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Marcos Tumura

MARCOS AURÉLIO TUMURA
(49 anos)
Ator, Cantor, Diretor, Coreógrafo e Figurinista

☼ Curitiba, PR (09/03/1968)
┼ São Paulo, SP (18/05/2017)

Marcos Aurélio Tumura foi um ator e cantor brasileiro nascido em Curitiba, PR, no dia 09/03/1968.

Ao longo de três décadas de carreira participou de trabalhos no teatro e televisão. Marcos Tumura começou como dançarino do Teatro Guaíra fazendo teatro com as peças "Rent" e "Aí Vem o Dilúvio".

Marcos Tumura esteve muitas vezes no elenco dos musicais de Claudia Raia.

Em 2001 foi escolhido para representar em "Les Misérables" o papel principal, vencendo 200 candidatos.

Marcos Tumura fez grandes musicais como "A Bela e a Fera", "O Fantasma da Ópera", "Miss Saigon", "Cabaret", "Crazy For You" e "Raia 30".

Estava no musical "Forever Young".

Em 2007 abriu sua própria produtora, Tumura Produções, ao lado do amigo Fred Sposito.

Na televisão ficou mais conhecido como o vilão Salazar do seriado "Patrulha Salvadora".

Marcos Tumura além de ator e cantor foi diretor, coreógrafo,figurinista e mestre de cerimônias.

Morte

Marcos Tumura morreu na madrugada de quinta-feira, 18/05/2017, aos 49 anos, vítima de infarto agudo do miocárdio, em São Paulo, SP. De acordo com amigos, ele passou mal após uma partida de vôlei e foi levado para o Hospital 9 de Julho mas não resistiu e faleceu.

Claudia Raia usou as redes sociais para lamentar a perda do amigo:
"Hoje o Brasil acordou mais cinza e triste, perdemos nosso amado, meu irmão, companheiro na vida e na arte Marcus Tumura, estamos sem ar, devastados e comunicamos a família do Teatro Musical Brasileiro que o velório deste grande artista sera no Cemitério do Araçá a partir de 12:00hs e a cerimônia de cremação no Crematório da Vila Alpina as 21:00"
Claudia Raia e Marcos Tumura
Carreira

Televisão
  • 2004 - Sítio do Pica-Pau Amarelo
  • 2008 - Negócio da China ... Elenco de Apoio
  • 2010 - Ti Ti Ti ... Vicky
  • 2014 - Patrulha Salvadora ... Salazar / Faraó
  • 2016 - Sol Nascente ... Massao

Teatro
  • Rent
  • Aí Vem o Dilúvio
  • Les Misérables
  • A Bela e a Fera
  • O Fantasma da Ópera
  • Cabaret
  • Crazy For You
  • Raia 30
  • Forever Young

Cinema
  • O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes ... Verdugo (Voz)

Fonte: Wikipédia

Nelson Xavier

NELSON AGOSTINI XAVIER
(75 anos)
Ator e Diretor

☼ São Paulo, SP (30/08/1941)
┼ Uberlândia, MG (10/05/2017)

Nelson Agostini Xavier, mais conhecido por Nelson Xavier, foi um ator e diretor brasileiro. Ao longo de cinco décadas de carreira participou de trabalhos no teatro, televisão e cinema.

Nascido em São Paulo, SP, no dia 30/08/1941, Nelson Agostini Xavier tinha tudo para ser advogado. Ao menos era o que sua mãe, Carolina Agostini, dona de casa, desejava. O pai, Olavo Xavier, era pintor, mas nunca chegou a conhecê-lo.

Nelson Xavier cursou Direito, mas a paixão pelas artes, em especial pelo cinema mudo, foi mais forte e o estimulou a mudar de caminho profissional. Tudo começou com uma viagem para a Europa. Ele ganhou uma bolsa de estudos na Itália, para fazer um curso de advocacia durante três meses. Lá, foi à Roma e Florença, teve o primeiro contato com artes plásticas clássicas e renascentistas. Ele se sensibilizou ao ponto de colocar na cabeça que precisava estudar drama e deixar o Direito para trás, só tinha que encontrar uma maneira de ganhar dinheiro com isso.

Nelson Xavier em "Sol de Verão" (1982)
Entrou para a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (USP) e também para o Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos de teatro naquela época, que tinha como princípio fazer desta arte uma ferramenta de transformação social. Lá, fez amizades com expoentes do meio artístico, sendo chamado para atuar em diversas peças, como "Eles Não Usam Black-Tie" (1958), de Gianfrancesco Guarnieri, "Chapetuba Futebol Clube" (1959), de Oduvaldo Vianna Filho, "Gente Como a Gente" (1959), de Roberto Freire, e "Julgamento em Novo Sol" (1962), de Augusto Boal.
"O Teatro de Arena começou o teatro brasileiro contemporâneo. Antes de nós, era tudo muito solene, declamado. Dos novos nomes, eu me encantava com o Flavio Migliaccio, que usava o que chamamos de estilo passarinho: ele cuspia as palavras, não ficava falando com imponência. Era absolutamente revolucionário!"
A formação profissional acompanhou a formação política. Por influência dos colegas do Teatro de Arena, Nelson Xavier começou a ler os clássicos do marxismo. Nesse momento, Eduardo Coutinho, futuro cineasta, lhe arrumou emprego de revisor na revista Visão, onde passou a colaborar também como crítico de cinema e teatro. Durante um tempo, ganhou a vida como jornalista.

Nelson Xavier em "Voltei Pra Você" (1983)
Imerso em um ambiente de ebulição cultural, tornou-se também ator de cinema, apesar de ter a convicção de que isso nunca foi sua vocação. Atuar era difícil para um rapaz tímido como ele e, naquele momento, queria mesmo era estar atrás das câmeras. Até porque, câmera, segundo ele, era algo que lhe assustava profundamente.
"Eu tive muita dificuldade em começar a fazer televisão. As máquinas eram enormes, eu tinha pavor, até tremia!"
Mas não teve jeito. No dia 31/03/1964, tropas do Exército ocuparam as ruas das principais cidades do Brasil. No dia seguinte, uma Junta Militar tomou o poder. A sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde Nelson Xavier realizava ensaios periódicos para estreia de uma peça, foi incendiada. O ator se sentiu perdido: seus valores entraram em conflito, principalmente diante das dificuldades impostas pela censura em se fazer teatro político.

Dessa forma, ele intensificou sua participação no cinema. Até o final dos anos 1970, foram muitos os filmes, mais de 20, como "O ABC do Amor" (1967), de Eduardo Coutinho, Rodolfo Kuhn e Helvio Soto; "Os Deuses e os Mortos" (1970), de Ruy Guerra, "É Simonal" (1970) e "A Culpa" (1972), de Domingos de Oliveira; "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976), de Bruno Barreto; e "A Queda" (1978), também de Ruy Guerra, que lhe rendeu um Urso de Prata no Festival de Berlim.

Por influência de amigos, neste período, Nelson Xavier começou a fazer também televisão.

Nelson Xavier como Lampião e Tânia Alves como Maria Bonita na minissérie 'Lampião e Maria Bonita' (1982)
De João da Silva a Lampião

Sua primeira participação na televisão foi pequena, viveu o personagem Zorba, na novela "Sangue e Areia" (1967), de Janete Clair.

Seis anos depois, conseguiu seu primeiro grande papel, em "João da Silva" (1973). Na novela de Jairo Bezerra, produzida pela TV Rio, e exibida pela TV Cultura, TVE e TV Globo, Nelson Xavier viveu um retirante nordestino, que se muda para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições de vida. A novela era um projeto educativo, com objetivo de dar dicas a emigrantes em uma grande cidade, que se encontravam na mesma situação do protagonista. Assuntos relacionados a ensino, emprego e moradia perpassavam a trama. Foi um sucesso. O ator passou a ser reconhecido nas ruas e adorado pelo público.

Em 1982, Nelson Xavier estava pronto para viver outro protagonista, desta vez, na primeira minissérie da TV Globo, "Lampião e Maria Bonita". Dirigida por Paulo Afonso Grisolli, a minissérie se baseou nos últimos seis meses de vida de Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro mais temido do sertão, nos idos dos anos 1930. Os heróis, vividos por Nelson Xavier e Tânia Alves, foram muito bem recebidos pelo público, assim como o novo formato de dramaturgia.

A preparação para a trama foi intensa. A equipe passou um mês se locomovendo pelo interior do Nordeste para gravar as cenas externas. A ideia era mostrar lugares em que Lampião e seu bando realmente estiveram. Para dar o melhor de si, Nelson Xavier estudou a história do bandido social, que "disse 'não' ao sistema e levou este 'não' às últimas consequências". A identificação foi tão profunda que ele acredita ter vivido uma experiência quase transcendental.
"Um dia, quando estava me preparando para entrar em cena, vesti a roupa do figurino, já estava maquiado e só faltava colocar os óculos. Quando eu subi os óculos, alguma coisa me arrebatou. Eu senti que estava sendo 'cavalo' de uma possessão. Eu não sou médium, mas a impressão era essa, foi forte!"
Momento similar, só com "Chico Xavier" (2010).

Nelson Xavier em "Gabriela" (2012)
Em 1985, o ator teve a oportunidade em trabalhar novamente com Paulo Afonso Grisolli. Desta vez, na minissérie "Tenda dos Milagres", com roteiro de Aguinaldo Silva. Nesta ocasião, Nelson Xavier era o protagonista Pedro Arcanjo, que, à beira da morte, relembra aventuras, festas, amores e sua luta para manter vivas na Bahia as culturas negra e mestiça.
"Pedro Arcanjo me ensinou muito, ele era um brasileiro admirável. Fiz o trabalho com empenho, querendo acertar. A composição do personagem era mais simples. Diferente do Lampião, que era um sujeito mais posudo, o Pedro Arcanjo era frágil, mas precisava defender seus ideais com firmeza!"
A Bahia se tornou um local muito querido e, para ele, foi uma satisfação voltar ao Estado para as gravações da minissérie "O Pagador de Promessas" (1988), dirigida por Tizuka Yamasaki, com autoria de Dias Gomes. Na ocasião, Nelson Xavier interpretou o gigolô Bonitão, que tentava seduzir a mocinha Rosa, interpretada por Denise Milfont. O que o ator mais gosta de lembrar desse trabalho é, na verdade, a amizade que fez com Mário Lago, que interpretou o clérigo Dom Germano.
"O Mário e eu tínhamos uma coisa em comum: comíamos muito mocotó. Logo no início, demos uma volta perto do hotel e encontramos um restaurante simples, que preparava um bom mocotó. Fomos lá todos os dias e eu pude desfrutar bastante da amizade e companhia dele!"
Entre minisséries, Nelson Xavier também fez novelas na emissora nesse período. Interpretou, por exemplo, o ex-jagunço Zelão em "Voltei Pra Você" (1983), de Benedito Ruy Barbosa; e o delegado Joel, na trama de Ivani Ribeiro, "Hipertensão" (1986).

Nelson Xavier como monge budista em "Joia Rara" (2013)
Outros Trabalhos

Em 1989, Nelson Xavier foi convidado para trabalhar na TV Manchete, onde conheceu sua atual esposa, a atriz Via Negromonte. Na emissora concorrente, atuou em três tramas, incluindo "Kananga do Japão" (1989), de Wilson Aguiar Filho e dirigida por Tizuka Yamasaki; e "A História de Ana Raio e Zé Trovão" (1990), novela de Marcos Caruso, com direção de Jayme Monjardim.

Em 1992, Nelson Xavier voltou para a TV Globo para viver o delegado Francisco Queiroz, em "Pedra Sobre Pedra", de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.

Em 1993, interpretou o comerciante Norberto, dono da venda onde os personagens faziam compras ou paravam para uma bebida, na novela "Renascer", de Benedito Ruy Barbosa. Ele também interpretou o Padre Bento, na segunda versão de "Irmãos Coragem" (1995), dirigida por Luiz Fernando Carvalho, quem considera um grande colega de trabalho em sua carreira.
"Ele é muito criativo, e permite que o ator crie e brinque em cima do personagem!"

Espiritualidade

Em 2001, Nelson Xavier teve a oportunidade de interpretar um mestre espiritual de uma sociedade alternativa, em Goiás. Purunam era um médico que se interessou por medicina alternativa e se tornou o principal conselheiro da protagonista Cristal (Sandy), na novela "Estrela-Guia", de Ana Maria Moretzsohn.
"Foi bonitinho viver o Purunam, principalmente porque eu acreditava no que ele pregava, mesmo sem ter ainda me tornado simpático a cultura védica, como aconteceu depois. Tinham cenas com diálogos enormes, mas não tive dificuldades, veio fácil para mim!"
Com "Chico Xavier", em 2010, o ator voltou a ter uma experiência sensível, na pele do médium mineiro, que transformou sua vida. Para Nelson Xavier, Chico Xavier desempenhou bem sua missão na Terra, como um apóstolo.
"Acredito que toda geração tem um papel a cumprir. O problema é cumprir ou trair. Eu acho que a minha geração quis mudar o Brasil e não conseguiu e é lamentável. Mas o trabalho do ator também pode mudar as pessoas, ainda que em pequena escala!"
A espiritualidade adquirida com os papéis anteriores possibilitou que interpretasse Ananda, líder espiritual budista que ajuda o mocinho Franz Hauser (Bruno Gagliasso) a sobreviver após uma avalanche no Himalaia, em "Joia Rara" (2013). A trama de Duca Rachid e Thelma Guedes se passava no Brasil e no Nepal. Os atores passaram 15 dias filmando em Katmandu. Nelson Xavier gostou da experiência:
"Eu vi muita pobreza nas ruas. Mas as pessoas são muito serenas, e o budismo proporciona isso!"
Para compor o personagem, o ator buscou incorporar essa serenidade e transmitir, em suas falas, a generosidade e o amor ao próximo.
"O verdadeiro artista cria uma linguagem própria. E, depois de tantos anos pensando que não tinha vocação para ser ator, hoje eu acho que tenho isso, consegui desenvolver essa linguagem!"
(Nelson Xavier)

Morte

Nelson Xavier faleceu na madrugada de quarta-feira, 10/05/2017, aos 75 anos, na cidade de Uberlândia, MG, vítima de insuficiência respiratória em decorrência de um câncer. Ele lutava contra a doença há 14 anos. O corpo de Nelson Xavier será levado ao Rio de Janeiro, onde deve ser cremado na quinta-feira, 11/05/2017.

Sua última aparição pública foi na exibição do longa-metragem "Comeback" durante o Festival do Rio em 2017. No drama de Erico Rassi, Nelson Xavier interpretou Amaro, um ex-pistoleiro que se refugia em uma pequena cidade de Goiás após sua aposentadoria.

Nelson Xavier deixa a mulher, a atriz Via Negromonte (Wilma Fernandes Negromonte), e quatro filhos.

Tereza Villela Xavier, filha de Nelson Xavier, usou sua página no Facebook para falar da perda do pai:
"Lamento informar a quem possa interessar que meu pai, Nelson Xavier, faleceu esta noite em Uberlândia. Seu corpo será transferido, celebrado e cremado no Rio de Janeiro em cemitério ainda não determinado. Agradeço desde já as mensagens de apoio. Ele virou um planeta! Estrela ele já era. Fez tudo que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre!"

Nelson Xavier em "O Pagador de Promessas" (1988)
Carreira

Televisão
  • 1967 - Sangue e Areia ... Zorba
  • 1973 - João da Silva ... João da Silva
  • 1982 - Lampião e Maria Bonita ... Lampião
  • 1982 - Sol de Verão ... Zito
  • 1983 - Voltei Pra Você ... Zelão
  • 1985 - Tenda dos Milagres ... Pedro Arcanjo
  • 1986 - Hipertensão ... Joel
  • 1988 - O Pagador de Promessas ... Bonitão (Minissérie)
  • 1989 - Kananga do Japão ... Caveirinha
  • 1990 - A História de Ana Raio e Zé Trovão ... Leopoldo Canjerê
  • 1990 - Fronteiras do Desconhecido ... Albano (Ep.: "A Rua do Salto")
  • 1992 - Pedra Sobre Pedra ... Delegado Queiróz
  • 1993 - Renascer ... Noberto
  • 1995 - Irmãos Coragem ... Padre Bento
  • 1996 - Salsa e Merengue ... Mestre Bento Sobral
  • 1997 - Anjo Mau ... Manuel
  • 1999 - Suave Veneno ... Fortunato Queiroz
  • 2000 - O Cravo e a Rosa ... Drº Caio
  • 2001 - As Filhas da Mãe ... Mauro das Flores
  • 2001 - Estrela-Guia ... Purunam
  • 2004 - Senhora do Destino ... Sebastião Ferreira da Silva
  • 2005 - América
  • 2005 - Belíssima ... Bento Pereira
  • 2008 - A Favorita ... Edvaldo
  • 2012 - Gabriela ... Coronel Altino Brandão
  • 2013 - Joia Rara ... Ananda Rinpoche
  • 2015 - Babilônia ... Sebastião


Cinema Como Diretor
  • 1978 - A Queda


Cinema Como Ator
  • 1959 - Fronteiras do Inferno
  • 1960 - Cidade Ameaçada
  • 1963 - Seara Vermelha
  • 1964 - Os Fuzis
  • 1965 - A Falecida
  • 1965 - Arrastão
  • 1966 - Três Histórias de Amor
  • 1967 - O ABC do Amor
  • 1968 - Desesperato
  • 1968 - Massacre no Supermercado
  • 1970 - Dois Perdidos Numa Noite Suja
  • 1970 - Os Deuses e os Mortos
  • 1970 - É Simonal
  • 1971 - As Confissões de Frei Abóbora
  • 1972 - A Culpa
  • 1973 - Vai Trabalhar, Vagabundo!
  • 1974 - Rainha Diaba
  • 1976 - Dona Flor e Seus Dois Maridos
  • 1976 - Marília e Marina
  • 1976 - Ovelha Negra
  • 1976 - Soledade
  • 1977 - Feminino Plural
  • 1977 - Gordos e Magros
  • 1978 - A Queda
  • 1979 - O Bom Burguês
  • 1979 - A Rainha do Rádio
  • 1980 - Bububu no Bobobó
  • 1980 - O Bandido Antonio Dó
  • 1981 - Eles Não Usam Black-Tie
  • 1982 - Amor e Traição
  • 1982 - A Ferro e a Fogo
  • 1983 - Gabriela
  • 1983 - O Cangaceiro Trapalhão
  • 1983 - O Mágico e o Delegado
  • 1984 - Para Viver um Grande Amor
  • 1984 - Tensão no Rio
  • 1985 - O Rei do Rio
  • 1988 - Luar Sobre Parador
  • 1988 - Amor Vagabundo
  • 1989 - Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia
  • 1991 - Brincando Nos Campos do Senhor
  • 1991 - Vai Trabalhar, Vagabundo II
  • 1994 - Lamarca
  • 1996 - Sombras de Julho
  • 1998 - O Testamento do Senhor Napumoceno
  • 2001 - Girl |From Rio
  • 2002 - Lua Cambará - Nas Escadarias do Palácio
  • 2003 - Benjamim
  • 2003 - Narradores de Javé
  • 2010 - Chico Xavier
  • 2011 - As Mães de Chico Xavier
  • 2011 - O Filme dos Espíritos
  • 2014 - A Despedida
  • 2014 - Trash
  • 2016 - Comeback


Nelson Xavier no Festival de Cinema de Gramado
Prêmios e Indicações

Festival de Gramado

Vencedor: Melhor Ator por "O Testamento do Senhor Nepomuceno"

Festival de Brasília

Vencedor: Melhor Ator

Ricardo Câmara

RICARDO CÂMARA DA SILVA
(37 anos)
Ator, Escritor e Modelo

☼ Rio de Janeiro, RJ (12/10/1963)
┼ Rio de Janeiro, RJ (28/04/2001)

Ricardo Câmara da Silva, conhecido como Ricardo Câmara, foi um ator, escritor e modelo brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dias 12/10/1963.

Ricardo Câmara começou a carreira em 1984 quando ganhou o 1º Concurso Garoto de Ipanema. Bonito e com porte atlético, Ricardo Câmara desfilou durante 3 anos nas passarelas de New York, onde trabalhou com Pierre Cardin e Paco Rabanne.

No final da década de 80, dedicou-se a carreira de ator e estudou na Escola de Teatro Dirceu de Matos, lugar de onde também saiu seu grande amigo, o ator Nelson Freitas.

A grande chance de Ricardo Câmara surgiu em 1990, quando interpretou o Dom Juan Serginho na novela "Barriga de Aluguel", de Glória Perez.

Sem ter novas boas chances na televisão, Ricardo Câmara se tornou escritor e dentre seus livros mais conhecidos estão "Janela da Vida", "Amor Espanhol" e "Passo X Realidade". Este último foi uma autobiografia.

Em depressão profunda por não conseguir voltar à televisão, Ricardo Câmara suicidou-se no dia 28/04/2001, com um tiro na boca em seu apartamento no Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia

Jerry Adriani

JAIR ALVES DE SOUZA
(70 anos)
Cantor, Compositor e Ator

☼ São Paulo, SP (29/01/1947)
┼ Rio de Janeiro, RJ (23/04/2017)

Jerry Adriani, nome artístico de Jair Alves de Sousa, foi um cantor, compositor e ator brasileiro nascido no bairro do Brás, em São Paulo, SP, no dia 29/01/1947.

Jair Alves de Souza tornou-se artisticamente conhecido com o nome de Jerry Adriani e iniciou vida como cantor profissional em 1964, com o LP "Italianíssimo". No mesmo ano gravou o LP "Credi a Me".

Em 1965, Jerry Adriani estourou com "Um Grande Amor", primeiro LP gravado em português. Na mesma época, apresentou o programa "Excelsior a Go Go" pela TV Excelsior de São Paulo, em parceria com o comunicador Luiz Aguiar e tinha em seu set nomes como Os Vips, Os Incríveis, Prini Lorez, Cidinha Santos, dentre outros grandes cantores da época.

Comandou, entre 1967 e 1968, na TV Tupi, "A Grande Parada", junto com Neyde Aparecida, Zélia Hoffmann, Betty Faria e Marília Pera, um musical ao vivo que apresentava os grandes nomes da MPB, consagrando-se definitivamente como um dos cantores de maior popularidade em todo o país.

No cinema fez três filmes como ator/cantor, "Essa Gatinha é Minha" (1966), com Pery Ribeiro e Anik Malvil, "Jerry, a Grande Parada" (1967) e "Jerry em Busca do Tesouro" (1967), com Neyde Aparecida e os Pequenos Cantores da Guanabara. Nessa mesma época, final dos anos 60, ganhou o titulo de Cidadão Carioca com o projeto do deputado Índio do Brasil.


Jerry Adriani foi o responsável pela vinda de Raul Seixas para o Rio de Janeiro, de quem se tornou grande amigo ainda em Salvador. Raulzito e Os Panteras, como eram conhecidos, formavam a banda de apoio que tocou com Jerry Adriani durante 3 anos. "Tudo Que é Bom Dura Pouco", "Tarde Demais" e "Doce Doce Amor", foram algumas das músicas de Raul Seixas gravadas por Jerry AdrianiRaul Seixas foi produtor de Jerry Adriani entre 1969 e 1971, até iniciar sua carreira solo.

Na primeira metade da década de 70, Jerry Adriani já um artista consagrado, expandiu seu talento musical para vários países. O cantor gravou discos e fez shows que tiveram grande sucesso em países como Venezuela, Peru, Estados Unidos, México, Canadá, dentre outros.

Em 1975, Jerry Adriani participou do musical no Hotel Nacional, "Brazilian Follies", dirigido por Caribe Rocha, que ficou um ano e meio em cartaz.

Em 1985, lançou pela Polydor o LP "Tempos Felizes", no qual registrou antigos sucessos da Jovem Guarda, entre as quais "Festa de Arromba", "O Bom Rapaz" e "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno".

Em 1986, gravou, de sua autoria, "Planeta Amor" e "Antes do Adeus", com Cury e "Beijos Medrosos", com Carlos Colla.



No inicio da década de 90, Jerry Adriani gravou um disco que trazia de volta as origens do rock'n roll, "Elvis Vive", um tributo a Elvis Presley do qual sempre foi fã. "Elvis Vive" foi o 24° disco de sua carreira.

O ano de 1994 veio acompanhado de um convite do diretor Cecil Thiré para participar da novela "74.5 Uma Onda No Ar", produzida pela TV Plus e exibida pela Rede Manchete. A novela também foi exibida com grande sucesso em Portugal.

No final de 1995, Jerry Adriani se destacou com expressivo sucesso, no lançamento da coleção com "Os Maiores Sucessos dos 30 Anos da Jovem Guarda", pela gravadora Polygram, como convidado especial, onde foram lançados 5 Cds comemorativos ao movimento, relembrando grandes sucessos como "Broto Legal", "Namoradinha de Um Amigo Meu", "Querida" e "Doce Doce Amor".

Em 1996, lançou o CD "Io", com grandes clássicos da música italiana, produção de Roberto Menescal e arranjos e direção de Luizinho Avelar, disco esse que teve uma grande aceitação no mercado.

Em 1997, participou das trilhas sonoras das novelas "A Indomada" da TV Globo, com a música "Engenho", letra de Aldir Blanc e música de Ricardo Feghalli, e "Zaza Internacional" também da TV Globo, com a música "Con Te Partiró" com participação da cantora Mafalda Minozzi.


Participou em 1998 da gravação de "Mil Faces" um dos temas principais do programa infantil "Vila Esperança" da TV Record, e foi convidado para interpretar "Impossível Acreditar Que Perdi Você" (Márcio Greick) para o projeto de "Sucessos dos Anos 70", lançamento da Polygram.

Lançou pela Indie Records, em 1999, o CD "Forza Sempre" com músicas da Legião Urbana gravado em italiano, que Jerry Adriani considerava como um marco em sua carreira, ultrapassando as 200.000 cópias em número de vendagem.

"Forza Sempre" foi produzido por Carlos Trilha, também produtor de Renato Russo no disco "Equilíbrio Distante". Participaram também do trabalho outros músicos que acompanhavam os shows da Legião Urbana: Fred Nascimento e Jean Fabra também autor de sete versões das músicas para o italiano. As outras três ficaram a cargo do cantor e compositor italiano Gabriele de L’utre.

A canção "Santa Luccia Luntana", interpretada por Jerry Adriani, foi uma das mais executadas na trilha sonora da novela "Terra Nostra" (1999). Música incluída como bonus track no CD "Forza Sempre".

Nos anos de 2000/2001, Jerry Adriani gravou "Tudo Me Lembra Você", mesmo titulo da música de trabalho que também fez parte da trilha sonora da novela "Roda da Vida" (2001) exibida pela TV Record.


Em 2006 participou da trilha sonora da novela "Cidadão Brasileiro" novamente da TV Record, só que agora numa releitura atualizada da música "Jailhouse Rock", conhecida mundialmente na inconfundível voz de Elvis Presley.

Em outubro de 2007, gravou, no Canecão, RJ,  seu primeiro DVD, "Jerry Adriani Acústico Ao Vivo", também lançado em CD em formato acústico, no qual faz releitura de sucessos que se tornaram clássicos de sua carreira, apresentando também canções inéditas. Na ocasião deu entrevista a Tarik de Souza, publicada no Jornal do Brasil, na qual o crítico afirmou ter Jerry Adriani exercido influência no modo de cantar do cantor Renato Russo. Também na ocasião, o Canal Brasil transmitiu, em 4 dias e horários, o show da gravação do DVD/CD na íntegra, com a participação de Fernanda TakaiIvo Pessoa, Tavito e Vinimax.

Em agosto de 2008, apresentou show na Modern Sound, em Copacabana, no Rio de Janeiro, lançando o CD/DVD "Acústico Ao Vivo" e interpretando hits da música pop nacional e internacional, como "Monte Castelo", da Legião Urbana e "As Tears Go By", dos Rolling Stones. O DVD foi gravado em Outubro de 2007, no Canecão, RJ, em parceria com o Canal Brasil. Em outubro de 2008, o cantor marcou retorno àquela casa em grande show de lançamento.


Em 2011, lançou o CD "Pop, Jerry & Rock", em que dividiu a produção e os arranjos com Reinaldo Arias. O disco homenageou Raul Seixas e Tim Maia na faixa "2012", e fez alusão à música "Rock Around The Clock", sucesso de Bill Haley, na faixa "Rock Around The Time", além de de ter contado com a parceria de Paulo Mendonça em "Fantasia" e "Highway Virtual".

Em 2012, apresentou o show "Jerry Toca Raul & Elvis", no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, RJ. Na apresentação, fugiu do estilo da Jovem Guarda que o tornou nacionalmente conhecido, dando espaço ao repertório com músicas como "Are You Lonesome Tonight?", "Kiss Me Quick", "My Way", "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás", "Medo da Chuva", canção, inclusive, que Raul Seixas compôs para a voz de Jerry Adriani, "Tente Outra Vez" e "Maluco Beleza".

Ainda em 2012, realizou apresentação no programa "Encontro Com Fátima Bernardes", na TV Globo, ao lado de Lafayette e Os Tremendões, Wanderléa, Marcelo Fróes e a banda Del Rey, numa emissão que teve como intenção relembrar a época da Jovem Guarda.

 Em 2014 completou 50 anos de carreira com um show com seus maiores sucessos.

Morte

Em 10/04/2017, a família de Jerry Adriani anunciou que ele foi diagnosticado com um câncer e que o tratamento estava sendo iniciado. Não foram divulgados maiores detalhes sobre a doença.

"Jerry Adriani, 70 anos, e família vêm informar aos fãs, familiares amigos e imprensa, que encontra-se em tratamento contra a doença câncer descoberta após uma série de exames, ao longo das últimas semanas após ter dado entrada no hospital em março com um quadro de trombose venosa profunda. Jerry está começando tratamento para controle desta patologia. Pedimos a todos que independentemente de seus credos solicitem força e pronto restabelecimento ao querido amigo e cantor."

Jerry Adriani morreu às 15h30 de domingo, 23/04/2017, aos 70 anos, no Rio de Janeiro, RJ. Ele enfrentava um câncer e estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Recentemente, Jerry Adraini havia sofrido uma trombose em uma das pernas.

O corpo de Jerry Adriani será velado no Cemitério Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro, na manhã de segunda-feira, 24/04/2017. O enterro será às 17h00, no mesmo cemitério.

Trabalhos

Discografia
  • 1964 - Italianíssimo
  • 1964 - Credi a Me
  • 1965 - Um Grande Amor
  • 1966 - Devo Tudo a Você
  • 1967 - Vivendo Sem Você
  • 1967 - Dedicado a Você
  • 1968 - Esperando Você
  • 1969 - Jerry Adriani
  • 1970 - Jerry
  • 1971 - Jerry Adriani
  • 1971 - Pensa Em Mim
  • 1972 - Jerry
  • 1973 - Jerry Adriani
  • 1975 - Jerry Adriani
  • 1977 - Jerry Adriani
  • 1980 - Jerry Adriani
  • 1983 - Pra Lembrar de Nós Dois
  • 1985 - Tempos Felizes
  • 1986 - Outra Vez Coração
  • 1988 - Jerry
  • 1989 - Parece Que Foi Ontem
  • 1992 - Doce Aventura
  • 1995 - Elvis Vive
  • 1996 - Rádio Rock Romance
  • 1997 - Io
  • 1999 - Forza Sempre
  • 2000 - Tudo Me Lembra Você
  • 2002 - O Som do Barzinho Italiano
  • 2008 - Jerry Adriani Acústico e Ao Vivo
  • 2011 - Pop, Jerry & Rock
  • 2012 - Família

Outros Lançamentos
  • 1995 - Os 30 Maiores Sucessos da Jovem Guarda
  • 1997 - Trilha Sonora "A Indomada" da TV Globo
  • 2000/2001 - Trilhas sonoras de novelas e regrava músicas do Elvis

Televisão
  • 1994 - 74.5 Uma Onda no Ar ... Roberto
  • 1998 - Programa Mil Faces
  • 2001 - Malhação ... Bruno
  • 2010 - A Grande Família ... Celso Tadeu
  • 2011 - Macho Man ... Oliver
  • 2013 - A Grande Família ... Jerry Adriani

Filmografia
  • Essa Gatinha é Minha
  • Jerry, A Grande Parada
  • Jerry Em Busca Do Tesouro

Premiações
  • Prêmio Sharp - Foi indicado 4 vezes, na categoria Cantor Popular
  • 1989 - LP "Marcas da Vida" - Melhor Cantor
  • 1990 - LP "Elvis Vive" - Melhor Disco e Melhor Cantor
  • 1993 - LP "Doce Aventura" - Melhor Cantor
  • 1995 - LP "Radio Rock Romance" - Melhor Disco e Melhor Cantor

Eliezer Gomes

ELIEZER GOMES
(58 anos)
Ator

☼ Conceição de Macabu, RJ (02/04/1920)
┼ Rio de Janeiro, RJ (12/02/1979)

Eliezer Gomes foi um dos grandes atores negros do cinema brasileiro, nascido em Conceição de Macabu, RJ, no dia 02/04/1920.

Eliezer Gomes teve uma infância pobre, órfão aos 16 anos de idade, trabalhou como comerciário e estivador. Depois foi funcionário público estadual. Ele era protestante e cantor da Igreja Presbiteriana de Madureira. Até então jamais havia aparecido no cinema, foi escolhido num concurso nacional. 

Uma de suas mais célebres atuações foi no papel de Tião Medonho, no filme "O Assalto ao Trem Pagador" (1962), um dos filmes de maior bilheteria da história do cinema nacional. Na estréia, foi assistido por mais de um milhão de pessoas, apenas na cidade do Rio de Janeiro.

Um ano depois, em 1963, participou das filmagens do célebre "Ganga Zumba - Rei dos Palmares" (1964), filme dirigido por Cacá Diegues e com a participação de Cartola e de Dona Zica da Mangueira.

Foi de Conceição de Macabu a Cannes quase por um acaso: Um desconhecido lhe aconselhou a se candidatar ao papel do memorável Tião Medonho. Sua interpretação de Tião Medonho em "O Assalto ao Trem Pagador" rendeu os prêmios de Melhor Ator no Festival de Cinema da Bahia e no V Festival de Cinema de Curitiba, e de Melhor Revelação no Troféu Cinelândia.

Em 1975, Eliezer Gomes levou o Kikito de melhor ator por "O Anjo da Noite".

Eliezer Gomes faleceu aos 58 anos, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Assalto ao Trem Pagador
Carreira

Cinema
  • 1962 - O Assalto ao Trem Pagador
  • 1964 - Ganga Zumba
  • 1964 - O Beijo
  • 1965 - Choque de Sentimentos
  • 1965 - Crônica da Cidade Amada
  • 1965 - Os Vencidos
  • 1966 - Gern Hab’ Ich Die Frauen Gekillt (Não creditado)
  • 1966 - Samba
  • 1967 - Operação Paraíso
  • 1967 - Palmeiras Negras
  • 1967 - Perpétuo Contra o Esquadrão da Morte
  • 1967 - Tarzan e O Grande Rio (Não creditado)
  • 1968 - Chegou a Hora, Camarada!
  • 1968 - Na Mira do Assassinato
  • 1969 - Carnaval de Assassinos
  • 1969 - Sete Homens Vivos ou Mortos
  • 1970 - Faustão
  • 1971 - O Homem das Estrelas
  • 1973 - Joanna Francesa ... Gismundo
  • 1974 - O Anjo da Noite

Prêmios
  • 1962 - Melhor Ator do Festival de Cinema da Bahia - "O Assalto ao Trem Pagador"
  • 1962 - Revelação no V Festival de Cinema de Curitiba - "O Assalto ao Trem Pagador"
  • 1962 - Revelação no Troféu Cinelândia - "O Assalto ao Trem Pagador"
  • 1975 - Kikito de Melhor Ator - "O Anjo da Noite"

Fonte: Wikipédia

Telmo de Avelar

TELMO PERLE MÜNCH
(93 anos)
Ator, Dublador, Tradutor e Diretor de Dublagem

☼ Curitiba, PR (02/10/1923)
┼ Rio de Janeiro, RJ (09/01/2017)

Telmo Perle Münch, também conhecido como Telmo de Avelar, foi um ator, dublador, tradutor e diretor de dublagem brasileiro nascido em Curitiba, PR, no dia 02/10/1923.

Telmo teve uma infância pobre e de muita necessidade. Em 1938, aos 14 anos, foi levado por seu irmão, que mais tarde se tornaria pintor, ao teatro participar de um pequeno grupo amador. Lá fazia apenas figuração, mas por uma casualidade, um dos atores que ia interpretar na peça não pôde estar no dia e Telmo foi chamado para representar em seu lugar. Fez o teste e foi aprovado. A partir daí todos os dias estudava seu papel até altas horas da noite. Atuou na peça e a partir daí começou sua carreira na dramaturgia.

Dois anos depois sua família mudou-se para Recife, PE, e Telmo a acompanhou. Permaneceu 2 meses em Recife e partiu para João Pessoa, PB, onde ficou 1 ano. De volta a Recife permaneceu por mais 1 ano.

Por não ter conseguido mais estudar nesse período, pelo fato de seu material de estudo ter ficado em Curitiba, e seus familiares lá presentes nunca os terem mandado para o nordeste, Telmo resolveu se mudar sozinho para São Paulo, por volta do final de 1942, com apenas o ensino fundamental cursado. Em São Paulo conseguiu um emprego no comércio, o qual o manteve.

Por apreciar que tinha propensão para a arte, Telmo começou a pensar como poderia expressar isso. Foi aí que veio a ideia de ingressar no rádio. Um dia ele viu o anuncio de uma empresa de publicidade chamada Standard, no jornal, procurando artistas para gravarem para o rádio, histórias de aventuras de "Tarzan" e de "O Vingador". Se interessou e foi buscar o papel. Conseguiu e trabalhou por apenas 20 dias, pois suas escalações eram sempre como vilão, e ele tinha dificuldade com esses papeis já que sua inflexão artística caia para interpretações de galãs e personagens do gênero. Após esses dias, foi procurar um novo emprego e conseguiu uma proposta para trabalhar na Rádio América, na qual aceitou de prontidão.

Essa época foi uma das mais difíceis na vida de Telmo. O dinheiro que ganhava do rádio não era suficiente para pagar o aluguel e ainda se alimentar, então tinham dias que comia apenas pão.

Por não aguentar a situação, Telmo percebeu que não era ali que estavam as suas oportunidades, e então partiu para o Rio de Janeiro. Lá começou a fazer pequenos trabalhos para a Rádio Clube do Brasil, Rádio Cruzeiro do Sul e Rádio Mauá.

Quando a necessidade mais uma vez apertou, Telmo começou a vender algumas de suas peças de teatro para a Rádio Globo. Após isso, recebeu um convite de Olavo de Barros para ingressar no elenco de rádio-teatro da Rádio Jornal do Brasil. Após uma série de casualidades Olavo de Barros se retirou da rádio e levou Telmo consigo para a Rádio Tamoio, com um ordenado 4 vezes maior do que recebia na Rádio América em São Paulo.


Permaneceu na rádio até 1948, quando se transferiu para a Rádio Guanabara. Um tempo depois recebeu um convite da Rádio Tamoio no qual aceitou e ingressou novamente na emissora, fazendo lá longa carreira.

Entre os trabalhos que realizou na Rádio Tamoio está "São Jorge Glorioso", de Anselmo Domingos ao lado de Sônia Barreto, Olavo de Barros, Naney Wanderley, Carlos Medina e Julio Lousada em 1960.

O personagem Drº Napoleão Laureano no programa "Pausa Para Meditação", de Luiz Quirino, que Telmo interpretou ao lado de Heloísa Mafalda, e "Encontro Com a Morte", também de Luiz Quirino, também ao lado de Heloísa Mafalda, ambas as novelas fazendo parte da série de novelas da vida real que a emissora lançava em 1951. No mesmo ano participou de outras duas rádio-novelas, uma delas religiosa chamada "Uma Luz Dentro da Noite", de José Fernandes, ao lado de Hilda Barros, Zezé Macedo, Paulo Célio e Márcia Gonçalves, e a outra intitulada "Noite Sem Fim", de Janete Clair, ao lado de Ribeiro Fontes, Aliomar de Matos e Zélia Guimarães, rádio-novela essa que pouco tempo depois transferiu-se para a Rádio Clube do Brasil com o mesmo elenco.

Ainda em 1951, trabalhou novamente ao lado de Olavo de Barros, na qual Olavo dirigia a peça adaptada por Telmo, chamada "O Homem de Ouro", apresentada na TV Tupi e com o elenco de Fernanda Montenegro, Ednaldo Lopes, Sonia Ketter, Magalhães Graça e Afonso Soares. Ingressou na Rádio Clube do Brasil e participou da novela de Janete Clair, "Drº Ninguém", ao lado de Wolner Camargo, Mildred dos Santos, Marilene Alves e Antonio Nobre. Ainda em 1951 é entrevistado pela Revista do Rádio na edição 073 de março.

Em 1954 foi contratado como diretor de rádio-teatro na Rádio Mundial.

Em 1955, foi contrato pelas Organizações Victor Costa, dona da Rádio Excelsior e TV Paulista, por um ano e meio.

Por estar em São Paulo, chegou a fazer alguns trabalhos no teatro, como na peça "Zero a Esquerda", de Mário Lago e José Wanderley, ao lado de Oscarito, Maria Muniz, Déa Selva, e grande elenco, em 1958, no Teatro São Paulo, entre outros trabalhos.

Telmo retornou ao Rio de Janeiro no final dos anos 1960 e por volta dessa época também começou a escrever peças para a TV Continental, como "Aimé", e também a participar de muitas, como no programa "Teatro de Ontem" na peça "Dindinha", de Matheus da Fontoura, ao lado de Beyla Genauer, Wanda Marchetti, Mário Alinari, Manoel Martins e Nilton Valério"O Corcunda de Notre Dame" de Victor Hugo e adaptado por Luiz Oswaldo, ao lado de Nestor Montenar, Teresa Amayo, Jardel Mello, Francisco Milani, Ayrton Cardoso, e grande elenco; "Grito de Terror" de Andrew L. Stone, adaptado por Antônio Seabra, ao lado de Roberto Maya, José Miziara, Ariel Miziara, Ayrton CardosoFrancisco Milani e grande elenco, ambas em 1960; "Dama da Madrugada" ao lado de Ariel Miziara e Wanda Marechetti, e "Uma Casa de Loucos", adaptação do conto de Edgar Allan Poe, com Jardel Mello e Wanda Marchetti no elenco, ambas em 1961, entre muitas outras.

Telmo também se especializou em canto. Em certas ocasiões participava de programas de canto, como em 1966 que participou do programa "Recital de Poesia e Música" da Rádio Ministério da Educação e Cultura, cantando sonetos de Camões, selecionados por Valmir Aiala. Ainda por volta de 1966, deu aula de teatro na Escola de Cinema da Associação Brasileira de Arte (ABAC) situada na Rua Timóteo da Casta, 276 no Leblon.

Telmo de Avelar e a rádio-atriz Maria Muniz

No cinema participou do filme "...Und der Amazonas Schweigt" em 1963.

Além de escrever peças e novelas para a televisão, Telmo também participou de novelas como "Irmãos Coragem" (1970), "Nina" (1977), "Pai Herói" (1979) e "República" (1989). Além das novelas, fez várias participações em séries da TV Globo, como "Carga Pesada" (1979).

No Teatro que é sua origem, participou de diversas peças como "O Telefone" (1960) readaptado e interpretado por Telmo e Tereza Amayo; "A Sopa e a Moça" (1970) ao lado de Yoná Magalhães, Carlos Alberto e Ida Gomes; "Tela de Aranha" (1970), de Agatha Christie; "O Julgamento de Otelo" (1983), com texto de Lyad de Almeida e Carlos Couto, ao lado de Rodolfo Mayer, Cristina Nunes, Lícia Magna, Isaac Bardavid e grande elenco em 1983, entre outros.

Em 2002, as canções traduzidas por Telmo para o longa "A Bela e a Fera", foram utilizadas no musical da Broadway de mesmo nome estreado no Brasil. O musical teve adaptação de Cláudio Botelho.

Na dublagem entrou em final dos anos 1960, passando principalmente pela Herbert Richers aonde foi diretor e tradutor. Por volta de 1966 teve uma breve passagem por São Paulo, aonde dublou na AIC, participando de séries como "Perdidos no Espaço" e "O Túnel do Tempo". Retornou ao Rio de Janeiro por volta de de 1967/1968. Além dos trabalhos na Herbert Richers, trabalhou por algum tempo também na Dublasom Guanabara.

Sua facilidade e prática para criar, adaptar e traduzir textos para peças de teatro e rádio-novelas, fez de Telmo um especialista no tema, o que o ajudou muito quando ingressou na Herbert Richers e posteriormente como responsável Disney no Brasil com o trabalho de tradução e adaptação de textos para a dublagem. Foram 50 anos dedicados a tradução e adaptação para a dublagem para televisão e cinema.

Em 1964 foi convidado para dirigir e traduzir o longa "A Espada Era a Lei", no qual a partir daí ficou responsável pela direção e tradução dos longas-metragens Disney. O longa foi dublado na Riosom, que ficou responsável por dublar os clássicos da Disney no Brasil, empresa essa também que disponibilizava os estúdios para a gravação de discos da empresa Elenco de Aloysio de Oliveira, cantor e compositor ligado a Disney.

Em 1965 foi redublado "A Branca de Neve e Os Sete Anões" e relançado nos cinemas de todo o país. O mesmo aconteceu em 1966 com "Pinóquio". Telmo foi o responsável por essas redublagens, também participando na empresa da redublagem de "Bambi". "Mogli, o Menino Lobo" também ficou a cargo do mesmo estúdio de dublagem. Com o fechamento da empresa no início dos anos 1970, Telmo foi dirigir "Aristogatas" na Somil, empresa de Abelardo Barbosa e seu irmão Jarbas Barbosa, que se dedicava apenas ao cinema nacional.

Em 1972 deu início a Tecnisom de Carlos De La Riva, antigo dono da Ziv, empresa de dublagem pioneira no Rio de Janeiro. Os estúdios funcionam no Museu de Arte Moderna (MAM) no Rio de Janeiro, e a partir daí a empresa ficou sendo selecionada para as dublagens Disney, como a redublagem de "Dumbo", "Robin Hood", "Puff - O Ursinho Guloso" (e seus curtas), e "Bernardo e Bianca".

Com o fechamento da Tecnisom no final dos anos 1970, a Disney escolheu a Herbert Richers novamente para dublar seus longas, entre eles "O Cão e a Raposa", "O Natal do Mickey Mouse", "O Caldeirão Mágico" e "As Peripécias do Ratinho Detetive", sempre com Telmo de Avelar no comando.

Com a fundação da Delart, nova empresa de Carlos De La Riva que deu continuidade ao trabalho da Tecnisom, a Disney voltou a trabalhar com seu proprietário, começando por "Oliver e Sua Turma". Nesse período Telmo de Avelar dirigiu os mais famosos filmes da Disney, como "A Pequena Sereia", "A Bela e a Fera", "Aladdin", "O Rei Leão" e "Pocahontas".

Magalhães Graça, Ida Gomes, Selma Lopes, Antonieta Matos e Telmo de Avelar
Em 1995 entrou em seu lugar Garcia Junior, que comandou a Disney até 2011. Telmo de Avelar esporadicamente dirigia e traduzia alguma coisa para a empresa, principalmente continuações de filmes que havia dirigido anteriormente.

Entre seus trabalhos como dublador estão os personagens em desenhos, como Pateta nos anos entre 1970 e 1980, e nas duas dublagens do longa-metragem "O Conto de Natal do Mickey", o Xerife Sam Brown no longa-metragem "Nem Que a Vaca Tussa", Maggot no longa-metragem "A Noiva Cadáver", o primeiro narrador em "Os Super Amigos", Statler no longa-metragem "Muppets na Ilha do Tesouro", Cozinheiro Louis no longa-metragem "A Pequena Sereia", Toupeira no longa-metragem "Bernardo e Bianca", Pancinha em "Ursinhos Gummy", Ludovico Von Pato em curtas-metragens da "Turma do Mickey" dublados entre os anos 1960 e 1970, e na série animada "TV Quack Pack", Charlie Chan em "Charlie Chan", Trombada em "Ursuat", entre outros.

Em filmes foi a voz do ator James Stewart na segunda dublagem de "Janela Indiscreta", "O Homem Que Matou o Facínora" e "O Último Pistoleiro", alem dos atores Bert Remsen interpretado por Red Malone em "O Dia da Liberdade", Jamesir Bensonmum interpretado por Alec Guinness em "Assassinato Por Morte", Gray Suchett interpretado por Tom Bower em "Terra Fria", Landon interpretado por Robert Gunner em "O Planeta dos Macacos", O Papa interpretado por John Gielgud em "Elizabeth", Ilyich Kamenev interpretado por Laurence Olivier em "As Sandálias do Pescador", Srº Olivaras interpretado por John Hurt em "Harry Potter e a Pedra Filosofal", Padre Kovak interpretado por Rod Steiger em "Fim dos Dias", Major Henry interpretado por Bruce Cabot em "Os Comancheros", Irv interpretado por Peter Falk em "O Vidente", entre outros.

Como diretor de dublagem Telmo de Avelar começou inicialmente na Herbert Richers, depois partindo para a Tecnisom, e posteriormente para a Delart aonde mais fez trabalhos do gênero.

Entre os filmes que dirigiu estão "Charlie Brown e Snoopy" (1969), "A Fantástica Fabrica de Chocolate" (1ª Dublagem), "Hope Springs - Um Lugar Para Sonhar", "A Vida Marinha Com Steve Zissou", "Fim dos Dias", "Mudança de Hábito II - Mais Loucas no Convento", "Uma Carta de Amor", "Confissões de Uma Adolescente Em Crise", "Bater ou Correr", "Sexta-Feira Muito Louca", "O Treinador", "A Boneca Que Virou Gente", "O Livro da Selva", "Drº Mumford - Culpa Ou Inocência?", "Ben-Hur", "El Cid" (2ª Dublagem), "Os Dez Mandamentos", entre outros.

Em séries que dirigiu estão "Família Dinossauros", "Um Anjo Muito Louco", "Mudança de Comportamento", "Zack & Cody: Gêmeos Em Ação", entre outros.

Em desenhos animados dirigidos, a maioria são dos estúdios Disney, como "101 Dálmatas", "A Espada Era a Lei", "Branca de Neve e os Sete Anões" (2ª Dublagem), "Pinóquio" (2ª Dublagem), "Dumbo" (2ª Dublagem), "Bambi" (2ª Dublagem), "Mogli - O Menino Lobo" (1ª e 2ª Dublagem), "Aristogatas", "Robin Hood", "Bernardo e Bianca", "O Cão e a Raposa", "O Natal do Mickey Mouse", "O Caldeirão Mágico", "As Peripécias do Ratinho Detetive", "Oliver e Sua Turma", "A Pequena Sereia", "DuckTales", "DuckTales, O Filme: O Tesouro da Lâmpada Perdida", "Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus", "A Bela e a Fera", "Aladdin", "Rei Leão", "O Retorno de Jafar", "Aladdin e Os 40 Ladrões", "Pocahontas", "O Rei Leão II - O Reino de Simba", "Cinderela II: Os Sonhos Tornam-Se Realidade", "Rei Leão III - Hakuna Matata", "O Cão e a Raposa II", "Cinderela III - Uma Volta no Tempo", "Sonic X", entre muitos outros.

Como tradutor Telmo de Avelar também realizou ótimos trabalhos, como em todos os longas da Disney citados acima, pois sempre traduzia os filmes que lhe eram encarregado de dirigir.

Em filmes traduziu "Charlie Brown e Snoopy" (1969), "Fantástica Fabrica de Chocolate" (1ª Dublagem), "Fim dos Dias", "Mudança de Comportamento", "Bater ou Correr", "O Treinador", entre outros.

Morte

Telmo de Avelar faleceu na madrugada de segunda-feira, 09/01/2017, aos 93 anos. A informação da morte foi confirmada por Cida Cabral, representante do Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, onde Telmo de Avelar morava há três anos.

De acordo com Cida, Telmo de Avelar estava internado no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, desde sexta-feira, 06/01/2017, após ter algumas complicações no seu tratamento contra um câncer.

"Ele já estava com problema pulmonar, muita dor nas pernas, com desidratação. Foi um acúmulo de coisas", relatou a representante do Retiro dos Artistas. Ela informou ainda que Telmo de Avelar deixou uma filha, Isabela, que acompanhou o pai nos últimos dias no hospital.

Fonte: Wikipédia, Casa da Dublagem e Ego
Indicação: Miguel Sampaio

Orival Pessini

ORIVAL PESSIANI
(72 anos)
Ator, Humorista, Cantor e Compositor

☼ Marília, SP (06/08/1944)
┼ São Paulo, SP (14/10/2016)

Orival Pessini foi um ator, compositor, cantor e humorista brasileiro nascido em Marília, SP, no dia 06/08/1944. Era conhecido por seus personagens Sócrates, Charles, Fofão, Patropi, Juvenal, Ranulpho Pereira, Hitler, Clô (baseado em Clodovil), Frank (em homenagem ao cantor Frank Sinatra), dentre outros em programas e comerciais para a Televisão, e também por utilizar máscaras de látex (feitas por ele próprio) na composição de seus personagens.

Orival Pessini iniciou sua carreira no teatro amador e posteriormente começou a aparecer em comerciais famosos como dos produtos "Jarrão da Ki-Suco", "Campanha da AACD" e "Tigre da Kellogg’s".

Sua estréia na televisão foi no infantil  "Quem Conta Um Conto" na TV Tupi em 1963. Durante este período, Orival Pessini começou a desenvolver uma técnica própria, criando máscaras de látex com movimento.

Na década de 70 interpretou os macacos Sócrates e Charles, do programa humorístico "Planeta dos Homens" na TV Globo.


Em 1988 estreou o personagem Patropi, no programa "Praça Brasil" na TV Bandeirantes, sendo convidado pra atuar em outros programas como "Escolinha do Professor Raimundo" na TV Globo e "A Praça é Nossa" no SBT.

Foi no programa "Balão Mágico" da TV Globo, em 1983, que Orival Pessini criou os bonecos Fofão e Fofinho, sendo que o primeiro, cuja jardineira foi confeccionada por Ney Galvão, era interpretado por ele mesmo. Fofão fez tanto sucesso que, com o fim do programa na TV Globo, ganhou seu programa diário chamado "TV Fofão" na TV Bandeirantes, no qual apresentava quadros humorísticos e desenhos animados. Também estrelou um filme para o cinema, teve vários produtos licenciados com seu nome e lançou 10 álbuns de estúdio.

Em 2014, Orival Pessini atuou sem máscara na série da TV Globo "Amores Roubados" como o Padre José, contracenando com Patrícia Pillar. Neste mesmo ano seu personagem Fofão desfilou no carnaval sendo homenageado pela Escola de Samba Rosas de Ouro que trouxe o tema "Inesquecível" relembrado figuras que marcaram a vida de muita gente. A produtora Farofa Studios está produzindo uma série animada com a personagem.

Morte

Orival Pessini morreu na madrugada de sexta-feira, 14/10/2016, em São Paulo, SP, aos 72 anos. Ele tinha câncer no baço e estava internado no Hospital São Luiz, no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Álvaro Gomes, o empresário do ator, afirmou por meio do Facebook que ele faleceu às 4h00.

Sob forte emoção, o corpo de Orival Pessini foi enterrado no fim da tarde de sexta-feira, 14/10/2016, no Cemitério Gethsêmani, na Vila Sônia, em São Paulo. Orival Pessini deixou um filho e três netas.

O filho de Orival Pessini, Pedro Pessini, chorando muito, preferiu não acompanhar o corpo até o local do sepultamento. À distância, ele ficou observando e foi consolado pela mulher e amigos. Marlene, ex-mulher de Orival Pessini, falou sobre a ausência do filho, Pedro, no enterro:

"Ele não quis enterrar o pai. Acho que a ficha dele não caiu, e vai ser muito triste quando cair, porque tenho certeza que ele vai sofrer muito. Ele não quis carregar o caixão e não quis vir até o enterro porque não queria ter essa imagem de enterrar o pai. Vamos rezar por ele. Ele se foi, mas o Fofão não morreu, será eterno!"

Após o enterro, que acabou por volta de 17h35hs, familiares se abraçaram, jogaram flores no túmulo e aplaudiram o ator e humorista. Confortando uns aos outros, os familiares falavam: "Fofão não morre nunca!".

Personagens

  • Fofão - Começou no programa infantil "Balão Mágico", que teve exibição pela TV Globo no início dos anos 80. Depois, esse personagem foi transferido para a TV Bandeirantes em que ganhou um programa próprio: a "TV Fofão". Destaque para o seu bordões: "Bilu-Bidu Alua-Iê pra todo mundo!", "Tavares, Tavares!", "Alô amiguinhos da TV Fofão!".
  • Patropi - Típico hippie, convidado de "Praça Brasil" e "A Praça é Nossa", aluno da "Escolinha do Professor Raimundo", "Escolinha do Barulho" e da "Escolinha do Gugu". Dizia-se um aluno de comunicação na PUC, mas que só dizia frases e palavras para a abertura de canal, assim como todo jogador ou técnico de futebol sempre faz. Havia iniciado o curso universitário e ainda não havia terminado, demorando em vários semestres o término. Alguns de seus bordões são: "Sei lá, entende?!", "Padaqui, padali. Padicá, palilá", "Oh lôco bixo!" e "Sem crise, meu!".
  • Juvenal - Personagem fanho que se dizia muito veloz, mas dava a entender que vacilava e sempre era apanhado nas situações mais constrangedoras e embaraçosas. Era também um grande azarado. Seu bordão mais conhecido era "Ele veio numa ve-lo-ci-dade...".
  • Ranulpho Pereira - Personagem do programa "Uma Escolinha Muito Louca". Aposentado revoltado que reclama de tudo quando se lembra da sua aposentadoria. Destaque para o seu bordão: "Se a gente não reclamar, vai ficar do jeitinho que está!".
  • Sócrates - Sempre falava de coisas filosóficas mas de um modo bem ridículo para, obviamente, serem engraçadas. Destaque para seu bordão: "Não precisa explicar, eu só queria entender!". Fez parte do programa humorístico "Planeta dos Homens", exibido pela TV Globo nos anos 70.

Fonte: Wikipédia
Indicação: Fadinha Veras