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Elke Maravilha

ELKE GEORGIEVNA GRUNNUPP
(71 anos)
Modelo, Manequim, Jurada, Apresentadora e Atriz

☼ Leningrado, Rússia (22/02/1945)
┼ Rio de Janeiro, RJ (16/08/2016)

Elke Maravilha, nome artístico de Elke Georgievna Grunnupp, em russo Элке Георгевна Груннупп, foi uma modelo, manequim, jurada, apresentadora e atriz nascida em Leningrado, Rússia, e de cidadania alemã radicada no Brasil.

Filha do russo George Grunupp e da alemã Liezelotte von Sonden, Elke nasceu na antiga Leningrado, hoje São Petersburgo. Ela tinha seis anos quando sua família emigrou para o Brasil, fugindo de perseguições políticas do stalinismo soviético. O casal e os três filhos, privados da cidadania russa, se estabeleceram primeiramente em um sítio em Itabira, MG.

Em 1955 sua família arrendou terras em Atibaia, SP, dedicando-se ao cultivo de morangos. Em seguida, a família mudou-se para Bragança Paulista, SP, onde também cultivou a terra. De volta a Minas Gerais, foi escolhida Glamour Girl em Belo Horizonte em 1962. Foi nesse período que foi naturalizada brasileira.

Aos 20 anos, ela saiu de casa para morar sozinha no Rio de Janeiro, RJ, onde arrumou emprego como secretária bilíngue, valendo-se de sua fluência em oito idiomas, muitos deles aprendidos no próprio ambiente familiar, além de ser a mais jovem professora de francês da Aliança Francesa e de inglês na União Cultural Brasil - Estados Unidos.

Nesse meio tempo seu pai tornou-se diretor da Liquigás e foi transferido para Porto Alegre, RS. Elke então voltou a morar com a sua família em Porto Alegre entre 1966 e 1969, onde cursou cadeiras nas faculdades de Filosofia, Medicina e Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e se formou tradutora e intérprete de línguas estrangeiras.


Começou a atuar como modelo e manequim aos 24 anos, em 1969, no mesmo período em que se casou com o escritor grego Alexandros Evremidis, o primeiro de seus oito casamentos.

No início da carreira Elke conheceu a estilista Zuzu Angel, de quem se tornou amiga. Durante a ditadura militar, em 1971, Elke foi presa por desacato no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por rasgar cartazes com a fotografia de Stuart Angel Jones, filho da amiga Zuzu Angel, alegando que ele já havia sido morto pelo Regime Militar.

Foi enquadrada na Lei de Segurança Nacional e perdeu a cidadania brasileira, o que a deixou apátrida. Só foi solta depois de seis dias após a intervenção de amigos da classe artística. Anos depois, requisitou a cidadania alemã, a única que possuía.

A história da estilista Zuzu Angel foi contada nos cinemas em 2006 no longa metragem "Zuzu Rangel". No filme Elke foi interpretada pela atriz Luana Piovani e fez uma participação especial.

Sua vida pessoal sempre foi conturbada. Morou em diversos países e teve oito casamentos, com homens de diversas nacionalidades. Fez três abortos, fruto de seus três primeiros casamentos, pois jamais quis ser mãe, e sempre achou que com seu jeito rebelde de ser, jamais poderia educar uma criança de forma digna. Contou em entrevistas que tomava pílula anticoncepcional, mas fora enganada por alguns desses maridos, que queriam ser pais, e em vez de tomar a pílula certa, Elke tomava a pílula de farinha. Após descobrir isto, começou a usar o Dispositivo Intrauterino (DIU).

Elke também foi usuária de todos os tipos de drogas ilícitas, além de todos os tipos de bebida alcoólica. Dizia que não tinha preferência por nenhum tipo de homem, e sim, que tinha pressa de namorar.

Carreira

Começou a atuar como modelo e manequim aos 24 anos, vindo a trabalhar com estilistas famosos da época e foi considerada como inovadora nas passarelas. Inicialmente discreta, com o tempo ela abriu espaço para sua extravagância.

Chamando atenção por ser bastante alta, 1,80m, e loira natural, não pensava em seguir carreira artística, já que dava aulas de língua estrangeira há alguns anos, e gostava do que fazia. Apesar disto, foi convencida por muitas pessoas, pois era considerada de uma beleza exótica para os padrões do Brasil. Aceitou os convites que vieram e começou a sua carreira com Guilherme Guimarães. Muito famosa no mundo da moda, parou de dar aulas e conquistou sucesso.

Elke fez cursos de cinema, teatro e trabalhou na televisão. Foi batizada como Elke Maravilha pelo jornalista Daniel Más, e se tornou conhecida ao ser chamada dessa forma por Chacrinha, com quem ela trabalhou durante 14 anos, a partir de 1972.

Elke Maravilha tornou-se popular na TV brasileira nos anos 70 e 80, aparecendo como jurada de programas de calouros do Chacrinha e de Silvio Santos. Nesses programas sempre usava perucas, roupas chamativas e buscava passar mensagens positivas para os espectadores.

Em 1993, estreou o "Programa da Elke", onde recebia personalidades para bate-papo e entrevistas.


Elke começou a trabalhar como atriz em "O Barão Otelo no Barato dos Bilhões" (1971), com Grande Otelo, e atuou em filmes como "Pixote, a Lei do Mais Fraco" (1980), de Héctor Babenco, "Quando o Carnaval Chegar" (1972) e "Xica da Silva" (1976), de Cacá Diegues

Por sua interpretação em "Xica da Silva", Elke Maravilha foi premiada com a Coruja de Ouro como Melhor Atriz Coadjuvante.

No teatro foi expoente do Movimento de Arte Pornô, um movimento artístico de cunho positivista brasileiro de vanguarda que começou na década de 1960 e terminou em 1982. Foi uma resistência política ao Golpe militar de 1964, e o movimento foi experimental do ponto de vista formal, politicamente progressista e socialmente não-normativo. O uso da palavra diva "pornô" foi deliberado, no entanto não houve produção de pornografia convencional, muito pelo contrário, rejeitou-se o erotismo.

Sua estréia como atriz na televisão foi em 1986 como dona de um bordel na mini-série "Memórias de um Gigolô", com direção de Walter Avancini, e a atuação lhe rendeu o convite para ser madrinha da Associação das Prostitutas do Rio de Janeiro.

Em 2016 a atriz estava em cartaz com "Elke Canta e Conta", peça itinerante sobre sua história, em que contava da sua infância na Rússia, dos casamentos e de sua vida como modelo e apresentadora.

Morte

Elke Maravilha morreu na madrugada de terça-feira, 16/08/2016, aos 71 anos. Ela estava internada havia quase um mês na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro, após uma cirurgia para tratar uma úlcera.

"Ela teve complicações após a operação e também tinha diabetes. Ela não estava mais respondendo aos remédios", explicou o irmão da atriz, Frederico Grunnupp. O laudo médico ainda não foi liberado, mas segundo Frederico Grunnupp a atriz sofreu falência múltipla dos órgãos por volta de 1h00.

Natasha Grunnupp, sobrinha de Elke, falou sobre os últimos dias dela no hospital: "Mesmo no hospital ela estava sempre muito feliz, sempre aquele ar de felicidade, a gente estava preocupado com as partes técnicas, vendo a situação, mas ela não. Ela passou por uma cirurgia no sábado porque um dos pontos da primeira cirurgia tinha estourado e depois disso piorou!".

O corpo de Elke Maravilha será velado às 9h00 de quarta-feira, 17/08/2016, no Teatro Carlos Gomes, no região central do Rio de Janeiro. O enterro está marcado para acontecer às 16h00, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul da cidade.

Televisão
  • 1973 - A Volta de Beto Rockfeller ... Sofia
  • 1979 - Milagre - O Poder da Fé ... Ela Mesma
  • 1986 - Memórias de um Gigolô ... Madame Yara
  • 1988 a 1991 - Cassino do Chacrinha ... Jurada
  • 1993 a 1996 - Programa Elke Maravilha ... Apresentadora
  • 1998 - Pecado Capital ... Ela mesma (Participação Especial)
  • 2004 - Big Brother Brasil 4 ... Jurada
  • 2004 - Celebridade ... Ela mesma (Participação Especial)
  • 2004 - Da Cor do Pecado ... Jurada (Participação Especial)
  • 2007 - Luz do Sol ... Urânia Szakaly
  • 2009 - Caminho das Índias ... Ela mesma (Participação Especial)
  • 2012 - Morando Sozinho ... Dona Violeta
  • 2013 - As Canalhas ... Cacala
  • 2013 - Destino: Rio de Janeiro ... Tia Selesniova
  • 2015 - Fantástico ... Ela Mesma (Quadro "O Grande Plano")
  • Show de Calouros ... Jurada


Cinema
  • 1970 - Salário Mínimo ... Modelo
  • 1971 - O Barão Otelo no Barato dos Bilhões Secretária
  • 1972 - Os Machões
  • 1972 - Quando o Carnaval Chegar ... Atriz Francesa
  • 1973 - O Rei do Baralho
  • 1974 - Gente Que Transa ... Esmeralda
  • 1976 - Xica da Silva ... Hortência
  • 1977 - Tenda dos Milagres
  • 1977 - A Força do Xangô
  • 1977 - Pastores da Noite
  • 1978 - Elke Maravilha Contra o Homem Atômico  ... Elke Maravilha
  • 1979 - A Noiva da Cidade ... Daniela
  • 1979 - O Milagre
  • 1981 - Pixote, a Lei do Mais Fraco  ... Débora
  • 1987 - No Rio Vale Tudo
  • 1987 - Romance ... Amiga de Antônio César
  • 1987 - Tanga: Deu no New York Times
  • 1988 - Wiezien Rio ... Frank
  • 1999 - Xuxa Requebra ... Iara Macedo "Macedão"
  • 2006 - Zuzu Angel ... Lieselotte
  • 2007 - Elke ... Ela Mesma
  • 2007 - Elke no País das Maravilhas ... Ela Mesma
  • 2010 - A Suprema Felicidade ... Avó de Paulo
  • 2010 - A Maravilha de Ser Elke ... Ela Mesma
  • 2011  - Fca Carla ... Lúcia
  • 2013 - Mato Sem Cachorro ... Dona Noara
  • 2013 - Meu Passado Me Condena ... Mirtes
  • 2015 - A Lenda do Gato Preto ... Angelina
  • 2015 - Super Oldboy ... Senhora
  • 2016 - Carrossel 2: O Sumiço da Maria Joaquina ... Mãe do Gonzalez

Teatro
  • Paixão de Cristo
  • Elke - Do Sagrado ao Profano
  • Viva o Cordão Encarnado
  • O Castelo das Sete Torres
  • Rio de Cabo a Rabo
  • Eu Gosto de Mamãe
  • Carlota Joaquina
  • A Rainha Morta
  • O Homem e o Cavalo
  • Orfeu da Conceição
  • O Lobo da Madrugada
  • Carlota Joaquina

Fonte: Wikpédia

José Messias

JOSÉ MESSIAS CUNHA
(86 anos)
Cantor, Compositor, Escritor, Radialista, Apresentador, Produtor, Jornalista, Crítico e Jurado

☼ Bom Jardim de Minas, MG (07/10/1928)
┼ Rio de Janeiro, RJ (12/06/2015)

José Messias da Cunha foi um compositor, cantor, escritor, músico, radialista, apresentador e produtor de programas de rádio e televisão, além de jornalista, crítico musical e jurado musical em programas de talentos na televisão. Personagem de destaque expressivo na cultura artística brasileira durante várias décadas, desde a era de ouro do rádio e o início da televisão no país.

José Messias nasceu em 07/10/1928, no município de Bom Jardim de Minas, MG. Nascido de família pobre, mas extremamente musical, onde o pai e o avô eram regentes de banda, o tio era trombonista, ainda jovem começou a compor músicas para blocos de carnaval. Essa verve artística e musical iria acompanhá-lo por toda a sua vida nas múltiplas facetas de expressão.

Mudou-se, mais tarde, para Barra Mansa, RJ, trazido por um parente de nome José Gentil, nascido também em Bom Jardim de Minas, já falecido, que foi quem o levou para o Rio de Janeiro. Este parente foi quem o ensinou a ler e escrever, pois como é sabido, José Messias não tinha estudo quando morava em Bom Jardim de Minas. Este seu parente era auto ditada, falando fluentemente latim, inglês e esperanto, e ainda grande conhecedor da gramática da língua portuguesa. E ali aprendeu os ofícios do circo em pequenas companhias locais, havendo atuado, inclusive como palhaço.

Em 1945 seguiu para o Rio de Janeiro, onde viveria por várias décadas, e participou de vários programas de rádio, entre os quais, "Papel Carbono", de Renato Murce. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios. Trabalhou, também, durante algum tempo, no comércio, até que foi apresentado ao compositor Herivelto Martins, de quem veio a ser então secretário.

Com esse trabalho e com o relacionamento no meio artístico de então, oportunidades começaram a surgir, e José Messias chegou a substituir Grande Otelo em vários espetáculos. Continuava a compor músicas de Carnaval e, em 1952, conseguiu que fosse gravada a "Marcha do Coça Roça", sua primeira composição, que veio a ser interpretada por Heleninha Costa.

Seguiram-se, depois, várias outras interpretações de composições suas, por artistas famosos da época de ouro do rádio brasileiro: Emilinha Borba, Francisco Carlos, Marlene, e Quatro Ases e Um Coringa. Nessa época escreveu para jornais e revistas.

Em 1954, o então Ministro do Trabalho João Goulart nomeou-o para o Serviço de Recreação Operária, porém à disposição da Rádio Mauá, o que lhe permitiu continuar a desenvolver seus atributos musicais.

Em 1955, estreou como apresentador de auditório na Rádio Mayrink Veiga. Por dez anos, ele acumulou o exercício da função pública com as atividades privadas de direção e de apresentação de programas em várias radio-emissoras daquela época no Rio de Janeiro, como Rádio Mundial, Rádio Carioca, Rádio Metropolitana, Rádio Tupi, Rádio Guanabara e Rádio Nacional.


Identificado com a juventude da época, José Messias renovou o cenário musical de então. Criou, em conjunto com Carlos Imperial e Jair de Taumaturgo, o marcante movimento de renovação e vanguarda musical que veio a ser a Jovem Guarda.

Vanguardista em cultura musical, ele efetivamente lançou ao estrelato muitos cantores, por meio do seu programa "Favoritos da Nova Geração". Figuram entre os mais conhecidos e famosos os artistas Clara Nunes, Jerry Adriani, Roberto Carlos e Wanderley Cardoso, dentre muitos outros.

Ainda em 1955, compôs o samba "A Mão Que Afaga", com Raul Sampaio, gravado na Continental, pelos Vocalistas Tropicais.

Em 1956, estreou em discos pela pernambucana gravadora Mocambo, registrando a batucada "Macumbô" (José Messias e Carlos Brandão) e o samba "Deus e a Natureza" (José Messias e Carlos Brandão).

Em 1957, gravou na Copacabana os sambas "Ai, Ai, Meu Deus" (Amorim Roxo e Nelinho) e "Vou Beber" (José Messias e Carlos Brandão).

Em 1959, gravou pela Continental o mambo "Você Aí" (José Messias) e o samba "Fim de Safra" (Luiz de França e Zé Tinoco). Nesse ano, seu samba "O Sono de Dolores", em homenagem a Dolores Duran, que acabara de falecer, foi gravado por Ângela Maria e Mara Silva na Rádio Copacabana.

Em 1960, gravou na Polydor a "Marcha da Condução" (José Messias) e "Garoto Solitário" (Adelino Moreira), sucesso no carnaval do ano seguinte. Nesse ano, Carlos Augusto gravou seu bolero "Chega".

Em 1961, gravou na Philips o rock "Rock do Cauby" (José Messias) e o samba "Amor de Verão"(Edgardo Luiz e Geraldo Martins).

Em 1962, obteve destaque com a "Marcha do Carequinha". Gravou na Rádio Mocambo o cha-cha-chá "Garrincha-cha" (Rutinaldo), homenagem ao jogador de futebol Garrincha, do Botafogo do Rio de Janeiro. Nesse ano, seu bolero "Pecador", foi gravado por Silvinho. No começo dessa década, foi um dos radialistas que mais apoiou o movimento ligado ao rock, prestigiando os artistas ligados à Jovem Guarda.

Em 1963, gravou na RGE o "Twist do Pau de Arara" (Raul Sampaio e Francisco Anísio) e o "Cha Cha Cha do Carequinha" (José Messias). Ainda gravou na Odeon as marchas "Deus Tem Mais Pra Dar" (Valfrido Silva, Gadé e Humberto de Carvalho) e "Marcha do Pica-Pau" (Valfrido Silva e Humberto de Carvalho). Também em 1963, teve a música "Aconteça o Que Acontecer" gravada pelo Trio Esperança.

Em 1969, gravou a música "Terreiro de Outro Rei" (José Messias) no LP "O Fino da Roça", de Jackson do Pandeiro. Atuou também na TV Tupi, TV Continental, TV Rio e TV Excelsior. Na TV Tupi, participou dos programas "Flávio Cavalcanti" e "A Grande Chance".

No SBT, de São Paulo, participou, desde o ano 2000, do "Programa Raul Gil", bem como teve atuação muito permanente nas mais diversas emissoras da radiofonia carioca, especialmente a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Em 2000, teve a música "Travesseiro" relançada na voz de José Ricardo, no CD "José Ricardo - Serenata Suburbana", do selo Revivendo.

Em 2002, produziu o CD "Seleção Nota 10 de José Messias" pela Warner.

Compositor

Compositor desde a juventude, José Messias é sócio honorário da Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música (SBACEM). É autor de mais de duzentas composições. Algumas delas foram gravadas por grandes nomes da Música Popular Brasileira, entre artistas e grupos musicais, como Ângela Maria, Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Clara Nunes, Dircinha Batista, Emilinha Borba, Jair Rodrigues, José Ricardo, Linda Batista, Marisa Monte, Nelson Gonçalves, Pery Ribeiro, Quarteto em Cy, Roberto Carlos, Sílvio César, entre outros.

Rádio e Televisão

José Messias foi, também, apresentador e diretor em várias emissoras de rádio e de televisão do Rio de Janeiro. Como tal, dirigiu Flávio Cavalcanti, Aírton Rodrigues e Lolita Rodrigues entre outros.

"A Grande Chance"

Na década de 1970, enquanto ainda trabalhava na rádio, ingressou também nas duas principais emissoras de televisão cariocas, a TV Tupi e a TV Rio. Veio, assim, pouco depois, a compor o juri musical mais importante da televisão brasileira da época, no então famoso programa "A Grande Chance", apresentado por Flávio Cavalcanti.

Conforme relato do jornalista, radialista e estudioso da música popular brasileira, Osmar Frazão, a última formação do programa "A Grande Chance" contou com a participação dos seguintes jurados: Umberto Reis, Erlon Chaves, Osmar Frazão, Artur Faria, Cidinha Campos (depois retornou Márcia de Windsor), Carlos Renato, Jorge Mascarenhas, além de José Messias, sendo que Osmar Frazão entrou para substituir Sérgio Bittencourt, que ficou uma temporada em São Paulo. Por tal razão, Osmar Frazão, nesse programa, foi batizado por Flávio Cavalcanti de "A Enciclopédia da Musica Popular Brasileira".

Foi, ainda, Osmar Frazão a convidá-lo como apresentador do programa denominado "A Hora dos Calouros" na Rádio Nacional.

Apresentador

Em 1966, a Rádio Nacional contratou-o como locutor, apresentador e produtor, onde apresentou, entre outros, o "Show da Cidade", o "Programa José Messias", "A Hora dos Calouros" e "Viva a Jovem Guarda".

Em 1972, transferiu-se para a TV Bandeirantes e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), e então produziu e dirigiu o "Clube dos Artistas", então apresentado pelo casal Airton Rodrigues e Lolita Rodrigues.

Em 1974, criou o quadro "Pra Quem Você Tira o Chapéu", que já foi apresentado por vários artistas.

Anos depois, passou o comando a Raul Gil e participou de seu programa desde 1998, como jurado fixo.

No inicio da década de 80, enquanto ainda integrava a Rádio Nacional, adquiriu emissoras de rádio da Região dos Lagos e do Jornal de Negócios, assumindo, em 1990, a superintendência do Sistema Serramar de Comunicações, que então congregava cinco emissoras.

Em 1998, assumiu a titularidade da Secretaria de Cultura, Educação, Esporte e Lazer de Saquarema.

Jurado Musical

Em 2002, convidado pelo também apresentador, compositor e cantor Raul Gil, tornou-se jurado no "Programa de Calouro do Raul Gil". Além da função de jurado ilustre, nos vários programas de talentos apresentados por Raul Gil, em sucessivas redes de televisão, José Messias dedicou-se ao resgate da memória do rádio e da televisão brasileiros.

Escritor

José Messias da Cunha foi membro da Academia Nacional de Letras e Artes. Recentemente, lançou seu primeiro livro, "Sob a Luz das Estrelas: Somos Uma Soma de Pessoas". Na obra, ele apresenta a história de sua vida e carreira, bem como exibe um valioso retrospecto da história do rádio e da televisão no Brasil, história da qual foi co-protagonista.

Morte

José Messias morreu na noite de sexta-feira, 12/06/2015, aos 86 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado há cerca de dez dias no Hospital Italiano, no Grajaú, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo nota de pesar do SBT, José Messias teve falência múltipla de órgãos em decorrência de uma complicação renal.

Família e amigos se despediram de José Messias na tarde de sábado, 13/06/2015. Seu corpo foi enterrado no Cemitério de Saquarema, no Rio de Janeiro, por volta das 15:00 hs. Durante toda a manhã, as pessoas mais próximas de José Messias estiveram reunidas em um velório que aconteceu em uma capela ao lado do Hospital Municipal Nossa Senhora de Nazareth, em Bacaxá, distrito de Saquarema.

Condecorações

José Messias da Cunha foi condecorado com vários méritos, entre diplomas, troféus e medalhas, com especial destaque para:

  • Cidadão Benemérito da Cidade do Rio de Janeiro
  • Medalha Tiradentes
  • Prêmio Noel Rosa (Pelo Sindicato dos Compositores)

Discografia


  • 1956 - Macumbô / Deus e a Natureza (Mocambo, 78 rpm)
  • 1957 - Ai, Ai, Meu Deus / Vou Beber (Copacabana, 78 rpm)
  • 1959 - Você Aí / Fim de Safra (Continental, 78 rpm)
  • 1960 - Marcha da Condução / Garoto Solitário (Polydor, 78 rpm)
  • 1961 - Rock do Cauby / Amor de Cerão (Philips, 78 rpm)
  • 1962 - Garrincha-cha / Duas Mães (Mocambo, 78 rpm)
  • 1962 - Maria Carnaval / Marcha do Carequinha (Philips, 78 rpm)
  • 1962 - Trenzinho de Brinquedo-Piuí / Dorme (Mocambo, 78 rpm)
  • 1963 - Deus Tem Mais Pra Dar / Marcha do Pica-Pau (Odeon, 78 rpm)
  • 1963 - Twist do Pau de Arara / Cha Cha Cha do Carequinha (RGE, 78 rpm)

Fonte: Wikipédia e Ego

Marly Marley

MARLY MARLEY
(75 anos)
Atriz, Diretora Teatral, Crítica Musical, Jurada Musical e Vedete

* Três Lagoas, MS (05/04/1938)
+ São Paulo, SP (10/01/2014)

Marly Marley foi uma atriz, diretora de teatro, crítica musical, jurada musical e ex-vedete da época de ouro do rádio e televisão brasileiros, personalidade de destaque expressivo no cenário da cultura artística e musical nacional por várias décadas.

Era conhecida como "única vedete de São Paulo" pois o teatro de revista dos anos 50 e 60 era dominado pelas cariocas. Formou-se professora, mas nunca exerceu a profissão. Preferiu se dedicar ao balé, ao acordeon, ao piano e ao canto, habilidades estudadas desde criança. Aos 17 anos já atuava no teatro paulistano.

Marly Marley nasceu em Três Lagoas, MS, em 05/04/1938, e, ainda pequena, mudou-se para Lins, no estado de São Paulo, cidade que adotou de coração. Formou-se professora e psicóloga, mas nunca exerceu a profissão. Preferiu se dedicar ao balé, ao acordeon, ao piano e ao canto, habilidades estudadas desde criança. Aos 17 anos já atuava no teatro paulistano.

O carnaval sempre foi outra paixão de Marly Marley. Ao longo de dez anos participou de gravações de folias carnavalescas pelo Brasil, como como "Índia Bonitinha" e "Marcha da Baleia". Toda a experiência conferiu-lhe vários predicados artísticos e culturais. Ultimamente assinava a produção e direção de peças teatrais.


Época do Teatro

Marly Marley trabalhou por quinze anos como vedete nos teatros de revista. Depois, participou de operetas com Vicente Celestino e Gilda de Abreu.

No lendário Teatro Natal, fez "Tá Rosa e Não Está Prosa", com Otelo Zeloni e Renata Fronzi, e "Precisa-se De Um Presidente", com José Vasconcellos. Atuou ainda em "Vai Acabar Em 69", "Só Porque Você Quer" e "Pega, Mata e Come". Participou ainda de comédias com Dercy Gonçalves e Mazzaropi.

Foi uma presença marcante no Teatro de Comédia. Com Dercy Gonçalves fez a clássica "Dona Violante Miranda", em 1958. Também esteve em "O Cunhado Do Ex-Presidente".


Cinema e Televisão

Na televisão, Marly Marley passou por várias emissoras como TV Tupi, TV Excelsior, Rede Manchete, Band, SBT e TV Record. Fez parte do elenco de inauguração da Rede Bandeirantes, em 1967, sempre se destacando nos programas de humor como "Show de Mulheres". Desde os anos 80 integrava o corpo de jurados do "Programa Raul Gil", na TV Record, Rede Manchete, Band e ultimamente no SBT.

Fez algumas novelas como "O Amor Tem Cara De Mulher" (1966), na TV Tupi. No SBT, participou de "Meus Filhos, Minha Vida" (1984). Esteve também no gran finale da novela "Belíssima" (1986) na TV Globo,quando o autor Silvio de Abreu fez uma homenagem às vedetes do Brasil, colocando em cena todas as remanescentes do gênero. Apareceu ao lado de Carmem Verônica e Íris Bruzzi.

No cinema, estrelou três filmes com Mazzaropi, o mais famoso é "O Puritano da Rua Augusta" (1965), e em duas produções estrangeiras, uma mexicana e outra alemã.

Em 2008, Marly Marley participou do filme "Chega de Saudade", seu último trabalho no cinema, da cineasta Laís Bodanzky, autor de "Bicho de Sete Cabeças" (2000), com roteiro de Luiz Bolognesi, um longa-metragem que trata do universo e dos personagens dos salões da época de ouro do rádio, teatro e televisão no Brasil. Na história, interpretou a personagem Liana.


Produtora

Foi produtora de várias peças com os comediantes Gibe e Simplício. Mais tarde, nos anos 80, integrou o elenco de "O Vison Voador", peça que ficou mais de seis anos em cartaz. Depois, nos anos 2000, Marly Marley produziu novamente o espetáculo, que atraiu um grande público por todo o Brasil.


Jurada Musical

Integrou por muitos anos o corpo de jurados do "Programa Raul Gil", trabalhando com o apresentador desde 1987. Com notável cultura, experiência e talento musical, é considerada a primeira dama da crítica musical brasileira.

Ary Toledo e Marly Marley
Morte

Marly Marley morreu em 10/01/2014, aos 75 anos, depois de ficar internada por um mês em um hospital de São Paulo devido a um câncer de pâncreas e apresentava metástase.

Ela era casada com o humorista Ary Toledo há 45 anos. O casal não teve filhos.


Wilza Carla

WILZA CARLA ROSSI DE BRANDIZI SILIBELI SOARES MARQUES PEREIRA
(75 anos)
Atriz, Vedete, Humorista e Jurada de TV

* Niterói, RJ (29/10/1935)
+ São Paulo, SP (18/06/2011)

Neta de político famoso no Rio, Wilza Carla foi abandonada pelo pai aos 3 anos de idade e passou toda sua infância dividida entre a mansão dos avós e o "quarto e sala" da mãe. Em 1955, foi convidada na porta do Colégio Sion, por Carlos Manga para um bom papel no filme "Chico Viola Não Morreu". Aceitou e filmou escondida dos avós, que a proibiam até de ter aulas de ballet. Quando o filme estreou Wilza Carla foi expulsa do Colégio Sion, mas não desistiu da carreira.

No mesmo ano foi eleita Rainha dos Comerciários e escalada para o programa de TV "Familia Boa Aventura". No cinema teve um pequeno papel em "Eleanora dos Sete Mares" e na produção italiana "Pani, Amore e Carnavale". Tentou também o teatro "sério" na peça "Comédia do Coração", com Paulo Autran, mas acabou partindo para o Teatro de Revista que dava mais dinheiro e mais prestígio.

Rapidamente se tornou uma das principais vedetes do país, favorita de muitos políticos. Iniciou então a famosa coleção de noivos. Em 1957, 1958 e 1959 reinou soberana como Rainha do Carnaval, a única na história do carnaval com 3 títulos consecutivos.

Wilza Carla já estava passando de voluptuosa para gorda na entrada dos anos 60, mesmo assim seu prestigio e beleza garantiram ainda muitos anos de rebolado. De 1960 a 1964, se dividiu entre Brasil e Portugal, onde estrelou com muito sucesso montagens brasileiras como "Boa Noite Lisboa" e "Pão, Amor e Reticências".


Em 1962 Wilza Carla fez sua estréia nos desfiles de fantasia do Teatro Municipal, com a fantasia Rainha dos Vampiros. Foi desclassificada porque a comissão julgadora considerou sua fantasia imoral. Wilza Carla deu início as suas famosas brigas com o juri e os organizadores do Teatro Municipal, sempre que não tirava o primeiro prêmio. No ano seguinte ficou em primeiro lugar com a fantasia em homenagem a Ary Barroso, intitulada Aquarela do Brasil. Daí pra frente, foi uma coleção de prêmios, na maioria das vezes, na categoria de originalidade, onde sempre foi imbatível.

Em 1967 participou da cultuada produção sueca, rodada no Rio de Janeiro, "Palmeiras Negras", dos diretores Lassen Ligrend e Iulin Bohim, interpretando o segundo papel do filme ao lado de Bibi Anderson. Estava então com 133 quilos e fez uma cena totalmente nua. Apesar do filme ter sido muito comentado e censurado aqui no Brasil, trouxe um premio de melhor atriz no Festival de Palermo.

Já na década de 70, Wilza Carla atuou em dezenas de produções baratas da Boca do Lixo, alguns cults como "Os Monstros de Babaloo" de "Elyseu Visconti", considerado o filme mais erótico produzido no Brasil nos anos 70. Mas também teve participações em filmes importantes do cinema nacional como "Os Herdeiros" de Carlos Diegues, "Macunaíma" e "Guerra Conjugal", ambos de Joaquim Pedro de Andrade.

Na TV participou de programas humoristicos como "Balança Mas Não Cai" e algumas novelas na antiga TV Tupi, como "Jerônimo, o Herói do Sertão" e "Assim na Terra Como no Céu". Mas foi em 1976 que teve seu grande momento na televisao brasileira, como Dona Redonda, um dos personagens surrealistas da novela "Saramandaia" de Dias Gomes. Dona Redonda, um dia, explode de tanto comer e ainda deixa uma cratera no chão. Mas o público exigiu a volta de Wilza Carla, e ela volta na pele de Dona Bitela, irmã gêmea de Dona Redonda.


Em 1977, Wilza Carla seria escolhida por Federico Fellini para estrelar "Casanova", onde desempenharia o papel de uma mulher gigante, mas acabou não acontecendo.

Em 1979 casou-se com o modelo Paulo Bezerra, já grávida de Paola Faenza Bezerra da Silva, que nasceu 5 meses depois.

Na década de 80 se firmou como jurada do "Programa Sílvio Santos" e "Programa Raul Gil".

Em 1984 começaram seus sérios problemas de saúde. Diabética e com problemas de ácido úrico, hipertensão arterial, infecção urinária e trombose nas pernas, ficou várias semanas internada e precisou da ajuda de amigos e artistas como Hebe Camargo, Sílvio Santos e Roberto Carlos para pagar suas contas no hospital.

Daí em diante, suas aparições foram diminuindo. Ainda teve participações especiais em programas do Chico Anysio, na novela "Cambalacho", e alguns programas humorísticos da TV Bandeirantes. Mesmo com todos os problemas de saúde, continuou desfilando suas fantasias de carnaval como hors-concours (fora da competição).

Em 1991 fez na Rede Globo a minissérie "O Portador" de Herval Rossano. Ao lado de Lafayte Galvão formou um casal dono de pastelaria e traficante de sangue. Também em 1991, fez sua ultima participação em novelas, na TV Manchete em "A História de Ana Raio e Zé Trovão", no personagem Maria Gasolina.


Em 1993 desfilou no Teatro Municipal pela última vez com a fantasia "Recordação de um Pássaro", encerrando mais de 30 anos de uma trajetória de muito sucesso no mundo das fantasias.

Em 1994 os problemas de saúde voltam com força total. Teve a vista atacada por uma catarata que a deixou praticamente cega, a artrose nos joelhos a impediu de andar.

Em 1995 foi internada as pressas com depressão aguda e a diabetes fora do controle. Ficou quase um ano na UTI e chegou a entrar em coma. O peso muito acima do normal, 190 kg., complicou ainda mais a situação. Wilza Carla esteve a beira da morte, perdeu a visão e parou de falar.

Wilza Carla deu uma melhorada, operou a catarata, emagreceu 100 kg., mas ainda estava numa cadeira de rodas devido a falta de verba e também de coragem para implantar uma prótese. Estava vivendo em São Paulo, na casa da antiga amiga Phedra del Cordoba. Ainda tinha muita depressão, perdeu boa parte da memória e não conseguia falar muito pois sempre se emocionava e chorava. Provavelmente por constatar que num pais sem memória como o Brasil, hoje ela estava totalmente esquecida.

A atriz e ex-vedete Wilza Carla morreu no sábado, 18/06/2011, aos 75 anos, no Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo a advogada e amiga, Maria Francisca Valias, ela sofria de diabetes e de problemas cardíacos. Além disso, ainda de acordo com a amiga, Wilza tinha dificuldades de memória e para se locomover.

José Fernandes

JOSÉ FERNANDES
(54 anos)
Maestro, Discotecário, Produtor, Redator, Radialista e Jurado de TV

☼ Minas Gerais (1925)
┼ Rio de Janeiro, RJ (05/09/1979)

José Fernandes foi um maestro, discotecário, produtor, redator, jurado de televisão e apresentador de programas de rádio durante quase duas décadas, mas só se tornou famoso quando começou a aparecer, eternamente mal-humorado, nos júris de programas de televisão.

Fazia o tipo mal humorado, de poucas amizades e raramente dava um sorriso em frente às câmeras. E foram raras as vezes em que seu sorriso foi visto, mas aconteceu. Os calouros tremiam quando José Fernandes pegava o microfone e já sabiam que nota receberiam. Sua nota geralmente era 0 e quando estava de bem com a vida, dava 1.

Participou do "Programa Flávio Cavalcanti" e também foi jurado no "Show de Calouros" do "Programa Sílvio Santos".

Crítico feroz, costumava distribuir notas zero aos calouros e, em 13 anos, só concedeu nota 10 para os cantores Clara Nunes, Cláudia, Elis Regina, Maysa, Orlando Silva, Carlos José, Tito Madi e Dick Farney. Mesmo assim, recentemente acabaria confessando a um amigo seu arrependimento por três dessas notas.


Em 1976, Guilherme Arantes se apresentou no programa "Show de Calouros", com o seu primeiro sucesso "Meu Mundo e Nada Mais", que era tema da novela "Anjo Mau". O cantor recebeu nota máxima de todos os jurados, menos de José Fernandes, que deu 4,5 (a nota máxima era 5), alegando que o trecho da letra "Só Sobraram Restos", formava o cacófato "Sóçobraram Restos". Guilherme Arantes discutiu com José Fernandes e Sílvio Santos pôs panos quentes, dizendo que os candidatos não deveriam comentar as opiniões do júri.

Como músico, dirigiu uma orquestra dedicada especialmente a tangos.

Em 1976, pela RCA Camden, lançou o LP "Tangos Nota 10 - José Fernandes e Sua Orquestra Típica", com a interpretação dos tangos "Ojos Negros" (Vicente Greco), "Caminito" (Gabino Coria Peñaloza e Juan de Dios Filiberto), "Derecho Viejo" (Eduardo Arolas), "Nostalgias" (Juan Carlos Cobián e Enrique Cadícamo), "Ré-fá-si" (Enrique Delfino), "A Media Luz" (Edgardo Donato e Carlos César Lenzi), "Quejas de Bandoneon" (Juan de Dios Filiberto), "Tango Pra Teresa" (Jair Amorim e Evaldo Gouveia), "El Choclo" (Angel Villoldo, Enrique Santos Discépolo e Carlos Marambaio Catan), "Volver" (Carlos Gardel e Alfredo Le Pera), "La Maleva" (A. Buglione e M. Prado) e "Yira Yira" (Enrique Santos Discépolo).


Em 1977, lançou o LP "Tangos Nota 10 - Volume 2 - José Fernandes e Sua Orquestra Típica", com os tangos "Mi Refugio" (Juan Carlos Cobián e P. N. Córdoba), "La Útima Cita" (Agustin Bardi e Francisco Garcia Jimenez), "Uno" (Mariano Mores e Enrique Santos Discépolo), "Madreselva" (Francisco Canaro e Luis César Amadori), "Buen Amigo" (Julio de Caro e C. Marambio), "Felicia" (Enrique Saborido), "Noche de Reyes" (Jorge Curi e Pedro Maffia), "À Eduardo Arolas", (José Fernandes), "Cuesta Abajo" (Carlos Gardel e Alfredo Le Pera), "Tomo y Obligo" (Carlos Gardel e Manuel Romero), "Canaro" (José Martinez), "Esta Noche Me Emborracho" (Enrique Santos Discépolo), "Recuerdo" (Adolfo Pugliese) e "Maipo" (Eduardo Arolas).

Apesar de maestro, sua notoriedade se deveu, segundo a crítica especializada, ao tipo especial que criou no "Programa Flávio Cavalcanti": Carrancudo, mal-humorado, dando sempre notas baixas aos calouros. O que fez com que o seu nome, tal sua popularidade, ficasse sinônimo de pessoas de mal com a vida.

José Fernandes faleceu no dia 05/09/1979, aos 53 anos, no Rio de Janeiro, RJ, vítima de uma afecção renal.

Fonte: Wikipédia

Renato Barbosa

RENATO BARBOSA
(49 anos)
Cantor, Apresentador de TV e Jurado

* (1954)
+ Vassouras, RJ (25/05/2003)

Começou sua carreira no rádio nos anos 70. De lá veio o convite para fazer parte do programa "Boa Noite Brasil" de Flávio Cavalcanti na TV Bandeirantes. Nos anos 90, ganhou o comando do "Quem Sabe… Sábado!" na TV Record. Seu último trabalho foi na TV Bandeirantes, na produção do "A Noite É Uma Criança".

Renato Barbosa participou do "Programa Flávio Cavalcanti", "Show de Variedades" e "Show de Prêmios" todos no SBT. Compôs os temas de abertura dos infantis "Show Maravilha" e "Dó Ré Mi Fá Sol Lá Simony".

Ficou conhecido como o "Rei da Paródia" por suas participações no lendário "Show de Calouros", onde atuava semanalmente, às vezes até como jurado. Em uma delas, se utilizou de "Saudosa Maloca" para falar dos problemas de saúde de Silvio Santos e de "Caça e Caçador" para promover um relacionamento entre os jurados Elke Maravilha e Pedro de Lara.

No início de 2003 descobriu a doença, que se agravou em pouco tempo. Com seu jeito irreverente, bom humor, talento e criatividade, Renato Barbosa faz falta na televisão.

Renato Barbosa era solteiro e faleceu em 2003, aos 49 anos em, vítima de Câncer de Próstata.

Fonte: Central de Noticias

Aracy de Almeida

ARACY TELES DE ALMEIDA
(73 anos)
Cantora e Jurada de TV

* Rio de Janeiro, RJ (19/08/1914)
+ Rio de Janeiro, RJ (20/06/1988)

Teve grande convivência com o compositor Noel Rosa. Também foi jurada do programa Show de Calouros do Programa Sílvio Santos. Era conhecida como "Dama da Central do Brasil", pois somente viajava de trem, "A Dama do Encantado", em referência ao bairro em que morou no Rio de Janeiro, ou "O Samba em Pessoa".

Cantava samba, mas era apreciadora de música clássica e se interessava por leituras de psicanálise, além de ter em sua casa quadros de importantes pintores brasileiros como Aldemir Martins e Di Cavalcanti, com quem mantinha amizade.

Os que conviviam com ela, na intimidade ou profissionalmente, a viam como uma mulher lida e esclarecida. Tratada por amigos pelo apelido de "Araca", Noel Rosa disse, em entrevista para A Pátria, em 4 de janeiro de 1936:

"Aracy de Almeida é, na minha opinião, a pessoa que interpreta com exatidão o que eu produzo."


Aracy Almeida foi criada no subúrbio carioca, no bairro de Encantado, numa grande família evangélica. O pai, Baltazar Teles de Almeida era chefe de trens da Central do Brasil e a mãe, Dona Hermogênea, dona de casa. Tinha apenas homens como irmãos.

Estudou num colégio no bairro do Engenho de Dentro, onde foi colega do radialista Alziro Zarur, passando depois para o Colégio Nacional, no Méier.

Aracy de Almeida costumava cantar hinos religiosos na igreja Batista e, escondida dos pais, cantava músicas de entidades em terreiros de macumba e no bloco carnavalesco Somos de Pouco Falar. "Mas isso não rendia dinheirim", como Aracy dizia.

Mais tarde, conheceu Custódio Mesquita, por intermédio de um amigo. Cantou para ele a música "Bom-dia, Meu Amor" (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), conseguindo entrar na Rádio Educadora (depois Rádio Tamoio), em 1933. Ali mesmo, conheceu Noel Rosa e aceitou o convite, que ele lhe fez, para "tomar umas cervejas cascatinhas na Taberna da Glória". Desde este dia, o acompanhou todas as noites.


No ano seguinte, gravou para o carnaval seu primeiro disco, pela Columbia, com a música "Em Plena Folia" (Julieta de Oliveira). Em 1935, assinou seu primeiro contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul e gravou "Seu Riso de Criança", composição de Noel Rosa, de quem se tornaria a principal intérprete.

Transferindo-se para a RCA Victor, participou do coro de diversas gravações e lançou, ainda em 1935, como solista, "Triste Cuíca" (Noel Rosa e Hervé Cordovil), "Cansei de Pedir", "Amor de Parceria" (ambas de Noel Rosa) e "Tenho Uma Rival" (Valfrido Silva).

A partir de então, tornou-se conhecida como intérprete de sambas e músicas carnavalescas, tendo sido apelidada por César Ladeira de "O Samba em Pessoa".

Trabalhou na Rádio Philips com Sílvio Caldas, no Programa Casé, na Rádio Cajuti, Rádio Mayrink Veiga e Rádio Ipanema, excursionando com Carmen Miranda pelo Rio Grande do Sul.

Em 1936 foi para a Rádio Tupi e gravou com sucesso duas músicas de Noel Rosa: "Palpite Infeliz" e "O X do Problema".


Em 1937 atuou na Rádio Nacional e destacou-se com os sambas "Tenha Pena de Mim" (Ciro de Sousa e Babau), "Eu Sei Sofrer" (Noel Rosa e Vadico) e "Último Desejo" (Noel Rosa) que faleceu nesse ano.

Gravou, em 1938, "Século do Progresso" (Noel Rosa) e "Feitiço da Vila" (Noel Rosa e Vadico), e, em 1939, lançou em disco "Chorei Quando o Dia Clareou" (Davi Nasser e Nelson Teixeira) e "Camisa Amarela" (Ary Barroso).

Para o carnaval de 1940, gravou a marcha "O Passarinho do Relógio" (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e, no ano seguinte, "O Passo do Canguru" dos mesmos autores.

Em 1942, lançou o samba "Fez Bobagem" (Assis Valente), "Caramuru" (B. Toledo, Santos Rodrigues e Alfeu Pinto), "Tem Galinha no Bonde" e "A Mulher do Leiteiro" (Milton de Oliveira e Haroldo Lobo). Fez sucesso no carnaval de 1948 com "Não Me Diga Adeus" (Paquito, Luis Soberano e João Cerreia da Silva) e, em 1949, gravou "João Ninguém" (Noel Rosa) e "Filosofia" (Noel Rosa e André Filho).


Entre 1948 e 1952, trabalhou na boate carioca Vogue, sempre cantando o repertório de Noel Rosa. Graças ao sucesso de suas interpretações nessa temporada, lançou pela Continental dois álbuns de 78 rpm com músicas desse compositor.

O primeiro deles, lançado em setembro de 1950, continha "Conversa de Botequim" (com Vadico), "Feitiço da Vila" (com Vadico), "O X do Problema", "Palpite Infeliz", "Não Tem Tradução" e "Último Desejo". No segundo, lançado em março de 1951, interpretou "Pra Que Mentir" (com Vadico), "Silêncio de Um Minuto", "Feitio de Oração" (com Vadico), "Três Apitos", "Com Que Roupa" e "O Orvalho Vem Caindo" (com Kid Pepe).

Foi, ao lado de Carmen Miranda, a maior cantora de sambas dos anos 30. Depois de atuar com sucesso na Boate Vogue em Copacabana na década de 40. Entre 1950 e 1951, gravou dois álbuns dedicados a Noel Rosa, que seriam responsáveis pela reavaliação da obra do "Poeta da Vila".

Mudou-se para a cidade de São Paulo em 1950, e lá viveu durante 12 anos. Em 1955, trabalhou no filme "Carnaval Em Lá Maior", de Adhemar Gonzaga, e lançou, pela Continental, um LP de dez polegadas só com músicas de Noel Rosa, no qual foi acompanhada pela orquestra de Vadico, cantando, entre outras, "São Coisas Nossas", "Fita Amarela" e as composições inéditas "Meu Barracão", "Cor de Cinza", "Voltaste" e "A Melhor do Planeta" (com Almirante).


Três anos depois, lançou pela Polydor o LP "Samba em Pessoa". Em 1962 a RCA Victor, reaproveitando velhas matrizes, editou o disco "Chave de Ouro". Em 1964, gravou com a dupla Tonico & Tinoco o cateretê "Tô Chegando Agora" (Mário Vieira) e apresentou-se com Sérgio Porto e Billy Blanco na Boate Zum-Zum no Rio de Janeiro.

Em 1965, fez vários shows no Rio de Janeiro: "Samba Pede Passagem", no Teatro Opinião. "Conversa de Botequim", dirigido por Luís Carlos Miele e Ronaldo Bôscoli, no Crepúsculo. E um espetáculo na Boate Le Club, com o cantor Murilo de Almeida.

No ano seguinte, a gravadora Elenco lançava o disco "Samba é Aracy de Almeida". Com o cômico Pagano Sobrinho, fez "É Proibido Colocar Cartazes", um programa de calouros da TV Record, de São Paulo, em 1968. No ano seguinte, a dupla apresentou-se na boate paulistana Canto Terzo. Ainda em 1969, fez o show "Que Maravilha!", no Teatro Cacilda Becker em São Paulo, ao lado de Jorge Bem Jor, Toquinho e Paulinho da Viola.

Depois disso, com a entrada da bossa nova, os intérpretes de samba já não eram tão solicitados. Aracy de Almeida trabalhou em vários programas de TV: Clube do Bolinha (TV Tupi), com Mário Montalvão; Buzina do Charinha (TV Globo); Programa Sílvio Santos; Programas na TV Educativa; Programa da Pepita Rodrigues, na TV Manchete; Programa do Perlingeiro, na TV Excelsior; Almoço Com As Estrelas, com Aérton Perlingeiro, entre outros.


Em 1988, Aracy de Almeida teve um Edema Pulmonar. No início, ficou internada em São Paulo, retornando ao Rio de Janeiro para o Hospital da SEMEG, na Tijuca. Sílvio Santos a ajudou financeiramente na época em que esteve doente e lhe telefonava todos os dias às 18 horas para saber como ela estava.

Depois de dois meses em coma, voltou a lucidez por dois dias, e, num súbito aumento de pressão arterial, faleceu no dia 20 de junho, aos 74 anos. Seu corpo foi velado no Teatro João Caetano, visto que seu último show com Albino Pinheiro havia sido lá.

O Jardim da Saudade doou o túmulo para ela, porém já havia uma gaveta no cemitério em São Paulo, mas Adelaide não quis levá-la para lá. O Corpo de Bombeiros percorreu parte do Rio de Janeiro com o seu caixão como homenagem, passando pelos lugares importantes freqüentados por Aracy (Copacabana, Glória, Lapa, Vila Isabel, Méier e Encantado).

Ela não casou e não quis ter filhos, apesar de ter morado com alguns namorados.

Fonte: Wikipédia

Pedro de Lara

PEDRO FERREIRA DOS SANTOS
(82 anos)
Humorista, Ator, Radialista e Jurado de TV

* Bom Conselho, PE (25/02/1925)
+ Rio de Janeiro, RJ (13/09/2007)

Pedro de Lara começou a carreira artística na década de 1960 na Rádio Rio de Janeiro. Em 1964, foi chamado para ser jurado do programa do Chacrinha, na TV Tupi, onde conheceu Sílvio Santos, que o levaria para o seu programa anos mais tarde.

Em 1977, Pedro de Lara passou a fazer parte do júri do "Show de Talentos Anônimos", quadro do Programa Silvio Santos.


De 1980 em diante, Pedro de Lara participou do programa do palhaço Bozo, um grande sucesso da TVS e do SBT durante os anos 80. Pedro de Lara era Salsi Fufu, o inventor de geringonças da turma, parceiro de Papai Papudo (Gibe) e Vovó Mafalda (Valentino Guzzo).

Pedro de Lara tinha colunas nas revistas Amiga e Sétimo Céu onde analisava os sonhos dos leitores, inclusive lançando livros sobre o assunto.

Foi radialista na Rádio Atual, além de empresário de sua esposa Mag de Lara.

Como jurado de auditório, Pedro de Lara era conhecido por sua postura conservadora e moralista. "Nunca aceitei que ninguém cantasse sem sutiã, nem com minissaia, que se tornou coqueluche anos atrás. Sempre tomei medidas enérgicas contra isso, até ameaçando me retirar quando o candidato era muito acintoso", declarou em entrevista ao jornal Folha de São Paulo em dezembro de 1999.


Como ator, participou dos filmes "A Máfia Sexual" (1986), "As Aventuras de Sérgio Malandro" (1985), "Padre Pedro e a Revolta das Crianças" (1984), "Bonitas e Gostosas" (1979), "Elke Maravilha Contra o Homem Atômico" (1978), "O Estranho Vicio do Drº Cornélio" (1975), entre outros.

No início dos anos 2000 apresentou na CNT Gazeta um programa de auditório chamado "Calouros em Delírio".

Uma de suas últimas atuações na tevê foi novamente como jurado, no programa "Gente Que Brilha" apresentado por Sílvio Santos.

Pedro de Lara estava com Câncer de Próstata e se recusava a fazer tratamento. Ele deixou quatro filhos, netos e a viúva Mag de Lara.

Fonte: Dramaturgia Brasileira - In Memoriam

Márcia de Windsor

MÁRCIA COUTO BARRETO
(49 anos)
Atriz, Vedete, Jurada e Apresentadora de TV

* Ouro Preto, MG (03/10/1933)
+ São Paulo, SP (04/08/1982)

Márcia Couto Barreto, verdadeiro nome de Márcia de Windsor, foi uma atriz brasileira nascida em Ouro Preto, MG, no dia 03/10/1933. Era descendente de duas famílias tradicionais de Ouro Preto e Diamantina, e desde pequena essa mineira demonstrava muita classe e elegância. Resolveu romper com as tradições da família aos 17 anos quando decidiu se casar com um fazendeiro 25 anos mais velho que ela, em Ilhéus, na Bahia. O casamento gerou dois filhos, o também ator Arlindo Barreto e Gilberto Márcio, e não durou mais do que cinco anos.

Cantar era seu hobby, e o sucesso e a opção pela carreira artística vieram no final da década de 50 quando ela já morava no Rio de Janeiro.

Márcia Couto Barreto estreou como vedete em um show na reabertura do Copacabana Palace, em 1958 ao lado de Elizeth Cardoso e Consuelo Leandro, e o nome artístico adotado foi uma sugestão do jornalista Stanislaw Ponte Preta que disse que ela lembrava uma Duquesa de Windsor.

Estreou na TV Rio como cantora e apresentadora. Na TV Record apresentou o programa "Acumulada Musical" ao lado do comediante Renato Corte Real.

Famosa jurada dos programas "A Grande Chance" e "Boa Noite Brasil", de Flávio Cavalcanti, destacou-se mesmo com seu comportamento extremamente bondoso para com os calouros e os gestos suaves e elegantes, que tornaram-se sua marca registrada. E tinha um jargão que ficou famoso: "Nota 10".

Atuou em cerca de 15 novelas. Na TV Globo fez "O Sheik de Agadir" (1966) e "A Última Testemunha" (1968). Na TV Excelsior fez várias novelas, como "Os Fantoches" (1967), "A Menina do Veleiro Azul" (1969) e "Os Estranhos" (1969)Na TV Tupi, Márcia de Windsor atuou em "Na Idade do Lobo" (1972), "O Profeta" (1977) e "Cara a Cara" (1979). Na TV Bandeirantes, participou de "Venha Ver o Sol na Estrada" (1973), "Cavalo Amarelo" (1980) e "Ninho de Serpente" (1982).


Morte

Márcia de Windsor morreu vítima de um infarto agudo no quarto que ocupava no Hotel San Raphael, em São Paulo, no dia 04/08/1982. Ela estava na capital paulista para gravar os últimos capítulos da novela "Ninho da Serpente" para a Rede Bandeirantes, na qual interpretava Jerusa e na noite anterior ao infarto havia participado de um programa diário da emissora, o "Boa noite Brasil", onde tinha um quadro semanal, "Meu Netinho é Uma Graça".


Trabalhos


Cinema
  • 1958 - Comercial Toddy
  • 1962 - As Sete Evas
  • 1964 - Sangue na Madrugada
  • 1964 - Crônica da Cidade Amada
  • 1967 - O Mundo Alegre de Helô
  • 1969 - A um Pulo da Morte
  • 1978 - A Força do Sexo

Televisão
  • 1964 - O Acusador
  • 1965 - 22-2000 Cidade Aberta (Série)
  • 1965 - TNT (Série)
  • 1966 - O Sheik de Agadir
  • 1967 - Os Fantoches
  • 1968 - A Última Testemunha
  • 1969 - A Menina do Veleiro Azul
  • 1969 - Os Estranhos
  • 1970 - E Nós, Aonde Vamos?
  • 1972 - Bel-Ami
  • 1972 - Na Idade do Lobo
  • 1973 - Venha Ver o Sol na Estrada
  • 1977 - O Profeta
  • 1979 - Cara a Cara
  • 1980 - Cavalo Amarelo
  • 1981 - Os Adolescentes
  • 1982 - Ninho da Serpente


Fonte: Wikipédia