Wellington Botelho

WELLINGTON BOTELHO
(65 anos)
Ator

* Rio de Janeiro, RJ (27/04/1922)
+ Rio de Janeiro, RJ (25/08/1987)

Wellington Botelho foi um dos pioneiros do humor no rádio e na Televisão, trabalhou nas rádios Nacional e Mayrink Veiga e na TV Tupi.

Wellington Botelho, nasceu em 27/04/1922, no Rio de Janeiro, no Bairro de Vila Isabel. Ainda pequeno, com apenas 11 anos de idade já era prodígio na arte de cantar.

Em 1940, aos 18 anos estreou na Companhia de Alda Garrido no antigo Teatro República. Ainda na década de 40, participou dos shows de calouros na rádio com o saudoso compositor, apresentador e músico Ary Barroso. O programa chamava-se "A Hora Do Calouro", na Rádio Cruzeiro do Sul no Rio de Janeiro. Sempre ganhava prêmios como melhor cantor. Wellington Botelho inovou para a época pois além de cantar, especializou-se em imitar cantores nacionais e internacionais.

No programa "Noite de Estrelas" (1953), criado por Max Nunes e Paulo Gracindo levado ao ar nas rádios, nos sábados, Wellington Botelho cantava músicas nacionais e internacionais. Outro programa da rádio era o "Gente que Brilha" (1950-1951) na Rádio Nacional, onde o ator e cantor imitava vários cantores, nacionais e internacionais. Havia também um jornal humorístico chamado "Horário dos Cartazes" (1955) na Rádio Nacional, em que atuava como comediante. No programa de variedades chamado "Festa Íntima" (1952) na Rádio Nacional, Wellington Botelho imitava Dorival Caymmi, Carlos Galhardo e outros artistas.

Atuou também na Rádio Nacional no programa humorístico "Balança Mas Não Cai" (1950), criado por Paulo Gracindo e escrito por Max Nunes. Este programa, posteriormente, foi para a extinta TV Tupi em 1972 e em duas épocas diferentes para a TV Globo de 1968 a 1971 e de 1975 a 1983, onde Wellington Botelho também atuou.

Wellington Botelho atuou em papéis cômicos como "Zezinho, O Anão", "Fariseu" escrito por Glauco Ferreira, "Morador De Mesquita" e "Montanha". Atuou também noutro programa, o "PRK30" (1944-1964), que segundo especialistas do jornalismo e artistas, foi o programa que proporcionou o alicerce ao humorismo no Brasil.

Wellington Botelho atuava também em cassinos e boates da época, no Rio de Janeiro e em São Paulo, cantando e interpretando. Foi premiado várias vezes como melhor humorista do ano juntamente com consagrados artistas.

No teatro fez várias peças, inclusive contracenou com o "Papa" do teatro brasileiro, Procópio Ferreira a quem Wellington Botelho tinha o maior apreço.

Em 1951, atuou no filme "Aguenta Firme, Isidoro", produzido pela Cinédia e o primeiro filme no Brasil a evitar cortes.

Em 1953 atuou no filme "Balança Mas Não Cai", com direção de Paulo Wanderley e no elenco Paulo Gracindo, Brandão Filho, Herval Rossano, Mário Lago, Wilson GreyAltivo Diniz, entre outros.

No final da década de 50, Wellington Botelho montou uma Companhia de Teatro com a participação de grandes nomes artísticos da época e viajou com a Companhia pela América do Sul, juntamente com sua esposa e sua filha mais velha. Era um misto de shows de danças e esquetes com piadas em espanhol. Wellington Botelho fazia magníficas imitações de Charles Trenet, Ol Jonson (caracterizado), Dick Farney, Dorival Caymmi, Orlando Silva, Carlos Galhardo e muitos outros com perfeita exatidão, obtendo assim grande sucesso fora do Brasil.

Ao retornar ao Brasil, Wellington Botelho continuava a fazer shows, desta vez nos Rotary's Club e no Lion's Club, na Região Sudeste. Eram chamados de "PubliShow". Uma montagem de esquetes de humor com modelos, show musical e também desfiles de moda. Era patrocinado por grandes empresas de moda, bebidas e comestíveis da época. Era um show familiar, que lotavam as mesas dos clubes havendo inclusive distribuição de brindes das empresas patrocinadoras. Era um grande sucesso.

Em 1960 atuou no filme "Só Naquela Base", com roteiro de Chico Anysio, Saint-Clair Senna e direção de Ronaldo Lupo. No elenco, Dercy Gonçalves, Rosângela Maldonado, Grijó Sobrinho, e outros.

Em 1962 atuou no filme "As Testemunhas Não Condenam",  roteiro de Manuel de Nóbrega e direção de Zélia Feijó Costa. No elenco, Manuel de Nóbrega, Canarinho, César de Alencar, Moacyr Franco e outros.

Em 1970 atuou no filme "Salário Mínimo", seu personagem era o Euzébio. Com roteiro de Monteiro Guimarães,  produção da Cinédia, direção de Adhemar Gonzaga e no elenco artistas como Costinha, Paulo Gracindo, Roberto Guilherme, Geraldo Alves, Renata Fronzi, e outros.

Em 1971, atuou no filme "Cômicos E Mais Cômicos". O filme teve a direção de Jurandyr Passos Noronha e no elenco Costinha, Wilza Carla, Paulo Silvino, Roberto Guilherme, Alda Garrido, Alvarenga & Ranchinho, e outros.

Em 1976, Wellington Botelho atuou na novela "Saramandaia" escrita por Dias Gomes para a TV Globo, no papel do Seu Encolheu. Além de um grande elenco, contracenava com a atriz Wilza Carla que fazia o papel de sua esposa a Dona Redonda, uma mulher que explode e retorna no papel da irmã gêmea Bitela. "Saramandaia" tinha direção de Walter Avancini, Roberto Talma e Gonzaga Blota. No elenco, Brandão Filho, Juca de Oliveira, Antônio Fagundes, Marília Barbosa, Natália do Valle, Yoná Magalhães, Ary Fontoura, Dina Sfat, Carlos Eduardo Dolabella, Sônia Braga, Sebastião Vasconcelos, Pedro Paulo Rangel, José Augusto Branco e outros.

Em 1977 Wellington Botelho atuou no "Sítio do Pica-Pau Amarelo" na TV Globo como o boneco triste João Faz de Conta. Uma adaptação da obra de Monteiro Lobato, com a direção de Geraldo Casé, escrito por Benedito Ruy Barbosa. Também em 1977, atuou na novela "Sombra Dos Laranjais" na TV Globo, no papel do Bruno. Escrita por Benedito Ruy Barbosa e Sylvan Paezzo. Direção de Herval Rossano e Milton Gonçalves.

Em 1978 atuou no filme "Tudo Bem". O filme tinha roteiro de Arnaldo Jabor e Leopoldo Serran. Direção de Arnaldo Jabor. Ainda em 1978, atuou na novela "Maria, Maria" na TV Globo.

Em 1979 atuou na novela "Os Gigantes" na TV Globo.

Em 1980 atuou no especial "Romeu e Julieta" na  TV Globo, no papel de Bíblia com Limão. Adaptação de Walter George Durst, direção de Paulo Afonso Grisolli. No elenco, Fábio Jr., Lucélia Santos, José Mayer, Francisco Milani, Ruth de Souza, Buza Ferraz e outros.

Atuou no seriado "O Bem Amado" da TV Globo em 1980. Direção de Régis Cardoso, Jardel Mello, Ives Hubblet, Mariano Gatti e Oswaldo Loureiro.

Atuou no programa humorístico "Viva O Gordo", Rede Globo, 1981.

Em 1982, a TV Globo relançou o programa "Balança Mas Não Cai". Wellington Botelho fazia o quadro com o nome de Montanha o qual a atriz e comediante Berta Loran contracenava com ele.

Em 1983 trabalhou no filme "Cangaceiro Trapalhão". O filme tinha roteiro de Aguinaldo Silva, Chico Anysio, Daniel Filho, Renato Aragão, Doc Comparato, João Paulo Carvalho. Direção de Daniel Filho. Elenco composto por Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum, Zacarias, Tarcísio Meira, Regina Duarte, Bruna Lombardi, Nelson Xavier, Cininha de Paula e outros.

Em 1983 atuou também no programa humorístico "A Festa É Nossa". Em 1984 atuou no programa humorístico "Humor Livre", e em 1985 atuou no especial "Tenda dos Milagres", todos na TV Globo.

Em 25/08/1987, aos 65 anos de idade, Wellington Botelho faleceu vítima de Insuficiência Respiratória, proveniente de um Enfisema Pulmonar.

Fonte: Wellington Grigorowsky Botelho
Indicação: Miguel Sampaio

3 comentários:

  1. Obrigado por fazer esta página sobre o meu pai. Realmente é uma justa homenagem.Nem todos os atores no Brasil são devidamente reconhecidos!
    Tenho também um site que criei sobre meu pai:
    https://sites.google.com/site/humoristawellingtonbotelho/

    Muito obrigado

    Wellington G. Botelho

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  2. Excelente trabalho resgatando a memória de grandes talentos.Deixo minha humilde colaboração sobre a novela Saramandaia/ 1976: O personagem que expelia formigas pelo nariz, era interpretado por Castro Gonzaga ( falecido ), pai de outro ator, Reinaldo Gonzaga.

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  3. Ele também criou os personagens como: Anão Zezinho, Jasmim, Tudo é lucro, Morador de Mesquita entre outros.

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