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Sérgio Sá

SÉRGIO ANTÔNIO SÁ DE ALBUQUERQUE
(64 anos)
Cantor, Compositor, Instrumentista, Arranjador, Produtor, Ator, Palestrante e Escritor

☼ Fortaleza, CE (17/01/1953)
┼ Fortaleza, CE (03/10/2017)

Sérgio Antônio Sá de Albuquerque, mais conhecido por Sérgio Sá, foi um cantor, compositor, instrumentista, arranjador, produtor e escritor brasileiro nascido em Fortaleza, CE, no dia 17/01/1953.

Sérgio Sá nasceu com catarata congênita, associada a microftalmia. Ele era cego de nascença. Sua trajetória de vida foi marcada por êxitos e realizações.

Desde que veio de Fortaleza aos 13 anos continuar seus estudos em São Paulo, Sérgio Sá procurou desenvolver seu talento para a música - tem ouvido absoluto -, incorporando-se a bandas de garagem, tocando, cantando e logo mais arranjando, produzindo e gravando.

Iniciou a sua carreira cantando baladas de rock em inglês, no início da década de 70. Nessa época, adotava o nome artístico de Paul Bryan e lançou em 1973 três compactos pela Top Tape. Tinha quatro músicas entre as dez mais executadas e vendidas no país.

Em 1974, ela já assinava o nome de batismo em "Sonhos de um Palhaço", canção composta em parceria com Antônio Marcos que fez sucesso na voz de Vanusa. Com a cantora e compositora, Sérgio Sá criou o hit feminista "Mudanças" (1979). 

Logo depois, assumiria os teclados do grupo de rock paulistano Joelho de Porco, como tecladista, permanecendo nele até 1976.

Em 1977 se formou em Educação Artística pela Faculdade Morzateum, e era artista nato com habilidades diversas, em diferentes áreas de atuação, com currículo excepcional que marcou sua presença na história da Música Popular Brasileira.

Em 2016, Sérgio Sá se lançou como candidato a vereador de São Paulo pelo Partido Social Democrata Cristão (PSDC), sem conseguir se eleger.

Carreira

Como compositor foram mais de 350 canções gravadas por artistas como Roberto Carlos ("Como é Possível"), Simone ("Olho do Furacão"), Tim Maia ("O Vento e as Canções"), Fábio Júnior ("Eu Me Rendo" e "O Que é Que Há?"), Chitãozinho & Xororó, ("Pensando em Minha Amada"), isso só para citar alguns exemplos.

Seu trabalho em criação publicitária inclui comerciais para empresas como Banco Itaú, McDonald's, TV Globo, TV Bandeirantes, além de trilhas sonoras para novelas e seriados como o "Mundo da Lua" (1991/1992) da TV Cultura.

Destaca-se também seu trabalho em Los Angeles onde criou e executou trilhas e vinhetas para clientes como a KJLH, emissora de FM de Stevie Wonder.

Sérgio Sá integrou a equipe responsável pela Campanha Nacional de Rádio Presidência, em 2002, no ano seguinte, contratado pela Radiobrás, foi responsável pela criação das vinhetas que compõe o novo formato da "Voz do Brasil".

No período entre 2004 e 2006 realizou campanhas para prefeito em São Paulo, Curitiba, Goiânia e em diversas cidades do interior do país.

Gilberto Gil e Sérgio Sá
Em 2006, Sérgio Sá manteve-se na ativa e foi convidado para produzir a trilha sonora do musical "Mary Poppins" do estúdio de Ballet Cisne Negro. Com adaptações e composições elaboradas especialmente para a produção Sérgio Sá surpreendeu com sua capacidade de criar e executar uma obra musical alinhada aos passos rítmicos exigidos pela dança de ballet. Mais tarde, repetiu a dose desenvolvendo uma produção natalina para a Coca-Cola que, através de alta tecnologia de luz e som, impressionou o público com bonecos gigantescos contadores de histórias embalados pela trilha sonora criada por ele.

Voltando ao passado, Sérgio Sá, com o pseudônimo de Paul Bryan, nos anos 70, criou diversos temas românticos que lideraram as paradas de sucesso e de vendas do país: "Dont Say Goodbye", tema da novela "Cavalo de Aço" (1973), "Listen", parte da trilha internacional de "O Bem Amado" (1973), "Window", tema de "Carinhoso" (1973), foram algumas de suas obras com grande repercussão.

Como arranjador trabalhou ao lado de nomes como Gilberto Gil, em seu projeto "Quanta", Zizi Possi, Jane Duboc, Ivan Lins, e vários outros artistas, Sérgio Sá foi um dos primeiros a mesclar sintetizadores a sons acústicos e um dos pioneiros em gravações digitais.

Como intérprete, com 8 discos já gravados entre os quais "Voa Vida", "Fora de Prumo" e "Ecos do Amanhã", inúmeras apresentações no Brasil, Estados Unidos e Europa, lançou o CD "Sérgio Sá - I'm Paul Bryan" onde regravou seus hits em inglês além de versões de seus sucessos e composições inéditas.


Seu último lançamento, no início de 2015, de forma independente, foi o CD "Sérgio S/A", comemorando seus 46 anos de carreira, com participações de convidados ilustres da Música Popular Brasileira como Zeca Baleiro, Elba Ramalho, Jorge Vercillo, Jane Duboc, Gilberto Gil, Cláudia Albuquerque, Carlos Navas, Lucinha Lins, Tribo De Jah e Vânia Bastos.

Suas participações em gravações atingiram a marca de 30 mil horas de estúdio e suas apresentações ao vivo somam mais de 10 mil (Marcas registradas até agosto/2015).

Como produtor trabalhou produziu para Zé Rodrix, Vanusa, Jane Duboc, Milton Carlos, Eduardo Araújo, além de inúmeros artistas independentes, tiveram em seus trabalhos a assinatura de Sérgio Sá como produtor musical.

Como escritor, seu livro "Fábrica de Sons" (Editora Globo) já em quarta edição atualizada e acrescida de CD, foi aprovado e adquirido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Em Outubro de 2004, Sérgio Sá, deficiente visual de nascença, lançou "Feche Os Olhos Para Ver Melhor", obra em que faz um apanhado de vivências e reflexões, propondo novas maneiras de enxergar o mundo e que foi também lançado em edição em braile. Com o lançamento do livro de ficção "Ecos do Amanhã", Sérgio Sá entretém o leitor com uma narrativa instigante e faz um brado de alerta e de profundo amor à humanidade.


Em 2012 Concluiu seu quarto livro, "Aos Olhos de Um Cego" (Sá Editora). Ainda em 2012 estreou como ator na peça "O Grande Viúvo", conto de Nelson Rodrigues, no projeto Teatro Cego. Uma proposta com espetáculo de característica inédita no Brasil, pois convida o público a abdicar da visão para por à prova seus outros quatro sentidos. Atores, atrizes e músicos cegos e não cegos se unem no palco para fazer arte.

Paralelo a outros projetos Sérgio Sá demonstrava maestria também como palestrante, viajando por todo o país com a sua Palestra-Show "Feche Os Olhos Para Ver Melhor", propondo reflexões com interatividade, música ao vivo e bom humor.

Desde de 2009 era convidado pela Secretaria Municipal de Cultura a falar com crianças e jovens da periferia, levando suas vivências musicais e literárias.

Em 2011, em parceria com Irineu Toledo, "Tocando Músicas e Trocando Ideias", ao lado de grandes palestrantes como Luciano Pires, José Luiz Tejon, Daniel Carvalho Luz, foi aplaudido por mais de 2.000 pessoas no evento Feliz Dia Novo.

Morte

Sérgio Sá morreu na madrugada de terça-feira, 03/10/2017, em Fortaleza, CE, vítima de um infarto, aos 64 anos. A informação foi confirmada pelo filho, Thiago Pinheiro, em publicação no Facebook. 
"É com imensa tristeza que comunico o falecimento de meu pai Sérgio Sá durante esta madrugada. Sérgio, que estava na casa de uma prima em Fortaleza, foi vítima de um rápido processo de infarto por volta das 2h30, e não resistiu e nos deixou com a eterna saudade."
No comunicado, o filho fez elogios a Sérgio Sá, como pessoa e profissional:
"Meu pai sempre foi homem íntegro, sempre buscou grande excelência, produtor e compositor que deixou fortes marcas em nossa música e em minha vida. Agora, tornou-se a forte memória de alguém que nunca deixou de acreditar na força e sutileza do amor."
"Há algumas semanas ele veio me visitar, conhecer o estúdio que nunca havia visitado, passamos um dia inteiro agradável, conversas suaves sobre música, ouvimos o disco que acabara de finalizar, nos abraçamos, demos risada, agradecemos pela trajetória, falamos da admiração mútua, foi um dia de paz, momento muito importante para os dois e eu jamais imaginaria que seria o último encontro. Mal sabia que seriam meus momentos derradeiros na presença física do meu querido pai, pessoa que sempre amei e que conheci através dos discos, das composições brilhantes e do carinho em menos encontros do que eu gostaria de ter tido!"
Fonte: Sérgio Sá, Estadão e G1  

Álvaro de Moya

ÁLVARO DE MOYA
(87 anos)
Jornalista, Escritor, Produtor, Ilustrador e Diretor de Cinema e Televisão

☼ São Paulo (1930)
┼ São Paulo, SP (14/08/2017)

Álvaro de Moya foi um jornalista, escritor, produtor, ilustrador e diretor de cinema e televisão. É considerado por alguns como o maior especialista em histórias em quadrinhos do Brasil.

Alvaro de Moya era filho de um coronel reformado da antiga Força Pública do Estado de São Paulo, de nome Salvador, e de Dona Amélia. Irrequieto, tenaz, inteligente e vivo, Alvaro de Moya não gostava muito de estudar. Quando o pai perguntava: "Você quer ser engenheiro, médico ou advogado?", ele respondia: "Quero ser desenhista de histórias em quadrinhos!", para desespero do pai.

Por volta dos 10 e 12 anos, outra paixão dominou o menino: o cinema. Assistia uma sessão atrás da outra, nada o satisfazia. Também gostava de ler. Lia de tudo e sabia um pouco de tudo. Uma vez, porém, ouviu na escola, uma frase que passou a ser seu lema: "Res, non verba" (Ação, e não palavras).

Na verdade a primeira paixão de Álvaro de Moya foi pelo desenho. E esse seu amor pelo desenho e pelo cinema, o levou para a televisão. Foi através de um telefonema a Walter George Durst, que Álvaro de Moya, bastante jovem, se entrosou com aquele grupo também jovem, que preparava a novidade: lançar a televisão no Brasil.


Conheceu e gostou não só de Walter George Durst, mas de Cassiano Gabus Mendes, Silas Roberg e Dionisio Azevedo. E coube a ele fazer a história de inauguração da PRF3-TV, a primeira emissora da América Latina.

Irrequieto que era, logo conseguiu uma bolsa e foi para os Estados Unidos, para ver de perto tanto a televisão, como seu amor maior: a história em quadrinho. E conseguiu muita coisa. Esteve com personalidades e aprendeu detalhes que mais tarde trouxe para o Brasil. De volta casou-se com a atriz Anita Greiss, com quem teve 2 filhos.

Acompanhando Demerval Costa Lima, ex diretor geral das Emissoras Associadas, Álvaro de Moya foi para a TV Paulista, que mais tarde transformou-se em TV Globo, e na emissora foi seu braço direito.

Foi diretor de TV, criativo e original, e no corte de imagens, era imbatível. A seguir foi para a TV Excelsior, que a seu ver, criou a verdadeira televisão brasileira moderna, com grade de programação vertical e horizontal. Aí formou, ao lado de Cyro Del Nero, a dupla que fixou a imagem daquela televisão, e foi Álvaro de Moya que conseguiu uma coisa nova na televisão: a pontualidade, que até então não existia. Naquela época os programas entravam no ar, mais ou menos às tantas horas.


Álvaro de Moya esteve também na TV Bandeirantes, e outra vez em uma missão importante: Colocar no ar a emissora. Escolheu o dia 13 de maio, já que a televisão seria, em São Paulo, o canal 13. E conseguiu a façanha, tendo ficado 72 horas sem comer e dormir, só trabalhando.

Na TV Cultura sua missão foi angariar apoio da iniciativa privada, àquela emissora estatal. Além disso Álvaro de Moya foi, por 20 anos, professor da Universidade de São Paulo (USP), na matéria Comunicação.

Professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos organizadores da Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos, junto com Jayme Cortez, entre outros, em 1951, na cidade de São Paulo. Além de ser a primeira exposição de quadrinhos da história do Brasil, foi de ineditismo também para o mundo.

Álvaro de Moya representou o Brasil em vários congressos sobre quadrinhos no mundo, como em Roma, Buenos Aires, Nova York e em Lucca, um dos principais do mundo.


Correspondente da revista Wittyworld, dos Estados Unidos, foi colaborador de enciclopédias editadas na França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Escolhido pela Universidade La Sapienza, de Roma, foi o único representante da América Latina em evento realizado na Itália, visando discutir o centenário dos comics books.

Fez também charges e ilustrações com temáticas nacionalistas. Na Editora Abril, fez capas para as revistas em quadrinhos Disney: O Pato Donald e Mickey. Produziu quadrinizações de "A Marcha", de Afonso Schmidt, para a Editora Brasil América, "Macbeth" de William Shakespeare para a Editora Outubro e a biografia de Zumbi dos Palmares para Editora La Selva.

Em 1970, lançou o livro "Shazam!", o livro não se resume apenas a fazer um pesquisa sobre a história das histórias em quadrinhos, mas conta com a colaboração de especialistas que debatem acerca da influência pedagógica e psicológica dos quadrinhos e a sua influência na cultura, tratando as histórias em quadrinhos não somente como puro entretenimento, mas sim como um meio de comunicação que merece atenção por parte dos acadêmicos.

Em 1976, traduziu e fez o prefácio para a edição brasileira de "Para Ler o Pato Donald" de Ariel Dorfman e Armand Mattelart, publicada pela editora Paz e Terra.

Morte

Álvaro de Moya faleceu no fim da tarde de segunda-feira, 14/08/2017, em São Paulo, SP, aos 87 anos. Ele estava internado desde o último dia 05/08/2017 no Hospital São Paulo, quando sofreu, em casa, um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Álvaro de Moya foi encontrado pelo filho no banheiro de casa.

Livros
  • 1970 - Shazam!
  • 1993 - História da História em Quadrinhos
  • 1996 - O Mundo de Walt Disney
  • 2001 - Anos 50 - 50 Anos
  • 2002 - Vapt Vupt
  • 2003 - Histórias em Quadrinhos no Brasil
  • 2004 - Gloria In Excelsior
  • 2006 - O Tico-Tico 100 Anos - Centenário da Primeira Revista de Quadrinhos do Brasil.
  • 2012 - A Reinvenção dos Quadrinhos
  • 2013 - Os Pioneiros no Estudo de Quadrinhos no Brasil
  • 2016 - Sketchbook Custom
  • 2017 - Eisner / Moya - Memórias de Dois Grandes Nomes da Arte Sequencial

Fonte: Wikipédia

João Ellyas

JOÃO ANTÔNIO ELIAS DE OLIVEIRA
(72 anos)
Escritor, Artista Plástico, Ator e Humorista

☼ Catanduva, SP (23/11/1944)
┼ Catanduva, SP (09/06/2017)

João Antônio Elias de Oliveira, mais conhecido como João Ellyas, foi um escritor e humorista brasileiro, nascido em Catanduva, SP, em 1925.

João Ellyas começou a carreira como humorista numa rádio em Catanduva nos anos 50. Além de humorista, ele também era pintor e escreveu 7 livros.

Seu personagem mais conhecido era o Salim Muchiba, o qual interpretou em programas como a "Escolinha do Professor Raimundo" e "Escolinha do Barulho". Na "Escolinha do Gugu", interpretou o caipira Zé Bento.

Como humorista, começou a carreira no Rádio Difusora em 1958. Um ano depois, participou do III Salão de Pinturas de Catanduva.

Aos 20 anos, foi levado por Adoniran Barbosa para a TV Record, onde interpretou o personagem Zé Vitrola no programa "Papai Sabe Nada".

Como escritor, lançou sua primeira obra em 1966, contendo 40 páginas e 16 poemas.

Em 2013 foi homenageado pela Câmara Municipal de Catanduva pelo Dia do Comediante. No mesmo ano, lançou o livro "Tonico e Jesuíno - Casos de Um, Piadas do Outro".

Morte

João Antônio Elias de Oliveira faleceu na noite de sexta-feira, 09/06/2007, aos 72 anos, em Catanduva, SP. Segundo a família, ele estava internado há 3 meses no Hospital Padre Albino, onde teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) durante uma cirurgia vascular de carótidas. Ele se recuperava no quarto, quando o quadro de saúde piorou e ele precisou voltar para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

O corpo de João Ellyas foi velado durante o sábado, 10/06/2017, no Cemitério do Jardim Monsenhor Albino, em Catanduva, SP, e seguiu para o Cemitério Nossa Senhora de Fátima, por volta das 15h40, onde ocorreu o sepultamento às 16h00.

João Ellyas foi casado por 46 anos e deixou três filhos e três netos.

Livros Publicados
  • Iniciação
  • O Colecionador de Palavras - Poemas, Prosas & Ironias
  • 5 Conto de Reis e 55 Reais de Troco
  • Versos Satíricos e Outras Rimas de Humor
  • 45 Dias
  • Casos de Tonico Bento - Verdadeiros ou Quase
  • Tonico e Jesuíno - Casos de Um, Piadas do Outro

Fonte: Wikipédia e G1

Ricardo Câmara

RICARDO CÂMARA DA SILVA
(37 anos)
Ator, Escritor e Modelo

☼ Rio de Janeiro, RJ (12/10/1963)
┼ Rio de Janeiro, RJ (28/04/2001)

Ricardo Câmara da Silva, conhecido como Ricardo Câmara, foi um ator, escritor e modelo brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dias 12/10/1963.

Ricardo Câmara começou a carreira em 1984 quando ganhou o 1º Concurso Garoto de Ipanema. Bonito e com porte atlético, Ricardo Câmara desfilou durante 3 anos nas passarelas de New York, onde trabalhou com Pierre Cardin e Paco Rabanne.

No final da década de 80, dedicou-se a carreira de ator e estudou na Escola de Teatro Dirceu de Matos, lugar de onde também saiu seu grande amigo, o ator Nelson Freitas.

A grande chance de Ricardo Câmara surgiu em 1990, quando interpretou o Dom Juan Serginho na novela "Barriga de Aluguel", de Glória Perez.

Sem ter novas boas chances na televisão, Ricardo Câmara se tornou escritor e dentre seus livros mais conhecidos estão "Janela da Vida", "Amor Espanhol" e "Passo X Realidade". Este último foi uma autobiografia.

Em depressão profunda por não conseguir voltar à televisão, Ricardo Câmara suicidou-se no dia 28/04/2001, com um tiro na boca em seu apartamento no Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia

Victor Siaulys

VICTOR SIAULYS
(72 anos)
Empresário, Advogado, Conferencista e Escritor

☼ São Paulo, SP (30/05/1936)
┼ São Paulo, SP (19/03/2009)

Victor Siaulys foi um empresário brasileiro nascido em São Paulo, SP, no dia 30/05/1936.

Filho de imigrantes lituanos, Victor Siaulys cresceu na capital paulista e começou a trabalhar ainda jovem ajudando seu pai no dia-a-dia da feira.

Estudando à noite, passou a trabalhar em um banco, depois em uma emissora de rádio até ser contratado como propagandista na Winthrop. Em seguida, foi para a Squibb, onde conheceu seus futuros sócios, Adalmiro Dellape Baptista e Antonio Gilberto Depieri. Nessa época, iniciou o curso de Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo mas destacou-se trabalhando como propagandista em empresas farmacêuticas. Mudou-se para o laboratório Sintofarma, onde começou sua experiência com desenvolvimento de produtos.

Em 1965, criou com Adalmiro Dellape BaptistaAntonio Gilberto Depieri e Raphael Dellape Baptista, a Prodoctor, para comercializar os produtos da Sintofarma.

Em 1966, compraram juntos um pequeno laboratório chamado Aché. Na divisão de funções, assumiu o desenvolvimento e marketing dos produtos.

Em 1978, nasceu sua terceira filha, Lara, com deficiência visual.

No Aché, Victor Siaulys, passou comandar a área de Recursos Humanos e investir nas ações de Responsabilidade Social. Como presidente do Conselho de Administração do Aché, vislumbrava novos negócios para a empresa, com destaque para os medicamentos fitoterápicos.

Sob sua liderança, a Aché Laboratórios, de capital 100% nacional, tornou-se um dos maiores laboratórios do país.

Em homenagem à filha que nasceu cega, criou junto com a esposa Mara em 1991 a entidade filantrópica Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, de apoio a inclusão educacional e social da pessoa com deficiência visual.

Victor Siaulys foi conselheiro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e escreveu o livro "Mercenário ou Missionário", pela editora da Laramara.

Morte

Em 2006, Victor Siaulys descobriu uma leucemia, seu quarto câncer. Os anteriores foram de tireoide, pele e próstata. Em 2008, passou por um transplante de medula.

Victor Siaulys faleceu às 19h30 de quinta-feira, 19/03/2009, no Hospital Albert Einsten, em São Paulo, SP, onde estava internado há 30 dias, lutando contra seu quarto câncer, aos 73 anos,  vítima de complicações causadas por um transplante de medula.

A luta de Victor Siaulys contra o câncer era pública. Em uma de suas internações ele escreveu uma mensagem, que foi enviada aos amigos mais próximos e acabou se tornando um viral, ficando conhecida via internet.

O corpo foi velado no Hospital Albert Einstein. O cortejo rumo ao Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, saiu às 15h00, onde ocorreu uma cerimônia de corpo presente celebrada pelo amigo e mentor Frei Beto e logo em seguida o corpo foi cremado.

Nina Arueira

MARIA DA CONCEIÇÃO ROCHA E SILVA
(19 anos)
Escritora, Jornalista, Poetisa e Militante da UJC

☼ Campos dos Goytacazes, RJ, (07/01/1916)
┼ Rio de Janeiro, RJ (18/03/1935)

Maria da Conceição Rocha e Silva, melhor conhecida como Nina Arueira, foi uma escritora, jornalista, líder sindical e poetisa brasileira, nascida em Campos dos Goytacazes, RJ, numa casa não mais existente, na Avenida Alberto Torres, no dia 07/01/1916.

Fez seu curso primário e normal (incompleto) em sua cidade natal. Desde os primeiros anos da juventude, militou na imprensa de Campos e do Estado do Espírito Santo.

O nome Nina Arueira é fruto de um pseudônimo, porque o nome de batismo era Maria da Conceição Rocha e Silva. De seu apelido na intimidade, que era Pequenina, e do sobrenome do pai, Arueira, formou um nome muito forte e que viria a ser conhecido em muitos lugares fora de Campos.

Filha de Lino Arueira e de Maria Magdalena Rocha e Silva, desde a infância demonstrou qualidades invulgares. A sua avó chamava-a de Pequenina, e os familiares apenas de Nina, pseudônimo que viria a adotar na adolescência.

Aos 5 anos de idade já teria lido um livro de Victor Hugo e ditava pequenas poesias que o seu pai anotava e que, mais tarde, seriam selecionadas e publicadas no periódico "Rindo", sob o pseudônimo de Princesa de Vera Cruz.


No dia 15/07/1924, então com 8 anos de idade, foi escolhida para, numa grande comemoração cívica municipal, receber o primeiro bispo da cidade de Campos dos Goytacazes, Dom Henrique César Fernandes Mourão.

Em 1928, então com 12 anos de idade, perdeu o pai, passando a auxiliar a mãe no pequeno comércio da família. Este é um momento de grande amadurecimento da jovem e as observações que ali faz acerca da sociedade, das relações trabalhistas e da hipocrisia reinante na mesma, se refletirão nos seus futuros texto e poesias.

Aos 15 anos, ingressou no Liceu de Humanidades de Campos, onde a sua fama de articulista e crítica se difundiu. Realizou conferências no teatro da cidade, nas quais criticou instituições como a Igreja Católica, o capitalismo e outras. É deste período o seu manifesto "À Mocidade de Minha Terra". Por suas ideias, enfrentou críticas e perseguições por parte de outros jornalistas e pessoas da cidade.

Ainda no Liceu, conheceu Clóvis Tavares e Adão Pereira com os quais fundou um jornal estudantil. O grupo foi o responsável por apresentar à sociedade campista o Modernismo.

Nina abandonou o Liceu por estar insatisfeita com a metodologia educacional ali utilizada.

Foi membro da Loja Leadbeater da Sociedade Teosófica no Brasil, cujo presidente era o venerando Srº Virgílio Paula, posteriormente, durante muitos anos, Presidente da Escola Jesus Cristo. Seu diploma de membro da Sociedade Teosófica se encontra no Museu de Ciro (Exposição Espírita Permanente), da Escola Jesus-Cristo.

A Militância na União da Juventude Comunista (UJC)

Nos dias difíceis no início da década de 1930 no Brasil, e em meio às preocupações familiares, filiou-se à União da Juventude Comunista (UJC), juntamente com seus dois amigos do jornal estudantil. Iniciou-se para a jovem um período de lutas: cansado dos debates escritos, vai para a porta das fábricas, onde organiza comícios e funda sindicatos.

Ainda neste período, passou a frequentar a Sociedade Teosófica como que a buscar a religiosidade que lhe faltava no movimento do operariado, e apaixona-se por Clóvis Tavares, o companheiro de todos os momentos.

Em 01/05/1934, durante o grande comício na Praça do Santíssimo Salvador em Campos, o casal foi convidado a discursar para os trabalhadores. Durante a fala de Clóvis Tavares, alguém na multidão ateou fogo à bandeira nacional, fato encarado pela polícia presente como uma afronta ao Governo. Na repressão resultante, Clóvis Tavares foi detido e Nina escapou.

Durante o período em que Clóvis Tavares ficou detido, continuaram a se corresponder, mas Nina afastou-se da militância política e começou a dedicar-se a questões transcendentais. Neste período, foi de grande valia a amizade de Virgílio de Paula, que Nina chamava carinhosamente de "Vovô Virgílio".

Profundamente deprimida, a jovem contraiu tifo, transferindo-se para a residência de Virgílio de Paula, para melhor ser cuidada. Aqui continuou a escrever e debater com uma lucidez que espantava os poucos que tinha a coragem de ir visitá-la, vindo a falecer aos 19 anos, no Rio de Janeiro, RJ, no dia 18/03/1935.

O Espírito Nina

Profundamente abalado pela morte da noiva, Clóvis Tavares recebeu a notícia que o espírito de Nina havia se comunicado numa sociedade espírita. Esse fato deu novo alento à vida de Clóvis que, a partir de então, tornou-se adepto da doutrina espírita e, pouco depois, em outubro de 1935, fundou um educandário inspirado numa escola do plano espiritual fundada pelo espírito Nina.

Entre os médiuns que psicografaram as mensagens do espírito Nina, que nortearão os trabalhos de Clóvis Tavares, destaca-se Francisco Cândido Xavier. Desde então foram fundadas casas espíritas e grupos assistenciais com o nome de Nina Arueira.

Mais recentemente, o espírito Nina, pela psicografia de Alceu da Costa Filho, ditou o romance espírita "O Diário de Sofia".

A Memória de Nina Arueira e Clóvis Tavares No Cinema

A vida de dois nomes muito conhecidos no Movimento Espírita, Clóvis Tavares e Nina Arueira, foi a inspiração para o documentarista Oceano Vieira de Melo fazer seu novo filme. O longa "Luz na Escola" foi exibido no dia 24/11/2015 em duas salas do circuito Kinoplex na cidade de Campos dos Goytacazes, RJ, cidade natal dos personagens, em comemoração ao centenário de Clóvis Tavares e aos 80 anos da Escola Jesus Cristo.

Reconhecido pelo movimento espírita e autor de mais de dez livros, dentre eles "Amor e Sabedoria de Emmanuel", "Histórias Que Jesus Contou" e "Trinta Anos Com Chico Xavier"Clóvis Tavares ganha cena no filme quando, ainda jovem estudante, se identifica com os ideais comunistas na cidade onde nascera.

Nina Arueira é sua companheira de sala, no Liceu de Humanidades de Campos, nos anos 30, e igualmente levada pelos ideais, ajuda a fundar as bases para a Juventude Comunista, provocando na cidade acirrados debates em favor dos menos favorecidos. Neste mesmo tempo, os dois se apaixonam, iniciam o namoro e passam a ser os principais líderes da doutrina de Lênin na região.

Enquanto Clóvis aprimora seu discurso materialista e ambos começam a sofrer com as perseguições, Nina conhece um dos admiradores dos seus artigos publicados, Srº Virgílio de Paula, o estudioso de teosofia e do espiritismo e fundador do Grupo Espírita João Baptista, na cidade. Por seu intermédio e também dos livros espíritas, Nina se identifica com o Evangelho e fica maravilhada com a visão de Jesus todo justiça, amor e caridade, explicado à luz do espiritismo.

Mas faltando apenas dois meses para seu casamento com Clóvis, Nina adoece e vem a desencarnar com tifo, deixando o noivo desolado, mas que não demora a receber mensagens da própria noiva, em espírito, orientando-o para que ele se dedicasse à educação com o Evangelho.

Consolado pelas mensagens e pela doutrina, Clóvis começa um trabalho junto às crianças e funda o que chama Escola Infantil Jesus Cristo, nominada depois Escola Jesus Cristo, dado que os adultos também se afeiçoaram ao trabalho.

Todo o preparo do jovem espírita, que se mudara para estudar no Rio de Janeiro e lá tivera contato com intelectuais e escritores na Federação Epírita Brasileira (FEB) - Guillon Ribeiro, Manoel Quintão, Carlos Imbassahy, Leopoldo Machado - é resgatado pelo produtor Oceano Vieira de Melo, ao retratar a vida de Clóvis Tavares.

Pela amizade de mais de 50 anos do professor Clóvis Tavares com o médium Chico Xavier, quem chegava a ir duas vezes por ano visitar, muitas passagens entre os dois também são lembradas no documentário.

Em 1939, quatro anos depois da desencarnação da noiva, Clóvis Tavares faz sua primeira visita ao médium e recebe de Nina sua segunda mensagem, onde ela cita um fato de conhecimento apenas dos dois: antes de desencarnar, Nina havia escrito um pequeno romance espiritualista, "Yanur", dedicado ao noivo que, materialista, guardara em segredo.

A mocidade espírita de Campos visitava famílias necessitadas da Escola Jesus Cristo e numa dessas visitas, uma criança recém-nascida abandonada foi resgatada e acolhida, mas apesar de Clóvis ter providenciado todos os cuidados, ela veio a desencarnar.

Em uma de suas habituais viagens a Pedro Leopoldo para encontrar-se com Chico XavierClóvis obteve do médium a informação de que o visitava um espírito de muita luz, chamado Elzinha França, o nome dado à criança acolhida. Clóvis contou ao médium quem era a menina e Chico Xavier logo complementou que ela era uma das professoras que integravam a equipe espiritual de serviço na Escola Jesus Cristo.

Clóvis Tavares vem a se casar apenas 20 anos depois da desencarnação de Nina, com Hilda Mussa, que passou a ser também a sua fiel colaboradora nos trabalhos da Escola Jesus Cristo.

São essas e tantas outras histórias, como a revelação de Chico Xavier sobre a reencarnação de Santos Dumont naquele núcleo familiar, ajudam a compor o importante registro cinematográfico "Luz da Escola", que além de entreter o público, certamente guardará a memória daqueles que fizeram a diferença na história do espiritismo no Brasil.

Vida Alves

VIDA AMÉLIA GUEDES ALVES
(88 anos)
Atriz e Escritora

☼ Itanhandu, MG (15/04/1928)
┼ São Paulo, SP (03/01/2017)

Vida Amélia Guedes Alves foi uma atriz e escritora brasileira, pioneira da televisão, nascida em Itanhandu, MG, no dia 15/04/1928. Avó da cantora e compositora Tiê, e tia do cineasta Lael Rodrigues.

Atriz de rádio e TV, apresentou durante a década de 1970, juntamente com Carlos Lemos, o programa "Jogo do Som", transmitido por inúmeras emissoras em todo o país, onde mostravam fatos curiosos e realizavam esquetes de atuação, sempre diferenciadas a cada programa.

Em 1951 marcou a história da televisão brasileira ao protagonizar junto com o ator Walter Forster o primeiro beijo em uma telenovela, em "Sua Vida Me Pertence", que na época era transmitida ao vivo pela Rede Tupi.


Vida Alves explicou durante entrevista, no ano de 2013, que não havia nenhuma referência de como reproduzir um beijo técnico, sendo que cena foi realizada sem ensaio: 

"Walter Forster era o diretor artístico, de certa forma meu chefe. Ele explicou ao meu marido, numa visita à minha casa, como seria. Absolutamente marcado. Tal postura, tal olhar, a boca ligeiramente aberta, me aproximo e fico uns segundinhos. Assim foi feito, sem ensaio, tudo ao vivo. Foi esteticamente bonito, romântico e simples."
"O fotógrafo da época foi um pouco censor, não fez fotografia, alegando que não iriam publicar. Não havia videotape, não havia foto. Ficou apenas para quem assistiu e nós, os atores."
(Vida Alves)

As produções eram transmitidas ao vivo, uma vez que ainda não existia vídeo-tape para gravação na época, sendo que apenas um fotógrafo registrava as cenas dos bastidores. No entanto, o fotógrafo da emissora se recusou a registrar o beijo, alegando que nenhum jornal publicaria o feito por ser escandaloso demais para a época, não tendo nenhum registro do feito.

Vida Alves e Walter Forster na novela "Sua Vida Me Pertence" (1951). Eles protagonizaram o primeiro beijo da TV brasileira.
Em 1963 também realizou o primeiro beijo homossexual da televisão brasileira com Geórgia Gomide em um dos episódios do programa "TV de Vanguarda", intitulado "Calúnia", na Rede Tupi. Na história, Vida AlvesGeórgia Gomide interpretavam diretoras de um internato para meninas que eram caluniadas por uma estudante rebelde, dizendo que as duas eram amantes, o que levou os pais a tirarem as filhas do colégio sucessivamente, levando-o a fechar as portas. Falidas, as duas acabam descobrindo que realmente se amavam e se beijando no final da história.

Em entrevista no ano de 2011, Vida Alves contou que não houve qualquer tipo de discriminação por parte do público:

"A cena foi comentada, mas não senti qualquer sentimento agressivo das pessoas em relação a mim. Tenho certeza que me julgaram, mas não me atacaram."

Na época, apesar de não existir vídeo-tape ainda, a cena foi fotografada, porém acabou se perdendo após o fechamento da emissora. Apenas em 24/05/2016, durante o programa "Okay Pessoal!", Vida Alves revelou que havia encontrado uma foto da ocasião, mostrando-a pela primeira vez após 53 anos do acontecimento.


Em 1995 se tornou membro da Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira e presidente do Museu da TV, com o objetivo de preservar a memória dos pioneiros da televisão brasileira, buscando filmagens e arquivos das produções mais antigas realizadas no país para serem restauradas e compartilhadas com a posteridade.

Em 2004 Vida Alves foi homenageada na minissérie "Um Só Coração", que se passava na década de 1940, ano em que começou sua carreira, sendo interpretada na obra pela atriz Isabel Guerón.

Em 2013 a editora Imprensa Oficial lançou sua biografia autorizada, "Vida Alves: Sem Medo de Viver", de autoria do escritor e dramaturgo Nelson Natalino, membro da Academia Guarulhense de Letras.

Em 2014 Vida Alves lançou o livro "Televisão Brasileira: O Primeiro Beijo e Outras Curiosidades", contando não só das cenas citadas, mas também dos primórdios da televisão brasileira e como eram produzidas as primeiras novelas.

Morte

Vida Alves morreu às 22h00 de terça-feira, 03/01/2017, aos 88 anos. Ela estava internada no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, desde 28/12/2016. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.

A saúde de Vida Alves se complicou há um ano, quando se submeteu a uma cirurgia, mas o problema persistiu.

O velório começou às 8h00 de quarta-feira, 04/01/2017, no Cemitério do Araçá , na região central de São Paulo. O enterro ocorreu  às 16h40, no mesmo local.

Tony Ramos e Vida Alves posam em evento de lançamento da programação da TV Globo em março de 2013.
Carreira

Televisão
  • 1951 - Sua Vida Me Pertence ... Elisabeth
  • 1952 - Uma Semana de Vida
  • 1954 - O Destino Desce de Elevador
  • 1954 - As Aventuras de Red Ringo
  • 1955 - A Mão de Deus
  • 1956 - O Pimpinela Escarlate
  • 1957 - Os Três Mosqueteiros ... Milady
  • 1957 - TV de Vanguarda ... Helena (Os 39 Degraus)
  • 1958 - TV de Vanguarda ... Lúcia (O Aventureiro)
  • 1958 - TV de Vanguarda ... Emily (Cartas Venenosas)
  • 1958 - TV de Vanguarda ... Eugenia Grandet (Eugenia Grandet)
  • 1959 - TV de Vanguarda ... Cláudia (O Delator)
  • 1963 - TV de Vanguarda ... Magda (Calúnia)
  • 1958 - TV de Comédia ... Catarina (Inimigos Íntimos)
  • 1958 - TV de Comédia ... Chica Boa (Chica Boa)
  • 1958 - TV de Comédia ... Laura (O Marido da Deputada)
  • 1958 - TV de Comédia ... Margarida (O Outro André)
  • 1959 - TV de Comédia ... Suely (Bombonzinho)
  • 1959 - Fim de Semana no Campo
  • 1962 - A Estranha Clementine
  • 1963 - Terror nas Trevas
  • 1963 - Klauss, o Loiro
  • 1963 - Moulin Rouge, a Vida de Toulouse-Lautrec ... Agostina
  • 1964 - A Gata ... Paula
  • 1965 - O Mestiço ... Gabriela
  • 1965 - A Outra ... Ofélia
  • 1966 - O Amor Tem Cara de Mulher ... Laura
  • 1967 - O Pequeno Lord ... Gabriela
  • 1967 - Meu Filho, Minha Vida ... Catherine
  • 1968 - O Rouxinol da Galileia
  • 1968 - Sozinho no Mundo ... Silvana
  • 1969 - Os Estranhos ... Irene
  • 1969 - Dez Vidas
  • 2004 - Um Só Coração ... Ela Mesma (Segunda Fase)

Filmes
  • 1940 - Quase no Céu
  • 1954 - Paixão Tempestuosa ... Patrícia
  • 1973 - A Pequena Órfã ... Elza

Rádio
  • 1970 a 1975 - Jogo do Som ... Apresentadora / Vários personagens

Fonte: Wikipédia e G1
Indicação: Miguel Sampaio

Ferreira Gullar

JOSÉ RIBAMAR FERREIRA
(86 anos)
Escritor, Poeta, Crítico de Arte, Biógrafo, Tradutor, Memoralista e Ensaísta

☼ São Luís, MA (10/09/1930)
┼ Rio de Janeiro, RJ (04/12/2016)

Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira, foi um escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo. Foi o postulante da cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras (ABL), na vaga deixada por Ivan Junqueira, da qual tomou posse em 05/12/2014.

Ferreira Gullar nasceu em São Luís, MA, no dia 10/09/1930, com o nome de José Ribamar Ferreira. É um dos onze filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart.

Sobre o pseudônimo, o poeta declarou o seguinte:

"Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome!"

Segundo Mauricio Vaitsman, ao lado de Bandeira Tribuzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, José Bento, José Sarney e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores. Até sua morte, muitos o consideravam o maior poeta vivo do Brasil e não seria exagero dizer que, durante suas seis décadas de produção artística, Ferreira Gullar passou por todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira e participou deles.

Morando no Rio de Janeiro, participou do movimento da poesia concreta, sendo então um poeta extremamente inovador, escrevendo seus poemas, por exemplo, em placas de madeira, gravando-os.

Em 1956 participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta, tendo se afastado desta em 1959, criando, junto com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valoriza a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo.

Posteriormente, ainda no início dos anos de 1960, se afastou deste grupo também, por concluir que o movimento levaria ao abandono do vínculo entre a palavra e a poesia, passando a produzir uma poesia engajada e envolvendo-se com os Centros Populares de Cultura (CPCs).

Militância Política

Ferreira Gullar foi militante do Partido Comunista Brasileiro (CPB) e, exilado pela ditadura militar, viveu na União Soviética, na Argentina e Chile. Ele comentou que bacharelou em subversão em Moscou durante o seu exílio, mas que devido a uma maior reflexão, experiência de vida, e de observar as coisas irem acontecendo se desiludiu do socialismo e que o socialismo não faz mais sentido pois fracassou.

"(...) toda sociedade é, por definição, conservadora, uma vez que, sem princípios e valores estabelecidos, seria impossível o convívio social. Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia seria caótica e, por isso mesmo, inviável."

Prêmios e Indicações

Ferreira Gullar ganhou o concurso de poesia promovido pelo Jornal de Letras com seu poema "O Galo" em 1950. Os prêmios Molière, o Saci e outros prêmios do teatro em 1966 com "Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come", que é considerada uma obra prima do teatro moderno brasileiro.

Em 1999 foi inaugurada em São Luís, MA, a Avenida Ferreira Gullar. Em Imperatriz, MA, ganhou em sua homenagem com o teatro Ferreira Gullar.

Em 2002, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura.

Em 2007, seu livro Resmungos ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano. O livro, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, reúne crônicas de Ferreira Gullar publicadas no jornal Folha de S.Paulo no ano de 2005.

Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Ferreira Gullar foi agraciado com o Prêmio Camões em 2010.

Em 15/10/2010, foi contemplado com o título de Doutor Honoris causa, na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em 20/10/2011, ganhou o Prêmio Jabuti com o livro de poesia Em Alguma Parte Alguma, que foi considerado O Livro do Ano de ficção.

Em 2011, a obra Poema Sujo inspirou a vídeo instalação "Há Muitas Noites na Noite", dirigida por Silvio Tendler. Em 2015, o poema inspirou uma série documental, também denominada: "Há Muitas Noites na Noite", com sete episódios com 26 minutos cada, exibida na TV Brasil entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, também dirigida por Silvio Tendler.

Academia Brasileira de Letras

Ferreira Gullar foi postulante eleito da cadeira 37 na Academia Brasileira de Letras (ABL), tendo obtido na votação 36 dos 37 votos possíveis derrotando os outros candidatos: Ademir Barbosa Júnior, José Roberto Guedes de Oliveira e José William Vavruk em apenas 15 minutos, com uma abstenção que permanece anônima devido a queima das fichas após o resultado da urna, em 09/10/2014, tendo votado 19 acadêmicos por presença física e 18 por cartas.

A cadeira tem como patrono o poeta e inconfidente mineiro Tomás Antônio Gonzaga e foi ocupada anteriormente por personalidades como Silva Ramos, Alcântara Machado, Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e recentemente pelo ensaísta e curador Ivan Junqueira, amigo de Ferreira Gullar.

Sua posse era marcada para novembro, depois de várias recusas do escritor em convites anteriores.

Em 05/12/2014, Ferreira Gullar tomou posse de sua cadeira, a número 37, na Academia Brasileira de Letras (ABL).

Morte

Ferreira Gullar morreu no domingo, 04/12/2016, no Rio de Janeiro, RJ vítima de vários problemas respiratórios que culminaram em uma pneumonia. Ele estava internado há 20 dias no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Amigos famosos e imortais foram à Academia Brasileira de Letras (ABL), no Centro do Rio de Janeiro, na segunda-feira, 05/12/2016, para velar o corpo de Ferreira Gullar. Familiares, admiradores e colegas acadêmicos prestaram sua última homenagem ao poeta, que foi velado ainda na noite de domingo, 04/12/2016, e durante toda a madrugada no saguão da Biblioteca Nacional, também no Centro do Rio de Janeiro, e na manhã de segunda-feira foi velado na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL).

O corpo de Ferreira Gullar foi sepultado por volta das 16h00 de segunda-feira, 05/12/2016, no mausoléu da Academia Brasileira de Letras (ABL) localizado no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Bibliografia

Poesia
  • 1949 - Um Pouco Acima do Chão
  • 1954 - A Luta Corporal
  • 1958 - Poemas
  • 1962 - João Boa-Morte, Cabra Marcado para Morrer (Cordel)
  • 1962 - Quem Matou Aparecida? (Cordel)
  • 1966 - A Luta Corporal e Novos Poemas
  • 1966 - História de um Valente (Cordel: Na clandestinidade, como João Salgueiro)
  • 1968 - Por Você Por Mim
  • 1975 - Dentro da Noite Veloz
  • 1976 - Poema Sujo (Onde se localiza a letra de Trenzinho do Caipira)
  • 1980 - Na Vertigem do Dia
  • 1986 - Crime na Flora ou Ordem e Progresso
  • 1987 - Barulhos
  • 1991 - O Formigueiro
  • 1999 - Muitas Vozes
  • 2005 - Um Gato Chamado Gatinho
  • 2010 - Em Alguma Parte Alguma

Antologias
  • 1977 - Antologia Poética
  • 1980 - Toda Poesia
  • 1981 - Ferreira Gullar - Seleção de Beth Brait
  • 1983 - Os Melhores Poemas de Ferreira Gullar - Seleção de Alfredo Bosi
  • 1989 - Poemas Escolhidos

Contos e Crônicas
  • 1996 - Gamação
  • 1997 - Cidades Inventadas
  • 2007 - Resmungos

Teatro
  • 1979 - Um Rubi no Umbigo

Crônicas
  • 1989 - A Estranha Vida Banal
  • 2001 - O Menino e o Arco-Íris

Memórias
  • 1998 - Rabo de Foguete - Os Anos de Exílio

Biografia
  • 1996 - Nise da Silveira: Uma Psiquiatra Rebelde

Literatura Infantil
  • 2011 - Zoologia Bizarra

Ensaios
  • 1959 - Teoria do Não-Objeto
  • 1965 - Cultura Posta em Questão
  • 1969 - Vanguarda e Subdesenvolvimento
  • 1977 - Augusto do Anjos ou Vida e Morte Nordestina
  • 1977 - Tentativa de Compreensão: Arte Concreta, Arte Neoconcreta - Uma Contribuição Brasileira
  • 1978 - Uma Luz no Chão
  • 1983 - Sobre Arte
  • 1985 - Etapas da Arte Contemporânea: Do Cubismo à Arte Neoconcreta
  • 1989 - Indagações de Hoje
  • 1993 - Argumentação Contra a Morte da Arte
  • 1998 - O Grupo Frente e a Reação Neoconcreta
  • 2002 - Cultura Pem Questão / Vanguarda e Subdesenvolvimento
  • 2002 - Rembrandt
  • 2003 - Relâmpagos

Televisão
  • 1990 - Araponga (Rede Globo) - Colaborador
  • 1995 - Irmãos Coragem (Rede Globo) - Colaborador
  • 1998 - Dona Flor e Seus Dois Maridos (Rede Globo) - Colaborador

Filmes
  • Os Herdeiros - Davi Martins

Fonte: Wikipédia
Indicação: Miguel Sampaio

Flávio Gikovate

FLÁVIO GIKOVATE
(73 anos)
Psiquiatra, Psicoterapeuta e Escritor

☼ São Paulo, SP (11/01/1943)
┼ São Paulo, SP (13/10/2016)

Flávio Gikovate foi um médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor brasileiro, nascido em São Paulo, SP, no dia 11/01/1943.

Filho do médico polonês Febus Gikovate, formou-se pela Universidade de São Paulo (USP) em 1966 como psicoterapeuta e desde o início da carreira dedicou-se às técnicas breves de psicoterapia. Flávio Gikovate alegou que escolheu a especialidade psiquiátrica em função de dois motivos combinados: pessoal - ter sido um obeso tímido e familiar - pai era médico e a mãe dele sofria de depressão.

Em 1970, foi assistente clínico no Institute Of Psychiatry da Universidade de Londres.

Nos últimos trinta anos, escreveu 25 livros sobre problemas relacionados com a vida social, afetiva e sexual e seus reflexos na sociedade, alguns dos quais também publicados em língua espanhola. Colaborava regularmente com vários periódicos de grande circulação. Manteve uma coluna semanal sobre comportamento no jornal Folha de S.Paulo, entre 1980 e 1984 e, entre 1987 e 1999, uma página na revista mensal Claudia.

Mantinha um programa de rádio semanal na CBN chamado "No Divã do Gikovate" e frequentemente participava, como convidado, de programas de televisão.

Entre 1991 e 1993, coordenou programas na Rede Bandeirantes de Televisão e uma primeira fase do talk-show "Canal Livre". O formato desse programa era ao vivo e Flávio Gikovate sempre começava fazendo considerações psicológicas profundas sobre um determinado tema.

Era também conferencista, atuando em eventos dirigidos ao público em geral, como também naqueles voltados a quadros gerenciais e profissionais de psicologia ou de diferentes especialidades médicas.

Fez participações na novela "Passione" (2010), como ele mesmo, ajudando o personagem que tinha sofrido de abuso sexual na infância, Gérson, vivido por Marcello Antony.

Morte

Flávio Gikovate morreu na quinta-feira, 13/10/2016, aos 73 anos, no Hospital Albert Einstein onde estava internado desde março de 2016 devido a um câncer.

Alguns Livros Publicados

  • 1981 - As Drogas: Opção de Perdedor (Ed. MG Editores)
  • 1987 - Vício dos Vícios (Ed. MG Editores)
  • 1989 - Homem: O Sexo Frágil? (Ed. MG Editores)
  • 1990 - Cigarro: Um Adeus Possível (Ed. MG Editores)
  • 1996 - Uma Nova Visão do Amor (Ed. MG Editores)
  • 1998 - Os Sentidos da Vida - Uma Pausa Para Pensar (Ed. Moderna)
  • 1998 - A Arte de Educar (Ed. MG Editores)
  • 1998 - Ensaios Sobre o Amor e a Solidão (Ed. MG Editores)
  • 2000 - Liberdade Possível (Ed. MG Editores)
  • 2001 - A Libertação Sexual (Ed. MG Editores)
  • 2005 - Deixar de Ser Gordo (Ed. MG Editores)
  • Uma História de Amor... Com Final Feliz (Ed. Grupo Editorial Summus)

Fonte: Wikipédia