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Bambina Bucci

BAMBINA BUCCI
(88 anos)
Locutora, Rádio-Atriz, Produtora de Programas, Política e Umbandista

☼ Batatais, SP (10/06/1920)
┼ Rio de Janeiro, RJ (07/06/2009)

Banbina Bucci  foi uma locutora, rádio-atriz, produtora de programas, política e umbandista brasileira, descendente de italianos, nascida em Batatais, SP, no dia 10/06/1920.

Viúva de Atila Nunes Pereira, de quem se tornou braço direito e companheira inseparável na década de 40, em 1948 nasceu seu único filho, Átila Nunes Filho, deputado desde 1970, maciçamente votado pelos umbandistas.

Inteligência viva, temperamento nervoso, agitado, Bambina Bucci fez o ginasial no Rio de Janeiro, completou seus estudos na terra bandeirante e diplomou-se na Escola Normal de sua terra natal.

Ingressou no rádio em 1940. Locutora, rádio-atriz, produtora de programas, umbandista convicta e dotada de grande facilidade de escrever, produziu dezenas de preces e poemas, destacando-se "Mensagem da Fé", "Oração do Enfermo", "Prece ao Alto", "Mensagem de Oxalá", "Prece do Cruzeiro das Almas", "Oração à Mãe de Jesus", "Gratidão", "Creio em Deus", "Meditação", "Procura a Tua Luz", "Oração dos Cegos", "Caboclo da Mata", "Sete Penas Brancas", "Mensagem de Lázaro" e "Prece do Presidiário".

A metapsíquica sempre exerceu grande fascínio sobre Bambina Bucci que, possuindo dons extraordinários de vidência-auditiva, prestou bons serviços aos que a procuravam imbuídos de fé. Grande parte de sua vida foi dedicada ao estudo do sobrenatural e dos fundamentos do espiritismo em todas as suas formas, principalmente no que tange ao culto religioso da Umbanda. Seu espírito de curiosidade, entretanto, levou-a a voltar, também, suas atenções ao esoterismo e até mesmo ao agnosticismo, doutrina que declara o absoluto inacessível ao espírito humano.

Vereadora eleita e reeleita por 16 anos para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, autora de dezenas de leis municipais que garantiram a igualdade religiosa, Bambina Bucci produziu e apresentou durante três décadas o "Programa Melodias de Terreiro", o mais antigo programa do rádio brasileiro, hoje produzido e apresentado pelo seu filho, o deputado Átila Nunes Filho e pelo seu neto, Átila Nunes Neto, na Rádio Metropolitana AM 1090, do Rio de Janeiro, podendo ser acessado na primeira rádio web de Umbanda do Brasil: a Rádio Melodias de Terreiro.

Indicação: Miguel Sampaio

Cayon Gadia

CAYON JORGE GADIA
(62 anos)
Radialista, Diretor e Produtor de TV

☼ Inhumas, GO (23/08/1945)
┼ São Paulo, SP (29/08/2007)

Cayon Gadia foi um radialista, diretor e produtor de televisão nascido em Inhumas, GO, no dia 23/08/1945.

Diretor musical do SBT, nos últimos nove anos, Cayon Gadia foi responsável por produzir trilhas sonoras para as novelas da emissora, como "Os Ricos Também Choram" (2005), "Pícara Sonhadora" (2001) e "Chiquititas".

Cayon Gadia também trabalhou na Rádio Bandeirantes e Antena 1.

Duas semanas antes de seu falecimento ele sentiu fortes dores, e após exames foi constatada uma Diverticulite.

Cayon Gadia faleceu aos 62 anos, na madrugada de quarta-feira, 29/08/2007, em São Paulo, no Hospital 9 de Julho, vítima de falência múltipla dos órgãos, depois de passar por cirurgia para curar uma Diverticulite.

O velório de Cayon Gadia ocorreu no Cemitério do Morumbi, Em São Paulo, SP. O sepultamento ocorreu às 15h00 do dia 29/08/2007.

Fonte: Wikipédia e Folha.com

Tibério Gaspar

TIBÉRIO GASPAR RODRIGUES PEREIRA
(73 anos)
Cantor, Compositor, Produtor Musical e Violonista

☼ Rio de Janeiro, RJ (11/09/1943)
┼ Rio de Janeiro, RJ (15/02/2017)

Tibério Gaspar Rodrigues Pereira foi um violinista, produtor musical e compositor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 11/09/1943. Gaspar é autor de várias composições que foram sucessos na voz de Wilson Simonal, além de "Sá Marina", "BR-3" e "Teletema".

Iniciou sua carreira profissional em 1967, trabalhando em parceria com Antônio Adolfo. As primeiras composições da dupla foram "Caminhada", finalista do II Festival Internacional da Canção (FIC), "Tema Triste" e "Rosa Branca". Ainda nesse ano, teve registrado pela primeira vez seu trabalho de compositor, com a gravação da composição "Caminhada", por Agostinho dos Santos.

Em 1968 "Sá Marina" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo) foi gravada, com enorme sucesso, por Wilson Simonal. Também nesse ano, trabalhou na produção e direção musical do evento "Música Nossa" (Teatro Santa Rosa, RJ), ao lado de Roberto Menescal, Mário Telles, Ugo Marotta e Paulo Sérgio Valle.

Em 1969 participou do IV Festival Internacional da Canção (FIC) com "Juliana" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), defendida pelo conjunto A Brazuca e classificada em 2º lugar no evento.

Em 1970 representou o Brasil na Olimpíada da Canção de Atenas, na Grécia, com "Teletema" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), defendida por Evinha e classificada em 2º lugar. Nesse mesmo ano, venceu o V Festival Internacional da Canção (FIC) com "BR3" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), defendida por Tony Tornado e Trio Ternura.

Participou, como compositor, de trilhas sonoras para o cinema, com destaque para os filmes "O Matador Profissional" (1969), "Balada dos Infiéis" (1970), "Ascenção e Queda De Um Paquera" (1970), "Memórias De Um Gigolô" (1970), "O Enterro Da Cafetina" (1971), "Romualdo e Juliana" (1971) e "Beth Balanço" (1984).


Ainda como compositor, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas da TV Globo, como "Véu De Noiva" (1969), "Verão Vermelho" (1969), "Assim Na Terra Como No Céu" (1970), "Irmãos Coragem" (1970) e "O Cafona" (1971).

Classificou composições em vários festivais, tais como II Canta Rio-Sul, Festival de Alegre, Festival de São Silvério, Festival de São Simão, Festival de Pinheiros, Festival de Boa Esperança, XV Festival Antense da Canção, Festival de Ilha Solteira, Festival de Piraí, Festival de Juiz de Fora, Festival de Diamantina, Festival de Itumbiara e Festival de Montanha, além dos já citados. 

Tibério Gaspar participou da produção de discos de artistas como Antonio Adolfo & A Brazuca, Ruy Maurity, Tony Tornado, Cristina ConradoEudes Fraga, entre tantos outros, além de ter assinado, para a Prefeitura de Sapucaia, a produção do CD do "XV Festival Antense da Canção".

Trabalhou também na área publicitária, tendo ocupado, em 1977 e 1978, o cargo de diretor geral da Aquarius Produções, responsável pela produção de inúmeras peças publicitárias para todo o Brasil. Compôs jingles para clientes como Leite Gogó, Sérgio Dourado, Caixa Econômica Federal, Adidas, Caderneta de Poupança Letra, Caderneta de Poupança Delfim, Carrocerias Randon, Sudantex, Lanjal, Coca-Cola, dentre outros.

Criou e produziu, em 1986, o jingle institucional de fim de ano da Rede Manchete de Televisão.

Como produtor de televisão, atuou, com Lúcio Alves no III Festival Universitário (TV Tupi) e no programa "Som Livre Exportação" da TV Globo, no qual participou também como apresentador, ao lado de Elis Regina, Rita Lee, Suzana de Moraes e Ivan Lins.

Antonio Adolfo e Tibério Gaspar
Trabalhou na produção e direção de shows de artistas como Ruy Maurity e Belchior (Teatro Carioca), Antonio Adolfo & A Brazuca (Teatro Casa Grande), Johnny Alf (Teatro de Bolso), Tony Tornado (Teatro Copacabana Palace), Maria Alcina (Teatro Copacabana Palace), Nonato Buzar (Hotel Intercontinental), Leonardo Ribeiro (Vinicius Piano Bar), Cristina Conrado (People e Mistura Fina), além de ter dirigido a cantora Elza Soares no show "Passaporte" (Teatro Rival).

Como intérprete de suas composições, lançou, em 2002, o CD "Tibério Canta Gaspar".

Em 2004 o parceiro Sidney Mattos interpretou as faixas "Ia-Kekerê" e "Nossos Meninos", parceria de ambos, no CD "Boas Novas", de Sidney Mattos.

Em 2005 representou o Brasil no Festival Internacional de Viña del Mar com a composição "Matilde" (Tibério Gaspar e Guto Araújo), interpretada pela cantora Cristina Conrado.

No ano de 2015 lançou o CD "Caminhada", no qual interpretou as faixas "A Voz Da América" (Tibério Gaspar e Nonato Buzar), "Caminhada" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), "Companheiro" (Tibério Gaspar e Naire Siqueira), "Coração Maluco", "Dança Mineira" (Tibério Gaspar e Aécio Flávio), "Dono Do Mundo" (Tibério Gaspar e Antônio Adolfo), "Luz Na Escuridão", "O Melhor Amigo", "Será Que Eu Pus Um Grilo Na Sua Cabeça?" (Tibério Gaspar e Guilherme Lamounier), "Sideral" (Tibério Gaspar, Durval Ferreira e Valdir Granthon), "Vê Ser Vê" (Tibério Gaspar e Rubão Sabino) e "Vitória Do Bem" (Tibério Gaspar).

Entre seus intérpretes constam Wilson Simonal, Erasmo Carlos, Leoni, Cristina Conrado, Elis Regina, Luiz Melodia, Denise Pinaud, Antonio Adolfo & A Brazuca, Agostinho dos Santos, Andréa Montezuma, Pery Ribeiro, Golden Boys, Paula Toller, Tim Maia, Marinês, Maysa, Emílio Santiago, Wanderléa, Tony Tornado, Regininha, Evinha, Claudette Soares, Dóris Monteiro, Luiz Cláudio, Luiz Camilo, Taiguara, Zizi Possi, Dalto, Leonardo Ribeiro, Toots Thieleman, Antoine, Herb Albert & Tijuana Brass, Sérgio Mendes & Brasil 77, Earl Klug, Joe CockerStevie Wonder, Márcio Lott, entre tantos outros.

Morte

No dia 29/01/2017, o músico passou mal no Teatro Glaucio Gill, na passagem de som para um show em homenagem a Tom Jobim, e foi levado para o Hospital Miguel Couto. No período em que ficou internado, sua saúde piorou com uma infecção e ele veio a falecer vítima de septicemia às 12h00 de quarta-feira, 15/02/2017, aos 73 anos, no Rio de Janeiro, RJ.

O velório de Tibério Gaspar aconteceu na quinta-feira, na capela 9 do Cemitério São João Batista. O sepultamento foi às 17h00.

Pelo Facebook, Antônio Adolfo lamentou a morte do artista:

"Profundamente triste com o falecimento de meu querido amigo e parceiro. Vamos ficar com a lembrança de Tibério, amigo de todas as horas, grande poeta, compositor, e tantas outras qualidades: justiça, raça, fibra, carisma, dedicação ao próximo etc. Gostaria de ter sua poesia para poder escrever coisas mais bonitas e profundas, como as que você sempre escreveu e mereceu!"

Discografia
  • 2015 - Caminhada (Selo Kriok Produções, CD)
  • 2002 - Tibério Canta Gaspar (Independente, CD)

Tião Neto

SEBASTIÃO COSTA CARVALHO NETO
(69 anos)
Baixista e Produtor Musical

☼ Rio de Janeiro, RJ (11/1931)
┼ Niterói, RJ (13/06/2001)

Sebastião Costa Carvalho Neto, conhecido como Tião Neto foi um baixista e produtor musical brasileiro nascido no Rio de janeiro, RJ, em novembro de 1931. Tião Neto já tocou com cantores consagrados da música popular brasileira, entre eles, Tom Jobim, João Gilberto e Sergio Mendes, acompanhando-os como músico de apoio.

Desde menino, ouvia muita música em casa, interessando-se por vários instrumentos. Aos sete anos de idade, recebeu seu primeiro prêmio como músico, tocando pandeiro numa rádio da Bahia, onde residia na época. Trabalhou em aviação, abandonando a profissão em 1957 para dedicar-se exclusivamente à música, como contrabaixista. Nessa época, estudou com o professor Vidal, baixista do quinteto de Radamés Gnattali.

Iniciou sua carreira artística na década de 1950, em sessões de jazz no Clube Central de Niterói, RJ, onde também se apresentava o pianista Sergio Mendes. Após participar de um festival de jazz no Uruguai, fez longas temporadas no Beco das Garrafas, em Copacabana, Rio de Janeiro, durante três anos, acompanhando todas as estrelas que aí se apresentavam.

Tião Neto foi cliente fundador do Petit Paris, em Niterói, RJ.

Tião Neto, Tom Jobim, Stan Getz, João Gilberto e Milton Banana
Em 1963, viajou para os Estados Unidos como um dos integrantes do grupo Bossa Três, com o qual gravou três LPs e apresentou-se, em Nova York, no "Ed Sullivan Show", programa de maior audiência da TV americana, na época. Ainda em Nova York, tomou parte na gravação do disco que viria a se tornar o carro-chefe da bossa nova no exterior, "Getz-Gilberto", ao lado de João Gilberto, Stan Getz, Astrud GilbertoTom Jobim, com uma vendagem de quatro milhões de discos em lançamento mundial.

Voltou ao Brasil em 1964, passando a integrar, com Sergio Mendes (piano) e Edison Machado (bateria), o Sergio Mendes Trio, com o qual se apresentou em espetáculos na América do Sul, América do Norte e no Japão. Com o trio, gravou o LP "The Swinger From Rio".

A partir de 1965, fixou residência em Los Angeles, Estados Unidos. Atuou em shows e gravações com grandes músicos americanos e com Sergio Mendes na série Brasil 65, 66, 77 e 88. 

Em 1984, voltou para o Brasil, montou um estúdio para gravação de jingles para campanhas comerciais. Continuou viajando eventualmente ao exterior para apresentações com Sergio Mendes. A partir desse ano, passou a integrar a Banda Nova, de Tom Jobim, atuando em gravações e shows no Brasil e no exterior.

Em 1986, paralelamente ao trabalho com a Banda Nova, criou o TNT (Tião Neto Trio) e a Banda São Jorge (de curta duração), apresentando-se em teatros e clubes de jazz por todo o Brasil.

Acompanhou a cantora Nana Caymmi durante três anos.

Tião Neto, Luiz Carlos Vinhas, Herbie Man, Kenny Dorhan e Sérgio Mendes Assistindo
Em 1998, foi contratado pela Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), nas funções de curador, orientador e responsável pelo acervo discográfico da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, selecionando e catalogando toda a história da música brasileira gravada desde 1907. Ainda em 1998, reativou o Bossa Três, apresentando-se em shows em várias cidades brasileiras.

Realizou palestras sobre jazz em espaços culturais como o Teatro Municipal de Niterói, Sala Carlos Couto, Museu do Ingá, Centro Cultural Banco do Brasil, Universidade Gama Filho, entre outros.

Ao longo de sua carreira, foi agraciado com o Prêmio Folha de S. Paulo (1961), a inclusão na lista dos 20 melhores baixistas do mundo indicados pela revista Playboy (1968), o Troféu Vitor Assis Brasil (1988), o Troféu Projeto Brahma Extra (1989) e o Troféu 1º Prêmio Cantareira das Artes (1997).

Tião Neto morreu na noite do dia 13/06/2001, aos 69 anos, em Niterói, RJ, vítima de falência múltiplas dos órgãos.

Umberto Magnani

UMBERTO MAGNANI NETTO
(75 anos)
Ator e Produtor

☼ Santa Cruz do Rio Pardo, SP (25/04/1941)
┼ Rio de Janeiro, RJ (27/04/2016)

Umberto Magnani Netto foi um ator e produtor brasileiro. Atuando há mais de trinta anos, Umberto Magnani participou de diversas novelas da TV Globo, como "Cabocla" (2004), "Alma Gêmea" (2005) e "Páginas da Vida" (2006), além de atuar no teatro e no cinema.

Com intensa atividade em teatro, era um ator premiado, marcando presença na cena nacional não somente como intérprete, mas também como realizador dos espetáculos em que atuava.

Em sua cidade de origem fez várias peças infantis e participou dos autos de Natal, no papel de menino Jesus.

Em 1965 iniciou curso de interpretação na Escola de Arte Dramática (EAD), em São Paulo. Dentro deste período de formação participou de montagens com direção de Alfredo Mesquita, tendo sido dirigido também por Antunes Filho, em "A Falecida", de Nelson Rodrigues, 1965.

Dois anos depois, ainda na Escola de Arte Dramática, fez um exame de comédia em "Este Ovo é Um Galo", de Lauro César Muniz, com direção de Silnei Siqueira. Ruth Escobar assistiu ao espetáculo e convidou quatro integrantes para remontá-lo profissionalmente no Teatro Ruth Escobar, estreando em 1968.

No mesmo ano, seguiu para o Teatro de Arena, substituindo Antonio Fagundes em "Primeira Feira Paulista de Opinião", de Lauro César Muniz, Bráulio Pedroso, Jorge Andrade, Gianfrancesco Guarnieri, Plínio Marcos e Augusto Boal, com direção de Augusto Boal. Manteve-se no núcleo em "Mac Bird", de Barbara Garson, outra direção de Augusto Boal.


Fez assistência de direção para Silnei Siqueira na montagem de "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto, pela Companhia de Paulo Autran, que estreou em Curitiba, seguindo depois para São Paulo, em 1969.

Em 1970, em "Língua Presa e Olho Vivo", de Peter Shaffer, fez assistência de direção para Emílio Di Biasi. Ainda em 1970, atuou em "Cidade Assassinada", de Antônio Callado, com direção de Antônio Petrin, numa produção do Grupo Teatro da Cidade, que estreou no aniversário de Santo André, e integrou o elenco de "Macbeth", de William Shakespeare, numa direção de Fauzi Arap.

Sua primeira produção em teatro ocorreu em 1971, com "Palhaços", texto de Timochenco Wehbi, também dirigida por Emílio Di Biasi. Fez uma incursão como ator no Theatro São Pedro, em "Frank V", de Friedrich Dürrenmatt, sendo dirigido por Fernando Peixoto, em 1973. No ano seguinte, participou de "Um Homem Chamado Shakespeare", de Barbara Heliodora e Ana Amélia Carneiro de Mendonça, uma direção de Antonio GhigonettoBarbara Heliodora.

Em 1976, esteve em "Concerto nº 1 Para Piano e Orquestra", de João Ribeiro Chaves Neto, espetáculo com direção de Sérgio Mamberti.

Destacou-se como ator em 1977, em "O Santo Inquérito", de Dias Gomes, direção de Flávio Rangel.

Em 1979, atuou e produziu "Mocinhos Bandidos", com autoria e direção de Fauzi Arap.

Ganhou o Troféu Mambembe e Prêmio Molière de melhor ator em 1981, por sua atuação em "Lua de Cetim", de Alcides Nogueira, com direção de Márcio Aurelio. Na crítica ao espetáculo, elogiou Sábato Magaldi:

"Umberto magnani aproveita a melhor oportunidade que teve como ator e vive um Guima comovido, mentindo-se no fracasso e bebida, marcado pela tragédia!"


Em 1985, chamou atenção novamente em "Louco Circo do Desejo", de Consuelo de Castro, uma direção de Vladimir Capella. Recebeu o Troféu Mambembe e o Prêmio Governador do Estado de melhor ator em "Às Margens do Ipiranga", texto e direção de Fauzi Arap, em 1988.

Em 1989 participou de "Jesus Homem", autoria e direção de Plínio Marcos. Recebeu o Prêmio Governador do Estado novamente em 1989, agora em "Nossa Cidade", de Thornton Wilder, direção e adaptação de Eduardo Tolentino de Araújo, numa produção do Teatro Amador Produções Artísticas (TAPA).

Na década de 90, atuou em "A Guerra Santa", de Luís Alberto de Abreu, direção de Gabriel Villela, 1993; "Tartufo", de Molière, direção de José Rubens Siqueira, em "Fragmentos e Canções", colagem de trechos de peças de vários autores nacionais, outra direção de Eduardo Tolentino de Araújo, espetáculo comemorativo de 15 anos do Teatro Amador Produções Artísticas (TAPA) e em "O Jogo", inspirado em "Esperando Godot", de Samuel Beckett, autoria e direção de Reinaldo Maia, todos em 1994.

Foi dirigido por Francisco Medeiros em "Uma Vida no Teatro", de David Mamet, que ganhou o nome de "Avesso" na montagem brasileira, com tradução de Edla Van Steen, em 1996. Neste espetáculo, atuou ao lado do filho Beto Magnani, discutindo a relação entre dois atores nos bastidores de um teatro. Por vários anos, pai e filho percorreram cidades do interior de São Paulo e do Brasil com esta montagem.

Em muitos de seus espetáculos como intérprete, atuou também como produtor. É o caso de "Palhaços" (1970), "Mocinhos Bandidos" (1979), "Lua de Cetim" (1981), "Cabeça e Corpo" (1983), "Louco Circo do Desejo" (1985), "O Jogo" (1994) e "Uma Vida no Teatro" (1996).

Umberto Magnani e Ana Rosa
Como homem de teatro, assumiu não só funções artísticas, mas também atuou em direção de produção e administração de vários espetáculos, dentre eles: "A Capital Federal" (1972), de Artur Azevedo, direção de Flávio Rangel, produção de Cleyde Yáconis; "Reveillon" (1975), de Flávio Márcio, direção de José Renato; "O Santo Inquérito" (1977), de Dias Gomes, direção de Flávio Rangel; "Honra" (1999), de Joanna Murray-Smith, direção de Celso Nunes.

Umberto Magnani tinha intensa atividade didática, política e administrativa na área, sendo diretor da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP), entre os anos de 1972 e 1988; diretor regional em São Paulo da Fundação Nacional de Artes Cênicas (FUNDACEN), do Ministério da Cultura de 1977 a 1990; presidente da Comissão de Teatro da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1985; membro da Comissão de Reconhecimento dos Cursos de Artes Cênicas em São Paulo do Ministério da Educação, em 1987 e 1988; membro do Conselho Diretor do Laboratório Cênico de Campinas, da Prefeitura Municipal de Campinas em 1988 e 1989; coordenador das oficinas de Teatro Comunitário do Programa Universidade Solidária de 1996 e 1999. Secretário da Cultura e Turismo em Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, nos anos de 2001 e 2002.

Umberto Magnani trabalhava continuamente em televisão, tendo também algumas incursões no cinema nacional.

O novelista Manoel Carlos tinha um carinho especial por ele. Desde que Umberto Magnani participou de sua novela "Felicidade" (1991), Maneco sempre encontrava uma maneira de criar um personagem para ele.

Em 2016, após 10 anos na TV Record, retornou à TV Globo para atuar na novela "Velho Chico", onde permaneceria nas três fases.

Umberto Magnani foi retirado da novela "Velho Chico" e substituído pelo ator Carlos Vereza no dia 25/04/2016 após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), foi submetido a uma cirurgia na madrugada do dia 26 para o dia 27/04/2016, mas não resistiu e morreu aos 75 anos.

Música

  • 2014 - Vitais - Eu Vou Viver Só (Clipe)


Televisão

  • 2016 - Velho Chico ... Padre Romão
  • 2016 - Conselho Tutelar ... Juca
  • 2014 - Milagres de Jesus ... Timeu
  • 2012 - Balacobaco ... Genivaldo Aragão
  • 2012 - Máscaras ... Administrador Jeremias
  • 2010 - Ribeirão do Tempo ... Delegado Luis Ajuricaba
  • 2008 - Chamas da Vida ... Dionísio Cardoso de Oliveira
  • 2007 - Amigas e Rivais ... Pedro Gonçalves
  • 2006 - Páginas da Vida ... Zé Ribeiro
  • 2005 - Alma Gêmea ... Elias
  • 2004 - Cabocla ... Chico Bento
  • 2003 - Mulheres Apaixonadas ... Argemiro Batista
  • 2001 - Presença de Anita ... Eugênio
  • 2000 - Laços de Família ... Eládio
  • 1999 - Sandy & Junior ... Otacílio
  • 1997 - Por Amor ... Antenor Andrade
  • 1996 - História de Amor ... Mauro Moretti
  • 1994 - Éramos Seis ... Alonso
  • 1991 - Felicidade ... Ataxerxes
  • 1990 - Rosa dos Rumos ... Olegário
  • 1985 - Joana (Seriado) ... Sérgio
  • 1985 - Grande Sertão: Veredas ... Borromeu
  • 1984 - Anarquistas Graças a Deus ... Tio Guerrando
  • 1983 - Razão de Viver ... Bruno
  • 1982 - Caso Verdade
  • 1973 - Mulheres de Areia ... Zé Luis


Cinema

  • 2005 - Quanto Vale ou é Por Quilo?
  • 2003 - Cristina Quer Casar
  • 2000 - Cronicamente Inviável ... Alfredo
  • 1989 - Kuarup ... Fontoura
  • 1985 - A Hora da Estrela ... Seu Raimundo
  • 1985 - Jogo Duro
  • 1976 - Chão Bruto


Teatro

  • 2014 - Elza e Fred
  • 1996 - Tempo de Namoro
  • 1996 - Dilema de Amor
  • 1993 - O Juramento

Indicação: Simone Simas e Fadinha Veras

Fernando Faro

FERNANDO ABÍLIO DE FARO SANTOS
(88 anos)
Diretor e Produtor Musical

☼ Aracaju, SE (21/06/1927)
┼ São Paulo, SP (25/04/2016)

Fernando Abílio de Faro Santos, conhecido como Fernando Faro, foi um produtor musical brasileiro, criador do programa "Ensaio", da TV Cultura.

Fernando Faro, apesar de ter nascido em Aracaju, foi criado em Salvador, BA. Mudou-se para São Paulo para estudar Direito no Largo São Francisco. Em pouco tempo desistiu do Direito e começou a trabalhar como repórter para publicações como "A Noite" e "Jornal de São Paulo".

No anos 1960 levou peças de teatro para a Rádio Cultura no programa "Ribalta", antes de migrar para a TV Paulista.

Além da TV Cultura, Fernando Faro teve passagens por canais como TV Tupi, TV Globo, TV Bandeirantes e TV Record.

Desde a década de 1960, criava e produzia shows e programas de TV para artistas como Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elis Regina e Gal Costa.

Foi Fernando Faro quem idealizou o tom documental do programa "Ensaio", que priorizava close-ups no rosto e em partes do corpo dos entrevistados. Ficou famoso também por incluir, de forma simpática, os erros de gravações na edição final.

Em 2007, para comemorar os 80 anos de Fernando Faro, a Fundação Padre Anchieta lançou sua biografia, "Baixo", cujo título é uma referência ao termo usado para chamar qualquer um à sua volta: "Ô, baixo!". O apelido Baixo foi dado por Cassiano Gabus Mendes pela sua altura que era 1,65 e pela fala tranquila.

Morte

Fernando Faro morreu na noite de domingo, 24/04/2016, aos 88 anos, em São Paulo, SP. Em nota, a TV Cultura informou que a causa da morte foi infecção pulmonar.

Fernando Faro estava internado desde 26/01/2016 no Hospital Oswaldo Cruz, inicialmente por causa de uma desidratação. Segundo a produtora que trabalhava com ele, o quadro se agravou e evoluiu para infecção.

O velório de Fernando Faro começou às 9h00 de segunda-feira, 25/04/2016,  no Cemitério do Araçá. O enterro ocorreu às 17h00, no mesmo local.

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Miguel Sampaio

Severino Filho

SEVERINO DE ARAÚJO SILVA FILHO
(88 anos)
Cantor, Instrumentista, Produtor e Arranjador

☼ Belém, PA (1928)
┼ Rio de Janeiro, RJ (01/03/2016)

Severino de Araújo Silva Filho foi um cantor, instrumentista, produtor e arranjador brasileiro. Era irmão de Ismael Neto, criador do grupo Os Cariocas, e de Hortênsia da Silva Araújo, que também participou do grupo. Era pai da atriz Lúcia Veríssimo. Estudou com Hans Joachim Koellreutter.

Ao lado do irmão Ismael Neto, formou, a partir de 1942, o grupo vocal Os Cariocas.

A partir de 1956, com a morte do irmão, assumiu a liderança do grupo, sendo responsável pelas harmonizações vocais. No período de 21 anos em que o grupo suspendeu suas atividades, continuou sua carreira individual, atuando como produtor e arranjador. 

Em 1987, com a volta do conjunto ao cenário artístico, assumiu novamente a liderança do grupo, que se encontra atualmente em plena atividade.

Os Cariocas

Os Cariocas, conjunto vocal formado no Rio de Janeiro em 1942, atuou ininterruptamente até 1967, alcançando maior popularidade nos períodos de 1948 a 1955 e de 1961 a 1967.

Organizado pelos irmãos Ismael de Araújo Silva Neto e Severino de Araújo Silva Filho do bairro carioca da Tijuca. O grupo atuou como quinteto até 1961, contando inicialmente com Ari Mesquita, Salvador e Tarqüínio, amigos e moradores do mesmo bairro. Começou apresentando-se no Instituto Lafayette, colégio onde o pai dos paraenses trabalhava como professor.

Nessa época, Ismael Neto iniciou-se no violão, enquanto Severino Filho tomou aulas de teoria musical com Hans Joachim Koellreutter

Em 1945, com Valdir Prado Viviani, pianista e solista de gaita, substituindo Ari Mesquita, que adoecera, o grupo se inscreveu no "Papel Carbono", programa de calouros de Renato Murce na Rádio Clube.

Estrearam cantando o Fox "If You Please", obtendo o terceiro lugar, o que os animou a tentar nova apresentação, desta vez alcançando o primeiro lugar com a interpretação de "Rum And Coca-Cola".

Quando Renato Murce decidiu reunir o programa todos os vencedores das diversas disputas, o conjunto liderado por Ismael Neto foi o campeão absoluto.

Decidiram então profissionalizar-se e, por intermédio de um amigo da família, Ismael Neto conseguiu uma apresentação para o maestro Radamés Gnattali, na época diretor artístico da Rádio Nacional.

Este gravou um acetato com o grupo e mostrou-o a Haroldo Barbosa, chefe da discoteca da emissora, que contratou o conjunto, na base de cachê, para atuar no programa "Um Milhão de Melodias".


Em princípios de 1946, intitulando-se Os Cariocas, iniciaram carreira como artistas exclusivos da Rádio Nacional, onde permaneceram por mais de 20 anos. Ainda em 1946 Tarqüínio e Salvador deixaram o grupo, e foi com a seguinte formação que Os Cariocas atravessaram sua primeira fase de maior popularidade: Emanuel Barbosa Furtado (Badeco), primeira voz; Severino Filho, segunda voz; Ismael Neto, terceira voz e autor das vocalizações; Jorge Quartarone (Quartera), quarta voz; Valdir, quinta voz e solos, inclusive assobiados.

Em fins de 1947 João de Barro, diretor artístico da Continental e versionista de vários filmes do norte-americano Walt Disney, chamou o conjunto para realizar a dublagem do desenho animado "Ferdinando".

Convidados em seguida a gravar na Continental, lançaram, no início de 1948, "Nova Ilusão" (Luís Bittencourt e José Meneses) e "Adeus, América" (Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques), que marcaram, ambos, o primeiro grande sucesso do grupo.

Entre outros discos seus lançados na Continental destacaram-se a marcha junina "Eu Também Sou Batista" (Wilson Batista e José Batista) e o baião "Juazeiro" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira).

Atuando também como compositor, Ismael Neto fez "Marca na Parede", um dos grandes sucessos lançados por Os Cariocas na gravadora Sinter, onde passaram a gravar a partir de 1950.

Em 1953 Ismael Neto passou a compor com Antônio Maria, e a dupla tornou-se responsável por alguns dos grandes sucessos de meados da década de 1950, como "Canção da Volta", lançada por Dolores Duran em 1954, e "Valsa de Uma Cidade", gravada por Os Cariocas.

Novamente na Continental em 1954, no ano anterior haviam passado para a RCA Victor, em dezembro o grupo participou da gravação da "Sinfonia do Rio de Janeiro", um LP de dez polegadas com músicas de Tom Jobim e Billy Blanco.

Lúcia Veríssimo e Severino Filho

Em fins de 1955 Severino Filho assumiu a liderança do conjunto, quando Ismael Neto adoeceu, falecendo no ano seguinte, 1956), sendo substituído por sua irmã, Hortênsia da Silva Araújo.

Em 1956 o grupo apresentou-se na Argentina, México, Porto Rico e Estados Unidos.

Na fase da Bossa-Nova, na década de 1960, atuaram intensamente, incluindo novas composições em seu repertório e influenciando outros conjuntos vocais que surgiam, com seu estilo de interpretação.

Em 1961 o grupo sofreu suas derradeiras alterações, com a saída de Hortênsia e Valdir, este substituído por Luís Roberto Gomes. Transformados em quarteto, gravaram dois LPs na Mocambo, em 1962, e passaram depois para a Philips, onde gravaram suas mais representativas interpretações dessa segunda fase, em vários LPs, até 1967, quando o grupo se dissolveu.

Após 1967, Severino Filho continuou trabalhando como arranjador de orquestras de estúdio.

Em 1988, o grupo voltou a se apresentar e seus integrantes sofreram com a perda do contrabaixista Luís Roberto Gomes, que morreu vítima de infarto durante uma apresentação no Jazzmania, no Rio de Janeiro, em 20/10/1988.

Em novembro de 1997, comemoraram 50 anos de carreira com show no Mistura Fina, e lançaram novo disco, o CD "A Bossa Brasileira", pelo selo Albatroz, com a seguinte formação: Severino Filho (piano), Jorge Quartera (bateria), os dois que restaram da formação original, e os recém-chegados Nil Teixeira (violão) e Eloi Vicente (baixo).

 Morte

Severino de Araújo Silva Filho morreu na manhã de terça-feira, 01/03/2016, aos 88 anos, depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele estava internado no Hospital Quinta d'Or, no Rio de Janeiro, desde o dia 18/01/2016 devido a uma trombose pulmonar.

Severino Filho foi internado no final do ano passado no Hospital São Luiz, em São Paulo, antes de ser transferido para o Rio de Janeiro. Desde então, seu quadro de saúde piorou e, no dia 29/01/2016, teve de amputar a perna direita. Apesar da gravidade do quadro, ele estava lúcido durante todo o tempo em que esteve hospitalizado.

Discografia

  • 2001 - Os Clássicos Cariocas (Ouver Records, CD)
  • 1997 - Amigos do Rei-Tim Maia e Os Cariocas (Vitória Régia, CD)
  • 1997 - A Bossa Brasileira (Paradoxx Music, CD)
  • 1992 - Reconquistar (Warner Music, LP)
  • 1990 - Minha Namorada (Som Livre , LP)
  • 1966 - Arte & Vozes (Philips, LP)
  • 1966 - Passaporte (Philips, LP)
  • 1965 - Os Cariocas de Quatrocentas Bossas (Philips, LP)
  • 1964 - A Grande Bossa dos Cariocas (Philips, LP)
  • 1963 - Mais Bossa Com Os Cariocas (Philips, LP)
  • 1962 - A Bossa dos Cariocas (Philips, LP)
  • 1957 - Os Cariocas a Ismael Netto (Columbia, LP)

Indicação: Miguel Sampaio

Fernando Baleroni

FERNANDO BALERONI
(57 anos)
Ator, Diretor, Roteirista e Produtor

☼ São Paulo, SP (25/11/1922)
┼ São Paulo, SP (22/11/1980)

Fernando Baleroni foi um ator, diretor, roteirista e produtor brasileiro, nascido em São Paulo, SP, no dia 25/11/1922. Foi casado com a atriz Laura Cardoso com quem teve duas filhas, Fátima e Fernanda.

Começou a carreira no rádio em 1944 na Rádio Difusora, onde já mostrou toda a sua versatilidade. Era ator de radioteatro, diretor e autor. Da mesma forma sua versatilidade ia do drama à comédia. Foi também ator de cinema, onde aparecia muito bem. Enfim, era figura muito querida e aproveitada na época.

Estava na Rádio Cultura de São Paulo, quando se casou com a também atriz Laura Cardoso. O casal teve duas lindas filhas, Fátima e Fernanda.

Para salientar seu trabalho como ator, devemos citar que levavam sua assinatura no rádio, os seguintes programas: "Novela Sertaneja", "Bonde das Sete" e "Transatlântico de Luxo".

Fernando Baleroni e a esposa se transferiram da Rádio Cultura para as Emissoras Associadas, mais ou menos em 1952. E assim passaram ambos a fazer tanto rádio, como TV. Para a televisão, Fernando Baleroni escreveu "Seu Pepino" e "O Corintiano". Dirigiu as novelas "Abnegação" (1966), "A Pequena Karen" (1966) e "Seu Pepino" (1955).

Como ator salientou-se muito em grandes peças, levadas ao ar pelo "TV de Vanguarda". Fez "Casa de Bonecas", "Solnessem", "O Construtor", "Os Miseráveis", "O Delator" e "Hamlet". Atuou nas novelas "Sol Amarelo" (1971), "Editora Mayo, Bom Dia" (1971), "Os Fidalgos da Casa Mourisca" (1972) e "Os Deuses Estão Mortos" (1971). Embora aqui estejam citadas só novelas da TV Record, Fernando Baleroni também fez novelas na TV Tupi, anteriormente, e na TV Excelsior. Nesta fez "Vidas em Conflito" (1969), "Os Diabólicos" (1968), "Os Tigres" (1968), dentre outras.

Fernando Baleroni  participou com sucesso dos filmes "O Sobrado" (1956), "Dona Violante Miranda" (1960), "Na Garganta do Diabo" (1960) e "Cléo e Daniel" (1970).

Também participou de peças teatrais importantes, como "Os Catadores de Papel", "Depois da Queda", "O Marido Vai à Caça" e "As Comadres de Windson".

Fernando Baleroni recebeu muitos prêmios, entre os quais o Prêmio Saci, como melhor ator de cinema, pelo filme "O Sobrado". Pela mesma atuação recebeu o prêmio O Governador do Estado de São Paulo.

Fernando Baleroni faleceu em São Paulo, SP, no dia 22/11/1980, aos 57 anos, na semana em que iria completar 58 anos.

Carreira

Televisão
  • 1973 - Vendaval
  • 1972 - O Leopardo
  • 1972 - Os Fidalgos da Casa Mourisca
  • 1972 - O Príncipe e o Mendigo ... Pai de Andrew
  • 1971 - Sol Amarelo
  • 1971 - Editora Mayo, Bom Dia ... Chicão
  • 1970 - Tilim
  • 1969 - Mais Forte Que o Ódio ... Januário
  • 1969 - Algemas de Ouro ... Delegado
  • 1969 - Vidas em Conflito ... Pedro
  • 1968 - Os Diabólicos ... André
  • 1968 - Os Tigres
  • 1967 - Sublime Amor ... Fausto
  • 1967 - O Grande Segredo ... Delegado
  • 1966 - Redenção ... Mateus
  • 1966 - Ninguém Crê em Mim ... Orestes
  • 1966 - Abnegação ... Rafael
  • 1965 - O Caminho das Estrelas ... Martino
  • 1965 - A Ilha dos Sonhos Perdidos
  • 1965 - O Céu é de Todos
  • 1965 - Vidas Cruzadas ... Rodolfo
  • 1965 - Pecado de Mulher
  • 1964 - A Cidadela
  • TV de Vanguarda
  • 1958 - Os Miseráveis ... Jean Vanjean
  • TV de Comédia
  • TV Teatro
  • 1958 - Casa de Bonecas
  • 1957 - O Corcunda de Notre-Dame ... Rei dos Mendigos
  • 1957 - Os Três Mosqueteiros ... Portus
  • 1956 - Douglas Red ... Pablo
  • 1955 - O Falcão Negro ... Cesar Borgia
  • 1955 - Legionário Invencível
  • 1955 - Seu Pepino
  • 1953 - Segundos Fatais


Cinema
  • 1970 - Cléo e Daniel
  • 1960 - Dona Violante Miranda
  • 1960 - Na Garganta do Diabo
  • 1957 - Paixão de Gaúcho
  • 1956 - O Sobrado
  • 1949 - Luar do Sertão


Diretor
  • 1966 - A Pequena Karen
  • 1957 - Seu Genaro
  • 1956 - Douglas Red
  • 1956 - Seu Tintoreto
  • 1955 - Seu Pepino


Roteirista
  • 1956 - Douglas Red
  • 1956 - Seu Tintoreto
  • 1954 - Ciúme
  • 1954 - O Grande Sonho


Nydia Licia

NYDIA LICIA PINCHERLE CARDOSO
(89 anos)
Atriz, Diretora e Produtora

☼ Trieste, Itália (30/04/1926)
┼ São Paulo, SP (12/12/2015)

Nascida em 30/04/1926 em Trieste, na Itália, Nydia Licia Quincas Pincherle Cardoso era filha de um médico e de uma crítica musical, ambos de origem judaica. Em 1939, quando tinha 13 anos, com o avanço do fascismo na Europa mudou-se com a família para a cidade de São Paulo.

Durante a Segunda Guerra terminou o ginásio e emendou o clássico, sempre cantando nos shows e festivais da escola. Na dúvida entre estudar medicina ou química, optou por trabalhar no Consulado Italiano como secretária do cônsul. Mais tarde, frequentou o curso de história da arte ministrado por Pietro Maria Bardi e foi selecionada como sua assistente para trabalhar no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP), idealizado por Assis Chateaubriand.

Ao mesmo tempo, começou a ensaiar com Alfredo Mesquita a montagem amadora de "À Margem da Vida", de Tennessee Williams, realizada pelo Grupo de Teatro Experimental (GTE) em 1947. Sua estreia no teatro foi ao lado de Marina Freire e Abílio Pereira de Almeida. No mesmo ano, atuou no Grupo Universitário de Teatro (GUT), na Universidade de São Paulo (USP), em "O Baile dos Ladrões", de Jean Anouilh, com direção de Décio de Almeida Prado.

Em 1948, o grupo passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). No TBC esteve ao lado de nomes como Cacilda Becker, Walmor Chagas, Zampari e Adolfo Celi.


Em 1949, dirigida por Adolfo Celi, Nydia Licia substituiu Cacilda Becker, então grávida de quatro meses, em "Nick Bar", de William Saroyan.

Em 1950 apareceu em "Entre Quatro Paredes", de Jean-Paul Sartre, ao lado de Cacilda Becker, Carlos Vergueiro e de seu futuro marido Sérgio Cardoso. A seguir, entrou em "Os Filhos de Eduardo" "A Ronda dos Malandros", de John Gay; "A Importância de Ser Prudente", de Oscar Wilde; e "O Anjo de Pedra", de Tennessee Williams. Ainda em 1950 e atuando em espetáculos nos sete dias da semana, a atriz faz uma pausa para se casar com um dos maiores nomes do teatro brasileiro, o ator Sérgio Cardoso, com quem montou a Companhia de Teatro Nydia Licia-Sérgio Cardoso. No dia seguinte, os dois já estavam de volta ao Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Quando se separou do ator, Nydia Lícia ficou sozinha com a Companhia, transformando-se em uma grande empresária teatral.

Grávida, Nydia Licia fez duas versões de "Antígona" e só parou 15 dias antes do nascimento de Sylvia, filha do casal.

A atriz permaneceu no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) até 1952 quando se transferiu para o Rio de Janeiro com o marido e a filha, para integrar a Companhia Dramática Nacional. A família se hospedou na casa de Procópio Ferreira.

Nesse período Nydia Licia ensaiava três peças ao mesmo tempo. Foi dirigida por Bibi Ferreira em "A Raposa e as Uvas""A Falecida", por Sérgio Cardoso e no premiado espetáculo "A Canção do Pão", de Raimundo Magalhães Jr.


Em 1953 fez televisão na TV Record, e participou do elenco de "O Personagem no Ar" e "Romance".

Em 1954, criou a própria companhia com o marido e para isso fundou a Empresa Bela Vista, partindo para a reforma do antigo Cine-Teatro Espéria, no Bixiga. Nesse intervalo montaram "Lampião", de Rachel de Queiroz, no Teatro Leopoldo Fróes.

Em 15/05/1956, a montagem de "Hamlet" inaugurou o novo Teatro Bela Vista. Em cartaz também ficaram também "Henrique IV", "O Comício e Chá e Simpatia", com o qual ganhou os prêmios Governador do Estado, O Saci e a Medalha de Ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT).

Em 1958, atuou em "Vestido de Noiva", com direção de Sérgio Cardoso e com concepção distinta da famosa direção de Ziembinski.

Em 1960 se separou mas continuou a produzir teatro como produtora independente, tentando manter o Teatro Bela Vista aberto. Mais tarde, sofreu com uma ação movida pela Empresa Bela Vista para tentar tirar-lhe o teatro. Com o apoio unânime da classe teatral, lutou durante anos, até que conseguiu ficar com o teatro. Depois de um ano a polícia fechou o teatro.

Em 1962 começou a se dedicar ao teatro infantil e montou "A Bruxinha Que Era Boa", de Maria Clara Machado. Criou para a TV Cultura o "Teatro 2" e apresentou o programa educativo "Quem é Quem", produzindo em seguida, por quatro anos, até ser convidada para o cargo de assessora cultural da emissora.


Em 1971, foi obrigada a devolver o Teatro Bela Vista para seus proprietários. O Governo do Estado de São Paulo decidiu desapropriar o imóvel e reformá-lo, transformando-o no Teatro Sérgio Cardoso.

Nydia Lícia fez telenovelas na TV Paulista, TV Tupi e na Bandeirantes, com papéis de destaque nas telenovelas "Éramos Seis" (1977) e "O Ninho da Serpente" (1982).

A partir de 1992 desenvolveu, paralelamente, carreira pedagógica como professora no Departamento de Rádio e Televisão da Escola de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), e no Teatro Escola Célia Helena, onde dava aulas de interpretação.

Para a série de livros "Aplauso", a atriz escreveu "Leonardo Villar: Garra e Paixão", "Sérgio Cardoso: Imagens de Sua Arte" , "Rubens de Falco - Um Internacional Ator Brasileiro", "Raul Cortez - Sem Medo de se Expor" e "Eu Vivi o TBC". Além disso escreveu o livro autobiográfico "Ninguém se Livra dos Seus Fantasmas" editado pela Perspectiva.

O trabalho sobre a vida de Raul Cortez recebeu o Prêmio Jabuti, em Biografias.

Em 2008 foi agraciada com o título de Cidadã Paulistana.

Em 2010 recebeu o prêmio Governador do Estado de Destaque Cultural.

Morte

Nydia Lícia morreu às 4h30min de sábado, 12/12/2015, aos 89 anos, no Hospital São Luis, em São Paulo, vítima de câncer no pâncreas. A doença foi diagnosticada em agosto de 2015 e ela estava internada desde 20 de novembro. O velório ocorreu no domingo, 13/12/2015, no Teatro Sérgio Cardoso.

Nydia Licia em Hamlet, 1956.
Trabalhos

Televisão

  • 1958 - Sublime Obsessão ... Helen Hudson
  • 1964 - Eu Amo Esse Homem
  • 1965 - O Ébrio ... Francisca
  • 1977 - Éramos Seis ... Emília
  • 1978 - João Brasileiro, o Bom Baiano ... Lúcia
  • 1982 - Ninho da Serpente ... Olímpia

Cinema

  • 1950 - Quando a Noite Acaba
  • 1951 - Ângela
  • 1956 - Quem Matou Anabela?
  • 2002 - O Príncipe

Teatro (Como Atriz)

  • 1947 - À Margem da Vida
  • 1948 - O Baile dos Ladrões
  • 1949 - A Noite de 16 de Janeiro
  • 1949 - A Mulher do Próximo
  • 1949 - Pif-Paf
  • 1949 - Nick Bar... Álcool, Brinquedos, Ambições
  • 1950 - A Ronda dos Malandros
  • 1950 - Os Filhos de Eduardo
  • 1950 - Do Mundo Nada Se Leva
  • 1950 - A Importância de Ser Prudente
  • 1950 - O Anjo de Pedra
  • 1950 - O Inventor de Cavalo
  • 1950 - Entre Quatro Paredes
  • 1950 - Lembranças de Bertha
  • 1950 - Rachel
  • 1951 - Ralé
  • 1951 - Convite ao Baile
  • 1951 - O Grilo da Lareira
  • 1952 - Antígone
  • 1952 - O Mentiroso
  • 1952 - Relações Internacionais
  • 1953 - A Raposa e as Uvas
  • 1953 - Canção Dentro do Pão
  • 1954 - Sinhá Moça Chorou
  • 1954 - A Filha de Iório
  • 1954 - Lampião
  • 1956 - Hamlet
  • 1956 - Quando as Paredes Falam
  • 1957 - Chá e Simpatia
  • 1957 - Henrique IV
  • 1958 - Vestido de Noiva
  • 1958 - Amor Sem Despedida
  • 1959 - Oração Para Uma Negra
  • 1960 - Geração em Revolta
  • 1961 - A Castro
  • 1961 - De Repente no Último Verão
  • 1961 - Esta Noite Improvisamos
  • 1961 - O Grande Segredo
  • 1962 - As Lobas
  • 1962 - Meu Marido e Você
  • 1962 - Quem Rouba Pé Tem Sorte no Amor
  • 1963 - A Idade dos Homens
  • 1964 - Apartamento Indiscreto
  • 1964 - Hedda Gabler
  • 1964 - Uma Cama Para Três
  • 1965 - Camila
  • 1965 - Biedermann e os Incendiários
  • 1966 - Terra de Ninguém
  • 1967 - Esta Noite Falamos de Medo
  • 1968 - Um Dia na Morte de Joe Egg
  • 1969 - João Guimarães: Veredas

Teatro (Como Diretora)

  • 1959 - Oração Para Uma Negra
  • 1962 - Meu Marido e Você
  • 1962 - Quem Rouba Pé Tem Sorte no Amor
  • 1963 - Feitiço
  • 1963 - O Pobre Piero
  • 1963 - M.M.Q.H.
  • 1963 - Tem Alguma Coisa a Declarar?
  • 1964 - Uma Cama Para Três
  • 1965 - O Outro André
  • 1965 - A Raposa e as Uvas
  • 1966 - Terra de Ninguém
  • 1967 - Esta Noite Falamos de Medo
  • 1967 - Uma Certa Cabana
  • 1976 - Fuga em Do Re Mi
  • 1977 - Aprendiz de Gente Grande
  • 1978 - História de Uma História
  • 1979 - Se Non é Vero é Bem Trovado
  • 1981 - De Morfina a Malatesta
  • 1982 - O Mistério das Flores
  • 1983 - Fantasia Colorida1984 - Libel a Sapateira

Marília Pêra

MARÍLIA SOARES PÊRA
(72 anos)
Atriz, Cantora, Bailarina, Produtora, Coreógrafa e Diretora Teatral

☼ Rio de Janeiro, RJ (22/01/1943)
┼ Rio de Janeiro, RJ (05/12/2015)

Marília Soares Pêra foi uma atriz, cantora e diretora teatral brasileira. Além de interpretar, ela cantava, dançava e atuava também como coreógrafa, produtora e diretora de peças e espetáculos musicais.

Filha dos atores Manuel Pêra e Dinorah Marzullo, Marília pisou no palco de um teatro pela primeira vez aos quatro anos de idade, ao lado dos pais, que integravam o elenco da companhia de Henriette Morineau.

Dos 14 aos 21 anos atuou como bailarina e participou de musicais e revistas, entre eles, "Minha Querida Lady" (1962), protagonizado por Bibi Ferreira. Segundo Marília Pêra, ela passou porque os diretores estavam procurando alguém que poderia fazer acrobacias, o que era raro naquela época.

Fez outras peças como "O Teu Cabelo Não Nega" (1963), biografia de Lamartine Babo, no papel de Carmen Miranda. Voltaria a viver o papel da cantora no espetáculo "A Pequena Notável" (1966), dirigido por Ary Fontoura. Também no "A Tribute To Carmen Miranda" (1975) no Lincoln Center, em New York, dirigido por Nelson Motta, na única apresentação "A Pêra da Carmem" no Canecão em 1986, e no musical "Marília Pêra Canta Carmen Miranda" (2005), dirigido por Maurício Sherman.


A primeira aparição na televisão foi em "Rosinha do Sobrado" (1965), na Rede Globo, e em seguida, em "A Moreninha" (1965).

Em 1967 fez sua primeira apresentação em um espetáculo musical, "A Úlcera de Ouro", de Hélio Bloch.

Em 1969, conquistou grande sucesso no papel da protagonista do drama "Fala Baixo Senão Eu Grito", com direção de Clóvis Bueno, primeira peça teatral da dramaturga paulista Leilah Assumpção. Pela interpretação da complexa personagem Mariazinha, solteirona virgem que vive em um pensionato de freiras, Marília recebeu o Prêmio Molière e também o Prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT), atual Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Seu futuro marido Paulo Villaça interpretou o ladrão que numa noite pula a janela do quarto com a intenção de roubar. Na conversa entre os dois, que dura a noite toda, a solteirona revela ao público e a si mesma suas frustrações.

Em 1964, Marília Pêra derrotou Elis Regina num teste para o musical "Como Vencer Na Vida Sem Fazer Força", ambas ainda não eram conhecidas na época.

Em 1975, gravou o LP "Feiticeira", lançado pela Som Livre.

Marília Pêra é a atriz que mais atuou sozinha nos palcos, conseguindo atrair o público infantil para a difícil arte do monólogo. Além de Carmen Miranda, desempenhou nas telas e no palco papéis de mulheres célebres, como Maria Callas, Dalva de Oliveira, Coco Chanel e a ex-primeira dama do Brasil Sarah Kubitschek.


A estreia de Marília Pêra como diretora aconteceu em 1978, na peça "A Menina e o Vento", de Maria Clara Machado.

Marília Pêra casou-se pela primeira vez aos 17 anos, com o primeiro homem a beijá-la, o músico Paulo da Graça Mello, morto num acidente de carro em 1969. Aos 18 anos, foi mãe de Ricardo Graça Mello. Mais tarde, foi casada com o ator Paulo Villaça, parceiro em "Fala Baixo Senão Eu Grito", e com Nelson Motta, com quem teve as filhas Esperança e Nina.

Em declaração feita ao "Fantástico" em 2006, pegando carona no sucesso de sua personagem Milú, na novela "Cobras & Lagartos", Marília Pêra relatou sobre a carreira e disse que não suportava contracenar com atores de mau hálito e chulé. Ela comentou que há muitos atores que não se preocupam com a higiene, sem citar nomes (foi uma indireta para seu par romântico na novela, Herson Capri). Marília Pêra alegou que nunca se achou bonita e que sempre foi desengonçada.

Nos anos 60, chegou a ser presa durante a apresentação da peça "Roda Viva" (1968) de Chico Buarque e obrigada a correr nua por um corredor polonês. Foi presa uma segunda vez, visto que era tida como comunista, quando policias invadiram a residência, assustando a todos, inclusive o filho de sete anos, que dormia.


Em 1992, apresentou o musical "Elas Por Elas", para a TV Globo. Ao lado da cantora Simone e de Cláudia Raia, tornou público o apoio ao candidato Fernando Collor de Mello, nas eleições de 1989.

Em 2008, foi protagonista do longa-metragem, "Polaróides Urbanas", de Miguel Falabella, onde interpretou duas irmãs gêmeas.

Em 2009, foi escalada para viver a hippie Rejane Batista na minissérie "Cinquentinha", de Aguinaldo Silva. Após várias cenas gravadas, a atriz desistiu do papel, causando mal estar nos corredores da TV Globo. No lugar de Marília Pêra, entrou a atriz Betty Lago que se encaixou perfeitamente no papel, sendo muito elogiada pela crítica. Algumas notícias dizendo que o motivo para não querer seguir com a interpretação foi não se sentir à vontade com o papel, circularam na época.

Desde abril de 2010 integrou o elenco da série "A Vida Alheia", de Miguel Falabella, na TV Globo, como Catarina.

Em janeiro de 2013 ocorreu a estreia do seriado "Pé Na Cova", em que Marília Pêra interpreta Darlene, que é maquiadora da funerária do ex-esposo Russo (Miguel Falabella), e que vive no subúrbio.

Em abril de 2014, por conta de problemas pessoais, a atriz deixou o seriado, retornando às gravações no dia 11/06/2014.

Morte

Marília Pêra morreu às 06h00 de sábado, 05/12/2015, aos 72 anos, em sua casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte ainda não foi divulgada. Em novembro de 2015, foi noticiado que Marília Pêra estava com câncer em estágio avançado no pulmão. No último ano, ela passou por tratamento de um desgaste ósseo na região lombar e chegou a ficar afastada da TV por cerca de um ano.

O velório da atriz será no sábado, 05/12/2015, no Teatro Leblon, sala Marília Pêra, Rua Conde de Bernadote, 26 - Leblon, a partir das 13h00.

O velório da atriz será no sábado, 05/12/2015, no Teatro Leblon, na sala que leva seu nome, a partir das 13h00.

Marília Pêra deixou os filhos Ricardo Graça Mello, Esperança Motta, Nina Morena e o marido Bruno Faria.

No início de novembro de 2015, a jornalista carioca Hildegard Angel, amiga pessoal da atriz, postou em seu blog que o estado de saúde da atriz era delicado: "Marília inspira cuidados extremos, está no balão de oxigênio", disse. A informação não foi confirmada pela família, mas é sabido que a atriz tem como hábito manter preservada a sua vida particular.

À GloboNews, Claudia Raia disse que seu último contato com Marília Pêra aconteceu há duas semanas, quando elas se falaram porque a veterana queria assistir ao espetáculo "Raia 30". "Ela estava impossibilitada, de cadeira de rodas. Ela disse 'eu vou melhorar um pouquinho e vou'", falou Claudia Raia. "Estamos órfãos. Ela pra mim era uma referência!".

Marília Pêra era casada, desde 1998, com o economista carioca Bruno Faria. Ela era irmã da atriz Sandra Pêra e neta da atriz Antônia Marzullo.