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Luiz Gasparetto

LUIZ ANTÔNIO ALENCASTRO GASPARETTO
(68 anos)
Psicólogo, Médium Psicopictográfico, Escritor e Locutor

☼ São Paulo, SP (16/08/1949)
┼ São Paulo, SP (03/05/2018)

Luiz Antônio Alencastro Gasparetto foi um psicólogo, médium psicopictográfico, escritor e locutor brasileiro.

Luiz Gasparetto nasceu no Bairro do Ipiranga, São Paulo, em 16/08/1949, em uma família de imigrantes italianos. Seus pais, Aldo e Zíbia Gasparetto, educaram-no dentro da Doutrina Espírita, que os permitiram entender as preliminares capacidades mediúnicas da criança.

Aos 13 anos, os biógrafos anotam que Luiz Gasparetto teria pintado um belo quadro que havia sido influenciado pelo espírito de Claude Monet. Com tal demonstração, foi levado até o famoso Chico Xavier que lhe deu certas instruções e que lhe deu o nome de vários espíritos que pintavam por seu intermédio.

Elsie Dubugras levou-o a uma viagem de dois meses pela Europa, onde Luiz Gasparetto passou a assinar quadros com os nomes de Renoir, Da Vinci, Rembrandt, Toulouse-Lautrec, Modigliani, Picasso, Monet, entre outros.

Disse numa entrevista, já adulto:
"As pessoas pensam que quando você morre, você se transforma, mas isto não é verdade, permanecemos os mesmos: apenas evoluímos com base nas experiências que fizemos… No entanto, na dimensão em que eles [os pintores falecidos] estão, eles se apresentam diferentes na forma física. Toulouse-Lautrec, por exemplo, quando se aproxima de mim, não tem nenhum problema nas pernas. Parece-me uma pessoa muito alegre e cheia de humor."
Luiz Gasparetto obteve reputação mundial no final da década de 1970 e durante quase toda a década de 1980 por excursionar a Europa com Elsie Dubugras a fim de mostrar os trabalhos que, supostamente, famosos artistas plásticos realizavam através de sua mediunidade.

Durante a década de 1980, rompeu com a Doutrina Espírita e empenhou-se em projetos ligados à psicologia, auto-ajuda e espiritualidade, escrevendo livros e ministrando cursos com o objetivo do desenvolvimento do ser.

Em 2009, realizou algumas pinturas mediúnicas em seu Espaço Vida e Consciência.

A partir de 2010, manteve suas atividades ligadas à Nova Era com uma literatura metafísica e com a criação do Teatro de Auto-Ajuda ampliando, também, seu veículo de comunicação com o público através das mídias digitais como site pessoal, aplicativo, página no Facebook e canal oficial no Youtube.

Seu último vídeo foi compartilhado na sua página do Facebook no dia 20/04/2018, 13 dias antes de sua morte.

Durante quase três anos foi apresentador de televisão do programa "Encontro Marcado" da RedeTV!, que propunha ajudar casos comuns em família ou sociedade. Tinha estreado na televisão, porém, em 1987, com o programa "Terceira Visão", na TV Bandeirantes, programa idealizado pelo espírita Augusto César Vannucci.

Espaço Vida e Consciência

O descontentamento com o que acreditava ser uma tradição imutável, levou-o, afinal, a conjugar dois caminhos trilhados a princípio de forma independente: A carreira profissional e o exercício da atividade mediúnica. Formado em psicologia e tendo frequentado alguns cursos no Instituto Esalen, nos Estados Unidos, um dos centros mais famosos de irradiação das chamadas terapias alternativas, acabou redefinindo o rumo de sua carreira.

A criação do Espaço Vida e Consciência, na década de 1990, definiu essa nova etapa. A partir de então, distanciando-se da prática clínica convencional e da moral espírita cristã, as suas atividades passaram a integrar o chamado circuito "neoesotérico", através da promoção de cursos, palestras e workshops com temas relativos à espiritualidade, à saúde e a problemas que envolvem as relações cotidianas - afetivas, familiares e de trabalho.

Por mais de uma década, as suas atividades espiritualistas mantiveram-se em paralelo àquelas desenvolvidas no centro espírita dirigido por sua família. Gradativamente, porém, também as atividades deste último começaram a ser modificadas. O distanciamento começou com a mudança de sua denominação para Centro de Desenvolvimento Espiritual Os Caminheiros, mais adequada às práticas terapêuticas que passou a desenvolver, e que fogem ao repertório espírita, como o "passe com luzes" (prática que associa o passe espírita à cromoterapia) e sessões de "visualização criativa". Oriundas do universo das terapias alternativas, essas técnicas introduzem a abordagem de questões psicológicas.

O passo seguinte, envolvendo o fechamento do centro em 1995, marcou o rompimento definitivo da família Gasparetto com a Doutrina Espírita, principalmente no que se refere ao exercício da mediunidade como prática de doação.

Desde meados da década de 1980 os livros de Zíbia e Luiz Gasparetto passaram a ser editados por uma editora de propriedade da família, transferindo-se assim a renda das atividades filantrópicas para a apropriação pessoal dos direitos autorais.

Uma vez fechado o centro Os Caminheiros, a entidade Calunga teria passado a protagonizar cursos e palestras no Espaço Vida e Consciência, que, como as demais atividades ali desenvolvidas, se destinam a grandes plateias e são pagos.

O Espaço Vida e Consciência teve o nome alterado para Espaço da Espiritualidade Independente.

De modo geral, as suas atividades se desenvolveram em clima de espetáculo, seus cursos, palestras e shows não deixam de ter feições próprias, combinando técnicas de terapia com encenação, improvisação retórica e referências que remetem a uma espiritualidade difusa. Engraçado, histriônico, Luiz Gasparetto era dono de uma extraordinária habilidade de comunicação e de sedução, tinha carisma e sua forma descontraída o identificava rapidamente com seu público.

Luiz Gasparetto construia com facilidade sua linha de pensamento, interagindo diretamente com a plateia, jogando com a ironia, a surpresa, o medo do ridículo, criando um ambiente descontraído e divertido à medida que se constroem, em geral por meio de diálogos imaginários, os estereótipos que retratam o público: A dona de casa, os filhos, o marido, a sogra, a vizinha, o chefe, a colega de trabalho, etc.

Mídia

Terceira Visão: Na década de 80 apresentou pela Rede Bandeirantes de Televisão o programa "Terceira Visão", engendrado pelo então conhecido diretor e produtor de televisão, Augusto César Vannucci.

Encontro Marcado: Em 2005, a RedeTV! concedeu-lhe um programa de auditório onde apresentava um jogo de ideias e confrontação. No programa, decidia o rumo e a solução que seria aplicada em cada caso de problema espiritual ou emocional, com base nas respostas que obtém de cada um dos seus entrevistados. O programa acabou em 2008.

Revista Ana Maria: Costumava semanalmente ter uma coluna na revista "Ana Maria" com textos motivacionais, porém essa coluna se encerrou em 19/04/2011.

Rádio Mundial: Desde 1989 apresentava o programa "Gasparetto Conversando Com Você" na Rádio Mundial. No início diário, depois semanal (as quartas-feiras), porém este programa acabou em agosto de 2014.

No início dos anos 2000 fundou a Cia das Luzes, com frequentadores do Espaço Vida e Consciência. Essa Companhia de amadores desenvolvia espetáculos grandiosos que misturavam teatro, dança e música, roteirizados pelo próprio Luiz Gasparetto.

Entre os espetáculos estão "É do Babado", "Mama Mia Brasil", "Calunga Um Espírito de Luz", "Para Viver Sem Sofrer", "Concerto Para Uma Alma Só", "Babalu", "Infinito", "Infinito 2", "Onde Reencarnar é Uma Lei", "Faça Dar Certo", "Bion o Circo das Mascaras", entre outros.

Doutrina Espírita

Tendo se dedicado inicialmente à Doutrina espírita, Luiz Gasparetto redefiniu o curso de sua trajetória religiosa na década de 1980. O marco inicial desse processo remonta à década anterior, período em que realizou uma série de viagens ao exterior com o objetivo de conhecer melhor outras doutrinas espiritualistas. Estas viagens lhe propiciaram o contato com novas ideias e práticas religiosas e espiritualistas, além da observação de outros valores e formas de se praticar a mediunidade. De volta ao Brasil, passou a manifestar publicamente suas opiniões acerca da prática da Doutrina Espírita tradicional.

A crítica de Luiz Gasparetto ao Espiritismo refere-se ao "moralismo espírita" derivado da tradição do Catolicismo no Brasil que, segundo ele, inibe a discussão sobre sexo ou dinheiro em meios espíritas. Segundo Luiz Gasparetto: "Em sociedades liberais como os Estados Unidos, por exemplo, as coisas são mais abertas e existe a possibilidade de se entender e discutir abertamente essa etapa da vida que, no nosso país, se vê escondida pela falsa moralidade."

Luiz Gasparetto via na postura conservadora da Doutrina Espírita um meio de transmitir uma mensagem libertadora que não possui maior chance de aproveitamento em seus ensinamentos porque os espíritos são contundentemente crentes nas normas católicas.

Para ele, o Kardecismo "é muito antiquado [...] não sai daquela caminhada, sempre igual: não muda o jeito do passe, não muda a forma de tratamento, não se conhece nada de energia eletromagnética [...]"

Críticas da mesma ordem são dirigidas às obras publicadas pelo francês Allan Kardec, as quais, segundo ele, são ultrapassadas: "Quando digo que sou kardecista é por causa da pesquisa, do questionamento, da comparação, da busca e do método utilizado por Kardec [...] Agora, o conteúdo é coisa de época [...]"

Seu Trabalho

Com a transferência formal da direção do Centro para Luiz Gasparetto, mudanças foram sendo implementadas no ritual da Casa. O processo foi sinalizado pela mudança da tutela da casa, cujo dirigente-espiritual passou a ser a entidade Calunga, que se apresenta como Exu, figura que remete ao universo da Umbanda, personagem excluído do panteão espírita cujos "guias espirituais" - pintores e escritores brasileiros e estrangeiros e, dentre os profissionais liberais, especialmente médicos, oriundos do meio erudito.

Na década de 90 foram introduzidas novidades no campo dos estudos, além das atividades tradicionais - ensino da doutrina e escola de desenvolvimento mediúnico -, passou-se a promover palestras semanais realizadas por profissionais convidados, que abordavam temas que remetiam ao universo neoesotérico: Ufologia, astrologia, tarot, cristais, etc.

Paralelamente, Luiz Gasparetto ministrava um curso denominado Vida e Consciência onde introduzia as técnicas de auto conhecimento, visando que as pessoas fossem seus próprios terapeutas.

Luiz Gasparetto também passou a dar palestras para grandes públicos, os famosos domingões, realizados em teatros como o Parque Anhembi e posteriormente passaram a ser ministradas em espaço próprio no formato de cursos rápidos, em média de quatro aulas semanais sempre voltados aos temas da auto-ajuda.

Em 2007 teve início o projeto Filhos da Luz, idealizado por Calunga, introduzindo práticas da auto-ajuda com guias que têm como referência a Umbanda, porém, não implicando neste caso a adesão a prescrições rituais e doutrinárias desse sistema religioso.

Sua condição de outsider do panteão Espírita serve à ritualização do afastamento da tradição Espírita, autorizando, dessa forma, a incorporação de ideias e de práticas de outros sistemas simbólicos, seculares e/ou religiosos.

Ao longo dos anos foram se apresentando novos guias desencarnados como Tibirias, Pai João, Naná, Mauá e sua equipe (Inácio de Loyola, John Rockfeller, Rei Salomão, Rei David, Lourenço Prado, Thomas More, Allan Kardec, entre outros) e Mestre Lee, que fazem parte do Colegiado Filhos da Luz.

Em 2012 lançou seu site pessoal e um aplicativo para download que exibe mensagens em vídeo diárias.

Em 2014 lançou seu canal oficial no Youtube e sua página oficial no Facebook.

Luiz Gasparetto é um dos fundadores e mantenedores da ONG Pró-Cães.

Morte

Em fevereiro de 2018, Luiz Gasparetto revelou que havia sido diagnosticado com câncer de pulmão e veio a falecer no dia 03/05/2018, em decorrência da doença.

O velório aconteceu no dia seguinte, no Cemitério Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes, onde foi realizada também a cremação do corpo.

Livros Publicados
Todos publicados pela Editora Vida e Consciência
  • 1991 - Atitude
  • 1992 - Se Ligue Em Você
  • 1992 - Se Ligue Em Você (Infantil)
  • 1993 - Essencial (Livro de bolso)
  • 1994 - Faça Dar Certo
  • 1994 - Se Ligue Em Você 2 (Infantil)
  • 1995 - Calunga - Um Dedinho de Prosa
  • 1995 - Se Ligue Em Você 3 (Infantil)
  • 1996 - Prosperidade Profissional
  • 1997 - A Vaidade De Lolita (Infantil)
  • 1997 - Amplitude 1 - Você Está Onde Você Se Põe
  • 1997 - Amplitude 2 - Você É Seu Carro
  • 1997 - Amplitude 3 - A Vida Lhe Trata Como Você Se Trata
  • 1997 - Calunga - Tudo Pelo Melhor
  • 1998 - Amplitude 4 - A Coragem De Se Ver
  • 2000 - Calunga - Fique Com A Luz...
  • 2000 - Conserto Para Uma Alma Só
  • 2000 - Metafísica Da Saúde (Sistemas Respiratório e Digestivo) Vol. 1
  • 2001 - Metafísica Da Saúde (Sistemas Circulatório, Urinário e Reprodutor) Vol. 2
  • 2002 - Para Viver Sem Sofrer
  • 2003 - Metafísica Da Saúde (Sistemas Endócrino e Muscular) Vol. 3
  • 2007 - Calunga - Verdades Do Espírito
  • 2008 - Metafísica Da Saúde (Sistema Nervoso) Vol. 4
  • 2010 - Revelação Da Luz E Das Sombras
  • 2011 - Afirme E Faça Acontecer
  • 2013 - Calunga - O Melhor Da Vida
  • 2015 - Gasparetto Responde!
  • 2015 - Calunga Revela - As Leis Da Vida
  • 2015 - Metafísica Da Saúde (Sistema Ósseo e Articular) Vol. 5
  • 2016 - Fazendo Acontecer!
  • 2017 - O Corpo Seu Bicho Inteligente

Fonte: Wikipédia

João Marques

JOÃO MARQUES
(84 anos)
Locutor

☼ (1933)
┼ Brasília, DF (25/08/2017)

João Marques foi um dos grandes locutores do país e do início do rádio em Brasília.

João Marques mudou-se do Rio de Janeiro para Brasília em 1961 e passou por diversas emissoras, como a Rádio Nacional, Rádio Educadora, Rádio Alvorada e a Rádio Senado, onde atuou até 2009.

João Marques apresentou o Jornal do Senado, dentro do programa "A Voz do Brasil", pela primeira vez em 1974. Ficou 35 anos como titular do posto. Com a criação da Rádio Senado, em 1997, liderou o time de locutores da emissora. Também emprestou sua voz marcante a diversos programas premiados da Rádio Senado, como o "Brasil 500 Anos".


O primeiro diretor da Rádio Senado, Silvio Hauagen, lembra que João Marques foi o responsável pela primeira transmissão da emissora, em 29/01/1997:
"O João Marques foi a primeira voz a surgir na programação da Rádio Senado. João Marques é um nome que dispensa maiores comentários, conhecido nacionalmente. Não há quem desconheça a voz do João Marques."
Tendo se aposentado em 2003 como servidor efetivo do Senado, não demorou muito para que João Marques voltasse a comandar "A Voz do Brasil", desta vez como terceirizado. O afastamento definitivo só veio mesmo em 2009, com a realização de concurso público na área de locução para a Rádio Senado. Naquela ocasião, João Marques saudou os novos locutores concursados que tomavam posse.
"Gente, vocês estão fazendo a partir de agora aquilo que eu sempre sonhei, ser locutor de rádio. Eu agradeço muito a Deus por ter tido essa oportunidade nessa empreitada. Parabéns!"
João Marques e o operador Wellington Araújo na Rádio Senado FM, 2000.
Morte

João Marques faleceu na sexta-feira, 25/08/2017, aos 84 anos. Ele estava internado por conta de uma pneumonia e teve um infarto. João Marques deixou esposa e quatro filhos.

O velório de João Marques aconteceu no sábado, 26/08/2017, a partir de 12h00 no cemitério Campo da Esperança, Capela 6 e o sepultamento às 17h00, em Brasília, DF.

A diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado (SECOM), Angela Brandão, lamentou o falecimento do locutor em nota de pesar e registrou sua contribuição como servidor e locutor da emissora:
"Mesmo aposentado do Senado Federal, João Marques continuou trabalhando na Casa até 2009, exercendo sempre com brilhantismo e competência a apresentação de programas jornalísticos e culturais. Uma personalidade inteligente, afável e gentil, Joãozinho, como era carinhosamente chamado pelos colegas, vai deixar uma saudade enorme em todos aqueles que tivemos a oportunidade de com ele conviver. É uma perda irreparável para o Rádio no Brasil."

Indicação: Miguel Sampaio

Bambina Bucci

BAMBINA BUCCI
(88 anos)
Locutora, Rádio-Atriz, Produtora de Programas, Política e Umbandista

☼ Batatais, SP (10/06/1920)
┼ Rio de Janeiro, RJ (07/06/2009)

Banbina Bucci  foi uma locutora, rádio-atriz, produtora de programas, política e umbandista brasileira, descendente de italianos, nascida em Batatais, SP, no dia 10/06/1920.

Viúva de Atila Nunes Pereira, de quem se tornou braço direito e companheira inseparável na década de 40, em 1948 nasceu seu único filho, Átila Nunes Filho, deputado desde 1970, maciçamente votado pelos umbandistas.

Inteligência viva, temperamento nervoso, agitado, Bambina Bucci fez o ginasial no Rio de Janeiro, completou seus estudos na terra bandeirante e diplomou-se na Escola Normal de sua terra natal.

Ingressou no rádio em 1940. Locutora, rádio-atriz, produtora de programas, umbandista convicta e dotada de grande facilidade de escrever, produziu dezenas de preces e poemas, destacando-se "Mensagem da Fé", "Oração do Enfermo", "Prece ao Alto", "Mensagem de Oxalá", "Prece do Cruzeiro das Almas", "Oração à Mãe de Jesus", "Gratidão", "Creio em Deus", "Meditação", "Procura a Tua Luz", "Oração dos Cegos", "Caboclo da Mata", "Sete Penas Brancas", "Mensagem de Lázaro" e "Prece do Presidiário".

A metapsíquica sempre exerceu grande fascínio sobre Bambina Bucci que, possuindo dons extraordinários de vidência-auditiva, prestou bons serviços aos que a procuravam imbuídos de fé. Grande parte de sua vida foi dedicada ao estudo do sobrenatural e dos fundamentos do espiritismo em todas as suas formas, principalmente no que tange ao culto religioso da Umbanda. Seu espírito de curiosidade, entretanto, levou-a a voltar, também, suas atenções ao esoterismo e até mesmo ao agnosticismo, doutrina que declara o absoluto inacessível ao espírito humano.

Vereadora eleita e reeleita por 16 anos para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, autora de dezenas de leis municipais que garantiram a igualdade religiosa, Bambina Bucci produziu e apresentou durante três décadas o "Programa Melodias de Terreiro", o mais antigo programa do rádio brasileiro, hoje produzido e apresentado pelo seu filho, o deputado Átila Nunes Filho e pelo seu neto, Átila Nunes Neto, na Rádio Metropolitana AM 1090, do Rio de Janeiro, podendo ser acessado na primeira rádio web de Umbanda do Brasil: a Rádio Melodias de Terreiro.

Indicação: Miguel Sampaio

Waldir Vieira

WALDIR GOMES VIEIRA
(41 anos)
Radialista e Locutor

☼ São Fidélis, RJ (31/05/1944)
┼ Rio de Janeiro, RJ (13/11/1985)

Waldir Gomes Vieira foi um radialista e locutor brasileiro nascido em São Fidélis, RJ, no dia 31/05/1944. Filho de Antonio Vieira e Ana Lina Gomes Vieira. De um simples varredor ao maior Locutor do Brasil. Waldir Vieira dizia: "Não gosto de gênios, meu programa é povão!".

Waldir Vieira tinha um programa na Rádio Globo do Rio de Janeiro, entre as décadas de 1970 e 1980, das 13h00 às 17h00, e também nas manhãs de domingo, no qual conversava com ouvintes, pelo telefone, e desafiava-os com uma charada. Os quadros fixos eram "As Canções do Rei Roberto Carlos", onde uma carta sorteada contava a história de um ouvinte envolvendo uma música do Roberto Carlos, e a "Carta da Vovó".

O jingle do programa era "Waldir Vieira é um cara tão legal! Na Rádio Globo ele é sensacional!".

Waldir Vieira começou a trabalhar aos 13 anos de idade e em 1968 mudou-se para o Rio de Janeiro deixando a Rádio São Fidélis, para percorrer praticamente todas as emissoras cariocas. Trabalhou como assistente de Haroldo de Andrade até conseguir um horário para o seu programa na Rádio Globo.

Muito curioso é que Waldir Vieira entre os quadros fixos de seus programas criou "O Quebra Cuca", onde o ouvinte podia dizer qual o quadro mais chato que ele apresentava. Isso não era comum nos programas de rádio, mas ele sempre queria saber a audiência do seu horário.

Entre as atrações fazia também o "Onde Anda Minha Gente", e nesse quadro descobriu que neste país tinha muita gente que não sabia onde andavam seus pais, parentes, irmão ou amores. Através de cartas conseguiu o reencontro de duas irmãs que não se viam há 68 anos e foi emocionante.

Nutrição era também um assunto discutido por Waldir Vieira que, com o auxilio de uma nutricionista, respondia às cartas de donas-de-casa, num diálogo bem informal.

"Não gosto de gênios no meu programa, pois é um perigo, gosto de pessoas que se comunicam diretamente com o seu público, que é o povão", dizia o radialista.

Waldir Vieira foi casado com Ângela sua fã número um e com quem teve dois filhos, Luciano e LinaWaldir Vieira dizia ser um homem realizado tanto na profissão quanto no casamento.

Silvinho Barbosa, Sérgio Barbosa, Waldir Vieira, Gilbert O'Sullivan e Marcos Bissi - Estúdio A Rádio Globo, RJ.

Em uma entrevista, Waldir Vieira  falou sobre o seu programa que era líder de audiência:

"No meu programa nada é premeditado. As coisas vão acontecendo na hora e no momento exato e acho que esta é a verdadeira fórmula do sucesso que alcancei. O dia inteiro recebo telefonemas de donas-de-casa, que dão uma opinião sincera sobre a programação, e o que nós fazemos é sempre de acordo com a vontade do público. Há pouco tempo, por exemplo, tiramos do ar o quadro 'Eu Vi Um Disco Voador', por que estava se tornando cansativo, repetitivo. Todos os que chegavam diziam a mesma coisa e os ouvintes começaram a se cansar!
Tiramos também o 'Papo da Novela' onde atores da rádio imitavam atores da TV Globo. No principio deu certo, era gostoso porque a novela 'Pai Herói' estava em evidência e tinha tipos que a gente podia explorar bastante. Com 'Os Gigantes' ficou mais difícil e os ouvintes nos escreveram pedindo para eliminar o quadro.
O programa Waldir Vieira é isso: Comunicação total, integração perfeita entre público, ouvinte e apresentador. O programa é do povo, feito para ele. E se é assim, nada mais justo que todos os que nos prestigiam dêem sua opinião. Por isso o resultado que o IBOPE nos trás. A audiência é exatamente o dobro do segundo lugar da Radio Tupi. Sem falar nas cartas que recebem uma média de 1.500 por dia, com programação normal, pois agora estamos fazendo uma promoção da coleção de discos de Roberto Carlos e o número de cartas que chegam diariamente é de 3.000.
Alguma dica especial? Não, apenas um pensamento que é uma regra a seguir! A gente deve viver intensamente cada momento da vida, porque quando o tempo passa, a gente verá que os cabelos grisalhos chegam e nada de bom fizemos para ninguém. Antes que isso aconteça o programa Valdir Vieira vai entrando diariamente nos lares, levando a sua mensagem de amizade e companheirismo."
(Waldir Vieira)

Quando Waldir Vieira abria o seu programa, todas as tardes às 13h00, na Rádio Globo, nem ele mesmo sabia bem o que iria acontecer nas próximas 4 horas. É que, apesar de alguns textos já estarem preparados pela equipe de produção, Waldir Vieira improvisava o tempo todo.

Seu temperamento agitado e bastante emocional levava o programa a um clima diferente dos outros similares. As mancadas ele reconhecia que existiam, mas isso servia para mostrar aos ouvintes que as coisas iam acontecendo realmente, durante o programa e que ele também era apanhado de surpresa.

O Último Programa e Morte

No dia 13/11/1985, Waldir Vieira cumpriu normalmente seu dia de trabalho na Rádio Globo. Fez um programa considerado emocionante por seus colegas e por muitas de suas fãs e foi para a agência de publicidade que tem na mesma rua, no bairro da Glória, onde fica a rádio.

Na verdade, Waldir Vieira passou pela portaria do Hotel Ebony com uma jovem com quem já se apresentara ali outras vezes. Uma jovem acompanhante, a bancária Sueli Costa Pessanha, de 22 anos, moradora de Niterói e funcionária de uma agência do Bradesco em Nilópolis. Pegaram as chaves no quarto C-03 do 12° andar do único "motel vertical" e mais moderno hotel de alta rotatividade do centro do Rio de Janeiro. A partir daí, ninguém mais viu o casal.

O casal foi encontrado sem vida na suíte, no dia 13/11/1985, no Rio de Janeiro. Na 9ª Delegacia, onde rola o inquérito, a versão aceita é a de homicídio seguido de suicídio - Sueli Costa Pessanha teria matado Waldir Vieira e se matado, hipótese essa, a menos contestada pelos familiares. Outra versão é que o casal morreu asfixiados por um vazamento de gás.

Assustadas, incrédulas, tristes e decepcionadas, milhares de fãs do radialista sempre anônimas, cantavam o prefixo do programa de Waldir Vieira, numa última homenagem ao ídolo. Waldir Vieira fez sucesso com as mulheres até o fim.

Fonte: Wikipédia, Projeto VIPRádio em Revista e Revista Veja (20/11/1985, Ed. 898 - Datas – Pág: 125 - Polícia Pág: 130)

Berto Filho

ULISBERTO LELOT
(75 anos)
Jornalista e Locutor

☼ Rio de Janeiro, RJ (13/03/1940)
┼ Rio de Janeiro, RJ (12/03/2016)

Berto Filho, nascido Ulisberto Lelot, foi um jornalista e locutor de televisão brasileiro atuante desde 1956. Ele foi o primeiro apresentador do "RJTV".

Trabalhou durante as décadas de 1970 e 1980 na apresentação de vários telejornais da TV Globo, como o "Jornal Nacional", "Fantástico" e "Jornal Hoje", tanto como apresentador titular quanto substituto, até 1986, quando desligou-se da emissora.

Em 1989, foi contratado pela TV Rio, então controlada pelo pastor Nilson Fanini, onde apresentava um programa de entrevistas, sendo dispensado em pouco tempo, passando nove anos sem contrato em televisões.

Em 1998, foi contratado pela Rede Manchete para apresentar o "Manchete Primeira Mão", e, pouco depois, o "Jornal da Manchete". Continuou na emissora até o seu fim, estando presente até na fase da TV!, que foi a transição entre a Rede Manchete e a RedeTV!.

Berto Filho atuou como locutor de vídeos institucionais e foi apresentador de eventos e feiras até ser recontratado pela Rede Globo em 2004 para substituir Celso Freitas, que mudou-se para a TV Record, na locução das matérias do "Fantástico". Ele foi escolhido pela emissora por ter voz e entonação muito semelhantes à de Cid Moreira, também locutor do "Fantástico". Segundo o jornalista Flávio Ricco, em 2008, não houve a renovação do contrato de Berto Filho com a TV Globo, ficando apenas Cid Moreira nas locuções do "Fantástico".

A Saúde

Berto Filho lutou contra um câncer no fígado e se recuperava de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele mudou-se na segunda-feira, 25/01/2016, para o Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, e chegou com problemas de saúde sérios. De acordo com Cida Cabral, administradora do local, nos últimos três anos, o jornalista ficou viúvo e perdeu sua irmã.

"Ele morava com o filho, que não tinha como cuidar direito, também trabalha e nos procurou para saber da possibilidade da gente poder acolhê-lo e ajudá-lo. O Retiro o recebeu de portas abertas, sabendo o quanto ele batalhou!"
(Cida Cabral)

Na época, Cida Cabral contou que Berto Filho estava também com um problema na voz, que o tinha deixado ainda mais debilitado e deprimido.

Há três anos, Berto Filho estava bem e foi até o Retiro dos Artistas pleitear uma vaga para uma irmã dele, que era cantora, e morava no interior de São Paulo.

"Ele passou o dia, conversou com todo mundo, estava feliz, mas, nestes três anos, perdeu irmã, a esposa e em seguida foi diagnosticado com câncer!"
(Cida Cabral)

Berto Filho não tinha plano de saúde, e estava fazendo tratamento no Instituto Nacional do Câncer (INCA) e contava com o atendimento médico do Retiro dos Artistas.

Morte

Berto Filho morreu no sábado, 12/03/2016, por volta das 13h00, vítima de câncer na garganta e cérebro. Ele padecia de câncer na garganta e no cérebro há dois anos. Berto Filho morreu um dia antes de completar 76 anos e os filhos organizavam uma festa de aniversário para comemorar a data.

Na trajetória de luta contra a doença, os parentes de Berto Filho comemoravam uma recente melhora. Ainda no ínicio de 2015, o câncer havia sumido. No mesmo dia que teve alta, porém, a  mulher de Berto Filho foi internada, também com câncer.

"Ela viu ele com câncer. Sofreu muito. Quando ele recebeu a alta, ela me falou: Henry, vai lá pegar que o seu pai está saindo do hospital. No dia seguinte, ela foi internada, ficou 33 dias entubada, na UTI, e morreu. Acho que isso também mexeu muito com ele. Esse ano que passou foi como uma sobrevida!"
(Henry Lelot)

Parceiros de uma vida inteira, Berto Filho e a mulher estavam juntos há 55 anos. Com a perda da mulher e a reincidência do câncer, Berto Filho voltou a ser tratado no Instituto Nacional do Câncer (INCA). Lá, uma nova bateria de exames, além de radioterapia e quimioterapia. 

"Ele melhorou. De um dia para o outro, começou a falar. A voz voltou, voltaram os planos!", contou o filho do jornalista. Henry Lelot, agora, quer seguir com um dos últimos projetos do pai. Durante o último ano, Berto Filho escreveu um livro e faltam detalhes para que seja publicado, revelou o filho.

Em um dos últimos diálogos de Henry com o pai, o filho do jornalista conta como tentava alentar Berto Filho a respeito do que poderia ser o destino. A última vez que Henry esteve com o pai foi na sexta-feira, 11/03/2016, no período da tarde.

"Pai, você sabe que a gente tem que encarar de frente as coisas. Você sabe que está com dois caminhos à frente. Mas os dois são bons. Um, se você sobreviver e ficar aqui comigo, com a gente, nós vamos publicar esse livro juntos. Você vai me ajudar. E depois, você vai acabar indo, não tem jeito. A outra opção é caso Deus queira te levar antes. Imagina só, se ele te levar antes. Quem vai te buscar é a mamãe. Você vai se encontrar com ela lá. Está todo mundo lá te esperando. Lá tem mais gente que você ama do que aqui, já!", contou emocionado o filho.

Trabalhos

Rede Manchete
  • Manchete Primeira Mão
  • Jornal da Manchete

Rede Globo
  • RJTV
  • Jornal Nacional
  • Fantástico
  • Jornal Hoje


Fiori Gigliotti

FIORI GIGLIOTTI
(77 anos)
Radialista e Locutor

☼ Barra Bonita, SP (27/09/1928)
┼ São Paulo, SP (08/06/2006)

Fiori Gigliotti foi um radialista e locutor esportivo brasileiro, nascido no interior de São Paulo, filho dos imigrantes italianos de Angelo Gigliotti e Maria Rosaria Palmisano, ambos de descendência italiana. Aos quatro anos de idade sua família transferiu-se para a cidade de Lins, SP, a 180 km do seu município natal.

Em sua longa carreira, Fiori Gigliotti narrou partidas de dez Copas do Mundo de Futebol, mas sempre dizia que o maior jogo ao qual assistiu foi o disputado entre Santos e Benfica, na final da Copa Intercontinental de 1962.

Em declaração, contou um entrevero que teve com o então técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Telê Santana, na Copa do Mundo de 1982. Fiori Gigliotti teria cobrado o treinador pelo fato de ele estar fazendo muitas concessões aos jogadores, com muitas saídas com a família e pouco treino. Telê Santana teria respondido que o locutor já estava velho.


Fiori Gigliotti celebrizou frases como: "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", "E o tempo passa torcida brasileira!" (quando uma equipe precisava fazer um gol), "Tenta passar, mas não passa!", "Aguenta coração!", "Crepúsculo de jogo!", "É fogo!" (antes do grito de gol), "Agora não adianta chorar!" (logo após narrar um gol), "Torcida brasileira!", "Uma Beleeeeza de Gol!" e "Um beijo no seu coração!".

Fiori Gigliotti recebeu mais de duzentos títulos de cidadão honorário, principalmente pelo interior de São Paulo. Trabalhou como locutor desde 1947 na Rádio Clube de Lins (SP), Rádio Cultura de Araçatuba (SP), Rádio Bandeirantes, Rádio Panamericana (atual Jovem Pan), Rádio Tupi e Rádio Record. Estava trabalhando como comentarista na Rádio Capital de São Paulo.

No fim de 2005 recebeu a "Medalha da Ordem Nacional do Mérito Futebolístico" da Federação Paulista de Futebol, ocasião em que disse:

"Eu confesso que hoje vivo um momento de muita emoção. É daqueles momentos de rara felicidade que nos fazem ter alegria de viver!"

Fiori Gigliotti foi casado com Adelaide e tiveram dois filhos, Marcelo e Marcos.


Fiori Gigliotti deu entrada no Hospital Alvorada, em Moema, São Paulo, com problemas de úlcera e próstata e veio a falecer na madrugada de quinta-feira, 08/06/2006, um dia antes do jogo inaugural da Copa do Mundo, vitima de falência múltipla de órgãos. Ele não resistiu a complicações de uma operação no intestino em decorrência de um câncer de próstata.

O enterro de Fiori Giglioti vai acontecer na quinta-feira, 08/06/2006, às 16:00 hs no Cemitério do Morumbi.

Ele disse adeus na véspera de uma Copa do Mundo, ao rádio e aos milhares de torcedores que se acostumaram a ouvir suas transmissões sempre carregadas de emoção.

Fiori Gigliotti era torcedor do Palmeiras e fã ardoroso do santista Pelé.

Na transmissão da TV Globo da partida inaugural da Copa do Mundo de 2006, Alemanha x Costa Rica, um dia após a sua morte, Fiori Gigliotti recebeu homenagem de Galvão Bueno, que iniciou a narração com a inesquecível frase de Fiori Gigliotti:

"Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo!"

Fonte: Wikipédia

Ísis de Oliveira

IVETE SAVELLI
(91 anos)
Cantora, Locutora e Atriz

☼ Niterói, RJ (18/03/1922)
┼ Niterói, RJ (07/05/2013)

Ísis de Oliveira era o nome artístico de Ivete Savelli que nasceu em Niterói, RJ, em 18/03/1922. Ela ingressou na Rádio Nacional em 1941, aos 15 anos, após vencer um teste de radioteatro, juntamente com o ator Altivo Diniz, no programa "Rádio-K Em Busca de Talentos".

Estreou no radioteatro, em 1942, na primeira radionovela brasileira, "Em Busca da Felicidade", interpretando Alice Medina, filha de uma relação extraconjugal de Alfredo Medina com Carlota.

Entre 1941 e 1944, acumulou a função de secretária de Victor Costa, diretor-geral da Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Ísis de Oliveira protagonizou a  radionovela "O Direito de Nascer", em 1951, um dos maiores sucessos populares radiofônico de todos os tempos. Interpretando Maria Helena de Juncal, ao lado de Paulo Gracindo, Ísis de Oliveira alcançou em definitivamente o estrelato.


Em 1953 atuou na série "Que o Céu Me Condene", com histórias dramáticas e comoventes levadas ao ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, envolviam os ouvintes mantendo a sua atenção do princípio ao fim.

Em dezembro de 1952, sob o patrocínio do Melhoral, do Leite de Magnésia e da Phillips, entrou no ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro um dos seriados radiofônico nacionais de maior sucesso: "Jerônimo, o Herói do Sertão", criada por Moysés Weltman. No cast estava Ísis de Oliveira interpretando Aninha, personagem que vive um romance com o herói da série.

Durante os 14 anos em que permaneceu nos ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foram apresentados 126 histórias.

Por mais de 20 anos, Ísis de Oliveira tomou  parte em quase todos os horários de novelas e peças de radioteatro da Rádio Nacional. Foi casada com o locutor Jairo Argileu, que em 1964 foi demitido da Rádio Nacional, após ser denunciado como subversivo.

Capa da Revista da Rádio Nacional, ano 1, n. 5 - Rio de. Janeiro, dez 1950.
Ísis de Oliveira permaneceu na Rádio Nacional até 1972, quando se afastou do rádio por dois anos e se dedicou a advocacia.

Em 1974, ingressou na Rádio Tupi do Rio, onde trabalhou até 1979.

Em 2011, a atriz participou do álbum da cantora Marion Duarte, onde declamou as letras: "As Aparências Enganam", de Tunai e Sérgio Natureza, e "A Galeria do Amor" de Agnaldo Timóteo.

Ísis de Oliveira morreu na manhã do dia 07/05/2013, terça-feira, em Niterói, RJ, na casa onde morava. Ela foi sepultada às 16:00 hs no Cemitério de Maruí, no bairro do Barreto, em Niterói.

Haroldo de Andrade

HAROLDO ANDRADE SILVA
(73 anos)
Locutor, Radialista, Apresentador de TV, Publicitário e Empresário

* Curitiba, PR (01/05/1934)
+ Rio de Janeiro, RJ (01/03/2008)

Haroldo Andrade Silva, popularmente conhecido por Haroldo de Andrade, foi um locutor, radialista, apresentador de TV, publicitário e empresário brasileiro.

Nascido na capital paranaense, Haroldo de Andrade trabalhou ainda na infância como office-boy no comércio.

Sempre que podia, Haroldo ia aos estúdios do Serviço de Alto-Falantes Iguaçú, localizado na Praça Tiradentes, onde era locutor Vicente Mickosz, com quem fez amizade. Naquela época, tais serviços de alto-falantes anunciavam produtos do comércio local.

Com seu conhecimento junto aos donos de lojas, Haroldo começou a fazer anúncios dos estabelecimentos no microfone. Foi nesta primeira experiência que a boa voz e a dicção muito clara chamou a atenção do público e o fez ingressar na Rádio Clube Paranaense, onde passou a atuar como locutor, apresentando o "Grande Programa RCA Victor", com repertório de músicas clássicas e líricas. Foi nesta época que Haroldo ouviu pela primeira vez o "Concerto Nº 1 Para Piano e Orquestra", do compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky, cuja melodia o encantou.

Haroldo de Andrade aos 17 anos, em Curitiba, com seu primeiro microfone.
Aos 20 anos de idade, resolveu deixar a terra natal e tentar a sorte como radialista na então Capital Federal, o Rio de Janeiro.

Em 1954, começou a trabalhar na antiga Rádio Mauá, cuja frequência era 1060, onde os mesmos predicados que o celebrizaram em Curitiba logo chamaram a atenção do público carioca. Numa época em que o rádio ainda detinha a primazia da popularidade, grandes emissoras possuíam grandes auditórios, onde havia espaço para o público assistir às irradiações. Na Rádio Mauá, a plateia não existia, e logo Haroldo criou uma maneira diferente de permitir a participação do público nas transmissões.

Foi quando lançou o programa "Musifone", em que os ouvintes podiam telefonar para o radialista e pedir músicas, participar de pequenos jogos e concorrer a prêmios. Com isso, Haroldo inaugurou a interatividade no rádio brasileiro, muitos anos antes de esta expressão começar a ser utilizada. A atração logo alcançou o primeiro lugar na audiência.

Com o sucesso do "Musifone", Haroldo chamou a atenção de emissoras maiores. Foi quando a Rádio Globo o contratou, em 1961. Lá, a partir do dia 06/11/1961, Haroldo passou a comandar o programa "Alvorada Carioca", das 06:00 hs às 08:00 hs da manhã, além de continuar apresentando o "Musifone" na parte da tarde.

Em 1962 recebeu seu primeiro prêmio no Rio de Janeiro, o "Microfone de Ouro", na categoria de "Melhor Locutor".

Haroldo de Andrade no auditório do "Programa Haroldo de Andrade" na TV Globo.
No final de 1965 Haroldo passou a se apresentar também na Rádio Eldorado, emissora pertencente ao Sistema Globo de Rádio, comandando pela manhã o "Haroldo, Muniz e a Música", ao lado de Roberto Muniz.

Em 1966 passou a apresentar um programa de televisão na recém-inaugurada Rede Globo. Em "Os Maiorais da Globo", Haroldo de Andrade dividia a tela com os também radialistas Luís de Carvalho, Jonas Garret, Mário Luís Barbato e Roberto Muniz, apresentando as paradas musicais do momento.

No início de 1966 sofreu um acidente automobilístico que lhe deixou sequelas físicas permanentes.

Em 1968 passou a se apresentar na TV Excelsior, onde ganhou um programa exclusivo, o "Haroldo de Andrade Show", com apresentações musicais, jogos e concursos entre artistas. Naquele mesmo ano, estreou um dos quadros que mais celebrizariam o comunicador, o "Bom Dia".

Em 1969 passou a apresentar os shows populares que a Rádio e a TV Globo patrocinavam em comemoração ao Dia do Trabalhador, que caia no mesmo dia de seu aniversário. O primeiro show foi realizado no estádio do Bangu Atlético Clube. A partir de 1970, com o imenso sucesso da iniciativa, os shows passam a serem realizados nos jardins da Quinta da Boa Vista, sempre com audiências superiores a 100 mil pessoas. 1970 também marcou a volta de Haroldo de Andrade à TV Globo, agora com um programa exclusivo.

Jerry Adriani e Haroldo de Andrade no "Programa Haroldo de Andrade" na TV Globo.
No rádio, o grande destaque do "Programa Haroldo de Andrade" passou a ser a mesa de debates, com nomes importantes de diversos campos debatendo o noticiário. Eram os Debates Populares, cujo formato passou a ser copiado por todas as emissoras do Brasil. Foi o auge de seu sucesso no veículo, conquistando liderança absoluta de audiência por mais de 30 anos consecutivos. Isso fez com que o "Programa Haroldo de Andrade" recebesse o prêmio de "Melhor Programa Radiofônico da América Latina" em 1977, no 10° Fórum Internacional de Programação de Rádio. No mesmo ano, a revista norte-americana Billboard apontou Haroldo de Andrade como a "Maior Personalidade No Ar".

Seu público majoritário era composto por donas de casa, aposentados, motoristas de táxi e estudantes. Sua popularidade gerou reações curiosas, como a de uma ouvinte que diariamente esperava o apresentador na porta da Rádio Globo vestida de noiva, pronta para "se casar" com seu ídolo assim que este quisesse. Na mesma entrada da emissora, diariamente, dezenas de fãs e aspirantes à carreira artística também costumavam abordá-lo, em busca de um autógrafo, uma palavra de carinho ou uma chance de divulgação. Foi assim que Haroldo de Andrade foi responsável pelo lançamento das carreiras de vários artistas hoje consagrados.

O sucesso e a liderança de Haroldo de Andrade na Rádio Globo permaneceram inalterados ao longo de mais de quatro décadas, malgrado uma curta passagem pela Rádio Bandeirantes, entre 1982 e 1983.

No final da década de 1990, reformulações no rádio começaram a afetar a posição de Haroldo de Andrade na preferência popular. Foi quando a direção do Sistema Globo de Rádio resolveu nacionalizar a programação da rede. Haroldo de Andrade, que embora tivesse ouvintes em outros estados já era completamente identificado com o público carioca e fluminense, resistiu à ideia de dirigir-se aos públicos de outras localidades. Com isso, a Rádio Globo acabou por demiti-lo em julho de 2002, num episódio doloroso para o velho apresentador.

Paulo Sérgio e Haroldo de Andrade no "Programa Haroldo de Andrade" na TV Globo.
Haroldo de Andrade não foi informado com antecedência da decisão da direção da emissora, e só soube de seu afastamento quando indagou de um funcionário do Departamento Pessoal a razão da não-renovação de seu contrato. Naquele mesmo dia, o "Programa Haroldo de Andrade" saiu do ar, sem que Haroldo pudesse se despedir de seus ouvintes.

Retirado à sua residência no bairro das Laranjeiras e limitado a administrar a sua empresa de marketing, Haroldo de Andrade não se conformou com o fim de seu trabalho. Conversou com algumas outras emissoras, mas não entrou em acordo com nenhuma. Foi quando decidiu abrir a sua própria emissora. Conseguiu adquirir a emissora que funcionava no mesmo "dial" de sua primeira rádio no Rio de Janeiro, o 1060, que em 07/11/2005 passou a se chamar Rádio Haroldo de Andrade.

Reunindo outros comunicadores de sua geração e afastados das grandes emissoras, a Rádio Haroldo de Andrade dedicou sua programação ao Rio de Janeiro e às cidades no entorno metropolitano. Logo, a emissora já alcançava o terceiro lugar geral em audiência entre as rádios AM.

No entanto, dificuldades técnicas e a falta de recursos de propaganda foram derrubando a audiência. A saída da comunicadora Cidinha Campos em um episódio conturbado também minou o crescimento da emissora.

Morte

A partir de 2007, diversos problemas de saúde obrigaram Haroldo de Andrade a se afastar dos microfones. Ele já sofria de diabetes há alguns anos, e passou a padecer também de problemas cardíacos e renais.

Após um breve retorno, a necessidade da colocação de um marcapasso nos últimos dias de 2007, bem como a dependência do tratamento de diálise retiraram novamente Haroldo de Andrade dos microfones.

Em janeiro de 2008, após um tombo em sua casa, Haroldo de Andrade novamente voltou ao hospital. Lá, foi constatada uma gangrena em sua perna, que acabou por ser amputada. A fragilidade do paciente levou a equipe médica que o atendia a colocá-lo em coma induzido, de onde não mais sairia.

Haroldo de Andrade faleceu às 15:00 hs do dia 01/03/2008, exatamente dois meses antes de completar 74 anos de vida, vítima de falência múltipla dos órgãos. Foi enterrado no dia seguinte, ao lado de um de seus oito filhos, no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju.

Sua morte foi notícia em todos os veículos de comunicação do país e ao seu funeral compareceram mais de quinhentas pessoas, entre ouvintes, políticos e artistas. No dia anterior, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia, anunciou que batizaria uma rua da cidade com seu nome. A promessa foi cumprida, com a publicação do Decreto Nº 29061, de 06/03/2008, que batizou como "Largo Haroldo de Andrade" o logradouro situado na Rua do Russel, lado par, próximo à Ladeira de Nossa Senhora, na Zona Sul do Rio de Janeiro e bem próximo ao edifício-sede do Sistema Globo de Rádio. A homenagem, no entanto, não foi concretizada até hoje.

A Rádio Haroldo de Andrade foi extinta em 05/05/2008, com a venda da emissora para o grupo Canção Nova, de emissoras católicas.

Em 19/05/2011, o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou que um conjunto habitacional a ser construído no bairro de Barros Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com recursos do programa federal "Minha Casa, Minha Vida", ganharia o nome de Haroldo de Andrade.

No dia 12/09/2011 foi inaugurado no interior da Estação Glória do Metrô Rio, um busto do radialista. A ideia da homenagem partiu do deputado estadual Paulo Ramos. O autor da obra foi o escultor Edgar Duvivier. No mesmo ano, o escritor e jornalista Victor Grinbaum passou a escrever a biografia do radialista.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Jorgeh Ramos

JORGEH JOSÉ RAMOS
(73 anos)
Ator, Dublador e Locutor

* Recife, PE (03/02/1941)
+ Porto Alegre, RS (01/12/2014)

Jorgeh José Ramos foi um ator, dublador e locutor brasileiro, nascido em Recife, PE. Começou a carreira no teatro aos 16 anos. Na televisão começou no começo dos anos 60 na TV Jornal do Comercio em Recife, PE, participando de tele-teatros, que eram apresentados ao vivo.

Alguns anos depois foi tentar carreira em São Paulo, aonde permaneceu alguns anos e depois foi para o Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro começou a carreira de locutor a pedido de Carlos De La Riva na Peri Filmes, no qual exerceu a carreira até os dias de hoje.

Uma de suas narrações mais famosas são as narrações feitas para o cinema anunciando os filmes de estréia, no qual ele narra desde o final dos anos 70 até os dias de hoje com a famosa frase: "Sexta, nos cinemas!".

Jorgeh Ramos também foi escritor e diretor de peças teatrais, e atualmente tinha um projeto chamado "Gargarullo", que era aberto para todos os tipos de artes cênicas, com o objetivo de ensinar e profissionalizar quem tinha interesse no assunto. O instituto localiza-se no interior do Rio de Janeiro.

Como dublador começou por volta de 1966 quando foi para São Paulo. Trabalhou na extinta Arte Industrial Cinematográfica (AIC São Paulo) por 3 anos, quando mudou-se para o Rio de Janeiro. Lá ele entrou para a TV Cine Som, Peri Filmes e ao mesmo também entrou para direção de dublagem. Entre os locais em que Jorgeh Ramos mais dublou constam também a Herbert Richers e a Tecnisom.

Apesar de Jorgeh Ramos dividir sua vida entre escrever, dirigir peças e locuções, também arrumou tempo para a dublagem, no qual conseguiu atuar tanto na direção quanto na dublagem de personagens.

Entre suas dublagens estão os desenhos como Zé Buscapé em "A Arca do Zé Colméia", Grande Polegar em "Grande Polegar: Detetive Particular", Dom Pixote em "A Arca do Zé Colméia" e "Os Ho-Ho-Límpicos", Robert Hawkins em "Super Choque", Frank Marlon em "Trigun", Jafar em "Aladdin" (Série), Kawara Heitarou em "Samurai Champloo", além de muitos longas-metragens pra Disney como Scar em "O Rei Leão", Psiquiatra em "A Bela e a Fera", narrador dublado originalmente por Roscoe Lee Browne em "Babe, o Porquinho Atrapalhado" e "Babe, o Porquinho Atrapalhado na Cidade", Rothbart em "A Princesa Encantada", Rasputin em "Anastásia", entre tantos outros.

Em filmes fez Peter McCallister interpretado por John Heard em "Esqueceram de Mim I" e "Esqueceram de Mim II - Perdido Em Nova York", Cardeal Richelieu interpretado por Tim Curry em "Os Três Mosqueteiros", Exterminador interpretado por Arnold Scharzenegger na primeira dublagem de "O Exterminador do Futuro", George Banks interpretado por Steve Martin em "O Pai da Noiva", Doutor Sam Litvack interpretado por Steven Gilborn em "Doutor Dolittle", Capitão Patrick Hendry interpretado por Kenneth Tobey em "O Monstro do Ártico", Robert Deguerin interpretado por James Caan em "Queima de Arquivo", Godefroy de Papincourt interpretadopor Jean Reno em "Os Visitantes - Eles Não Nasceram Ontem", Isaak O’Day interpretado por Delroy Lindo em "Romeu Tem Que Morrer", Anthony Bridewell interpretado por Tom Helmore em "A Máquina do Tempo", Frank W. Wead ainda novo interpretado por John Wayne em "Asas de Águia", Jed Clampett interpretado por Jim Varney em "A Família Buscapé", alem de ter feito o ator Gene Hackman em "Julgamento Final", na segunda dublagem de "Sem Saída", entre outros.


Em séries fez a primeira voz do Capitão Benjamin Franklin Pierce "Falcão" interpretado por Alan Alda em "M.A.S.H.", a primeira voz do Senhor John Walton interpretado por Ralph Waite em "Os Waltons", entre outros.

Jorgeh Ramos tinha uma voz muito conhecida tanto nas narrações quanto nos filmes e desenhos. Com esta voz sempre forte e entonada ele marcou gerações. Como um dos grandes profissionais da dublagem no Brasil, Jorgeh Ramos possui uma extensa carreira na dublagem. Muito conhecido, nos últimos anos, por narrar a propaganda de um filme para o cinema, esteve também, por um período curto, no estúdio da Arte Industrial Cinematográfica (AIC São Paulo).

Sua passagem pela AIC data de 1966/1967, onde sempre foi muito requisitado para dublar vilões, cientistas obcecados, etc. É dessa época as suas participações em séries como "Missão Impossível", "Big Valley" e, principalmente, a 2ª temporada de "Viagem Ao Fundo do Mar" onde esteve presente quase em 50% dos episódios. Em todas as suas participações sempre recebia o papel do vilão.

Ao ser lançada no Brasil em dezembro de 1966, a série "Perdidos No Espaço" trouxe um personagem muito diferente: um robô. Uma das maiores sensações da série para a garotada, e Jorgeh Ramos foi escalado para dublá-lo a partir do episódio nº 4, "Terra de Gigantes", indo até o episódio nº 19, "O Fantasma do Espaço", sendo a partir do episódio seguinte, substituído por Amaury Costa. O curioso é que nessa fase de "Perdidos No Espaço", o robô também era meio vilão, uma vez que seguia as ordens do Drº Smith.

Jorgeh Ramos saiu de "Perdidos No Espaço" porque saiu também da AIC, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde participa ativamente como dublador e diretor de dublagem no estúdio TV Cine Som. A série "Os Invasores" reúne, talvez, o maior número de participações, uma vez que o estúdio estava iniciando e possuía um número ainda pequeno de dubladores.

Com o encerramento da TV Cine e Som, Jorgeh Ramos mudou para a Herbert Richers, onde também foi diretor de dublagem e dublou personagens importantes, todos no início da década de 70. São desse período a dublagem de Lee Majoors na série "O Homem de Seis Milhões de Dólares" (primeira voz), assim como a de Ralph White (John Walton) também a primeira voz e diversas participações em filmes e outras séries como, por exemplo, "Columbo".

Os desenhos não ficaram de fora, assim Jorgeh Ramos dublou Dom Pixote em "A Turma de Zé Colméia", "Carangos e Motocas", "Grande Polegar, Detetive Particular", etc.

A partir do final da década de 70, foi convidado a ser o narrador para os traillers dos filmes que seriam exibidos no cinema. Trabalho que ainda realizava.

A dublagem voltou a pedir vilões para os desenhos da Disney. Assim, desde a década de 90 fez diversos, tais como Jafar no desenho "Aladim", e um dos mais inesquecíveis trabalhos, o leão Scar, em "O Rei Leão". Dessa forma, surgiram outros vilões em desenhos para o cinema, como Rasputin em "Anastácia".

Jorgeh Ramos tem mais de 10 mil trailers narrados em português. 

Morte

Jorgeh Ramos faleceu na segunda-feira, 01/12/2014, em Porto Alegre, RS, aos 73 anos. Seu quadro de saúde, que já estava frágil devido a um câncer descoberto há um ano, se agravou com uma pneumonia.

Antes de falecer, ele esperou meses por um transplante de rim em Porto Alegre. Apesar de mal conseguir andar, ele continuava a trabalhar em sua casa.

No Facebook, fãs de Jorgeh Ramos prestaram suas homenagens na página Jorgeh Ramos - A Voz do Cinema.

Indicação: Luiz Carlos (Lucs-DF)