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Oswaldo Loureiro

OSWALDO LOUREIRO FILHO
(85 anos)
Ator e Diretor

☼ Rio de Janeiro, RJ (23/07/1932)
┼ São Paulo, SP (03/02/2018)

Oswaldo Loureiro Filho foi um ator e diretor de teatro, televisão e cinema brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 23/07/1932. Foi também presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro.

Estudou no Teatro Duse, de Paschoal Carlos Magno, e seu primeiro trabalho profissional foi em 1955, na peça "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, pela companhia de Henriette Morineau.

Em 1956, fez "Otelo", de Shakespeare, dirigido por Adolfo Celi, pela Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA).

Em 1958, veio "A Fábula do Brooklin", de Irwin Shaw, que lhe rendeu o prêmio de Ator Revelação pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT).

Veio a década de 1960 e, com ela, no Teatro dos Sete, encenou "Com a Pulga Atrás da Orelha", de Georges Feydeau, dirigido por Gianni Ratto, e "Beijo no Asfalto", de Nelson Rodrigues, sob direção de Fernando Torres.

Oswaldo Loureiro, 1974
Em 1964, foi para São Paulo após o fechamento da Companhia Tônia-Celi-Autran, e lá atuou em "A Ópera dos Três Vinténs", de Bertolt Brecht, no Teatro Ruth Escobar. Depois, integrou o Grupo Opinião e, de volta ao Rio de Janeiro, em 1966, fez, novamente com Gianni Ratto, "Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come", de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar.

Em 1967, seria dirigido por Flávio Rangel na montagem de "Édipo Rei", de Sófocles, contracenando com Paulo Autran.

Na década de 1970 fez "Gota d'Água", de Chico Buarque e Paulo Pontes, "A Longa Noite de Cristal", de Oduvaldo Vianna Filho, "Dois Perdidos Numa Noite Suja", de Plínio Marcos, e "Papa Higuirte", também de Oduvaldo Vianna Filho.

Como dirigente sindical, lutou pela subvenção do Estado ao teatro e pelo reconhecimento da profissão de ator. Oswaldo Loureiro chegou à presidência do Sindicato dos Artistas.

Oswaldo Loureiro, 2000
Em 1982, recebeu o Prêmio Mambembe por seu trabalho em "Motel Paradiso", de Juca de Oliveira.

Em 1983, novamente sob direção de Flávio Rangel, atuou em "Vargas", de Dias GomesFerreira Gullar.

Em 1990, dirigiu "Baixa Sociedade", de Juca de Oliveira.

Em 1993, tornou-se diretor do Teatro Guaíra, em Curitiba, e levou mais de 700 pessoas ao teatro por meio do seu projeto "Teatro Para o Povo".

De volta ao Rio de Janeiro, trabalhou sob direção de Moacyr Góes na montagem de "O Doente Imaginário", de Molière. Em seguida, contracenou com Jacqueline Laurence e Othon Bastos em "A Profissão da Senhora Warren", de Bernard Shaw.

Em 2000, novo trabalho com Moacyr Góes em "Bonitinha Mas Ordinária", de Nelson Rodrigues.

Oswaldo Loureiro, 1998
Morte

Oswaldo Loureiro faleceu na madrugada de sábado, 03/02/2018, aos 85 anos, em decorrência de uma parada cardíaca. Ele sofria de Alzheimer. Ele estava internado no Hospital São Luiz, em São Paulo.

O velório aconteceu na tarde de sábado, 03/02/2018, no Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, SP, das 14h00 às 17h00, seguido da cremação.

Oswaldo Loureiro era casado com Madalena Loureiro e deixou filhos e netos.

Oswaldo Loureiro, 1990 
Carreira

Televisão
  • 2005 - A Lua Me Disse ... Boaventura
  • 2004 - Começar de Novo ... Albert
  • 2004 - A Diarista ... General Castro
  • 2004 - Celebridade ... Peixoto
  • 2003 - Kubanacan ... Pantoja
  • 2001 - A Grande Família ... Almeidinha
  • 2001 - As Filhas da Mãe ... Delegado
  • 2000 - Uga Uga ... Querubim
  • 1998 - Pecado Capital ... Boca
  • 1998 - Malhação ... Esmeraldino Sampaio
  • 1997 - Mandacaru ... Maldonado
  • 1996 - Salsa e Merengue ... Bola
  • 1996 - O Fim do Mundo ... Romildo Galvão
  • 1995 - Malhação ... General Milton
  • 1995 - Decadência ... Emiliano
  • 1995 - Cara e Coroa ... Cardosinho
  • 1995 - Xuxa Especial de Natal - Deu a Louca na Fantasia ... Mestre do Mal
  • 1994 - Quatro Por Quatro ... Olegário
  • 1994 - Incidente em Antares ... Inocêncio Pigarço
  • 1990 - Desejo ... Solon
  • 1990 - Mico Preto ... Belarmino
  • 1990 - Pantanal ... Chico
  • 1989 - Que Rei Sou Eu? ... Gaston Marny
  • 1987 - Mandala ... Américo Junqueira
  • 1986 - Cambalacho ... Armandinho da Cruz / Duque Armand Grimaldi Delacroix
  • 1985 - Tenda dos Milagres ... Nilo Argolo
  • 1985 - Roque Santeiro ... Navalhada
  • 1983 - Guerra dos Sexos ... Joca
  • 1983 - Parabéns Pra Você ... Armando
  • 1980 - Marina ... Carlos Eduardo
  • 1978 - Roda de Fogo ... Lear
  • 1976 - O Casarão ... Deodato Leme
  • 1974 - Corrida do Ouro ... Otávio
  • 1973 - A Volta de Beto Rockfeller
  • 1972 - A Revolta dos Anjos ... Ricardo Bragança
  • 1969 - Véu de Noiva ... Chico
  • 1969 - Os Acorrentados ... Willian
  • 1968 - Sangue e Areia ... Antônio
  • 1964 - O Direito de Nascer

Cinema
  • 1998 - Simão o Fantasma Trapalhão ... Drº Hiram
  • 1990 - Sonho de Verão
  • 1987 - Rádio Pirata ... Werner
  • 1987 - Leila Diniz ... Alfredo Buzaid
  • 1986 - Sexo Frágil
  • 1984 - Para Viver Um Grande Amor
  • 1983 - Parahyba Mulher Macho
  • 1983 - Bar Esperança ... Baby
  • 1983 - Atrapalhando a Suate ... Comandante
  • 1981 - O Beijo no Asfalto ... Cunha
  • 1981 - Bonitinha Mas Ordinária ou Otto Lara Rezende
  • 1979 - O Sol dos Amantes
  • 1978 - Se Segura, Malandro!
  • 1976 - Um Brasileiro Chamado Rosaflor
  • 1971 - As Confissões de Frei Abóbora
  • 1970 - Os Herdeiros
  • 1969 - Máscara da Traição
  • 1968 - O Homem Nu ... Ludovico
  • 1967 - Una Rosa Per Tutti ... Nino
  • 1967 - Mineirinho Vivo ou Morto ... Drº Geraldo
  • 1966 - Engraçadinha Depois Dos Trinta
  • 1964 - Um Morto ao Telefone ... Marcelo
  • 1964 - A Morte em Três Tempos
  • 1963 - Und Der Amazonas Schweigt ... Green Napoleon
  • 1963 - Sonhando Com Milhões ... Guimarães
  • 1962 - O 5º Poder
  • 1962 - Os Mendigos
  • 1959 - Um Caso de Polícia
  • 1948 - Inconfidência Mineira
  • 1947 - Asas do Brasil
  • 1944 - Romance Proibido
  • 1944 - É Proibido Sonhar
  • 1944 - O Brasileiro João de Souza ... Jovem Mário

Direção de Televisão
  • 1975 - Cuca Legal
  • 1987 - Senti Firmeza
  • 1982-1983 - Os Trapalhões

Fonte: Wikipédia e G1

Álvaro de Moya

ÁLVARO DE MOYA
(87 anos)
Jornalista, Escritor, Produtor, Ilustrador e Diretor de Cinema e Televisão

☼ São Paulo (1930)
┼ São Paulo, SP (14/08/2017)

Álvaro de Moya foi um jornalista, escritor, produtor, ilustrador e diretor de cinema e televisão. É considerado por alguns como o maior especialista em histórias em quadrinhos do Brasil.

Alvaro de Moya era filho de um coronel reformado da antiga Força Pública do Estado de São Paulo, de nome Salvador, e de Dona Amélia. Irrequieto, tenaz, inteligente e vivo, Alvaro de Moya não gostava muito de estudar. Quando o pai perguntava: "Você quer ser engenheiro, médico ou advogado?", ele respondia: "Quero ser desenhista de histórias em quadrinhos!", para desespero do pai.

Por volta dos 10 e 12 anos, outra paixão dominou o menino: o cinema. Assistia uma sessão atrás da outra, nada o satisfazia. Também gostava de ler. Lia de tudo e sabia um pouco de tudo. Uma vez, porém, ouviu na escola, uma frase que passou a ser seu lema: "Res, non verba" (Ação, e não palavras).

Na verdade a primeira paixão de Álvaro de Moya foi pelo desenho. E esse seu amor pelo desenho e pelo cinema, o levou para a televisão. Foi através de um telefonema a Walter George Durst, que Álvaro de Moya, bastante jovem, se entrosou com aquele grupo também jovem, que preparava a novidade: lançar a televisão no Brasil.


Conheceu e gostou não só de Walter George Durst, mas de Cassiano Gabus Mendes, Silas Roberg e Dionisio Azevedo. E coube a ele fazer a história de inauguração da PRF3-TV, a primeira emissora da América Latina.

Irrequieto que era, logo conseguiu uma bolsa e foi para os Estados Unidos, para ver de perto tanto a televisão, como seu amor maior: a história em quadrinho. E conseguiu muita coisa. Esteve com personalidades e aprendeu detalhes que mais tarde trouxe para o Brasil. De volta casou-se com a atriz Anita Greiss, com quem teve 2 filhos.

Acompanhando Demerval Costa Lima, ex diretor geral das Emissoras Associadas, Álvaro de Moya foi para a TV Paulista, que mais tarde transformou-se em TV Globo, e na emissora foi seu braço direito.

Foi diretor de TV, criativo e original, e no corte de imagens, era imbatível. A seguir foi para a TV Excelsior, que a seu ver, criou a verdadeira televisão brasileira moderna, com grade de programação vertical e horizontal. Aí formou, ao lado de Cyro Del Nero, a dupla que fixou a imagem daquela televisão, e foi Álvaro de Moya que conseguiu uma coisa nova na televisão: a pontualidade, que até então não existia. Naquela época os programas entravam no ar, mais ou menos às tantas horas.


Álvaro de Moya esteve também na TV Bandeirantes, e outra vez em uma missão importante: Colocar no ar a emissora. Escolheu o dia 13 de maio, já que a televisão seria, em São Paulo, o canal 13. E conseguiu a façanha, tendo ficado 72 horas sem comer e dormir, só trabalhando.

Na TV Cultura sua missão foi angariar apoio da iniciativa privada, àquela emissora estatal. Além disso Álvaro de Moya foi, por 20 anos, professor da Universidade de São Paulo (USP), na matéria Comunicação.

Professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos organizadores da Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos, junto com Jayme Cortez, entre outros, em 1951, na cidade de São Paulo. Além de ser a primeira exposição de quadrinhos da história do Brasil, foi de ineditismo também para o mundo.

Álvaro de Moya representou o Brasil em vários congressos sobre quadrinhos no mundo, como em Roma, Buenos Aires, Nova York e em Lucca, um dos principais do mundo.


Correspondente da revista Wittyworld, dos Estados Unidos, foi colaborador de enciclopédias editadas na França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Escolhido pela Universidade La Sapienza, de Roma, foi o único representante da América Latina em evento realizado na Itália, visando discutir o centenário dos comics books.

Fez também charges e ilustrações com temáticas nacionalistas. Na Editora Abril, fez capas para as revistas em quadrinhos Disney: O Pato Donald e Mickey. Produziu quadrinizações de "A Marcha", de Afonso Schmidt, para a Editora Brasil América, "Macbeth" de William Shakespeare para a Editora Outubro e a biografia de Zumbi dos Palmares para Editora La Selva.

Em 1970, lançou o livro "Shazam!", o livro não se resume apenas a fazer um pesquisa sobre a história das histórias em quadrinhos, mas conta com a colaboração de especialistas que debatem acerca da influência pedagógica e psicológica dos quadrinhos e a sua influência na cultura, tratando as histórias em quadrinhos não somente como puro entretenimento, mas sim como um meio de comunicação que merece atenção por parte dos acadêmicos.

Em 1976, traduziu e fez o prefácio para a edição brasileira de "Para Ler o Pato Donald" de Ariel Dorfman e Armand Mattelart, publicada pela editora Paz e Terra.

Morte

Álvaro de Moya faleceu no fim da tarde de segunda-feira, 14/08/2017, em São Paulo, SP, aos 87 anos. Ele estava internado desde o último dia 05/08/2017 no Hospital São Paulo, quando sofreu, em casa, um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Álvaro de Moya foi encontrado pelo filho no banheiro de casa.

Livros
  • 1970 - Shazam!
  • 1993 - História da História em Quadrinhos
  • 1996 - O Mundo de Walt Disney
  • 2001 - Anos 50 - 50 Anos
  • 2002 - Vapt Vupt
  • 2003 - Histórias em Quadrinhos no Brasil
  • 2004 - Gloria In Excelsior
  • 2006 - O Tico-Tico 100 Anos - Centenário da Primeira Revista de Quadrinhos do Brasil.
  • 2012 - A Reinvenção dos Quadrinhos
  • 2013 - Os Pioneiros no Estudo de Quadrinhos no Brasil
  • 2016 - Sketchbook Custom
  • 2017 - Eisner / Moya - Memórias de Dois Grandes Nomes da Arte Sequencial

Fonte: Wikipédia

Marcos Tumura

MARCOS AURÉLIO TUMURA
(49 anos)
Ator, Cantor, Diretor, Coreógrafo e Figurinista

☼ Curitiba, PR (09/03/1968)
┼ São Paulo, SP (18/05/2017)

Marcos Aurélio Tumura foi um ator e cantor brasileiro nascido em Curitiba, PR, no dia 09/03/1968.

Ao longo de três décadas de carreira participou de trabalhos no teatro e televisão. Marcos Tumura começou como dançarino do Teatro Guaíra fazendo teatro com as peças "Rent" e "Aí Vem o Dilúvio".

Marcos Tumura esteve muitas vezes no elenco dos musicais de Claudia Raia.

Em 2001 foi escolhido para representar em "Les Misérables" o papel principal, vencendo 200 candidatos.

Marcos Tumura fez grandes musicais como "A Bela e a Fera", "O Fantasma da Ópera", "Miss Saigon", "Cabaret", "Crazy For You" e "Raia 30".

Estava no musical "Forever Young".

Em 2007 abriu sua própria produtora, Tumura Produções, ao lado do amigo Fred Sposito.

Na televisão ficou mais conhecido como o vilão Salazar do seriado "Patrulha Salvadora".

Marcos Tumura além de ator e cantor foi diretor, coreógrafo,figurinista e mestre de cerimônias.

Morte

Marcos Tumura morreu na madrugada de quinta-feira, 18/05/2017, aos 49 anos, vítima de infarto agudo do miocárdio, em São Paulo, SP. De acordo com amigos, ele passou mal após uma partida de vôlei e foi levado para o Hospital 9 de Julho mas não resistiu e faleceu.

Claudia Raia usou as redes sociais para lamentar a perda do amigo:
"Hoje o Brasil acordou mais cinza e triste, perdemos nosso amado, meu irmão, companheiro na vida e na arte Marcus Tumura, estamos sem ar, devastados e comunicamos a família do Teatro Musical Brasileiro que o velório deste grande artista sera no Cemitério do Araçá a partir de 12:00hs e a cerimônia de cremação no Crematório da Vila Alpina as 21:00"
Claudia Raia e Marcos Tumura
Carreira

Televisão
  • 2004 - Sítio do Pica-Pau Amarelo
  • 2008 - Negócio da China ... Elenco de Apoio
  • 2010 - Ti Ti Ti ... Vicky
  • 2014 - Patrulha Salvadora ... Salazar / Faraó
  • 2016 - Sol Nascente ... Massao

Teatro
  • Rent
  • Aí Vem o Dilúvio
  • Les Misérables
  • A Bela e a Fera
  • O Fantasma da Ópera
  • Cabaret
  • Crazy For You
  • Raia 30
  • Forever Young

Cinema
  • O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes ... Verdugo (Voz)

Fonte: Wikipédia

Nelson Xavier

NELSON AGOSTINI XAVIER
(75 anos)
Ator e Diretor

☼ São Paulo, SP (30/08/1941)
┼ Uberlândia, MG (10/05/2017)

Nelson Agostini Xavier, mais conhecido por Nelson Xavier, foi um ator e diretor brasileiro. Ao longo de cinco décadas de carreira participou de trabalhos no teatro, televisão e cinema.

Nascido em São Paulo, SP, no dia 30/08/1941, Nelson Agostini Xavier tinha tudo para ser advogado. Ao menos era o que sua mãe, Carolina Agostini, dona de casa, desejava. O pai, Olavo Xavier, era pintor, mas nunca chegou a conhecê-lo.

Nelson Xavier cursou Direito, mas a paixão pelas artes, em especial pelo cinema mudo, foi mais forte e o estimulou a mudar de caminho profissional. Tudo começou com uma viagem para a Europa. Ele ganhou uma bolsa de estudos na Itália, para fazer um curso de advocacia durante três meses. Lá, foi à Roma e Florença, teve o primeiro contato com artes plásticas clássicas e renascentistas. Ele se sensibilizou ao ponto de colocar na cabeça que precisava estudar drama e deixar o Direito para trás, só tinha que encontrar uma maneira de ganhar dinheiro com isso.

Nelson Xavier em "Sol de Verão" (1982)
Entrou para a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (USP) e também para o Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos de teatro naquela época, que tinha como princípio fazer desta arte uma ferramenta de transformação social. Lá, fez amizades com expoentes do meio artístico, sendo chamado para atuar em diversas peças, como "Eles Não Usam Black-Tie" (1958), de Gianfrancesco Guarnieri, "Chapetuba Futebol Clube" (1959), de Oduvaldo Vianna Filho, "Gente Como a Gente" (1959), de Roberto Freire, e "Julgamento em Novo Sol" (1962), de Augusto Boal.
"O Teatro de Arena começou o teatro brasileiro contemporâneo. Antes de nós, era tudo muito solene, declamado. Dos novos nomes, eu me encantava com o Flavio Migliaccio, que usava o que chamamos de estilo passarinho: ele cuspia as palavras, não ficava falando com imponência. Era absolutamente revolucionário!"
A formação profissional acompanhou a formação política. Por influência dos colegas do Teatro de Arena, Nelson Xavier começou a ler os clássicos do marxismo. Nesse momento, Eduardo Coutinho, futuro cineasta, lhe arrumou emprego de revisor na revista Visão, onde passou a colaborar também como crítico de cinema e teatro. Durante um tempo, ganhou a vida como jornalista.

Nelson Xavier em "Voltei Pra Você" (1983)
Imerso em um ambiente de ebulição cultural, tornou-se também ator de cinema, apesar de ter a convicção de que isso nunca foi sua vocação. Atuar era difícil para um rapaz tímido como ele e, naquele momento, queria mesmo era estar atrás das câmeras. Até porque, câmera, segundo ele, era algo que lhe assustava profundamente.
"Eu tive muita dificuldade em começar a fazer televisão. As máquinas eram enormes, eu tinha pavor, até tremia!"
Mas não teve jeito. No dia 31/03/1964, tropas do Exército ocuparam as ruas das principais cidades do Brasil. No dia seguinte, uma Junta Militar tomou o poder. A sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde Nelson Xavier realizava ensaios periódicos para estreia de uma peça, foi incendiada. O ator se sentiu perdido: seus valores entraram em conflito, principalmente diante das dificuldades impostas pela censura em se fazer teatro político.

Dessa forma, ele intensificou sua participação no cinema. Até o final dos anos 1970, foram muitos os filmes, mais de 20, como "O ABC do Amor" (1967), de Eduardo Coutinho, Rodolfo Kuhn e Helvio Soto; "Os Deuses e os Mortos" (1970), de Ruy Guerra, "É Simonal" (1970) e "A Culpa" (1972), de Domingos de Oliveira; "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976), de Bruno Barreto; e "A Queda" (1978), também de Ruy Guerra, que lhe rendeu um Urso de Prata no Festival de Berlim.

Por influência de amigos, neste período, Nelson Xavier começou a fazer também televisão.

Nelson Xavier como Lampião e Tânia Alves como Maria Bonita na minissérie 'Lampião e Maria Bonita' (1982)
De João da Silva a Lampião

Sua primeira participação na televisão foi pequena, viveu o personagem Zorba, na novela "Sangue e Areia" (1967), de Janete Clair.

Seis anos depois, conseguiu seu primeiro grande papel, em "João da Silva" (1973). Na novela de Jairo Bezerra, produzida pela TV Rio, e exibida pela TV Cultura, TVE e TV Globo, Nelson Xavier viveu um retirante nordestino, que se muda para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições de vida. A novela era um projeto educativo, com objetivo de dar dicas a emigrantes em uma grande cidade, que se encontravam na mesma situação do protagonista. Assuntos relacionados a ensino, emprego e moradia perpassavam a trama. Foi um sucesso. O ator passou a ser reconhecido nas ruas e adorado pelo público.

Em 1982, Nelson Xavier estava pronto para viver outro protagonista, desta vez, na primeira minissérie da TV Globo, "Lampião e Maria Bonita". Dirigida por Paulo Afonso Grisolli, a minissérie se baseou nos últimos seis meses de vida de Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro mais temido do sertão, nos idos dos anos 1930. Os heróis, vividos por Nelson Xavier e Tânia Alves, foram muito bem recebidos pelo público, assim como o novo formato de dramaturgia.

A preparação para a trama foi intensa. A equipe passou um mês se locomovendo pelo interior do Nordeste para gravar as cenas externas. A ideia era mostrar lugares em que Lampião e seu bando realmente estiveram. Para dar o melhor de si, Nelson Xavier estudou a história do bandido social, que "disse 'não' ao sistema e levou este 'não' às últimas consequências". A identificação foi tão profunda que ele acredita ter vivido uma experiência quase transcendental.
"Um dia, quando estava me preparando para entrar em cena, vesti a roupa do figurino, já estava maquiado e só faltava colocar os óculos. Quando eu subi os óculos, alguma coisa me arrebatou. Eu senti que estava sendo 'cavalo' de uma possessão. Eu não sou médium, mas a impressão era essa, foi forte!"
Momento similar, só com "Chico Xavier" (2010).

Nelson Xavier em "Gabriela" (2012)
Em 1985, o ator teve a oportunidade em trabalhar novamente com Paulo Afonso Grisolli. Desta vez, na minissérie "Tenda dos Milagres", com roteiro de Aguinaldo Silva. Nesta ocasião, Nelson Xavier era o protagonista Pedro Arcanjo, que, à beira da morte, relembra aventuras, festas, amores e sua luta para manter vivas na Bahia as culturas negra e mestiça.
"Pedro Arcanjo me ensinou muito, ele era um brasileiro admirável. Fiz o trabalho com empenho, querendo acertar. A composição do personagem era mais simples. Diferente do Lampião, que era um sujeito mais posudo, o Pedro Arcanjo era frágil, mas precisava defender seus ideais com firmeza!"
A Bahia se tornou um local muito querido e, para ele, foi uma satisfação voltar ao Estado para as gravações da minissérie "O Pagador de Promessas" (1988), dirigida por Tizuka Yamasaki, com autoria de Dias Gomes. Na ocasião, Nelson Xavier interpretou o gigolô Bonitão, que tentava seduzir a mocinha Rosa, interpretada por Denise Milfont. O que o ator mais gosta de lembrar desse trabalho é, na verdade, a amizade que fez com Mário Lago, que interpretou o clérigo Dom Germano.
"O Mário e eu tínhamos uma coisa em comum: comíamos muito mocotó. Logo no início, demos uma volta perto do hotel e encontramos um restaurante simples, que preparava um bom mocotó. Fomos lá todos os dias e eu pude desfrutar bastante da amizade e companhia dele!"
Entre minisséries, Nelson Xavier também fez novelas na emissora nesse período. Interpretou, por exemplo, o ex-jagunço Zelão em "Voltei Pra Você" (1983), de Benedito Ruy Barbosa; e o delegado Joel, na trama de Ivani Ribeiro, "Hipertensão" (1986).

Nelson Xavier como monge budista em "Joia Rara" (2013)
Outros Trabalhos

Em 1989, Nelson Xavier foi convidado para trabalhar na TV Manchete, onde conheceu sua atual esposa, a atriz Via Negromonte. Na emissora concorrente, atuou em três tramas, incluindo "Kananga do Japão" (1989), de Wilson Aguiar Filho e dirigida por Tizuka Yamasaki; e "A História de Ana Raio e Zé Trovão" (1990), novela de Marcos Caruso, com direção de Jayme Monjardim.

Em 1992, Nelson Xavier voltou para a TV Globo para viver o delegado Francisco Queiroz, em "Pedra Sobre Pedra", de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.

Em 1993, interpretou o comerciante Norberto, dono da venda onde os personagens faziam compras ou paravam para uma bebida, na novela "Renascer", de Benedito Ruy Barbosa. Ele também interpretou o Padre Bento, na segunda versão de "Irmãos Coragem" (1995), dirigida por Luiz Fernando Carvalho, quem considera um grande colega de trabalho em sua carreira.
"Ele é muito criativo, e permite que o ator crie e brinque em cima do personagem!"

Espiritualidade

Em 2001, Nelson Xavier teve a oportunidade de interpretar um mestre espiritual de uma sociedade alternativa, em Goiás. Purunam era um médico que se interessou por medicina alternativa e se tornou o principal conselheiro da protagonista Cristal (Sandy), na novela "Estrela-Guia", de Ana Maria Moretzsohn.
"Foi bonitinho viver o Purunam, principalmente porque eu acreditava no que ele pregava, mesmo sem ter ainda me tornado simpático a cultura védica, como aconteceu depois. Tinham cenas com diálogos enormes, mas não tive dificuldades, veio fácil para mim!"
Com "Chico Xavier", em 2010, o ator voltou a ter uma experiência sensível, na pele do médium mineiro, que transformou sua vida. Para Nelson Xavier, Chico Xavier desempenhou bem sua missão na Terra, como um apóstolo.
"Acredito que toda geração tem um papel a cumprir. O problema é cumprir ou trair. Eu acho que a minha geração quis mudar o Brasil e não conseguiu e é lamentável. Mas o trabalho do ator também pode mudar as pessoas, ainda que em pequena escala!"
A espiritualidade adquirida com os papéis anteriores possibilitou que interpretasse Ananda, líder espiritual budista que ajuda o mocinho Franz Hauser (Bruno Gagliasso) a sobreviver após uma avalanche no Himalaia, em "Joia Rara" (2013). A trama de Duca Rachid e Thelma Guedes se passava no Brasil e no Nepal. Os atores passaram 15 dias filmando em Katmandu. Nelson Xavier gostou da experiência:
"Eu vi muita pobreza nas ruas. Mas as pessoas são muito serenas, e o budismo proporciona isso!"
Para compor o personagem, o ator buscou incorporar essa serenidade e transmitir, em suas falas, a generosidade e o amor ao próximo.
"O verdadeiro artista cria uma linguagem própria. E, depois de tantos anos pensando que não tinha vocação para ser ator, hoje eu acho que tenho isso, consegui desenvolver essa linguagem!"
(Nelson Xavier)

Morte

Nelson Xavier faleceu na madrugada de quarta-feira, 10/05/2017, aos 75 anos, na cidade de Uberlândia, MG, vítima de insuficiência respiratória em decorrência de um câncer. Ele lutava contra a doença há 14 anos. O corpo de Nelson Xavier será levado ao Rio de Janeiro, onde deve ser cremado na quinta-feira, 11/05/2017.

Sua última aparição pública foi na exibição do longa-metragem "Comeback" durante o Festival do Rio em 2017. No drama de Erico Rassi, Nelson Xavier interpretou Amaro, um ex-pistoleiro que se refugia em uma pequena cidade de Goiás após sua aposentadoria.

Nelson Xavier deixa a mulher, a atriz Via Negromonte (Wilma Fernandes Negromonte), e quatro filhos.

Tereza Villela Xavier, filha de Nelson Xavier, usou sua página no Facebook para falar da perda do pai:
"Lamento informar a quem possa interessar que meu pai, Nelson Xavier, faleceu esta noite em Uberlândia. Seu corpo será transferido, celebrado e cremado no Rio de Janeiro em cemitério ainda não determinado. Agradeço desde já as mensagens de apoio. Ele virou um planeta! Estrela ele já era. Fez tudo que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre!"

Nelson Xavier em "O Pagador de Promessas" (1988)
Carreira

Televisão
  • 1967 - Sangue e Areia ... Zorba
  • 1973 - João da Silva ... João da Silva
  • 1982 - Lampião e Maria Bonita ... Lampião
  • 1982 - Sol de Verão ... Zito
  • 1983 - Voltei Pra Você ... Zelão
  • 1985 - Tenda dos Milagres ... Pedro Arcanjo
  • 1986 - Hipertensão ... Joel
  • 1988 - O Pagador de Promessas ... Bonitão (Minissérie)
  • 1989 - Kananga do Japão ... Caveirinha
  • 1990 - A História de Ana Raio e Zé Trovão ... Leopoldo Canjerê
  • 1990 - Fronteiras do Desconhecido ... Albano (Ep.: "A Rua do Salto")
  • 1992 - Pedra Sobre Pedra ... Delegado Queiróz
  • 1993 - Renascer ... Noberto
  • 1995 - Irmãos Coragem ... Padre Bento
  • 1996 - Salsa e Merengue ... Mestre Bento Sobral
  • 1997 - Anjo Mau ... Manuel
  • 1999 - Suave Veneno ... Fortunato Queiroz
  • 2000 - O Cravo e a Rosa ... Drº Caio
  • 2001 - As Filhas da Mãe ... Mauro das Flores
  • 2001 - Estrela-Guia ... Purunam
  • 2004 - Senhora do Destino ... Sebastião Ferreira da Silva
  • 2005 - América
  • 2005 - Belíssima ... Bento Pereira
  • 2008 - A Favorita ... Edvaldo
  • 2012 - Gabriela ... Coronel Altino Brandão
  • 2013 - Joia Rara ... Ananda Rinpoche
  • 2015 - Babilônia ... Sebastião


Cinema Como Diretor
  • 1978 - A Queda


Cinema Como Ator
  • 1959 - Fronteiras do Inferno
  • 1960 - Cidade Ameaçada
  • 1963 - Seara Vermelha
  • 1964 - Os Fuzis
  • 1965 - A Falecida
  • 1965 - Arrastão
  • 1966 - Três Histórias de Amor
  • 1967 - O ABC do Amor
  • 1968 - Desesperato
  • 1968 - Massacre no Supermercado
  • 1970 - Dois Perdidos Numa Noite Suja
  • 1970 - Os Deuses e os Mortos
  • 1970 - É Simonal
  • 1971 - As Confissões de Frei Abóbora
  • 1972 - A Culpa
  • 1973 - Vai Trabalhar, Vagabundo!
  • 1974 - Rainha Diaba
  • 1976 - Dona Flor e Seus Dois Maridos
  • 1976 - Marília e Marina
  • 1976 - Ovelha Negra
  • 1976 - Soledade
  • 1977 - Feminino Plural
  • 1977 - Gordos e Magros
  • 1978 - A Queda
  • 1979 - O Bom Burguês
  • 1979 - A Rainha do Rádio
  • 1980 - Bububu no Bobobó
  • 1980 - O Bandido Antonio Dó
  • 1981 - Eles Não Usam Black-Tie
  • 1982 - Amor e Traição
  • 1982 - A Ferro e a Fogo
  • 1983 - Gabriela
  • 1983 - O Cangaceiro Trapalhão
  • 1983 - O Mágico e o Delegado
  • 1984 - Para Viver um Grande Amor
  • 1984 - Tensão no Rio
  • 1985 - O Rei do Rio
  • 1988 - Luar Sobre Parador
  • 1988 - Amor Vagabundo
  • 1989 - Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia
  • 1991 - Brincando Nos Campos do Senhor
  • 1991 - Vai Trabalhar, Vagabundo II
  • 1994 - Lamarca
  • 1996 - Sombras de Julho
  • 1998 - O Testamento do Senhor Napumoceno
  • 2001 - Girl |From Rio
  • 2002 - Lua Cambará - Nas Escadarias do Palácio
  • 2003 - Benjamim
  • 2003 - Narradores de Javé
  • 2010 - Chico Xavier
  • 2011 - As Mães de Chico Xavier
  • 2011 - O Filme dos Espíritos
  • 2014 - A Despedida
  • 2014 - Trash
  • 2016 - Comeback


Nelson Xavier no Festival de Cinema de Gramado
Prêmios e Indicações

Festival de Gramado

Vencedor: Melhor Ator por "O Testamento do Senhor Nepomuceno"

Festival de Brasília

Vencedor: Melhor Ator

Cayon Gadia

CAYON JORGE GADIA
(62 anos)
Radialista, Diretor e Produtor de TV

☼ Inhumas, GO (23/08/1945)
┼ São Paulo, SP (29/08/2007)

Cayon Gadia foi um radialista, diretor e produtor de televisão nascido em Inhumas, GO, no dia 23/08/1945.

Diretor musical do SBT, nos últimos nove anos, Cayon Gadia foi responsável por produzir trilhas sonoras para as novelas da emissora, como "Os Ricos Também Choram" (2005), "Pícara Sonhadora" (2001) e "Chiquititas".

Cayon Gadia também trabalhou na Rádio Bandeirantes e Antena 1.

Duas semanas antes de seu falecimento ele sentiu fortes dores, e após exames foi constatada uma Diverticulite.

Cayon Gadia faleceu aos 62 anos, na madrugada de quarta-feira, 29/08/2007, em São Paulo, no Hospital 9 de Julho, vítima de falência múltipla dos órgãos, depois de passar por cirurgia para curar uma Diverticulite.

O velório de Cayon Gadia ocorreu no Cemitério do Morumbi, Em São Paulo, SP. O sepultamento ocorreu às 15h00 do dia 29/08/2007.

Fonte: Wikipédia e Folha.com

Lala Schneider

LALA SCHNEIDER
(80 anos)
Atriz, Diretora e Professora

☼ Irati, PR (23/04/1926)
┼ Curitiba, PR (28/02/2007)

Lala Schneider foi uma atriz brasileira nascida em Irati, PR, no dia 23/04/1926. Conhecida como a primeira-dama do teatro no Paraná, já foi considerada uma das cinco melhores atrizes do Brasil, tendo atuado em teatro, televisão e cinema. Trabalhou também como diretora e professora de interpretação.

Lala Schneider iniciou a carreira em 1950 na peça "O Poder do Amor", no Teatro de Adultos do Serviço Social da Indústria (SESI). Na época, trabalhava no setor administrativo do SESI, onde ficou até se aposentar. Ela foi uma das fundadoras do Teatro de Comédia do Paraná.

Ao longo dos seus 57 anos de carreira, Lala Schneider fez inúmeras montagens e ganhou 16 prêmios, entre eles o Troféu Gralha Azul na categoria Melhor Atriz, em 1984-1985 por "Colônia Cecília", e em 1992-1993 por "O Vampiro e a Polaquinha".

Ao todo, foram 99 peças, 9 filmes e 8 novelas em 52 anos de carreira. Na TV Globo, Lala Schneider fez participações em novelas como "Lua Cheia de Amor" (1990) e "Felicidade" (1991), além da minissérie "Tereza Batista" (1992).


No cinema, Lala Schneider trabalhou principalmente com cineastas paranaenses. Ela fez "Guerra dos Pelados", "Aleluia Gretchen" e "Making Of Curitiba", de Sylvio Back, "O Cerco da Lapa", de Berenice Mendes, "Maré Alta", de Egídio Élcio, entre outros. Seu último trabalho local foi o filme "Mistéryus", baseado em contos de Valêncio Xavier.

Em 1994, em homenagem à atriz, o diretor João Luiz Fiani inaugurou seu teatro em Curitiba com o nome de Fundação Teatro Lala Schneider.

Lala Schneider foi homenageada na exposição "Heroínas", exposição no Shopping Crystal, um trabalho de fotografias feitas pelo curitibano Cayo Vieira para um calendário com atrizes paranaenses de destaque.

Lala Schneider representou a personagem Clara, da peça "A Visita da Velha Senhora", de Friedrich Dürrenmatt.

Em 2004, Lala Schneider recebeu do Centro Cultural Teatro Guaíra, a Medalha Comemorativa dos 50 anos do Guairinha (Auditório Salvador de Ferrante), homenagem concedida às personalidades que fizeram parte da história do teatro paranaense.

Morte

Lala Schneider morreu na manhã de quarta-feira, 28/02/2007, aos 80 anos, em Curitiba, PR. Segundo a família, a atriz estava bem de saúde, apenas com problemas na coluna e de ansiedade.

Familiares tentaram acordar Lala Schneider por volta das 10h00 e chegaram a chamar uma ambulância. O corpo passou pelo Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba para que a causa da morte fosse identificada e seguiu para o velório, que aconteceu no hall de exposições do Teatro Guaíra a partir das 17h00.

O sepultamento ocorreu na quinta-feira, 01/03/2007, no Cemitério do Boqueirão, em Curitiba, PR.

Lala Schneider - Canal 3 Londrina, 1967
Trabalhos

Teatro
  • 1950 - O Poder do Amor (Nilo Brandão)
  • 1959 - Entre Quatro Paredes (Sartre, dirigida por Armando Maranhão)
  • 1959 - Antes do Café (Eugéne O’Neill, dirigida por Eddy Franciosi)
  • 1984/1985 - Colônia Cecília (Troféu Gralha Azul para Melhor Atriz)
  • 1992/1993 - O Vampiro e a Polaquinha (Troféu Gralha Azul para Melhor Atriz)
  • Entre muitas outras num total de 99 peças.

Cinema
  • Guerra dos Pelados (Sylvio Back)
  • Aleluia Gretchen ... Minka (Sylvio Back)
  • Making Of Curitiba (Sylvio Back)
  • O Cerco da Lapa (Berenice Mendes)
  • Maré Alta (Egídio Élcio)
  • Vovó Vai Ao Supermercado (Valdemir Milani)
  • Mistéryos (Baseado em contos de Valêncio Xavier)
  • Café do Teatro (Adriano Esturilho)
  • Entre outros, num total de 9 filmes.

Televisão
  • 1966 - O Direito de Nascer (TV Paraná)
  • 1966 - Estranha Melodia (TV Paraná)
  • 1980 - Maria Bueno (TV Paraná)
  • 1990 - Lua Cheia de Amor (TV Globo)
  • 1991 - Felicidade (TV Globo)
  • 1992 - Tereza Batista (TV Globo - Minissérie)
  • 2006 - A Diarista (TV Globo - Episódio: "Aquele da Pressa")
  • Entre outras, num total de 8 telenovelas.

Telmo de Avelar

TELMO PERLE MÜNCH
(93 anos)
Ator, Dublador, Tradutor e Diretor de Dublagem

☼ Curitiba, PR (02/10/1923)
┼ Rio de Janeiro, RJ (09/01/2017)

Telmo Perle Münch, também conhecido como Telmo de Avelar, foi um ator, dublador, tradutor e diretor de dublagem brasileiro nascido em Curitiba, PR, no dia 02/10/1923.

Telmo teve uma infância pobre e de muita necessidade. Em 1938, aos 14 anos, foi levado por seu irmão, que mais tarde se tornaria pintor, ao teatro participar de um pequeno grupo amador. Lá fazia apenas figuração, mas por uma casualidade, um dos atores que ia interpretar na peça não pôde estar no dia e Telmo foi chamado para representar em seu lugar. Fez o teste e foi aprovado. A partir daí todos os dias estudava seu papel até altas horas da noite. Atuou na peça e a partir daí começou sua carreira na dramaturgia.

Dois anos depois sua família mudou-se para Recife, PE, e Telmo a acompanhou. Permaneceu 2 meses em Recife e partiu para João Pessoa, PB, onde ficou 1 ano. De volta a Recife permaneceu por mais 1 ano.

Por não ter conseguido mais estudar nesse período, pelo fato de seu material de estudo ter ficado em Curitiba, e seus familiares lá presentes nunca os terem mandado para o nordeste, Telmo resolveu se mudar sozinho para São Paulo, por volta do final de 1942, com apenas o ensino fundamental cursado. Em São Paulo conseguiu um emprego no comércio, o qual o manteve.

Por apreciar que tinha propensão para a arte, Telmo começou a pensar como poderia expressar isso. Foi aí que veio a ideia de ingressar no rádio. Um dia ele viu o anuncio de uma empresa de publicidade chamada Standard, no jornal, procurando artistas para gravarem para o rádio, histórias de aventuras de "Tarzan" e de "O Vingador". Se interessou e foi buscar o papel. Conseguiu e trabalhou por apenas 20 dias, pois suas escalações eram sempre como vilão, e ele tinha dificuldade com esses papeis já que sua inflexão artística caia para interpretações de galãs e personagens do gênero. Após esses dias, foi procurar um novo emprego e conseguiu uma proposta para trabalhar na Rádio América, na qual aceitou de prontidão.

Essa época foi uma das mais difíceis na vida de Telmo. O dinheiro que ganhava do rádio não era suficiente para pagar o aluguel e ainda se alimentar, então tinham dias que comia apenas pão.

Por não aguentar a situação, Telmo percebeu que não era ali que estavam as suas oportunidades, e então partiu para o Rio de Janeiro. Lá começou a fazer pequenos trabalhos para a Rádio Clube do Brasil, Rádio Cruzeiro do Sul e Rádio Mauá.

Quando a necessidade mais uma vez apertou, Telmo começou a vender algumas de suas peças de teatro para a Rádio Globo. Após isso, recebeu um convite de Olavo de Barros para ingressar no elenco de rádio-teatro da Rádio Jornal do Brasil. Após uma série de casualidades Olavo de Barros se retirou da rádio e levou Telmo consigo para a Rádio Tamoio, com um ordenado 4 vezes maior do que recebia na Rádio América em São Paulo.


Permaneceu na rádio até 1948, quando se transferiu para a Rádio Guanabara. Um tempo depois recebeu um convite da Rádio Tamoio no qual aceitou e ingressou novamente na emissora, fazendo lá longa carreira.

Entre os trabalhos que realizou na Rádio Tamoio está "São Jorge Glorioso", de Anselmo Domingos ao lado de Sônia Barreto, Olavo de Barros, Naney Wanderley, Carlos Medina e Julio Lousada em 1960.

O personagem Drº Napoleão Laureano no programa "Pausa Para Meditação", de Luiz Quirino, que Telmo interpretou ao lado de Heloísa Mafalda, e "Encontro Com a Morte", também de Luiz Quirino, também ao lado de Heloísa Mafalda, ambas as novelas fazendo parte da série de novelas da vida real que a emissora lançava em 1951. No mesmo ano participou de outras duas rádio-novelas, uma delas religiosa chamada "Uma Luz Dentro da Noite", de José Fernandes, ao lado de Hilda Barros, Zezé Macedo, Paulo Célio e Márcia Gonçalves, e a outra intitulada "Noite Sem Fim", de Janete Clair, ao lado de Ribeiro Fontes, Aliomar de Matos e Zélia Guimarães, rádio-novela essa que pouco tempo depois transferiu-se para a Rádio Clube do Brasil com o mesmo elenco.

Ainda em 1951, trabalhou novamente ao lado de Olavo de Barros, na qual Olavo dirigia a peça adaptada por Telmo, chamada "O Homem de Ouro", apresentada na TV Tupi e com o elenco de Fernanda Montenegro, Ednaldo Lopes, Sonia Ketter, Magalhães Graça e Afonso Soares. Ingressou na Rádio Clube do Brasil e participou da novela de Janete Clair, "Drº Ninguém", ao lado de Wolner Camargo, Mildred dos Santos, Marilene Alves e Antonio Nobre. Ainda em 1951 é entrevistado pela Revista do Rádio na edição 073 de março.

Em 1954 foi contratado como diretor de rádio-teatro na Rádio Mundial.

Em 1955, foi contrato pelas Organizações Victor Costa, dona da Rádio Excelsior e TV Paulista, por um ano e meio.

Por estar em São Paulo, chegou a fazer alguns trabalhos no teatro, como na peça "Zero a Esquerda", de Mário Lago e José Wanderley, ao lado de Oscarito, Maria Muniz, Déa Selva, e grande elenco, em 1958, no Teatro São Paulo, entre outros trabalhos.

Telmo retornou ao Rio de Janeiro no final dos anos 1960 e por volta dessa época também começou a escrever peças para a TV Continental, como "Aimé", e também a participar de muitas, como no programa "Teatro de Ontem" na peça "Dindinha", de Matheus da Fontoura, ao lado de Beyla Genauer, Wanda Marchetti, Mário Alinari, Manoel Martins e Nilton Valério"O Corcunda de Notre Dame" de Victor Hugo e adaptado por Luiz Oswaldo, ao lado de Nestor Montenar, Teresa Amayo, Jardel Mello, Francisco Milani, Ayrton Cardoso, e grande elenco; "Grito de Terror" de Andrew L. Stone, adaptado por Antônio Seabra, ao lado de Roberto Maya, José Miziara, Ariel Miziara, Ayrton CardosoFrancisco Milani e grande elenco, ambas em 1960; "Dama da Madrugada" ao lado de Ariel Miziara e Wanda Marechetti, e "Uma Casa de Loucos", adaptação do conto de Edgar Allan Poe, com Jardel Mello e Wanda Marchetti no elenco, ambas em 1961, entre muitas outras.

Telmo também se especializou em canto. Em certas ocasiões participava de programas de canto, como em 1966 que participou do programa "Recital de Poesia e Música" da Rádio Ministério da Educação e Cultura, cantando sonetos de Camões, selecionados por Valmir Aiala. Ainda por volta de 1966, deu aula de teatro na Escola de Cinema da Associação Brasileira de Arte (ABAC) situada na Rua Timóteo da Casta, 276 no Leblon.

Telmo de Avelar e a rádio-atriz Maria Muniz

No cinema participou do filme "...Und der Amazonas Schweigt" em 1963.

Além de escrever peças e novelas para a televisão, Telmo também participou de novelas como "Irmãos Coragem" (1970), "Nina" (1977), "Pai Herói" (1979) e "República" (1989). Além das novelas, fez várias participações em séries da TV Globo, como "Carga Pesada" (1979).

No Teatro que é sua origem, participou de diversas peças como "O Telefone" (1960) readaptado e interpretado por Telmo e Tereza Amayo; "A Sopa e a Moça" (1970) ao lado de Yoná Magalhães, Carlos Alberto e Ida Gomes; "Tela de Aranha" (1970), de Agatha Christie; "O Julgamento de Otelo" (1983), com texto de Lyad de Almeida e Carlos Couto, ao lado de Rodolfo Mayer, Cristina Nunes, Lícia Magna, Isaac Bardavid e grande elenco em 1983, entre outros.

Em 2002, as canções traduzidas por Telmo para o longa "A Bela e a Fera", foram utilizadas no musical da Broadway de mesmo nome estreado no Brasil. O musical teve adaptação de Cláudio Botelho.

Na dublagem entrou em final dos anos 1960, passando principalmente pela Herbert Richers aonde foi diretor e tradutor. Por volta de 1966 teve uma breve passagem por São Paulo, aonde dublou na AIC, participando de séries como "Perdidos no Espaço" e "O Túnel do Tempo". Retornou ao Rio de Janeiro por volta de de 1967/1968. Além dos trabalhos na Herbert Richers, trabalhou por algum tempo também na Dublasom Guanabara.

Sua facilidade e prática para criar, adaptar e traduzir textos para peças de teatro e rádio-novelas, fez de Telmo um especialista no tema, o que o ajudou muito quando ingressou na Herbert Richers e posteriormente como responsável Disney no Brasil com o trabalho de tradução e adaptação de textos para a dublagem. Foram 50 anos dedicados a tradução e adaptação para a dublagem para televisão e cinema.

Em 1964 foi convidado para dirigir e traduzir o longa "A Espada Era a Lei", no qual a partir daí ficou responsável pela direção e tradução dos longas-metragens Disney. O longa foi dublado na Riosom, que ficou responsável por dublar os clássicos da Disney no Brasil, empresa essa também que disponibilizava os estúdios para a gravação de discos da empresa Elenco de Aloysio de Oliveira, cantor e compositor ligado a Disney.

Em 1965 foi redublado "A Branca de Neve e Os Sete Anões" e relançado nos cinemas de todo o país. O mesmo aconteceu em 1966 com "Pinóquio". Telmo foi o responsável por essas redublagens, também participando na empresa da redublagem de "Bambi". "Mogli, o Menino Lobo" também ficou a cargo do mesmo estúdio de dublagem. Com o fechamento da empresa no início dos anos 1970, Telmo foi dirigir "Aristogatas" na Somil, empresa de Abelardo Barbosa e seu irmão Jarbas Barbosa, que se dedicava apenas ao cinema nacional.

Em 1972 deu início a Tecnisom de Carlos De La Riva, antigo dono da Ziv, empresa de dublagem pioneira no Rio de Janeiro. Os estúdios funcionam no Museu de Arte Moderna (MAM) no Rio de Janeiro, e a partir daí a empresa ficou sendo selecionada para as dublagens Disney, como a redublagem de "Dumbo", "Robin Hood", "Puff - O Ursinho Guloso" (e seus curtas), e "Bernardo e Bianca".

Com o fechamento da Tecnisom no final dos anos 1970, a Disney escolheu a Herbert Richers novamente para dublar seus longas, entre eles "O Cão e a Raposa", "O Natal do Mickey Mouse", "O Caldeirão Mágico" e "As Peripécias do Ratinho Detetive", sempre com Telmo de Avelar no comando.

Com a fundação da Delart, nova empresa de Carlos De La Riva que deu continuidade ao trabalho da Tecnisom, a Disney voltou a trabalhar com seu proprietário, começando por "Oliver e Sua Turma". Nesse período Telmo de Avelar dirigiu os mais famosos filmes da Disney, como "A Pequena Sereia", "A Bela e a Fera", "Aladdin", "O Rei Leão" e "Pocahontas".

Magalhães Graça, Ida Gomes, Selma Lopes, Antonieta Matos e Telmo de Avelar
Em 1995 entrou em seu lugar Garcia Junior, que comandou a Disney até 2011. Telmo de Avelar esporadicamente dirigia e traduzia alguma coisa para a empresa, principalmente continuações de filmes que havia dirigido anteriormente.

Entre seus trabalhos como dublador estão os personagens em desenhos, como Pateta nos anos entre 1970 e 1980, e nas duas dublagens do longa-metragem "O Conto de Natal do Mickey", o Xerife Sam Brown no longa-metragem "Nem Que a Vaca Tussa", Maggot no longa-metragem "A Noiva Cadáver", o primeiro narrador em "Os Super Amigos", Statler no longa-metragem "Muppets na Ilha do Tesouro", Cozinheiro Louis no longa-metragem "A Pequena Sereia", Toupeira no longa-metragem "Bernardo e Bianca", Pancinha em "Ursinhos Gummy", Ludovico Von Pato em curtas-metragens da "Turma do Mickey" dublados entre os anos 1960 e 1970, e na série animada "TV Quack Pack", Charlie Chan em "Charlie Chan", Trombada em "Ursuat", entre outros.

Em filmes foi a voz do ator James Stewart na segunda dublagem de "Janela Indiscreta", "O Homem Que Matou o Facínora" e "O Último Pistoleiro", alem dos atores Bert Remsen interpretado por Red Malone em "O Dia da Liberdade", Jamesir Bensonmum interpretado por Alec Guinness em "Assassinato Por Morte", Gray Suchett interpretado por Tom Bower em "Terra Fria", Landon interpretado por Robert Gunner em "O Planeta dos Macacos", O Papa interpretado por John Gielgud em "Elizabeth", Ilyich Kamenev interpretado por Laurence Olivier em "As Sandálias do Pescador", Srº Olivaras interpretado por John Hurt em "Harry Potter e a Pedra Filosofal", Padre Kovak interpretado por Rod Steiger em "Fim dos Dias", Major Henry interpretado por Bruce Cabot em "Os Comancheros", Irv interpretado por Peter Falk em "O Vidente", entre outros.

Como diretor de dublagem Telmo de Avelar começou inicialmente na Herbert Richers, depois partindo para a Tecnisom, e posteriormente para a Delart aonde mais fez trabalhos do gênero.

Entre os filmes que dirigiu estão "Charlie Brown e Snoopy" (1969), "A Fantástica Fabrica de Chocolate" (1ª Dublagem), "Hope Springs - Um Lugar Para Sonhar", "A Vida Marinha Com Steve Zissou", "Fim dos Dias", "Mudança de Hábito II - Mais Loucas no Convento", "Uma Carta de Amor", "Confissões de Uma Adolescente Em Crise", "Bater ou Correr", "Sexta-Feira Muito Louca", "O Treinador", "A Boneca Que Virou Gente", "O Livro da Selva", "Drº Mumford - Culpa Ou Inocência?", "Ben-Hur", "El Cid" (2ª Dublagem), "Os Dez Mandamentos", entre outros.

Em séries que dirigiu estão "Família Dinossauros", "Um Anjo Muito Louco", "Mudança de Comportamento", "Zack & Cody: Gêmeos Em Ação", entre outros.

Em desenhos animados dirigidos, a maioria são dos estúdios Disney, como "101 Dálmatas", "A Espada Era a Lei", "Branca de Neve e os Sete Anões" (2ª Dublagem), "Pinóquio" (2ª Dublagem), "Dumbo" (2ª Dublagem), "Bambi" (2ª Dublagem), "Mogli - O Menino Lobo" (1ª e 2ª Dublagem), "Aristogatas", "Robin Hood", "Bernardo e Bianca", "O Cão e a Raposa", "O Natal do Mickey Mouse", "O Caldeirão Mágico", "As Peripécias do Ratinho Detetive", "Oliver e Sua Turma", "A Pequena Sereia", "DuckTales", "DuckTales, O Filme: O Tesouro da Lâmpada Perdida", "Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus", "A Bela e a Fera", "Aladdin", "Rei Leão", "O Retorno de Jafar", "Aladdin e Os 40 Ladrões", "Pocahontas", "O Rei Leão II - O Reino de Simba", "Cinderela II: Os Sonhos Tornam-Se Realidade", "Rei Leão III - Hakuna Matata", "O Cão e a Raposa II", "Cinderela III - Uma Volta no Tempo", "Sonic X", entre muitos outros.

Como tradutor Telmo de Avelar também realizou ótimos trabalhos, como em todos os longas da Disney citados acima, pois sempre traduzia os filmes que lhe eram encarregado de dirigir.

Em filmes traduziu "Charlie Brown e Snoopy" (1969), "Fantástica Fabrica de Chocolate" (1ª Dublagem), "Fim dos Dias", "Mudança de Comportamento", "Bater ou Correr", "O Treinador", entre outros.

Morte

Telmo de Avelar faleceu na madrugada de segunda-feira, 09/01/2017, aos 93 anos. A informação da morte foi confirmada por Cida Cabral, representante do Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, onde Telmo de Avelar morava há três anos.

De acordo com Cida, Telmo de Avelar estava internado no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, desde sexta-feira, 06/01/2017, após ter algumas complicações no seu tratamento contra um câncer.

"Ele já estava com problema pulmonar, muita dor nas pernas, com desidratação. Foi um acúmulo de coisas", relatou a representante do Retiro dos Artistas. Ela informou ainda que Telmo de Avelar deixou uma filha, Isabela, que acompanhou o pai nos últimos dias no hospital.

Fonte: Wikipédia, Casa da Dublagem e Ego
Indicação: Miguel Sampaio