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Bambina Bucci

BAMBINA BUCCI
(88 anos)
Locutora, Rádio-Atriz, Produtora de Programas, Política e Umbandista

☼ Batatais, SP (10/06/1920)
┼ Rio de Janeiro, RJ (07/06/2009)

Banbina Bucci  foi uma locutora, rádio-atriz, produtora de programas, política e umbandista brasileira, descendente de italianos, nascida em Batatais, SP, no dia 10/06/1920.

Viúva de Atila Nunes Pereira, de quem se tornou braço direito e companheira inseparável na década de 40, em 1948 nasceu seu único filho, Átila Nunes Filho, deputado desde 1970, maciçamente votado pelos umbandistas.

Inteligência viva, temperamento nervoso, agitado, Bambina Bucci fez o ginasial no Rio de Janeiro, completou seus estudos na terra bandeirante e diplomou-se na Escola Normal de sua terra natal.

Ingressou no rádio em 1940. Locutora, rádio-atriz, produtora de programas, umbandista convicta e dotada de grande facilidade de escrever, produziu dezenas de preces e poemas, destacando-se "Mensagem da Fé", "Oração do Enfermo", "Prece ao Alto", "Mensagem de Oxalá", "Prece do Cruzeiro das Almas", "Oração à Mãe de Jesus", "Gratidão", "Creio em Deus", "Meditação", "Procura a Tua Luz", "Oração dos Cegos", "Caboclo da Mata", "Sete Penas Brancas", "Mensagem de Lázaro" e "Prece do Presidiário".

A metapsíquica sempre exerceu grande fascínio sobre Bambina Bucci que, possuindo dons extraordinários de vidência-auditiva, prestou bons serviços aos que a procuravam imbuídos de fé. Grande parte de sua vida foi dedicada ao estudo do sobrenatural e dos fundamentos do espiritismo em todas as suas formas, principalmente no que tange ao culto religioso da Umbanda. Seu espírito de curiosidade, entretanto, levou-a a voltar, também, suas atenções ao esoterismo e até mesmo ao agnosticismo, doutrina que declara o absoluto inacessível ao espírito humano.

Vereadora eleita e reeleita por 16 anos para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, autora de dezenas de leis municipais que garantiram a igualdade religiosa, Bambina Bucci produziu e apresentou durante três décadas o "Programa Melodias de Terreiro", o mais antigo programa do rádio brasileiro, hoje produzido e apresentado pelo seu filho, o deputado Átila Nunes Filho e pelo seu neto, Átila Nunes Neto, na Rádio Metropolitana AM 1090, do Rio de Janeiro, podendo ser acessado na primeira rádio web de Umbanda do Brasil: a Rádio Melodias de Terreiro.

Indicação: Miguel Sampaio

Waldir Vieira

WALDIR GOMES VIEIRA
(41 anos)
Radialista e Locutor

☼ São Fidélis, RJ (31/05/1944)
┼ Rio de Janeiro, RJ (13/11/1985)

Waldir Gomes Vieira foi um radialista e locutor brasileiro nascido em São Fidélis, RJ, no dia 31/05/1944. Filho de Antonio Vieira e Ana Lina Gomes Vieira. De um simples varredor ao maior Locutor do Brasil. Waldir Vieira dizia: "Não gosto de gênios, meu programa é povão!".

Waldir Vieira tinha um programa na Rádio Globo do Rio de Janeiro, entre as décadas de 1970 e 1980, das 13h00 às 17h00, e também nas manhãs de domingo, no qual conversava com ouvintes, pelo telefone, e desafiava-os com uma charada. Os quadros fixos eram "As Canções do Rei Roberto Carlos", onde uma carta sorteada contava a história de um ouvinte envolvendo uma música do Roberto Carlos, e a "Carta da Vovó".

O jingle do programa era "Waldir Vieira é um cara tão legal! Na Rádio Globo ele é sensacional!".

Waldir Vieira começou a trabalhar aos 13 anos de idade e em 1968 mudou-se para o Rio de Janeiro deixando a Rádio São Fidélis, para percorrer praticamente todas as emissoras cariocas. Trabalhou como assistente de Haroldo de Andrade até conseguir um horário para o seu programa na Rádio Globo.

Muito curioso é que Waldir Vieira entre os quadros fixos de seus programas criou "O Quebra Cuca", onde o ouvinte podia dizer qual o quadro mais chato que ele apresentava. Isso não era comum nos programas de rádio, mas ele sempre queria saber a audiência do seu horário.

Entre as atrações fazia também o "Onde Anda Minha Gente", e nesse quadro descobriu que neste país tinha muita gente que não sabia onde andavam seus pais, parentes, irmão ou amores. Através de cartas conseguiu o reencontro de duas irmãs que não se viam há 68 anos e foi emocionante.

Nutrição era também um assunto discutido por Waldir Vieira que, com o auxilio de uma nutricionista, respondia às cartas de donas-de-casa, num diálogo bem informal.

"Não gosto de gênios no meu programa, pois é um perigo, gosto de pessoas que se comunicam diretamente com o seu público, que é o povão", dizia o radialista.

Waldir Vieira foi casado com Ângela sua fã número um e com quem teve dois filhos, Luciano e LinaWaldir Vieira dizia ser um homem realizado tanto na profissão quanto no casamento.

Silvinho Barbosa, Sérgio Barbosa, Waldir Vieira, Gilbert O'Sullivan e Marcos Bissi - Estúdio A Rádio Globo, RJ.

Em uma entrevista, Waldir Vieira  falou sobre o seu programa que era líder de audiência:

"No meu programa nada é premeditado. As coisas vão acontecendo na hora e no momento exato e acho que esta é a verdadeira fórmula do sucesso que alcancei. O dia inteiro recebo telefonemas de donas-de-casa, que dão uma opinião sincera sobre a programação, e o que nós fazemos é sempre de acordo com a vontade do público. Há pouco tempo, por exemplo, tiramos do ar o quadro 'Eu Vi Um Disco Voador', por que estava se tornando cansativo, repetitivo. Todos os que chegavam diziam a mesma coisa e os ouvintes começaram a se cansar!
Tiramos também o 'Papo da Novela' onde atores da rádio imitavam atores da TV Globo. No principio deu certo, era gostoso porque a novela 'Pai Herói' estava em evidência e tinha tipos que a gente podia explorar bastante. Com 'Os Gigantes' ficou mais difícil e os ouvintes nos escreveram pedindo para eliminar o quadro.
O programa Waldir Vieira é isso: Comunicação total, integração perfeita entre público, ouvinte e apresentador. O programa é do povo, feito para ele. E se é assim, nada mais justo que todos os que nos prestigiam dêem sua opinião. Por isso o resultado que o IBOPE nos trás. A audiência é exatamente o dobro do segundo lugar da Radio Tupi. Sem falar nas cartas que recebem uma média de 1.500 por dia, com programação normal, pois agora estamos fazendo uma promoção da coleção de discos de Roberto Carlos e o número de cartas que chegam diariamente é de 3.000.
Alguma dica especial? Não, apenas um pensamento que é uma regra a seguir! A gente deve viver intensamente cada momento da vida, porque quando o tempo passa, a gente verá que os cabelos grisalhos chegam e nada de bom fizemos para ninguém. Antes que isso aconteça o programa Valdir Vieira vai entrando diariamente nos lares, levando a sua mensagem de amizade e companheirismo."
(Waldir Vieira)

Quando Waldir Vieira abria o seu programa, todas as tardes às 13h00, na Rádio Globo, nem ele mesmo sabia bem o que iria acontecer nas próximas 4 horas. É que, apesar de alguns textos já estarem preparados pela equipe de produção, Waldir Vieira improvisava o tempo todo.

Seu temperamento agitado e bastante emocional levava o programa a um clima diferente dos outros similares. As mancadas ele reconhecia que existiam, mas isso servia para mostrar aos ouvintes que as coisas iam acontecendo realmente, durante o programa e que ele também era apanhado de surpresa.

O Último Programa e Morte

No dia 13/11/1985, Waldir Vieira cumpriu normalmente seu dia de trabalho na Rádio Globo. Fez um programa considerado emocionante por seus colegas e por muitas de suas fãs e foi para a agência de publicidade que tem na mesma rua, no bairro da Glória, onde fica a rádio.

Na verdade, Waldir Vieira passou pela portaria do Hotel Ebony com uma jovem com quem já se apresentara ali outras vezes. Uma jovem acompanhante, a bancária Sueli Costa Pessanha, de 22 anos, moradora de Niterói e funcionária de uma agência do Bradesco em Nilópolis. Pegaram as chaves no quarto C-03 do 12° andar do único "motel vertical" e mais moderno hotel de alta rotatividade do centro do Rio de Janeiro. A partir daí, ninguém mais viu o casal.

O casal foi encontrado sem vida na suíte, no dia 13/11/1985, no Rio de Janeiro. Na 9ª Delegacia, onde rola o inquérito, a versão aceita é a de homicídio seguido de suicídio - Sueli Costa Pessanha teria matado Waldir Vieira e se matado, hipótese essa, a menos contestada pelos familiares. Outra versão é que o casal morreu asfixiados por um vazamento de gás.

Assustadas, incrédulas, tristes e decepcionadas, milhares de fãs do radialista sempre anônimas, cantavam o prefixo do programa de Waldir Vieira, numa última homenagem ao ídolo. Waldir Vieira fez sucesso com as mulheres até o fim.

Fonte: Wikipédia, Projeto VIPRádio em Revista e Revista Veja (20/11/1985, Ed. 898 - Datas – Pág: 125 - Polícia Pág: 130)

Berto Filho

ULISBERTO LELOT
(75 anos)
Jornalista e Locutor

☼ Rio de Janeiro, RJ (13/03/1940)
┼ Rio de Janeiro, RJ (12/03/2016)

Berto Filho, nascido Ulisberto Lelot, foi um jornalista e locutor de televisão brasileiro atuante desde 1956. Ele foi o primeiro apresentador do "RJTV".

Trabalhou durante as décadas de 1970 e 1980 na apresentação de vários telejornais da TV Globo, como o "Jornal Nacional", "Fantástico" e "Jornal Hoje", tanto como apresentador titular quanto substituto, até 1986, quando desligou-se da emissora.

Em 1989, foi contratado pela TV Rio, então controlada pelo pastor Nilson Fanini, onde apresentava um programa de entrevistas, sendo dispensado em pouco tempo, passando nove anos sem contrato em televisões.

Em 1998, foi contratado pela Rede Manchete para apresentar o "Manchete Primeira Mão", e, pouco depois, o "Jornal da Manchete". Continuou na emissora até o seu fim, estando presente até na fase da TV!, que foi a transição entre a Rede Manchete e a RedeTV!.

Berto Filho atuou como locutor de vídeos institucionais e foi apresentador de eventos e feiras até ser recontratado pela Rede Globo em 2004 para substituir Celso Freitas, que mudou-se para a TV Record, na locução das matérias do "Fantástico". Ele foi escolhido pela emissora por ter voz e entonação muito semelhantes à de Cid Moreira, também locutor do "Fantástico". Segundo o jornalista Flávio Ricco, em 2008, não houve a renovação do contrato de Berto Filho com a TV Globo, ficando apenas Cid Moreira nas locuções do "Fantástico".

A Saúde

Berto Filho lutou contra um câncer no fígado e se recuperava de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele mudou-se na segunda-feira, 25/01/2016, para o Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, e chegou com problemas de saúde sérios. De acordo com Cida Cabral, administradora do local, nos últimos três anos, o jornalista ficou viúvo e perdeu sua irmã.

"Ele morava com o filho, que não tinha como cuidar direito, também trabalha e nos procurou para saber da possibilidade da gente poder acolhê-lo e ajudá-lo. O Retiro o recebeu de portas abertas, sabendo o quanto ele batalhou!"
(Cida Cabral)

Na época, Cida Cabral contou que Berto Filho estava também com um problema na voz, que o tinha deixado ainda mais debilitado e deprimido.

Há três anos, Berto Filho estava bem e foi até o Retiro dos Artistas pleitear uma vaga para uma irmã dele, que era cantora, e morava no interior de São Paulo.

"Ele passou o dia, conversou com todo mundo, estava feliz, mas, nestes três anos, perdeu irmã, a esposa e em seguida foi diagnosticado com câncer!"
(Cida Cabral)

Berto Filho não tinha plano de saúde, e estava fazendo tratamento no Instituto Nacional do Câncer (INCA) e contava com o atendimento médico do Retiro dos Artistas.

Morte

Berto Filho morreu no sábado, 12/03/2016, por volta das 13h00, vítima de câncer na garganta e cérebro. Ele padecia de câncer na garganta e no cérebro há dois anos. Berto Filho morreu um dia antes de completar 76 anos e os filhos organizavam uma festa de aniversário para comemorar a data.

Na trajetória de luta contra a doença, os parentes de Berto Filho comemoravam uma recente melhora. Ainda no ínicio de 2015, o câncer havia sumido. No mesmo dia que teve alta, porém, a  mulher de Berto Filho foi internada, também com câncer.

"Ela viu ele com câncer. Sofreu muito. Quando ele recebeu a alta, ela me falou: Henry, vai lá pegar que o seu pai está saindo do hospital. No dia seguinte, ela foi internada, ficou 33 dias entubada, na UTI, e morreu. Acho que isso também mexeu muito com ele. Esse ano que passou foi como uma sobrevida!"
(Henry Lelot)

Parceiros de uma vida inteira, Berto Filho e a mulher estavam juntos há 55 anos. Com a perda da mulher e a reincidência do câncer, Berto Filho voltou a ser tratado no Instituto Nacional do Câncer (INCA). Lá, uma nova bateria de exames, além de radioterapia e quimioterapia. 

"Ele melhorou. De um dia para o outro, começou a falar. A voz voltou, voltaram os planos!", contou o filho do jornalista. Henry Lelot, agora, quer seguir com um dos últimos projetos do pai. Durante o último ano, Berto Filho escreveu um livro e faltam detalhes para que seja publicado, revelou o filho.

Em um dos últimos diálogos de Henry com o pai, o filho do jornalista conta como tentava alentar Berto Filho a respeito do que poderia ser o destino. A última vez que Henry esteve com o pai foi na sexta-feira, 11/03/2016, no período da tarde.

"Pai, você sabe que a gente tem que encarar de frente as coisas. Você sabe que está com dois caminhos à frente. Mas os dois são bons. Um, se você sobreviver e ficar aqui comigo, com a gente, nós vamos publicar esse livro juntos. Você vai me ajudar. E depois, você vai acabar indo, não tem jeito. A outra opção é caso Deus queira te levar antes. Imagina só, se ele te levar antes. Quem vai te buscar é a mamãe. Você vai se encontrar com ela lá. Está todo mundo lá te esperando. Lá tem mais gente que você ama do que aqui, já!", contou emocionado o filho.

Trabalhos

Rede Manchete
  • Manchete Primeira Mão
  • Jornal da Manchete

Rede Globo
  • RJTV
  • Jornal Nacional
  • Fantástico
  • Jornal Hoje


Fiori Gigliotti

FIORI GIGLIOTTI
(77 anos)
Radialista e Locutor

☼ Barra Bonita, SP (27/09/1928)
┼ São Paulo, SP (08/06/2006)

Fiori Gigliotti foi um radialista e locutor esportivo brasileiro, nascido no interior de São Paulo, filho dos imigrantes italianos de Angelo Gigliotti e Maria Rosaria Palmisano, ambos de descendência italiana. Aos quatro anos de idade sua família transferiu-se para a cidade de Lins, SP, a 180 km do seu município natal.

Em sua longa carreira, Fiori Gigliotti narrou partidas de dez Copas do Mundo de Futebol, mas sempre dizia que o maior jogo ao qual assistiu foi o disputado entre Santos e Benfica, na final da Copa Intercontinental de 1962.

Em declaração, contou um entrevero que teve com o então técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Telê Santana, na Copa do Mundo de 1982. Fiori Gigliotti teria cobrado o treinador pelo fato de ele estar fazendo muitas concessões aos jogadores, com muitas saídas com a família e pouco treino. Telê Santana teria respondido que o locutor já estava velho.


Fiori Gigliotti celebrizou frases como: "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", "E o tempo passa torcida brasileira!" (quando uma equipe precisava fazer um gol), "Tenta passar, mas não passa!", "Aguenta coração!", "Crepúsculo de jogo!", "É fogo!" (antes do grito de gol), "Agora não adianta chorar!" (logo após narrar um gol), "Torcida brasileira!", "Uma Beleeeeza de Gol!" e "Um beijo no seu coração!".

Fiori Gigliotti recebeu mais de duzentos títulos de cidadão honorário, principalmente pelo interior de São Paulo. Trabalhou como locutor desde 1947 na Rádio Clube de Lins (SP), Rádio Cultura de Araçatuba (SP), Rádio Bandeirantes, Rádio Panamericana (atual Jovem Pan), Rádio Tupi e Rádio Record. Estava trabalhando como comentarista na Rádio Capital de São Paulo.

No fim de 2005 recebeu a "Medalha da Ordem Nacional do Mérito Futebolístico" da Federação Paulista de Futebol, ocasião em que disse:

"Eu confesso que hoje vivo um momento de muita emoção. É daqueles momentos de rara felicidade que nos fazem ter alegria de viver!"

Fiori Gigliotti foi casado com Adelaide e tiveram dois filhos, Marcelo e Marcos.


Fiori Gigliotti deu entrada no Hospital Alvorada, em Moema, São Paulo, com problemas de úlcera e próstata e veio a falecer na madrugada de quinta-feira, 08/06/2006, um dia antes do jogo inaugural da Copa do Mundo, vitima de falência múltipla de órgãos. Ele não resistiu a complicações de uma operação no intestino em decorrência de um câncer de próstata.

O enterro de Fiori Giglioti vai acontecer na quinta-feira, 08/06/2006, às 16:00 hs no Cemitério do Morumbi.

Ele disse adeus na véspera de uma Copa do Mundo, ao rádio e aos milhares de torcedores que se acostumaram a ouvir suas transmissões sempre carregadas de emoção.

Fiori Gigliotti era torcedor do Palmeiras e fã ardoroso do santista Pelé.

Na transmissão da TV Globo da partida inaugural da Copa do Mundo de 2006, Alemanha x Costa Rica, um dia após a sua morte, Fiori Gigliotti recebeu homenagem de Galvão Bueno, que iniciou a narração com a inesquecível frase de Fiori Gigliotti:

"Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo!"

Fonte: Wikipédia

Ísis de Oliveira

IVETE SAVELLI
(91 anos)
Cantora, Locutora e Atriz

☼ Niterói, RJ (18/03/1922)
┼ Niterói, RJ (07/05/2013)

Ísis de Oliveira era o nome artístico de Ivete Savelli que nasceu em Niterói, RJ, em 18/03/1922. Ela ingressou na Rádio Nacional em 1941, aos 15 anos, após vencer um teste de radioteatro, juntamente com o ator Altivo Diniz, no programa "Rádio-K Em Busca de Talentos".

Estreou no radioteatro, em 1942, na primeira radionovela brasileira, "Em Busca da Felicidade", interpretando Alice Medina, filha de uma relação extraconjugal de Alfredo Medina com Carlota.

Entre 1941 e 1944, acumulou a função de secretária de Victor Costa, diretor-geral da Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Ísis de Oliveira protagonizou a  radionovela "O Direito de Nascer", em 1951, um dos maiores sucessos populares radiofônico de todos os tempos. Interpretando Maria Helena de Juncal, ao lado de Paulo Gracindo, Ísis de Oliveira alcançou em definitivamente o estrelato.


Em 1953 atuou na série "Que o Céu Me Condene", com histórias dramáticas e comoventes levadas ao ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, envolviam os ouvintes mantendo a sua atenção do princípio ao fim.

Em dezembro de 1952, sob o patrocínio do Melhoral, do Leite de Magnésia e da Phillips, entrou no ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro um dos seriados radiofônico nacionais de maior sucesso: "Jerônimo, o Herói do Sertão", criada por Moysés Weltman. No cast estava Ísis de Oliveira interpretando Aninha, personagem que vive um romance com o herói da série.

Durante os 14 anos em que permaneceu nos ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foram apresentados 126 histórias.

Por mais de 20 anos, Ísis de Oliveira tomou  parte em quase todos os horários de novelas e peças de radioteatro da Rádio Nacional. Foi casada com o locutor Jairo Argileu, que em 1964 foi demitido da Rádio Nacional, após ser denunciado como subversivo.

Capa da Revista da Rádio Nacional, ano 1, n. 5 - Rio de. Janeiro, dez 1950.
Ísis de Oliveira permaneceu na Rádio Nacional até 1972, quando se afastou do rádio por dois anos e se dedicou a advocacia.

Em 1974, ingressou na Rádio Tupi do Rio, onde trabalhou até 1979.

Em 2011, a atriz participou do álbum da cantora Marion Duarte, onde declamou as letras: "As Aparências Enganam", de Tunai e Sérgio Natureza, e "A Galeria do Amor" de Agnaldo Timóteo.

Ísis de Oliveira morreu na manhã do dia 07/05/2013, terça-feira, em Niterói, RJ, na casa onde morava. Ela foi sepultada às 16:00 hs no Cemitério de Maruí, no bairro do Barreto, em Niterói.

Haroldo de Andrade

HAROLDO ANDRADE SILVA
(73 anos)
Locutor, Radialista, Apresentador de TV, Publicitário e Empresário

* Curitiba, PR (01/05/1934)
+ Rio de Janeiro, RJ (01/03/2008)

Haroldo Andrade Silva, popularmente conhecido por Haroldo de Andrade, foi um locutor, radialista, apresentador de TV, publicitário e empresário brasileiro.

Nascido na capital paranaense, Haroldo de Andrade trabalhou ainda na infância como office-boy no comércio.

Sempre que podia, Haroldo ia aos estúdios do Serviço de Alto-Falantes Iguaçú, localizado na Praça Tiradentes, onde era locutor Vicente Mickosz, com quem fez amizade. Naquela época, tais serviços de alto-falantes anunciavam produtos do comércio local.

Com seu conhecimento junto aos donos de lojas, Haroldo começou a fazer anúncios dos estabelecimentos no microfone. Foi nesta primeira experiência que a boa voz e a dicção muito clara chamou a atenção do público e o fez ingressar na Rádio Clube Paranaense, onde passou a atuar como locutor, apresentando o "Grande Programa RCA Victor", com repertório de músicas clássicas e líricas. Foi nesta época que Haroldo ouviu pela primeira vez o "Concerto Nº 1 Para Piano e Orquestra", do compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky, cuja melodia o encantou.

Haroldo de Andrade aos 17 anos, em Curitiba, com seu primeiro microfone.
Aos 20 anos de idade, resolveu deixar a terra natal e tentar a sorte como radialista na então Capital Federal, o Rio de Janeiro.

Em 1954, começou a trabalhar na antiga Rádio Mauá, cuja frequência era 1060, onde os mesmos predicados que o celebrizaram em Curitiba logo chamaram a atenção do público carioca. Numa época em que o rádio ainda detinha a primazia da popularidade, grandes emissoras possuíam grandes auditórios, onde havia espaço para o público assistir às irradiações. Na Rádio Mauá, a plateia não existia, e logo Haroldo criou uma maneira diferente de permitir a participação do público nas transmissões.

Foi quando lançou o programa "Musifone", em que os ouvintes podiam telefonar para o radialista e pedir músicas, participar de pequenos jogos e concorrer a prêmios. Com isso, Haroldo inaugurou a interatividade no rádio brasileiro, muitos anos antes de esta expressão começar a ser utilizada. A atração logo alcançou o primeiro lugar na audiência.

Com o sucesso do "Musifone", Haroldo chamou a atenção de emissoras maiores. Foi quando a Rádio Globo o contratou, em 1961. Lá, a partir do dia 06/11/1961, Haroldo passou a comandar o programa "Alvorada Carioca", das 06:00 hs às 08:00 hs da manhã, além de continuar apresentando o "Musifone" na parte da tarde.

Em 1962 recebeu seu primeiro prêmio no Rio de Janeiro, o "Microfone de Ouro", na categoria de "Melhor Locutor".

Haroldo de Andrade no auditório do "Programa Haroldo de Andrade" na TV Globo.
No final de 1965 Haroldo passou a se apresentar também na Rádio Eldorado, emissora pertencente ao Sistema Globo de Rádio, comandando pela manhã o "Haroldo, Muniz e a Música", ao lado de Roberto Muniz.

Em 1966 passou a apresentar um programa de televisão na recém-inaugurada Rede Globo. Em "Os Maiorais da Globo", Haroldo de Andrade dividia a tela com os também radialistas Luís de Carvalho, Jonas Garret, Mário Luís Barbato e Roberto Muniz, apresentando as paradas musicais do momento.

No início de 1966 sofreu um acidente automobilístico que lhe deixou sequelas físicas permanentes.

Em 1968 passou a se apresentar na TV Excelsior, onde ganhou um programa exclusivo, o "Haroldo de Andrade Show", com apresentações musicais, jogos e concursos entre artistas. Naquele mesmo ano, estreou um dos quadros que mais celebrizariam o comunicador, o "Bom Dia".

Em 1969 passou a apresentar os shows populares que a Rádio e a TV Globo patrocinavam em comemoração ao Dia do Trabalhador, que caia no mesmo dia de seu aniversário. O primeiro show foi realizado no estádio do Bangu Atlético Clube. A partir de 1970, com o imenso sucesso da iniciativa, os shows passam a serem realizados nos jardins da Quinta da Boa Vista, sempre com audiências superiores a 100 mil pessoas. 1970 também marcou a volta de Haroldo de Andrade à TV Globo, agora com um programa exclusivo.

Jerry Adriani e Haroldo de Andrade no "Programa Haroldo de Andrade" na TV Globo.
No rádio, o grande destaque do "Programa Haroldo de Andrade" passou a ser a mesa de debates, com nomes importantes de diversos campos debatendo o noticiário. Eram os Debates Populares, cujo formato passou a ser copiado por todas as emissoras do Brasil. Foi o auge de seu sucesso no veículo, conquistando liderança absoluta de audiência por mais de 30 anos consecutivos. Isso fez com que o "Programa Haroldo de Andrade" recebesse o prêmio de "Melhor Programa Radiofônico da América Latina" em 1977, no 10° Fórum Internacional de Programação de Rádio. No mesmo ano, a revista norte-americana Billboard apontou Haroldo de Andrade como a "Maior Personalidade No Ar".

Seu público majoritário era composto por donas de casa, aposentados, motoristas de táxi e estudantes. Sua popularidade gerou reações curiosas, como a de uma ouvinte que diariamente esperava o apresentador na porta da Rádio Globo vestida de noiva, pronta para "se casar" com seu ídolo assim que este quisesse. Na mesma entrada da emissora, diariamente, dezenas de fãs e aspirantes à carreira artística também costumavam abordá-lo, em busca de um autógrafo, uma palavra de carinho ou uma chance de divulgação. Foi assim que Haroldo de Andrade foi responsável pelo lançamento das carreiras de vários artistas hoje consagrados.

O sucesso e a liderança de Haroldo de Andrade na Rádio Globo permaneceram inalterados ao longo de mais de quatro décadas, malgrado uma curta passagem pela Rádio Bandeirantes, entre 1982 e 1983.

No final da década de 1990, reformulações no rádio começaram a afetar a posição de Haroldo de Andrade na preferência popular. Foi quando a direção do Sistema Globo de Rádio resolveu nacionalizar a programação da rede. Haroldo de Andrade, que embora tivesse ouvintes em outros estados já era completamente identificado com o público carioca e fluminense, resistiu à ideia de dirigir-se aos públicos de outras localidades. Com isso, a Rádio Globo acabou por demiti-lo em julho de 2002, num episódio doloroso para o velho apresentador.

Paulo Sérgio e Haroldo de Andrade no "Programa Haroldo de Andrade" na TV Globo.
Haroldo de Andrade não foi informado com antecedência da decisão da direção da emissora, e só soube de seu afastamento quando indagou de um funcionário do Departamento Pessoal a razão da não-renovação de seu contrato. Naquele mesmo dia, o "Programa Haroldo de Andrade" saiu do ar, sem que Haroldo pudesse se despedir de seus ouvintes.

Retirado à sua residência no bairro das Laranjeiras e limitado a administrar a sua empresa de marketing, Haroldo de Andrade não se conformou com o fim de seu trabalho. Conversou com algumas outras emissoras, mas não entrou em acordo com nenhuma. Foi quando decidiu abrir a sua própria emissora. Conseguiu adquirir a emissora que funcionava no mesmo "dial" de sua primeira rádio no Rio de Janeiro, o 1060, que em 07/11/2005 passou a se chamar Rádio Haroldo de Andrade.

Reunindo outros comunicadores de sua geração e afastados das grandes emissoras, a Rádio Haroldo de Andrade dedicou sua programação ao Rio de Janeiro e às cidades no entorno metropolitano. Logo, a emissora já alcançava o terceiro lugar geral em audiência entre as rádios AM.

No entanto, dificuldades técnicas e a falta de recursos de propaganda foram derrubando a audiência. A saída da comunicadora Cidinha Campos em um episódio conturbado também minou o crescimento da emissora.

Morte

A partir de 2007, diversos problemas de saúde obrigaram Haroldo de Andrade a se afastar dos microfones. Ele já sofria de diabetes há alguns anos, e passou a padecer também de problemas cardíacos e renais.

Após um breve retorno, a necessidade da colocação de um marcapasso nos últimos dias de 2007, bem como a dependência do tratamento de diálise retiraram novamente Haroldo de Andrade dos microfones.

Em janeiro de 2008, após um tombo em sua casa, Haroldo de Andrade novamente voltou ao hospital. Lá, foi constatada uma gangrena em sua perna, que acabou por ser amputada. A fragilidade do paciente levou a equipe médica que o atendia a colocá-lo em coma induzido, de onde não mais sairia.

Haroldo de Andrade faleceu às 15:00 hs do dia 01/03/2008, exatamente dois meses antes de completar 74 anos de vida, vítima de falência múltipla dos órgãos. Foi enterrado no dia seguinte, ao lado de um de seus oito filhos, no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju.

Sua morte foi notícia em todos os veículos de comunicação do país e ao seu funeral compareceram mais de quinhentas pessoas, entre ouvintes, políticos e artistas. No dia anterior, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia, anunciou que batizaria uma rua da cidade com seu nome. A promessa foi cumprida, com a publicação do Decreto Nº 29061, de 06/03/2008, que batizou como "Largo Haroldo de Andrade" o logradouro situado na Rua do Russel, lado par, próximo à Ladeira de Nossa Senhora, na Zona Sul do Rio de Janeiro e bem próximo ao edifício-sede do Sistema Globo de Rádio. A homenagem, no entanto, não foi concretizada até hoje.

A Rádio Haroldo de Andrade foi extinta em 05/05/2008, com a venda da emissora para o grupo Canção Nova, de emissoras católicas.

Em 19/05/2011, o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou que um conjunto habitacional a ser construído no bairro de Barros Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com recursos do programa federal "Minha Casa, Minha Vida", ganharia o nome de Haroldo de Andrade.

No dia 12/09/2011 foi inaugurado no interior da Estação Glória do Metrô Rio, um busto do radialista. A ideia da homenagem partiu do deputado estadual Paulo Ramos. O autor da obra foi o escultor Edgar Duvivier. No mesmo ano, o escritor e jornalista Victor Grinbaum passou a escrever a biografia do radialista.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Jorgeh Ramos

JORGEH JOSÉ RAMOS
(73 anos)
Ator, Dublador e Locutor

* Recife, PE (03/02/1941)
+ Porto Alegre, RS (01/12/2014)

Jorgeh José Ramos foi um ator, dublador e locutor brasileiro, nascido em Recife, PE. Começou a carreira no teatro aos 16 anos. Na televisão começou no começo dos anos 60 na TV Jornal do Comercio em Recife, PE, participando de tele-teatros, que eram apresentados ao vivo.

Alguns anos depois foi tentar carreira em São Paulo, aonde permaneceu alguns anos e depois foi para o Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro começou a carreira de locutor a pedido de Carlos De La Riva na Peri Filmes, no qual exerceu a carreira até os dias de hoje.

Uma de suas narrações mais famosas são as narrações feitas para o cinema anunciando os filmes de estréia, no qual ele narra desde o final dos anos 70 até os dias de hoje com a famosa frase: "Sexta, nos cinemas!".

Jorgeh Ramos também foi escritor e diretor de peças teatrais, e atualmente tinha um projeto chamado "Gargarullo", que era aberto para todos os tipos de artes cênicas, com o objetivo de ensinar e profissionalizar quem tinha interesse no assunto. O instituto localiza-se no interior do Rio de Janeiro.

Como dublador começou por volta de 1966 quando foi para São Paulo. Trabalhou na extinta Arte Industrial Cinematográfica (AIC São Paulo) por 3 anos, quando mudou-se para o Rio de Janeiro. Lá ele entrou para a TV Cine Som, Peri Filmes e ao mesmo também entrou para direção de dublagem. Entre os locais em que Jorgeh Ramos mais dublou constam também a Herbert Richers e a Tecnisom.

Apesar de Jorgeh Ramos dividir sua vida entre escrever, dirigir peças e locuções, também arrumou tempo para a dublagem, no qual conseguiu atuar tanto na direção quanto na dublagem de personagens.

Entre suas dublagens estão os desenhos como Zé Buscapé em "A Arca do Zé Colméia", Grande Polegar em "Grande Polegar: Detetive Particular", Dom Pixote em "A Arca do Zé Colméia" e "Os Ho-Ho-Límpicos", Robert Hawkins em "Super Choque", Frank Marlon em "Trigun", Jafar em "Aladdin" (Série), Kawara Heitarou em "Samurai Champloo", além de muitos longas-metragens pra Disney como Scar em "O Rei Leão", Psiquiatra em "A Bela e a Fera", narrador dublado originalmente por Roscoe Lee Browne em "Babe, o Porquinho Atrapalhado" e "Babe, o Porquinho Atrapalhado na Cidade", Rothbart em "A Princesa Encantada", Rasputin em "Anastásia", entre tantos outros.

Em filmes fez Peter McCallister interpretado por John Heard em "Esqueceram de Mim I" e "Esqueceram de Mim II - Perdido Em Nova York", Cardeal Richelieu interpretado por Tim Curry em "Os Três Mosqueteiros", Exterminador interpretado por Arnold Scharzenegger na primeira dublagem de "O Exterminador do Futuro", George Banks interpretado por Steve Martin em "O Pai da Noiva", Doutor Sam Litvack interpretado por Steven Gilborn em "Doutor Dolittle", Capitão Patrick Hendry interpretado por Kenneth Tobey em "O Monstro do Ártico", Robert Deguerin interpretado por James Caan em "Queima de Arquivo", Godefroy de Papincourt interpretadopor Jean Reno em "Os Visitantes - Eles Não Nasceram Ontem", Isaak O’Day interpretado por Delroy Lindo em "Romeu Tem Que Morrer", Anthony Bridewell interpretado por Tom Helmore em "A Máquina do Tempo", Frank W. Wead ainda novo interpretado por John Wayne em "Asas de Águia", Jed Clampett interpretado por Jim Varney em "A Família Buscapé", alem de ter feito o ator Gene Hackman em "Julgamento Final", na segunda dublagem de "Sem Saída", entre outros.


Em séries fez a primeira voz do Capitão Benjamin Franklin Pierce "Falcão" interpretado por Alan Alda em "M.A.S.H.", a primeira voz do Senhor John Walton interpretado por Ralph Waite em "Os Waltons", entre outros.

Jorgeh Ramos tinha uma voz muito conhecida tanto nas narrações quanto nos filmes e desenhos. Com esta voz sempre forte e entonada ele marcou gerações. Como um dos grandes profissionais da dublagem no Brasil, Jorgeh Ramos possui uma extensa carreira na dublagem. Muito conhecido, nos últimos anos, por narrar a propaganda de um filme para o cinema, esteve também, por um período curto, no estúdio da Arte Industrial Cinematográfica (AIC São Paulo).

Sua passagem pela AIC data de 1966/1967, onde sempre foi muito requisitado para dublar vilões, cientistas obcecados, etc. É dessa época as suas participações em séries como "Missão Impossível", "Big Valley" e, principalmente, a 2ª temporada de "Viagem Ao Fundo do Mar" onde esteve presente quase em 50% dos episódios. Em todas as suas participações sempre recebia o papel do vilão.

Ao ser lançada no Brasil em dezembro de 1966, a série "Perdidos No Espaço" trouxe um personagem muito diferente: um robô. Uma das maiores sensações da série para a garotada, e Jorgeh Ramos foi escalado para dublá-lo a partir do episódio nº 4, "Terra de Gigantes", indo até o episódio nº 19, "O Fantasma do Espaço", sendo a partir do episódio seguinte, substituído por Amaury Costa. O curioso é que nessa fase de "Perdidos No Espaço", o robô também era meio vilão, uma vez que seguia as ordens do Drº Smith.

Jorgeh Ramos saiu de "Perdidos No Espaço" porque saiu também da AIC, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde participa ativamente como dublador e diretor de dublagem no estúdio TV Cine Som. A série "Os Invasores" reúne, talvez, o maior número de participações, uma vez que o estúdio estava iniciando e possuía um número ainda pequeno de dubladores.

Com o encerramento da TV Cine e Som, Jorgeh Ramos mudou para a Herbert Richers, onde também foi diretor de dublagem e dublou personagens importantes, todos no início da década de 70. São desse período a dublagem de Lee Majoors na série "O Homem de Seis Milhões de Dólares" (primeira voz), assim como a de Ralph White (John Walton) também a primeira voz e diversas participações em filmes e outras séries como, por exemplo, "Columbo".

Os desenhos não ficaram de fora, assim Jorgeh Ramos dublou Dom Pixote em "A Turma de Zé Colméia", "Carangos e Motocas", "Grande Polegar, Detetive Particular", etc.

A partir do final da década de 70, foi convidado a ser o narrador para os traillers dos filmes que seriam exibidos no cinema. Trabalho que ainda realizava.

A dublagem voltou a pedir vilões para os desenhos da Disney. Assim, desde a década de 90 fez diversos, tais como Jafar no desenho "Aladim", e um dos mais inesquecíveis trabalhos, o leão Scar, em "O Rei Leão". Dessa forma, surgiram outros vilões em desenhos para o cinema, como Rasputin em "Anastácia".

Jorgeh Ramos tem mais de 10 mil trailers narrados em português. 

Morte

Jorgeh Ramos faleceu na segunda-feira, 01/12/2014, em Porto Alegre, RS, aos 73 anos. Seu quadro de saúde, que já estava frágil devido a um câncer descoberto há um ano, se agravou com uma pneumonia.

Antes de falecer, ele esperou meses por um transplante de rim em Porto Alegre. Apesar de mal conseguir andar, ele continuava a trabalhar em sua casa.

No Facebook, fãs de Jorgeh Ramos prestaram suas homenagens na página Jorgeh Ramos - A Voz do Cinema.

Indicação: Luiz Carlos (Lucs-DF)

Waldir Amaral

WALDIR AMARAL
(70 anos)
Radialista e Locutor Esportivo

* Andinópolis, GO (17/10/1926)
+ Rio de Janeiro, RJ (07/10/1997)

Waldir Amaral foi um radialista e locutor esportivo brasileiro. Talentoso profissional de comunicação, foi um dos pioneiros na transformação das jornadas esportivas radiofônicas num verdadeiro show. Criou bordões que atravessaram todo o Brasil e tornaram-se referência nacional como "Indivíduo Competente", "O Relógio Marca", e "Tem Peixe Na Rede". Criou também o apelido "Galinho de Quintino" que acompanha Zico até os dias de hoje.

Waldir Amaral iniciou sua carreira na Rádio Clube de Goiânia. No Rio de Janeiro, passou pela Rádio Tupi, Rádio Mauá, Rádio Continental, Rádio Mayrink Veiga, Rádio Nacional e Rádio Globo. Nesta última, por sinal, permaneceu de 1961 a 1983.


Foi Waldir Amaral, ao lado de um dos diretores da Rádio Globo, Mário Luiz, o "criador intelectual" da vinheta "Brasil-sil-sil!", gravada pelo radialista Edmo Zarife durante as eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, para levar a Seleção Brasileira à frente, e que está no ar até hoje.

Waldir Amaral faleceu 10 dias antes de completar 71 anos, vitimado por uma insuficiência coronariana.

Em sua homenagem, a Rua Turf Club, no bairro do Maracanã, passou a se chamar Rua Radialista Waldir Amaral. Rua, aliás, onde se encontra a sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ).

Waldir Amaral foi um locutor original e que soube comunicar como poucos. Narrava pausadamente, com elegância e muito estilo. Foi um dos maiores radialistas esportivos de todos os tempos.

Bordões

Profissional extremamente criativo, Waldir Amaral costumava dizer vários bordões enquanto narrava a partida. Alguns bordões criados por ele:

  • "Tem peixe na rede do..." - Dizia se referindo ao time que levava gol do adversário.
  • "Choveu na horta do..." - Dizia se referindo ao time que fazia gol no adversário.
  • "É fumaça de gol" - Dizia quando surgia uma oportunidade de gol: "Aproxima-se da área, é fumaça de gol..."
  • "Caldeirão do Diabo" - A grande área: "Vai cruzar no caldeirão do Diabo!"
  • "Indivíduo competente" - Quem fazia o gol: "Indivíduo competente o Zico!"
  • "Deeeeez, é a camisa dele!"
  • "O visual é bom, Roberto tem bala na agulha!" - Quando o jogador ia bater uma falta.
  • "Estão desfraldadas as bandeiras do Botafogo" - Dizia logo após o gol.
  • "Deixa comigo" - Dizia logo após a vinheta do seu nome.
  • "O relógio marca" - Dizia quando dava o tempo de jogo.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Lúcia Helena

IZILDA RODRIGUES ALVES
Radialista e Locutora

* Franca, SP

Izilda Rodrigues Alves nasceu em Franca, SP, onde começou a trabalhar na rádio local. 

Em 1941 foi para o Rio de Janeiro e, após um teste com Victor Costa, passou a ocupar o cargo de locutora.

Izilda Rodrigues Alves foi para o Rio de Janeiro em 1941 e não demorou a ser contratada pela Rádio Nacional. O Brasil inteiro ficava empolgado quando ela anunciava com sua voz bonita e marcante.

"O rádio teatro Colgate Palmolive, apresenta, mais um capítulo da novela O Direito de Nascer!"

Foi locutora de todas as novelas e da maioria dos programas que a Rádio Nacional transmitiu a partir de 1942. Ficou conhecida pela locução que fazia no Programa Francisco Alves, levado ao ar ao meio-dia dos domingos.

Voz padrão de várias emissoras do Rio de Janeiro, apesar de toda badalação em torno de seu nome, ela nunca misturou a vida particular com a profissão. Reservada e discreta, era uma mulher polida e compenetrada.

Lúcia Helena escreveu vários programas entre os quais "Boa Tarde, Madame", "Rei da Voz" e "Sala de Visitas".

Durante a Segunda Guerra Mundial, transmitiu diretamente para a Europa o programa da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e da Legião Brasileira de Assistência (LBA), com leitura de mensagens aos expedicionários brasileiros.

Lúcia Helena abriu escola para outras mulheres que surgiram depois dela como Virgínia de Morais, Nilza Magrassi, Lita Romani, entre outras. Ela nunca deixou de encabeçar a lista das preferidas. Aos domingos, durante longos anos, apresentou um programa de alcance nacional, onde entonava bem alto que se apresentariam Francisco Alves, o rei, e Dalva de Oliveira, a rainha das vozes.

Lúcia Helena era um patrimônio da Rádio Nacional e ela teve uma profunda tristeza quando a emissora passou a integrar o Sistema Rádiobras, eliminando os programas de auditório e as rádio novelas.

Além de locutora, Lúcia Helena era novelista. Produziu o "Grande Teatro das Sextas-Feiras", programação que apresentava semanalmente peças famosas, radiofonizadas por ela.

Francisco Alves e Lúcia Helena
Canção da Criança

A Casa de Lázaro tornou-se conhecida na sociedade brasileira em 1952, quando o seu antigo coral, formado pelas suas crianças, participou da gravação do grande sucesso "Canção da Criança" composta e interpretada por Francisco Alves, que entrou para a história da Música Popular Brasileira como o "Rei da Voz". A letra da música é de René Bittencourt e foi gravada em 03/09/1952, com objetivo altruísta, pois toda a arrecadação com a venda do disco foi doada em favor daquela instituição de caridade.

Francisco Alves não chegou a ouvir a gravação de "Canção da Criança", pois morreu dias depois, em 27/09/1952, num acidente automobilístico na Via Dutra, SP, quando voltava para o Rio de Janeiro. Na saída do caixão do local onde seu corpo foi velado, as crianças da Casa de Lázaro, despediram-se do "Rei da Voz", cantaram a "Canção da Criança", o que levou à intensa emoção e às lagrimas a multidão de fãs e admiradores que ali estavam para prantear o seu ídolo.

A música passou depois a ser cantada em escolas, principalmente no Dia da Criança. A declamação que antecede o início da melodia foi feita pela locutora Lúcia Helena. Sua voz tornou-se famosa e inconfundível porque apresentava o Chico Viola, no seu programa dominical ao meio-dia na Rádio Nacional. A abertura do programa virou na época uma marca registrada: 

"Ao soar o carrilhão das doze badaladas, ao se encontrarem os ponteiros no meio do dia, os ouvintes da Rádio Nacional também se encontram com Francisco Alves, o Rei da Voz!"

Logo em seguida, Francisco Alves começava o programa.



Canção da Criança

Declamação de Lúcia Helena:

"Brincando marcha o menino de hoje. Lutando marhará o menino de amanhã. Crianças despreocupadas desse Brasil-Menino, cujas glórias hão de colher os homens grandes que dominarão o Brasil-Gigante, esse Brasil grandioso que eu canto, que as crianças da Casa de Lázaro felizes cantarão, numa esperança de vitórias e de alegrias!"

Criança feliz, que vive a cantar
Alegre a embalar seu sonho infantil!
Ó meu bom Jeus, que a todos conduz
Olhai as crianças do nosso Brasil!

Crianças, com alegria,
Qual um bando de andorinhas
Viram Jesus que dizia:
Vinde a mim as criancinhas!
Hoje dos céus num aceno
Os anjos dizem: Amém!
Porque Jesus Nazareno
Foi criancinha também.

Fonte: Almanaque da Rádio Nacional, M.I.S. Franca e Verboso

Osmar de Oliveira

OSMAR PEREIRA SOARES DE OLIVEIRA
(71 anos)
Médico, Jornalista e Locutor Esportivo

* São Paulo, SP (20/06/1943)
+ São Paulo, SP (11/07/2014)

Osmar Pereira Soares de Oliveira foi um médico, jornalista e locutor esportivo brasileiro. Foi comentarista esportivo no programa "Jogo Aberto" e no "Terceiro Tempo". Comentou também algumas transmissões de futebol e outros esportes da Rede Bandeirantes.

Enquanto fazia o curso de medicina na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), no Campus Sorocaba, escrevia no jornal Cruzeiro do Sul e participava dos programas esportivos da Rádio Cacique. Em 1966 passou a ser redator da revista do Sport Club Corinthians Paulista e ao mesmo tempo do Jornal Coringão.

Durante o curso de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero em São Paulo, foi convidado por Roberto Petri para trabalhar na TV Gazeta e na Rádio Gazeta em 1978, durante a Copa do Mundo da Argentina. Era narrador de TV, comentarista da rádio e participava da Mesa Redonda com Roberto PetriMilton Peruzzi, Zé Italiano, Peirão de Castro, Rubens Pecci, Dalmo Pessoa, José Silveira, Geraldo Blota e Sérgio Baklanos.

Formou-se em jornalismo em 1979, em 1980 passou a ser locutor da TV Globo e depois de três anos foi para a TV Bandeirantes, tendo sido o primeiro narrador do "Show do Esporte" na equipe de Luciano do Valle que tinha ainda Juarez Soares, Jota Jr., Elia Jr., Eli Coimbra, Luiz Ceará, Eduardo Savóia, dentre outros.


Em 1986, convidado por Sílvio Santos, foi para o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) para comandar a equipe de esportes que tinha Juca Kfouri como comentarista e Jorge Kajuru como repórter.

Após a Copa do Mundo do México, voltou para a Rede Bandeirantes para cobrir os Jogos Olímpicos de Seul e em seguida passou a chefiar em São Paulo a equipe de esportes da TV Manchete, onde trabalhou com João Saldanha, Paulo Stein, Márcio Guedes, Alberto Léo, Antonio Pétrin, José Carlos Conti e Mariana Godoy.

Em 1992, retornou ao SBT ao lado de Juarez Soares, Orlando Duarte, Silvio Luiz, Luiz Alfredo, Oscar Ulisses, Nivaldo Prieto, Eli Coimbra, Antônio Petrin, entre outros profissionais.

Em 1999 trabalhou na PSN, emissora americana de canal fechado no Brasil e em 2000 teve rápida passagem pela TV Cultura no programa "Cartão Verde", junto com Juarez Soares e Flávio Prado. No mesmo ano começou seus trabalhos na TV Record, como locutor, comentarista e apresentador.

Ficou 7 anos nos programas "Debate Bola" e "Terceiro Tempo" comandados por Milton Neves.

Em agosto de 2007 foi convidado a voltar para a Rede Bandeirantes.


Morte

Osmar de Oliveira morreu na sexta-feira, 11/07/2014, aos 71 anos. A informação foi confirmada pelo Hospital AC Camargo, de São Paulo, onde o comentarista estava internado após cirurgia para a retirada de um tumor na próstata.

De acordo com informações do site da Band, emissora na qual Osmar de Oliveira trabalhava atualmente, o irmão dele, César de Oliveira, que também é médico, disse que a morte aconteceu às 18:15 hs em decorrência de uma parada cardíaca.

De acordo com o familiar, a parada cardíaca aconteceu após uma complicação de uma hemorragia que aconteceu em um acidente no qual, há um mês, a sonda que ele usava se prendeu e afetou a bexiga.


Maurício Torres

MAURÍCIO THOMÉ TORRES
(43 anos)
Apresentador de TV e Locutor Esportivo

* Rio de Janeiro, RJ (14/02/1971)
+ São Paulo, SP (31/05/2014)

Maurício Thomé Torres foi um apresentador de televisão e locutor esportivo brasileiro. Trabalhou no Sistema Globo de Rádio e na década de 1990 narrava jogos para os canais Globosat.

Em 1996 entrou para a TV Globo, onde fazia as transmissões esportivas e apresentava o bloco esportivo do "Bom Dia Brasil", e eventualmente o "Globo Esporte", além do "Espaço Aberto Esporte", da GloboNews.

Em 2005 recebeu convite e foi para a TV Record, onde narrou, apresentou programas esportivos na emissora e participou das transmissões esportivas do "Esporte Fantástico" e "Esporte Record News", na Record News. Ele estreou na partida entre Brasil X Colômbia, válida pela fase final do Torneio Sul-Americano Sub-17, disputado na Venezuela. No mesmo ano participou dos programas "Terceiro Tempo" e "Debate Bola".

Mauricio Torres também esteve na equipe olímpica da TV Record nos Jogos de Inverno de Vancouver (2010), nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (2011), na Olimpíada de Londres (2012) e nos Jogos de Inverno de Sochi (2014).

Cláudia Reis, Maurício Torres e Mylena Ciribelli
Atualmente apresentava o "Esporte Fantástico" ao lado de Mylena Ciribelli e Cláudia Reis.

Ao receber o convite da TV Record, Maurício Torres não pensou duas vezes antes de mudar de emissora. Estava muito empolgado com os investimentos do canal. Além do caminho aberto para ser o narrador principal, pesou também a proposta financeira, muito superior a da TV Globo.

Em 2010, esteve em Vancouver, no Canadá, para a cobertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, evento que a TV Record transmitiu com exclusividade.

Em 2011 narrou os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e participou da cobertura da emissora na Olimpíada de Londres, em 2012, como principal narrador da casa.

Tinha como ídolos Galvão Bueno e Luciano do Valle, e revelou que se não fosse jornalista, seria advogado.


Morte

Maurício Torres morreu em 31/05/2014, aos 43 anos, após ficar internado durante um mês desde 01/05/2014 no Hospital Sírio-Libanês, depois de ter passado mal num voo entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Ao desembarcar desse voo na capital paulista, ele foi levado para o referido hospital, onde ficou constatada arritmia cardíaca. O quadro sofreu uma piora após infecção pulmonar que não regrediu com o tratamento, levando-o a óbito.

Maurício Torres foi enterrado no domingo, 01/06/2014, no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. A família não autorizou a divulgação do horário do sepultamento para evitar aglomeração e a cerimônia aconteceu apenas com a presença de familiares e amigos.

Maurício Torres deixou esposa e uma filha de oito anos.

Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lamentou a morte do narrador e determinou uma homenagem a ele.

"O presidente da CBF José Maria Marin manifesta os pêsames à família do jornalista e determina à Comissão de Arbitragem que proceda à observância de um minuto de silêncio nos jogos do Campeonato Brasileiro deste domingo", informou a entidade no comunicado.

A morte de Maurício Torres causou comoção nas redes sociais. Jornalistas e companheiros manifestaram seu pesar. A TV Record também emitiu uma nota oficial na qual externou sua tristeza:

"A Rede Record lamenta profundamente a morte de seu apresentador e narrador esportivo Mauricio Torres."


Principais Eventos

  • 1996 - Jogos Olímpicos (Atlanta, Estados Unidos)
  • 1997 - Mundialito de Futebol de Areia (Figueira da Foz, Portugal)
  • 1998 - Copa do Mundo (França)
  • 1999 - Jogos Panamericanos (Winnipeg, Canadá)
  • 2000 - Jogos Olímpicos (Sydney)
  • 2001 - Decisões da Liga Mundial de Voleibol
  • 2002 - Copas do Mundo (Coréia do Sul e no Japão)
  • 2003 - Decisões da Liga Mundial de Voleibol
  • 2003 - Jogos Panamericanos (Santo Domingo, República Dominicana)
  • 2004 - Jogos Olímpicos (Atenas)
  • 2007 - Jogos Panamericanos (Rio de Janeiro, Brasil)
  • 2009 - Grand Slam de Judô
  • 2010 - Jogos de Inverno de Vancouver
  • 2011 - Jogos Panamericanos (Guadalajara, México)
  • 2012 - Jogos Olímpicos (Londres)
  • 2014 - Olimpíadas de Inverno (Sochi, na Rússia)

Fonte: Wikipédia e UOL