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Cayon Gadia

CAYON JORGE GADIA
(62 anos)
Radialista, Diretor e Produtor de TV

☼ Inhumas, GO (23/08/1945)
┼ São Paulo, SP (29/08/2007)

Cayon Gadia foi um radialista, diretor e produtor de televisão nascido em Inhumas, GO, no dia 23/08/1945.

Diretor musical do SBT, nos últimos nove anos, Cayon Gadia foi responsável por produzir trilhas sonoras para as novelas da emissora, como "Os Ricos Também Choram" (2005), "Pícara Sonhadora" (2001) e "Chiquititas".

Cayon Gadia também trabalhou na Rádio Bandeirantes e Antena 1.

Duas semanas antes de seu falecimento ele sentiu fortes dores, e após exames foi constatada uma Diverticulite.

Cayon Gadia faleceu aos 62 anos, na madrugada de quarta-feira, 29/08/2007, em São Paulo, no Hospital 9 de Julho, vítima de falência múltipla dos órgãos, depois de passar por cirurgia para curar uma Diverticulite.

O velório de Cayon Gadia ocorreu no Cemitério do Morumbi, Em São Paulo, SP. O sepultamento ocorreu às 15h00 do dia 29/08/2007.

Fonte: Wikipédia e Folha.com

Lala Schneider

LALA SCHNEIDER
(80 anos)
Atriz, Diretora e Professora

☼ Irati, PR (23/04/1926)
┼ Curitiba, PR (28/02/2007)

Lala Schneider foi uma atriz brasileira nascida em Irati, PR, no dia 23/04/1926. Conhecida como a primeira-dama do teatro no Paraná, já foi considerada uma das cinco melhores atrizes do Brasil, tendo atuado em teatro, televisão e cinema. Trabalhou também como diretora e professora de interpretação.

Lala Schneider iniciou a carreira em 1950 na peça "O Poder do Amor", no Teatro de Adultos do Serviço Social da Indústria (SESI). Na época, trabalhava no setor administrativo do SESI, onde ficou até se aposentar. Ela foi uma das fundadoras do Teatro de Comédia do Paraná.

Ao longo dos seus 57 anos de carreira, Lala Schneider fez inúmeras montagens e ganhou 16 prêmios, entre eles o Troféu Gralha Azul na categoria Melhor Atriz, em 1984-1985 por "Colônia Cecília", e em 1992-1993 por "O Vampiro e a Polaquinha".

Ao todo, foram 99 peças, 9 filmes e 8 novelas em 52 anos de carreira. Na TV Globo, Lala Schneider fez participações em novelas como "Lua Cheia de Amor" (1990) e "Felicidade" (1991), além da minissérie "Tereza Batista" (1992).


No cinema, Lala Schneider trabalhou principalmente com cineastas paranaenses. Ela fez "Guerra dos Pelados", "Aleluia Gretchen" e "Making Of Curitiba", de Sylvio Back, "O Cerco da Lapa", de Berenice Mendes, "Maré Alta", de Egídio Élcio, entre outros. Seu último trabalho local foi o filme "Mistéryus", baseado em contos de Valêncio Xavier.

Em 1994, em homenagem à atriz, o diretor João Luiz Fiani inaugurou seu teatro em Curitiba com o nome de Fundação Teatro Lala Schneider.

Lala Schneider foi homenageada na exposição "Heroínas", exposição no Shopping Crystal, um trabalho de fotografias feitas pelo curitibano Cayo Vieira para um calendário com atrizes paranaenses de destaque.

Lala Schneider representou a personagem Clara, da peça "A Visita da Velha Senhora", de Friedrich Dürrenmatt.

Em 2004, Lala Schneider recebeu do Centro Cultural Teatro Guaíra, a Medalha Comemorativa dos 50 anos do Guairinha (Auditório Salvador de Ferrante), homenagem concedida às personalidades que fizeram parte da história do teatro paranaense.

Morte

Lala Schneider morreu na manhã de quarta-feira, 28/02/2007, aos 80 anos, em Curitiba, PR. Segundo a família, a atriz estava bem de saúde, apenas com problemas na coluna e de ansiedade.

Familiares tentaram acordar Lala Schneider por volta das 10h00 e chegaram a chamar uma ambulância. O corpo passou pelo Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba para que a causa da morte fosse identificada e seguiu para o velório, que aconteceu no hall de exposições do Teatro Guaíra a partir das 17h00.

O sepultamento ocorreu na quinta-feira, 01/03/2007, no Cemitério do Boqueirão, em Curitiba, PR.

Lala Schneider - Canal 3 Londrina, 1967
Trabalhos

Teatro
  • 1950 - O Poder do Amor (Nilo Brandão)
  • 1959 - Entre Quatro Paredes (Sartre, dirigida por Armando Maranhão)
  • 1959 - Antes do Café (Eugéne O’Neill, dirigida por Eddy Franciosi)
  • 1984/1985 - Colônia Cecília (Troféu Gralha Azul para Melhor Atriz)
  • 1992/1993 - O Vampiro e a Polaquinha (Troféu Gralha Azul para Melhor Atriz)
  • Entre muitas outras num total de 99 peças.

Cinema
  • Guerra dos Pelados (Sylvio Back)
  • Aleluia Gretchen ... Minka (Sylvio Back)
  • Making Of Curitiba (Sylvio Back)
  • O Cerco da Lapa (Berenice Mendes)
  • Maré Alta (Egídio Élcio)
  • Vovó Vai Ao Supermercado (Valdemir Milani)
  • Mistéryos (Baseado em contos de Valêncio Xavier)
  • Café do Teatro (Adriano Esturilho)
  • Entre outros, num total de 9 filmes.

Televisão
  • 1966 - O Direito de Nascer (TV Paraná)
  • 1966 - Estranha Melodia (TV Paraná)
  • 1980 - Maria Bueno (TV Paraná)
  • 1990 - Lua Cheia de Amor (TV Globo)
  • 1991 - Felicidade (TV Globo)
  • 1992 - Tereza Batista (TV Globo - Minissérie)
  • 2006 - A Diarista (TV Globo - Episódio: "Aquele da Pressa")
  • Entre outras, num total de 8 telenovelas.

Telmo de Avelar

TELMO PERLE MÜNCH
(93 anos)
Ator, Dublador, Tradutor e Diretor de Dublagem

☼ Curitiba, PR (02/10/1923)
┼ Rio de Janeiro, RJ (09/01/2017)

Telmo Perle Münch, também conhecido como Telmo de Avelar, foi um ator, dublador, tradutor e diretor de dublagem brasileiro nascido em Curitiba, PR, no dia 02/10/1923.

Telmo teve uma infância pobre e de muita necessidade. Em 1938, aos 14 anos, foi levado por seu irmão, que mais tarde se tornaria pintor, ao teatro participar de um pequeno grupo amador. Lá fazia apenas figuração, mas por uma casualidade, um dos atores que ia interpretar na peça não pôde estar no dia e Telmo foi chamado para representar em seu lugar. Fez o teste e foi aprovado. A partir daí todos os dias estudava seu papel até altas horas da noite. Atuou na peça e a partir daí começou sua carreira na dramaturgia.

Dois anos depois sua família mudou-se para Recife, PE, e Telmo a acompanhou. Permaneceu 2 meses em Recife e partiu para João Pessoa, PB, onde ficou 1 ano. De volta a Recife permaneceu por mais 1 ano.

Por não ter conseguido mais estudar nesse período, pelo fato de seu material de estudo ter ficado em Curitiba, e seus familiares lá presentes nunca os terem mandado para o nordeste, Telmo resolveu se mudar sozinho para São Paulo, por volta do final de 1942, com apenas o ensino fundamental cursado. Em São Paulo conseguiu um emprego no comércio, o qual o manteve.

Por apreciar que tinha propensão para a arte, Telmo começou a pensar como poderia expressar isso. Foi aí que veio a ideia de ingressar no rádio. Um dia ele viu o anuncio de uma empresa de publicidade chamada Standard, no jornal, procurando artistas para gravarem para o rádio, histórias de aventuras de "Tarzan" e de "O Vingador". Se interessou e foi buscar o papel. Conseguiu e trabalhou por apenas 20 dias, pois suas escalações eram sempre como vilão, e ele tinha dificuldade com esses papeis já que sua inflexão artística caia para interpretações de galãs e personagens do gênero. Após esses dias, foi procurar um novo emprego e conseguiu uma proposta para trabalhar na Rádio América, na qual aceitou de prontidão.

Essa época foi uma das mais difíceis na vida de Telmo. O dinheiro que ganhava do rádio não era suficiente para pagar o aluguel e ainda se alimentar, então tinham dias que comia apenas pão.

Por não aguentar a situação, Telmo percebeu que não era ali que estavam as suas oportunidades, e então partiu para o Rio de Janeiro. Lá começou a fazer pequenos trabalhos para a Rádio Clube do Brasil, Rádio Cruzeiro do Sul e Rádio Mauá.

Quando a necessidade mais uma vez apertou, Telmo começou a vender algumas de suas peças de teatro para a Rádio Globo. Após isso, recebeu um convite de Olavo de Barros para ingressar no elenco de rádio-teatro da Rádio Jornal do Brasil. Após uma série de casualidades Olavo de Barros se retirou da rádio e levou Telmo consigo para a Rádio Tamoio, com um ordenado 4 vezes maior do que recebia na Rádio América em São Paulo.


Permaneceu na rádio até 1948, quando se transferiu para a Rádio Guanabara. Um tempo depois recebeu um convite da Rádio Tamoio no qual aceitou e ingressou novamente na emissora, fazendo lá longa carreira.

Entre os trabalhos que realizou na Rádio Tamoio está "São Jorge Glorioso", de Anselmo Domingos ao lado de Sônia Barreto, Olavo de Barros, Naney Wanderley, Carlos Medina e Julio Lousada em 1960.

O personagem Drº Napoleão Laureano no programa "Pausa Para Meditação", de Luiz Quirino, que Telmo interpretou ao lado de Heloísa Mafalda, e "Encontro Com a Morte", também de Luiz Quirino, também ao lado de Heloísa Mafalda, ambas as novelas fazendo parte da série de novelas da vida real que a emissora lançava em 1951. No mesmo ano participou de outras duas rádio-novelas, uma delas religiosa chamada "Uma Luz Dentro da Noite", de José Fernandes, ao lado de Hilda Barros, Zezé Macedo, Paulo Célio e Márcia Gonçalves, e a outra intitulada "Noite Sem Fim", de Janete Clair, ao lado de Ribeiro Fontes, Aliomar de Matos e Zélia Guimarães, rádio-novela essa que pouco tempo depois transferiu-se para a Rádio Clube do Brasil com o mesmo elenco.

Ainda em 1951, trabalhou novamente ao lado de Olavo de Barros, na qual Olavo dirigia a peça adaptada por Telmo, chamada "O Homem de Ouro", apresentada na TV Tupi e com o elenco de Fernanda Montenegro, Ednaldo Lopes, Sonia Ketter, Magalhães Graça e Afonso Soares. Ingressou na Rádio Clube do Brasil e participou da novela de Janete Clair, "Drº Ninguém", ao lado de Wolner Camargo, Mildred dos Santos, Marilene Alves e Antonio Nobre. Ainda em 1951 é entrevistado pela Revista do Rádio na edição 073 de março.

Em 1954 foi contratado como diretor de rádio-teatro na Rádio Mundial.

Em 1955, foi contrato pelas Organizações Victor Costa, dona da Rádio Excelsior e TV Paulista, por um ano e meio.

Por estar em São Paulo, chegou a fazer alguns trabalhos no teatro, como na peça "Zero a Esquerda", de Mário Lago e José Wanderley, ao lado de Oscarito, Maria Muniz, Déa Selva, e grande elenco, em 1958, no Teatro São Paulo, entre outros trabalhos.

Telmo retornou ao Rio de Janeiro no final dos anos 1960 e por volta dessa época também começou a escrever peças para a TV Continental, como "Aimé", e também a participar de muitas, como no programa "Teatro de Ontem" na peça "Dindinha", de Matheus da Fontoura, ao lado de Beyla Genauer, Wanda Marchetti, Mário Alinari, Manoel Martins e Nilton Valério"O Corcunda de Notre Dame" de Victor Hugo e adaptado por Luiz Oswaldo, ao lado de Nestor Montenar, Teresa Amayo, Jardel Mello, Francisco Milani, Ayrton Cardoso, e grande elenco; "Grito de Terror" de Andrew L. Stone, adaptado por Antônio Seabra, ao lado de Roberto Maya, José Miziara, Ariel Miziara, Ayrton CardosoFrancisco Milani e grande elenco, ambas em 1960; "Dama da Madrugada" ao lado de Ariel Miziara e Wanda Marechetti, e "Uma Casa de Loucos", adaptação do conto de Edgar Allan Poe, com Jardel Mello e Wanda Marchetti no elenco, ambas em 1961, entre muitas outras.

Telmo também se especializou em canto. Em certas ocasiões participava de programas de canto, como em 1966 que participou do programa "Recital de Poesia e Música" da Rádio Ministério da Educação e Cultura, cantando sonetos de Camões, selecionados por Valmir Aiala. Ainda por volta de 1966, deu aula de teatro na Escola de Cinema da Associação Brasileira de Arte (ABAC) situada na Rua Timóteo da Casta, 276 no Leblon.

Telmo de Avelar e a rádio-atriz Maria Muniz

No cinema participou do filme "...Und der Amazonas Schweigt" em 1963.

Além de escrever peças e novelas para a televisão, Telmo também participou de novelas como "Irmãos Coragem" (1970), "Nina" (1977), "Pai Herói" (1979) e "República" (1989). Além das novelas, fez várias participações em séries da TV Globo, como "Carga Pesada" (1979).

No Teatro que é sua origem, participou de diversas peças como "O Telefone" (1960) readaptado e interpretado por Telmo e Tereza Amayo; "A Sopa e a Moça" (1970) ao lado de Yoná Magalhães, Carlos Alberto e Ida Gomes; "Tela de Aranha" (1970), de Agatha Christie; "O Julgamento de Otelo" (1983), com texto de Lyad de Almeida e Carlos Couto, ao lado de Rodolfo Mayer, Cristina Nunes, Lícia Magna, Isaac Bardavid e grande elenco em 1983, entre outros.

Em 2002, as canções traduzidas por Telmo para o longa "A Bela e a Fera", foram utilizadas no musical da Broadway de mesmo nome estreado no Brasil. O musical teve adaptação de Cláudio Botelho.

Na dublagem entrou em final dos anos 1960, passando principalmente pela Herbert Richers aonde foi diretor e tradutor. Por volta de 1966 teve uma breve passagem por São Paulo, aonde dublou na AIC, participando de séries como "Perdidos no Espaço" e "O Túnel do Tempo". Retornou ao Rio de Janeiro por volta de de 1967/1968. Além dos trabalhos na Herbert Richers, trabalhou por algum tempo também na Dublasom Guanabara.

Sua facilidade e prática para criar, adaptar e traduzir textos para peças de teatro e rádio-novelas, fez de Telmo um especialista no tema, o que o ajudou muito quando ingressou na Herbert Richers e posteriormente como responsável Disney no Brasil com o trabalho de tradução e adaptação de textos para a dublagem. Foram 50 anos dedicados a tradução e adaptação para a dublagem para televisão e cinema.

Em 1964 foi convidado para dirigir e traduzir o longa "A Espada Era a Lei", no qual a partir daí ficou responsável pela direção e tradução dos longas-metragens Disney. O longa foi dublado na Riosom, que ficou responsável por dublar os clássicos da Disney no Brasil, empresa essa também que disponibilizava os estúdios para a gravação de discos da empresa Elenco de Aloysio de Oliveira, cantor e compositor ligado a Disney.

Em 1965 foi redublado "A Branca de Neve e Os Sete Anões" e relançado nos cinemas de todo o país. O mesmo aconteceu em 1966 com "Pinóquio". Telmo foi o responsável por essas redublagens, também participando na empresa da redublagem de "Bambi". "Mogli, o Menino Lobo" também ficou a cargo do mesmo estúdio de dublagem. Com o fechamento da empresa no início dos anos 1970, Telmo foi dirigir "Aristogatas" na Somil, empresa de Abelardo Barbosa e seu irmão Jarbas Barbosa, que se dedicava apenas ao cinema nacional.

Em 1972 deu início a Tecnisom de Carlos De La Riva, antigo dono da Ziv, empresa de dublagem pioneira no Rio de Janeiro. Os estúdios funcionam no Museu de Arte Moderna (MAM) no Rio de Janeiro, e a partir daí a empresa ficou sendo selecionada para as dublagens Disney, como a redublagem de "Dumbo", "Robin Hood", "Puff - O Ursinho Guloso" (e seus curtas), e "Bernardo e Bianca".

Com o fechamento da Tecnisom no final dos anos 1970, a Disney escolheu a Herbert Richers novamente para dublar seus longas, entre eles "O Cão e a Raposa", "O Natal do Mickey Mouse", "O Caldeirão Mágico" e "As Peripécias do Ratinho Detetive", sempre com Telmo de Avelar no comando.

Com a fundação da Delart, nova empresa de Carlos De La Riva que deu continuidade ao trabalho da Tecnisom, a Disney voltou a trabalhar com seu proprietário, começando por "Oliver e Sua Turma". Nesse período Telmo de Avelar dirigiu os mais famosos filmes da Disney, como "A Pequena Sereia", "A Bela e a Fera", "Aladdin", "O Rei Leão" e "Pocahontas".

Magalhães Graça, Ida Gomes, Selma Lopes, Antonieta Matos e Telmo de Avelar
Em 1995 entrou em seu lugar Garcia Junior, que comandou a Disney até 2011. Telmo de Avelar esporadicamente dirigia e traduzia alguma coisa para a empresa, principalmente continuações de filmes que havia dirigido anteriormente.

Entre seus trabalhos como dublador estão os personagens em desenhos, como Pateta nos anos entre 1970 e 1980, e nas duas dublagens do longa-metragem "O Conto de Natal do Mickey", o Xerife Sam Brown no longa-metragem "Nem Que a Vaca Tussa", Maggot no longa-metragem "A Noiva Cadáver", o primeiro narrador em "Os Super Amigos", Statler no longa-metragem "Muppets na Ilha do Tesouro", Cozinheiro Louis no longa-metragem "A Pequena Sereia", Toupeira no longa-metragem "Bernardo e Bianca", Pancinha em "Ursinhos Gummy", Ludovico Von Pato em curtas-metragens da "Turma do Mickey" dublados entre os anos 1960 e 1970, e na série animada "TV Quack Pack", Charlie Chan em "Charlie Chan", Trombada em "Ursuat", entre outros.

Em filmes foi a voz do ator James Stewart na segunda dublagem de "Janela Indiscreta", "O Homem Que Matou o Facínora" e "O Último Pistoleiro", alem dos atores Bert Remsen interpretado por Red Malone em "O Dia da Liberdade", Jamesir Bensonmum interpretado por Alec Guinness em "Assassinato Por Morte", Gray Suchett interpretado por Tom Bower em "Terra Fria", Landon interpretado por Robert Gunner em "O Planeta dos Macacos", O Papa interpretado por John Gielgud em "Elizabeth", Ilyich Kamenev interpretado por Laurence Olivier em "As Sandálias do Pescador", Srº Olivaras interpretado por John Hurt em "Harry Potter e a Pedra Filosofal", Padre Kovak interpretado por Rod Steiger em "Fim dos Dias", Major Henry interpretado por Bruce Cabot em "Os Comancheros", Irv interpretado por Peter Falk em "O Vidente", entre outros.

Como diretor de dublagem Telmo de Avelar começou inicialmente na Herbert Richers, depois partindo para a Tecnisom, e posteriormente para a Delart aonde mais fez trabalhos do gênero.

Entre os filmes que dirigiu estão "Charlie Brown e Snoopy" (1969), "A Fantástica Fabrica de Chocolate" (1ª Dublagem), "Hope Springs - Um Lugar Para Sonhar", "A Vida Marinha Com Steve Zissou", "Fim dos Dias", "Mudança de Hábito II - Mais Loucas no Convento", "Uma Carta de Amor", "Confissões de Uma Adolescente Em Crise", "Bater ou Correr", "Sexta-Feira Muito Louca", "O Treinador", "A Boneca Que Virou Gente", "O Livro da Selva", "Drº Mumford - Culpa Ou Inocência?", "Ben-Hur", "El Cid" (2ª Dublagem), "Os Dez Mandamentos", entre outros.

Em séries que dirigiu estão "Família Dinossauros", "Um Anjo Muito Louco", "Mudança de Comportamento", "Zack & Cody: Gêmeos Em Ação", entre outros.

Em desenhos animados dirigidos, a maioria são dos estúdios Disney, como "101 Dálmatas", "A Espada Era a Lei", "Branca de Neve e os Sete Anões" (2ª Dublagem), "Pinóquio" (2ª Dublagem), "Dumbo" (2ª Dublagem), "Bambi" (2ª Dublagem), "Mogli - O Menino Lobo" (1ª e 2ª Dublagem), "Aristogatas", "Robin Hood", "Bernardo e Bianca", "O Cão e a Raposa", "O Natal do Mickey Mouse", "O Caldeirão Mágico", "As Peripécias do Ratinho Detetive", "Oliver e Sua Turma", "A Pequena Sereia", "DuckTales", "DuckTales, O Filme: O Tesouro da Lâmpada Perdida", "Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus", "A Bela e a Fera", "Aladdin", "Rei Leão", "O Retorno de Jafar", "Aladdin e Os 40 Ladrões", "Pocahontas", "O Rei Leão II - O Reino de Simba", "Cinderela II: Os Sonhos Tornam-Se Realidade", "Rei Leão III - Hakuna Matata", "O Cão e a Raposa II", "Cinderela III - Uma Volta no Tempo", "Sonic X", entre muitos outros.

Como tradutor Telmo de Avelar também realizou ótimos trabalhos, como em todos os longas da Disney citados acima, pois sempre traduzia os filmes que lhe eram encarregado de dirigir.

Em filmes traduziu "Charlie Brown e Snoopy" (1969), "Fantástica Fabrica de Chocolate" (1ª Dublagem), "Fim dos Dias", "Mudança de Comportamento", "Bater ou Correr", "O Treinador", entre outros.

Morte

Telmo de Avelar faleceu na madrugada de segunda-feira, 09/01/2017, aos 93 anos. A informação da morte foi confirmada por Cida Cabral, representante do Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, onde Telmo de Avelar morava há três anos.

De acordo com Cida, Telmo de Avelar estava internado no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, desde sexta-feira, 06/01/2017, após ter algumas complicações no seu tratamento contra um câncer.

"Ele já estava com problema pulmonar, muita dor nas pernas, com desidratação. Foi um acúmulo de coisas", relatou a representante do Retiro dos Artistas. Ela informou ainda que Telmo de Avelar deixou uma filha, Isabela, que acompanhou o pai nos últimos dias no hospital.

Fonte: Wikipédia, Casa da Dublagem e Ego
Indicação: Miguel Sampaio

Duda Ribeiro

DUDA RIBEIRO
(54 anos)
Ator, Diretor e Roteirista

☼ Rio de Janeiro, RJ (05/06/1962)
┼ Rio de Janeiro, RJ (14/09/2016)

Duda Ribeiro foi um ator, diretor e roteirista brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro, em 05/06/1962, foi criado em São Pedro da Aldeia, RJ. Somente em 1971, voltou ao Rio de Janeiro, onde passou a adolescência.

Em 1986, concluiu o curso de engenharia mecânica, na Faculdades Souza Marques e só no final do curso teve contato com o teatro. Foi convidado pelo diretor Carlos Wilson, para a montagem do espetáculo "Nossa Cidade", mesmo nunca tendo atuado. Conheceu Carlos Wilson em uma reunião no Tablado, na qual, foi com Marcello Novaes.

A formação em engenharia ajudou Duda Ribeiro de certa forma, já que aprendeu a ser uma pessoa mais metódica e organizada, valores muito importantes no teatro.

Atuou em mais de 30 espetáculos teatrais, sendo que alguns fizeram muito sucesso no cenário nacional, com destaque para o musical "Rocky Horror Show", direção de Jorge Fernando, "Ciúme", direção de Marília Pêra, "Romeu e Julieta", direção de Pedro Vasconcelos, dentre tantos outros.

Na televisão, Duda Ribeiro fez oito novelas, três minisséries e várias participações. Com a autora Glória Perez, atuou em "Barriga de Aluguel" (1990), "De Corpo e Alma" (1992), "Pecado Capital" (1988) e na minissérie "Amazônia - De Galvez a Chico Mendes" (2007). Com o autor Carlos Lombardi, nas novelas "Vira lata" (1996) e "Kubanacan" (2003). Do autor Agnaldo Silva fez "Pedra Sobre Pedra" (1992).


No cinema, fez parte do elenco dos filmes "Assalto ao Banco Central" (2011) e "Heleno" (2012).

Duda Ribeiro foi professor do segundo período na Faculdade Estácio de Sá, no curso Autor/Roteirista Para Televisão. Deu aulas de Adaptação Literária Para Roteiro de Televisão.

Produziu, atuou e dirigiu esquetes e espetáculos de humor para a Tim, jornal O Globo, Petrobrás, Gerdau, entre outros.

Em julho de 2009, Duda Ribeiro lançou seu primeiro livro: "Falando Sob Elas", pela editora Nova Fronteira Cultural. O livro é uma junção de oito textos teatrais, todos com os personagens principais sendo mulheres.

Em 2012, estava no teatro no espetáculo "Dona Flor e Seus Dois Maridos", de Jorge Amado, com direção de Pedro Vasconcelos.

Duda Ribeiro dizia que para ele nada nessa vida é por acaso. Tudo acontece com um propósito, e com sua carreira não foi diferente. Ainda completou "Digo que não escolhi, fui escolhido".

Duda Ribeiro interpretou o personagem Adam em "Salve Jorge" (2012) e participou do "Vai Que Cola" em 2013. Ele estava escalado para a próxima novela de Gloria Perez, "À Flor da Pele", que estreia em 2017 na Rede Globo.

Em 2010, Duda Ribeiro passou por seis cirurgias para tratar um câncer no fígado e precisou realizar um transplante.

Morte

Duda Ribeiro morreu na quarta-feira, 14/09/2016, aos 54 anos. Ele lutava contra um câncer e estava internado no Hospital Adventista Silvestre no Rio de Janeiro.

Em nota oficial, a direção do hospital informou que Duda Ribeiro estava "em processo de quimioterapia para tratamento de um tumor neuroendócrino, que evoluiu para uma pneumonia grave e resultou em choque séptico. O ator faleceu nesta quarta-feira, às 05h10".

Em seu última publicação no Facebook, no dia 07/09/2016, Duda Ribeiro escreveu:

"A vida nas mãos do Criador. Não se iluda, ela não será controlada por você. Por isso tente, uma vez só, deixar que ela flua como Ele quer."

Vários amigos lamentaram a morte do ator nas redes sociais.

"Amigo querido. Aprendi com ele em cada momento de sua luta. Aceitando com alegria seu destino e nos alegrando a todos sempre. Mais uma estrela nos ilumina agora em paz!"
(Letícia Spiller no Instagram)

A autora Gloria Perez contou que o ator já foi namorado de sua filha Daniella Perez.

"Duda chegou em nossa família na adolescência, como o primeiro namorado sério da Dany. E ficou para sempre, como um amigo querido e presente. Hoje ele foi embora, depois de lutar tanto e tão bravamente pela vida. Muita saudade, Duda!"

"Meu amigo amado, é com essa imagem que me despeço de você, em 'Assalto ao Banco Central'. Foi você que me ensinou a fazer comédia, foi com a sua direção que ganhei premio de atriz revelação no teatro, foi com você que fiz um dos melhores e mais divertidos trabalhos da minha vida. Te amo muito, parabéns pela sua passagem nesse plano, dois filhos lindos, um grande homem, grande amigo e um grande ator. Vai com Deus!"
(Antonia Fontenelle)

Duda Ribeiro deixa dois filhos, Júlia, 16 anos, e Felipe, de 14, frutos do seu relacionamento com a dentista Patricia Iorio.

Trabalhos

Televisão

  • 2013 - Vai Que Cola
  • 2012 - Salve Jorge ... Adam
  • 2011 - Tapas & Beijos ... Ricardo
  • 2009 - Caminho das Índias ... Miguel
  • 2009 - Paraíso ... Mané Corrupio
  • 2008 - Beleza Pura ... Lino
  • 2008 - Casos e Acasos ... Denilson
  • 2008 - Toma Lá, Dá Cá ... Detetive Paranhos
  • 2008 - Faça Sua História ... Passageiro
  • 2007 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Jeca Tatu
  • 2007 - Amazônia, de Galvez a Chico Mendes ... Doutor
  • 2006 - Avassaladoras ... Tônio
  • 2005 - A Lua Me Disse ... Policial
  • 2000 - Aquerela do Brasil ... Policial Ferreira
  • 1999 - Você Decide (Episódio: Uma Mina de Ouro)
  • 1998 - Labirinto ... Valmir
  • 1998 - Pecado Capital ... Tatu
  • 1991 - Barriga de Aluguel ... Ricky

Teatro

  • Doida Varrida (Autor)
  • O Mundo é dos Animais (Autor e Ator)
  • Quem é Que Manda? (Autor e Diretor)
  • Uma Dupla de Dois (Autor e Ator)
  • Doido Varrido (Autor e Ator)
  • Ópera dos Horrores (Autor)
  • O Enviado (Autor, Ator e Diretor)
  • Romeu e Julieta (Ator)
  • Rádio no Ar (Autor e Diretor)
  • Mulheres de Nelson (Diretor e Adaptação)
  • Dona Flor e Seus Dois Maridos (Ator)
  • Não Olhe Pra Baixo, Você Vai Querer Pular (Diretor)

Silvio Navas

SÍLVIO BENEDITO GUIMARÃES NAVAS
(74 anos)
Ator, Compositor, Dublador e Diretor de Dublagem

☼ Santos, SP (15/03/1942)
┼ Santos, SP (29/07/2016)

Silvio Benedito Guimarães Navas foi um ator, dublador e diretor de dublagem brasileiro nascido em Santos, SP, no dia 15/03/1942.

Começou a carreira na TV Excelsior. Também fez cinema e estreou no filme "2000 Anos de Confusão" em 1969. Depois fez o filme "Os Maridos Traem... e As Mulheres Subtraem" em 1970, um filme do gênero pornochanchada, trabalhando ao lado de Ney Latorraca que estava estreando pela primeira vez no cinema, e compôs com David Cardoso a música "Aleluia" para este filme. Trabalhou também em "Audácia", em 1970, novamente ao lado de Ney Latorraca, José Mojica Marins, entre outros.

Na dublagem, Silvio Navas entrou em 1960 à convite de Older Cazarré, na GravaSon, futura AIC São Paulo. Na empresa participou de alguns desenhos, como "Os Flintstones", mas sua atuação começou a ser mais forte no final dos anos de 1960 com o fim da TV Excelsior. Nessa época participou de várias séries da empresa, como "Viagem Ao Fundo do Mar", "A Feiticeira", "O Besouro Verde", entre outros.

No início dos anos 1970, foi trabalhar como diretor de dublagem na CineCastro paulistana. Dublou em São Paulo até 1977, quando mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar na Herbert Richers. Também entrou para a Tecnisom, Telecine, Vti e Delart, e nos anos de 1990 entrou para a Cinevídeo.


Ficou 21 anos no Rio de Janeiro, tendo voltado em 1998 para São Paulo, aonde continuou carreira na dublagem até por volta de meados dos anos de 2000, trabalhando principalmente na Álamo e Dublavídeo.

Nos anos 2000, mudou-se para Santos, no litoral paulista. Na mesma época dirigia um curso de dublagem na cidade.

Silvio Navas sempre dublou de tudo, mas sua voz sempre caiu bem para desenhos, como o Esquilo Secreto em "Esquilo Sem Grilo". O violão Darkseid em "Os Super Amigos". Foi a segunda voz do comedor de hambúrgueres Dudu em "Popeye", nas dublagens realizados do mesmo nos anos 1970 e 1980.

Também foi o conhecido violão Mumm-ra em "Thundercats", um de seus personagens mais conhecidos até os dias de hoje. Em "Os Smurfs" fez a voz do Papai Smurf, do Vaidoso e do Fazendeiro. Em "Futurama" substituiu Aldo César que havia falecido. No papel de Bender, foi a voz mais conhecida do Robô. No desenho dos anos de 1990 da "Família Addams" foi o Gómez. Em "Dragon Ball Z" foi a segunda voz do Pai da Chichi, o Rei Cutelo. Também o fez na versão da TV Globo de "Dragon Ball" e no filme "Dragon Ball Z - O Resgate de Gohan".

No cinema Silvio Navas já dublou os mais diversos atores, como Joe Pesci em clássicos como "Esqueceram de Mim", "Esqueceram de Mim 2 - Perdido em Nova York" e "Meu Primo Vinny"; o ator Kirk Douglas em "Ambição Acima da Lei", "Assim Estava Escrito", "Homem Sem Rumo", "Os Indomáveis - Draw" e "Sete Dias de Maio"; Humphrey Bogart em "Casablanca", "Horas de Desespero", "Não Somos Anjos", "O Falcão Maltês" e "Seu Último Refúgio"; Marlon Brando em "O Poderoso Chefão" (Primeira Dublagem), "Bandoleiros", "O Último Tango em Paris", "O Selvagem" e "Um Novato na Máfia"; John Goodman em "Os Flintstones - O Filme", "As Aventuras de Rocky & Bullwinkle", "De Que Planeta Você Veio", "O Maioral" e "O Poder da Corrupção"; Fred Astaire em "Bonita Como Nunca", "Ver, Gostar e Amar" e "Inferno na Torre". Além disso já dublou Omar Shariff, Spancer Tracy, Eli Wallach, Charlie Chaplin, entre outros.


Na trilogia "Star Wars", foi a voz de Darth Vader que originalmente era feita por James Earl Jones, nos filmes "Star Wars - Episódio IV - Uma Nova Esperança", "Star Wars - Episódio V - O Império Contra-Ataca" (Primeira Dublagem) e "Star Wars - Episódio VI - O Retorno de Jedi" (Primeira Dublagem).

Em séries foi a voz de Whizzer interpretado Paul Dooley na primeira dublagem de "Alf - O Eteimoso", Marujo Patterson interpretado por Paul Trinka a partir da 3ª temporada de "Viagem ao Fundo do Mar", Promotor Frank P. Scanlon interpretado por Walter Brooke em "O Besouro Verde", a primeira voz de Charles Ingalls interpretado por Michael Landon em "Os Pioneiros", Maurice Evans interpretando a si mesmo na 4ª temporada de "A Feiticeira", Drº Elias Huer interpretado por Tim O'Connor em "Buck Rogers no Século XXV", Sr. John Walton interpretado por Ralph Waite em "Os Waltons", Andrew Cooper interpretado por Dick Sargent em "Daniel Boone", além de participações em séries como "M.A.S.H.", "Magnum", entre outras.

A última produção que participou foi em 2007 na Dublavídeo, minissérie colombiana, "Zorro: A Espada e a Rosa", dublando o Sargento Garcia interpretado por César Mora.

Em 2014, participou do filme "O Indulto", ao lado dos dubladores Romeu D'Ângelo, Phillipe Maia e Ricardo Schnetzer, interpretando um Juiz.

  
Silvio Navas também era compositor, fazia parte da Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais (SICAM).

Silvio Navas também fez teatro. Participou de muitas peças infantis ao lado do amigo Older Cazarré. Entre elas está "O Gato de Botas", estreada no Teatro Veredas em 21/02/1970, com direção de Older Cazarré, ao lado de Gilberto Baroli, Aliomar de Matos, Maralise Tartarine e Célia Paula.

Silvio Navas foi casado com a atriz e dubladora Lígia Rinelli nos anos de 1970, não durando mais de 2 anos o casamento. Silvio Navas não teve filhos, e morava com um sobrinho em Santos.

Em 2012 sofreu um acidente, quebrou o fêmur e ficou muito tempo internado em um hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) esperando cirurgia. Drama esse que foi acompanhado por seus seguidores nas redes sociais.

Em final de 2014, foi diagnosticado com Mal de Alzheimer, no qual muito provavelmente o fez se afastar das redes sociais e se isolar em seu apartamento em Santos.

Silvio Navas faleceu na noite de sexta-feira, 29/07/2016, aos 74 anos, em Santos, no litoral sul de São Paulo. A causa da morte não foi divulgada.

Trabalhos

  • Esquilo Secreto em "O Esquilo Sem Grilo"
  • Narrador em "Dinamite, o Bionicão"
  • Scooby-Dão em "Scooby-Doo Show" e que fazia parte de "Os Assombrados em Ho-Ho-Límpicos"
  • Gómez Addams em "Família Addams", desenho anos 1990
  • Darkseid e Vulcão Negro em "Super Amigos"
  • Narrador e todos os personagens em "Família Barbapapa"
  • Dudu (2ª voz) em "Popeye"
  • Spike e personagens secundários em "Tom & Jerry" (1ª dublagem)
  • Mumm-ra em "Thundercats"
  • Cat R. Waul em "Um Conto Americano: Fievel Vai Para o Oeste"
  • Rei Cutelo (2ª voz) e Rei Cold (2ª voz) em "Dragon Ball Z"
  • "Rei Cutelo" em "Dragon Ball" (TV Globo) e "Dragon Ball Z - O Resgate de Gohan"
  • Son Gohan em "Dragon Ball" (TV Globo)
  • Papai Smurf, Vaidoso e Fazendeiro em "Os Smurfs"
  • Bender (2ª voz) em "Futurama"
  • Chefe em "Teamo Supremo"
  • Imperador Geldon em "O Pirata do Espaço"
  • Monstro Estelar em "Silverhawks"
  • Morcegão em "As Peripécias do Ratinho Detetive"
  • Cat R. Waul em "Um Conto Americano: Fievel Vai Para o Oeste"
  • Rato em "O Natal do Mickey Mouse"
  • Coruja em "Bernardo e Bianca"
  • Percival C. McLeach em "Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus"
  • Deslock em "Patrulha Estelar"
  • Cy-Kill em "Gobots"
  • Trailbreaker (1ª voz) em "Transformers"
  • Coletor de Doações em "O Conto de Natal do Mickey"
  • Gripper em "Rambo" (Desenho)
  • Ketchum, o Crocodilo em "A Nossa Turma"
  • Chefe em "Disque M Para Macaco" - "O Laboratório de Dexter"
  • Zazu (1ª voz) em "Timão e Pumba"
  • Multi-Faces e Granamyr em "He-Man"
  • Dijon em "Ducktales: O Tesouro da Lâmpada Perdida"
  • Barney Bear em "Biblioteca de Desenhos Animados"
  • Whizzer (Paul Dooley) em "Alf - O Eteimoso" (1ª dublagem)
  • Marujo Patterson (Paul Trinka) em "Viagem ao Fundo do Mar" (3ª e 4ª temporadas)
  • Promotor Frank P. Scanlon (Walter Brooke) em "O Besouro Verde"
  • Charles Ingalls (Michael Landon) em "Os Pioneiros" (1ª voz)
  • Maurice Evans (Maurice Evans) em "A Feiticeira" (4ª temporada)
  • Tim O'Connor (Drº Elias Huer) em "Buck Rogers no Século XXV"
  • Srº John Walton (Ralph Waite) em "Os Waltons" (3ª voz)
  • Andrew Cooper (Dick Sargent) em "Daniel Boone"
  • Darth Vader (James Earl Jones) em "Star Wars - Episódio IV - Uma Nova Esperança", "Star Wars - Episódio V - O Império Contra-Ataca" (1ª dublagem) e "Star Wars - Episódio VI - O Retorno de Jedi" (1ª dublagem)
  • Ernest Borgnine em "Adeus a Inocência", "Crime e Paixão", "Demétrius e Os Gladiadores", "Fuga de Nova York", "Meu Ódio Será Sua Herança" e "Missão Resgate"
  • Walter Matthau em "A Justiça Fala Mais Alto", "Linhas Cruzadas", "O Espião Trapalhão", "O Homem Que Burlou a Máfia", "Piratas" e "Um Estranho Casal"
  • John Goodman em "Os Flinstones - O Filme", "As Aventuras de Rocky & Bullwinkle", "De Que Planeta Você Veio", "O Maioral" e "O Poder da Corrupção"
  • Kirk Douglas em "Ambição Acima da Lei", "Assim Estava Escrito", "Homem Sem Rumo", "Os Indomáveis - Draw" e "Sete Dias de Maio"
  • Humphrey Bogart em "Casablanca", "Horas de Desespero", "Não Somos Anjos", "O Falcão Maltês" e "Seu Último Refúgio"
  • Anthony Quinn em "A Vigésima Quinta Hora", "As Sandálias do Pescador", "Os Canhões de San Sebastia", e "Zorba - O Grego"
  • Charles Bronson em "Assassinato Nos Estados Unidos", "O Telefone", "O Lobo do Mar", "O Vingador" e "Pancho Villa"
  • Marlon Brando em "O Poderoso Chefão", "O Último Tango em Paris", "O Selvagem" e "Um Novato na Máfia"
  • Jack Lemmon em "Aeroporto 77" (1ª dublagem), "O Inquilino do 25° Andar", e "Síndrome da China"
  • Joe Pesci em "Esqueceram de Mim", "Esqueceram de Mim 2 - Perdido em Nova York" e "Meu Primo Vinny"
  • Charlie Chaplin em "O Grande Ditador", "Luzes da Ribalta", "Monsieur Verdeaux" e "Um Rei em Nova York"
  • Fred Astaire em "Bonita Como Nunca", "Desfile de Páscoa", "Inferno na Torre", e "Ver, Gostar e Amar"
  • Edward G. Robinson em "A Cidade dos Desiludidos",  "No Mundo de 2020", e "Os Dez Mandamentos"
  • Spancer Tracy em "Fruto Proibido", "Marujo Intrépido" e "O Médico e o Monstro"
  • Hoyt Axton (Randall Peltzer) em "Gremlins"
  • Ash (Iam Holm) em "Alien - O Oitavo Passageiro"
  • Agente Cedric (Omar Sharif) em "Top Secret - Superconfidencial"
  • Leon B. Little (Eli Wallach) em "Os Últimos Durões"
  • Detetive Krim (Vicent Gardenia) em "O Céu Pode Esperar"
  • Willy Wonka (Gene Wilder) em "A Fantástica Fábrica de Chocolate" (1ª dublagem)
  • Gerald O'Hara (Thomas Mitchell) em "...E O Vento Levou"
  • Dudu (Paul Dooley) em "Popeye - O Filme"
  • Ben Luckett (Wilford Brimley) em "Cocoon"
  • Edwin Stewart (Robert Duvall) em "Caçada Humana"
  • Sargento Garcia (César Mora) em "Zorro: A Espada e a Rosa"

Hector Babenco

HECTOR EDUARDO BABENCO
(70 anos)
Cineasta

☼ Mar del Plata, Argentina (07/02/1946)
┼ São Paulo, SP (13/07/2016)

Hector Eduardo Babenco foi um cineasta argentino, naturalizado brasileiro de ascendência judaico-ucraniana. Foi diretor de filmes como "Pixote, a Lei do Mais Fraco" (1980) e "Carandiru" (2003).

Hector Babenco nasceu em Mar del Plata, Argentina, em 07/02/1948 e quando estava com 19 anos, mudou-se para o Brasil e naturalizou-se brasileiro em 1977. Antes de se tornar cineasta, trabalhou como extra em filmes dos diretores espanhóis Sergio Corbucci, Giorgio Ferroni e Mario Camus.

Durante quatro anos, trabalhou com documentários, como "O Fabuloso Fittipaldi" (1975), de Roberto Farias. No mesmo ano fez seu primeiro longa-metragem, "O Rei da Noite" (1975), com Paulo José e Marília Pêra nos papéis principais. O  segundo, "Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia" (1976), inspirado em fatos reais, conseguiu uma das melhores bilheterias do cinema brasileiro, 5,4 milhões.

Em 1981, dirigiu "Pixote, a Lei do Mais Fraco", sobre as crianças abandonadas no Brasil. Foi um sucesso mundial e recebeu vários prêmio internacionais. No final da década de 80, "Pixote, a Lei do Mais Fraco" foi eleito pela revista American Film como um dos filmes mais marcantes da década.

Em 1984 adaptou o romance de Manuel Puig, "O Beijo da Mulher Aranha" (1985), trabalhando com parceiros internacionais, um modelo seguido depois por diferentes produções brasileiras. O filme, interpretado por William Hurt e Raul Julia, teve quatro indicações ao Oscar e levou o de melhor ator. No Festival de Cannes, William Hurt recebeu mais uma vez o  Prêmio de Interpretação Masculina. O filme foi o responsável pelo lançamento internacional de Sônia Braga.

Hector Babenco e Bárbara Paz
Seguindo esta linha de parcerias internacionais, dirigiu "Ironweed" (1987), baseado no romance de William Kennedy. Com Jack Nicholson e Meryl Streep, o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Ator e Melhor Atriz, respectivamente.

Em 1990, fez outra adaptação, do romance de Peter Mathiessen, e dirigiu "Brincando nos Campos do Senhor" (1991), inteiramente filmado na Amazônia e interpretado por Tom Berenger, Daryl Hannah, Aldann Quinn e Kathy Bates.

Dois anos após um transplante de medula óssea, para se curar de um câncer, dirigiu "Coração Iluminado" (1998), seu projeto mais pessoal, inspirado em suas lembranças de adolescência.

Em 2003, elaborou o roteiro, junto com Fernando Bonassi e Victor Navas, e dirigiu "Carandiru", uma adaptação do livro homônimo de Drauzio Varela. O filme retrata a vida de um médico que atende no presídio de segurança máxima de Carandiru, convivendo com a realidade dos prisioneiros, e fez tanto sucesso quanto o livro.

Todos os seus filmes tratam de questões sociais, tendo uma visão pessoal e subjetiva das pessoas marginalizadas como desabrigados, prostitutas, prisioneiros políticos, homossexuais, e outra série de pessoas.

No teatro, estreou na direção, em 1988, no espetáculo "Loucos de Amor", de Sam Shepard, com Edson Celulari, Xuxa Lopes, Antonio Calloni e Lineu Dias. Em 2000, dirigiu "Closer - Mais Perto", de Patrick Marber, com Renata Sorrah, José Mayer, Marco Ricca e Guta Stresser. Sua mais recente incursão nos palcos aconteceu, em 2010, ao fazer a adaptação, junto com Marco Antônio Braz, do best-seller "Hell Paris", da escritora francesa Lolita Pille. A versão teatral do romance, a primeira feita no mundo, recebeu o nome de "Hell", tendo Bárbara Paz no papel da protagonista, contracenando com Ricardo Tozzi.

Morte

Hector Babenco morreu aos 70 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória na noite de quarta-feira, 13/07/2016, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês desde terça-feira, 12/07/2016, para tratar uma sinusite, segundo sua filha, a fotógrafa Janka Babenco.

A morte foi confirmada pela produtora HB Filmes, responsável pelas principais obras do cineasta. Ainda segundo a produtora, Hector Babenco morreu às 22h50. "Ele passou por um procedimento simples. Ontem ele estava bem", lamentou Denise Winther, que trabalhou como assistente de Hector Babenco nos últimos cinco anos. O hospital também confirmou a morte, mas não deu maiores detalhes sobre o quadro de saúde do cineasta.

Além de Janka Babenko, Hector Babenco deixa mais uma filha, dois netos e a esposa, a atriz Bárbara Paz, com quem era casado desde 2010.

O velório ocorrerá na sexta-feira, 15/07/2016, na Cinemateca, em São Paulo, das 10h00 às 15h00. Depois disso, o corpo do cineasta será cremado no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, SP, em uma cerimônia apenas para familiares e amigos.

Teatro

  • 1988 - Loucos de Amor (De Sam Shepard)
  • 2000 - Closer - Mais Perto (De Patrick Marber)
  • 2010 - Hell (De Lolita Pille)

Cinema

  • 1975 - O Rei da Noite
  • 1977 - Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia
  • 1980 - Pixote, a Lei do Mais Fraco
  • 1984 - O Beijo da Mulher-Aranha
  • 1987 - Ironweed
  • 1990 - Brincando Nos Campos do Senhor
  • 1998 - Coração Iluminado
  • 2003 - Carandiru
  • 2007 - O Passado

Roberto Duval

ROBERTO DUVAL
(72 anos)
Ator e diretor

☼ Santana do Livramento, RS (1913)
┼ Fortaleza, CE (1985)

Roberto Duval, nome artístico, foi um ator e diretor brasileiro. Nasceu no Rio Grande do Sul, no município de Santana do Livramento e faleceu no Estado do Ceará, na capital Fortaleza. A causa de sua morte é desconhecida, assim como existe uma dificuldade muito grande de localizar fatos sobre sua vida.

Roberto Duval foi casado com a atriz Célia San Martin, estava aposentado na época de seu falecimento e está sepultado no cemitério de Caucaia, CE.

Trabalhou em vários filmes brasileiros, em sua maioria nos filmes de MazzaropiRoberto Duval atuou no cinema, teatro e televisão. Seu papel mais marcante foi Vaca Bravam no filme  "Jeca Tatu", em 1959.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Mauro Moreira

Fernando Faro

FERNANDO ABÍLIO DE FARO SANTOS
(88 anos)
Diretor e Produtor Musical

☼ Aracaju, SE (21/06/1927)
┼ São Paulo, SP (25/04/2016)

Fernando Abílio de Faro Santos, conhecido como Fernando Faro, foi um produtor musical brasileiro, criador do programa "Ensaio", da TV Cultura.

Fernando Faro, apesar de ter nascido em Aracaju, foi criado em Salvador, BA. Mudou-se para São Paulo para estudar Direito no Largo São Francisco. Em pouco tempo desistiu do Direito e começou a trabalhar como repórter para publicações como "A Noite" e "Jornal de São Paulo".

No anos 1960 levou peças de teatro para a Rádio Cultura no programa "Ribalta", antes de migrar para a TV Paulista.

Além da TV Cultura, Fernando Faro teve passagens por canais como TV Tupi, TV Globo, TV Bandeirantes e TV Record.

Desde a década de 1960, criava e produzia shows e programas de TV para artistas como Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elis Regina e Gal Costa.

Foi Fernando Faro quem idealizou o tom documental do programa "Ensaio", que priorizava close-ups no rosto e em partes do corpo dos entrevistados. Ficou famoso também por incluir, de forma simpática, os erros de gravações na edição final.

Em 2007, para comemorar os 80 anos de Fernando Faro, a Fundação Padre Anchieta lançou sua biografia, "Baixo", cujo título é uma referência ao termo usado para chamar qualquer um à sua volta: "Ô, baixo!". O apelido Baixo foi dado por Cassiano Gabus Mendes pela sua altura que era 1,65 e pela fala tranquila.

Morte

Fernando Faro morreu na noite de domingo, 24/04/2016, aos 88 anos, em São Paulo, SP. Em nota, a TV Cultura informou que a causa da morte foi infecção pulmonar.

Fernando Faro estava internado desde 26/01/2016 no Hospital Oswaldo Cruz, inicialmente por causa de uma desidratação. Segundo a produtora que trabalhava com ele, o quadro se agravou e evoluiu para infecção.

O velório de Fernando Faro começou às 9h00 de segunda-feira, 25/04/2016,  no Cemitério do Araçá. O enterro ocorreu às 17h00, no mesmo local.

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Miguel Sampaio

Naum Alves de Souza

NAUM ALVES DE SOUZA
(73 anos)
Artista Plástico, Autor, Cenógrafo, Diretor, Dramaturgo, Figurinista e Professor

☼ Pirajuí, SP (01/06/1942)
┼ São Paulo, SP (09/04/2016)

Naum Alves de Souza foi um artista plástico, autor, cenógrafo, figurinista, diretor, dramaturgo e professor brasileiro. Homem de teatro ligado a múltiplas atividades, não apenas no campo do teatro como também da televisão, cinema, ópera e balé.

Conquistou importantes prêmios teatrais brasileiros como o Moliére, Mambembe, APCA e Ziembinsky. Mereceu três prêmios, Serviço Nacional do Teatro (SNT), Mambembe e APCA, pelos figurinos e quatro prêmios Ziembinski, APCA, APETESP/Trófeu Zimba e Governador do Estado de São Paulo, pelo projeto cenográfico inspirado que concebeu para "Macunaíma" (1978), encenação de Antunes Filho (1978).

Pelo espetáculo "No Natal a Gente Vem Te Buscar" (1979) recebeu dois Moliéres: Direção e Autoria, e o Troféu APCA: Cenografia.

Em 2012, o curta-metragem "A Noite dos Palhaços Mudos", roteiro adaptado por Juliano Luccas e Naum, conquistou o prêmio de Melhor Filme Internacional no Festival Videobabel no Peru.

De formação religiosa presbiteriana, completou o curso colegial clássico em Lucélia, no interior paulista, e depois cursou apenas um mês numa faculdade paulistana de psicologia.

Mudou-se para São Paulo aos 18 anos de idade, onde, pouco depois, começou a dar aulas de educação artística e iniciação às artes plásticas para crianças e adolescentes. Mais tarde, por notório saber, deu aulas de cenografia na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP).

Em 1972, fundou o grupo teatral Pod Minoga, juntamente com seus alunos da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Carlos Moreno, Mira Haar, Flávio de Souza, Dionisio Jacob, Beto de Souza, Regina Wilke e Angela Grassi. Este grupo funcionou durante os anos 70, produzindo diversas montagens experimentais, causando furor e tornando-se um fenômeno cult.

Sua estreia profissional fora desse grupo se deu como cenógrafo e figurinista de "El Grande de Coca-Cola", um musical americano dirigido por Luíz Sérgio Person no Auditório Augusta, em 1974. Logo a seguir, executou os bonecos de "Vila Sésamo", programa infantil da TV Cultura de enorme sucesso, entre eles Garibaldo e Gugu.

Aos poucos vai se desdobrando em múltiplas atividades. Como autor escreveu e dirigiu "Maratona" (1977), "No Natal a Gente Vem Te Buscar" (1979), "A Aurora da Minha Vida" (1981), "Um Beijo, Um Abraço, Um Aperto de Mão" (1984).


Fazendo um perfil analítico sobre a produção teatral na década de 1980, escreveu o crítico Yan Michalski:

"A dramaturgia está sendo, sem dúvida, o elemento do teatro mais sacrificado [...] Apenas um autor de personalidade já claramente formada surgiu e firmou-se no panorama: Naum Alves de Souza, que através de uma interessante trilogia - 'No Natal a Gente Vem Te Buscar', 'A Aurora da Minha Vida', 'Um Beijo, Um Abraço, Um Aperto de Mão' - enfrenta corajosamente os seus fantasmas do passado, oriundos de uma formação pequeno-burguesa e religiosa, conservadora e preconceituosa."

Seguem-se "Nijinski", ainda em 1984, e "Suburbano Coração", com músicas de Chico Buarque, em 1989.

Através dessas realizações, Naum construiu uma sólida, reconhecida e premiada carreira como autor, que prosseguiu anos depois com "Água Com Açúcar" (1995), "Strippers" (1997), além de inéditas, entre as quais "Ódio a Mozart" e "As Festas do Amigo Secreto".

Como diretor, além de encenar seus próprios textos, destacou-se nas montagens de "Cenas de Outono", de Yukio Mishima, tendo Marieta Severo à frente do elenco, em 1987, "Lulu", de Frank Wedekind, com Maria Padilha no papel central, em 1989, "Longa Jornada de Um Dia Noite Adentro", de Eugene O'Neill, com Sérgio Britto e Cleyde Yáconis, em 2002. No ano seguinte, dirigiu "A Flor do Meu Bem Querer", de Juca de Oliveira, superprodução sobre corrupção política no Brasil, em 2003.

Sua colaboração para espetáculos alheios, na direção, roteirização, cenografia e figurinos é igualmente insuflada de criatividade, exemplo disso são os cenários e figurinos de "Falso Brilhante", show de Elis Regina, e, sobretudo, "Macunaíma", espetáculo internacionalmente consagrado, dirigido por Antunes Filho, em 1978.

Em 1983, roteirizou "O Grande Circo Místico", espetáculo de dança sobre trilha sonora de Chico Buarque e Edu Lobo, dirigido por Emílio Di Biasi para o Teatro Guaíra de Curitiba. Adaptou e dirigiu "Dona Doida", sobre poemas de Adélia Prado, espetáculo consagratório da atriz Fernanda Montenegro, em 1990. No mesmo ano, fez ainda a adaptação de texto e direção de "Big Loira", contos de Dorothy Parker, em montagem que destacou Cristina Mutarelli.


Em 1997, fez a direção cênica do espetáculo de dança "Muito Romântico", novas versões das canções do Roberto Carlos, com coreografias de Susana Yamauchi, em parceria com João Maurício, espetáculo que faz consecutivas viagens ao exterior.

Na área da ópera criou "Ópera do 500", "Os Pescadores de Pérolas" e "King Arthur", no Teatro Municipal de São Paulo, "Janufa", de Leos Janácek, além de versões compactas para "Carmen" e "Mme. Butterfly".

Na área da dança criou alguns espetáculos memoráveis, especialmente para o desempenho de J. C. Violla, entre os quais "Senhores das Sombras", "Valsa Para Vinte Veias", "Flippersports", "Petruchka", "Salão de Baile" e "Doze Movimentos Para Um Homem Só".

Naum escreveu o roteiro de "Romance da Empregada", filme de Bruno Barreto, em 1986. Na TV, dirigiu um sitcom à brasileira, "A Guerra dos Pintos", na TV Bandeirantes, em 1999.

Naum escreveu artigos para as revistas Vogue, Claudia, Revista do SESC, entre outras. Durante quase três anos teve uma coluna semanal de contos / crônicas no Diário Popular.

Em 2000 foi co-cenógrafo da exposição "Brasil 500 Anos" - módulos de arqueologia, arte indígena e bio-antropologia, realizada no Oca, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Em 2005, dirigiu a remontagem da ópera "Os Pescadores de Pérolas" no Teatro Municipal de São Paulo.

Em 2012, esteve internado num hospital por complicações causadas por miastenia, uma doença neuromuscular.

Em 2015 Naum lançou livro de contos "Tirando a Louca do Armário & Outras Histórias".

Morte

Naum Alves de Souza morreu no sábado, 09/04/2016, aos 73 anos. O velório ocorreu no Cemitério Gethsêmani, em São Paulo, no dia 10/04/2016, a partir das 9h00, e o sepultamento ocorreu às 17h00.

A causa da morte de Naum não foi divulgada.

Indicação: Miguel Sampaio