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Eliza Clívia

ELIZA CLÍVIA ANGELINO MARANHÃO
(37 anos)
Cantora

☼ Livramento, PB (14/11/1979)
┼ Aracaju, SE (16/06/2017)

Eliza Clívia Angelino Maranhão foi uma cantora brasileira de forró eletrônico, nascida em Livramento, PB, no dia 14/11/1979. Eliza Clívia foi conhecida por seus trabalhos na banda Cavaleiros do Forró, e mais recentemente no grupo Forró Cavalo de Aço.

Influenciada por seu pai sanfoneiro, Eliza Clívia começou sua carreira de cantora na cidade de Monteiro, PB, onde ingressou no grupo Big Banda que depois mudou o nome para Laços de Amor.

Em 2003 entrou para a banda Cavaleiros do Forró onde permaneceu por 10 anos. Nesse período participou da gravação de nove CDs e seis DVDs.


Em 2013, foi anunciado seu desligamento da banda Cavaleiros do Forró junto com Jaílson Santos, com quem foi casada até 2016. O motivo, segundo a própria Eliza, seria de questão salarial. Só que depois do anúncio do desligamento, todos os dias chegavam a imprensa e aos fãs da banda Cavaleiros do Forró notícias de como os cantores estavam se sentindo com esse fato, vários motivos da saída que não correspondiam com a verdade e etc.

Como as redes sociais fazem com que o artista esteja cada vez mais perto de seus fãs, todos os dias os cantores recebiam milhares de mensagens questionando a saída e o não pronunciamento das partes envolvidas no acordo.

A cantora Eliza Clívia que tem vários seguidores em seu twitter e Facebook também não deixava de receber mensagens do gênero. Mesmo tendo recebido uma ordem da empresa, ela quebrou o silêncio dando uma declaração muito especial, demonstrando carinho e o mais importante em um artista, que é o respeito para com os fãs. Emocionada ela explicou a causa que fez com que Alex Padang e Janine Lago, donos da banda Cavaleiros do Forró não continuassem com os serviços prestados por Eliza e Jailson.

Confira a nota logo abaixo:


Em março de 2013, Eliza e Jaílson anunciaram seu retorno aos palcos no Forró Cavalo de Aço, onde permaneceu durante 5 anos, ao lado de Marcelo Jubão e Neto Araújo.

Em 2017 a cantora anunciou seu desligamento da banda Forró Cavalo de Aço para investir em sua carreira solo.

Morte

Eliza Clívia morreu na tarde sexta-feira, 16/06/2017, aos 37 anos, após um acidente automobilístico no Centro de Aracaju, SE.

O acidente matou, além de Eliza Clívia, o seu marido, o baterista Sérgio Ramos. O acidente foi registrado pelas câmeras do circuito de segurança de uma loja.

Eliza Clívia que iniciou a carreira solo há quatro meses, estava em Aracaju para divulgar um show que seria realizado na noite de sexta-feira, 16/06/2017, e fazer algumas entrevistas.

O veículo em que Eliza Clívia estava foi atingido por um ônibus na esquina entre as ruas Aruá e Maruim, no Centro de Aracaju. Eliza Clívia estava sentada no banco de trás do carro e sem o cinto de segurança. João Paulo Tavares da Silva, de 32 anos, Paulo Teixeira de Carvalho, de 38 e Cleberton José dos Santos, de 35, foram levados para o Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE). Os dois primeiros sofreram fraturas na coluna vertebral. O terceiro, que dirigia o carro, está na UTI em estado delicado. Não há previsão de alta para os três.

As imagens mostram que o motorista do ônibus ainda tentou frear, mas acabou batendo no carro em que estava a cantora, o marido e os outros integrantes da banda. Eles tinham acabado de sair de uma entrevista em uma emissora de televisão local.

A assessoria de imprensa de Eliza Clívia informou ainda que o velório e enterro da cantora será realizado no cemitério municipal da cidade de Livramento, na Paraíba, sua cidade natal. Já o corpo de Sérgio Ramos será velado e sepultado no cemitério municipal de João Pessoa.

A assessoria de imprensa de Eliza Clívia informou também que a mãe da cantora está bastante abalada. No ano passado, ela já havia perdido outra filha.

Segundo o coronel Vivaldi Cabral, comandante do policiamento de Aracaju, uma perícia foi realizada no local do acidente e o caso será investigado pela Delegacia Especial de Delitos de Trânsito.

Por nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) disse que considera o caso uma fatalidade e informou que está à disposição das autoridades de trânsito para apuração das causas do acidente.

Discografia

Cavaleiros do Forró (CD)
  • 2003 - 4 Estilos - Volume 03
  • 2004 - Nossa História, Nosso Acústico
  • 2005 - Meio a Meio - Volume 4
  • 2006 - No Reino dos Cavaleiros - Volume 5
  • 2007 - Forrozada - Volume 6
  • 2008 - Beber e Amar - Volume 7
  • 2010 - Cavaleiros do Forró - Volume 8
  • 2011 - Ao Vivo em Aracaju - Volume 09
  • 2012 - Cavaleiros Universitário

Cavaleiros do Forró (DVD)
  • 2005 - O Filme - Ao Vivo em Natal
  • 2006 - O Filme 2 - No Reino dos Cavaleiros
  • 2007 - Cavaleiros Elétrico - Ao Vivo em Feira de Santana
  • 2007 - Ao Vivo em Caruaru
  • 2008 - Volume 4 - Beber e Amar - Ao Vivo em Maceió
  • 2009 - Cavaleiros do Forró - 8 Anos
  • 2011 - Volume 5 - Ao Vivo em Aracaju
  • 2011 - Cavaleiros do Forró - 10 Anos

Forró Cavalo de Aço (CD)
  • 2013 - Cavalo de Aço: A História Continua
  • 2014 - Cavalo de Aço: Promocional 2014
  • 2015 - Cavalo de Aço: Promocional 2015

Forró Cavalo de Aço (DVD)
  • 2013 - Cavalo de Aço: Ao Vivo em Lagoa de Pedras
  • 2014 - Cavalo de Aço: Ao Vivo em Campo Redondo
  • 2014 - Cavalo de Aço: Ao Vivo no Forró Caju 2014
  • 2015 - Cavalo de Aço: Ao Vivo em Lagoa de Pedras

Fonte: Wikipédia ,  Forrozão Net  e G1
Indicação: Miguel Sampaio

Heloísa Faissol

HELOÍSA WORMS PINTO
(46 anos)
Socialite, Artista Plástica, Dançarina e Cantora

☼ (1970)
┼ Rio de Janeiro, RJ (02/02/2017)

Heloísa Faissol foi uma socialite e funkeira brasileira. Filha do badalado dentista Olympio Faissol, que já cuidou da boca de personalidades como o ex-presidente Fernando Collor e o ator Reynaldo Gianecchini.

Heloísa Faissol é irmã da socialite Cláudia Faissol, que ganhou as colunas sociais ao ser revelado que o pai de sua filha, Luísa, não era seu marido, e sim o cantor João Gilberto, amigo da família, com quem ela mantinha um romance secreto. À época, ela era casada com o empresário Eduardo Zaide. Ele só descobriu a infidelidade e que não era o pai da criança ao pedir um exame de DNA. Os encontros entre João Gilberto e Cláudia Faissol aconteceram principalmente no Japão, durante uma turnê. Desde então, os vínculos entre Cláudia Faissol e Eduardo Zaide.

Mas se por um lado Cláudia Faissol teve um romance real com um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira (MPB), Heloísa Faissol tinha uma verdadeira paixão não correspondida por Chico Buarque. Ela chegou a ligar para o músico diariamente durante um período e ir até a casa dele apenas para beijar a porta por onde ele entrava em casa. Após um jogo de futebol, Heloísa Faissol esperou o compositor em cima do capô do carro dele e disse que só descia com uma condição: Se recebesse um beijo.

Por meses, Heloísa Faissol subornou garçons de bares do Leblon para que ligassem caso o músico aparecesse. "Eu ligava tanto, e ele me atendia sempre, até o dia em que falou: "Pô, Helô, assim não dá! Eu preciso trabalhar!", contou ela em entrevista à coluna de Mônica Bérgamo, no jornal Folha de S. Paulo.

Criada em um casarão com jardins e piscina no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, junto com quatro irmãos e os pais, Heloísa Faissol teve uma infância privilegiada. Estudou na Escola Suíço-Brasileira, um colégio de elite. Afirma que lhe faltou liberdade: "Não podia nada!", lembra ela, que não esconde a mágoa que guarda do pai, com quem cortou relações em novembro de 2008. De acordo com ela, a família era muito unida até seus 16 anos, quando se descobriu que o pai tinha outra família. Ela disse que nunca se recuperou do choque.

"Não fiquei bem da cabeça e fui estudar fora. Descobri que tinha outros irmãos que não conhecia e que só fui encontrar já adulta!"


Depois de estudar moda em Paris, Heloísa Faissol passou a frequentar o Morro da Babilônia, onde descobriu sua paixão pelo som, taxado como música de periferia. Antes de se envolver no meio artístico, ela comandava um ateliê de alta costura, foi artista plástica, dançarina, atriz e até acrobata.

Educada nos moldes mais tradicionais, Heloísa Faissol morou na Suíça e na França, casou-se com um dentista e, por influência dele, se formou em marketing e exerceu a profissão por apenas um ano e meio. Já separada e mãe de um menino, José Arthur, ela decidiu dar novo rumo a sua vida: rejeitou a alta sociedade e tornou-se funkeira.

Em uma autobiografia lançada em 2012, explicou por que rompeu com familiares, além de revelar detalhes sórdidos e obscuros da elite carioca. Em um dos capítulos, ela conta que sofreu assédio aos 12 anos quando realizou um curso de férias no Manège (espécie de hípica particular). Heloísa Faissol disse que era obrigada a lavar os pênis dos cavalos e a assistir a filmes pornográficos com um dos professores.

De acordo com explicações dadas em entrevistas concedidas na época da divulgação do livro "Do Luxo ao Lixo", essas experiências teriam causado traumas psicológicos que até hoje refletiam na personalidade dela.

Em suas declarações polêmicas nas páginas da publicação, Heloísa Faissol sempre deixou claro sua aversão à alta sociedade, que para ela era "podre" e uma "farsa". Não à toa, era persona non grata nesse círculo social e vivia afastada desse ambiente nos últimos anos e próxima dos bares do Morro da Providência, no centro do Rio de Janeiro.

Com o pai e os irmãos, Heloísa Faissol vivia um relacionamento complicado. Quando decidiu largar o mundo das artes plásticas e da moda para virar funkeira, foi a gota d'água para os parentes.

Funk Politizado

Por causa de sua origem nas altas rodas, Heloísa Faissol ganhou o apelido de Helô Quebra-Mansão, em alusão ao nome da funkeira da Cidade de Deus, Tati Quebra-Barraco. Uma mudança tão radical tinha, para ela, explicação simples:

"As pessoas perguntam por que não fiz música pop. É que não quero me comunicar com a elite, mas com as classes desprivilegiadas. Sempre me identifiquei mais com as letras de funk, porque vão direto ao ponto!"

Ela, porém, garantia que as letras sexualizadas foram criadas apenas para causar impacto e que pretendia investir em letras mais politizadas: "Imagina eu entrar de cara com uma letra intelectual, sendo uma pessoa que não cresceu na comunidade!"

Pouco a pouco, Heloísa Faissol foi tentando criar intimidade com o novo mundo que escolheu. Foi a alguns bailes funk e frequentou o Morro da Babilônia, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde conheceu Michele Sabino, que seria uma de suas dançarinas, quando começou a fazer shows. Elas se cruzaram no bar da família de Michele, onde Heloísa Faissol foi beber uma cerveja.

"Eu estava no meu barzinho, toquei um funk e ela cantou. Eu ri, achei ela meio maluca!", disse Michele, segundo quem, apesar das diferenças sociais, Heloísa Faissol era bem aceita na favela. "Tem gente que a chama de poodle, por causa das roupas coloridas, mas é brincadeira!"


Sua fama foi construída no boca-a-boca. Amigo de Heloísa Faissol há vários, o fotógrafo Ricardo Gama disse na época não gostar de funk, mas aprovou a nova carreira da amiga, principalmente a ideia das letras politizadas.

"Odeio funk, mas acho legal uma pessoa de uma classe social como a dela usar essa linguagem. Ela não está dando uma de funkeira, ela continua sendo quem sempre foi, só que com outros valores que descobriu subindo o morro!"

Lançou músicas como "Dou Pra Cachorro", além de realizar inúmeros shows em bailes da periferia e de morros cariocas. Mas desistiu quando percebeu que para viver de música teria que abrir mão de certos valores e trocar o dia pela noite, o que não concordava. Além disso, os cachês não condiziam com o que a socialite imaginava e o sonho de ser a primeira funkeira proveniente da elite logo foi abandonado.

Heloísa Faissol participou da 7ª edição do reality show "A Fazenda", em 2014, e ficou entre os três finalistas.

Morte

Heloísa Faissol foi encontrada morta na tarde de quinta-feira, 02/02/2017, no apartamento em que morava, na Rua Souza Lima, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte ainda não foi divulgada pela Polícia Civil. O caso será investigado pela 13ª Delegacia de Polícia. O corpo foi recolhido para o Instituto Médico Legal (IML).

Segundo informações de policiais civis que estiveram no apartamento, Heloísa Faissol estava na cozinha. O corpo da socialite foi encontrado pelo filho, de 19 anos. Peritos fizeram uma análise inicial no local. Parentes da socialite estiveram na 13ª Delegacia de Polícia, todos estão muito abalados.

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que um inquérito foi aberto para que as circunstâncias da morte de Heloísa Faissol sejam investigadas:

"Um procedimento foi instaurado na 13ª Delegacia de Polícia para apurar a morte de Heloísa Worms Pinto, 46 anos, cujo corpo foi encontrado ontem à tarde em um apartamento localizado na Rua Souza Lima, Copacabana. Perícia foi realizada no local e diligências estão em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte."

Heloísa Faissol teve apenas um filho, José Arthur, com o dentista René Gerdes. Os dois chegaram a brigar na Justiça pela guarda do menino quando ele tinha 15 anos. José Arthur escolheu morar com o pai naquela época, o que Heloísa contestou judicialmente, mas sem sucesso. Apesar disso, ela podia visitá-lo quando quisesse e a relação era boa. 

Loalwa Braz

LOALWA BRAZ VIEIRA
(63 anos)
Cantora

☼ Rio de Janeiro, RJ (03/06/1953)
┼ Saquarema, RJ (19/01/2017)

Loalwa Braz Vieira foi uma cantora brasileira nascida no Rio de Janeiro, RJ, no dia 03/06/1953. Viveu entre a França e o Brasil desde 2001 e a Suíça desde 2010, tendo sido a vocalista do grupo Kaoma.

Nascida em uma família de músicos, o pai chefe de orquestra popular e a mãe pianista clássica, sempre foi influenciada pela música. Com o piano clássico aos quatro anos, até a canção, onde ela começou sua carreira aos 12 anos de idade.

Em 1985 decidiu viver em Paris após o show Brésil en Fête no Palais des Sports. Após um concurso para escolher uma vocalista para um grupo de lambada, Loalwa passou a integrar a banda Kaoma, grupo que durou de 1989 até 1998, quando lançou o seu último álbum na Europa. Loalwa nunca parou e seguiu cantando em português, continuando a levar o ritmo pelo mundo.


Loalwa compôs e cantou três músicas para a indústria cinematográfica: Duas canções no filme "Le Roi Desperados", produzido pelo estúdio de televisão francês Canal+, e interpretou com a Orquestra Filarmônica de Londres, na trilha sonora do filme "Dis-moi Oui", dirigido por Alexandre Arcady e com música de Phillipe Sarde.

Loalwa seguia a sua carreira solo e dirigia também sua firma Braz Brasil Produções, voltada para a divulgação das artes brasileiras através dos continentes.

Em 2011 lançou novo disco solo, "Ensolarado", com participação de artistas da África, Caribe e América Latina.

Loalwa vinha investindo no relançamento da carreira e participou de atrações na TV como o Programa do Gugu, Mulheres e Domingão do Faustão ao longo de 2016.

Loalwa se apresentou pela última vez no Brasil em setembro de 2016 em Porto Seguro, dentro de um festival de música de lambada. 

Kaoma

Kaoma é um grupo musical franco-brasileiro de lambada que lançou com êxito esse estilo musical na Europa em 1989. Sua vocalista de 1989 a 1999, Loalwa Braz, continuou em carreira solo com o álbum "Recomeçar", de 2003.

Ex-Integrantes
  • Loalwa Braz (vocalista): 1989-1999
  • Jean Claude (tecladista): 1989
  • Michel (baterista e percussionista): 1989-1998
  • Fania (flautista): 1989-1993
  • Mônica Nogueira (backing vocal): 1989-1992
  • Fernando G. Rocco (dançarino de mambo e tocador de marimba): 1989
  • Jairo Brasil (dançarino)


Ao todo, o Kaoma vendeu mais de 25 milhões de discos em todo o mundo e ganhou mais de 80 discos de ouro e platina. Na França, onde Loalwa viveu durante muitos anos, "Chorando Se Foi" vendeu 700 mil cópias.

Morte

Na madrugada de quinta-feira, 19/01/2017, Loalwa Braz Viera foi encontrada morta, aos 63 anos, no banco de trás de um carro incendiado em Saquarema, município do Rio de Janeiro onde morava. O veículo estava na Estrada da Barreira, no distrito de Bacaxá. Dois homens foram vistos na casa da cantora, que fica próximo ao local onde o carro foi localizado. Ainda não há informações sobre a ligação entre a possível invasão e o crime. O assessor de imprensa de Loalwa Braz, Vinicius Belo, confirmou as informações.

De acordo com o Corpo de Bombeiros da região, uma equipe foi acionada às 3h50 para conter um incêndio no sótão da pousada Azur, de propriedade de Loalwa. Às 6h00, a mesma equipe atendeu a uma outra chamada, desta vez para apagar o fogo em um carro modelo Honda Civic, onde foi encontrado um corpo totalmente carbonizado no banco traseiro.

Somente após uma perícia, a polícia poderá dizer se os incêndios na casa e no carro têm relação e se ambos foram criminosos. O caso está sendo investigado pela 124ª Delegacia de Polícia, em Saquarema, e o corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal para identificação. 

Loalwa havia passado recentemente por um tratamento contra um câncer. De acordo com Vinicius Belo, ela tinha planos para retornar as atividades doa banda Kaoma.

Waleska

MARIA DA PAZ GOMES
(75 anos)
Cantora e Compositora

☼ Afonso Claudio, ES (29/09/1941)
┼ Rio de Janeiro, RJ (14/10/2016)

Maria da Paz Gomes, mais conhecida pelo pseudônimo Waleska, foi uma cantora e compositora brasileira, nascida no Espírito Santo, no dia 29/09/1941, Maria da Paz Gomes adotou o nome artístico de Waleska na década de 1960, quando começou a carreira se apresentando na Rádio Inconfidência e na emissora de TV Itacolomy, ao lado de Clara Nunes e de Milton Nascimento, em Belo Horizonte, até se mudar definitivamente para o Rio de Janeiro.

Foi entre a efervescência cultural carioca da época que se tornou cronner da Boate Arpége, de Waldir Calmon, e passou a cantar no famoso Beco das Garrafas.

Em 1960, gravou seu primeiro disco pela Vogue Discos interpretando os sambas-canção "Noite Fria" e "És Tu", ambos de Albatênio Rego.

Contratada pela CBS lançou em 1961 um compacto simples no qual interpretou as canções "Cantiga de Mandar Embora" (Evaldo Gouveia e Jair Amorim), "Risos e Canções" (Albatênio Rego), "Há Por Ai" (Othon Russo e Niquinho) e "Canção de Tristeza" (Paulo Borges).

Autora de mais de 20 álbuns, Waleska destacou-se no cenário musical ao gravar composições de Tom Jobim, Ary Barroso e Cartola. O apelido de "Rainha da Fossa", dado por Vinícius de Moraes, traduzia o fato de ser considerada uma das mais fiéis intérpretes românticas da Música Popular Brasileira. "Ela sempre tem a canção certa para a dor exata", costumava descrever Vinícius de Moraes.


Em 1966, Waleska fundou o PUB (Pontifícia Universidade dos Boêmios), no bairro do Leme, onde se reuniam muitos artistas. O bar foi tema constante das crônicas de Sérgio Bittencourt tornando-se um verdadeiro "point" da boemia carioca da época.

Em 1968, gravou a canção "Estrelinha", de Sérgio Bittencourt, de quem foi uma das principais intérpretes. 

Celebrizada no circuito de boates, com público cativo na década de 1970, criou a Boate Fossa, em Copacabana. O local ficou conhecido pelos seus frequentadores ilustres, como o ex-presidente Juscelino Kubitschek e o jornalista Carlos Lacerda.

Na década de 1980 e 1990, fez várias turnês, passando pela Itália, Portugal e pelos Estados Unidos.

Waleska era admirada também pelo jornalista e compositor Sérgio Bittencourt, um dos grandes divulgadores de seu trabalho, além de ser muito amiga da cantora Maysa, grande referência musical para ela, tanto que, em 2015, apresentou na Sala Baden Powell o espetáculo "Maysa - Um Mito Cantado Por Waleska", com direção musical de José Roberto Leão, no qual interpretou canções consagradas na voz da cantora Maysa.

Mesmo debilitada pela doença, subiu ao palco pela última vez em março de 2016, no Little Club, no Beco das Garrafas, em Copacabana, com o show "Cantando e Contando a MPB".

Morte

Waleska morreu na manhã de sexta-feira, 14/10/2016, aos 75 anos, na Clínica São Carlos, no Humaitá, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após três anos de luta contra um câncer no pâncreas.

Waleska deixou dois filhos.

Discografia

  • 2010 - 20 Super Sucessos (Polydisc)
  • 2002 - Boleros em Espanhol (Polimusic)
  • 2000 - Seleção de Ouro - 20 Sucessos - Waleska
  • 2000 - Waleska Canta Boleros
  • 1998 - 20 Super Sucessos (Polydisc)
  • 1996 - 20 Super Sucessos (Polydisc)
  • 1990 - Fossa e Bossa (CID)
  • 1988 - Novo Jeito de Amar (3M)
  • 1985 - Com Amor (Copacabana)
  • 1981 - Êta Dor de Cotovelo (Copacabana)
  • 1980 - Canto Livre (Copacabana)
  • 1979 - Waleska - Palavras Amigas (Copacabana)
  • 1978 - Eu, Waleska (Copacabana)
  • 1977 - Waleska (Copacabana)
  • 1975 - Waleska (Copacabana)
  • 1974 - A Fossa (Copacabana)
  • 1971 - Waleska na Fossa (Copacabana)
  • 1971 - Amiga / A Fossa  (Copacabana - Compacto Simples)
  • 1970 - Chorinho Por um Adeus / Tema de Amor Por Patricia (Copacabana)
  • 1968 - Uma Noite na Fossa (Codil)
  • 1961 - Cantiga de Mandar Embora /Risos e Canções / Há Por Aí / Canção de Tristeza (CBS)
  • 1960 - Noite Fria / És Tu (Vogue Discos)

Indicação: Miguel Sampaio

Carmen Silva

CARMEN SEBASTIANA SILVA DE JESUS
(71 anos)
Cantora

☼ Veríssimo, MG (22/03/1945)
┼ São Paulo, SP (26/09/2016)

Carmen Sebastiana Silva de Jesus é o nome da cantora brasileira Carmen Silva, também conhecida carinhosamente pelos fãs como A Pérola Negra. Natural de Veríssimo, cidade do Triângulo Mineiro, Carmen Sebastiana Silva de Jesus trabalhava na juventude como babá e empregada doméstica, mas tinha o sonho de ser cantora. Determinada com essa meta, ela passou a participar de programas de calouros.

Iniciou a carreira artística participando de programas de calouros. Venceu o concurso "Um Cantor Por Um Milhão, Um Milhão Por Uma Canção", da TV Record, no final da década de 1960. Recebeu convite da RCA Victor para gravar um compacto simples, que a lançaria para o sucesso com a música "Adeus Solidão", uma versão de Newton Miranda, para a canção "Picking Up Pebbles", de Custis.

Em 1970, "Adeus Solidão" fez parte do LP "O Mundo Colorido da RCA", que a gravadora RCA Victor lançou com a participação de diversos artistas, entre os quais Nelson Gonçalves, Vanusa e Martinho da Vila.

Contratada pela RCA Victor lançou LP em 1971 com as músicas "Goodbye Adiós Adieu Arrivederci" (César e Antônio Queiroz), faixa que contou com a participação especial do apresentador Silvio Santos, "As Estradas do Mundo" (Geraldo Nunes), "O Emigrante" (M. Albertina e J. Guimarães), "Perdão Amor" (Jair Gonçalves), "Eu Não Vou Mais Amar Ninguém" (Dom e Ravel), "Vivo de Esperança" (Anastácia e Dominguinhos), além de mais seis versões de músicas estrangeiras como "Tenho Saudade (Teño Saudade)" (Barro e Alcalá), e "Quando Você Me Deixou (On Laisse Tous Un Jour)" (Fugain, Auffray e Buggy), ambas com versões de Sebastião Ferreira da Silva, "Domingo de Solidão (Sunday Mornin' Comin' Down)" (Kristofferson), versão de Elzo Augusto, "Um Novo Dia Nascerá (Und Wenn Ein Neuer Tag Erwacht)" (Bruhn e Loose), "Diga Diga Diga (Well I Did)" (Reed e Stephens), ambas com versões de George Freedman, e "O Fim (The End)" (Erondes e Jacobson), versão de Mauro Sérgio.


Em 1973 lançou o LP "A Pérola Negra", no qual interpretou "Quatro Horas da Manhã", versão de Marcelo Duran, para a canção "It's Four In The Morning" (J. Chesnut), "Eu Preciso de Você" (Carlos Mendes), "Nossos Caminhos" (Ted Moreno e Ramon Villa), "Rancho de Amor e Fé" (Elzo Augusto e Carlos Mendes), "Não Vou Chorar" (Geraldo Nunes e B. Barbosa), "Eu Posso Não Prestar Mas Eu Te Amo" (Clayton), "Muito Prazer Em Conhecê-lo" (Osmar Navarro), "Foi Deus Que Mandou Você Pra Mim" (Rosângela), "Se Você Soubesse" (Portinho e Wilson Falcão), "Leva Eu "Sodade" (Tito Neto e Alventino Cavalcanti), "Não Vou Deixar Você Fugir de Mim" (N. Orlando e Carlos Mendes), e "Deixe Ele Ir" (Monalisa e Carlos Mendes).

Em 1974, lançou o LP "Cantem Comigo", que incluiu o clássico da música sertaneja "Saudades de Matão" (Raul Torres, Jorge Galati e Antenógenes Silva), as versões dos boleros "Canta Comigo" (P. Herrero e J. L. Armenteros), "Mentiras Nada Mais" (Palito Ortega e L. Fransen), "Recordar" (R. Prado), "Não Me Mates de Amor Coração" (J. Jiménez), "Me Caso Sábado, Perdôa-me (Me Caso El Sabado)" (D. Ramos e Carmen Silva), e "Eu Morro Por Estar Contigo (Me Muero Por Estar Contigo)" (P. Villar), todos com versões de Osmar Navarro, além das músicas "Amor Estou Lhe Chamando" (Carlos Mendes e N. Orlando), "Perdoa" (R. Self e D. Albritten), versão de Marcelo Duran, "Não Sou Mais Teu Amor" (Carlos Mendes e Marinah), "Lá No Céu" (Robin e D. Teixeira), e "Amor Com Amor Se Paga" (Luis Wanderley e Kátia). Nesse ano, fez sucesso com a música "Concerto Para Um Verão", lançada em compacto. Participou ainda do LP "Canções Para Dizer Te Amo", da RCA Victor, com a música "Foi Deus Que Mandou Você Pra Mim", e do LP "Fantásticos - Volume 2", também da RCA Victor, interpretando "A Canção Que Eu Fiz", versão de Rossini Pinto para "Song For Anna" (André Popp e J. Massoulier).

Em 1975 participou do LP "Fantásticos - Volume 4", da RCA Victor, com a interpretação do bolero "Amor Estou Lhe Chamando" (C. Mendes e N. Orlando).

Em 1976 fez grande sucesso com a música "Meu Velho Pai", de autoria do ídolo sertanejo Léo Canhoto, em disco que incluiu ainda as músicas "Lágrimas de Felicidade" (Carlos Mendes e Pardal), "Você Nasceu Pra Mim" (Carlos Mendes e Pardal), "Quero Me Casar Com Você" (Carlos Mendes e Pardal), "Volta" (Monalisa e Marco César), "Que Deus Proteja o Nosso Amor" (Pepe Ávila), "Amor Sem Fronteiras" (Tony Damito), "Chore Baixinho" (Rosângela e Sebastião Ferreira), "Quero Porque Quero" (Artulio Reis e Monalisa), "Quando Estou Junto a Ti (Jader Hat Seine Traume)" (Hoier, O'Brien, Docker e Heilburg), versão do pianista argentino Muraro, além do clássico samba-canção "Cinco Letras Que Choram (Adeus)" (Silvino Neto), e "Coração Solitário", uma versão de Osmar Navarro para o bolero "Corazon Solitário" (H. Menezes). Nesse ano, então em pleno sucesso, participou de duas coletâneas da RCA Victor: "O Melhor do Bataclan", com a música "Concerto Para Um Verão", e do disco "Fantásticos - Volume 5", com a interpretação de "Lágrimas de Felicidade".


Em 1977, lançou seu quinto LP, novamente com prioridade para canções românticas, com destaque para as músicas "Poema dos Cabelos Brancos (Tesouro da Minha Vida)" (Gordurinha), "Mais Uma Lição" (Nonô Basílio), "A Colina do Amor" (Léo Canhoto), "Além de Tudo" (Dora Lopes e Aloísio), "Quero Ser Sua Mulher" (Arthur Moreira), "Eu Sou Feliz Porque Te Amo" (Clayton), "Ajude-me a Passar a Noite (Ayudame a Pasar La Noche)" (M. Alejandro e A. Magdalena), versão de Rosa Maria, "A Louca (De Amor Para Dar)" (Pety Ávila), "Vou Dar Um Jeito na Vida" (Ronaldo Adriano e Mourão Filho), "Ai Não Digas (Ay No Digas)" (C. Montez e B. Meshel), versão de Muraro, "O Mar (Le Concerto de La Mer)" (O. Toussaint e F. Lecoultre), versão de Jean Pierre, e "Pouco Me Importa" (L. Almeida e Bady). Nesse ano fez sucesso com a música "Eu Sou Feliz Porque Te Amo" (Clayton), incluída na coletânea "Carlos Aguiar Apresenta as Preferidas do Show da Viola", da RCA Camden, organizada pelo radialista Carlos Aguiar.

Em 1979, tendo grande sucesso com apresentações em programas de rádio e televisão, além de diversos shows, lançou dois LPs. Do primeiro, intitulado "Eu Sempre Vou Te Amar", o grande sucesso foi a guarânia "Espinho Na Cama" (Praense e Compadre Lima), e versões de boleros como "Entre a Recordação e o Esquecimento" (J. L. Armenteros e P. Herrero), e "Se Amanhece" (A. Magdalena e M. Alejandro), em versões de Osmar Navarro, "Se a Noite Daquela Noite Voltasse" (A. Magdalena e M. Alejandro), versão de Zé Homero, "Estou de Novo Só" (W. Theunissen), "Adeus Amor" (Christian Bruhn e Georg Buschor), "Choraras" (D. Amaya e J. Amaya), em versões de Arthur Moreira, "Possessivo Amor" (Majó), "Segura na Mão de Deus" (Autor Desconhecido), "Acordo de Paz" (Hébano e Louzada), "Amor Sincero" (Carlos Mendes e Pardal) e "Ainda Te Amo" (Ítalo do Nascimento). O outro LP, lançado no mesmo ano, foi "Alma Latina". Este disco foi gravado com o cantor Lindomar Castilho, que interpretou com Carmen Silva doze clássicos da música romântica latino americana, onze delas em versões, com exceção de "Proposta" (Roberto Carlos e Erasmo Carlos). As versões foram "Jura-me" (Maria Grever e Fernando Adour), "História De Um Amor" (Carlos Almarán e Édson Borges), "Não Me Mates De Amor Coração" (José A. JimenezOsmar Navarro), "Esta Tarde Vi Chover" (Armando Manzanero e J. Barroso), "Alma Latina" (Pedro Elias GutierrezOsmar Navarro), "Solamente Uma Vez" (Agustin Lara e Waldomiro Bariani Ortêncio), "O Dia Que Me Querias" (Carlos Gardel, Alfredo Le Pera e Haroldo Barbosa), "Contigo Aprendi" (Armando Manzanero e Nazareno de Brito), "Caminito" (Juan de Dios Filiberto, Gabino Coria Peñaloza e Mauro Pires), "Deus Te Acompanhe" (Larry Russel, Inez James, Buddy Pipper e Joubert de Carvalho), e "Maria Bonita" (Agustin Lara e Giuseppe Ghiaroni).

Em 1980 lançou o LP "Apaixonada", com as músicas "Avião Das Nove" (Praense e Ado), "Tango Triste" (Osvaldo de Souza e Haroldo José), "Se o Povo Rezasse" (Osmar Navarro e Arthur Moreira), "Serenata" (Amado Batista e José Fernandes Santos), "Velha Saudade" (Tulio Pereira), "Manhã Sem Aurora" (Carlos César e José Fortuna), "A Canção Que Eu Dedico a Você" (Nelson Ned), "Lar Doce Lar" (Nelson Ned), "Vamos Juntos" (Pepe Ávila), "Dói Coração" (Baltazar da Silva e Jardel), "Sorriso Mudo" (Baltazar da Silva e Jardel), "Tu Me Deste Amor Tu Me Deste Fé" (E. Franco e Marmy), versão de Florêncio Peixoto. Nesse ano fez sucesso com a guarânia "Espinho Na Cama" (Praense e Compadre Lima).


Em 1981, completando dez anos de RCA Victor, lançou o LP "Momentos De Amor", que incluiu as seguintes versões de boleros: "Ansiedade (Ansiedad de Besarte)" (José Enrique Sarabia Rodriguez), versão do cantor, compositor e produtor sertanejo Palmeira, "Aqueles Olhos Verdes (Aquellos Ojos Verdes)" (M. Menendez e A. Utrera), versão de João de Barro, o popular Braguinha, além das composições "Tudo Acabado" (J. Piedade e Osvaldo Oliveira), "Esquina do Adeus" (Goiá), "Daí-nos a Benção" (Domínio Público), "Os Verdes Campos Da Minha Terra (Green Green Grass Of Home)" (Putman), versão de Geraldo Figueiredo, "Pais e Filhos" (Marciano e Darci Rossi), "Doce Mãezinha" (Jean PierreOsmar Navarro), em faixa que contou com a participação de Dominguinhos, "Seria Tão Diferente" (Adelino Moreira e Toni Luna), "Recordação" (Godoy Simões, Tony Dim e M. Pires), "Você Me Paga (The Wanderer)" (G. Moroder e Donna Summer), versão de Arthur Moreira, e o clássico bolero "Que Será" (Marino Pinto e Mário Rossi).

Em 1982, gravou um LP no qual não apareceram as tradicionais versões de boleros, mais composições de muitos novos autores mesclados com obras de compositores já tradicionalmente gravados por ela, como Osmar Navarro. Estão presentes nesse disco as músicas "29 Anos" (Arthur Moreira e Sebastião Ferreira da Silva), "Alvorada" (Geraldo Nunes e Devanir), "Gotinha D'água" (Zamba e Serrana), "Casinha" (S. Rodrigues), "Meu Martírio" (Sergio Velazquez e Arnaldo Diniz), "Meu Natal Sem Mamãe" (Goiá e S. Aurélio), "Quarto Vizinho" (Peão Carreiro e Praense), "Tu Vais Conseguir" (Aniano AlcaldeOsmar Navarro), "Não Vou Mais Fazer Charminho" (Osmar Navarro), "O Milagre Do Sonho" (Vera Liz e Domingos Santos), "Canta Violeiro" (Elena de Grammont), "Festa dos Arrombas" (Hélio Rocha e Daniel Santos), e "Quem Ama Sente Saudade" (Jair dos Santos e Télio Dutra).

Em 1984, gravou, pelo selo RCA Camden, aquele que seria o último disco pela gravadora. Nele, interpreta as músicas "O Amor É Um Bichinho" (Edelson Moura e Geraldo Nunes), "Nunca Mais" (Ed Wilson), "Olha o Vira" (Sócrates), "Violeta Solitária" (Meirecler), "Coração Machucado" (Meirecler), "Guitarras Tristes" (Meirecler), "Saudade Danada" (Ringo), "Aqui é o Teu Lugar" (Julio César e Rodrigo Otávio), "O Primeiro Trem" (Thiago e O. Lacerda), "Se Não Fosse Por Amor" (Deny e Dino), "Remelexo" (Wera Liz e Hélio Alves) e "Coração e Cama" (Clayton).

Em 1985, foi contratada pela RGE e lançou o LP "Fofurinha", cuja música título, de autoria de Edelson Moura, seria um de seus maiores sucessos. Desse disco fizeram parte ainda as músicas "O Destino Nos Separou" (Negro Cosmo e Geraldo Nunes), faixa que contou com a participação especial da dupla sertaneja Chrystian & Ralf, "Sempre Juntos" (Deny), "Te Amo Te Amo (Habana de Cuba)" (Pepe Ávila), "Do Seu Mundo Fiz o Meu" (Meirecler), "Retalhos De Amor" (José Fortuna), "É Sempre Um Começo" (Martinha e César Augusto), "Tremelique" (Geraldo Nunes), "Motivação" (Cecílio Nena e Nicéas Drumont), "Ai Que Beijo Bom" (Ed Wilson), "Vem Meu Amor (Ou a Saudade Me Mata)" (Zé Maria e Geraldo Nunes) e "A Felicidade Existe" (Sócrates e Geraldo Nunes).


A gravação de "Fofurinha" foi incluída no LP "14 + Populares", da Som Livre, lançado em 1986.

Seu disco seguinte foi lançado em 1987, teve como sucessos as músicas "Ave Sem Ninho" (Tony Damito), "Sapequinha" (Nicéas Drumont e Cecílio Nena), "Como é Facil Dizer Te Amo" (Ed Wilson e Cury), "Sofrendo Demais" (Nicéas Drumont e Cecílio Nena), "Abandono" (Geraldo Nunes e Devanir), "Beco Sem Saída" (Geraldo Nunes e Raquel di César), "Nosso Amor Está Por Um Triz" (Meirecler e Rita Carvalho), "Travesseiro Amigo" (Meirecler), "Acostumado Com Você" (Nicéas Drumont e Cecílio Nena), "A Saudade Doeu" (Edelson Moura), e "Saudade Me Deixe Em Paz" (Everaldo Ferraz e Neusinha). No mesmo ano, sua interpretação de "Nosso Amor Está Por Um Triz" foi incluída no LP "O Fino do Brega" da RGE.

Em 1988, gravou as músicas "O Último Julgamento" (Léo Canhoto), "Festa de Aniversário" (Carlos Colla e Chico Roque), "A Dor Do Amor" (Jotha Luis e Benedito Seviero), "Venerão Rasgado" (Joel Marques e Jotha Luis), "Paixão Infinita" (Edelson Moura), "Trem Bom Danado" (Tony Damito e Aline), "Coração Ferido" (Negro Cosmo), "Prece" (Meirecler), "Fotografia" (Meirecler), "Para Mim e Mais Ninguém" (Pedro Jardim M. Perez) e "Como Vou Viver Sem Você" (Gilson e Joran). Nesse ano, fez uma participação especial no LP do cantor Carlos Alexandre, pela gravadora RGE, interpretando com ele a música "Encanto e Magia" (Mário Maranhão e Tivas).

Em 1989, lançou o LP "Tempero Bom", no qual interpretou duas composições de Elias Muniz: "Tempero Bom" e "Mistério", além de outras composições de autores costumeiramente gravados por ela como "Prisioneiro Do Amor" (Negro Cosmo e Rita Carvalho), "Nunca Mais Solidão" (Meirecler e Rita Carvalho) e "Amigos Nada Mais" (Meirecler). Gravou também "Chorando Na Estação" (Tony Damito e Miro Alves), "É Tudo Um Sonho" (Everaldo Ferraz e Martins Neto), "Em Mãos" (Carlos Rian e Genival Melo), "Sonhei Com Você" (Vicente Dias e José Rico), "Que Saudade De Você" (Nicéas Drumont e Cecílio Nena), "Coração Acelerado" (Everaldo Ferraz e Neusinha) e "Diga Diga" (Lou Reed e G. Stephens), versão de Jorge Freedam.


Em seu LP de 1990, que levou seu nome como título, teve destaque o compositor Elias Muniz, que assinou cinco das 12 músicas: "Ai Saudade", "Chora Meu Coração", "Dor Bandida", e duas versões, "Baile na Fazenda (Badjo na Fazenda)" (P. Rodrigues) e "Minha Doce Loucura (Bia Lulucha" (Domínio Público). O disco apresentou ainda as músicas "Personagem" (Mauro Motta e Carlos Colla), "A Saudade Faz Sofrer" (Everaldo Ferraz e Neusinha), "Seu Lugar é Aqui" (Nicéas Drumont e Cecílio Nena), "Onde Andará Você" (Alípio Martins e Jesus Couto), "Noites Sem Você" (Lonely Nights)" (A. May), versão de Osmar Navarro, "Na Mesma Moeda" (Edinho da Mata e Luci Martins) e "Deixa o Tempo Passar" (Amado Batista e Reginaldo Sodré).

Em 1992, lançou seu último LP pela RGE, intitulado "Se Você Quer Amor", no qual se destacaram músicas de compositores ligados ao universo sertanejo, muito ouvidos naquele momento, como Elias Munis, Tivas, Fátima Leão, Carlos Randall, e Carlos Colla. Desses autores estão presentes no disco as composições: "Não Judia Não" (Elias Muniz), "Não Vai Ser Fácil Não" (Elias Muniz e Fátima Leão), "Sem Fingir" (Tivas e Rocky), "Cuidado Meu Amor" (Marcos Valle e Carlos Colla), "Não Vire As Costas Pro Nosso Amor" (Jefferson Farias e Carlos Randall), "Ser Tua Namorada" (Geraldo Nunes e Antônio Queiroz) e "Formiguinha" (Geraldo Nunes e Edelson Moura).

Ao longo de sua carreira foi agraciada com os Troféu Roquete Pinto e Troféu Chico Viola.

Em 1996, com declínio de sucesso, entrou em longa crise depressiva que a levou a mudar radicalmente de vida e abraçar a religião evangélica. Começou então nova carreira, tornando-se cantora gospel.


Com problemas emocionais e familiares, envolvida com religiões, sem achar o caminho para a felicidade, Carmen Silva não via saída para sua vida tão atribulada, até que uma viagem para os Estados Unidos mudou a sua história. 

Aproveitando a passagem por aquele país, Carmen Silva decidiu visitar a filha, Karla, que mora nos Estados Unidos. Vendo a aflição da mãe, Karla a convidou para assistir a um culto na igreja que frequentava. Naquele dia, Carmen Silva aceitou a Cristo e iniciou uma nova vida.

Sua carreira gospel começou em 2001, quando foi convidada pelo Missionário R.R. Soares para fazer parte do cast da gravadora Graça Music. O primeiro CD vendeu mais de 100 mil cópias, garantindo à cantora Disco de Ouro pelo trabalho.

Em 2004, Carmen Silva gravou seu segundo álbum, com músicas de sua autoria e em parceria com uma grande amiga, a irmã Meirecler

Em 2008, Carmen Silva voltou a gravar um CD com músicas inéditas, matando as saudades daqueles que admiram seu talento e ministério. Em "Minhas Canções Na Voz de Carmen Silva", cujas músicas são de autoria do Missionário R.R. Soares, a cantora mostra todo seu potencial vocal e bela interpretação nas 12 faixas que compõem o disco. Destaque para "Deus Vai Cuidar De Mim" e "Contrato Fechado", música de trabalho do CD. 

Ao longo da carreira lançou mais de 20 discos individuais, entre LPs e compactos pela RCA Victor e RGE, além de participar de mais de 25 coletâneas de sucessos.

Seus maiores sucessos foram as músicas "Adeus Solidão", "Fofurinha", "Sapequinha", "Espinho Na Cama", "Fotografia", "Amor Com Amor Se Paga", "Meu Velho Pai" e "Ser Sua Namorada".

Morte

Carmen Silva faleceu na manhã de segunda-feira, 26/09/2016, aos 71 anos, em São Paulo, SP, informou a assessoria de imprensa do Hospital Presidente. Ela teve insuficiência cardíaca por conta de uma embolia pulmonar e estava internada desde o dia 14/09/2016.

Discografia

  • 2008 - Minhas Canções na Voz de Carmen Silva (Graça Music)
  • 2004 - Carmen Silva: Volume II (Graça Music)
  • 2002 - Carmen Silva: Volume I (Graça Music)
  • 1992 - Se Você Quer Amor (RGE)
  • 1990 - Carmen Silva (RGE)
  • 1989 - Tempero Bom (RGE)
  • 1988 - Carmen Silva (RGE)
  • 1987 - Carmen Silva (RGE)
  • 1985 - Fofurinha (RGE)
  • 1984 - Carmen Silva (RCA Camden)
  • 1982 - Carmen Silva (RCA Victor)
  • 1981 - Momentos de Amor (RCA Victor)
  • 1980 - Apaixonada (RCA Victor)
  • 1979 - Eu Sempre Vou Te Amar (RCA Victor)
  • 1979 - Alma Latina - Carmen Silva e Lindomar Castilho (RCA Victor)
  • 1977 - Carmen Silva (RCA Victor)
  • 1976 - Carmen Silva (RCA Victor)
  • 1974 - Cantem Comigo (RCA Victor)
  • 1973 - A Pérola Negra (RCA Victor)
  • 1971 - Carmen Silva (RCA Victor)

Indicação: Miguel Sampaio

Lidoka

MARIA LÍDIA MARTUSCELLI
(66 anos)
Cantora e Bailarina

☼ (1950)
┼ Rio de Janeiro, RJ (22/07/2016)

Maria Lídia Martuscelli, mais conhecida por Lidoka, foi uma cantora e bailarina brasileira. Fez parte do grupo As Frenéticas, formado por Leiloca Neves, Lidoka Martuscelli, Regina Chaves, Edyr Duque, Dhu Moraes e Sandra Pêra, que surgiu em 1976 no Rio de Janeiro, no auge das discotecas. Entre os sucessos cantados por elas estão "Perigosa", "Dancin' Days" e "Feijão Maravilha".

Lidoka foi uma das responsáveis por tornar famosa as músicas "Dancing Days", "Perigosa" e outras letras emblemáticas das décadas de 1970 e 1980.

As Frenéticas

As Frenéticas foram um grupo vocal feminino brasileiro formado por seis integrantes, que surgiu em 1976 no Rio de Janeiro, no auge do sucesso das discotecas.

1976 - 1981: Formação e Sucesso

Em 05/08/1976, o compositor e produtor musical Nelson Motta inaugurou num shopping no bairro da Gávea, Rio de Janeiro, a discoteca Frenetic Dancing Days, que se tornou a febre das noites cariocas.

Para servir as poucas mesas no espaço ocupado por uma enorme pista de dança, Nelson Motta teve a ideia de contratar garçonetes que, vestidas de malhas colantes, com saltos altíssimos e maquiagem carregada, fariam o atendimento, mas com uma inovação: no meio da noite, subiriam de surpresa ao palco, cantariam três ou quatro músicas, antes de voltar a servir.

Sandra Pêra, que era cunhada de Nelson Motta, casado com sua irmã, a atriz Marília Pêra, se interessou pela colocação e trouxe para o grupo as amigas Regina Chaves, Leiloca e Lidoka, que fizeram parte do conjunto Dzi Croquettes, e a cantora Dhu Moraes. Completou o sexteto, indicada pelo DJ da discoteca, a mulata Edyr de Castro, que tinha participado do elenco do musical "Hair".

Foi selecionado um repertório de cinco músicas e o grupo ensaiou com o músico Roberto de Carvalho, que então começava a namorar a roqueira Rita Lee.

Mas o sucesso das Frenéticas, como foram chamadas para associá-las ao nome da discoteca, foi tão grande, que milhares de frequentadores entusiasmados exigiam que elas cantassem cada vez mais.

Passaram a fazer shows de mais de uma hora e deixaram de ser garçonetes. O público foi capturado por uma combinação inusitada de humor picante, erotismo nas roupas e na letra das músicas, ritmo contagiante e uma performance esfuziante no palco. No seu primeiro sucesso, "Perigosa", o refrão "dentro de mim" repetido inúmeras vezes entre gemidos lúbricos e gritinhos histéricos, deu o tom de suas apresentações.

Com o fechamento da Frenetic Dancing Days, passaram a apresentar-se no Teatro Rival, atraindo um público mais diversificado. As Frenéticas foram as primeiras contratadas da gravadora Warner, que recém se instalava no Brasil. O primeiro compacto,  "A Felicidade Bate a Sua Porta" de Gonzaguinha, foi muito executado nas rádios. Em seguida, o primeiro LP "Frenéticas" vendeu 150 mil cópias rapidamente e recebeu um Disco de Ouro.

No final dos anos 70 conseguiram o feito inédito de emplacar o tema de abertura de duas novelas da Rede Globo, "Dancin' Days" (1978) e "Feijão Maravilha" (1979). Depois vieram mais três discos pela Warner.

1982 - 1984: Saída de Sandra e Regina e Separação

Em 1982, Sandra Pêra e Regina Chaves saem do grupo e o quarteto remanescente assina contrato com a gravadora Top Tape. Mas o único álbum lançado por este selo não fez sucesso e o grupo se desfez em 1984.

1992: Primeiro Retorno

O sexteto voltou a se reunir em 1992 para gravar o tema de abertura da novela "Perigosas Peruas" (1992), da Rede Globo, e duas músicas inéditas para uma coletânea de seus sucessos lançada em CD. Até então, a discografia do grupo era constituída apenas de LPs de vinil. Outra coletânea em CD foi lançada em 1999.

2001: Segundo Retorno

As Frenéticas voltaram em 2001 com nova formação. Do grupo original ficaram Lidoka, Edir e Dudu com uma particularidade: as três aconselhadas por uma numeróloga, mudaram seus nomes artísticos respectivamente para Lidia Lagys, Edyr Duqui e Dhu Moraes. As demais integrantes do grupo original não quiseram retornar, preferindo continuar nas atividades que exerciam: Regina, como produtora do humorista Chico AnysioLeiloca como astróloga e atriz; Sandra como diretora de teatro. As vagas foram preenchidas por Gabriela Pinheiro, Cláudia Borioni e Liane Maya.

Ao recusar o convite, Leiloca deixou registradas em seu sítio na Internet suas razões: Ela só participaria desta volta se houvesse uma infra-estrutura à altura. Um show com um diretor; um patrocinador; assessoria de imprensa; enfim, o básico. As razões de Leiloca parecem ter se confirmado, o retorno das Frenéticas passou quase despercebido do grande público.

2002 - 2016: Carreiras Individuais e Atividades Recentes

No dia 01/04/2011, a história do grupo foi contada no especial "Por Toda Minha Vida" da Rede Globo.

Três integrantes do grupo, Leiloca e Sandra como elas mesmas e Dhu como Valda, fizeram uma aparição na novela "Cheias de Charme" (2012).

Em julho de 2006, para comemorar os 30 anos das Frenéticas, o grupo se apresentou em São Paulo junto com o grupo franco-americano Santa Esmeralda, do sucesso "Don't Let Me Be Misunderstood".

Morte

Lidoka morreu na noite de sexta-feira, 22/07/2016, aos 66 anos, em sua casa em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela lutava havia 10 anos contra um melanoma, tipo mais grave de câncer de pele.

Seu tratamento era paliativo, uma vez que a quimioterapia deixou de ser eficaz. Lidoka tornou-se uma defensora da Fosfoetanolamina Sintética, a polêmica "Pílula do Câncer", ainda em testes. Nas redes sociais, reivindicava a liberação da substância.

De acordo com a família, a artista teve um melanoma, mas havia sido curado. Em agosto de 2015, porém, ela descobriu uma "pinta nas costas", que originou uma metástase, atingindo o cérebro.

O filho dela, Igor Bandoca, deu a notícia em seu perfil do Facebook:

"Informo a todos que minha mãe, a eterna Frenética, voou há duas horas. Agora irá curtir as energias do céu! Que sorte tive em poder me despedir, aceitar e entender sua ida. Agradeço muito a todos, vocês ajudaram muito a seu espírito subir com paz. Foi super tranquilo, em paz. Como um passarinho, palavras do enfermeiro que estava acompanhando ela!"

Em carta aberta publicada na internet, Igor Bandoca homenageou a mãe. No texto, ele ressaltou a alegria de viver da cantora e do legado que ela deixou para fãs, familiares e amigos.

"Em carne, pode ser que não fique mais, até mesmo porque já estava cansada da maldade e destruição da natureza, mas de vida e alma estará pra sempre dentro de nós. É este nós que suplico que segurem em seus corações, pois realmente só ele me fará está em paz com tudo isto. Obrigado por ter vocês! E antes de mais nada, peço, por mais difícil que seja, que façamos comemorações festivas, dançantes e felizes. Dançar é bom, e faz bem a saúde. Dance bem, dance mal... Dance sem parar. Quem viveu lembra, quem não viveu terá em sua alma a energia dela que só exalava coisas boas. Assim como a mamãe, que nasceu também para ser uma divulgadora do inovar e do bem!"
(Um Trecho da Mensagem)

O velório acontecerá no domingo, 24/07/2016, a partir das 10h00 no Memorial do Carmo, no Caju, Rio de Janeiro. O corpo será cremado às 15h00.

Ex-companheira de grupo, Leiloca Neves escreveu uma mensagem de despedida em seu Instagram:

"Lidoka, taurina, guerreira, divertida, sua luta não foi em vão. Agora acabaram-se as limitações e você pode voar. Muita Paz e muita Luz, minha querida. A tristeza pra quem fica é muito grande, mas o que nos consola é que você agora está liberta. Todo o nosso amor, sempre!"
Discografia

Estúdio

  • 1977 - Frenéticas
  • 1978 - Caia na Gandaia
  • 1979 - Soltas na Vida
  • 1980 - Babando Lamartine
  • 1983 - Diabo a 4
  • 2001 - Pra Salvar a Terra


Coletâneas

  • 1992 - As Mais Gostosas das Frenéticas
  • 1999 - Sempre Frenéticas

Fonte: UOLO Globo e IstoÉ 
Indicação: Daniele Marinho e Miguel Sampaio    

Selma Reis

SELMA REIS
(55 anos)
Atriz e Cantora

☼ Rio de Janeiro, RJ (24/08/1960)
┼ Teresópolis, RJ (19/12/2015)

Selma Reis foi uma atriz e cantora brasileira. Moradora de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, foi influenciada musicalmente pela família, que era ligada a rodas seresteiras.

Quando cursava a Faculdade de Comunicação Social, foi morar em Nantes, França, onde passou três anos. Nessa cidade, ingressou no curso de Letras e em alguns cursos de Música e de Técnica Vocal.

Em 1987, gravou o primeiro disco, "Selma Reis", interpretando composições de Sueli Costa, Capinam, Gereba, Geraldo Azevedo, entre outros. Na época, foi acompanhada ao piano por Eduardo Souto Neto.

Lançou, em 1990, o CD "Selma Reis".

Em 1991, lançou o disco "Só Dói Quando Eu Rio".

No ano de 1993, gravou, em Londres, o CD "Selma Reis", que teve como arranjador Grahaam Presket, o mesmo de Paul McCartney e Elton John.

Em 1996, lançou um CD só com composições de Gonzaguinha.


Participou, em 1999, do musical "Abre-alas", representando a personagem Mimi, ao lado de Rosamaria Murtinho. Logo depois de assistir ao musical, o diretor Jayme Monjardim convidou-a para participar da gravação de um clipe da minissérie "Chiquinha Gonzaga" (1999), da TV Globo, em homenagem à compositora brasileira. Ainda nesse ano, contratada exclusiva dos empresários Montenegro e Ramon, lançou o CD "Ares de Havana", gravado na capital cubana em apenas uma semana. Também em 1999, realizou show homônimo no Teatro da Faculdade da Cidade (Teatro Delfin), com roteiro de Ricardo Cravo Albin. Este mesmo espetáculo foi montado, em 2000, na ilha de Cuba, tendo sido muito bem recebido.

Em 2002, desenvolveu projeto para atuar ao lado da bailarina Ana Botafogo, em espetáculo de dança e voz. Ainda nesse ano estreou show no Teatro Rival Petrobrás, mais uma vez produzido por Montenegro e Ramon.

Em 2003 apresentou-se ao lado de Cauby Peixoto, no Teatro Rival Petrobrás, no Rio de Janeiro. O show, com direção e roteiro de Túlio Feliciano, gerou CD e DVD lançados pela gravadora Albatroz. No repertório, "Por Toda a Minha Vida" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), "Bastidores" (Chico Buarque), "Todo Sentimento" (Cristóvão Bastos e Chico Buarque), "Galope" (Gonzaguinha), "Beco do Mota" (Milton Nascimento e Fernando Brant) e "Emoções Suburbanas" (Altay Veloso e Paulo César Feital), canção feita especialmente para ela e que se tornou um de seus maiores sucessos.


Em 2009, lançou o CD "Poeta da Voz", com as canções "Banho de Manjericão" (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), "As Forças da Natureza" (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), "Bodas de Vidro" (Paulo César Pinheiro e Sueli Costa), "Cordilheiras" (Paulo César Pinheiro Sueli Costa), "Minha Missão" (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), "Cicatrizes" (Paulo César Pinheiro e Miltinho), "Passatempo" (Paulo César Pinheiro e Guinga), "Bolero de Satã" (Paulo César Pinheiro Guinga), "Sem Companhia" (Paulo César Pinheiro Ivor Lancelloti), "Vou Deitar e Rolar" (Paulo César Pinheiro Baden Powell), "Tô Voltando" (Paulo César Pinheiro Maurício Tapajós), "Viagem" (Paulo César Pinheiro João de Aquino), "Velho Arvoredo" (Paulo César Pinheiro Hélio Delmiro), "Portela na Avenida" (Paulo César Pinheiro Mauro Duarte) e "Ofício" (Paulo César Pinheiro).
O disco contou com a participação do autor homenageado, Paulo César Pinheiro, na faixa "Ofício", de Diogo Nogueira na faixa "As Forças da Natureza" e Beth Carvalho na faixa "Portela na Avenida". Nesse mesmo ano, fez show de lançamento do disco na Modern Sound, no Rio de Janeiro.

Morte

Selma Reis morreu às 5h00min de sábado, 19/12/2015, aos 55 anos, no Hospital São José em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O corpo vai ser levado para Nova Friburgo, segundo informações da funerária em Teresópolis, ainda no sábado. Selma Reis será cremada na segunda-feira , 21/12/2015, no Cemitério dos Luteranos.

De acordo com a unidade de saúde, Selma Reis ficou internada várias vezes. A última internação durou 15 dias. O hospital informou que a atriz sofria de câncer, diagnosticado há dois anos, mas não revelou qual o tipo da doença.

Carreira

Televisão

  • 2009 - Caminho das Índias ... Mãe de Hamia
  • 2006 - Páginas da Vida ... Irmã Zenaide
  • 2001 - Presença de Anita (Minissérie) ... Cigana
  • 1999 - Chiquinha Gonzaga (Minissérie) ... Cantora

Cantora (Discografia)

  • 2009 - Poeta da Voz
  • 2007 - Sagrado (Deck Disc)
  • 2003 - Vozes - Selma e Cauby Peixoto (Albatroz/Trama)
  • 2002 - Todo Sentimento (Albatroz/Trama) Relançamento
  • 1999 - Ares de Havana (Velas/Universal)
  • 1996 - Achados e Perdidos (Velas/PolyGram)
  • 1995 - Todo Sentimento (Mza/Wea)
  • 1993 - Selma Reis (PolyGram)
  • 1991 - Só Dói Quando Eu Rio (PolyGram)
  • 1990 - Selma Reis (PolyGram)
  • 1987 - Selma Reis (Selo Independente/LScomm/PolyGram)