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Agildo Ribeiro

AGILDO DA GAMA BARATA RIBEIRO
(86 anos)
Ator e Humorista

☼ Rio de Janeiro, RJ (26/04/1932)
┼ Rio de Janeiro, RJ (28/04/2018)

Agildo da Gama Barata Ribeiro Filho, mais conhecido por Agildo Ribeiro, foi um ator e humorista brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 26/04/1932.

Filho do político Agildo Barata, Agildo Ribeiro foi casado cinco vezes. Suas esposas foram mulheres famosas como Consuelo Leandro e Marília Pera, mas passou 35 anos casado com a bailarina e também atriz Didi Barata Ribeiro, falecida em 2009.

Agildo Ribeiro foi o primeiro ator que interpretou João Grilo, o personagem central da peça de Ariano Suassuna "O Auto da Compadecida".

Agildo Ribeiro foi um humorista de enorme sucesso na década de 1970 tanto no Brasil como em Portugal. Co-estrelou diversos programas de humor da TV Globo ao lado de Jô Soares, Paulo Silvino e Chacrinha. Naquela fase, o seu programa mais famoso foi "Planeta dos Homens".

Descendente de uma família de políticos e militares, seu pai, o oficial do exército Agildo Barata, participou do Movimento Tenentista e da Revolução de 1930. Seu tio avô, Cândido Barata Ribeiro, foi o primeiro prefeito do Distrito Federal, na época, a cidade do Rio de Janeiro. Após a Revolução Constitucionalista de 1932, sua família exilou-se em Portugal, onde Agildo Ribeiro viveu seus primeiros anos.

Paulo Silvino e Agildo Ribeiro
De volta ao Brasil, estudou durante seis anos no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Chegou a trabalhar como telefonista numa empresa de exportação, mas logo abandonou o emprego para se dedicar às artes.

Influenciado por comediantes como Oscarito, começou sua carreira de ator no Teatro do Estudante, criado por Paschoal Carlos Magno em 1938. Fez testes com atores que também se tornariam nacionalmente conhecidos, como Tereza Rachel, Othon Bastos e Augusto César Vannucci

Com o Teatro do Estudante, Agildo Ribeiro atuou em sua primeira peça, "Joãozinho Anda Pra Trás" (1953), de Lúcia Benedetti. Contracenou com Consuelo Leandro, Oswaldo Loureiro, Glauce Rocha e Sérgio Cardoso. Fez sua estreia como ator profissional no Teatro de Revista, com o grupo Teatro Follies de Zilco Ribeiro, na peça "Doll Face" (1954), originalmente escrita por Gypsy Rose Lee.

A ida de Agildo Ribeiro para a televisão está diretamente associada a seu sucesso no teatro. Graças a sua interpretação do personagem João Grilo, em "O Auto da Compadecida" (1957), de Ariano Suassuna, recebeu diversos convites para que participasse de entrevistas, esquetes e programas de humor na televisão.

Em 1955, estreou no cinema, atuando em "Angu de Caroço", de Euripides Ramos. Ao longo de sua carreira, participou de mais de 30 filmes, principalmente nas décadas de 1950, 1960 e 1970. Entre seus maiores sucessos estão: "Esse Rio Que Eu Amo" (1962), com direção de Carlos Hugo Christensen, "O Pai do Povo" (1976), dirigido por Jô Soares, e "A Casa da Mãe Joana" (2008), de Hugo Carvana.

Agildo Ribeiro ao lado de Didi Barata Ribeiro, sua última esposa, falecida em 2009
Junto com Marília Pêra e Augusto César Vannucci, Agildo Ribeiro foi um dos primeiros artistas contratados pela TV Globo, inaugurada em abril de 1965. Foi convidado, primeiramente, para lançar na televisão seu "Forrobodó", um musical baseado na peça escrita por Chiquinha Gonzaga na década de 1910. Esse especial, porém, nunca chegou a ir ao ar.

Entre 1965 e 1967, Agildo Ribeiro podia ser visto em pequenas vinhetas, que fazia ao vivo, anunciando a programação da emissora. É dessa época a criação de seu bordão "Um momento! Um minuto para o próximo programa!", razão pela qual o comediante era comumente chamado nas ruas pelo apelido de "Um Minuto".

Agildo Ribeiro integrou o elenco de programas pioneiros da TV Globo. No seriado "TNT" (1965), que contava a história de três jovens modelos - Tânia (Vera Barreto Leite), Nara (Márcia de Windsor) e Tetê (Thais Muniz Portinho) - interpretava um repórter, cuja secretária era vivida pela então estreante Betty Faria. Já em "Bairro Feliz", humorístico escrito por Haroldo Barbosa e Max Nunes, satirizava fatos do cotidiano ao lado de nomes como Grande Otelo, Milton Gonçalves, Emiliano Queiroz e Berta Loran. Também atuou em "Riso Sinal Aberto" (1966) e em "TV0-TV1" (1967), ambos escritos pela dupla  Haroldo Barbosa e Max Nunes.

Agildo Ribeiro participou da adaptação para a televisão do humorístico "Balança Mas Não Cai", um grande sucesso radiofônico. Dirigido por Lúcio Mauro, o programa estreou na TV Globo em 1968, com apresentação de Augusto César Vannucci e um cenário rotatório, dividido em quatro partes, cada uma com um esquete diferente. Na mesma época, também apresentou o programa de auditório "Mister Show" (1969), ao lado do ratinho falante Topo Gigio.


Em uma tentativa de reunir artistas como Paulo Silvino, Luiz Carlos Miele e o próprio Agildo Ribeiro, os diretores Augusto César Vannucci, Walter Lacet e Paulo Araújo, criaram em 1972, o humorístico "Uau, a Companhia". Era o embrião de "Satiricom" (1973), primeiro programa da TV Globo a satirizar a programação da própria emissora. Na mesma linha do "Balança Mas Não Cai", três anos depois, o humorista se juntou a atores como Roberto Azevedo, Stênio Garcia e Clarice Piovesan em "Planeta dos Homens" (1976).

Em 1982, estreou "Estúdio A... Gildo", com direção de Augusto César Vannucci e Adriano Stuart. Era a primeira vez que Agildo Ribeiro assinava seu próprio programa humorístico. Baseado nos grandes espetáculos do Teatro de Revista, sempre entrecortado por números musicais e participações especiais, "Estúdio A... Gildo" representou um desafio especial para o artista, já que ele não podia explorar plenamente o recurso dos bordões. A frequência do programa era mensal, o que fazia com que o público tivesse pouco contato com a repetição de expressões e frases de efeito.

Em 1983, sob a direção de Lúcio Mauro, protagonizou outro humorístico de sucesso na TV Globo, "A Festa é Nossa", cujo formato tinha influência no humor inglês. O argumento era a vida de um milionário (Agildo Ribeiro) que, entediado, costumava fazer festas em sua cobertura.

Em 1984, ainda participou de "Humor Livre", antes de desligar-se da televisão para se dedicar ao teatro. Nessa fase, atuou em "Vou Querer Também Senão Eu Conto Pra Todo Mundo" (1984), peça que escreveu em parceria com Gugu Olimecha e cuja montagem teve a direção de Oswaldo Loureiro.

Agildo Ribeiro e Dinorah Pêra em cena de Zorra Total (2009)
Agildo Ribeiro voltou à TV Globo em 1985, quando fez sua primeira novela, "De Quina Pra Lua", de Alcides Nogueira, como o distraído Professor Cagliosto.

Em 1987, acompanhou o diretor Augusto César Vannucci e transferiu-se para a TV Bandeirantes, onde estrelou "Agildo No País Das Maravilhas", programa de sátira política encenado com ventríloquos.

Em 1989, agora sob o nome "Cabaré do Barata", o programa passou a ser exibido pela TV Manchete.

Na década de 1990, Agildo Ribeiro trabalharia também no SBT, com o humorístico "Não Pergunta Que Eu Respondo" (1993).

Em 1994 mudou-se para Portugal, onde permaneceu por dois anos e apresentou o programa "Isto é o Agildo", com direção de Fernando Ávila, no canal RTP 1. Apesar do bom momento profissional que vivia fora do Brasil, aceitou o convite de Chico Anysio e voltou ao país para trabalhar na TV Globo, ao lado de atores como Claudia Jimenez, Denise Fraga e Pedro Cardoso, na estreia de um novo programa humorístico, o "Zorra Total" (1999). Na época, Agildo Ribeiro participava do programa em dois momentos, como aluno da "Escolinha do Professor Raimundo", exibida inicialmente como um quadro do  "Zorra Total", e como o libidinoso Madeira, do bordão "Dá uma choradinha!"
  
Em 2004, Agildo Ribeiro e Paulo Silvino publicaram juntos o livro de piadas "Dose Dupla", lançado pela Ediouro.

Agildo Ribeiro em 'Final Feliz' (1982)
Em 2005 voltou a atuar em telenovelas, interpretando o personagem Coriolano em "A Lua Me Disse", de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa. Também participou de vários episódios da segunda versão do "Sítio do Pica-Pau Amarelo", que estreou em 2001.

Aos 75 anos de idade e 50 de carreira, Agildo Ribeiro assistiu ao lançamento de sua biografia pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, "Agildo Ribeiro: O Capitão do Riso", com 30 horas de entrevistas organizadas e editadas pelo jornalista e diretor de cinema Wagner de Assis
  
Na TV Globo, em 2010, integrou o elenco da novela "Escrito Nas Estrelas", de Elizabeth Jhin, como Durvalino, e na minissérie "As Cariocas", dirigida por Daniel Filho, como Alberto.

Em janeiro de 2012, no programa humorístico "Zorra Total", atuou ao lado de Alcione Mazzeo no quadro "Metrô Zorra Brasil". No programa, também interpretou com sucesso personagens como o professor português Laércio Falaclaro e uma paródia do presidente venezuelano Hugo Chávez, entre outros.

Em 2013, aos 81 anos, Agildo Ribeiro que apesar de ter se casado 5 vezes, nunca teve filhos nesses relacionamentos, descobriu que era pai de um homem de 47 anos.

Em 2012, Agildo Ribeiro que apesar de ter se casado 5 vezes, nunca teve filhos nesses relacionamentos, descobriu que tinha um filho, na época, com 47 anos. Marcelo Galvão é fruto de uma relação de Agildo Ribeiro em 1965. Em um encontro com o rapaz durante o programa "Fantástico", em 2013, o ator descobriu também que era avô de uma menina.

Morte

Agildo Ribeiro faleceu na manhã de sábado, 28/04/2018, aos 86 anos, vítima de problemas cardíacos, em sua residência no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O velório ocorrerá no domingo, 29/04/2018, a partir das 10h00, no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro, seguido de cerimônia de cremação fechada para a família.

Agildo Ribeiro como Deixadylson em Casseta & Planeta, Urgente!
Carreira

Televisão
  • 2010 - Casseta & Planeta, Urgente! ... Deixadylson
  • 2010 - Escrito Nas Estrelas ... Durvalino Batista (Participação Especial)
  • 2007 - Sítio do Pica-Pau Amarelo ... Teotônio
  • 2005/2009 - Zorra Total - Ali Babaluf / Manoel / Chapinha / Gaspar / Don Gorgonzola / Rubro Chávez / Mourão
  • 2005 - A Lua Me Disse ... Coriolano
  • 1997 - Mandacaru ... Salustiano
  • 1994/1995 - Isto é o Agildo - (RTP)
  • 1994 - Escolinha do Professor Raimundo ... Andorinha
  • 1993/1994 - Não Pergunta Que Eu Respondo
  • 1989/1990 - Cabaré do Barata
  • 1987/1988 - Agildo No País Das Maravilhas
  • 1985 - De Quina Pra Lua ... Dante Cagliosto
  • 1984 - Humor Livre
  • 1983 - A Festa é Nossa
  • 1982 - Estúdio A... Gildo
  • 1970 - Topo Gigio
  • 1969/1970 - Mister Show
  • 1965 - TNT- Reporter

Cinema
  • 2008 - Casa Da Mãe Joana
  • 2003 - O Homem Do Ano
  • 1980 - Gugu, O Bom De Cama
  • 1976 - O Pai Do Povo
  • 1975 - O Sexualista
  • 1974 - O Comprador De Fazendas
  • 1974 - Divórcio À Brasileira
  • 1973 - Café Na Cama
  • 1971 - Tô Na Tua, Ô Bicho
  • 1971 - Como Ganhar Na Loteria Sem Perder a Esportiva
  • 1969 - A Cama Ao Alcance De Todos
  • 1968 - Na Mira Do Assassino
  • 1967 - A Espiã Que Entrou Em Fria
  • 1967 - Como Matar Um Playboy
  • 1967 - Agente OSS 117
  • 1967 - Jerry - A Grande Parada
  • 1964 - O Crime No Sacopã
  • 1964 - Esse Mundo É Meu
  • 1963 - Marafa (Inacabado)
  • 1962 - Pluft, O Fantasminha
  • 1962 - Tocaia No Asfalto
  • 1961 - Sócio De Alcova
  • 1960 - Esse Rio Que Eu Amo
  • 1960 - Eles Não Voltaram
  • 1959 - Aí Vêm Os Cadetes
  • 1959 - Amor Para Três
  • 1959 - Um Homem Fora Do Seu Meio (Inacabado)
  • 1958 - Meus Amores No Rio
  • 1958 - Esse Milhão É Meu
  • 1958 - Matemática Zero, Amor Dez
  • 1956 - Fuzileiro Do Amor
  • 1955 - O Feijão É Nosso
  • 1955 - O Grande Pintor
  • 1955 - Angu de Caroço

Eduardo Carneiro

EDUARDO CARNEIRO
(52 anos)
Ator, Cantor, Professor e Jornalista

☼ Fortaleza, CE
┼ Rio de Janeiro, RJ (08/02/2018)

Eduardo Carneiro foi um ator brasileiro nascido em Fortaleza, CE.

Eduardo Carneiro vivia no Rio de Janeiro há 28 anos e atuava também como cantor, professor e jornalista. Além da atual novela das 21h00, ele participou de "Velho Chico" (2016) e na temporada mais recente da série "Cidade dos Homens" (2007).

Atualmente Eduardo Carneiro fazia parte do elenco de apoio da novela na novela "O Outro Lado do Paraíso" e integrava o núcleo do garimpo da obra.

Morte

Eduardo Carneiro faleceu na quinta-feira, 08/02/2018. A causa da morte não foi revelada.

Em nota, a TV Globo confirmou a notícia e informou que o velório do corpo do ator será no Ceará, sua terra natal.

O ator Juliano Cazarré, que fez cenas com Eduardo Carneiro, lamentou a perda nas redes sociais. Os dois contracenaram juntos nas sequências do garimpo da ficção:
"Cearense, Dudu veio para o Rio batalhar pelo sonho de ser artista e viver da arte. Conseguiu. Era um guerreiro. Sempre com uma conversa boa, sempre gentil. Essa vida é mesmo um sopro. E a gente perde tanto tempo e energia reclamando e sofrendo por besteiras (...) Dudu, essa é minha singela homenagem a você. Brasileiro, artista, amigo. Voa, Ceará! Vai fazer teatro com os anjos. A gente se vê!"
Rafael Losso, outro colega do artista, publicou outra mensagem de luto:
"Perdemos um companheiro, amigo e parceiro. Um dos garimpeiros da nossa história que entre nós era conhecido como Ceará. Eduardo Carneiro. Grande ator e guerreiro. Meus sentimentos à família e aos amigos. Um grande abraço pra você, Du. Que o universo te abrace e você dance com os santos. Por favor, mais amor no mundo porque a vida é um átimo de segundo."
Indicação: Valmir Bonvenuto

Oswaldo Loureiro

OSWALDO LOUREIRO FILHO
(85 anos)
Ator e Diretor

☼ Rio de Janeiro, RJ (23/07/1932)
┼ São Paulo, SP (03/02/2018)

Oswaldo Loureiro Filho foi um ator e diretor de teatro, televisão e cinema brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 23/07/1932. Foi também presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro.

Estudou no Teatro Duse, de Paschoal Carlos Magno, e seu primeiro trabalho profissional foi em 1955, na peça "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, pela companhia de Henriette Morineau.

Em 1956, fez "Otelo", de Shakespeare, dirigido por Adolfo Celi, pela Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA).

Em 1958, veio "A Fábula do Brooklin", de Irwin Shaw, que lhe rendeu o prêmio de Ator Revelação pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT).

Veio a década de 1960 e, com ela, no Teatro dos Sete, encenou "Com a Pulga Atrás da Orelha", de Georges Feydeau, dirigido por Gianni Ratto, e "Beijo no Asfalto", de Nelson Rodrigues, sob direção de Fernando Torres.

Oswaldo Loureiro, 1974
Em 1964, foi para São Paulo após o fechamento da Companhia Tônia-Celi-Autran, e lá atuou em "A Ópera dos Três Vinténs", de Bertolt Brecht, no Teatro Ruth Escobar. Depois, integrou o Grupo Opinião e, de volta ao Rio de Janeiro, em 1966, fez, novamente com Gianni Ratto, "Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come", de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar.

Em 1967, seria dirigido por Flávio Rangel na montagem de "Édipo Rei", de Sófocles, contracenando com Paulo Autran.

Na década de 1970 fez "Gota d'Água", de Chico Buarque e Paulo Pontes, "A Longa Noite de Cristal", de Oduvaldo Vianna Filho, "Dois Perdidos Numa Noite Suja", de Plínio Marcos, e "Papa Higuirte", também de Oduvaldo Vianna Filho.

Como dirigente sindical, lutou pela subvenção do Estado ao teatro e pelo reconhecimento da profissão de ator. Oswaldo Loureiro chegou à presidência do Sindicato dos Artistas.

Oswaldo Loureiro, 2000
Em 1982, recebeu o Prêmio Mambembe por seu trabalho em "Motel Paradiso", de Juca de Oliveira.

Em 1983, novamente sob direção de Flávio Rangel, atuou em "Vargas", de Dias GomesFerreira Gullar.

Em 1990, dirigiu "Baixa Sociedade", de Juca de Oliveira.

Em 1993, tornou-se diretor do Teatro Guaíra, em Curitiba, e levou mais de 700 pessoas ao teatro por meio do seu projeto "Teatro Para o Povo".

De volta ao Rio de Janeiro, trabalhou sob direção de Moacyr Góes na montagem de "O Doente Imaginário", de Molière. Em seguida, contracenou com Jacqueline Laurence e Othon Bastos em "A Profissão da Senhora Warren", de Bernard Shaw.

Em 2000, novo trabalho com Moacyr Góes em "Bonitinha Mas Ordinária", de Nelson Rodrigues.

Oswaldo Loureiro, 1998
Morte

Oswaldo Loureiro faleceu na madrugada de sábado, 03/02/2018, aos 85 anos, em decorrência de uma parada cardíaca. Ele sofria de Alzheimer. Ele estava internado no Hospital São Luiz, em São Paulo.

O velório aconteceu na tarde de sábado, 03/02/2018, no Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, SP, das 14h00 às 17h00, seguido da cremação.

Oswaldo Loureiro era casado com Madalena Loureiro e deixou filhos e netos.

Oswaldo Loureiro, 1990 
Carreira

Televisão
  • 2005 - A Lua Me Disse ... Boaventura
  • 2004 - Começar de Novo ... Albert
  • 2004 - A Diarista ... General Castro
  • 2004 - Celebridade ... Peixoto
  • 2003 - Kubanacan ... Pantoja
  • 2001 - A Grande Família ... Almeidinha
  • 2001 - As Filhas da Mãe ... Delegado
  • 2000 - Uga Uga ... Querubim
  • 1998 - Pecado Capital ... Boca
  • 1998 - Malhação ... Esmeraldino Sampaio
  • 1997 - Mandacaru ... Maldonado
  • 1996 - Salsa e Merengue ... Bola
  • 1996 - O Fim do Mundo ... Romildo Galvão
  • 1995 - Malhação ... General Milton
  • 1995 - Decadência ... Emiliano
  • 1995 - Cara e Coroa ... Cardosinho
  • 1995 - Xuxa Especial de Natal - Deu a Louca na Fantasia ... Mestre do Mal
  • 1994 - Quatro Por Quatro ... Olegário
  • 1994 - Incidente em Antares ... Inocêncio Pigarço
  • 1990 - Desejo ... Solon
  • 1990 - Mico Preto ... Belarmino
  • 1990 - Pantanal ... Chico
  • 1989 - Que Rei Sou Eu? ... Gaston Marny
  • 1987 - Mandala ... Américo Junqueira
  • 1986 - Cambalacho ... Armandinho da Cruz / Duque Armand Grimaldi Delacroix
  • 1985 - Tenda dos Milagres ... Nilo Argolo
  • 1985 - Roque Santeiro ... Navalhada
  • 1983 - Guerra dos Sexos ... Joca
  • 1983 - Parabéns Pra Você ... Armando
  • 1980 - Marina ... Carlos Eduardo
  • 1978 - Roda de Fogo ... Lear
  • 1976 - O Casarão ... Deodato Leme
  • 1974 - Corrida do Ouro ... Otávio
  • 1973 - A Volta de Beto Rockfeller
  • 1972 - A Revolta dos Anjos ... Ricardo Bragança
  • 1969 - Véu de Noiva ... Chico
  • 1969 - Os Acorrentados ... Willian
  • 1968 - Sangue e Areia ... Antônio
  • 1964 - O Direito de Nascer

Cinema
  • 1998 - Simão o Fantasma Trapalhão ... Drº Hiram
  • 1990 - Sonho de Verão
  • 1987 - Rádio Pirata ... Werner
  • 1987 - Leila Diniz ... Alfredo Buzaid
  • 1986 - Sexo Frágil
  • 1984 - Para Viver Um Grande Amor
  • 1983 - Parahyba Mulher Macho
  • 1983 - Bar Esperança ... Baby
  • 1983 - Atrapalhando a Suate ... Comandante
  • 1981 - O Beijo no Asfalto ... Cunha
  • 1981 - Bonitinha Mas Ordinária ou Otto Lara Rezende
  • 1979 - O Sol dos Amantes
  • 1978 - Se Segura, Malandro!
  • 1976 - Um Brasileiro Chamado Rosaflor
  • 1971 - As Confissões de Frei Abóbora
  • 1970 - Os Herdeiros
  • 1969 - Máscara da Traição
  • 1968 - O Homem Nu ... Ludovico
  • 1967 - Una Rosa Per Tutti ... Nino
  • 1967 - Mineirinho Vivo ou Morto ... Drº Geraldo
  • 1966 - Engraçadinha Depois Dos Trinta
  • 1964 - Um Morto ao Telefone ... Marcelo
  • 1964 - A Morte em Três Tempos
  • 1963 - Und Der Amazonas Schweigt ... Green Napoleon
  • 1963 - Sonhando Com Milhões ... Guimarães
  • 1962 - O 5º Poder
  • 1962 - Os Mendigos
  • 1959 - Um Caso de Polícia
  • 1948 - Inconfidência Mineira
  • 1947 - Asas do Brasil
  • 1944 - Romance Proibido
  • 1944 - É Proibido Sonhar
  • 1944 - O Brasileiro João de Souza ... Jovem Mário

Direção de Televisão
  • 1975 - Cuca Legal
  • 1987 - Senti Firmeza
  • 1982-1983 - Os Trapalhões

Fonte: Wikipédia e G1

Henrique César

HENRIQUE CÉSAR
(84 anos)
Ator

☼ Canguçu, RS (11/01/1933)
┼ Rio de Janeiro, RJ (09/01/2018)

Henrique César foi um ator brasileiro nascido em Canguçu, RS, no dia 11/01/1933.

Henrique César estreou na televisão em 1964, na novela "Ilsa". Com um vasto currículo na televisão, no teatro e no cinema, Henrique César atuou nas novelas "Passo dos Ventos" (1968), sexta novela das 20h00 da TV Globo, "Bambolê" (1987), "A Viagem" (1994), "O Cravo e a Rosa" (2000), "Cabocla" (2004), "Páginas da Vida" (2006), "O Profeta" (2006), "Beleza Pura" (2008), "Caras & Bocas" (2009), "Passione" (2010), "Morde & Assopra" (2011) e "Guerra dos Sexos" (2012).

Seu trabalho mais recente foi uma participação em "Babilônia" (2015), como um cadeirante que protestou após tentar usar a rampa da calçada e ser impedido por causa do carro de Luís Fernando (Gabriel Braga Nunes).

Henrique César, sua esposa Riva Nimitz e o fiho do casal.
Já no cinema, Henrique César coleciona mais de 10 filmes, entre eles "Memórias Póstumas" (2001), que foi seu último trabalho no cinema, "Elite Devassa" (1984), "Viúvas Precisam de Consolo" (1979), "Cinco Vezes Favela" (1962), "Couro de Gato" (1961) e "Vou Te Contá" (1958), seu primeiro filme.

Intitulado "O ator que mais participou de novelas em todos os tempos", Henrique César estrelou folhetins nas extintas TV Excelsior, Rede Manchete e TV Tupi, além de ter brilhado com papéis marcantes em produções da TV Record, Bandeirantes, SBT e TV Globo.

Em 2007 e 2008 apresentou-se no teatro com a peça "A Pane", de Friedrich Dörrenmatt e direção de José Henrique Moreira.

Henrique César foi casado com a atriz Riva Nimitz.

Morte

Henrique César faleceu na segunda-feira, 08/01/2018, aos 84 anos, três dias antes de completar 85 anos, vítima de câncer, após ficar internado no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, no bairro de Acarai, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Henrique César estava com pneumonia e metástase de um carcinoma, e tratava de um câncer no estomago.

O velório de Henrique César foi realizado na quarta-feira, 10/01/2018, na Capela Histórica do Cemitério Ordem Terceira da Penitência ao lado do Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. A partir das 14h00 ocorreu a cremação no Crematório São Francisco Xavier.

Carreira

Televisão
  • 2015 - Babilônia ... Cadeirante (Participação)
  • 2012 - Guerra Dos Sexos ... Juiz
  • 2011 - A Vida Da Gente ... Ivo
  • 2011 - Morde & Assopra ... Padre Aluísio
  • 2010 - Passione ... Senhor que socorre Agostina
  • 2010 - Força-Tarefa ... Isaque
  • 2010 - Malhação ID ... Samad
  • 2009 - Caras & Bocas ... Epitácio
  • 2008 - Beleza Pura ... Genealogista
  • 2006 - O Profeta ... Juiz
  • 2006 - Páginas Da Vida ... Drº Moretti
  • 2006 - Malhação ... Almirante
  • 2005 - Mano A Mano ... Bóris
  • 2004 - Cabocla ... Delegado André
  • 2004 - Um Só Coração
  • 2002 - Desejos De Mulher ... Nelson
  • 2000 - O Cravo E A Rosa ... Ursulino Montenegro
  • 2000 - Esplendor ... Delegado
  • 1995 - Tocaia Grande ... Drº Eusébio
  • 1994 - A Viagem ... Duarte
  • 1994 - Castelo Rá-Tim-Bum ... Eugênio, o Gênio
  • 1990 - A História De Ana Raio E Zé Trovão ... Ranulfo
  • 1988 - Vida Nova ... Juca
  • 1987 - Bambolê ... Osório
  • 1985 - Jogo Do Amor ... Bonifácio (Boni)
  • 1983 - Vida Roubada
  • 1983 - Razão De Viver ... Lindolfo
  • 1983 - Sombras do Passado
  • 1982 - O Coronel E O Lobisomem ... Juju Bezerra
  • 1982 - Pic-nic Classe C ... Ferreri
  • 1980 - Um Homem Muito Especial ... Chico
  • 1980 - Pé De Vento ... Juca
  • 1979 - Os Gigantes
  • 1976 - Papai Coração ... Pompeo
  • 1976 - Canção Para Isabel
  • 1974 - O Machão ... Rachid
  • 1972 - Os Fidalgos Da Casa Mourisca
  • 1971 - Quarenta Anos Depois
  • 1971 - Os Deuses Estão Mortos
  • 1970 - As Pupilas Do Senhor Reitor ... Malaquias
  • 1969 - João Juca Jr.
  • 1969 - A Última Testemunha ... Fernando
  • 1968 - Passo Dos Ventos ... Genvillon
  • 1966 - Redenção
  • 1966 - As Minas De Prata ... Batista
  • 1966 - Ninguém Crê Em Mim
  • 1965 - A Grande Viagem ... Pardini
  • 1965 - Vidas Cruzadas ... Secretário
  • 1964 - Ilsa ... Zé

Cinema
  • 2001 - Memórias Póstumas
  • 1984 - Elite Devassa
  • 1980 - Alguém
  • 1979 - Viúvas Precisam De Consolo
  • 1978 - O Estripador De Mulheres
  • 1978 - J.J.J., O Amigo Do Super-Homem
  • 1976 - Quem É O Pai Da Criança?
  • 1975 - Cada Um Dá O Que Tem
  • 1975 - As Secretárias... Que Fazem De Tudo
  • 1962 - Cinco Vezes Favela
  • 1962 - O Vigilante Rodoviário
  • 1961 - Couro De Gato
  • 1958 - O Grande Momento
  • 1958 - Vou Te Contá

Indicação: Valmir Bonvenuto

Francisco Nagem

FRANCISCO NAGEM TORRES
(78 anos)
Ator e Produtor

☼ Rio de Janeiro, RJ (18/09/1939)
┼ Rio de Janeiro, RJ (24/10/2017)

Francisco Nagem foi um ator brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 18/09/1939.

Francisco Nagem iniciou a carreira no teatro e seu maior sucesso nos palcos foi na peça "Os Veranistas" em 1978 ao lado de Ítalo Rossi.

No cinema, atuou em único filme, a comédia "O Barão Otelo no Barato dos Bilhões" (1971), estrelada por Grande Otelo e Dina Sfat. O filme também contava com uma participação especial do jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Na televisão atuou em "Verão Vermelho" (1969), "Vejo a Lua No Céu" (1976), "Escalada" (1975), "Sitio do Pica Pau Amarelo" (1977), "Louco Amor" (1983), "Sassaricando" (1987), "Memorial de Maria Moura" (1994), dentre outros.

Seu último trabalho na televisão foi na novela "Paraíso Tropical", exibida em 2007.

Francisco Nagem com a esposa Helenice publicada nas redes sociais por uma das filhas do casal.
Seu papel mais marcante na televisão foi como Seu Elias Turco, dono de uma venda e conhecido por ser sovina, na série de TV "Sítio do Pica Pau Amarelo", produzido pela TV Globo em parceria com a TVE e exibido entre 1977 e 1986. Francisco Nagem entrou na série em 1978, substituindo o ator Germano Filho, que fazia o personagem inicialmente.

Descendente de libaneses, Francisco Nagem foi um dos fundadores do Teatro de Arena Elza Osborne, conhecido também como Lona Cultural Elza Osborne, a primeira do Rio de Janeiro.

Francisco Nagem foi casado com Helenice Mendonça Martins Nagem desde 1970, e tinha duas filhas: Lariane Soraia e Lidiane Suelem.

Uma das últimas aparições de Francisco Nagem na televisão aconteceu em em março de 2016, no programa "Domingo Show", da TV Record, que promoveu o reencontro de atores do "Sítio do Pica Pau Amarelo". Francisco Nagem, ao apresentador Geraldo Luis, lamentou o fim do programa: "Quando terminou, foi a morte de um sonho da gente!".

Morte

Francisco Nagem faleceu por volta de 11h30 de terça-feira, 24/10/2017, aos 78 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, RJ.

O velório aconteceu na terça-feira, 24/10/2017, na Lona Cultural Elza Osborne, teatro de arena do qual Francisco Nagem era um dos diretores, localizado no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde o ator morava. A família não divulgou a causa de sua morte.

O ator vinha sofrendo problemas de saúde e estava perdendo peso rapidamente. Helenice, sua esposa, disse que ele passou mal em casa e falou "Estou morrendo!", pouco antes de falecer.

O local de seu sepultamento não foi divulgado.

Indicação: Miguel Sampaio

Sérgio Sá

SÉRGIO ANTÔNIO SÁ DE ALBUQUERQUE
(64 anos)
Cantor, Compositor, Instrumentista, Arranjador, Produtor, Ator, Palestrante e Escritor

☼ Fortaleza, CE (17/01/1953)
┼ Fortaleza, CE (03/10/2017)

Sérgio Antônio Sá de Albuquerque, mais conhecido por Sérgio Sá, foi um cantor, compositor, instrumentista, arranjador, produtor e escritor brasileiro nascido em Fortaleza, CE, no dia 17/01/1953.

Sérgio Sá nasceu com catarata congênita, associada a microftalmia. Ele era cego de nascença. Sua trajetória de vida foi marcada por êxitos e realizações.

Desde que veio de Fortaleza aos 13 anos continuar seus estudos em São Paulo, Sérgio Sá procurou desenvolver seu talento para a música - tem ouvido absoluto -, incorporando-se a bandas de garagem, tocando, cantando e logo mais arranjando, produzindo e gravando.

Iniciou a sua carreira cantando baladas de rock em inglês, no início da década de 70. Nessa época, adotava o nome artístico de Paul Bryan e lançou em 1973 três compactos pela Top Tape. Tinha quatro músicas entre as dez mais executadas e vendidas no país.

Em 1974, ela já assinava o nome de batismo em "Sonhos de um Palhaço", canção composta em parceria com Antônio Marcos que fez sucesso na voz de Vanusa. Com a cantora e compositora, Sérgio Sá criou o hit feminista "Mudanças" (1979). 

Logo depois, assumiria os teclados do grupo de rock paulistano Joelho de Porco, como tecladista, permanecendo nele até 1976.

Em 1977 se formou em Educação Artística pela Faculdade Morzateum, e era artista nato com habilidades diversas, em diferentes áreas de atuação, com currículo excepcional que marcou sua presença na história da Música Popular Brasileira.

Em 2016, Sérgio Sá se lançou como candidato a vereador de São Paulo pelo Partido Social Democrata Cristão (PSDC), sem conseguir se eleger.

Carreira

Como compositor foram mais de 350 canções gravadas por artistas como Roberto Carlos ("Como é Possível"), Simone ("Olho do Furacão"), Tim Maia ("O Vento e as Canções"), Fábio Júnior ("Eu Me Rendo" e "O Que é Que Há?"), Chitãozinho & Xororó, ("Pensando em Minha Amada"), isso só para citar alguns exemplos.

Seu trabalho em criação publicitária inclui comerciais para empresas como Banco Itaú, McDonald's, TV Globo, TV Bandeirantes, além de trilhas sonoras para novelas e seriados como o "Mundo da Lua" (1991/1992) da TV Cultura.

Destaca-se também seu trabalho em Los Angeles onde criou e executou trilhas e vinhetas para clientes como a KJLH, emissora de FM de Stevie Wonder.

Sérgio Sá integrou a equipe responsável pela Campanha Nacional de Rádio Presidência, em 2002, no ano seguinte, contratado pela Radiobrás, foi responsável pela criação das vinhetas que compõe o novo formato da "Voz do Brasil".

No período entre 2004 e 2006 realizou campanhas para prefeito em São Paulo, Curitiba, Goiânia e em diversas cidades do interior do país.

Gilberto Gil e Sérgio Sá
Em 2006, Sérgio Sá manteve-se na ativa e foi convidado para produzir a trilha sonora do musical "Mary Poppins" do estúdio de Ballet Cisne Negro. Com adaptações e composições elaboradas especialmente para a produção Sérgio Sá surpreendeu com sua capacidade de criar e executar uma obra musical alinhada aos passos rítmicos exigidos pela dança de ballet. Mais tarde, repetiu a dose desenvolvendo uma produção natalina para a Coca-Cola que, através de alta tecnologia de luz e som, impressionou o público com bonecos gigantescos contadores de histórias embalados pela trilha sonora criada por ele.

Voltando ao passado, Sérgio Sá, com o pseudônimo de Paul Bryan, nos anos 70, criou diversos temas românticos que lideraram as paradas de sucesso e de vendas do país: "Dont Say Goodbye", tema da novela "Cavalo de Aço" (1973), "Listen", parte da trilha internacional de "O Bem Amado" (1973), "Window", tema de "Carinhoso" (1973), foram algumas de suas obras com grande repercussão.

Como arranjador trabalhou ao lado de nomes como Gilberto Gil, em seu projeto "Quanta", Zizi Possi, Jane Duboc, Ivan Lins, e vários outros artistas, Sérgio Sá foi um dos primeiros a mesclar sintetizadores a sons acústicos e um dos pioneiros em gravações digitais.

Como intérprete, com 8 discos já gravados entre os quais "Voa Vida", "Fora de Prumo" e "Ecos do Amanhã", inúmeras apresentações no Brasil, Estados Unidos e Europa, lançou o CD "Sérgio Sá - I'm Paul Bryan" onde regravou seus hits em inglês além de versões de seus sucessos e composições inéditas.


Seu último lançamento, no início de 2015, de forma independente, foi o CD "Sérgio S/A", comemorando seus 46 anos de carreira, com participações de convidados ilustres da Música Popular Brasileira como Zeca Baleiro, Elba Ramalho, Jorge Vercillo, Jane Duboc, Gilberto Gil, Cláudia Albuquerque, Carlos Navas, Lucinha Lins, Tribo De Jah e Vânia Bastos.

Suas participações em gravações atingiram a marca de 30 mil horas de estúdio e suas apresentações ao vivo somam mais de 10 mil (Marcas registradas até agosto/2015).

Como produtor trabalhou produziu para Zé Rodrix, Vanusa, Jane Duboc, Milton Carlos, Eduardo Araújo, além de inúmeros artistas independentes, tiveram em seus trabalhos a assinatura de Sérgio Sá como produtor musical.

Como escritor, seu livro "Fábrica de Sons" (Editora Globo) já em quarta edição atualizada e acrescida de CD, foi aprovado e adquirido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Em Outubro de 2004, Sérgio Sá, deficiente visual de nascença, lançou "Feche Os Olhos Para Ver Melhor", obra em que faz um apanhado de vivências e reflexões, propondo novas maneiras de enxergar o mundo e que foi também lançado em edição em braile. Com o lançamento do livro de ficção "Ecos do Amanhã", Sérgio Sá entretém o leitor com uma narrativa instigante e faz um brado de alerta e de profundo amor à humanidade.


Em 2012 Concluiu seu quarto livro, "Aos Olhos de Um Cego" (Sá Editora). Ainda em 2012 estreou como ator na peça "O Grande Viúvo", conto de Nelson Rodrigues, no projeto Teatro Cego. Uma proposta com espetáculo de característica inédita no Brasil, pois convida o público a abdicar da visão para por à prova seus outros quatro sentidos. Atores, atrizes e músicos cegos e não cegos se unem no palco para fazer arte.

Paralelo a outros projetos Sérgio Sá demonstrava maestria também como palestrante, viajando por todo o país com a sua Palestra-Show "Feche Os Olhos Para Ver Melhor", propondo reflexões com interatividade, música ao vivo e bom humor.

Desde de 2009 era convidado pela Secretaria Municipal de Cultura a falar com crianças e jovens da periferia, levando suas vivências musicais e literárias.

Em 2011, em parceria com Irineu Toledo, "Tocando Músicas e Trocando Ideias", ao lado de grandes palestrantes como Luciano Pires, José Luiz Tejon, Daniel Carvalho Luz, foi aplaudido por mais de 2.000 pessoas no evento Feliz Dia Novo.

Morte

Sérgio Sá morreu na madrugada de terça-feira, 03/10/2017, em Fortaleza, CE, vítima de um infarto, aos 64 anos. A informação foi confirmada pelo filho, Thiago Pinheiro, em publicação no Facebook. 
"É com imensa tristeza que comunico o falecimento de meu pai Sérgio Sá durante esta madrugada. Sérgio, que estava na casa de uma prima em Fortaleza, foi vítima de um rápido processo de infarto por volta das 2h30, e não resistiu e nos deixou com a eterna saudade."
No comunicado, o filho fez elogios a Sérgio Sá, como pessoa e profissional:
"Meu pai sempre foi homem íntegro, sempre buscou grande excelência, produtor e compositor que deixou fortes marcas em nossa música e em minha vida. Agora, tornou-se a forte memória de alguém que nunca deixou de acreditar na força e sutileza do amor."
"Há algumas semanas ele veio me visitar, conhecer o estúdio que nunca havia visitado, passamos um dia inteiro agradável, conversas suaves sobre música, ouvimos o disco que acabara de finalizar, nos abraçamos, demos risada, agradecemos pela trajetória, falamos da admiração mútua, foi um dia de paz, momento muito importante para os dois e eu jamais imaginaria que seria o último encontro. Mal sabia que seriam meus momentos derradeiros na presença física do meu querido pai, pessoa que sempre amei e que conheci através dos discos, das composições brilhantes e do carinho em menos encontros do que eu gostaria de ter tido!"
Fonte: Sérgio Sá, Estadão e G1  

Laudir de Oliveira

LAUDIR SOARES DE OLIVEIRA
(77 anos)
Compositor, Ator, Dançarino e Percussionista

☼ Rio de Janeiro, RJ (06/01/1940)
┼ Rio de Janeiro, RJ (17/09/2017)

Laudir Soares de Oliveira foi um dos mais importantes percussionistas brasileiros e dos mais atuantes do cenário internacional, nascido no Rio de Janeiro, RJ, no dia 06/01/1940.

Iniciou sua carreira profissional em 1965, como percussionista do grupo folclórico Mercedes Batista, com o qual excursionou durante um ano na França.

Em 1966, participou, como ator, do I° Teatro Negro do Brasil, encenando "Antígona", de Sófocles, produzida por Paschoal Carlos Magno na Aldeia de Arcozelo. Em seguida, viajou em turnê de dois anos pelo exterior como percussionista e bailarino do grupo folclórico Brasiliana

Em 1969, acompanhou durante dois meses o Sergio Mendes & Brasil' 66, em shows realizados nos Estados Unidos. Ainda nesse ano, integrou o conjunto Vox Populi, com o qual viajou para o México. De volta ao Brasil, fundou, com Wagner Tiso, Zé Rodrix, Tavito e Luis Alves, o conjunto Som Imaginário, para acompanhar Milton Nascimento. Desligou-se do grupo em 1970, sendo substituído por Naná Vasconcelos, para atender ao convite de Sergio Mendes para integrar o Brasil' 66.

Laudir de Oliveira mudou-se, em 1970, para os Estados Unidos, onde viveu até 1984. 


De 1970 a 1974 fez parte, como percussionista e cantor, do Sergio Mendes & Brasil' 66. Participou, ainda, do conjunto de Moacir Santos (1970), como percussionista e cantor, e do conjunto de Manfredo Fest (1971), como percussionista.

De 1974 a 1981, atuou como percussionista do grupo norte-americano Chicago, com o qual foi agraciado com o Prêmio Grammy, em 1976. 

Em 1983 e 1984, participou de duas turnês internacionais de Chick Corea, gravando dois discos com o pianista. 

Fez parte do Paul Winter Consort, ao lado do violonista Oscar Castro Neves, gravando dois álbuns com o grupo. 

Em 1989, voltou para o Brasil. 

Na década de 1990. atuou também como produtor musical, tendo sido responsável por discos de João Nogueira, Alfredo Karan, Ventilador, Angelo, Pura Relíquia, Força do Pagode e Edinho Santa Cruz

Laudir de Oliveira em show na Miranda, Rio de Janeiro, 29/09/2015
Laudir de Oliveira tocou com o saxofonista e clarinetista Paulo Moura, com quem fundou o grupo de espetáculos da Velha Guarda da Imperatriz Leopoldinense.

Participou das gravações do álbum de Joe Cocker, "With a Little Help From My Friends", apresentou-se com o guitarrista Santana no Rock In Rio II, tocou com o saxofonista Wayne Shorter, gravou o último álbum dos Jackson Five, intitulado "Destiny".

Gravou também com o multiinstrumentista Hermeto Pascoal, o saxofonista americano Paul Winter, e na banda Som Imaginário, com Milton Nascimento, Robertinho Silva, Wagner Tiso, Luiz Alves, Zé Rodrix e Tavito.

Participou de duas turnês da cantora Nina Simone, como percussionista e vocalista, gravou com Chick Corea, Gal Costa, Maria Bethânia, Sadao Watanabe, Dom Um Romão, Jennifer Warnes, Gerry Mulligan, entre outros.

Gravou cinco álbuns com Airto Moreira ("I'm Fine How Are You", "Touching You Touching Me", "Aqui Se Puede", "Samba de Flora" "The Colors Of Life"), quatro álbuns com Flora Purim ("Open Your Eyes You Can Fly", "Everyday Everynight", "Carry On""Live At Hollywood Bowl", além do vídeo "Harvest Jazz") e sete álbuns com Ithamara Koorax ("Serenade In Blue", "Exclusively For My Friends", "Brazilian Butterfly", "Ithamara Koorax & Friends", "Tributo à Stellinha Egg", "All Around The World" e "Ithamara Koorax Sings Getz/Gilberto"), entre outros.


Compôs canções e gravou com Marcos Valle. Em parceria fizeram, entre outras, as canções "Life Is What It Is", gravada pelo grupo Chicago, em seu álbum "Chicago 13" (1979), "A Paraíba Não é Chicago" (Baby Don't Stop Me), "Sei lá", essas duas também em parceria com Leon Ware, parceiro de Marvin Gaye, e Peter Cetera, do álbum "Vontade de Rever Você", de Marcos Valle (1981), "Dentro de Você", gravada por Emílio Santiago, "Tapetes, Guardanapos e Cetins" e "Para os Filhos de Abraão", do álbum "Marcos Valle" (1983).

Laudir de Oliveira foi também dançarino, ritmista e diretor do grupo de dança afro-brasileira Brasiliana. Foi ator, artista plástico, diretor cultural da Universidade do Grande Rio e produtor musical de discos de João Nogueira, Alfredo Karam, entre outros.

Laudir de Oliveira fez a direção musical da peça "Carlota Joaquina", de Nuno Leal Maia.

Gravou a música "Do Kayambá ao Dollar", no álbum "Costa do Descobrimento" de Ari Sobral & Água de Coco.

Gravou a faixa "Viúva Negra", ao lado de Jorge Pescara, para o álbum "Rio Strut".

As últimas gravações foram para o disco da Orquestra Afro-Brasileira, em agosto de 2017, e para o CD "Boulevard", da banda Urca Bossa Jazz, em setembro de 2017.

Morte

Laudir de Oliveira faleceu na tarde deste domingo, 17/09/2017, aos 77 anos, durante um show no Reduto Pixinguinha, centro cultural na Praça Ramos Figueira, em Olaria, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo familiares, ele teve um mal súbito enquanto tocava, diagnosticado posteriormente como infarto do miocárdio.

Laudir de Oliveira participava de uma homenagem ao maestro Paulo Moura. Segundo relato de amigos, ele estava tocando o chorinho "Ternura" quando teve um mal súbito e morreu.

Fonte: Wikipédia e Dicionário Cravo Albin da MPB
Indicação: Miguel Sampaio

Rogéria

ASTOLFO BARROSO PINTO
(74 anos)
Atriz, Maquiadora, Transformista e Vedete

☼ Cantagalo, RJ (25/06/1943)
┼ Rio de Janeiro, RJ (04/09/2017)

Rogéria, nascida Astolfo Barroso Pinto, foi uma atriz e transformista brasileira. Foi maquiadora na extinta TV Rio e vedete. Morou no exterior, apresentando vários shows, e em 1979 recebeu o Troféu Mambembe, pelo espetáculo que fez ao lado de Grande Otelo.

Rogéria nasceu em Cantagalo, no interior do Estado do Rio de Janeiro, no dia 25/06/1943, a mesma cidade de outra figura célebre - como declarou: "Em Cantagalo, nasceu a maior bicha do Brasil, no caso eu, e o maior macho do Brasil, Euclides da Cunha".

Desde sua infância tinha consciência da homossexualidade e na adolescência virou transformista e assumiu uma carreira de maquiadora. Antes disso, virou figura assídua no auditório da Rádio Nacional, particularmente nos programas estrelados pela cantora Emilinha Borba e de quem era fã incondicional.

Ao vencer um concurso de fantasias no carnaval de 1964, tentaram renomeá-la de Astolfo, "que fazia demais a 'linha executivo'", para Rogério, que levou o público a gritos de Rogéria, inspirando o nome artístico dela.


Rogéria começou sua carreira como maquiadora da TV Rio, e ao conviver com inúmeros atores célebres teve o que descreveu como equivalente de uma estadia no Actors Studio, sendo estimulada a interpretar. Sua estreia ocorreu em 29/05/1964, em um notório reduto gay de Copacabana, a Galeria Alaska.

Na televisão, participou do programa de Chacrinha e atuou como repórter do "Viva a Noite", programa de auditório, em 1986. Depois, vieram participações na novela "Tieta" (1989), em "Sai de Baixo" (1997), "Brava Gente" (2001), "Desejo de Mulher" (2002), entre outras produções audiovisuais.

No cinema, a atuação começou na década de 60. Ela estreou em 1968 com "Enfim Sós... Com o Outro", no qual interpretou o personagem Glorinha. Outros filmes contaram com a participação da atriz: "O Homem Que Comprou o Mundo" (1968), "O Sexualista" (1975), "Vestido Dourado" (2000), "Copacabana" (2001), dentre outros. 


A participação mais recente no cinema ocorreu sob direção da atriz e cineasta Leandra Leal, no filme "Divinas Divas" (2016), inspirado em um espetáculo encenado por Rogéria ao lado de Camille K e transformistas desde 2004. O documentário venceu a categoria no Festival do Rio de 2016, pelo voto popular.

Rogéria foi coreógrafa da comissão de frente da Escola de Samba São Clemente, representando Maria, a Louca, num enredo que tratava dos 200 anos da vinda da família real ao Brasil. Em sua passagem, foi recebida com carinho pelo público.

Em 2016, lançou sua biografia "Rogéria - Uma Mulher e Mais Um Pouco", de Marcio Paschoal.

De voz grave, sem papas na língua e reconhecida pela expressividade, Rogéria se dizia satisfeita com o órgão sexual masculino e se mostrava avessa a fazer uma operação para troca de gênero. Bem-humorada, se dizia "o travesti da família brasileira", uma forma de ironizar o preconceito e o moralismo característicos da formação cultural do país. 

Teatro

Foram muitas as incursões de Rogéria nos palcos do Brasil e do mundo. Foi vedete de Carlos Machado e em 1979 ganhou o Troféu Mambembe por uma peça que fazia com Grande Otelo.

Em fevereiro de 1976, participou de um espetáculo chamado "Alta Rotatividade", comédia na qual contracenava com a atriz Leila Cravo e os atores Agildo Ribeiro e Ary Fontoura.

No ano de 2007, estreou o espetáculo "7, O Musical", sob a direção de Charles Möeller e Cláudio Botelho. No espetáculo, atuou ao lado de Zezé Motta, Eliana Pittman, Alessandra Maestrini, Ida Gomes, Jarbas Homem de Mello e outros. O espetáculo estreou em São Paulo no ano de 2009.

Desde 2004 ao lado da atriz Camille K, fazia uma peça com outros notórios transformistas no Teatro Rival do Rio, "Divinas Divas"

Morte

Rogéria faleceu na noite de segunda-feira, 04/08/2017, no Rio de Janeiro, RJ aos 74 anos. Rogéria foi internada no Hospital Unimed Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com um caso de infecção urinária, mas teve uma complicação após uma crise convulsiva.

O Hospital Unimed-Rio informou que a causa da morte de Rogéria foi um choque séptico. De acordo com a unidade hospitalar, ela estava internada na unidade desde 08/08/2017 devido a um quadro de infecção urinária.

No dia 25/08/2017, Rogéria chegou a receber alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital e foi levada para o quarto.

Em julho de 2017, Rogéria foi hospitalizada em uma clínica em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após apresentar fortes dores nas costas, época em que o diagnóstico apontou infecção generalizada.

Filmografia

Televisão
  • 1986 - Viva a Noite ... Repórter
  • 1989 - Tieta ... Ninete (Valdemar Alencar)
  • 1997 - Sai de Baixo ... Brigite (Episódio: "Adivinha Quem Vem Para Jantar")
  • 1999 - Você Decide ... Episódio: "Mulher 2000"
  • 2000 - Zorra Total ... Ela Mesma (Rosto a Rosto Com Alberto Roberto)
  • 2001 - Brava Gente  ... Sissi (Episódio: "O Enterro da Cafetina")
  • 2002 - Desejos de Mulher ... Regina
  • 2002 - A Grande Família ... Carla (Episódio: "O Velho Gostoso")
  • 2006 - Cilada ... Marilene (Episódio: "Carnaval")
  • 2007 - Paraíso Tropical ... Carolina da Silva
  • 2007 - Toma Lá Dá Cá ... Tia Dolly (Episódio: "Dolly Pancada Seca")
  • 2008 - Duas Caras ... Astolfo Barroso
  • 2008 - Dicas de um Sedutor ... Lulu (Episódio: "Amor Não Tem Idade")
  • 2009 - A Praça é Nossa ... Ela Mesma
  • 2010 - Os Caras de Pau ... Rogéria ''Seu Astolfo'' (Episódio: "Dia dos Pais")
  • 2011 - Amor & Sexo ... Ela Mesma
  • 2012 - Malhação ... Carmém Rios / Rômulo Rios
  • 2012 - Lado a Lado ... Alzira Celeste
  • 2013 - Com Frescura ... Apresentadora
  • 2013 - Divertics ... Vários Personagens
  • 2014 - Pé na Cova ... Patrícia Swanson
  • 2015 - Babilônia ... Úrsula Andressa (Oswaldo Alvarenga)
  • 2015 - Tá No Ar: A TV Na TV ... Ela Mesma
  • 2017 - A Força do Querer ... Ela Mesma


Cinema
  • 1968 - Enfim Sós... Com o Outro ... Glorinha
  • 1968 - O Homem Que Comprou o Mundo
  • 1975 - O Sexualista
  • 1978 - O Gigante da América
  • 1979 - Gugu, o Bom de Cama
  • 1991 - A Maldição do Sanpaku ... Loura
  • 1994 - A Causa Secreta ... Participação Especial
  • 1999 - Hi Fi (Curta Metragem)
  • 2000 - Vestido Dourado
  • 2001 - Copacabana ... Rogéria
  • 2016 - Divinas Divas ... Ela Mesma