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Sérgio Sá

SÉRGIO ANTÔNIO SÁ DE ALBUQUERQUE
(64 anos)
Cantor, Compositor, Instrumentista, Arranjador, Produtor, Ator, Palestrante e Escritor

☼ Fortaleza, CE (17/01/1953)
┼ Fortaleza, CE (03/10/2017)

Sérgio Antônio Sá de Albuquerque, mais conhecido por Sérgio Sá, foi um cantor, compositor, instrumentista, arranjador, produtor e escritor brasileiro nascido em Fortaleza, CE, no dia 17/01/1953.

Sérgio Sá nasceu com catarata congênita, associada a microftalmia. Ele era cego de nascença. Sua trajetória de vida foi marcada por êxitos e realizações.

Desde que veio de Fortaleza aos 13 anos continuar seus estudos em São Paulo, Sérgio Sá procurou desenvolver seu talento para a música - tem ouvido absoluto -, incorporando-se a bandas de garagem, tocando, cantando e logo mais arranjando, produzindo e gravando.

Iniciou a sua carreira cantando baladas de rock em inglês, no início da década de 70. Nessa época, adotava o nome artístico de Paul Bryan e lançou em 1973 três compactos pela Top Tape. Tinha quatro músicas entre as dez mais executadas e vendidas no país.

Em 1974, ela já assinava o nome de batismo em "Sonhos de um Palhaço", canção composta em parceria com Antônio Marcos que fez sucesso na voz de Vanusa. Com a cantora e compositora, Sérgio Sá criou o hit feminista "Mudanças" (1979). 

Logo depois, assumiria os teclados do grupo de rock paulistano Joelho de Porco, como tecladista, permanecendo nele até 1976.

Em 1977 se formou em Educação Artística pela Faculdade Morzateum, e era artista nato com habilidades diversas, em diferentes áreas de atuação, com currículo excepcional que marcou sua presença na história da Música Popular Brasileira.

Em 2016, Sérgio Sá se lançou como candidato a vereador de São Paulo pelo Partido Social Democrata Cristão (PSDC), sem conseguir se eleger.

Carreira

Como compositor foram mais de 350 canções gravadas por artistas como Roberto Carlos ("Como é Possível"), Simone ("Olho do Furacão"), Tim Maia ("O Vento e as Canções"), Fábio Júnior ("Eu Me Rendo" e "O Que é Que Há?"), Chitãozinho & Xororó, ("Pensando em Minha Amada"), isso só para citar alguns exemplos.

Seu trabalho em criação publicitária inclui comerciais para empresas como Banco Itaú, McDonald's, TV Globo, TV Bandeirantes, além de trilhas sonoras para novelas e seriados como o "Mundo da Lua" (1991/1992) da TV Cultura.

Destaca-se também seu trabalho em Los Angeles onde criou e executou trilhas e vinhetas para clientes como a KJLH, emissora de FM de Stevie Wonder.

Sérgio Sá integrou a equipe responsável pela Campanha Nacional de Rádio Presidência, em 2002, no ano seguinte, contratado pela Radiobrás, foi responsável pela criação das vinhetas que compõe o novo formato da "Voz do Brasil".

No período entre 2004 e 2006 realizou campanhas para prefeito em São Paulo, Curitiba, Goiânia e em diversas cidades do interior do país.

Gilberto Gil e Sérgio Sá
Em 2006, Sérgio Sá manteve-se na ativa e foi convidado para produzir a trilha sonora do musical "Mary Poppins" do estúdio de Ballet Cisne Negro. Com adaptações e composições elaboradas especialmente para a produção Sérgio Sá surpreendeu com sua capacidade de criar e executar uma obra musical alinhada aos passos rítmicos exigidos pela dança de ballet. Mais tarde, repetiu a dose desenvolvendo uma produção natalina para a Coca-Cola que, através de alta tecnologia de luz e som, impressionou o público com bonecos gigantescos contadores de histórias embalados pela trilha sonora criada por ele.

Voltando ao passado, Sérgio Sá, com o pseudônimo de Paul Bryan, nos anos 70, criou diversos temas românticos que lideraram as paradas de sucesso e de vendas do país: "Dont Say Goodbye", tema da novela "Cavalo de Aço" (1973), "Listen", parte da trilha internacional de "O Bem Amado" (1973), "Window", tema de "Carinhoso" (1973), foram algumas de suas obras com grande repercussão.

Como arranjador trabalhou ao lado de nomes como Gilberto Gil, em seu projeto "Quanta", Zizi Possi, Jane Duboc, Ivan Lins, e vários outros artistas, Sérgio Sá foi um dos primeiros a mesclar sintetizadores a sons acústicos e um dos pioneiros em gravações digitais.

Como intérprete, com 8 discos já gravados entre os quais "Voa Vida", "Fora de Prumo" e "Ecos do Amanhã", inúmeras apresentações no Brasil, Estados Unidos e Europa, lançou o CD "Sérgio Sá - I'm Paul Bryan" onde regravou seus hits em inglês além de versões de seus sucessos e composições inéditas.


Seu último lançamento, no início de 2015, de forma independente, foi o CD "Sérgio S/A", comemorando seus 46 anos de carreira, com participações de convidados ilustres da Música Popular Brasileira como Zeca Baleiro, Elba Ramalho, Jorge Vercillo, Jane Duboc, Gilberto Gil, Cláudia Albuquerque, Carlos Navas, Lucinha Lins, Tribo De Jah e Vânia Bastos.

Suas participações em gravações atingiram a marca de 30 mil horas de estúdio e suas apresentações ao vivo somam mais de 10 mil (Marcas registradas até agosto/2015).

Como produtor trabalhou produziu para Zé Rodrix, Vanusa, Jane Duboc, Milton Carlos, Eduardo Araújo, além de inúmeros artistas independentes, tiveram em seus trabalhos a assinatura de Sérgio Sá como produtor musical.

Como escritor, seu livro "Fábrica de Sons" (Editora Globo) já em quarta edição atualizada e acrescida de CD, foi aprovado e adquirido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Em Outubro de 2004, Sérgio Sá, deficiente visual de nascença, lançou "Feche Os Olhos Para Ver Melhor", obra em que faz um apanhado de vivências e reflexões, propondo novas maneiras de enxergar o mundo e que foi também lançado em edição em braile. Com o lançamento do livro de ficção "Ecos do Amanhã", Sérgio Sá entretém o leitor com uma narrativa instigante e faz um brado de alerta e de profundo amor à humanidade.


Em 2012 Concluiu seu quarto livro, "Aos Olhos de Um Cego" (Sá Editora). Ainda em 2012 estreou como ator na peça "O Grande Viúvo", conto de Nelson Rodrigues, no projeto Teatro Cego. Uma proposta com espetáculo de característica inédita no Brasil, pois convida o público a abdicar da visão para por à prova seus outros quatro sentidos. Atores, atrizes e músicos cegos e não cegos se unem no palco para fazer arte.

Paralelo a outros projetos Sérgio Sá demonstrava maestria também como palestrante, viajando por todo o país com a sua Palestra-Show "Feche Os Olhos Para Ver Melhor", propondo reflexões com interatividade, música ao vivo e bom humor.

Desde de 2009 era convidado pela Secretaria Municipal de Cultura a falar com crianças e jovens da periferia, levando suas vivências musicais e literárias.

Em 2011, em parceria com Irineu Toledo, "Tocando Músicas e Trocando Ideias", ao lado de grandes palestrantes como Luciano Pires, José Luiz Tejon, Daniel Carvalho Luz, foi aplaudido por mais de 2.000 pessoas no evento Feliz Dia Novo.

Morte

Sérgio Sá morreu na madrugada de terça-feira, 03/10/2017, em Fortaleza, CE, vítima de um infarto, aos 64 anos. A informação foi confirmada pelo filho, Thiago Pinheiro, em publicação no Facebook. 
"É com imensa tristeza que comunico o falecimento de meu pai Sérgio Sá durante esta madrugada. Sérgio, que estava na casa de uma prima em Fortaleza, foi vítima de um rápido processo de infarto por volta das 2h30, e não resistiu e nos deixou com a eterna saudade."
No comunicado, o filho fez elogios a Sérgio Sá, como pessoa e profissional:
"Meu pai sempre foi homem íntegro, sempre buscou grande excelência, produtor e compositor que deixou fortes marcas em nossa música e em minha vida. Agora, tornou-se a forte memória de alguém que nunca deixou de acreditar na força e sutileza do amor."
"Há algumas semanas ele veio me visitar, conhecer o estúdio que nunca havia visitado, passamos um dia inteiro agradável, conversas suaves sobre música, ouvimos o disco que acabara de finalizar, nos abraçamos, demos risada, agradecemos pela trajetória, falamos da admiração mútua, foi um dia de paz, momento muito importante para os dois e eu jamais imaginaria que seria o último encontro. Mal sabia que seriam meus momentos derradeiros na presença física do meu querido pai, pessoa que sempre amei e que conheci através dos discos, das composições brilhantes e do carinho em menos encontros do que eu gostaria de ter tido!"
Fonte: Sérgio Sá, Estadão e G1  

Laudir de Oliveira

LAUDIR SOARES DE OLIVEIRA
(77 anos)
Compositor, Ator, Dançarino e Percussionista

☼ Rio de Janeiro, RJ (06/01/1940)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/09/2017)

Laudir Soares de Oliveira foi um dos mais importantes percussionistas brasileiros e dos mais atuantes do cenário internacional, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 06/01/1940.

Iniciou sua carreira profissional em 1965, como percussionista do grupo folclórico Mercedes Batista, com o qual excursionou durante um ano na França.

Em 1966, participou, como ator, do I° Teatro Negro do Brasil, encenando "Antígona", de Sófocles, produzida por Paschoal Carlos Magno na Aldeia de Arcozelo. Em seguida, viajou em turnê de dois anos pelo exterior como percussionista e bailarino do grupo folclórico Brasiliana

Em 1969, acompanhou durante dois meses o Sergio Mendes & Brasil' 66, em shows realizados nos Estados Unidos. Ainda nesse ano, integrou o conjunto Vox Populi, com o qual viajou para o México. De volta ao Brasil, fundou, com Wagner Tiso, Zé Rodrix, Tavito e Luis Alves, o conjunto Som Imaginário, para acompanhar Milton Nascimento. Desligou-se do grupo em 1970, sendo substituído por Naná Vasconcelos, para atender ao convite de Sergio Mendes para integrar o Brasil' 66.

Laudir de Oliveira mudou-se, em 1970, para os Estados Unidos, onde viveu até 1984. 


De 1970 a 1974 fez parte, como percussionista e cantor, do Sergio Mendes & Brasil' 66. Participou, ainda, do conjunto de Moacir Santos (1970), como percussionista e cantor, e do conjunto de Manfredo Fest (1971), como percussionista.

De 1974 a 1981, atuou como percussionista do grupo norte-americano Chicago, com o qual foi agraciado com o Prêmio Grammy, em 1976. 

Em 1983 e 1984, participou de duas turnês internacionais de Chick Corea, gravando dois discos com o pianista. 

Fez parte do Paul Winter Consort, ao lado do violonista Oscar Castro Neves, gravando dois álbuns com o grupo. 

Em 1989, voltou para o Brasil. 

Na década de 1990. atuou também como produtor musical, tendo sido responsável por discos de João Nogueira, Alfredo Karan, Ventilador, Angelo, Pura Relíquia, Força do Pagode e Edinho Santa Cruz

Laudir de Oliveira em show na Miranda, Rio de Janeiro, 29/09/2015
Laudir de Oliveira tocou com o saxofonista e clarinetista Paulo Moura, com quem fundou o grupo de espetáculos da Velha Guarda da Imperatriz Leopoldinense.

Participou das gravações do álbum de Joe Cocker, "With a Little Help From My Friends", apresentou-se com o guitarrista Santana no Rock In Rio II, tocou com o saxofonista Wayne Shorter, gravou o último álbum dos Jackson Five, intitulado "Destiny".

Gravou também com o multiinstrumentista Hermeto Pascoal, o saxofonista americano Paul Winter, e na banda Som Imaginário, com Milton Nascimento, Robertinho Silva, Wagner Tiso, Luiz Alves, Zé Rodrix e Tavito.

Participou de duas turnês da cantora Nina Simone, como percussionista e vocalista, gravou com Chick Corea, Gal Costa, Maria Bethânia, Sadao Watanabe, Dom Um Romão, Jennifer Warnes, Gerry Mulligan, entre outros.

Gravou cinco álbuns com Airto Moreira ("I'm Fine How Are You", "Touching You Touching Me", "Aqui Se Puede", "Samba de Flora" "The Colors Of Life"), quatro álbuns com Flora Purim ("Open Your Eyes You Can Fly", "Everyday Everynight", "Carry On""Live At Hollywood Bowl", além do vídeo "Harvest Jazz") e sete álbuns com Ithamara Koorax ("Serenade In Blue", "Exclusively For My Friends", "Brazilian Butterfly", "Ithamara Koorax & Friends", "Tributo à Stellinha Egg", "All Around The World" e "Ithamara Koorax Sings Getz/Gilberto"), entre outros.


Compôs canções e gravou com Marcos Valle. Em parceria fizeram, entre outras, as canções "Life Is What It Is", gravada pelo grupo Chicago, em seu álbum "Chicago 13" (1979), "A Paraíba Não é Chicago" (Baby Don't Stop Me), "Sei lá", essas duas também em parceria com Leon Ware, parceiro de Marvin Gaye, e Peter Cetera, do álbum "Vontade de Rever Você", de Marcos Valle (1981), "Dentro de Você", gravada por Emílio Santiago, "Tapetes, Guardanapos e Cetins" e "Para os Filhos de Abraão", do álbum "Marcos Valle" (1983).

Laudir de Oliveira foi também dançarino, ritmista e diretor do grupo de dança afro-brasileira Brasiliana. Foi ator, artista plástico, diretor cultural da Universidade do Grande Rio e produtor musical de discos de João Nogueira, Alfredo Karam, entre outros.

Laudir de Oliveira fez a direção musical da peça "Carlota Joaquina", de Nuno Leal Maia.

Gravou a música "Do Kayambá ao Dollar", no álbum "Costa do Descobrimento" de Ari Sobral & Água de Coco.

Gravou a faixa "Viúva Negra", ao lado de Jorge Pescara, para o álbum "Rio Strut".

As últimas gravações foram para o disco da Orquestra Afro-Brasileira, em agosto de 2017, e para o CD "Boulevard", da banda Urca Bossa Jazz, em setembro de 2017.

Morte

Laudir de Oliveira faleceu na tarde deste domingo, 17/09/2017, aos 77 anos, durante um show no Reduto Pixinguinha, centro cultural na Praça Ramos Figueira, em Olaria, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo familiares, ele teve um mal súbito enquanto tocava, diagnosticado posteriormente como infarto do miocárdio.

Laudir de Oliveira participava de uma homenagem ao maestro Paulo Moura. Segundo relato de amigos, ele estava tocando o chorinho "Ternura" quando teve um mal súbito e morreu.

Fonte: Wikipédia e Dicionário Cravo Albin da MPB
Indicação: Miguel Sampaio

Wilson das Neves

WILSON DAS NEVES
(81 anos)
Cantor, Compositor e Baterista

☼ Rio de Janeiro, RJ (14/06/1936)
┼ Rio de Janeiro, RJ (26/08/2017)

Wilson das Neves foi um cantor, compositor e baterista brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 14/06/1936.

Wilson das Neves  estudou música com Joaquim Naegele e logo depois com Darci Barbosa. Aos 14 anos, através do ritmista Edgar Nunes Rocca, o Bituca, tocou na Escola Flor do Ritmo, no bairro do Méier. Anos mais tarde, deu início a sua carreira de baterista na orquestra de Permínio Gonçalves.

Entre 1957 e 1968, Wilson das Neves acompanhou a pianista Carolina Cardoso de Menezes, foi membro do conjunto de Ubirajara Silva, estreou como músico de estúdio na Copacabana Discos, se integrou em conjuntos como o de Steve Bernard e o de Ed Lincoln.

Tocou com o flautista Copinha, com o pianista Eumir Deodato no conjunto Os Catedráticos, e com Eumir e Durval Ferreira no grupo Os Gatos.

Wilson das Neves fez parte da orquestra de Astor Silva, da orquestra da TV Globo e da orquestra da TV Tupi de São Paulo, liderada pelo maestro Cipó.

Em 1965, participou da gravação do disco "Coisas" do mastro e compositor Moacir Santos, tocando bateria em todas as faixas do álbum. Além disso, gravou com Elza Soares, o disco "Elza Soares - Baterista: Wilson das Neves" e formou seu conjunto, registrando o LP "Juventude 2000".


Em 1969 gravou pela Polydor seu segundo disco, "Som Quente é o das Neves" e, no ano seguinte, o LP "Samba Tropi - Até Aí Morreu Neves", desta vez pelo selo Elenco/Philips. Estes dois trabalhos tiveram arranjos de Erlon Chaves. Desse período até 1973, acompanhou artistas como Elis Regina, Egberto Gismonti, Wilson Simonal, Elizeth Cardoso, Roberto Carlos, Francis Hime, Taiguara e Sérgio Sampaio.

Em 1975 participou da gravação dos discos "Lugar Comum", do músico João Donato e "Meu Primeiro Amor", da cantora Nara Leão. Em 1976 ano tocou timbales no clássico "África Brasil", de Jorge Ben.

Tempos depois fez o terceiro disco com o seu conjunto, o LP "O Som Quente é o das Neves". Nesse trabalho, lançado pela gravadora Underground/Copacabana, Wilson das Neves estreou como cantor e compositor. Os arranjos foram feitos por João Donato e pelo tecladista Sérgio Carvalho.

Figura presente no samba, Wilson das Neves tocou ao lado de grandes nomes do gênero como João Nogueira, Beth Carvalho, Cartola, Nelson Cavaquinho, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Martinho da Vila e muitos outros.

Wilson das Neves foi ritmista na escola de samba Império Serrano, onde tocava tamborim.

Como compositor, era parceiro de Aldir Blanc, Paulo Cesar Pinheiro, Nei Lopes, Ivor Lancellotti, Claudio Jorge, Marcelo Amorim, Moacyr Luz e Chico Buarque, com quem tocava desde 1982.

Gravou em 1996 o disco "O Som Sagrado de Wilson das Neves", lançado pela CID com participações de Paulo César Pinheiro e Chico Buarque, agraciado com o Prêmio Sharp.


Em 2001 participou do CD "O Quintal do Pagodinho", idealizado por Zeca Pagodinho e produzido por Rildo Hora.

Desde 2003 era integrante do combo carioca Orquestra Imperial, sendo cantor e compositor parceiro dos jovens integrantes do grupo.

Em 2004 lançou o CD "Brasão de Orfeu" no Centro Cultural Carioca, onde também foi apresentado o curta-metragem "O Samba é Meu Dom", no qual o compositor contou detalhes de sua vida.

Em 2006 atuou no filme "Noel - Poeta da Vila", no papel do motorista e cantor Papagaio.

Em 2011, Wilson das Neves lançou, no Brasil e Europa, seu terceiro CD como cantor e compositor, "Pra Gente Fazer Mais Um Samba". Indicado melhor cantor pelo Prêmio da Música Brasileira 2011 e vencedor como melhor álbum de samba.

Em 2013 fez uma participação na música "Trepadeira", do CD "O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui", do rapper Emicida.

Em 2016 participou da abertura dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro.

Em mais de 50 anos de carreira como baterista, participou de mais de 600 gravações e acompanhou Carlos Lyra, Ney Matogrosso, João Bosco, Maria Bethânia, Gal Costa, Emílio Santiago, Nelson Gonçalves, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Alcione, Tom Jobim, Miucha, entre vários outros artistas da MPB, além de internacionais como Michel Legrand, Toots Thielemans, Sarah Vaughan e Sean Lennon.

Morte

Wilson das Neves morreu na noite de sábado, 26/08/2017, aos 81 anos, no Rio de Janeiro, RJ. Ele lutava contra um câncer e estava internado em um hospital na Ilha do Governador.

A informação foi confirmada pela página oficial do sambista no Facebook e no no Instagram:
"É com grande pesar que comunicamos a todos a partida do nosso grande mestre que foi tocar suas baquetas do outro lado. Ficaremos com as boas lembranças"

(Escrito em sua página no Facebook)

O corpo de Wilson das Neves foi sepultado por volta das 10h50 de segunda-feira, 28/08/2017, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Representantes de velhas guardas de várias escolas de samba foram prestar a última homenagem ao artista, que foi sepultado sob aplausos, ao som da música "O Samba é Meu Dom" e do surdo de marcação da sua escola de coração, a Império Serrano.

Discografia
  • 1968 - Elza Soares - Baterista: Wilson das Neves
  • 1968 - Juventude 2000 - Wilson das Neves e Seu Conjunto
  • 1969 - Som Quente é o das Neves - Wilson das Neves e seu Conjunto
  • 1970 - Samba Tropi - Até Aí Morreu Neves - Wilson das Neves e Seu Conjunto
  • 1976 - O Som Quente é o Das Neves - Wilson das Neves e Seu Conjunto
  • 1996 - O Som Sagrado de Wilson das Neves
  • 2004 - Brasão de Orfeu
  • 2006 - Samba de Gringo 2
  • 2010 - Pra Gente Fazer Mais Um Samba
  • 2013 - Se Me Chamar, Ô SorteFonte: Wikipédia

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Miguel Sampaio

Jorginho do Pandeiro

JORGE JOSÉ DA SILVA
(86 anos)
Pandeirista

☼ Rio de Janeiro, RJ (03/12/1930)
┼ Rio de Janeiro, RJ (06/07/2017)

Jorge José da Silva, mais conhecido pelo pseudônimo Jorginho do Pandeiro, foi um pandeirista brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 03/12/1930. Jorginho realizou também atividades como produtor de discos de artistas da Música Popular Brasileira, como Sílvio Caldas, Clara NunesElizeth Cardoso, Chico Buarque e Marisa Monte.

Nascido numa família de músicos, Jorge José da Silva, aos 7 anos, já tocava ao lado do pai, o violonista Caetano José da Silva, e deixou o seu nome marcado na história do choro - mas este viria acompanhado de um novo sobrenome, oriundo do instrumento que começou a tocar aos 7 anos de idade: o pandeiro.

Seu pai sempre recebia em casa os amigos músicos, entre eles Pixinguinha.
"O baile era dentro de casa. Como havia muitos músicos, o pessoal tocava no quarto e dançava na sala!"
(Jorginho, em 2000, entrevista ao Globo)


Lino e Dino, seus irmãos mais velhos, também se tornaram-músicos. O segundo, inclusive, ficou conhecido como Dino 7 Cordas, companheiro de Jorginho no Época de Ouro.
"Apesar de meu pai e meu irmão tocarem violão, sempre gostei mais de pandeiro!"
(Jorginho)

Jorginho iniciou sua trajetória musical aos 14 anos, na Rádio Tamoio, onde se apresentou no conjunto de Ademar Nunes. Depois, se apresentaria também na Rádio Nacional e Rádio Mayrink Veiga.

Ao longo da carreira, cantores como acompanhou Sílvio Caldas, Emilinha Borba, Marlene, Orlando Silva, Beth CarvalhoClara Nunes, Paulinho da Viola, Alcione, Martinho da Vila, Luiz Gonzaga, Cartola e Nelson Cavaquinho.

Além de ter integrado diversas orquestras e conjuntos regionais, Jorginho do Pandeiro participou de gravações históricas de Jacob do Bandolim, o fundador do Época de Ouro, em 1964, lendário grupo no qual ele entrou em 1972, três anos após a morte de Jacob, e que liderou uma espécie de renascimento do choro nos anos 1970. Jorginho continuou no grupo até sua morte.


Tanto o filho, Celso Silva, quanto o neto, Eduardo Silva, de Jorginho, tornaram-se pandeiristas. Aos 13 anos Celso Silva já tocava atabaque com os irmãos, mas a carreira profissional começou em 1976 no conjunto de choro Os Carioquinhas, que tinha entre os integrantes Luciana e Raphael Rabello. Dois anos mais tarde ele fundou, juntamente com amigos e com o irmão Jorge, que toca cavaquinho, o grupo Nó Em Pingo D'Água.

Jorginho foi o produtor, em 1989, do álbum duplo "Há Sempre Um Nome de Mulher", editado pelo Banco do Brasil para a Campanha do Aleitamento Materno, do qual foi vendido 600 mil cópias, na época, ganhando o "Disco de Ouro" o seu criador Ricardo Cravo Albin.

Em dezembro de 2000, comemorou os 70 anos de carreira em dois dias de shows na Sala Funarte do Rio de Janeiro. No show, relembrou antigos sucessos e contou com a participação especial de amigos como Paulinho da Viola, Cristóvão Bastos, Joel Nascimento, Déo Rian, e os grupos Nó Em Pingo D'Água e Época de Ouro.

Morte

Jorginho morreu na quinta-feira, 06/07/2017, aos 86 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de complicações decorrentes de uma infecção urinária.

O sepultamento ocorreu na manhã de sexta-feira, 07/07/2017, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Indicação: Miguel Sampaio

Tibério Gaspar

TIBÉRIO GASPAR RODRIGUES PEREIRA
(73 anos)
Cantor, Compositor, Produtor Musical e Violonista

☼ Rio de Janeiro, RJ (11/09/1943)
┼ Rio de Janeiro, RJ (15/02/2017)

Tibério Gaspar Rodrigues Pereira foi um violinista, produtor musical e compositor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 11/09/1943. Gaspar é autor de várias composições que foram sucessos na voz de Wilson Simonal, além de "Sá Marina", "BR-3" e "Teletema".

Iniciou sua carreira profissional em 1967, trabalhando em parceria com Antônio Adolfo. As primeiras composições da dupla foram "Caminhada", finalista do II Festival Internacional da Canção (FIC), "Tema Triste" e "Rosa Branca". Ainda nesse ano, teve registrado pela primeira vez seu trabalho de compositor, com a gravação da composição "Caminhada", por Agostinho dos Santos.

Em 1968 "Sá Marina" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo) foi gravada, com enorme sucesso, por Wilson Simonal. Também nesse ano, trabalhou na produção e direção musical do evento "Música Nossa" (Teatro Santa Rosa, RJ), ao lado de Roberto Menescal, Mário Telles, Ugo Marotta e Paulo Sérgio Valle.

Em 1969 participou do IV Festival Internacional da Canção (FIC) com "Juliana" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), defendida pelo conjunto A Brazuca e classificada em 2º lugar no evento.

Em 1970 representou o Brasil na Olimpíada da Canção de Atenas, na Grécia, com "Teletema" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), defendida por Evinha e classificada em 2º lugar. Nesse mesmo ano, venceu o V Festival Internacional da Canção (FIC) com "BR3" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), defendida por Tony Tornado e Trio Ternura.

Participou, como compositor, de trilhas sonoras para o cinema, com destaque para os filmes "O Matador Profissional" (1969), "Balada dos Infiéis" (1970), "Ascenção e Queda De Um Paquera" (1970), "Memórias De Um Gigolô" (1970), "O Enterro Da Cafetina" (1971), "Romualdo e Juliana" (1971) e "Beth Balanço" (1984).


Ainda como compositor, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas da TV Globo, como "Véu De Noiva" (1969), "Verão Vermelho" (1969), "Assim Na Terra Como No Céu" (1970), "Irmãos Coragem" (1970) e "O Cafona" (1971).

Classificou composições em vários festivais, tais como II Canta Rio-Sul, Festival de Alegre, Festival de São Silvério, Festival de São Simão, Festival de Pinheiros, Festival de Boa Esperança, XV Festival Antense da Canção, Festival de Ilha Solteira, Festival de Piraí, Festival de Juiz de Fora, Festival de Diamantina, Festival de Itumbiara e Festival de Montanha, além dos já citados. 

Tibério Gaspar participou da produção de discos de artistas como Antonio Adolfo & A Brazuca, Ruy Maurity, Tony Tornado, Cristina ConradoEudes Fraga, entre tantos outros, além de ter assinado, para a Prefeitura de Sapucaia, a produção do CD do "XV Festival Antense da Canção".

Trabalhou também na área publicitária, tendo ocupado, em 1977 e 1978, o cargo de diretor geral da Aquarius Produções, responsável pela produção de inúmeras peças publicitárias para todo o Brasil. Compôs jingles para clientes como Leite Gogó, Sérgio Dourado, Caixa Econômica Federal, Adidas, Caderneta de Poupança Letra, Caderneta de Poupança Delfim, Carrocerias Randon, Sudantex, Lanjal, Coca-Cola, dentre outros.

Criou e produziu, em 1986, o jingle institucional de fim de ano da Rede Manchete de Televisão.

Como produtor de televisão, atuou, com Lúcio Alves no III Festival Universitário (TV Tupi) e no programa "Som Livre Exportação" da TV Globo, no qual participou também como apresentador, ao lado de Elis Regina, Rita Lee, Suzana de Moraes e Ivan Lins.

Antonio Adolfo e Tibério Gaspar
Trabalhou na produção e direção de shows de artistas como Ruy Maurity e Belchior (Teatro Carioca), Antonio Adolfo & A Brazuca (Teatro Casa Grande), Johnny Alf (Teatro de Bolso), Tony Tornado (Teatro Copacabana Palace), Maria Alcina (Teatro Copacabana Palace), Nonato Buzar (Hotel Intercontinental), Leonardo Ribeiro (Vinicius Piano Bar), Cristina Conrado (People e Mistura Fina), além de ter dirigido a cantora Elza Soares no show "Passaporte" (Teatro Rival).

Como intérprete de suas composições, lançou, em 2002, o CD "Tibério Canta Gaspar".

Em 2004 o parceiro Sidney Mattos interpretou as faixas "Ia-Kekerê" e "Nossos Meninos", parceria de ambos, no CD "Boas Novas", de Sidney Mattos.

Em 2005 representou o Brasil no Festival Internacional de Viña del Mar com a composição "Matilde" (Tibério Gaspar e Guto Araújo), interpretada pela cantora Cristina Conrado.

No ano de 2015 lançou o CD "Caminhada", no qual interpretou as faixas "A Voz Da América" (Tibério Gaspar e Nonato Buzar), "Caminhada" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), "Companheiro" (Tibério Gaspar e Naire Siqueira), "Coração Maluco", "Dança Mineira" (Tibério Gaspar e Aécio Flávio), "Dono Do Mundo" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), "Luz Na Escuridão", "O Melhor Amigo", "Será Que Eu Pus Um Grilo Na Sua Cabeça?" (Tibério Gaspar e Guilherme Lamounier), "Sideral" (Tibério Gaspar, Durval Ferreira e Valdir Granthon), "Vê Ser Vê" (Tibério Gaspar e Rubão Sabino) e "Vitória Do Bem" (Tibério Gaspar).

Entre seus intérpretes constam Wilson Simonal, Erasmo Carlos, Leoni, Cristina Conrado, Elis Regina, Luiz Melodia, Denise Pinaud, Antonio Adolfo & A Brazuca, Agostinho dos Santos, Andréa Montezuma, Pery Ribeiro, Golden Boys, Paula Toller, Tim Maia, Marinês, Maysa, Emílio Santiago, Wanderléa, Tony Tornado, Regininha, Evinha, Claudette Soares, Dóris Monteiro, Luiz Cláudio, Luiz Camilo, Taiguara, Zizi Possi, Dalto, Leonardo Ribeiro, Toots Thieleman, Antoine, Herb Albert & Tijuana Brass, Sérgio Mendes & Brasil 77, Earl Klug, Joe CockerStevie Wonder, Márcio Lott, entre tantos outros.

Morte

No dia 29/01/2017, o músico passou mal no Teatro Glaucio Gill, na passagem de som para um show em homenagem a Tom Jobim, e foi levado para o Hospital Miguel Couto. No período em que ficou internado, sua saúde piorou com uma infecção e ele veio a falecer vítima de septicemia às 12h00 de quarta-feira, 15/02/2017, aos 73 anos, no Rio de Janeiro, RJ.

O velório de Tibério Gaspar aconteceu na quinta-feira, na capela 9 do Cemitério São João Batista. O sepultamento foi às 17h00.

Pelo Facebook, Antônio Adolfo lamentou a morte do artista:

"Profundamente triste com o falecimento de meu querido amigo e parceiro. Vamos ficar com a lembrança de Tibério, amigo de todas as horas, grande poeta, compositor, e tantas outras qualidades: justiça, raça, fibra, carisma, dedicação ao próximo etc. Gostaria de ter sua poesia para poder escrever coisas mais bonitas e profundas, como as que você sempre escreveu e mereceu!"

Discografia
  • 2015 - Caminhada (Selo Kriok Produções, CD)
  • 2002 - Tibério Canta Gaspar (Independente, CD)

Helio Matheus

HELIO MATHEUS
(76 anos)
Cantor, Compositor e Instrumentista

☼ Rio de Janeiro, RJ (05/07/1940)
┼ Rio de Janeiro, RJ (10/02/2017)

Helio Matheus foi um cantor, compositor e instrumentista nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 05/07/1940.

Helio Matheus ganhou um violão do pai aos 12 anos e com ele aprendeu a tocar o instrumento. Ainda jovem começou a fazer as primeiras composições. Depois da morte da mãe deixou a carreira artística por algum tempo em foi morar na cidade de Três Pontas, em Minas Gerais.

Após trabalhar em usinas de açúcar e como balconista em lojas de discos, passou a se apresentar em boites do Rio de Janeiro e São Paulo, cidade onde morava na mesma pensão que Tom Zé, que o incentivou a dar aulas de violão enquanto cantava na noite.

Pouco depois, foi apadrinhado pelo cantor e compositor Ataulfo Alves, que o incentivou a voltar para o Rio de Janeiro.

Contratado pela RCA Victor, lançou o primeiro disco em 1968, um compacto simples com as marchas "Elefantinho de Marfim" e "Caixinha de Música", parcerias suas com Klécius Caldas.

Em 1969, inscreveu-se no Festival Internacional da Canção da TV Globo com a música "Comunicação", parceria com Édson Alencar, defendida pela cantora Vanusa.


Em 1970 a cantora Elis Regina gravou "Comunicação" em seu LP "Em Pleno Verão", e também Dóris Monteiro. Era o que faltava para que o compositor ganhasse a atenção de destacados cantores da época.

Em 1973, lançou novo compacto simples com as composições "Eu, Réu, Me Condeno" e "Feijão Com Farinha", ambas de sua autoria.

Em 1974, emplacou dois grandes sucessos nas paradas nacionais: o samba de breque "Camisa Dez", na voz de Luiz Américo, e a romântica "Meu Segredo", cantada por Antônio Marcos.

Em 1975, lançou seu primeiro LP, que contou com a produção de Oberdan Magalhães, da Banda Black Rio e o conjunto Azymuth como banda de apoio, no qual interpretou as composições "Marraio", "Mais Kriola", "Meu Diário", "Meu Mundo de Monstros e Fantasias", "Você Se Foi", "Meu Segredo" e "Ausência", todas de sua autoria, "Cidadezinha" (Helio Matheus e Edinho), "Camisa 10" (Helio Matheus e Luis Vagner) e "Briguenta" (Helio Matheus e Cidinho), além de seu grande sucesso, "Comunicação" (Helio Matheus e Édson Alencar). Ainda em 1975, participou da coletânea "Sambão da Pesada - Nº 3" interpretado "Comunicação" (Helio Matheus e Édson Alencar) e "Camisa 10" (Helio Matheus e Luis Vagner).

Em 1977, foi contratado pela Som Livre e lançou um compacto duplo com as músicas "Boi da Cara Branca", "Sozinho Amando", "O Poeta e a Lua" e "A Gota", todas de sua autoria. No mesmo ano, sua composição "O Poeta e a Lua", foi incluída na trilha sonora da novela da TV Globo "À Sombra dos Laranjais". Fez parte do LP "Miami, Julio 1977", da Som Livre, destinado ao mercado americano e latino com as músicas cantadas em castelhano. No LP interpretou as músicas "Solo Amando" e "La Gota", ambas de sua autoria com versões de Don Beto. Sua composição "Boi da Cara Branca" foi incluída na trilha sonora da novela "O Astro" (1977), da TV Globo.


Em 1978, a coletânea "Globo de Ouro - Volume 4", da Som Livre, incluiu sua gravação da música "Boi da Cara Branca", também incluida em 1979, no LP "Grandes Sucessos Som Livre".

Vieram, porém, a separação de Jane, sua primeira mulher, e outros problemas pessoais. No início da década de 1980, Helio Matheus rompeu com João Araújo, fundador da Som Livre, e trocou Copacabana por São Paulo, onde foi trabalhar na Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais (SICAM).

Ainda teve músicas gravadas por artistas como Sérgio Reis e Jair Rodrigues, mas os dias de sucesso já haviam passado.

Em 1991, o LP "Mensagem de Amor" incluiu sua composição "Sozinho Amando".

Casou-se novamente com Tânia e viu nascerem mais duas filhas, Heliana e Luciana, mas o alcoolismo o afastou da família.

Nos últimos anos, Helio Matheus morou em três albergues públicos de São Paulo, onde tinha sem-tetos como companheiros. Com problemas de locomoção por causa de dois AVCs, aceitou relutante uma transferência para o Retiro dos Artistas.

Morte

Helio Matheus morreu na sexta-feira, 10/02/2017, no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ele estava internado há duas semanas em decorrência de uma pneumonia e três AVCs. O sepultamento acontecerá no sábado, 11/02/2017, às 10h30, no Cemitério do Caju.

Discografia

  • 1978 - Boi da Cara Branca / A Gota (Som Livre, Compacto Simples)
  • 1977 - Boi da Cara Branca / Sozinho Amando / O Poeta E A Lua / A Gota (Som Livre, Compacto Duplo)
  • 1975 - Helio Matheus (RCA Victor, LP)
  • 1973 - Eu, Réu, Me Condeno / Feijão Com Farinha (RCA Victor, Compacto Simples)
  • 1968 - Elefantinho de Marfim / Caixinha de Música (RCA Victor, Compacto Simples)

Indicação: Miguel Sampaio

Ademar Silva

ADEMAR MARQUES RATAIESKY
(71 anos)
Cantor, Compositor, Acordeonista e Apresentador

☼ São Lourenço do Sul, RS (15/11/1943)
┼ Pelotas, RS (13/04/2015)

Ademar Marques Rataiesky, artisticamente conhecido como Ademar Silva, foi um cantor, compositor e acordeonista brasileiro, nascido em São Lourenço do Sul, RS, no dia 15/11/1943.

Ainda adolescente tirava na harmônica solos de músicas de seu compositor favorito, Pedro Raymundo

Ademar Silva iniciou sua carreira aos 15 anos como acordeonista, o primeiro a acompanhar o cantor Teixeirinha, com quem tocou no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. Em carreira solo fez grande sucesso com quase 55 anos de carreira.

Em 1961 gravou pela Philips "Gaúcho Forasteiro" (Ademar Silva e Leopoldo) e "Oito de Maio" (Ademar Silva e Pinheiro).

Em 1962 lançou pela Philips "O Amor Que Eu Sonhei" (Ademar Silva e Leopoldo) e "Homenagem ao Papai" (Ademar Silva e Leopoldo).


Em 1963 gravou pela RCA as toadas "Leva Eu, Sodade" (Tito Neto e Alventino Cavalcânti) e "Chuva do Bem" (Demóstenez Gonzales). 

Em 1968, lançou "Rei dos Pampas" (Raul Torres). Gravou também "Vida Triste" (Piraci e Lourival dos Santos).

Apresentou-se em emissoras de rádio e de TV, circos, boates e teatros de diversos estados do Brasil.

Em 1975, gravou um LP pela Tropicana. Destacaram-se nesse LP as músicas "Saudades de Porto Alegre" (Roberto Stanganelli e Paraguassu), "Felicidade" (Lupicínio Rodrigues), "Velhas Cartas" (Tonico, Tinoco e Zé Paioça) e "Sortes Iguais", de sua autoria.

Entre 1975 e 1982, gravou quatro LPs pela Chantecler. Gravou, ainda, diversos discos pelas gravadoras PolyGram, Continental e Solo Livre.

Ao longo de sua carreira, Ademar Silva gravou cerca de 600 músicas e cantou em mil shows.

Morte

Ademar Silva faleceu na segunda-feira, 13/04/2015, retornando para Pelotas, vítima de infarto do miocárdio, após fazer um show no município de Veranópolis, no Rio Grande do Sul.

Discografia
  • [S/D] - Saudade da Querência (Alvorada, LP)
  • 1996 - Ademar Silva (USA Discos, LP)
  • 1995 - Ademar Silva (Solo Livre, LP)
  • 1990 - Ademar Silva (Discoteca Gravações, LP)
  • 1986 - Ademar Silva (Continental, LP)
  • 1985 - Ademar Silva (PolyGram, LP)
  • 1984 - Ademar Silva (PolyGram, LP)
  • 1983 - Ademar Silva (PolyGram, LP)
  • 1982 - Ademar Silva (Chantecler, LP)
  • 1981 - Ademar Silva (Disco Tiaraju, LP)
  • 1977 - Ademar Silva (Chantecler, LP)
  • 1976 - Ademar Silva (Chantecler, LP)
  • 1975 - Ademar Silva (Tropicana, LP)
  • 1968 - Ademar Silva (Chantecler, LP)
  • 1963 - Leva Eu, Sodade / Chuva do Bem (RCA Candem, 78)
  • 1962 - O Amor Que Eu Sonhei / Homenagem Ao Papai (Philips, 78)
  • 1961 - Gaúcho Forasteiro / Oito de Maio (Philips, 78)
  • 1960 - Ademar Silva (Phillips, LP)

Indicação: Miguel Sampaio

André Filho

ANTÔNIO ANDRÉ DE SÁ FILHO
(68 anos)
Compositor, Cantor, Arranjador, Instrumentista e Radialista

☼ Rio de Janeiro, RJ (21/03/1906)
┼ Rio de Janeiro, RJ (02/07/1974)

Antônio André de Sá Filho, mais conhecido com André Filho, foi um ator, multiinstrumentista (piano, violão, bandolim, violino, banjo, percussão), radialista, compositor e cantor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 21/03/1906.

Ficou órfão muito cedo, sendo por isso criado pela avó. Começou a estudar música erudita aos oito anos com Pascoale Gambardella. Estudou, anos depois, vários instrumentos como violão, violino, piano, bandolim, dedicando-se, então, à música popular brasileira.

Formou-se em Ciências e Letras no Colégio Salesiano de Niterói, RJ, onde foi colega de Almirante.

Na década de 1940, esteve internado com problemas psíquicos, que, somados a alguns outros, acabaram por fazê-lo abandonar a vida artística.

André Filho é autor de muitos sucessos, entre os quais a marcha "Cidade Maravilhosa" que se tornou o hino da cidade do Rio de Janeiro. Por isso virou uma figura histórica do Rio de Janeiro, além de ser o parceiro de Noel Rosa no samba "Filosofia".

André Filho começou a carreira artística cantando na Rádio Educadora. Foi arranjador, compositor de jingles, locutor de várias emissoras como a Rádio Tupi, Rádio Mayrink Veiga, Rádio Phillips e Rádio Guanabara.


Sua primeira composição a ser gravada foi "Velho Solar", em 1929, pela Parlophon, interpretada por Henrique de Melo Moraes, o tio de Vinícius de Moraes. No mesmo ano, Ascendino Lisboa lançou o samba "Dou Tudo".

Em 1930, Carmen Miranda lançou duas músicas suas pela RCA Victor, o samba "O Meu Amor" e a marcha "Eu Quero Casar Com Você". Sílvio Caldas gravou também pela RCA Victor o seu samba "Nem Queiras Saber" (André FilhoFelácio da Silva).

Em 1931, Carmen Miranda gravou os sambas "Bamboleô" e "Quero Só Você", Jaime Vogeler a canção "Meu Benzinho Foi-se Embora" e Francisco Alves a valsa "Manoelina". No mesmo ano, gravou seu primeiro disco, na Parlophon, interpretando os sambas "Estou Mal" (André FilhoHeitor dos Prazeres), e "Mangueira" (Saul de Carvalho). Lançou com J. B. de Carvalho, a macumba "Anduê, Anduá" (Maximiniano F. da Costa) e o samba "É Minha Sina" (André Filho).

Em 1932 teve diversas composições gravadas por diferentes intérpretes. Carmen Miranda registrou os sambas "Mulato De Qualidade", "Quando Me Lembro" e "Por Causa de Você"; Sílvio Caldas o samba "Jurei Me Vingar" (André Filho Valfrido Silva); O Grupo da Guarda Velha e Trio TBT, o samba "Como Te Amei".

Em 1933, gravou os sambas "Vou Navegar" e "Nosso Amor Vai Morrendo", e teve gravados por Carmen Miranda, os sambas "Fala Meu Bem" e "Lua Amiga", e por Elisa Coelho os sambas "O Samba é a Saudade" e "A Lua Vem Surgindo". Mário Reis foi convidado por Noel Rosa para gravar "Filosofia", pela Columbia.


Em 1934, Carmen Miranda lançou, junto com Mário Reis, o samba "Alô... Alô...", um grande sucesso no carnaval daquele ano. Ainda em 1934, gravou seu grande sucesso, a marcha "Cidade Maravilhosa", em dupla formada com a então novata Aurora Miranda, de apenas 19 anos. Segundo Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, a escolha de Aurora Miranda "refletia de certo modo a tendência de romper com uma constante da época: a hegemonia masculina na gravação do repertório carnavalesco". De qualquer modo, o certo é que a entrada de Aurora Miranda em cena deve-se mesmo ao fato de ser irmã de Carmen Miranda, já então no auge da popularidade, inclusive nos carnavais. O lançamento de "Cidade maravilhosa", se deu no entanto, sem grande sucesso na Festa da Mocidade, em outubro daquele ano.

A marchinha foi inscrita em 1935 no Concurso de Carnaval da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, obtendo, para indignação do autor, a 2ª colocação. Também em 1935, gravou a marcha "Guarde Um Lugarzinho Para Mim" (André Filho e Valfrido Silva) e o samba "Jura Outra Vez" (Alcebíades Barcelos e Valfrido Silva), e com Aurora Miranda, gravou de sua autoria, a marcha "Ciganinha Do Meu Coração" e o samba "O Que Você Me Fez".

Em 1936, lançou as marchas "Teu Cabelo Vou Pintar" e "Cadê a Minha Colombina", de sua autoria. Aurora Miranda gravou de sua autoria, o samba "Quero Ver Você Sambar" e a marcha "Bacharéis Do Amor", e Carmen Miranda a marcha "Beijo Bamba" e o samba "Pelo Amor Daquela Ingrata".

Em 1937 teve mais duas marchas gravadas por Aurora Miranda, "Se a Moda Pega..." e "Quero Ver Você Chorando".


Em 1938, Aurora Miranda gravou a marcha "Na Sua Casa Tem..." (André Filho e Heitor dos Prazeres) e o samba "Chorei Por Teu Amor".

Em 1939 lançou a marcha "Linda Rosa" e o samba "Quem Mandou?".

Em 1941, gravou a marcha "Carnaval na China" (André Filho e Durval Melo) e o samba "Estrela do Nosso Amor" (André Filho). Vicente Celestino gravou pela RCA Victor a valsa "Cinzas No Coração", obtendo grande sucesso, e a canção "Cancioneiro Do Amor".

Em 1960, um decreto oficializou "Cidade Maravilhosa" como hino da cidade. No final da década de 1960, convidado e entrevistado por Ricardo Cravo Albin, então diretor do Museu da Imagem e do Som (MIS), gravou histórico depoimento para o museu, tendo sido seu estado mental considerado bastante razoável pelo entrevistador.

Em 1974, Chico Buarque resgatou "Filosofia", regravando o samba em seu álbum "Sinal fechado", dedicado a outros autores por causa da censura imposta à sua produção. O samba foi, na época, grande sucesso e uma maneira inteligente de dar um recado ao regime militar. O samba voltaria a ser ouvido na voz de Mário Reis, na década de 1970 e, posteriormente, incluído no filme "Brás Cubas" (1985), adaptação do cineasta Júlio Bressane para o clássico de Machado de Assis "Memórias Póstumas de Brás Cubas". No filme, "Filosofia" é o tema do personagem Quincas Borba.

Devido a várias crises pessoais, inclusive o fim prematuro de casamento com a esposa Zilda, o que lhe teria provocado graves crises psíquico-nervosas, afastou-se completa e prematuramente da vida artística, passando a orar com a mãe que o abrigou, cercando-o de carinho e cuidados, o que obscureceu a avaliação de sua obra, fazendo com seu trabalho fosse lembrado basicamente apenas pela marcha "Cidade maravilhosa".

Em 2006, seu acervo passou a pertencer ao Instituto Moreira Salles que o homenageou por ocasião do centenário de seu nascimento com uma exposição de partituras, documentos e fotografias.

André Filho morreu aos 68 anos , no dia 02/07/1974, no Rio de Janeiro.

Discografia

  • 1941 - Carnaval Na China / Estrela Do Nosso Amor (Odeon, 78)
  • 1939 - Linda Rosa / Quem Mandou? (Columbia, 78)
  • 1938 - Perdão, Emília / Onde é Que Eu Vou Parar (Odeon, 78)
  • 1937 - Maravilhosa / Ó Rosa (Odeon, 78)
  • 1936 - Teu Cabelo Vou Pintar / Cadê a Minha Colombina (Odeon, 78)
  • 1935 - Guarde Um Lugarzinho Pra Mim / Jura Outra Vez (Odeon, 78)
  • 1935 - Ciganinha Do Meu Coração / O Que Você Me Fez (Odeon, 78)
  • 1934 - Cidade maravilhosa (Odeon, 78)
  • 1934 - Lourinha Brasileira / Não Chore Mais (Columbia, 78)
  • 1933 - Vou Navegar / Nosso Amor Vai Morrendo (RCA Victor, 78)
  • 1931 - Estou Mal / Mangueira (Parlophon, 78)
  • 1931 - Se o Teu Amor... / Você Diz Que é Melhor (Parlophon, 78)
  • 1931 - Vai De Uma Vez / Amizade Não Se Compra (Parlophon, 78)
  • 1931 - Cala a Boca / Vivo Feliz Sem Você (Parlophon, 78)
  • 1931 - Anduê, Anduá / É Minha Sina (Parlophon, 78)


Indicação: Miguel Sampaio