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Eva Todor

EVA FODOR NOLDING
(98 anos)
Atriz

☼ Budapeste, Hungria (09/11/1919)
┼ Rio de Janeiro, RJ (10/12/2017)

Eva Todor, nome artístico de Eva Fodor Nolding, foi uma consagrada atriz brasileira nascida na Hungria, no dia 09/11/1919. Eva Todor possuía um vasto currículo no teatro, cinema e televisão construído ao longo de 80 anos de carreira.

Nascida como Eva Fodor Nolding, filha de Alexander Fodor e Gizella Rothstein, judeus húngaros ligados ao meio artístico, Eva Todor começou nos palcos ainda criança, como bailarina da Ópera Real de Budapeste. Por conta das dificuldades financeiras que a Europa enfrentava no período pós-Primeira Guerra, a família Fodor abandonou sua terra natal e emigrou para o Brasil, em 1929.

No ano seguinte, 1930, Eva Todor, retomou a carreira como bailarina, no Rio de Janeiro. Aos 10 começou a estudar dança clássica com Maria Olenewa, no Theatro Municipal. Foi quando adotou o sobrenome artístico de Todor no lugar do original Fodor, cuja pronúncia no Brasil remeteria a um palavrão.

Eva Todor e o primeiro marido Luiz Iglesias
Aos 12 anos, Eva Todor fez um teste para o Teatro Recreio e em 1934 estreou como atriz no espetáculo "Quanto Vale Uma Mulher", de Luiz Iglesias. Permaneceu na companhia e acabou por se casar com Luiz Iglesias em 1936, tornando-se a primeira atriz daquela companhia de revistas. Logo seu talento para os papéis cômicos se revelou, o que levou seu marido a escrever peças com personagens concebidas especialmente para sua verve. Era especialista em papéis de moças ingênuas.

No ano de 1940, fundou a Companhia Eva e Seus Artistas, que estreou com "Feia", de Paulo de Magalhães, sob a direção de Esther Leão.

Eva Todor naturalizou-se brasileira na década de 1940, quando Getúlio Vargas foi ver uma peça no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e ficou encantado. Foi ao camarim e perguntou a Eva Todor: "Você quer ser naturalizada?", o que aconteceu em seguida.

Em 1942, Eva Todor participou da peça "Deus Lhe Pague" no batismo cultural de Goiânia, a nova cidade planejada concebida para ser a capital do Estado de Goiás. A peça ocorreu no recém-inaugurado Teatro Goiânia e contou com a presença do então presidente Getúlio Vargas e do governador Pedro Ludovico Teixeira. Eva Todor assistiu de perto Getúlio Vargas e  Pedro Ludovico entregarem a chave da cidade para o novo prefeito, o professor Venerando de Freitas Borges.


Seu primeiro papel dramático foi em "Cândida", de George Bernard Shaw, um dos maiores sucessos da temporada carioca de 1946, e que ficou quatro meses em cartaz. Seguiu-se no ano seguinte "Carta", de Somerset Maugham.

Pela Companhia Eva e Seus Artistas, que duraria até fins da década de 1950, passaram grandes nomes da cena teatral de então, como André Villon, Jardel Jércolis, Elza Gomes e Henriette Morineau.

Em 1958, Eva Todor ficou viúva, o que a deixou muito mal por um tempo.

O estilo de atriz cômica de Eva Todor seria abandonado em 1966, com a estreia do drama "Senhora da Boca do Lixo", de Jorge Andrade, sob a direção de Dulcina de Moraes. O gênero cômico continuou sendo seu favorito, mas a atriz abriu o leque de sua interpretação em peças como "De Olho na Amélia" de Georges Feydeau, que lhe valeu o Prêmio Molière de melhor atriz em 1969, "Em Família", de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de Sérgio Britto, 1970, e "Quarta-Feira Lá Em Casa, Sem Falta", de Mario Brasini, 1977.

No cinema, Eva Todor estreou em "Os Dois Ladrões" (1960), produção de Carlos Manga e um dos últimos filmes de sucesso do gênero das chanchadas. Ao lado de Oscarito protagonizou uma das mais célebres passagens do cinema brasileiro, a "cena do espelho".

Eva Todor e Paulo Nolding, o segundo marido.
Em 1964 atuou em "Pão, Amor e… Totobola", de Henrique Campos. Nesse mesmo ano de 1964, casou-se pela segunda vez, com seu noivo, com quem estava há alguns anos, o diretor teatral Paulo Nolding, de quem ficou viúva em 1989, e de quem até hoje assina o sobrenome. O fato de ter ficado viúva duas vezes a abalou demais, tanto que não casou-se novamente. Apesar de ter tentado nos dois casamentos, a atriz não conseguiu ter filhos.

Mas seria na televisão que Eva Todor se tornaria mais famosa. Foram 21 trabalhos em telenovelas, minisséries e especiais. No gênero, seu papel mais marcante foi o de Kiki Blanche, na novela "Locomotivas" (1977).

Retomou a carreira cinematográfica quase 40 anos depois de seu último filme, protagonizando o delicado curta-metragem "Achados e Perdidos", de Eduardo Albergaria, como uma mulher que recebe um carta de amor escrita para ela há mais de 50 anos. Eva Todor atuou também em "Xuxa Abracadabra", dirigido por Moacyr Góes. Seu filme mais recente foi "Meu Nome Não é Johnny".

Em 2007, com 87 anos de idade, lançou seu livro de memórias, intitulado "O Teatro da Minha Vida", escrito por Maria Ângela de Jesus.


Um dos últimos trabalhos na TV foi na novela "Caminho das Índias" (2009), onde deu vida a divertida e amorosa Dona Cidinha. A atriz ficou triste por não poder aparecer nos últimos capítulos da trama de Glória Perez, em decorrência de fortes dores no estômago devido a uma hérnia de hiato, problema de saúde que sofria desde a infância. Eva Todor precisou ser internada e passou por uma cirurgia, de que se recuperou rapidamente.

Foi convidada para reviver a personagem Kiki Blanche na nova versão de "Ti Ti Ti" (2010). Eva Todor fez a personagem numa participação especial, que fez na novela "Locomotivas" (1977).

Eva Todor estava afastada da televisão e dos palcos por conta da Doença de Parkinson, que a deixou muito limitada. Sem familiares, vivia reclusa em sua casa, cuidada por enfermeiras.

Em março de 2017, Eva Todor  foi internada na clínica São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Seu último trabalho na TV foi na novela "Salve Jorge", de 2012.

Morte

Eva Todor faleceu em sua casa às 8h50 de domingo, 10/12/2017, aos 98 anos. A causa da morte foi pneumonia. O velório será realizado na segunda-feira, 11/12/2017, das 9h00 às 11h00, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Eva Todor será cremada.

Eva Todor sofria de Mal de Parkinson e Alzheimer, além de problemas cardíacos, e vivia reclusa em sua casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Trabalhos

Televisão
  • 1961 - As Confissões de Eva
  • 1970 - E Nós, Aonde Vamos?
  • 1975 - Roque Santeiro ... Ambrosina Abelha (Dona Pombinha)
  • 1977 - Locomotivas ... Maria Josefina Cabral (Kiki Blanche)
  • 1978 - Te Contei? ... Lola
  • 1979 - Memórias de Amor ... Agripina
  • 1980 - Coração Alado ... Hortência Alencar
  • 1982 - Sétimo Sentido ... Maria Santa Bergman Rivoredo (Santinha)
  • 1983 - Sabor de Mel ... Marta
  • 1984 - Partido Alto ... Cecília Amoedo
  • 1985 - A Gata Comeu ... Ela Mesma - Participação
  • 1987 - O Outro ... Liúba
  • 1989 - Top Model ... Morgana Kundera
  • 1992 - De Corpo e Alma ... Maria Carolina Pastore (Calu)
  • 1993 - Olho No Olho ... Veridiana
  • 1994 - Incidente Em Antares ... Venusta
  • 1996 - Quem É Você? ... Augusta
  • 1998 - Hilda Furacão ... Loló Ventura
  • 1999 - Suave Veneno ... Maria do Carmo Canhedo
  • 2000 - O Cravo e a Rosa ... Josefa Lacerda de Moura
  • 2002 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Maria José (Mazé)
  • 2002 - Malhação ... Isaura
  • 2002 - Brava Gente  ... Tia (Episódio: "A Casa Errada")
  • 2004 - Sob Nova Direção (Episódio: "O Casamento do Meu Melhor Inimigo")
  • 2004 - A Diarista (Episódio: "Parece Mas Não É")
  • 2005 - América ... Miss Jane
  • 2006 - JK ... Carlota Bueno
  • 2007 - Amazônia, de Galvez a Chico Mendes ... Branquinha
  • 2008 - Casos e Acasos ... Dona Alba (Episódio: "O Trote, o Filho e o Fora")
  • 2009 - Caminho das Índias ... Ana Aparecida Albuquerque Cadore (Dona Cidinha)
  • 2010 - Ti Ti Ti ... Kiki Blanche (Participação)
  • 2012 - As Brasileiras ... Dona Conchita (Episódio: "A Vidente de Diamantina")
  • 2012 - Salve Jorge ... Dália

Cinema
  • 1960 - Os Dois Ladrões ... Madame Gaby
  • 1964 - Pão, Amor e... Totobola ... Mulher de Costa
  • 2002 - Achados e Perdidos ... Dona Mariana
  • 2003 - Xuxa Abracadabra ... Avó da Chapeuzinho
  • 2008 - Meu Nome Não é Johnny ... Dona Marly

Fonte: Wikipédia

Márcia Cabrita

MÁRCIA MARTINS ALVES
(53 anos)
Atriz e Humorista

☼ Niterói, RJ (20/01/1964)
┼ Rio de Janeiro, RJ (10/11/2017)

Márcia Martins Alves, mais conhecida como Márcia Cabrita, foi uma atriz e humorista brasileira, nascida em Niterói, RJ, no dia 20/01/1964. Filha de imigrantes portugueses, possuía uma irmã mais velha.

Estudou teatro e em 1992 estreou na TV no elenco de "As Noivas de Copacabana".

Em 1997, entrou para o elenco de "Sai de Baixo" interpretando a empregada Neide. Deixou o programa em outubro de 2000 devido a uma gravidez, sendo substituída por Cláudia Rodrigues.

Posteriormente participou de telenovelas da TV Globo, atuando também no "Sítio do Pica-Pau Amarelo", nos papéis de sobrinha do seu Elias em 2003, como Estelita em 2005 e Cacá em 2006.

Em março de 2010, Márcia foi diagnosticada com câncer de ovário, iniciando então o tratamento contra a doença.

Márcia Cabrita foi casada com o psicanalista Ricardo Parente de 2000 a 2004, eles tiveram uma filha chamada Manuela.

Márcia Cabrita também fez uma participação na série do canal Multishow, "Vai Que Cola" onde interpretou Elza Lacerda, a mãe do protagonista Valdomiro Lacerda (Paulo Gustavo).

Em 2017, voltou a TV Globo para integrar o elenco da telenovela "Novo Mundo" na pele de Narcisa Emília O'Leary, esposa de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência

Inicialmente, iria interpretar a personagem Germana, mas devido as complicações de sua doença, foi substituída por Vivianne Pasmanter. Apesar da troca, Márcia precisou se afastar da trama para continuar o tratamento. Seu retorno estava confirmado para o último capítulo, o que não se concretizou.

Morte

Márcia Cabrita faleceu na sexta-feira, 10/11/2017, durante a madrugada, aos 53 anos. Márcia vinha lutando contra um câncer no ovário, diagnosticado em 2010. Ela estava internada há dez dias, no hospital Quinta D'Or, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em decorrência do agravamento da doença.

Márcia deixa uma filha, Manuela, de 17 anos. De acordo com o ex-marido, o psicanalista Ricardo Parente, com quem foi casada por quatro anos, a atriz morreu "em paz" e sem sofrer.

O velório será no sábado de 10h00 às 13h00, no Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói. Em seguida, o corpo será cremado.

Trabalhos

Novelas & Seriados
  • 1992 - As Noivas de Copacabana ... Adelaide
  • 1993-95 - Os Trapalhões ... Vários Personagens
  • 1997-2000 - Sai de Baixo ... Neide Aparecida
  • 2001 - Brava Gente  ... Donária
  • 2002 - Desejos de Mulher ... Juvelina
  • 2003 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Dulce
  • 2005 - Sob Nova Direção ... Dora
  • 2005 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Estelita
  • 2007 - Sete Pecados ... Eudóxia
  • 2008 - Beleza Pura ... Drª Gina
  • 2008 - Dicas de Um Sedutor ... Gilda
  • 2009-10 - A Grande Família ... Beth
  • 2011 - Morde & Assopra ... Madame Chuchu
  • 2013 - Pé na Cova ... Felícia
  • 2013 - Sai de Baixo ... Neide Aparecida
  • 2013 - Vai Que Cola ... Elza Lacerda
  • 2014 - Por Isso Eu Sou Vingativa ... Jéssica
  • 2014 - As Canalhas ... Flávia
  • 2014 - Meu Amigo Encosto ... Yolanda
  • 2014 - Trair e Coçar é Só Começar ... Inês
  • 2016 - Vai Que Cola ... Elza Lacerda
  • 2016 - Treme Treme ... Síndica
  • 2017 - Novo Mundo ... Narcisa Emília O'Leary

Cinema
  • 2004 - Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida ... Flauta Morena
  • 2004 - Um Show de Verão ... Lupe
  • 2006 - Xuxa Gêmeas ... Diana
  • 2006 - Trair e Coçar é Só Começar ... Vera
  • 2012 - O Diário de Tati ... Anita

Fonte: Wikipédia 

Ruth Escobar

MARIA RUTH DOS SANTOS ESCOBAR
(82 anos)
Atriz, Produtora Cultural e Empresária

☼ Porto, Portugal (31/03/1935)
┼ São Paulo, SP (05/10/2017)

Maria Ruth dos Santos Escobar foi uma atriz e produtora cultural luso-brasileira, nascida na cidade do Porto, norte de Portugal, no dia 31/03/1935.

Tornou-se uma atriz de destaque e uma das mais importantes produtoras culturais do Brasil e destacada personalidade do teatro brasileiro, empreendedora de muitos projetos culturais especialmente comprometidos com a vanguarda artística.

Nascida numa família pobre, aos 16 anos, em 1951, emigrou com sua mãe, Marília do Carmo, para o Brasil. Casou-se com o filósofo e dramaturgo Carlos Henrique Escobar, e juntos, em 1958, partiram para a França, onde Ruth fez cursos de interpretação. Ao retornar ao Brasil, montou companhia própria, a Novo Teatro, em parceria com o diretor Alberto D'Aversa.

Protagonizou "Antígone América", texto de seu marido, em 1962, após algumas experiências de palco, como "Mãe Coragem e Seus Filhos", de Bertolt Brecht, em 1960, e "Males da Juventude", de Ferdinand Bruckner, em 1961, ambas dirigidas por Alberto D'Aversa.

No mesmo ano que estreia "Antígone América", seu casamento com Carlos Henrique Escobar se desfaz. Ao mesmo tempo começa a reunir recursos para financiamento do seu teatro.

Em 1964, decide fazer teatro popular e adapta um ônibus, transformando-o em palco, para levar espetáculos à periferia de São Paulo, iniciativa que recebeu o nome de Teatro Popular Nacional. Por essa nova experiência teatral passaram Antônio Abujamra, que dirigiu "A Pena e a Lei", de Ariano Suassuna e Silnei Siqueira, que encenou "As Desgraças de uma Criança", de Martins Pena, entre outros. As atividades do Teatro Popular Nacional se encerraram em 1965.

Inauguração do Teatro Ruth Escobar

Ainda em 1964, Ruth Escobar inaugurou seu próprio teatro, que recebeu o seu nome, situado no bairro da Bela Vista, na cidade de São Paulo.

Separou-se do primeiro marido e casou-se com o arquiteto Wladimir Pereira Cardoso, que se tornou cenógrafo das produções da companhia. Entre outras, são encenadas em seu teatro a "A Ópera dos Três Vinténs", de Bertolt Brecht e Kurt Weill, com direção de José Renato, em 1964, "O Casamento do Sr. Mississipi", de Dürrenmatt, dirigida por Jô Soares, em 1965, "As Fúrias de Rafael Alberti", outra encenação de Antônio Abujamra, em 1966, "O Versátil Mr. Sloane", de Joe Orton, sob a direção de Antônio Ghigonetto, em 1967, e "Lisístrata", de Aristófanes, encenação de Maurice Vaneau, em 1968.

Em 1968, com a vinda para o Brasil do diretor argentino Victor García, convidado para a montagem de "Cemitério de Automóveis", adaptação do próprio Victor García para a obra de Fernando Arrabal, uma antiga garagem na rua Treze de Maio foi totalmente remodelada. A encenação destacou Ruth Escobar como atriz e produtora.

Seu prestígio aumentou, em 1969, com a produção de "O Balcão", de Jean Genet, encenada por Victor Garcia, cenografada por Wladimir Pereira Cardoso. A produção arrebatou todos os prêmios importantes do ano, e Ruth Escobar foi agraciada com o Troféu Roquette Pinto para a personalidade do ano.

Polêmicas sempre cercaram a atriz e produtora. Uma delas ocorreu em 1972, quando produziu "Missa Leiga", de Chico de Assis, direção de Ademar Guerra, e foi proibida de utilizar a Igreja da Consolação como palco e foi montada numa fábrica.

Nos anos subsequentes, Ruth Escobar ficou à frente do Centro Latino-Americano de Criatividade, projeto abortado por falta de recursos, e centralizou no seu teatro importantes manifestações contra o Regime Militar, inclusive a fundação do Comitê da Anistia Internacional.

Ruth Escobar, 1982
Festival Internacional de Teatro

Com o I Festival Internacional de Teatro, em 1974, Ruth Escobar passou a apresentar periodicamente em São Paulo o melhor da produção cênica mundial. A cidade pôde conhecer, entre outros, o trabalho de Bob Wilson, "Time And Life Of Joseph Stalin", que a censura obrigou a mudar para "Time And Life Of David Clark", a premiada montagem de "Yerma", por Victor García, com Nuria Espert, além dos encenadores Andrei Serban e Jerzy Grotowski.

Em 1974, centralizou a produção para circuito internacional de "Autos Sacramentales", outra encenação de Victor García baseada em "Calderón de La Barca". Depois de estrear em Shiraz, no Irã, a realização teve êxito na Bienal de Veneza, em Londres e em Portugal.

Em 1976, outro projeto de fôlego, a Feira Brasileira de Opinião, reuniu textos dos mais destacados dramaturgos da época, mas foi interditado pela Censura, o que obrigou Ruth Escobar a arcar com os prejuízos da montagem em andamento.

No II Festival Internacional de Teatro, de 1976, chegaram ao país o grupo catalão Els Joglars, com "Allias Serralonga", os City Players, do Irã, com uma inusitada montagem de "Calígula", de Albert Camus, a companhia Hamada Zenya Gekijo, do Japão, o grupo G. Belli, da Itália, com "Pranzo di Famiglia", dirigida por Tinto Brass, entre outros.

Ruth Escobar, 2001
Volta à Cena e Outras Produções

Em 1977, Ruth Escobar resolveu voltar à cena. Para interpretar a exasperada Ilídia de "A Torre de Babel", trouxe a São Paulo o autor Fernando Arrabal para dirigi-la.

Produziu "A Revista do Henfil", de Henfil e Oswaldo Mendes, sob a direção de Ademar Guerra, em 1978.

Em 1979, voltou à cena em "Caixa de Cimento", encenação do argentino Juan Uviedo. Ainda em 1979, produziu "Fábrica de Chocolate", texto de Mário Prata que aborda a tortura.

Entre as grandes atrações do III Festival Internacional de Teatro, em 1981, estavam o grupo norte-americano Mabu Mines, o belga Plan K, o La Cuadra, de Sevilha, além do uruguaio Galpón e do português A. Comuna.

Política e Últimos Festivais

Nos anos 1980, Ruth Escobar afastou-se parcialmente do teatro. Eleita deputada estadual para duas legislaturas, dedicou-se a projetos comunitários.

Em 1994, voltou aos festivais internacionais, então mais discretos, porém ampliando sua abrangência ao trazer grupos de teatro, de dança, de formas animadas ou aqueles que uniam todas essas linguagens, como o Aboriginal Islander Dance Theatre, o Bread And Puppet, o Cricot 2, os Dervixes Dançantes.

A quinta edição, de 1995, acentuou a forte tendência à diversificação ao trazer para o país a dança de Carlota Ikeda e o grupo japonês Dumb Type, o russo Lev Dodine com "Gaudeamus", Michell Picolli, entre outros.

Em 1996, Philippe Decouflé, o grupo Dong Gong Xi Gong, de Taiwan, e Josef Nadj foram os destaques da 6ª edição.

Em 1987, Ruth Escobar lançou "Maria Ruth - Uma Autobiografia", contando parte da sua trajetória, na qual a produção cultural se mescla, de modo indissolúvel, à sua atuação social, voltada sobretudo para o inconformismo com as regras estabelecidas.

Em 1990, retornou aos palcos, numa encenação de Gabriel Villela"Relações Perigosas", de Heiner Müller.

Entre 1994 e 1997, voltou a produzir festivais internacionais, com o nome Festival Internacional de Artes Cênicas.

Em 1998 recebeu, do governo francês, a condecoração da Legião de Honra.

Em 2001, criou uma versão de "Os Lusíadas", de Camões, seu último trabalho nos palcos, como produtora.

Alzheimer e Patrimônio

Em 2000, Ruth Escobar foi diagnosticada com a Doença de Alzheimer, que, ao longo dos anos, se intensificou e atingiu nível avançado, comprometendo sua memória e toda sua atividade profissional.

Em 2006, sua filha Patrícia Escobar conseguiu interditar na justiça o patrimônio de Ruth, que passou a ser gerido por um escritório de advocacia.

Em 2011, Inês Cardoso, outra de suas filhas, fez uma carta aberta como pedido de ajuda ao expor o fato da mãe não ter plano de saúde e estar em situação de abandono médico. A filha ainda denunciou que o escritório não estaria cuidando devidamente do patrimônio, que inclui algumas casas e também o acervo pessoal da artista, com documentos históricos do moderno teatro brasileiro. Nelson Aguiar, outro filho de Ruth Escobar, culpa a irmã Patrícia pela escolha da interdição que ocasionou a má administração do legado.

Morte

Ruth Escobar faleceu na tarde de quinta-feira, 05/10/2017, aos 82 anos, informou a Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP), organização que é proprietária do Teatro Ruth Escobar. Ela faleceu entre 13h30 e 14h00, no Hospital 9 de Julho, na Bela Vista.

Ruth sofria de Alzheimer e estava internada havia um mês no Hospital Nove de Julho. Ela deixa quatro filhos, um quinto já morreu.

O velório começou a ser realizado na tarde de quinta-feira, 05/10/2017, no próprio teatro. O local do enterro não foi confirmado, mas deve começar às 11h00 de sexta-feira, 06/10/2017.

Ruth Escobar, 2001
Trabalhos

Como Intérprete
  • 1959 - Festival Branco e Preto (Também Diretora)
  • 1960 - Mãe Coragem
  • 1961 - Os Males da Juventude
  • 1962 - Antígone América
  • 1964 - A Ópera dos Três Vinténs
  • 1964 - A Farsa do Mestre Patelin
  • 1964 - As Desgraças de Uma Criança
  • 1965 - Soraia Posto 2
  • 1965 - Histórias do Brasil
  • 1965 - O Casamento do Senhor Mississipi
  • 1966 - As Fúrias
  • 1966 - Os Trinta Milhões do Americano
  • 1967 - O Estranho Casal
  • 1967 - O Versátil Mr. Sloane
  • 1968 - Roda Viva
  • 1968 - Cemitério de Automóveis
  • 1968 - Lisístrata
  • 1968 - Os Sete Gatinhos
  • 1969 - O Balcão
  • 1969 - Romeu e Julieta
  • 1969 - Os Monstros
  • 1971 - Os Dois Cavaleiros de Verona
  • 1972 - A Massagem
  • 1974 - Capoeiras da Bahia
  • 1974 - I Festival Internacional de Teatro
  • 1976 - II Festival Internacional de Teatro
  • 1977 - Torre de Babel
  • 1978 - Revista do Henfil
  • 1979 - Fábrica de Chocolate
  • 1979 - Caixa de Cimento
  • 1981 - III Festival Internacional de Teatro
  • 1982 - Irmã Maria Ignácio Explica Tudo
  • 1989 - Relações Perigosas
  • 1994 - IV Festival Internacional de Artes Cênicas
  • 1995 - V Festival Internacional de Artes Cênicas
  • 1996 - VI Festival Internacional de Artes Cênicas
  • 1997 - VII Festival Internacional de Artes Cênicas
  • 1999 - VIII Festival Internacional de Artes Cênicas

Como Produtora
  • 1959 - Festival Branco e Preto
  • 1960 - Antígone América
  • 1964 - A Pena e a Lei
  • 1964 - A Ópera dos Três Vinténs
  • 1964 - As Desgraças de Uma Criança
  • 1966 - As Fúrias
  • 1967 - O Estranho Casal
  • 1967 - O Versátil Mr. Sloane
  • 1968 - Cemitério de Automóveis
  • 1968 - Os Sete Gatinhos
  • 1968 - Roda Viva
  • 1969 - O Balcão
  • 1969 - Romeu e Julieta
  • 1969 - Os Monstros
  • 1970 - Cemitério de Automóveis
  • 1972 - Missa Leiga
  • 1972 - A Massagem
  • 1972 - A Viagem
  • 1973 - Missa Leiga
  • 1974 - Autos Sacramentais
  • 1974 - Capoeiras da Bahia
  • 1974 - I Festival Internacional de Teatro
  • 1976 - II Festival Internacional de Teatro
  • 1978 - Revista do Henfil
  • 1979 - Fábrica de Chocolate
  • 1979 - Caixa de Cimento
  • 1981 - III Festival Internacional de Teatro
  • 1982 - Irmã Maria Ignácio Explica Tudo
  • 1989 - Relações Perigosas
  • 1994 - IV Festival Internacional de Artes Cênicas
  • 1995 - V Festival Internacional de Artes Cênicas
  • 1996 - VI Festival Internacional de Artes Cênicas
  • 1997 - VII Festival Internacional de Artes Cênicas
  • 1999 - VIII Festival Internacional de Artes Cênicas
  • 2001 - Os Lusíadas

Fonte: Wikipédia e Veja

Solange Badim

SOLANGE DUARTE BADIM
(53 anos)
Atriz

☼ Rio de Janeiro, RJ (16/04/1964)
┼ Rio de Janeiro, RJ (29/09/2017)

Solange Duarte Badim, mais conhecida por Solange Badim, foi uma atriz brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 16/04/1964. Solange Badim tinha atuação intensa no teatro e trabalhava também na televisão.

No teatro foi onde Solange Badim começou, aos 15 anos, quando frequentava o Colégio Andrews, em 1979. Depois foi aluna de Maria Padilha e de Miguel Falabella.

Profissionalizou-se em 1981, com 17 anos, na peça "Banhos", de Paulo Reis. E não parou mais, fazendo vários outros espetáculos, trabalhando com diretores de renome, como Sérgio Britto, Cecil Thiré, Hamilton Vaz Pereira, Domingos de Oliveira, João Bethencourt, Cláudio Botelho, dentre vários outros.

No teatro, suas principais peças foram "Banhos" (1981), "Sujô no Olimpo" (1987), "A Gata Borralheira" (1987), "As Armas e o Homem de Chocolate" (1995), "Noviça Rebelde" (2008), "Oui Oui... A França é Aqui" (2010), "Emilinha e Marlene, as Rainhas do Rádio" (2012).

Nos teatro musical a atriz fez vários trabalhos, além dos já citados acima, fez, "Arca de Noé", "O Século do Progresso", "Lamartine Pra Inglês Ver", "Dolores", "Company", "Suburbano Coração", "O Fantasma do Teatro", "Cristal Bacharah", "Rádio Nacional - As Ondas Que Conquistaram o Brasil", dentre outros.

Iniciou sua carreira televisiva pela TV Globo, em 1995, fazendo a minissérie "Decadência". Depois só retornou em 2001, ainda na TV Globo, na novela "Porto dos Milagres".

Solange Badim fez vários seriados, dentre eles "A  Diarista", "Carga Pesada", "Sob Nova Direção" e "A Grande Família".

Entre 2012 e 2013, esteve na novela de Glória Perez, "Salve Jorge", no papel de Delzuite, que tem sua filha roubada ao nascer e recuperada, já adulta e rica. Ótima interpretação de Solange Badim, que tinha um "amor bandido" por Pescoço, no Morro do Alemão.

Morte

Solange Badim faleceu aos 53 anos, no final da tarde de sexta-feira, 29/09/2017. Ela estava internada no Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, tratando de um câncer em estado avançado e faleceu por volta das 17h30. A informação foi confirmada pela assessoria do hospital, que pertence à família de Solange.

Solange Badim estava internada desde o dia 08/09/2017. O velório da atriz será ocorrerá no sábado, 30/09/2017, a partir das 9h00, no Cemitério do Catumbi, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O corpo será cremado às 16h00.

Solange Badim tratava o câncer há pelo menos 7 anos, que já havia se espalhado. Segundo a coreógrafa Márcia Rubin, amiga de Solange Badim há 33 anos, a atriz era positiva em relação ao tratamento da doença.

O artista plástico Sérgio Marimba, ex-marido de Solange Badim, lamentou a morte nas redes sociais:
"Venho com muita tristeza e dor notificar a partida da grande atriz Solange Badim, amiga, mãe, parceira e tudo que é de especial que possa existir nesta vida! Siga em paz, guerreira, aqui ficamos com uma imensa saudade do seu sorriso e do seu amor. Que nossa Senhora da Conceição te cubra com seu manto de luz e te ampare na sua nova missão, Te Amo"
Solange Badim deixa uma filha de 18 anos, Sofia, fruto da relação com Sérgio Marimba.

Trabalhos

Teatro
  • 1981 - Banhos
  • 1987 - Sujô no Olimpo
  • 1987 - A Gata Borralheira
  • 1995 - As Armas e o Homem de Chocolate
  • 2008 - A Noviça Rebelde
  • 2010 - Oui Oui... A França é Aqui!
  • 2012 - Emilinha & Marlene, As Rainhas do Rádio
  • 2014 - As Bodas de Fígaro

Televisão
  • 2001 - Porto dos Milagres ... Serena
  • 2004 - A Diarista ... Marta (Episódio: Piloto)
  • 2006 - Sob Nova Direção ... Sílvia
  • 2007 - Malhação ... Carmem
  • 2012 - Salve Jorge ... Delzuíte Aparecida


Prêmios e Indicações

  • 1987 - Melhor Atriz - Prêmio Mambembe - "Sujô no Olimpo" (Indicado)
  • 1987 - Melhor Atriz - Prêmio Mambembe - "A Gata Borralheira" (Indicado)
  • 1995 - Melhor Atriz - Prêmio Cultura Inglesa de Teatro - "As Armas e o Homem de Chocolate" (Venceu)
  • 2008 - Melhor Atriz Coadjuvante - Prêmio APTR - "A Noviça Rebelde" (Indicado)
  • 2013 - Atriz Revelação - Prêmio Extra de Televisão - "Salve Jorge" (Indicado)
  • 2015 - Melhor Atriz - 2º Prêmio Cesgranrio de Teatro - "As Bodas de Fígaro" (Venceu)

Rogéria

ASTOLFO BARROSO PINTO
(74 anos)
Atriz, Maquiadora, Transformista e Vedete

☼ Cantagalo, RJ (25/06/1943)
┼ Rio de Janeiro, RJ (04/09/2017)

Rogéria, nascida Astolfo Barroso Pinto, foi uma atriz e transformista brasileira. Foi maquiadora na extinta TV Rio e vedete. Morou no exterior, apresentando vários shows, e em 1979 recebeu o Troféu Mambembe, pelo espetáculo que fez ao lado de Grande Otelo.

Rogéria nasceu em Cantagalo, no interior do Estado do Rio de Janeiro, no dia 25/06/1943, a mesma cidade de outra figura célebre - como declarou: "Em Cantagalo, nasceu a maior bicha do Brasil, no caso eu, e o maior macho do Brasil, Euclides da Cunha".

Desde sua infância tinha consciência da homossexualidade e na adolescência virou transformista e assumiu uma carreira de maquiadora. Antes disso, virou figura assídua no auditório da Rádio Nacional, particularmente nos programas estrelados pela cantora Emilinha Borba e de quem era fã incondicional.

Ao vencer um concurso de fantasias no carnaval de 1964, tentaram renomeá-la de Astolfo, "que fazia demais a 'linha executivo'", para Rogério, que levou o público a gritos de Rogéria, inspirando o nome artístico dela.


Rogéria começou sua carreira como maquiadora da TV Rio, e ao conviver com inúmeros atores célebres teve o que descreveu como equivalente de uma estadia no Actors Studio, sendo estimulada a interpretar. Sua estreia ocorreu em 29/05/1964, em um notório reduto gay de Copacabana, a Galeria Alaska.

Na televisão, participou do programa de Chacrinha e atuou como repórter do "Viva a Noite", programa de auditório, em 1986. Depois, vieram participações na novela "Tieta" (1989), em "Sai de Baixo" (1997), "Brava Gente" (2001), "Desejo de Mulher" (2002), entre outras produções audiovisuais.

No cinema, a atuação começou na década de 60. Ela estreou em 1968 com "Enfim Sós... Com o Outro", no qual interpretou o personagem Glorinha. Outros filmes contaram com a participação da atriz: "O Homem Que Comprou o Mundo" (1968), "O Sexualista" (1975), "Vestido Dourado" (2000), "Copacabana" (2001), dentre outros. 


A participação mais recente no cinema ocorreu sob direção da atriz e cineasta Leandra Leal, no filme "Divinas Divas" (2016), inspirado em um espetáculo encenado por Rogéria ao lado de Camille K e transformistas desde 2004. O documentário venceu a categoria no Festival do Rio de 2016, pelo voto popular.

Rogéria foi coreógrafa da comissão de frente da Escola de Samba São Clemente, representando Maria, a Louca, num enredo que tratava dos 200 anos da vinda da família real ao Brasil. Em sua passagem, foi recebida com carinho pelo público.

Em 2016, lançou sua biografia "Rogéria - Uma Mulher e Mais Um Pouco", de Marcio Paschoal.

De voz grave, sem papas na língua e reconhecida pela expressividade, Rogéria se dizia satisfeita com o órgão sexual masculino e se mostrava avessa a fazer uma operação para troca de gênero. Bem-humorada, se dizia "o travesti da família brasileira", uma forma de ironizar o preconceito e o moralismo característicos da formação cultural do país. 

Teatro

Foram muitas as incursões de Rogéria nos palcos do Brasil e do mundo. Foi vedete de Carlos Machado e em 1979 ganhou o Troféu Mambembe por uma peça que fazia com Grande Otelo.

Em fevereiro de 1976, participou de um espetáculo chamado "Alta Rotatividade", comédia na qual contracenava com a atriz Leila Cravo e os atores Agildo Ribeiro e Ary Fontoura.

No ano de 2007, estreou o espetáculo "7, O Musical", sob a direção de Charles Möeller e Cláudio Botelho. No espetáculo, atuou ao lado de Zezé Motta, Eliana Pittman, Alessandra Maestrini, Ida Gomes, Jarbas Homem de Mello e outros. O espetáculo estreou em São Paulo no ano de 2009.

Desde 2004 ao lado da atriz Camille K, fazia uma peça com outros notórios transformistas no Teatro Rival do Rio, "Divinas Divas"

Morte

Rogéria faleceu na noite de segunda-feira, 04/08/2017, no Rio de Janeiro, RJ aos 74 anos. Rogéria foi internada no Hospital Unimed Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com um caso de infecção urinária, mas teve uma complicação após uma crise convulsiva.

O Hospital Unimed-Rio informou que a causa da morte de Rogéria foi um choque séptico. De acordo com a unidade hospitalar, ela estava internada na unidade desde 08/08/2017 devido a um quadro de infecção urinária.

No dia 25/08/2017, Rogéria chegou a receber alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital e foi levada para o quarto.

Em julho de 2017, Rogéria foi hospitalizada em uma clínica em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após apresentar fortes dores nas costas, época em que o diagnóstico apontou infecção generalizada.

Filmografia

Televisão
  • 1986 - Viva a Noite ... Repórter
  • 1989 - Tieta ... Ninete (Valdemar Alencar)
  • 1997 - Sai de Baixo ... Brigite (Episódio: "Adivinha Quem Vem Para Jantar")
  • 1999 - Você Decide ... Episódio: "Mulher 2000"
  • 2000 - Zorra Total ... Ela Mesma (Rosto a Rosto Com Alberto Roberto)
  • 2001 - Brava Gente  ... Sissi (Episódio: "O Enterro da Cafetina")
  • 2002 - Desejos de Mulher ... Regina
  • 2002 - A Grande Família ... Carla (Episódio: "O Velho Gostoso")
  • 2006 - Cilada ... Marilene (Episódio: "Carnaval")
  • 2007 - Paraíso Tropical ... Carolina da Silva
  • 2007 - Toma Lá Dá Cá ... Tia Dolly (Episódio: "Dolly Pancada Seca")
  • 2008 - Duas Caras ... Astolfo Barroso
  • 2008 - Dicas de um Sedutor ... Lulu (Episódio: "Amor Não Tem Idade")
  • 2009 - A Praça é Nossa ... Ela Mesma
  • 2010 - Os Caras de Pau ... Rogéria ''Seu Astolfo'' (Episódio: "Dia dos Pais")
  • 2011 - Amor & Sexo ... Ela Mesma
  • 2012 - Malhação ... Carmém Rios / Rômulo Rios
  • 2012 - Lado a Lado ... Alzira Celeste
  • 2013 - Com Frescura ... Apresentadora
  • 2013 - Divertics ... Vários Personagens
  • 2014 - Pé na Cova ... Patrícia Swanson
  • 2015 - Babilônia ... Úrsula Andressa (Oswaldo Alvarenga)
  • 2015 - Tá No Ar: A TV Na TV ... Ela Mesma
  • 2017 - A Força do Querer ... Ela Mesma


Cinema
  • 1968 - Enfim Sós... Com o Outro ... Glorinha
  • 1968 - O Homem Que Comprou o Mundo
  • 1975 - O Sexualista
  • 1978 - O Gigante da América
  • 1979 - Gugu, o Bom de Cama
  • 1991 - A Maldição do Sanpaku ... Loura
  • 1994 - A Causa Secreta ... Participação Especial
  • 1999 - Hi Fi (Curta Metragem)
  • 2000 - Vestido Dourado
  • 2001 - Copacabana ... Rogéria
  • 2016 - Divinas Divas ... Ela Mesma

Bambina Bucci

BAMBINA BUCCI
(88 anos)
Locutora, Rádio-Atriz, Produtora de Programas, Política e Umbandista

☼ Batatais, SP (10/06/1920)
┼ Rio de Janeiro, RJ (07/06/2009)

Banbina Bucci  foi uma locutora, rádio-atriz, produtora de programas, política e umbandista brasileira, descendente de italianos, nascida em Batatais, SP, no dia 10/06/1920.

Viúva de Atila Nunes Pereira, de quem se tornou braço direito e companheira inseparável na década de 40, em 1948 nasceu seu único filho, Átila Nunes Filho, deputado desde 1970, maciçamente votado pelos umbandistas.

Inteligência viva, temperamento nervoso, agitado, Bambina Bucci fez o ginasial no Rio de Janeiro, completou seus estudos na terra bandeirante e diplomou-se na Escola Normal de sua terra natal.

Ingressou no rádio em 1940. Locutora, rádio-atriz, produtora de programas, umbandista convicta e dotada de grande facilidade de escrever, produziu dezenas de preces e poemas, destacando-se "Mensagem da Fé", "Oração do Enfermo", "Prece ao Alto", "Mensagem de Oxalá", "Prece do Cruzeiro das Almas", "Oração à Mãe de Jesus", "Gratidão", "Creio em Deus", "Meditação", "Procura a Tua Luz", "Oração dos Cegos", "Caboclo da Mata", "Sete Penas Brancas", "Mensagem de Lázaro" e "Prece do Presidiário".

A metapsíquica sempre exerceu grande fascínio sobre Bambina Bucci que, possuindo dons extraordinários de vidência-auditiva, prestou bons serviços aos que a procuravam imbuídos de fé. Grande parte de sua vida foi dedicada ao estudo do sobrenatural e dos fundamentos do espiritismo em todas as suas formas, principalmente no que tange ao culto religioso da Umbanda. Seu espírito de curiosidade, entretanto, levou-a a voltar, também, suas atenções ao esoterismo e até mesmo ao agnosticismo, doutrina que declara o absoluto inacessível ao espírito humano.

Vereadora eleita e reeleita por 16 anos para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, autora de dezenas de leis municipais que garantiram a igualdade religiosa, Bambina Bucci produziu e apresentou durante três décadas o "Programa Melodias de Terreiro", o mais antigo programa do rádio brasileiro, hoje produzido e apresentado pelo seu filho, o deputado Átila Nunes Filho e pelo seu neto, Átila Nunes Neto, na Rádio Metropolitana AM 1090, do Rio de Janeiro, podendo ser acessado na primeira rádio web de Umbanda do Brasil: a Rádio Melodias de Terreiro.

Indicação: Miguel Sampaio

Maria Estela

MARIA ESTELA RIVERA
(75 anos)
Atriz

☼ Borborema, SP (13/04/1942)
┼ São Paulo, SP (06/07/2017)

Maria Estela Rivera foi uma atriz brasileira nascida em Borborema, SP, no dia 13/04/1942.

Maria Estela foi uma das mais importantes atrizes dos anos 1970 na televisão brasileira, protagonizando várias novelas na TV Tupi, principalmente como mocinha. Sempre quis ser atriz e começou jovem no teatro, mas foi na televisão que se firmou.

O início de sua carreira artística na televisão foi em 1965, na TV Excelsior, que, à época, fazia novelas de sucesso. Seu primeiro trabalho foi em "O Caminho das Estrelas". Em 1966, na mesma emissora fez "A Pequena Karen", e em 1967, "O Tempo e o Vento" e "O Morro dos Ventos Uivantes".

Sua última novela na TV Excelsior foi em 1968, quando atuou em "O Direito dos Filhos".

Transferiu-se para a TV Record e fez, ainda em 1968, a novela "Ana". Vivendo a época de ouro das novelas da emissora, Maria Estela fez as novelas "As Pupilas do Senhor Reitor" (1970), "Os Deuses Estão Mortos" (1971), "Quarenta Anos Depois" (1971), "Sol Amarelo" (1971), "O Leopardo" (1972) e "Os Fidalgos da Casa Mourisca" (1972). 

Em 1973, a atriz foi para a TV Tupi, onde fez a primeira versão de "Mulheres de Areia" (1973), que depois foi refeita pela TV Globo em 1993. Em 1974, participou de "Meu Rico Português" e "Um Dia o Amor".

Em 1978, fez suas duas últimas novelas na TV Tupi, "Aritana" e "Roda de Fogo".

Nos anos 1980, fez tramas na Bandeirantes e no SBT, como "Os Imigrantes" (1981), "Vida Roubada" (1983), dentre outras.

A partir dos anos 1990, fez algumas participações especiais em novelas. Na TV Globo, fez "Meu Bem Meu Mal" (1990) e "Despedida de Solteiro" (1992).

Em 1994, voltou para o SBT e atuou em "Éramos Seis".

Em 1997, mais uma vez na TV Record, fez "Canoa do Bagre" "Marcas da Paixão" (2000).

Em 2001, novamente no SBT, atuou em "Pícara Sonhadora".

Em 2006, Maria Estela foi novamente para a TV Globo e participou da novela "Pé Na Jaca".

Em 2009, já no SBT, fez "Vende-se Um Véu de Noiva".

Por fim, em 2010, fez "Passione", na TV Globo, em participação especial. Desde então, estava afastada do veículo.

No teatro, a atriz esteve em cartaz por mais de um ano, em São Paulo, com a peça de Juca de Oliveira, "Meno Male". Quando a peça foi para o Rio de Janeiro, Maria Estela também ficou nela mais um ano em cartaz.

Morte

Maria Estela faleceu no dia 06/07/2017, aos 75 anos, em São Paulo, SP. O motivo do óbito é desconhecido e o mesmo só foi revelado depois que vários amigos da atriz começaram a comentar o seu falecimento.

Maria Estela Rivera (Os Inocentes, 1974)
Trabalhos

  • 1965 - O Caminho das Estrelas ... Célia (TV Excelsior)
  • 1966 - A Pequena Karen ... Kathlyn (TV Excelsior)
  • 1967 - O Morro dos Ventos Uivantes ... Isabela (TV Excelsior)
  • 1967 - O Tempo e o Vento - Bibiana Terra Cambará (TV Excelsior)
  • 1968 - Ana ... Ana (TV Record)
  • 1968 - O Direito dos Filhos ... Eva (TV Excelsior)
  • 1969 - Algemas de Ouro ... Glória (TV Record)
  • 1970 - As Pupilas do Senhor Reitor ... Clara (TV Record)
  • 1971 - Os Deuses Estão Mortos ... Quitéria (TV Record)
  • 1971 - Quarenta Anos Depois (TV Record)
  • 1971 - Sol Amarelo ... Zilda (TV Record)
  • 1972 - O Leopardo ... Ângela
  • 1972 - Os Fidalgos da Casa Mourisca ... Berta (TV Record)
  • 1973 - Mulheres de Areia ... Arlete (TV Tupi)
  • 1974 - Os Inocentes ... Hortência (TV Tupi)
  • 1975 - Meu Rico Português ... Ofélia (TV Tupi)
  • 1975 - Um Dia, o Amor ... Marília (TV Tupi)
  • 1978 - Aritana ... Inês (TV Tupi)
  • 1978 - Roda de Fogo ... Jane (TV Tupi)
  • 1980 - Pé de Vento ... Gisele (Rede Bandeirantes)
  • 1981 - Os Imigrantes ... Isabel (Rede Bandeirantes)
  • 1982 - A Leoa ... Alice (SBT)
  • 1982 - Campeão ... Alexandra (Rede Bandeirantes)
  • 1983 - Vida Roubada ... Virgínia (SBT)
  • 1990 - Boca do Lixo ... Carminha (TV Globo)
  • 1990 - Meu Bem, Meu Mal ... Gisela (TV Globo)
  • 1992 - Despedida de Solteiro ... Inês (TV Globo)
  • 1994 - Éramos Seis ... Laila (SBT)
  • 1997 - Canoa do Bagre ... Juliete (TV Record)
  • 1997 - Chiquititas ... Emília (SBT)
  • 2000 - Marcas da Paixão ... Simone (TV Record)
  • 2001 - Pícara Sonhadora ... Marcelina Rockfield (SBT)
  • 2001 - O Direito de Nascer ... Augusta (SBT)
  • 2002 - Marisol ... Andréa (SBT)
  • 2004 - Esmeralda ... Irmã Piedade (SBT)
  • 2006 - Pé na Jaca ... Irina Botelho Bulhões (TV Globo)
  • 2009 - Vende-se um Véu de Noiva ... Cora Baronese (SBT)
  • 2010 - Passione ... Carminha (TV Globo)


Indicação: Miguel Sampaio

Neuza Amaral

NEUSA GOUVEIA DA SILVA DO AMARAL
(86 anos)
Atriz e Política

☼ São José do Barreiro, SP (01/08/1930)
┼ Rio de Janeiro, RJ (19/04/2017)

Neusa Gouveia da Silva do Amaral, conhecida como Neuza Amaral, foi uma atriz e vereadora brasileira, nascida em São José do Barreiro, SP, no dia 01/08/1930.

Filha de pais analfabetos, começou a trabalhar aos 12 anos, entregando marmitas.

"Quando cheguei ao Rio de Janeiro, aos 4 anos, não tinha nem cama para dormir. Usava um monte de jornais para quebrar a friagem do chão. Foi assim, uma luta bem grande!"

Iniciou sua carreira de atriz na década de 50 na capital, trabalhando na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, onde enfrentou muitas dificuldades. Transferiu-se, então, para São Paulo e, num belo dia, passando com uma amiga pela porta da Rádio Record, resolveu entrar para ver como funcionava uma rádio. O fato é que saiu dali contratada: Pediram para a atriz ler uns textos e gostaram tanto que, dois dias depois, ela já estava no ar. Fazia locução, programa de auditório, tudo. O trabalho na Rádio Record impulsionou a sua vida e o seu trabalho.

Com o corte de pessoal na rádio, Neuza Amaral foi convidada para estrear na televisão. A atriz recorda:

"Depois veio a televisão. Era 1957. 'Quem sabe fazer televisão aqui?' E a enxerida aqui, a ambiciosa, disse: 'Eu'. Nunca tinha visto um aparelho de televisão. Em 27 de setembro, eu estava no ar - doidinha de pedra, mas lá. E daí foi tudo acontecendo. Comecei como atriz e anunciadora!"


E, assim, em 1957 estreou na paulista TV Record nas novelas "Alma da Noite" e "A Mansão dos Daltons". Em seguida, foi para a TV Excelsior onde participou da primeira telenovela diária da televisão, "2-5499 Ocupado" (1963), ao lado de Tarcísio Meira, Glória Menezes e Lolita Rodrigues. Sobre a trama, conta: "Naquela época valia tudo, até varrer o estúdio. Porque era para desbravar mesmo!"

Seguiram-se outros sucessos na emissora com as novelas "As Solteiras" (1964), "A Moça Que Veio de Longe" (1964), "O Céu é de Todos" (1965) e "Pecado de Mulher" (1965).

Neuza Amaral voltou a morar no Rio de Janeiro em 1967 e por meio de um amigo comum, foi apresentada a José Bonifácio de Oliveira Sobrinho ou simplesmente Boni, que a convidou para trabalhar na TV Globo, na novela "A Sombra de Rebecca" (1967).

Na emissora, consolidou sua carreira com personagens memoráveis como a primeira grande vilã da televisão Veridiana Albuquerque Medeiros de "A Grande Mentira" (1968), onde relembra emocionada:

"Ela era ruim que nem uma cobra. Era rica, mas tinha uma origem de manicure. Então, punha aquela coisa em cima de todo mundo. Realmente, foi o meu maior trabalho em televisão. A novela teve como diretor Fabio Sabag e Marlos Andreucci, que morreu dirigindo uma cena!"


A determinada Maria Clara Taques em "Os Ossos do Barão" (1973), que lhe rendeu um troféu da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), Troféu APCA de melhor atriz. A sensível Nara de "Fogo Sobre Terra" (1974). A austera Fabiana di Lorenzo de "Bravo!" (1975), novela na qual submeteu-se a uma operação plástica, que foi levada ao ar como sendo uma situação vivida pela personagem.

"Eu sugeri: 'Janete, se você me enrola toda a cara e põe bandagem, quando tirar, vou ter a mesma cara. Por que não fazemos uma plástica?' - 'Você não acha ruim, não?', ela quis saber. 'Eu não. E ainda vou ganhar uma cirurgia. Duas vantagens, porque vou ser a primeira do mundo, numa novela de Janete Clair. Você documenta isso e, se eu morrer na operação, será um documento da morte de Neuza Amaral', argumentei. Janete Clair resolveu fazer, e assim foi feito!"

A doce Emerenciana em "Cabocla" (1979). A rica e insegura Bruna em "Plumas & Paetês" (1980) e a divertida Zefa em "Paraíso" (1982).


Neuza Amaral estreou na carreira cinematográfica em 1967 no filme "A Lei do Cão". No cinema, atuou em cerca de vinte produções nacionais, muitas das quais foram sucesso de crítica e público como "Memórias de um Gigolô" (1970), "Os Machões" (1972), "Como é Boa a Nossa Empregada" (1973), "Quem Tem Medo de Lobisomem?" (1975), "Dedé Mamata" (1987) e "O Que é Isso, Companheiro?" (1997).

Nos anos 90, Neuza Amaral foi eleita vereadora na cidade do Rio de Janeiro e se afastou, gradativamente, dos trabalhos na televisão, resumidos a pequenas participações. Vivia há cerca de dez anos no município de Araruama e trabalhava como controladora geral da cultura da cidade.

Nos últimos anos, lançou dois livros de memórias, "Deixa Comigo" (2008), cuja renda foi revertida para o Lar de São Francisco, asilo de idosos de Araruama, e "Isso Eu Vivi" (2012), onde destaca a sua trajetória na TV, as passagens pela política brasileira, a conversão ao judaísmo, a luta pela hemofilia e pelos direitos dos idosos.

Ela participou do primeiro capítulo da novela "Senhora do Destino" (2004).

Em 2006, fez participações nas novelas "Páginas da Vida", "Cobras & Lagartos" e no programa "Linha Direta"

Seu último trabalho na TV foi na série "Pé na Jaca", da TV Globo, em 2006. 

Morte

Neuza Amaral morreu na quarta-feira, 19/04/2017, no Rio de janeiro, RJ, aos 86 anos. A informação foi confirmada por familiares e pelo Hospital São Vicente de Paula, na Tijuca, onde ela estava internada desde sábado, 15/04/2017. Segundo parentes, a atriz sofreu uma embolia pulmonar. Ela deixou um filho e dois netos.

A morte de Neuza Amaral foi lamentada pela deputada estadual do Rio de Janeiro Cidinha Campos, que em redes sociais destacou que eram amigas havia 60 anos.

Trabalhos

Televisão
  • 1957 - Alma da Noite
  • 1957 - A Mansão dos Daltons
  • 1963 - 2-5499 Ocupado ... Neuza
  • 1963 - Aqueles Que Dizem Amar-Se ... Laura
  • 1964 - As Solteiras ... Andréa
  • 1964 - A Moça Que Veio de Longe ... Regina
  • 1964 - Uma Sombra em Minha Vida ... Jacqueline
  • 1965 - O Céu é de Todos ... Nelly
  • 1965 - Pecado de Mulher ... Neiva
  • 1967 - A Sombra de Rebecca ... Rebecca
  • 1967 - Sangue e Areia ... Encarnación Gallardo
  • 1968 - A Grande Mentira ... Veridiana Albuquerque Medeiros
  • 1969 - Véu de Noiva ... Lourdes Albertini
  • 1970 - Irmãos Coragem ... Branca
  • 1971 - O Homem Que Deve Morrer ... Orjana
  • 1972 - Selva de Pedra ... Walquíria
  • 1973 - Os Ossos do Barão ... Maria Clara Taques
  • 1974 - Fogo Sobre Terra ... Nara
  • 1975 - Bravo! ... Fabiana Di Lorenzo
  • 1976 - Duas Vidas ... Sara
  • 1976 - Estúpido Cupido ... Madre Superiora (PE)
  • 1976 - O Casarão ... Marisa
  • 1978 - O Pulo do Gato ... Lígia
  • 1978 - Pecado Rasgado ... Eunice
  • 1979 - Cabocla ... Emerenciana
  • 1980 - Olhai os Lírios do Campo ... Isabel Cintra
  • 1980 - Plumas & Paetês ... Bruna Sampaio
  • 1981 - Ciranda de Pedra ... Idalina
  • 1982 - Paraíso ... Josefa Barros (Zefa)
  • 1982 - Elas Por Elas ... Amiga de Mário Fofoca (PE)
  • 1983 - Voltei Pra Você ... Maruca
  • 1983 - Louco Amor ... Margarida Lins (PE)
  • 1985 - A Gata Comeu ... Ela Mesma (PE)
  • 1986 - Sinhá Moça ... Inez Fontes
  • 1987 - Brega & Chique ... Lucy
  • 1990 - Rainha da Sucata ... Dalva (PE)
  • 1990 - Delegacia de Mulheres ... Juíza (PE)
  • 1994 - Você Decide (Episódio: Abuso Sexual)
  • 1995 - Tocaia Grande ... Freira (PE)
  • 1996 - Você Decide (Episódio: Um Mundo Cão)
  • 1999 - Força de um Desejo ... Anita (PE)
  • 2004 - Senhora do Destino ... Dona Mena (PE)
  • 2006 - Páginas da Vida ... Amiga de Lalinha (PE)
  • 2006 - Cobras & Lagartos ... Socialite (PE)
  • 2006 - Linha Direta (Episódio: A Bomba do Riocentro)
  • 2006 - Pé na Jaca ... Gema
PE = Participação Especial

Cinema
  • 1967 - A Lei do Cão ... Mãe de Bebeto
  • 1969 - As Duas Faces da Moeda ... Isolda Canaverde
  • 1970 - Memórias de um Gigolô ... Madame Iara
  • 1971 - Rua Descalça
  • 1972 - Os Machões Madame Ribeiro
  • 1972 - Tormento - Mãe de Luís
  • 1973 - Como é Boa Nossa Empregada ... Esposa do Drº Roberto
  • 1973 - Café na Cama ... Zuma
  • 1973 - Obsessão
  • 1975 - Quem Tem Medo de Lobisomem? ... Dona Márcia
  • 1976 - Tem Folga na Direção ... Dona da Boutique
  • 1976 - E as Pílulas Falharam ... Drª Irene
  • 1978 - Amada Amante ... Tide
  • 1978 - Meus Homens, Meus Amores ... Ângela
  • 1979 - Os Trombadinhas ... Laura
  • 1979 - A Pantera Nua ... Marina
  • 1980 - A Deusa Negra
  • 1982 - Pra Frente, Brasil
  • 1984 - Amor Maldito ... Manicure
  • 1988 - Dedé Mamata
  • 1990 - Lua de Cristal
  • 1997 - O Que é Isso, Companheiro?

Fonte: Wikipédia