
(82 anos)
Cantor e Compositor

☼ Jucurutu, RN (09/05/1935)
┼ Olinda, PE (27/05/2017)

Expedito Baracho foi um cantor e compositor nascido em Jucurutu, RN, no dia 09/05/1935.

Conhecido por ser um dos divulgadores mais fieis do frevo pernambucano, Expedito Baracho foi um dos que gravou com maior intensidade músicas de Nelson Ferreira e Capiba. Embora tenha nascido em Jurucutu, no Rio Grande do Norte, foi em Pernambuco, para onde se mudou aos 13 anos, que Expedito Baracho materializou seu desejo de infância, quando também aprendeu a tocar violão.

No ano seguinte, em 1948, já instalado em Olinda, tomou coragem e se inscreveu em um festival de calouros de um programa da Rádio Clube. Ganhou quatro edições seguidas e foi chamado para ser crooner, ou vocalista, da Jazz Band Acadêmica, fundada por Capiba e formada exclusivamente por estudantes.

Em 1954 passou a integrar o grupo Os Cancioneiros, com o qual gravou diversos discos, sendo contratado pela Rádio Jornal do Comércio.

Em 1956, dividiu disco com a Orquestra Paraguay interpretando o "Totoca no Frevo" (Luiz Chacon). No mesmo ano, gravou o samba "Perdão" (Gilberto Milfont e Benny Wolkoff ) e o samba-canção "Beco da Maldição" (Dozinho).


Em 1957 gravou "Modelos de Verão" (Capiba).

Em 1958 gravou "Casado Não Pode" (Genival Macedo) e "A Procura de Alguém" (Capiba).

Em 1960 gravou "A Própria Natureza" (Capiba) e "Você" (Fernando Castelão).

Em 1962 gravou "Turma de Brotinhos" (Carnera).

Em 1964 gravou "Garota Vedete" (Carnera).

Em 1968, no I Festival do Frevo, concurso patrocinado pela Rádio Clube, de Recife obteve o primeiro e o segundo lugar com, respectivamente, "Você Está Sozinha?" (Valdemar de Oliveira e Gildo Branco) e "Eu Passo a Vida no Passo" (Mário Griz e Luiz Cavalcanti). No mesmo ano, interpretou "Um Carnaval a Mais" (Nelson Ferreira) e "Cavalo Velho... Capim Novo" (Gildo Branco), no LP "Um Carnaval a Mais", lançado pela Mocambo.

Em 1971 gravou com a Orquestra Pernambucana de Frevos, o frevo "Ninguém Segura Este Recife" (Nelson Ferreira e Ademar Paiva), no LP "Botando Pra Frevar", pela gravadora Mocambo. No mesmo disco, interpretou "O Que Se Pode Fazer Hoje" (Gildo Branco).


Em 1973 gravou "Aleluia" (Reinaldo Oliveira), no LP "Na Transa do Frevo", pelo selo Passarela.

Em 1974 gravou "Vem Cá Morena" (Irmãos Valença), no LP "Carnaval na Praça do Diário".

Em 1978 participou do LP "Capital do Frevo 78", interpretando "Frevo da Solidão" (Capiba).

Em 1980 gravou "E Eu Durmo?" (Capiba) no LP "Capital do Frevo 80".

Em 1982 participou do LP "Capiba Ontem, Hoje e Sempre", interpretando "A Mesma Rosa Amarela" (Capiba e Carlos Pena Filho), "A Uma Dama Transitória" (Capiba e Assenso Ferreira), "Cais do Porto", "Campina Cidade Rainha", entre outras. No mesmo ano, gravou no LP "Capital do Frevo 82" o frevo-canção "A Turma da Boca-Livre" (Capiba).

Em 1984, no LP "Frevança", do V Encontro Nacional do Frevo e do Maracatu, interpretou "Morena Azeite" (Severino Araújo).

Em 1999, a Polydisc, dentro da série "Histórias do Carnaval", lançou dois CDs com coletânea de suas gravações trazendo entre outras as composições "Sonhei Que Estava em Pernambuco", "Touradas em Madri", "Mamãe, eu Quero", "Soldado de Israel", "Já Fui Bom Nisso" e "Morena da Sapucaia".

Um de seus maiores sucessos foi o frevo "Trombone de Prata" (Capiba).

Nos anos 90 passou a residir em Olinda, PR, onde passou a cantar na noite.

Curiosidades

Em São Paulo, Expedito Baracho conheceu os ídolos que embalaram sua infância na Era do Rádio.
"Ouvia na rádio Orlando Silva cantando 'Brasa', composta por Lupicínio Rodrigues. Fiquei amigo dos dois e ainda de Sílvio Caldas!"
O sobrenome Baracho, de origem portuguesa, já deu margem a mal-entendidos. Expedito Baracho dizia ser confundido com Antônio Baracho, considerado um dos maiores mestres de ciranda de Pernambuco.

Entre os anos 1980 e 1990, um dos quatro filhos de Expedito Baracho, Zé Baracho, comandou o Bar Baracho, na Avenida Agamenon Magalhães, no bairro do Paissandu. O estabelecimento funcionou por pouco mais de um ano, e o pai do dono costumava aparecer para cantar. Outra atração do local era a cantora Dalva Torres.

Morte

Expedito Baracho faleceu na manhã de sábado, 27/05/2017, aos 82 anos, em Olinda, PE. O artista se sentiu mal e foi levado ao hospital, onde sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu.

O sepultamento ocorreu no domingo, 28/05/2017, no Cemitério de Santo Amaro, Região Central do Recife, às 11h00.

Discografia

  • 1999 - Expedito Baracho Volume 1 (Polydor, CD)
  • 1999 - Expedito Baracho Volume 2 (Polydor, CD)
  • 1960 - A Própria Natureza / Você (RCA Victor, 78)
  • 1958 - Casado Não Pode / A Procura de Alguém (RCA Victor, 78)
  • 1956 - Perdão / Beco da Maldição (Mocambo, 78)

Indicação: Miguel Sampaio

Kid Vinil

ANTÔNIO CARLOS SENEFONTE
(62 anos)
Cantor, Compositor, Radialista e Jornalista

☼ Cedral, SP (10/03/1955)
┼ São Paulo, SP (19/05/2017)

Kid Vinil, nome artístico de Antônio Carlos Senefonte, foi um cantor, compositor, radialista e jornalista, nascido em Cedral, SP, no dia 10/03/1955, que destacou-se no cenário musical do rock brasileiro dos anos 80, com o grupo Magazine. 

Kid Vinil foi vocalista do Verminose, Magazine, Kid Vinil e os Heróis do Brasil e Kid Vinil Xperience. Atualmente retomava as atividades de radialista com um programa semanal na Rádio Rock 89 FM de São Paulo, toda quintas-feira às 23h59, e na Web Rádio Brasil 2000. E mais, a Banda Magazine estava novamente na ativa com seus integrantes originais, Lu Stopa (Baixo), Trinkão Watts (Bateria), Ted Gás (Guitarra) e Kid Vinil (Vocal) para uma merecida guinada no cenário musical tão aguardada por muitos.

No início dos anos 80, Kid Vinil havia tocado na banda Verminose, mais voltada para o punk rock e o rockabilly. Foi precursor e incentivador do movimento punk paulista, organizando shows e tocando músicas de bandas de punk rock e pós-punk em seu programa de rádio, na antiga Rádio Excelsior, no Programa Kid Vinil. Nos anos 80 marcou forte presença no cenário musical como vocalista do grupo Magazine, com as canções "Tic Tic Nervoso" (Marcos Serra e Antônio Luiz), "A Gata Comeu" (Caetano Veloso), que foi tema de abertura da novela com mesmo nome da TV Globo, "Sou Boy", "Adivinhão" (Baby Santiago e Wilson Miranda) e "Glub Glub No Clube"


Na TV participou em 1987 do programa "Boca Livre" na TV Cultura, programa que teve em sua primeira fase competições entre colégios, seguindo com a realização de festival de novas bandas e por último mostra de bandas independentes por onde passou bandas como Inocentes, Golpe de Estado, 365, O Gueto, Cólera, Ratos de Porão, Escova e a Máfia, entre tantos outros importantes para o cenário nacional. Também passou por lá o Toy Dolls, grupo punk inglês.

Ainda, apresentou o "Som Pop" em sua fase final, de 1989 a 1993,  após o saudoso Gerson de Abreu.

Depois, em 2000, tornou-se Video Jockey (VJ) da MTV, participando de programas como "Lado B" em que apresentava videoclipes de bandas underground, especialmente do exterior. Neste mesmo ano voltou com o Magazine, lançando um segundo trabalho pela gravadora Trama, o CD "Na Honestidade" em 2002.

Encerradas as atividades com o Magazine formou uma nova banda, o Kid Vinil Xperience em 2005. Com o Kid Vinil Xperience lançou em 2010 o seu primeiro CD, "Time Was", um disco de covers de músicas favoritas e obscuras e em 2013 o primeiro DVD, "Vinil Ao Vivo", gravado em 2010 na cidade de Novo Horizonte, SP, pelo selo Galeão, com interpretações de todos os hits de sua carreira.

Em 2008, lançou um livro pela Ediouro Publicações, "Almanaque do Rock", que relata a trajetória do rock, começando pelos anos 50 até os dias de hoje.

Morte

Kid Vinil era diabético e começou a apresentar problemas ainda no dia 16/04/2017, depois de ter passado mal após se apresentar na cidade mineira de Conselheiro Lafaiete. No dia 18/04/2017, ele foi transferido em um avião com UTI Móvel para o Hospital da Luz, em São Paulo. Para conseguir custear o translado, a família fez uma campanha para arrecadar R$ 15 mil. O artista chegou a ser levado para a UTI da unidade hospitalar e ficou em coma induzido.

Kid Vinil realizou uma série de exames, mas o diagnóstico não foi informado.
"Ele fez uma bateria de exames. Os médicos disseram que o coração e o pulso estão normais. Temos que descobrir a causa disso, então será apenas com os resultados. O hospital nos deu uma grande atenção. Vamos ficar eternamente agradecidos ao hospital, que nos vem dando toda a assistência!"
(Márcio Souza, produtor) 

No início da tarde de sexta-feira, 19/05/2017, a família do músico fez uma publicação no perfil pessoal dele.
"Aos amigos, parceiros de vida do nosso querido Kid. Infelizmente nosso amado passa pelo momentos mais crítico de sua recuperação e entendemos que agora é o momento dele com Deus, que acreditamos poder todas as coisas e fazer o que for melhor para o Kid. Pedimos que continuem as orações pois Kid não desistiu de lutar e sempre acreditou!"
Kid Vinil faleceu na sexta-feira, 19/05/2017, aos 62 anos, em São Paulo, SP. A informação foi confirmada por Luiz Thunderbird através do Twitter:
"Amigos, acabei de receber a mais triste notícia de que meu amigo e professor Kid Vinil faleceu hoje a tarde. Muita tristeza!"

Discografia

Como membro do Magazine:

  • 1983 - Soy Boy / Kid Vinil (Compacto, WEA / Elektra)
  • 1983 - Magazine (LP, WEA/Elektra)
  • 1983 - Adivinhão / Casa da Mãe (Compacto, WEA / Elektra)
  • 1984 - Tic Tic Nervoso / Atentado ao Pudor (Compacto, WEA / Elektra)
  • 1985 - Glub Glub no Clube / Sapatos Azuis (Compacto, WEA / Elektra)
  • 1985 - Comeu / Crucial (Compacto, WEA / Elektra)

Como membro do Kid Vinil e Os Heróis do Brasil:

  • 1986 - Kid Vinil e os Heróis do Brasil (LP, 3M)

Disco Solo:

  • 1989 - Kid Vinil (LP, RGE)

Como membro do Verminose:

  • 1995 - Xu-Pa-Ki (LP, Independente)

Como membro do Magazine:

  • 2002 - Na Honestidade (CD, Trama)

Como membro do Kid Vinil Xperience:

  • 2010 - Time Was (CD, Kid Vinil Records)
  • 2013 - Vinil Ao Vivo (DVD, Galeão Discos)
  • 2014 - Kid Vinil Xperience (EP, 2014)

Almir Guineto

ALMIR DE SOUZA SERRA
(70 anos)
Cantor e Compositor

☼ Rio de Janeiro, RJ (12/07/1946)
┼ Rio de Janeiro, RJ (05/05/2017)

Almir de Souza Serra, mais conhecido por Almir Guineto, foi um cantor e compositor brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 12/07/1946. Fundador do Fundo de Quintal, Almir Guineto foi um dos maiores representantes do samba de raiz. Entre seus principais sucessos, destacavam-se "Caxambu", "Conselho", "Jibóia", "Lama Nas Ruas" e "Mel Na Boca".

Nascido e criado no Morro do Salgueiro, na cidade do Rio de Janeiro, Almir Guineto teve contato direto com o samba desde a infância, já que havia vários músicos em sua família. Seu pai Iraci de Souza Serra era violonista e integrava o grupo Fina Flor do Samba. Sua mãe Nair de Souza, mais conhecida como Dona Fia, era costureira e uma das principais figuras da Acadêmicos do Salgueiro. Seu irmão Francisco de Souza Serra, mais conhecido como Chiquinho, foi um dos fundadores dos Originais do Samba.

Na década de 1970, Almir Guineto já era mestre de bateria, um dos diretores da Salgueiro e fazia parte do grupo de compositores que frequentavam o bloco carnavalesco Cacique de Ramos. Nessa época, Almir Guineto inovou o samba ao introduzir o banjo adaptado com um braço de cavaquinho. O instrumento híbrido foi adotado por vários grupos de samba.

Em 1979, Almir Guineto mudou-se para a cidade de São Paulo para se tornar o cavaquinista dos Originais do Samba. Lá fez "Bebedeira do Zé", sua primeira composição gravada pelo grupo. A cantora Beth Carvalho gravou algumas composições de Almir Guineto, como "Coisinha do Pai", "Pedi Ao Céu" e "Tem Nada Não".

Fundo de Quintal e Carreira Solo

No início dos anos 80, Almir Guineto ajudou a fundar o grupo Fundo de Quintal junto com os sambistas Bira, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany. Mas ele deixou o grupo logo após a gravação de "Samba é no Fundo de Quintal", primeiro LP do conjunto, e seguiu para carreira solo.

Almir Guineto conquistou fama com a premiação no Festival MPB-Shell, da Rede Globo, em 1981, em que interpretou o samba-partido "Mordomia" (Ari do Cavaco e Gracinha). Sua notoriedade como compositor e intérprete aumentaria ao longo daquela década.

Beth Carvalho gravou "É, Pois, É" (Almir Guineto, Luverci Ernesto e Luís Carlos) em 1981, "À Luta, Vai-Vai!" (Almir Guineto e Luverci Ernesto) e "Não Quero Saber Mais Dela" (Almir Guineto e Sombrinha) em 1984, "Da Melhor Qualidade" (Almir Guineto e Arlindo Cruz), "Pedi ao Céu" (Almir Guineto e Luverci Ernesto) e "Corda no Pescoço" (Almir Guineto e Adalto Magalha) em 1987.

Alcione gravou "Ave Coração" (Almir Guineto e Luverci Ernesto) em 1981 e "Almas & Corações" (Almir Guineto e Luverci Ernesto) em 1983. Jovelina Pérola Negra gravou "Trama" (Almir Guineto e Adalto Magalha) em 1987.

Em 1986, a gravadora RGE lançou o LP "Almir Guineto", que teve grande sucesso comercial. Nesse disco, Almir Guineto gravou algumas de suas parcerias com Adalto Magalha, Beto Sem Braço, Guará da Empresa, Luverci Ernesto e Zeca Pagodinho. Entre os grandes destaques, estão "Caxambu", "Mel na Boca", "Lama nas Ruas" e "Conselho".

Ainda naquela década, a RGE lançou os LPs "Perfume de Champanhe" (1987), que teve repercussão com "Batendo na Palma da Mão" (Almir Guineto e Guará da Empresa) e "Jeito de Amar" (1989).

Em 1991, a RGE lançou o disco "De Bem Com a Vida".

Canção em Marte

Em 1997, "Coisinha do Pai" foi programada pela engenheira brasileira da Nasa, Jacqueline Lyra, para acionar um robô norte-americano da missão Mars Pathfinder, em Marte. em 1998, Almir Guineto compôs com Arlindo Cruz, Sombrinha e Xerife, "Samba de Marte", que relata a história da chegada de "Coisinha do Pai" em solo marciano.

Em 2002, a gravadora Paradoxx lançou o CD "Todos os Pagodes". Ainda em 2002, Almir Guineto participou de "Bum-bum-baticum-Beto" e "Tributo a Beto Sem Braço", dois shows em homenagem a este sambista carioca, que ocorreram respectivamente no Bar Supimpa e Teatro João Caetano, ambos na cidade do Rio de Janeiro.

Em julho de 2007, Almir Guineto comemorou seu aniversário em um show, com diversos convidados, no Espaço Santa Clara, na cidade de São Paulo.

Em 2009, Almir Guineto fez parceria com o rapper Mano Brown, dos Racionais MC's, na música "Mãos".

Morte

Almir Guineto faleceu aos 70 anos, na manhã de sexta-feira, 05/05/2017, no Rio de Janeiro, RJ, após complicações de problemas renais crônicos e diabetes. Ele estava em tratamento no Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nos últimos 15 meses, Almir Guineto lutava contra problemas renais crônicos, o que o impossibilitou de assumir compromissos em shows e apresentações.

O corpo de Almir Guineto será velado na quadra do Salgueiro, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, no sábado, 06/05/2017, a partir das 15h00.

O velório acontece até às 13h00 de domingo, 07/05/2017, quando o corpo será levado para o Cemitério de Inhaúma, também na Zona Norte do Rio de Janeiro. O enterro acontecerá às 15h00.

Discografia

  • 1981 - O Suburbano (Beverly/Copacabana)
  • 1982 - A Chave do Perdão (Copacabana)
  • 1985 - Sorriso Novo (RGE)
  • 1986 - Almir Guineto (RGE)
  • 1987 - Perfume de Champagne (RGE)
  • 1988 - Olhos da Vida (RGE)
  • 1989 - Jeito de Amar (RGE)
  • 1991 - De Bem Com a Vida (RGE)
  • 1993 - Pele de Chocolate (RGE)
  • 1995 - Acima de Deus, Só Deus (RGE)
  • 1997 - Pés (RGE)
  • 1999 - Almir Guineto (Universal)
  • 2002 - Todos os Pagodes (Paradoxx)
  • 2003 - Sambas de Almir (Vieira Records)
  • 2012 - Cartão de Visita (Radar Records)


Fonte: Wikipédia e G1