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Laudir de Oliveira

LAUDIR SOARES DE OLIVEIRA
(77 anos)
Compositor, Ator, Dançarino e Percussionista

☼ Rio de Janeiro, RJ (06/01/1940)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/09/2017)

Laudir Soares de Oliveira foi um dos mais importantes percussionistas brasileiros e dos mais atuantes do cenário internacional, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 06/01/1940.

Iniciou sua carreira profissional em 1965, como percussionista do grupo folclórico Mercedes Batista, com o qual excursionou durante um ano na França.

Em 1966, participou, como ator, do I° Teatro Negro do Brasil, encenando "Antígona", de Sófocles, produzida por Paschoal Carlos Magno na Aldeia de Arcozelo. Em seguida, viajou em turnê de dois anos pelo exterior como percussionista e bailarino do grupo folclórico Brasiliana

Em 1969, acompanhou durante dois meses o Sergio Mendes & Brasil' 66, em shows realizados nos Estados Unidos. Ainda nesse ano, integrou o conjunto Vox Populi, com o qual viajou para o México. De volta ao Brasil, fundou, com Wagner Tiso, Zé Rodrix, Tavito e Luis Alves, o conjunto Som Imaginário, para acompanhar Milton Nascimento. Desligou-se do grupo em 1970, sendo substituído por Naná Vasconcelos, para atender ao convite de Sergio Mendes para integrar o Brasil' 66.

Laudir de Oliveira mudou-se, em 1970, para os Estados Unidos, onde viveu até 1984. 


De 1970 a 1974 fez parte, como percussionista e cantor, do Sergio Mendes & Brasil' 66. Participou, ainda, do conjunto de Moacir Santos (1970), como percussionista e cantor, e do conjunto de Manfredo Fest (1971), como percussionista.

De 1974 a 1981, atuou como percussionista do grupo norte-americano Chicago, com o qual foi agraciado com o Prêmio Grammy, em 1976. 

Em 1983 e 1984, participou de duas turnês internacionais de Chick Corea, gravando dois discos com o pianista. 

Fez parte do Paul Winter Consort, ao lado do violonista Oscar Castro Neves, gravando dois álbuns com o grupo. 

Em 1989, voltou para o Brasil. 

Na década de 1990. atuou também como produtor musical, tendo sido responsável por discos de João Nogueira, Alfredo Karan, Ventilador, Angelo, Pura Relíquia, Força do Pagode e Edinho Santa Cruz

Laudir de Oliveira em show na Miranda, Rio de Janeiro, 29/09/2015
Laudir de Oliveira tocou com o saxofonista e clarinetista Paulo Moura, com quem fundou o grupo de espetáculos da Velha Guarda da Imperatriz Leopoldinense.

Participou das gravações do álbum de Joe Cocker, "With a Little Help From My Friends", apresentou-se com o guitarrista Santana no Rock In Rio II, tocou com o saxofonista Wayne Shorter, gravou o último álbum dos Jackson Five, intitulado "Destiny".

Gravou também com o multiinstrumentista Hermeto Pascoal, o saxofonista americano Paul Winter, e na banda Som Imaginário, com Milton Nascimento, Robertinho Silva, Wagner Tiso, Luiz Alves, Zé Rodrix e Tavito.

Participou de duas turnês da cantora Nina Simone, como percussionista e vocalista, gravou com Chick Corea, Gal Costa, Maria Bethânia, Sadao Watanabe, Dom Um Romão, Jennifer Warnes, Gerry Mulligan, entre outros.

Gravou cinco álbuns com Airto Moreira ("I'm Fine How Are You", "Touching You Touching Me", "Aqui Se Puede", "Samba de Flora" "The Colors Of Life"), quatro álbuns com Flora Purim ("Open Your Eyes You Can Fly", "Everyday Everynight", "Carry On""Live At Hollywood Bowl", além do vídeo "Harvest Jazz") e sete álbuns com Ithamara Koorax ("Serenade In Blue", "Exclusively For My Friends", "Brazilian Butterfly", "Ithamara Koorax & Friends", "Tributo à Stellinha Egg", "All Around The World" e "Ithamara Koorax Sings Getz/Gilberto"), entre outros.


Compôs canções e gravou com Marcos Valle. Em parceria fizeram, entre outras, as canções "Life Is What It Is", gravada pelo grupo Chicago, em seu álbum "Chicago 13" (1979), "A Paraíba Não é Chicago" (Baby Don't Stop Me), "Sei lá", essas duas também em parceria com Leon Ware, parceiro de Marvin Gaye, e Peter Cetera, do álbum "Vontade de Rever Você", de Marcos Valle (1981), "Dentro de Você", gravada por Emílio Santiago, "Tapetes, Guardanapos e Cetins" e "Para os Filhos de Abraão", do álbum "Marcos Valle" (1983).

Laudir de Oliveira foi também dançarino, ritmista e diretor do grupo de dança afro-brasileira Brasiliana. Foi ator, artista plástico, diretor cultural da Universidade do Grande Rio e produtor musical de discos de João Nogueira, Alfredo Karam, entre outros.

Laudir de Oliveira fez a direção musical da peça "Carlota Joaquina", de Nuno Leal Maia.

Gravou a música "Do Kayambá ao Dollar", no álbum "Costa do Descobrimento" de Ari Sobral & Água de Coco.

Gravou a faixa "Viúva Negra", ao lado de Jorge Pescara, para o álbum "Rio Strut".

As últimas gravações foram para o disco da Orquestra Afro-Brasileira, em agosto de 2017, e para o CD "Boulevard", da banda Urca Bossa Jazz, em setembro de 2017.

Morte

Laudir de Oliveira faleceu na tarde deste domingo, 17/09/2017, aos 77 anos, durante um show no Reduto Pixinguinha, centro cultural na Praça Ramos Figueira, em Olaria, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo familiares, ele teve um mal súbito enquanto tocava, diagnosticado posteriormente como infarto do miocárdio.

Laudir de Oliveira participava de uma homenagem ao maestro Paulo Moura. Segundo relato de amigos, ele estava tocando o chorinho "Ternura" quando teve um mal súbito e morreu.

Fonte: Wikipédia e Dicionário Cravo Albin da MPB
Indicação: Miguel Sampaio

Orlandivo

ORLANDIVO HONÓRIO DE SOUZA
(79 anos)
Cantor, Compositor e Percussionista

☼ Itajaí, SC (05/08/1937)
┼ Rio de Janeiro, RJ (08/02/2017)

Orlandivo Honório de Souza, conhecido como Orlandivo, foi um cantor e compositor popular brasileiro, além de percussionista, nascido em Itajaí, SC, no dia 05/08/1937.

Mudou-se para o Rio de Janeiro com sua família aos 9 anos de idade. Ainda lá, ao atingir a maioridade, começou sua carreira com suas primeiras composições em parceria de Paulo Silvino.

No início dos anos 1960, atuou como crooner do conjunto de Ed Lincoln.

Em 1962, gravou na Musidisc as músicas "Samba no Japão", "Amor Quadradinho" (Orlandivo e Roberto Jorge) e "Vai Devagarinho" (Orlandivo e Roberto Jorge),  e "Brincando de Samba",(Orlandivo e Celso Murilo). Gravou seu primeiro LP, intitulado "A Chave do Sucesso", cuja faixa título remete à sua personalíssima maneira de se utilizar de um chaveiro como instrumento de percussão. Ainda em 1962, teve o samba "Tamanco no Samba" (Orlandivo e Helton Menezes) gravado por Célia Reis na Philips e por Waldir Calmon e sua orquestra na Copacabana.

Em 1963, Sônia Delfino gravou "Bolinha de Sabão" (Orlandivo e Adilson Azevedo).

Em 1965, gravou o LP "Samba em Paralelo" e escreveu algumas canções sob o pseudônimo de D'Orlan.

Em 1966, teve as músicas "O Ganso" (Orlandivo e Ed Lincoln) e "O Amor Que Eu Guardei" (Orlandivo e Ed Lincoln), gravadas por Ed Lincoln e Seu Conjunto. Participou, ainda, da trilha sonora de diversos filmes, nos quais trabalhou também como ator.


Na televisão atuou nos programas "Alô Brotos", "Aérton Perlingeiro Show" e "Chico Anísio Show", na TV Tupi. "Balança Mas Não Cai" e "Faça Humor, Não Faça Guerra", na TV Globo. Integrou a equipe de produção musical de festivais de música de carnaval e festivais universitários na TV Tupi e do programa "Som Livre Exportação" na TV Globo.

No cinema, atuou nos filmes "Eu Transo... Ela Transa" (1972) de Pedro Camargo e "Como Nos Livrar do Saco" (1973), dirigido por César Ladeira Filho.

Suas músicas foram interpretadas por diversos artistas como Ed Lincoln, Golden Boys, Conjunto Farroupilha, Humberto Garin, Wilson Simonal, Cauby Peixoto, Ângela Maria, João Donato, Sônia Delfino, Trio Esperança, Dóris Monteiro, Claudette Soares, Jorge Ben, Elza Soares, Celso Murilo, Luíz Carlos Vinhas, entre outros. Além dos conjuntos instrumentais de Astor Silva, Maestro Zacarias, Waldir Calmon, Carlos Monteiro de Souza, Moacir Silva, Walter Wanderley, Carl Tjader, Fats Elpídio, Velhinhos Transviados, Tamba 4, entre outros.

Em 1974, compôs com Arnaud Rodrigues a música "Vou Bater Pra Tu", gravada pela dupla humorística Baiano e os Novos Caetanos formada por Chico AnysioArnaud Rodrigues, no programa "Chico City". Essa música foi sucesso até na Europa.

Em 1976, lançou o LP "Orlan Divo", com arranjos de João Donato. Fundou a banda de bailes Ipanema Dance, integrada por 12 músicos.

Em 2006, lançou pela Deckdisc o CD "Sambaflex", produzido por Henrique Cazes, no qual interpretou clássicos de sua carreira.

Morte

Orlandivo morreu na madrugada de quarta-feira, 08/02/2017, aos 79 anos, de causas ainda não divulgadas. Na noite de terça-feira Orlandivo passou mal e chegou a dizer ao filho que iria ao hospital na quarta-feira, mas foi encontrado morto pela manhã.

O velório de Orlandivo ocorreu na quinta-feita, 09/02/2017, na capela 3 do Memorial do Carmo, no Caju, a partir das 13h00.

Orlandivo planejava lançar um novo disco, com músicas inéditas, e um show celebrando seus 80 anos, que ele completaria no dia 05/08/2017.

Discografia

  • 1961 - Samba Toff / Amor Vai e Vem / Vem Pro Samba / Dias de Verão (Musidisc, EP)
  • 1962 - Samba no Japão / Amor Quadradinho (Musidisc, 78)
  • 1962 - Vai Devagarinho / Brincando de Samba (Musidisc, 78)
  • 1962 - A Chave do Sucesso (Musidisc, LP)
  • 1964 - Orlan Divo (Musidisc, LP)
  • 1965 - Samba em Paralelo (Musidisc, LP)
  • 1976 - Orlan Divo (Copacabana, LP)
  • 2006 - Sambaflex (DeckDisc, CD)

Fonte: Wikipédia e O Globo

Peninha

PAULO HUMBERTO PIZZIALI
(66 anos)
Percussionista

☼ Rio de Janeiro, RJ (1950)
┼ Rio de Janeiro, RJ (19/09/2016)

Paulo Humberto Pizziali, mais conhecido por Peninha, foi um percussionista brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ em 1950.

Peninha começou a tocar em bailes de carnaval há aproximadamente 30 anos com a Orquestra do Formiga. Era ritmista como se falava na época. Mais tarde trabalhou com a Orquestra de Ed Maciel, tocou com Anselmo ManzoniJohnny Alf, Gal Costa, SimoneSivuca e fez parte da Orquestra da Rede Globo, onde tocou com Bezerra da Silva, que ainda não era cantor.

Formou um grupo que se chamava "Escreveu Não Leu, o Palco é Meu". Esse grupo não tinha baterista, mas possuía 8 percussionistas: Peninha, Chacal, Ariovaldo, Cesinha, o irmão de Peninha, outro Cesinha, Pelé do Pandeiro e Zizinho além de um trombone, uma flauta, uma guitarra e um baixo.

Peninha, que em 2016 completou 50 anos de carreira, em 1986 estava com Simone e o Barão vermelho estava gravando o álbum "Declare Guerra", já sem Cazuza, e chamaram-no para gravar algumas faixas. O trabalho rendeu, foi bem e quando o disco foi lançado, convidaram Peninha para participar da banda.

Antes disso, havia participado de diversas gravações, incluindo "Manhã Sem Sono" e a clássica "Bete Balanço". Ele se juntou ao grupo ao lado do guitarrista Fernando Magalhães, participando não só de shows e discos, mas e também de composições da banda.


Essa mudança de estilo, de Música Popular Brasileira para Rock'n Roll e Blues foi uma grande virada em sua carreira. Até então, a única banda de rock que lhe chamava atenção era Led Zeppelin. Mesmo assim, não teve problemas para se adaptar com a nova banda. 

Nas três décadas desde que entrou no Barão Vermelho, Peninha participou de discos como "Carnaval" (1988), "“Carne Crua" (1994) e "Barão Vermelho" (2004), gravado após um período de separação. Ele também esteve em diversas apresentações memoráveis da banda, em festivais como o Rock In Rio e o Hollywood Rock. 

Peninha foi integrante fixo até 2013, quando passou a trabalhar com o maestro e arranjador Lincoln Olivetti, morto em 13/01/2015.

Nos períodos de folga do Barão Vermelho, Peninha tocava com a sua banda Gungala, com forte influência de salsa, uma de suas grandes influências e que era pouco explorada com os antigos colegas.

"Por trás daquele jeito cascudo, ele era uma pessoa maravilhosa, um grande companheiro, e um músico de um nível muito acima do que qualquer pessoa pode imaginar. Era surpreendente", disse o vocalista Roberto Frejat ao jornal O Globo.

"Toda a percussão que se ouve nas gravações do Barão Vermelho é dele. Mesmo antes de ser membro efetivo da banda, ele já tinha gravado conosco, em músicas como 'Manhã Sem Sono', do disco 'Barão Vermelho II' (1983), e 'Bete Balanço', de 'Maior abandonado' (1984)", disse o cantor e guitarrista Roberto Frejat, emocionado com a perda do amigo.

Frejat e Peninha
Morte

Peninha morreu na segunda-feira, 19/09/2016, por volta das 17h30, aos 66 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de uma hemorragia no estômago.

 Ele estava internado em estado grave no CTI do Hospital da Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, desde o começo do mês, por causa de hepatite C e uma hérnia no abdômen. Peninha sofria de problemas digestivos. O corpo de Peninha será cremado.

Peninha deixou quatro filhos, Paulo, Pedro, Rafael e Luca.

A informação foi confirmada pela ex-mulher de Peninha, Ana Tereza Lima Soler:

"Queridos amigos e familiares, é com pesar que venho comunicar que o pai dos meus filhos, Paulo Humberto Pizziali, mais conhecido como (Peninha percussão), faleceu agora."
(Ana Tereza Lima Soler, ex-mulher de Peninha, nas redes sociais)

"Foram 66 anos muito bem vividos. Por trás daquele jeito cascudo, ele era uma pessoa maravilhosa, um grande companheiro, e um músico de um nível muito acima do que qualquer pessoa pode imaginar. Era surpreendente!"
(Roberto Frejat)

Indicação: Luiz Carlos (LUCS)

Naná Vasconcelos

JUVENAL DE HOLANDA VASCONCELOS
(71 anos)
Compositor, Instrumentista e Percussionista

☼ Recife, PE (02/08/1944)
┼ Recife, PE (09/03/2016)

Juvenal de Holanda Vasconcelos, mais conhecido como Naná Vasconcelos, foi um compositor, instrumentista e percussionista brasileiro. Eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat.

Naná Vasconcelos nasceu no dia 02/08/1944, em Recife, PE. Especialista em ritmos e diferentes estilos da  World Music, MPB e do Jazz, Naná Vasconcelos era um músico com oito prêmios Grammy, considerado autoridade mundial quando no assunto.

Filho de violonista, começou na Banda Marcial de seu pai, aos 12 anos, tocando bongos e maracas em Recife. Desde jovem envolvido nos movimentos de Maracatu, era virtuoso no berimbau e adepto de métricas pouco usuais no jazz - com levadas em 5/4 ou 7/4, mas que são muito tocados no nordeste brasileiro.

Iniciou sua carreira profissional em Recife, tocando bateria em cabarés. Mais tarde, foi percussionista da Banda Municipal local. Acompanhou Gilberto Gil em shows pelo Nordeste.

Em 1967 viajou para o Rio de Janeiro, onde conheceu Maurício Mendonça, Nelson Angelo, Joyce e Milton Nascimento, com quem atuou na gravação de dois LPs.


Em 1968 seguiu para São Paulo. Ao lado de Nelson Angelo, Franklin e Geraldo Azevedo, fez parte do Quarteto Livre, que acompanhou Geraldo Vandré em "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores" na fase paulista do III Festival Internacional da Canção.

Em 1969, apresentou-se com Gal Costa no Curtisom e no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP). 

De volta ao Rio de Janeiro, formou o Trio do Bagaço, com Nelson Angelo e Maurício Maestro, apresentando-se, com o grupo, no México, a convite de Luis Eça.

Atuou na trilha sonora de "Pindorama" (1970), filme de Arnaldo Jabor. Nessa época, conheceu Gato Barbieri, com quem viajou para New York, Estados Unidos, para a gravação de um disco. Nesta cidade, participou de festivais de jazz, como o de Chateau Vallon, e gravou com Jean-Luc Ponty, Don Cherry, Roff Kün, Oliver Nelson e Léon Thomas.

Mais tarde, viajou para a Europa. Fez contato com gravadoras parisienses através de Pierre Barrouh. Apresentou-se no Teatro Ranelagh e foi convidado a gravar com Joachin Kunhu, na Alemanha, seguindo, depois para Montreux, Suíça, onde realizou mais um show. Atuou durante dois anos com o Quarteto Iansã, na Europa.


Seguiu, depois, para a África, onde permaneceu durante seis meses fazendo pesquisas. Seu primeiro LP, "Africadeus", foi gravado no exterior. Ainda na Europa, compôs a trilha sonora de uma novela para a televisão francesa com temas brasileiros. Em Portugal gravou um disco no dialeto angolano quimbundo.

Em 1972 retornou ao Brasil e apresentou, no Teatro Fonte da Saudade, o material com que participou de festivais e gravações com Don Cherry, Tony Williams, Art Blakey, Miles Davis e Oliver Nelson, entre outros, utilizando instrumentos de percussão como o berimbau e a queixada de burro. Nessa apresentação, interpretou o repertório de seu disco "Africadeus" e uma bachiana de Villa-Lobos, regendo um coral e atuando como único músico do show.

No ano seguinte, em 1973, gravou seu segundo LP, "Amazonas", lançado pela Philips, mesclando o ritmo brasileiro ao folclore africano. Ainda na década de 1970, voltou a Paris, onde realizou um trabalho com crianças excepcionais.

Trabalhou durante oito anos com Egberto Gismonti, com quem gravou, na Alemanha, o LP "Dança das Cabeças" (1977), nomeado Álbum do Ano pela Stereo Review e premiado com o Grober Deutscher Schallplattenpreis.

Em 1979 gravou o LP "Egberto Gismonti & Naná Vasconcelos & Walter Smetak". Nessa época, transferiu-se novamente para New York. Atuou com artistas internacionais como Pat Metheny, B.B. King e Paul Simon.

Naná Vasconcelos é autor da música de "O Sertão das Memórias" (1996), filme de José de Araújo.


Em 1997 voltou ao Brasil para organizar, com Gilberto Gil, o IV Panorama Percussivo Mundial, realizado no Teatro Castro Alves, do qual participaram artistas de vários países do mundo.

Em 1999 lançou o CD "Contaminação", contendo suas composições "Science" (Naná Vasconcelos, Vinicius Cantuária e Mércia Rangel), "Tá Na Roda Tá" (Naná Vasconcelos Vinicius Cantuária), "Irapurú" (Naná Vasconcelos Vinicius Cantuária), "Quase Choro" (Naná Vasconcelos Vinicius Cantuária), "Luz de Candeeiro" (Naná Vasconcelos Vinicius Cantuária), "Cajú" (Naná Vasconcelos Vinicius Cantuária), "To You To" (Naná Vasconcelos Vinicius Cantuária), "Lágrimas" (Naná Vasconcelos, Dino Braia, Mércia Rangel e Alceu Valença), "Coco Lunar" (Naná VasconcelosDino BraiaMércia Rangel e Alceu Valença), "Forró do Antero" (Naná VasconcelosDino BraiaMércia Rangel e Alceu Valença), "A Seca" (Naná VasconcelosDino BraiaMércia Rangel e Alceu Valença), "Ciranda" (Naná Vasconcelos e Mércia Rangel) e "Contaminação" (Naná Vasconcelos e Mércia Rangel).

Em 2000 participou do CD da banda Via Sat.

Em 2001 lançou o CD "Fragmentos", uma compilação de temas que compôs para filmes e espetáculos teatrais. No repertório, "Vento Chamando Vento", "Mundo Verde", "Sertão das Memórias", "Forró do Antero", "Vozes", "Vamos Pra Selva", "Caminho dos Pigmeus""Gorée", além de sua versão para "Marimbariboba" (Domínio Público). Também nesse ano, participou, como arranjador, do CD "Cordel do Fogo Encantado".


Em 2002 lançou o CD "Minha Lôa", contendo suas composições "Futebol", "Afoxé do Nêgo Véio", "Estrela Negra" (Naná Vasconcelos e João de Souza Leão), "Goreé", "Macaco", "Don's Rollerskates (Tributo a Don Cherry)""Curumim", "Voz Nagô" (Paulo César Pinheiro e Pedro Amorim), "Isleña" (Kiko Klaus), "Caboclo de Lança" (Erasto Vasconcelos e Esdras) e "Forró das Meninas" (Erasto Vasconcelos, Guga e Murilo).

Lançou, em 2005 o CD "Chegada", com a participação de César Michiles (flautas e saxes), Lui Coimbra (cello, charango e violão), Chiquinho Chagas (piano, teclados e acordeon) e Lucas dos Prazeres (percussão).

Em 2006 lançou o CD "Trilhas", reunindo temas que compôs para os filmes "Quase Dois Irmãos" (2005), de Lucia Murat, "Nzinga" (2007), de Rose Lacret e Otávio Bezerra, e "Ori - Canção Para Aisha", de Raquel Gerber, e para os espetáculos de dança "Corpos Luz", da Companhia de Balé Dança Vida, de Ribeirão Preto, e "Balé de Rua - Uma História Brasileira", da Companhia Balé de Rua, de Uberlândia. Em todas as faixas, o músico assina voz e percussão.

Em parceria com Marcos Suzano, Caito Marcondes e Coração Quiáltera, lançou, em 2010, o CD "Sementeira: Sons da Percussão", contendo suas composições "Sementeira", "Ifá", "Convite" e "Ensaio Geral", todas com Caito Marcondes, Marcos Suzano e Coração Quiáltera, "Lua Nova" (Naná Vasconcelos e Coração Quiáltera), "Nada Mais Sério" (Coração Quiáltera), "Triciclo" (Coração Quiáltera), "Ditempus Intempus" (Coração Quiáltera), "Canto de Trabalho" (Caito Marcondes) e "No Morro" (Marcos Suzano).

Morte

Naná Vasconcelos faleceu na manhã de quarta-feira, 09/03/2016, em Recife, PE, aos 71 anos.  Ele estava com câncer no pulmão.

De acordo com a assessoria do Hospital Unimed III, onde estava internado, Naná Vasconcelos teve uma parada respiratória e passou por um procedimento, mas não resistiu e faleceu às 7h39.

Até o último dia 29/02/2016, ele estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade de saúde, mas, depois, foi transferido para um quarto, onde pôde ter mais contato com a família.

Em 2015 Naná Vasconcelos passou mais de 20 dias no mesmo hospital, após descobrir o câncer. Segundo Patrícia Vasconcelos, sua esposa e produtora, Naná Vasconcelos passou mal após um show realizado em Salvador, BA, no dia 28/02/2016, com o violoncelista Lui Coimbra. Ao retornar ao Recife, foi internado.

Em 2015 Naná Vasconcelos também se sentiu mal antes de um show, mas achou que não era nada demais e seguiu com a agenda. No Recife, após uma bateria de exames, foi constatado o câncer.

"Pegou todos de surpresa porque ele havia feito um raio-x do pulmão no ano passado (2014) e uma revisão geral há dois meses e nada foi encontrado. Foi tudo muito rápido, um susto!"
(Declarou a esposa à época)

Ao ser liberado, pouco mais de 20 dias depois, Naná Vasconcelos falou sobre o desafio de enfrentar a doença.

"Eu tenho essa situação, e tenho que enfrentar com força, pensamento positivo. E vou enfrentar com o pensamento de que eu vou chegar lá!"
(Naná Vasconcelos, em 2015)

Naná Vasconcelos prosseguiu, então, com o tratamento, que incluiu sessões de quimioterapia e de radioterapia, por 40 dias.

Apesar do câncer, Naná Vasconcelos participou da abertura do Carnaval do Recife no Marco Zero, em 2016, na companhia de 400 batuqueiros. E em seu último carnaval, o percussionista dividiu o palco com o Clube Carnavalesco Misto Pão Duro, grupo centenário homenageado no carnaval do Recife, com o Nação do Maracatu Porto Rico, também celebrado, e com os cantores Lenine e Sara Tavares, de Cabo Verde.

Discografia
  • 2010 - Sementeira: Sons da Percussão (Naná Vasconcelos, Marcos Suzano, Caito Marcondes e Coração Quiáltera - Tratore, CD)
  • 2006 - Trilhas (Naná Vasconcelos - Azul Music, CD)
  • 2005 - Chegada (Naná Vasconcelos - Azul Music, CD)
  • 2002 - Minha Lôa (Naná Vasconcelos - Net Records, CD)
  • 2001 - Fragmentos (Naná Vasconcelos - Núcleo Contemporâneo, CD)
  • 2001 - Cordel do Fogo Encantado (Participação - Rec Beat Discos, CD)
  • 2000 - Via Sat (Participação - Morango Music, CD)
  • 1999 - Contaminação (Naná Vasconcelos - M. Officer, CD)
  • 1994 - Contando Estórias (Naná Vasconcelos - Velas, CD)
  • 1990 - Lester (Naná Vasconcelos e Antonello Salis - Brass Star, CD)
  • 1989 - Rain Dance (Naná Vasconcelos e The Bushdancers - Island Records/Polygram, LP)
  • 1986 - Bush Dance (Naná Vasconcelos - Island/WEA)
  • 1985 - Nanatronics (Naná Vasconcelos - Europa Music, LP)
  • 1984 - Duas Vozes (Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos - ECM Records)
  • 1983 - Codona 3 (Collin Walcott, Don Cherry e Naná Vasconcelos - ECM Records/Ariola, LP)
  • 1983 - Zumbi (Naná Vasconcelos - Europa Music, LP)
  • 1982 - Codona 2 (Collin Walcott, Don Cherry e Naná Vasconcelos - ECM/WEA, LP)
  • 1979 - Egberto Gismonti & Naná Vasconcelos & Walter Smetak (LP)
  • 1979 - Codona (Don Cherry, Collin Walcott e Naná Vasconcelos - ECM Records/WEA, LP)
  • 1979 - Saudades (Naná Vasconcelos - ECM/WEA, LP)
  • 1978 - Sol do Meio Dia (Participação - ECM/EMI-Odeon)
  • 1977 - Dança das Cabeças (Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos - ECM/EMI-Odeon)
  • 1974 - Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Novelli (Saravah, LP)
  • 1973 - Amazonas (Naná Vasconcelos - Phonogram, LP)
  • 1972 - Africadeus (Naná Vasconcelos - Saravah, LP)

Mestre Trambique

JOSÉ BELMIRO LIMA
(70 anos)
Percussionista e Compositor

☼ Rio Novo, MG (19/05/1945)
┼ Rio de Janeiro, RJ (22/02/2016)

José Belmiro Lima conhecido como Mestre Trambique nasceu em Rio Novo, MG, em 19/05/1945. Mudou-se de Minas Gerais para o Rio de Janeiro com meno de um ano de idade.

No Rio de Janeiro se criou, fez seu nome no mundo da música a partir dos 16 anos e se transformou num dos maiores percussionistas brasileiros.

Mestre Tambique era músico profissional desde 1963, ligado à escola de samba Unidos de Vila Isabel. Fundador da escola de samba mirim Herdeiros da Vila, Mestre Trambique, que tocou com cantores como Martinho da Vila e Ney Matogrosso, integrou o Grupo Semente a partir de 2003, com o qual a cantora Teresa Cristina se projetou ao longo dos anos 2000.

Mestre Trambique foi também compositor, tendo sido parceiro de Nei Silva e Paulinho Correia na criação do samba "Na Aba", lançado pelo cantor Bezerra da Silva em 1982, mas propagado na voz de Martinho da Vila, em gravação de 1984. Mestre Trambique foi um mestre como ritmista de samba.

Mestre Trambique, Teresa Cristina e Bernardo Dantas
 Minha História

Meu nome é José Belmiro Lima, mais conhecido como Mestre Trambique. Minha história começou cerca de 35 anos na minha comunidade, quando comecei a perceber que dentro dela havia um grupo muito ocioso de jovens. Foi então que resolvi desenvolver um projeto de aula de percussão.

O primeiro passo foi trabalhar a questão do respeito, responsabilidade, comprometimento, etc. Afinal, para participar do projeto era necessário ser assíduo na escola e também tirar notas boas. Assim surgiu a Bateria Mirim de Vila Isabel, com um lindo trabalho de aulas de percussão, ensinando a tocar, afinar e se apresentar.

Hoje em dia a maioria desses jovens fazem parte da Bateria da Unidos de Vila Isabel e muitas outras escolas de samba. Muitos deles são músicos profissionais de sucesso como Dudu Nobre, Bruno Cunha, Alisson, músico do Marcelo D2, e tantos outros.

Sou músico profissional desde 1963, fiz parte da banda e gravação de CD e DVD de vários artistas como Ney Matogrosso, João Nogueira, Cartola, Wilson das Neves, Wilson Moreira, Bezerra da Silva e ultimamente faço parte do Grupo Semente que acompanha a cantora Tereza Cristina. Quero resgatar essa cultura de formação de talentos na comunidade!

O público que beneficio são de crianças, adolescentes e pessoas com deficiência.

O trabalho que desenvolvo é por conta própria, não tenho nenhum tipo de parceria. As oficinas de precursão são sempre na porta da minha casa, onde tenho uma oficina com alguns instrumentos de percussão que adquiri ao longo do meu trabalho. As aulas são de cuíca, tamborim, chocalho, reco-reco, marcação, repique, caixa, etc.

Na verdade eu não tenho um número estipulado de alunos. Quem tem o desejo de aprender, as portas da minha casa estarão abertas. Já cheguei a ensinar à bateria da Herdeiros da Vila, onde sou fundador da escola com a saudosa Dinorah das Gatas, com 150 crianças.

O meu sonho é ter uma estrutura e uma melhor organização. Busco apoio para continuar pondo em prática o meu sonho de resgatar a cultura de formação de talentos na comunidade.

Essa ação já mudou a vida de muitas pessoas, como a minha também. Na verdade eu que aprendo mais com eles. Existem muitas histórias de superação. Acabo sendo um membro da família de cada um deles.

Morte

José Belmiro Lima, o Mestre Trambique, morreu na madrugada de segunda-feira, 22/02/2016, aos 70 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de um câncer, informaram a escola de samba Unidos de Vila Isabel e o Grupo Semente.

O enterro ocorreu na terça-feira, 23/02/2016, no Cemitério do Catumbi, a partir das 13h30.

A escola de samba Unidos de Vila Isabel lamentou, em rede social, a morte do músico:

"É com pesar que a Unidos de Vila Isabel informa o falecimento de José Belmiro Lima, o notável mestre Trambique. Vítima de um câncer, ele faleceu na madrugada desta segunda-feira e o sepultamento acontece no cemitério do Catumbi, a partir das 13h30 desta terça-feira, dia 23 de fevereiro. O velório tem início ás 10h00, no mesmo local. Um dos músicos mais conceituados do cenário musical brasileiro, Trambique é 'cria' da Unidos de Vila Isabel e sempre levou o nome da Escola nos trabalhos que fez fora do carnaval. Mais recentemente, ele integrava o grupo Semente, que acompanha a cantora Tereza Cristina, mas trabalhou também com Ney Matogrosso, João Nogueira, Cartola, Wilson das Neves, Wilson Moreira e Bezerra da Silva. Outro serviço de muita relevância para a cultura do samba prestado por Trambique foi a fundação da Herdeiros da Vila, agremiação mirim da azul e branca do bairro de Noel."

Indicação: Miguel Sampaio

Hélcio Milito

HÉLCIO PASCOAL MILITO
(83 anos)
Percussionista, Baterista e Produtor Musical

* São Paulo, SP (09/02/1931)
+ Rio de Janeiro, RJ (07/06/2014)

Hélcio Pascoal Milito foi um percussionista, baterista e produtor musical brasileiro. É irmão do também músico Osmar Milito.

Começou a carreira profissional em São Paulo, no ano de 1950, tocando percussão no Conjunto Robledo. Tempos depois, em 1952, fez parte da Orquestra do Maestro Peruzzi, do Sexteto Mario Casali entre os anos de 1953 e 1954, da Grande Orquestra de Luís César em 1954 e do Trio de Izio Gross em 1956.

Em 1957, se mudou para o Rio de Janeiro e atuou como percussionista do Conjunto de Djalma Ferreira, com o qual gravou a série de discos "Drink".

Em 1958 viajou com a orquestra de Ary Barroso para a Venezuela e estudou com o percussionista norte-americano Henry Miller

No final da década de 1950, se apresentou em shows no começo da Bossa Nova e formou o Conjunto Bossa Nova ao lado dos músicos Roberto Menescal, Luiz Carlos Vinhas, Bebeto Castilho, Luiz Paulo e Bill Horn, com os quais gravou o compacto "Bossa é Bossa", lançado pela Odeon em 1959. Ainda nesse ano, participou do disco "Garotos da Bossa Nova" e ingressou como percussionista da Orquestra da Rádio Nacional.


Em 1960, acompanhou Luiz Bonfá em turnê nos Estados Unidos e executou pela primeira vez a Tamba, instrumento de percussão, durante um show do cantor Sammy Davis Jr., no Teatro Record em São Paulo.

Em 1962, fundou o Tamba Trio, com o pianista Luiz Eça e o contrabaixista Otávio Bailly, substituído mais tarde por Bebeto Castilho. Com esse grupo, inaugurou os pockets shows no Bottle's Bar e Beco das Garrafas no Rio de Janeiro, e excursionou pelos Estados Unidos e Argentina. Desligou-se do trio em 1964 e viajou para New York para tocar ao lado de João GilbertoAstrud GilbertoStan GetzLuiz BonfáGil EvansDon CostaTony BennettWes Montgomery, entre outros.

Em 1966, veio ao Brasil, apresentando, com Clementina de Jesus e Coral, o concerto "Missa de São Benedito", para tamba e vozes, de José Maria das Neves, realizado na Aldeia de Arcozelo e na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. Ainda nesse ano, esteve novamente em New York, onde gravou com o guitarrista Wes Montgomery.

De volta ao Brasil, atuou, de 1966 a 1971, como produtor musical nas gravadoras CBS, TapecarRCA Victor.


Voltou a se reunir com Luiz EçaBebeto Castilho em 1971, retomando o Tamba Trio, apresentando-se no Teatro Teresa Raquel o Rio de Janeiro. Ficou até 1975 e retornou em 1982, lançando o disco "Tamba Trio - 20 Anos de Sucesso" pela RCA Victor. Continuou como membro do Tamba Trio, por sete anos.

Estudou música com Henry MillerMoacir Santos e Ester Scliar, e participou, como percussionista, das trilhas sonoras dos filmes "A Pedreira de São Diogo", de Leon Hirszman, episódio de "Cinco Vezes Favela", "Os Cafajestes", de Ruy Guerra, e "Garrincha, Alegria do Povo" de Joaquim Pedro de Andrade.

Em 1973, viajou pela Europa com o Tamba Trio. Ainda nesse ano, participou de conferências e debates patrocinados pelo Ministério da Educação e Cultura, realizados no Norte e Nordeste do Brasil.

Em 1974 e 1975, voltou aos Estados Unidos com o Tamba Trio.

Ao longo da carreira, acompanhou artistas como Maysa, Carlos Lyra, Nara Leão, Clementina de Jesus, Quarteto em Cy, Nelson Angelo, Joyce, João Bosco, Simone, César Costa Filho, Eumir Deodato, Tom e Dito, Milton Nascimento, Nana Caymmi, entre outros.


Morte

Hélcio Milito morreu na manhã de sábado, 07/06/2014, no Rio de Janeiro, aos 83 anos. Ele estava internado em um hospital do Rio de Janeiro há dois meses por conta de um infarto que sofreu.


Discografia

Com o Conjunto Bossa Nova
  • 1959 - Bossa é Bossa (Odeon, Compacto)


Com o Tamba Trio
  • 1962 - Tamba Trio (Philips, LP)
  • 1963 - Avanço (Philips, LP)
  • 1964 - Tempo (Philips, LP)
  • 1974 - Tamba (RCA Victor, LP)
  • 1975 - Tamba Trio (RCA Victor, LP)
  • 1982 - Tamba Trio - 20 Anos de Sucesso (RCA Victor, LP)

Indicação: Miguel Sampaio

Dom Mita

NILTON LUIZ FERREIRA
(61 anos)
Cantor, Compositor e Percussionista

☼ Bauru, SP (23/04/1940)
┼ Rio de Janeiro, RJ (02/01/2002)

Nílton Luiz Ferreira conhecido por Dom Mita, foi um compositor, cantor e percussionista. Aos 13 anos de idade foi morar no morro de São João, no Engenho Novo, subúrbio do Rio de Janeiro onde frequentava as rodas de samba e começou a aprender pandeiro passando em seguida para outros instrumentos de percussão.

Dom Mita surgiu no inicio da década de 1970, participando do movimento black music, ao lado de Gerson King Combo, Carlos Dafé, Tim Maia, Sandra de Sá, Cassiano e Os Diagonais e Banda Black Rio.

No ano de 1973 Tim Maia gravou de sua autoria "A Paz no Meu Mundo é Você".

Em 1975 Alcione gravou de sua autoria "É Amor... Deixa Doer", no LP "A Voz do Samba". No ano seguinte, a cantora incluiu outra composição sua, "É Melhor Dizer Adeus", no disco "A Morte de um Poeta", pela gravadora Philips.

Dois anos depois, em 1977, Carlos Dafé lançou o LP "Pra Que Vou Recordar o Que Chorei" pela gravadora Warner, no qual interpretou "De Alegria Raiou o Dia", parceria de ambos. Neste mesmo ano, foi feito um vídeo clip para o programa "Fantástico", da Rede Globo com a música. No ano seguinte, Carlos Dafé incluiu no disco "Venha Matar Saudades", também pela Warner, outra parceria de ambos, "Pobre de Quem".


No ano de 1979, Jurema, no disco "Eu Nasci no Samba", interpretou duas composições suas: "Velho Papo de Ilusão" (Dom MitaCarlos Barbosa) e "Não se Preocupe" (Dom MitaEdson Carlos).

Em 1985, Agepê gravou "Atalhos" (Dom Mita e Carlos Barbosa).

No ano 2000, a gravadora Warner lançou a série "Dois Momentos". Nesta coleção, compilou dois discos de Carlos Dafé: "Pra Que Vou Recordar o Que Chorei" e "Venha Matar Saudades", colocando em evidência neste ano, composições da década de 1970 que foram fomentadoras do movimento black music brasileiro, dentre elas duas composições de sua autoria dos respectivos LPs.

No ano 2001, apresentou o show "Mita & Convidados" no Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Nesse show fez o lançamento de seu último disco "Dom Mita", CD no qual incluiu "Menininha da Coroa" (Dom Mita e Jackson Góes) com participação de Marysa Alfaya, "Minha Deusa", com arranjos de Lincoln Olivetti, "Tente Entender" (Dom Mita e César), "Libra" (Durval Ferreira, Oswaldo Rui da Costa e Macau) e ainda "De Alegria Raiou o Dia", interpretada em dueto como o parceiro Carlos Dafé. Neste mesmo ano Seu Jorge, ex-integrante do grupo Farofa Carioca, gravou "De Alegria Raio o Dia" (Dom Mita e Carlos Dafé) com a participação especial de Carlos Dafé.

No ano de 2004, "De Alegria Raio o Dia", interpretada em dueto com Carlos Dafé, foi incluída no na coletânea "Black Music Brasil", do selo Som Sicam. Do disco também participaram Carlos Dafé, Lúcio Sherman, Luís Vagner, Banda União Black, entre outros.

Dom Mita faleceu em 2002 e está sepultado no Cemitério de Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Discografia

  • 2004 - Black Music Brasil (Selo Som Sicam)
  • 2001 - Dom Mita (Beverly)

Marku Ribas

MARCO ANTÔNIO RIBAS
(65 anos)
Cantor, Compositor e Percussionista

* Pirapora, MG (19/05/1947)
+ Belo Horizonte, MG (06/04/2013)

Marco Antônio Ribas mais conhecido como Marku Ribas foi um cantor, compositor e percussionista brasileiro. Seu estilo característico possuía diversos elementos, entre eles: soul, samba, samba rock, jazz, funk, reisado, batuque e ritmos africanos.

Nascido em Pirapora, no interior de Minas Gerais, Marco Antônio Ribas completou 50 anos de carreira em 2012. Recentemente, convidado a participar de um show em homenagem a Amado MaitaMarku Ribas cancelou sua participação devido à piora em seu estado de saúde.

Marku Ribas gravou seu primeiro disco, "Flamingo", em 1966. Em sua carreira, lançou 12 álbuns de estúdio, com destaque para "Underground" (1973), "Marku" (1976) e "Barrankeiro" (1977).

O músico, que tocou com nomes como Nara Leão, Wagner Tiso, Djavan, Chico Buarque, João Donato, Tim Maia, Marcelo D2, Emílio Santiago, entre outros, viveu quatro anos no Caribe, dois anos na Ilha de Martinica e dois anos na Ilha de Santa Lúcia, onde se encontrou pela primeira vez com Bob Marley ainda conhecido como Robert, cantor do conjunto The Wailers.

Em 1984, Marku Ribas foi convidado por Mick Jagger a participar do clipe da música "Just Another Night" e a tocar com o Rolling Stones, no ano seguinte, no tema "Dirty Work".


Morte

O compositor, cantor e instrumentista Marku Ribas morreu aos 65 anos na noite deste sábado em decorrência de um câncer no pulmão. Ele estava internado no hospital Lifecenter, em Belo Horizonte, desde a última quarta-feira, 03/04/2013. A morte do músico foi confirmada por sua filha, Lira Ribas.

Segundo ela, a causa da morte foi insuficiência respiratória. Marku Ribas foi diagnosticado com câncer no pulmão em 2012.

A mulher do músico, Maria de Fátima Ribas, informou que os médicos tinham diagnosticado uma metástase - espalhamento do câncer para outros órgãos -, que havia comprometido também a pleura do músico.

A família informou que o compositor será cremado, ainda sem data definida. O músico, que completaria 66 anos no dia 19 de maio, deixou a mulher e duas filhas, Lira Ribas e Júlia RibasMarku Ribas também foi incentivador da carreira de seu sobrinho, o percussionista Amoy Ribas.

"Ele vinha mal desde o meio do ano passado. Fez quimioterapia, teve uma melhora boa e a família ficou esperançosa. O Marku foi um cara com muita criatividade, muito à frente do seu tempo. Foi o primeiro cara a tocar reggae no Brasil, o primeiro a ter rastafári, o primeiro a ir à África para pesquisar ritmos e o primeiro a fazer efeitos percussivos com a boca, influenciou muita gente como João Bosco e Ed Motta. A criatividade excessiva atrapalhou a carreira comercial"
(Amoy Ribas)


O Marku é um daquele caras que não tiveram o sucesso que merecia, mas no meio musical era muito reconhecido. Trabalhamos muito juntos, ele será um dos grandes suingueiros do Brasil, como Wilson Simonal e Emílio Santiago, que nos deixou recentemente. Ele deixa uma filha que canta muito bem, a Júlia."
(Roberto Menescal, que produziu discos de Marku Ribas)


Milton Banana

MILTON BANANA
(64 anos)
Percussionista e Baterista

* Rio de Janeiro, RJ (23/04/1935)
+ Rio de Janeiro, RJ (22/05/1999)

Milton Banana é o músico que inventou o estilo de tocar Bossa Nova na bateria.

Um homem de gravação extremamente ocupado durante o primeiro período de Bossa Nova, ele gravou os históricos Chega de Saudade e Getz-Gilberto e gravou bastante com Tom Jobim e João Donato.

Ele também tocou pelas noites com Luíz Eça, Johnny Alf, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Baden Powell, Sérgio Mendes, Luíz Bonfá e Bola Sete, entre outros. Milton Banana começou a se interessar muito cedo pela música, especialmente a percussão, por ser um fã da Orquestra Tabajara.

Da esquerda para a direita: Tião Neto, Tom Jobim, Stan Getz, João e Milton Banana
 Músico autodidata, logo ele estaria tocando com várias bandas dançantes e em 1955, se juntou ao grupo de Waldir Calmon, na Boate de Arpège, Rio de Janeiro. Em 1956 ele uniu-se ao Luis Eça Trio, tocando na Boate Plaza. Em 1959, Milton Banana estreou em gravação participando do primeiro álbum de João Gilberto, Chega de Saudade.

Em 1962, ele participou no importante espetáculo "Encontro", produzido por Aluísio de Oliveira, junto com João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Os Cariocas, na Boate Au Bon Gourmet, no Rio de Janeiro.

Naquele mesmo ano, viajou para Buenos Aires com João Gilberto onde eles fizeram uma temporada na Boate 676. Em novembro, ele foi para Nova York participar do show de bossa nova no Carnegie Hall. Em 1963, tocou bateria no Getz-Gilberto e viajou com João Gilberto, João Donato (piano) e Tião Neto (baixo) pela Itália e França.


Voltando ao Brasil, ele formou o seu grupo, o Milton Banana Trio. Naquela época não era muito comum para um baterista conduzir seu próprio grupo. O trio que teve várias formações e gravou nove álbuns para Odeon e alguns a mais para a RCA Victor.

Alguns desses ábuns foram reeditados como cd's, como são os casos de "Balançando com o Milton Banana Trio", "Sambas de Bossa: Milton Banana", "Os Originais: Milton Banana Trio" e "Ao Meu Amigo Tom".

Fonte:  Clube de Jazz

Tavares da Gaita

JOSÉ TAVARES DA SILVA
(84 anos)
Compositor, Percussionista, Gaitista e Desenhista

* Taquaritinga do Norte, PE (10/03/1925)
┼ Caruaru, PE (08/04/2009)

José Tavares da Silva, mais conhecido como Tavares da Gaita foi um compositor, percussionista, gaitista e desenhista brasileiro nascido em Taquaritinga do Norte, PE, no dia 10/03/1925.

Quando criança já participava de bandas de forró, tocando triângulo, reco-reco e ganzá.

Trabalhou como alfaiate, sapateiro e marceneiro, mas teve contato com instrumentos musicais desde criança. Viveu a infância em sua cidade natal, fixando-se em Caruaru a partir de 1957.

Ficou conhecido como Tavares da Gaita na década de 1970, quando encontrou um realejo (realejo, na Região Nordeste do Brasil significa uma gaita feita de folha-de-flandres) numa gaveta. Tornou-se um virtuose do instrumento, inventando uma maneira de tocar gaita invertida de modo que ela soasse como um acordeão.

Tavares da Gaita trabalhou numa companhia de teatro mambembe e criou vários instrumentos para a função. Continuou fabricando seus instrumentos e vendendo-os inclusive para o exterior.

Morte

Tavares da Gaita morreu no dia 08/04/2009, em Caruaru, PE, aos 84 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos. Ele estava em coma na UTI do Hospital Municipal Casa de Saúde Bom Jesus, depois de haver dado entrada no Hospital Regional do Agreste por causa de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico.

Discografia

  • 2003 - Sanfona de Boca

Fonte: Wikipédia