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Marisa Letícia

MARISA LETÍCIA LULA DA SILVA
(66 anos)
Primeira-Dama Brasileira

☼ São Bernardo do Campo, SP (07/04/1950)
┼ São Paulo, SP (03/02/2017)

Marisa Letícia Lula da Silva, nascida Marisa Letícia Rocco Casa, foi a primeira-dama do Brasil de 01/01/2003 a 01/01/2011, quando seu marido, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve no cargo de presidente da República.

Filha de Antônio João Casa (filho de Giovanni Casa e Carolina Gambirasio) e Regina Rocco (filha de Mariano Rocco e Giovanna Boff), Marisa nasceu numa família de imigrantes italianos, lombardos de Palazzago, província de Bérgamo, de origem agrícola. Morou com os dez irmãos no sítio dos Casa até os 5 anos de idade. Neste sítio, seu avô paterno construiu uma capela em homenagem a Santo Antônio, ainda existente. Hoje, toda a área do sítio chama-se Bairro dos Casa, em homenagem a seus antepassados, pioneiros da região.

Em 1955, Marisa e sua família mudaram-se para o centro de São Bernardo do Campo, região do Grande ABC, em São Paulo. Depois de frequentar uma escola humilde, Marisa foi transferida, na terceira série, para o Grupo Escolar Maria Iracema Munhoz. Aos nove anos, já tinha experiência como pagem de três garotas mais novas.

Aos 13 anos de idade, com a autorização do pai, Marisa começou a trabalhar na fábrica de chocolates Dulcora, como embaladora de bombons. Permaneceu nesta fábrica até os 19 anos de idade, quando se casou com o taxista Marcos Cláudio e deu à luz seu primeiro filho, Marcos. Seis meses após o casamento, ainda grávida, Marisa perdeu o marido, assassinado a tiros.

Mais tarde, em 1973, trabalhou como inspetora de alunos em um colégio estadual. Neste mesmo ano, já viúva, conheceu Lula no Sindicato dos Metalúrgicos de sua cidade natal. Os dois se casaram 7 meses depois. O relacionamento de mais de 30 anos gerou três filhos: Fábio, Sandro e Luís Cláudio. Marisa tem ainda uma enteada, Lurian, filha de Lula e sua ex-namorada Miriam Cordeiro.

Em 1980, quando Lula e diversos sindicalistas estavam presos devido às greves, Marisa liderou a Passeata das Mulheres, em protesto pela liberdade dos sindicalistas.

Vida Política de Lula

Marisa começou na vida política militando ao lado do marido, eleito presidente do Sindicato em 1975, para que outras mulheres se juntassem ao movimento sindical na região. Em 1978, iniciaram-se as greves no ABC paulista.

Foi Marisa quem cortou e costurou a primeira bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT), quando este foi fundado em 10/02/1980. Participou ativamente no início das atividades do partido, ajudando a criar núcleos e a estampar camisetas. Com a intervenção do Governo Federal no sindicato em abril do mesmo ano, Lula e outros sindicalistas foram presos, e as reuniões eram realizadas ilegalmente em sua casa.

Nesse período, ela organizou uma passeata de mulheres pela libertação dos sindicalistas. Centenas de mulheres e de crianças, todas cercadas por policiais, tanques e cavalaria, saíram da Praça da Matriz e caminharam pela rua Marechal Deodoro até o Paço Municipal, retomando à Igreja da Matriz.

Durante as disputas eleitorais de 1982, 1986, 1994 e 1998, nas quais Lula se candidatou, Marisa dedicou-se aos filhos, à casa e às campanhas. Em 2002, entretanto, com os filhos já adultos, pôde se dedicar exclusivamente à campanha do marido.

Em 01/01/2003, Marisa Letícia tornou-se a primeira-dama do Brasil. Em outubro daquele mesmo ano, recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Real, durante visita do rei Haroldo V e da rainha Sônia da Noruega.

Em 23/07/2003 foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e em 05/03/2008 com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. Nos oito anos como primeira-dama do Brasil, Marisa Letícia não participou ativamente de nenhum projeto, fato duramente criticado pela oposição. Tradicionalmente a primeira-dama de um país realiza projetos sociais, em paralelo as ações oficiais.

No primeiro turno das eleições de 2006, Marisa Letícia não deu tanto apoio a Lula quanto nas eleições anteriores. Assim como o marido, ela acreditava que a disputa seria resolvida no primeiro turno. Entretanto, com a disputa encaminhada para segundo turno, Marisa começou a participar mais ativamente da campanha, mantendo uma agenda própria e realizando caminhadas sozinha em prol do marido em Brasília e em Goiânia.

Nomes

Marisa nasceu Marisa Letícia Casa. Ao casar-se, seu nome passou para Marisa Letícia Casa dos Santos. Ao casar-se pela segunda vez, passou para Marisa Letícia Casa da Silva. Quando Lula incorporou seu apelido no nome, Marisa mudou novamente de nome, passando a chamar-se Marisa Letícia Lula da Silva.

Operação Lava Jato

Em 04/03/2016, Marisa Letícia foi alvo da Polícia Federal de busca e apreensão na 24ª fase da Operação Lava Jato.

Morte

Em 24/01/2017, Marisa foi internada na UTI do Hospital Sírio-Libanês após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico.

Ela passou mal na tarde de terça-feira, 24/01/2017, quando estava em casa, em São Bernardo do Campo, e foi socorrida pelo médico cardiologista Roberto Kalil, que atende a família do ex-presidente Lula.

Marisa foi submetida a um cateterismo e o procedimento foi considerado bem-sucedido, segundo fonte ligada à família dela. O principal objetivo era estancar o sangramento no cérebro, provocado por um aneurisma (dilatação anormal de um vaso sanguíneo). Logo em seguida ela foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Marisa Letícia Lula da Silva morreu na sexta-feira, 03/02/2017, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, SP, aos 66 anos de idade.

Seguindo o protocolo oficial para constatar a morte cerebral, os médicos submeteram Marisa Letícia a dois testes: O primeiro ocorreu às 12h05 e o segundo, às 18h05. O protocolo determina que o último exame seja conduzido por outro médico para comprovar a perda definitiva e irreversível das funções cerebrais.

O óbito foi constatado às 18h57, segundo boletim médico. Lula e sua família autorizaram a doação dos órgãos.

Logo após a divulgação do boletim, Lula postou em suas redes sociais informações sobre o velório.


Também nas redes sociais, Lula lembrou com carinho da esposa.

"A ex-primeira-dama costurou a primeira bandeira do PT, começou a trabalhar aos 9 anos e organizou resistência das mulheres durante as grandes greves do ABC!"

Ao saber da morte de Marisa Letícia, o presidente Michel Temer decretou luto oficial de três dias no país.

Fonte: Wikipédia e G1

Risoleta Neves

RISOLETA GUIMARÃES TOLENTINO NEVES
(86 anos)
Primeira Dama Brasileira

☼ Cláudio, MG (20/07/1917)
┼ Rio de Janeiro, RJ (21/09/2003)

Risoleta Guimarães Tolentino Neves foi a esposa de Tancredo Neves. Não chegou a ser oficialmente primeira-dama do Brasil, visto que seu marido falecera antes de tomar posse da presidência.

Nascida na Fazenda da Mata, em Cláudio, pequena cidade mineira, Risoleta Guimarães Tolentino era filha de Quinto Alves Tolentino e Maria Guimarães Tolentino.

Conheceu Tancredo Neves na adolescência, em São João del-Rei, MG, quando ele estava apenas iniciando sua carreira política. Casaram-se em 1938 e tiveram três filhos: Inês Maria, Tancredo Augusto e Maria do Carmo.

De forma discreta, mas sempre atuante, teve papel importante na construção da democracia brasileira. Ela emprestou sua solidariedade moral e pessoal durante toda a trajetória de Tancredo Neves, acompanhando e participando dos principais acontecimentos políticos da época.


Na família sempre foi o alicerce. Do casamento da filha mais velha, Inês Maria Neves e Aécio da Cunha, nasceu Aécio Neves da Cunha, ex governador de Minas Gerais e atual senador pelo partido Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Em 1986, o neto de Dona Risoleta elegeu-se pela primeira vez como deputado federal. Como prova do seu apoio à candidatura de Aécio Neves, o presenteou com um escritório no casarão da família, o Solar dos Neves.

Em 2002, disputando as eleições para Governador de Minas, poucos dias antes do povo ir às urnas, foi recebido pela avó em São João Del-Rey, MG. Neste momento ela o incentivou, pedindo para lutar e nunca ter medo.

"Tenho juízo. Vim pedir a bênção de Dona Risoleta na reta final."
(Aécio Neves)

Risoleta Neves e Aécio Neves, na sacada do Solar dos Neves, em São João del Rei.
No dia em que as pessoas de todas as cidades mineiras saíram de casa para exercitarem seus direitos de cidadão, Risoleta Neves, não teve a mesma sorte. Ao chegar para votar ela descobriu que seu título havia sido cancelado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Por problemas de saúde não votou e nem justificou sua ausência nas três últimas eleições, não podendo se unir aos 57,68% dos cidadãos que confiaram a seu neto, Aécio Neves, o governo de Minas Gerais.

"Deixei de votar porque estava doente, mas estou muito orgulhosa por ele estar seguindo o caminho do avô e isso me deu ânimo para vir aqui. O voto ficou no coração."
(Risoleta Neves)

Um ano depois, por complicações decorrentes da diverticulite, uma doença que causa a obstrução do intestino, a mesma que vitimou o ex-presidente Tancredo Neves, Risoleta Neves faleceu aos 86 anos. Ela está enterrada ao lado do túmulo de seu marido, no cemitério da Igreja de São Francisco de Assis em São João del-Rei, MG.


"Dona Risoleta era um exemplo de bondade, de seriedade e, sobretudo, de solidariedade!"
(Aécio Neves)

Darcy Vargas

DARCY SARMANHO VARGAS
(72 anos)
Primeira Dama Brasileira

* São Borja, RS (12/12/1895)
+ Rio de Janeiro, RJ (25/06/1968)

Darcy Sarmanho Vargas foi a esposa de Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, e a primeira-dama do país por dois períodos.

Na condição de primeira-dama, Darcy Vargas tornou-se um exemplo e uma referência para suas contemporâneas, devido à sua preocupação com as questões sociais e assistenciais. A fundação de diversas instituições criadas em sua honra e por ela mesma formam seu maior legado.

Família e Casamento

Darcy Sarmanho nasceu em uma família gaúcha de elite. Era a filha mais moça de Antônio Sarmanho, estancieiro e comerciante, e de Alzira Lima Sarmanho. Entre seus irmãos estava Válder de Lima Sarmanho.

Em 1911, aos quinze anos de idade, Darcy Sarmanho casou-se com o então advogado Getúlio Dornelles Vargas, natural da mesma cidade. As meninas, à época, eram criadas desde cedo para o casamento, às vezes interrompendo a vida escolar, o que aconteceu à Darcy. O casal Vargas, em seis anos de casamento, teve cinco filhos: Lutero Vargas (1912), Jandira Vargas (1913), Alzira Vargas (1914), Manuel Antônio (1916) e Getúlio Filho (1917). Sua filha Alzira Vargas casou-se com Ernani do Amaral Peixoto.

Darcy Vargas, como esposa, sempre esteve ao lado de Getúlio Vargas nas cenas políticas. Antes da Revolução de 1930, já havia demonstrado seu compromisso com o Brasil, através de obras sociais. Criou em Porto Alegre a chamada "Legião da Caridade", formada por mulheres da elite gaúcha que ajudavam a produzir roupas e angariar e distribuir alimentos para famílias cujos homens participavam, ao lado de Getúlio Vargas, da Revolução.

Os Adultérios de Vargas

O diário de Getúlio Vargas, que cita mais de 1300 pessoas, menciona uma mulher misteriosa alcunhada de "bem-amada", "luz balsâmica" e "encanto da minha vida", por quem declarou estar apaixonado em abril de 1937. A mulher é supostamente a paranaense Aimée Sotto Mayor Sá, que foi esposa de Luís Simões Lopes, chefe de gabinete de Getúlio VargasAimée significa amada em francês. Os lugares de encontro mencionados são Poços de Caldas e São Lourenço.

Independente de quem fora realmente a "bem-amada", o relacionamento durou até maio de 1938 e causou uma crise doméstica entre Getúlio Vargas e Darcy Vargas. Em um dado momento do casamento, eles passaram a dormir em camas separadas.

Na mesma época da "bem-amada", houveram boatos de que Getúlio Vargas estava tendo um caso com a poetisa Adalgisa Nery. O próprio Benjamim Vargas, irmão de Getúlio Vargas, alertou o presidente de tais rumores. Getúlio Vargas teria respondido: "Bobagem! Isso é gabolice do Lourival! Ele é que espalha para se gabar!". De acordo com Ivan Nery, filho de Adalgisa Nery,  sua mãe e a primeira-dama eram amigas.

A amante mais famosa de Getúlio Vargas foi a jovem atriz Virgínia Lane. Eles tiveram um relacionamento que durou mais de dez anos.

Ao longo de todo o diário, Getúlio Vargas insinuou dezenas de vezes ter tido aventuras extraconjugais passageiras, chamadas de "amores mercenários" por ele mesmo.

Primeira-Dama (1930-1945)

Nas décadas de 1930 e 1940, a primeira-dama trabalhou no Abrigo Cristo Redentor e criou a Fundação Darcy Vargas em 1938, cujo principal projeto foi a Casa do Pequeno Jornaleiro, a qual atua até hoje no bairro da Saúde educando 300 jovens pobres e cuidando deles.

Após a declaração do ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial em 1942, a primeira-dama criou a Legião Brasileira de Assistência (LBA), da qual se tornou a primeira presidente. A Legião Brasileira de Assistência tinha como função ajudar familiares de soldados brasileiros enviados à Segunda Guerra Mundial.

Em fevereiro de 1943, Darcy Vargas sofreu a perda de seu filho mais jovem, Getúlio Filho, que morreu de Poliomielite aos vinte e três anos. De luto, afastou-se da presidência da Legião Brasileira de Assistência até outubro daquele ano. Passou a compor álbuns e a coletar recortes de jornais, em memória do filho falecido.

Darcy Vargas e outras mulheres, através de campanhas na imprensa, conseguiram popularizar a Legião Brasileira de Assistência, e milhares de mulheres voluntárias inscreveram-se nos cursos do órgão. Algumas foram preparadas para atuar na proteção da população caso houvesse bombardeio, outras foram encarregas de ensinar a donas-de-casa a praticar a economia de alimentos. As socorristas samaritanas responsabilizavam-se pelo o atendimento de enfermagem e as legionárias da costura produziam materiais médico-hospitalares e roupas para os soldados. Haviam também outros tipos de serviços, como a organização da biblioteca do combatente (pelas madrinhas).

Primeira-Dama (1951-1954)

Durante a grande seca no início da década de 1950, Darcy Vargas visitou e ajudou os flagelados nos Estados atingidos. A primeira-dama promoveu a aquisição de toneladas de leite em pó da Holanda para a população infantil e, graças à ajuda de empresas privadas, obteve o meio de transporte gratuitamente. Além disso, Darcy Vargas adquiriu, por doações, na Alemanha, o primeiro hospital volante.

Promoveu a assistência a vítimas das enchentes do rio Amazonas e mesmo após o suicídio de Getúlio Vargas, continuou trabalhando na Fundação.

Getúlio Vargas e Darcy Vargas
Morte

Darcy Vargas faleceu às 4:00 hs do dia 25 de junho de 1968, aos 72 anos de idade, a mesma idade em que Getúlio Vargas cometeu suicídio.

Seu corpo, após o velório na capela da Casa do Pequeno Jornaleiro, foi enterrado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, próximo à lápide de Getúlio Vargas Filho, conforme seu desejo.

Fonte: Wikipédia

Dulce Figueiredo

DULCE MARIA DE GUIMARÃES CASTRO FIGUEIREDO
(83 anos)
Primeira Dama Brasileira

* Rio de Janeiro, RJ (11/05/1928)
+ Rio de Janeiro, RJ (06/06/2011)

Dulce Figueiredo foi uma Primeira Dama Brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 11/05/1928. Nascida Dulce Maria de Guimarães Castro, foi a esposa do General João Baptista de Oliveira Figueiredo, Presidente da República de 1979 a 1985. Foi a última primeira-dama do período da Ditadura Militar no país.

Dulce e Figueiredo, se conheceram na Tijuca e casaram-se em 1942. Tiveram dois filhos, Paulo Roberto e João Batista Figueiredo Filho.

Após o falecimento de seu marido, em dezembro de 1999, Dulce passou a enfrentar dificuldades financeiras. Em março de 2001, ela organizou um leilão para vender objetos pessoais que pertenceram ao seu finado marido, tendo recebido críticas da imprensa.

Entre os 218 objetos leiloados estavam uma escultura de caubói de bronze dada por Ronald Reagan, dois quadros de Di Cavalcanti, uma estátua portuguesa de Roque de Montpellier presenteada por Antonio Carlos Magalhães, um tinteiro trazido pelo Rei Juan Carlos I da Espanha, uma bandeja de prata ofertada por Augusto Pinochet e uma caixa de charutos dada por Valéry Giscard d'Estaing.

Cerca de 82% do dinheiro arrecadado foi destinado à Dulce Figueiredo, que, como viúva de general, recebia uma pensão de R$ 8.865,00.

Em junho de 2011, aos 83 anos, Dulce Figueiredo faleceu em uma clínica de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Estava bastante debilitada em função de um câncer. Seu corpo foi enterrado no mausoléu dos Figueiredos, no Cemitério do Caju.

Fonte: Wikipédia

Nair de Teffé

NAIR DE TEFFÉ VON HOONHOLTZ
(95 anos)
Caricaturista, Pintora, Cantora, Atriz, Pianista e Primeira Dama Brasileira

☼ Petrópolis, RJ (10/06/1886)
┼ Rio de Janeiro, RJ (10/06/1981)

Considerada, por Hermes Lima e por artistas e intelectuais, a primeira caricaturista mulher do mundo. Além disso, Nair de Teffé foi a primeira-dama do Brasil de 1913 a 1914.

Filha de Antônio Luís von Hoonholtz, o Barão de Teffé, neta de Frederico Guilherme von Hoonholtz, o Conde von Hoonholtz e sobrinha de Jorge João Dodsworth, o 2º Barão de JavariNair de Teffé estudou em Paris, Marselha e Nice, na França, para onde se mudou com um ano de idade, tendo regressado ao Brasil, iniciou sua carreira por volta de 1906.

Publicou seu primeiro trabalho, "A Artista Rejane", na Revista Fon-Fon, sob o pseudônimo de Rian (Nair de trás para frente e "ninguém", em francês). Também publicaram suas caricaturas da elite, dentre outros, os periódicos O Binóculo, A Careta, O Ken, bem como os jornais Gazeta de Notícias e da Gazeta de Petrópolis.

Seu traço era ágil e transmitia muito bem o caráter das pessoas.


Deixou de exercer sua carreira como caricaturista em 08/12/1913, ao casar-se com o futuro presidente do Brasil, o marechal Hermes da Fonseca. Eles estavam noivos desde 06/01/1913. Hermes da Fonseca era viúvo de Orsina da Fonseca, falecida em 1912.

Nair de Teffé foi uma mulher à frente de seu tempo. A primeira-dama promovia saraus no Palácio do Catete, que ficaram famosos por introduzir o violão nos salões da sociedade. Sua paixão por música popular reunia amigos para recitais de modinhas.

As interpretações de Catulo da Paixão Cearense fizeram sucesso e, em 1914, incentivaram Nair de Teffé a organizar um recital de lançamento do "Corta Jaca", um maxixe composto por Chiquinha Gonzaga, sua amiga.

Foram feitas críticas ao governo e retumbantes comentários sobre os "escândalos" no palácio, pela promoção e divulgação de músicas cujas origens estavam nas danças lascivas e vulgares, segundo a concepção da elite social. Levar para o Palácio do Governo a música popular foi considerado, na época, uma quebra de protocolo, causando polêmica nas altas esferas da sociedade e entre políticos. Ruy Barbosa chegou a tecer fortes críticas a Nair de Teffé.

Nair de Teffé no dia do casamento, em Petrópolis, com o presidente da República marechal Hermes da Fonseca, tendo ao seu lado direito o cardeal Arcoverde
Logo após o término do mandato presidencial, Nair de Teffé mudou-se novamente para a Europa. Voltou para o Brasil por volta de 1921 e participou da Semana de Arte Moderna. Resolveu voltar para Petrópolis, onde foi eleita em 1928, presidente da Academia de Ciências e Letras que extinguiu em 1929 e fundou em seu lugar a Academia Petropolitana de Letras, sendo presidente até 1932.

Em 09/04/1929, Nair de Teffé tomou posse na Academia Fluminense de Letras.

Em 1932, retornou ao Rio de Janeiro onde fundou em 28/11/1932 o Cinema Rian, na Avenida Atlântica, em Copacabana.

Dezessete anos depois, já viúva, Nair de Teffé, aos 73 anos, voltou a fazer caricaturas, inclusive de várias personalidades.

No fim dos anos 70, participou das comemorações do Dia Internacional da Mulher.

Nair de Teffé morreu no Rio de Janeiro, no dia 10/06/1981, no dia de seu aniversário de 95 anos.

Fonte: Wikipédia

Ruth Cardoso

RUTH VALENÇA CORREIA LEITE CARDOSO
(77 anos)
Antropóloga, Professora Universidade de SP e Primeira Dama Brasileira

* Araraquara, SP (19/09/1930)
+ São Paulo, SP (24/06/2008)

Era casada desde 1953 com Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, Ruth Cardoso foi a primeira-dama do País durante o mandato de seu marido, entre 1995 e 2003, embora tenha rechaçado tal título.

Ruth Vilaça Corrêa Leite nasceu em Araraquara, no interior do estado de São Paulo. Ela era filha do contador José Corrêa Leite de sua esposa, a professora e farmacêutica Maria "Mariquita" Vilaça. Tinha uma irmã gêmea, Raquel, que morreu em tenra idade. A casa em que vivia sua família ficava no centro da cidade e hoje é uma agência bancária. Ela viveu em sua cidade natal até os dezoito anos, quando se mudou para estudar Filosofia na Universidade de São Paulo (USP).

Em 1951, Ruth Leite conheceu seu futuro marido, Fernando Henrique Cardoso, então um estudante de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Eles se casaram em 1953 e tiveram três filhos juntos: Paulo Henrique Corrêa Leite Cardoso (1954), Luciana Vaz (1958) e Beatriz Zylbersztajn (1960).

Na década de 50, Ruth Cardoso se envolveu no estudo de movimentos feministas, étnico-raciais e de orientação sexual classificados por ela como "novos movimentos sociais”.

Doutora em antropologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), Ruth Cardoso atuou como docente e pesquisadora na USP e em várias instituições universitárias de diferentes países, tais como a Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso/Unesco), a Universidade do Chile, a Maison des Sciences de L'Homme em Paris, a Universidade de Berkeley e a Universidade de Colúmbia.

Ela era membro associado do Centro para Estudos Latino-Americanos da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e membro da equipe de pesquisadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap - São Paulo).

Ruth Cardoso, enquanto primeira-dama do Brasil, criou e presidiu o programa Comunidade Solidária, de combate à exclusão social e à pobreza, dentro de uma perspectiva emancipatória. Em 2000, ela criou a organização não-governamental Comunitas, na qual atuou até sua morte.

Ruth Cardoso faleceu no dia 24 de junho de 2008, aos setenta e sete anos de idade em sua residência, em decorrência de problemas cardíacos, apenas um dia após ter realizado um cateterismo cardíaco e recebido alta hospitalar.

Fonte: Wikipédia

Sarah Kubitschek

SARAH LUÍSA GOMES DE SOUSA LEMOS
(87 anos)
Primeira Dama Brasileira

* Belo Horizonte, MG (1909)
+ Brasília, DF (04/02/1996)

Foi primeira-dama brasileira de 1956 a 1961, tendo sido a esposa de Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil, com quem teve duas filhas Márcia Kubitschek e Maria Estela Kubitschek.

Ao lado de Darcy Vargas e Ruth Cardoso, foi uma das primeiras-damas mais ativas do país, engajando-se em obras sociais.

Sarah Luísa Gomes de Sousa Lemos nasceu em uma família tradicional de Belo Horizonte, Minas Gerais. Era filha do deputado federal Jaime Gomes de Sousa Lemos e de Luísa Negrão. Tinha quatro irmãos: Amélia, Maria Luísa, Geraldo e Idalina. Sua irmã, Amélia, era casada com o político Gabriel de Rezende Passos. Através de sua mãe, ela tinha dois primos famosos: Francisco Negrão de Lima e Otacílio Negrão de Lima. O avô paterno de Sarah, José, era natural de Lousã, Portugal.


Sarah e Juscelino Kubitschek

Na juventude, ela se apaixonou perdidamente por Juscelino Kubitschek de Oliveira. Porém, quando ele decidiu fazer especialização em urologia na Europa, Juscelino Kubitschek rompeu o noivado e passou a não responder suas cartas. Apesar disso, aconselhada por sua mãe, Sarah resolveu esperá-lo.

No dia 30 de dezembro de 1931, SarahJuscelino casaram-se na cidade do Rio de Janeiro. No dia seguinte, comemoraram o casamento no ano novo no famoso Hotel Copacabana Palace.

Logo após o casamento passou a assinar Sara Luísa Lemos de Oliveira. Anos depois, quando Juscelino Kubitschek assumiu a presidência, seu nome passou a ser Sarah Luisa Lemos Kubitschek de Oliveira, para não assinar diferente do marido.

Sarah Kubitschek desejava ter muitos filhos, mas foram onze anos de tentativas até nascer Márcia Kubitschek. Anos depois, o casal adotou Maria Estela Kubitschek, um ano mais velha do que Márcia.

Uma mulher de forte temperamento, Sarah Kubitschek era uma mulher enérgica, determinada e bem-educada. Seu marido chegou a dizer que "às vezes tinha a impressão de que se casara com um tigre". Contudo, era conservadora e não gostava de política.

Dona Sarah foi a fundadora da Organização das Pioneiras Sociais, que realizou uma notável obra de assistencialismo em Minas Gerais. Incluía fundação de escolas no interior, creches e distribuição de roupas, alimentos, cadeiras de rodas e aparelhos mecânicos para deficientes físicos. Além disso, fundou hospitais-volantes na maioria dos Estados e hospitais flutuantes, vindos da Alemanha, para o Amazonas.

Depois de ficar viúva, ela passou a viver da pensão de Juscelino Kubitschek. Residia em um apartamento alugado na Capital, quando morreu aos oitenta e sete anos de idade, vítima de Parada Cardiorrespiratória.

Em sua homenagem, leva seu nome o Hospital Sarah Kubitschek, referência no tratamento de politraumatizados, com unidades em sete capitais brasileiras: Fortaleza, Macapá, Belo Horizonte, Brasília, São Luís, Rio de Janeiro, Belém e Salvador. Graças ao apoio de Sarah Kubitschek, existe hoje o Memorial JK, projetado por Oscar Niemeyer.


Dilermando Reis, Francisco Assis Barbosa, Juscelino Kubitschek, Sarah Kubitschek e Antônio Houaiss


Representações Na cultura e Homenagens

Sarah Kubitschek já foi interpretada pelas atrizes Marília Pêra (na fase madura) e Débora Falabella (na fase jovem) na minissérie "JK", de 2006, feita pela TV Globo.

Em 30 de julho de 1957 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e em 28 de fevereiro de 1961 recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Fonte: Wikipédia